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quinta-feira, 23 de março de 2023

Trump pode ser denunciado criminalmente hoje

Alvo de várias investigações, o ex-presidente Donald Trump pode ser denunciado criminalmente hoje pelo júri que examina o pagamento de US$ 130 mil à atriz pornô Stormy Daniels para comprar o silêncio durante a campanha eleitoral de 2016. Apesar de três derrotas eleitorais consecutivas, Trump sonha em voltar à Casa Branca, talvez para se livrar dos processos.

O ex-primeiro-ministro Boris Johnson depôs ontem durante três horas e meia numa comissão da Câmara dos Comuns onde é acusado de mentir ao Parlamento Britânico sobre as festinhas realizadas na residência oficial durante confinamentos da pandemia.

Com a inflação em 10,4% ao ano no Reino Unido, o Banco da Inglaterra deve aumentar hoje sua taxa básica de juros, hoje em 4% ao ano. Na semana passada, o Banco Central Europeu elevou os juros de 2,5% para 3%. Ontem, foi a vez do banco central dos EUA, que aumentou a taxa básica em 0,25 para tentar equilibrar a alta de preços com o risco bancário tendo em vista falências bancárias recentes.

O Banco da Reserva da Índia, o banco central do país, previu crescimento de 7% em 2023 e de 6,4%. É a grande economia que mais cresce no mundo. Com aumento de 5,9% na renda por pessoa, a Índia se tornou um país de renda média.

A escassez de água será um problema para a maioria dos países, por causa da poluição e do aquecimento global. Água e saneamento para todos é um dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, que realiza neste momento em Nova York a Conferência da Água.

Ao defender sua reforma previdenciária e criticar os protestos violentos e atos de vandalismo, o presidente Emmanuel Macron comparou as manifestações na França ao assalto ao Congresso dos EUA, em 6 de janeiro de 2021, e os ataques às sedes dos três poderes em Brasília, em 8 de janeiro deste ano. 

É uma jogada que ele já usou contra a Revolta dos Coletes Amarelos (2018-19) e agora repete, acusar as manifestações contra o governo de ameaçar a democracia francesa.

Hoje será mais um dia de greve na França. Meu comentário:

quarta-feira, 8 de março de 2023

Biden está sob pressão para atacar cartéis de drogas do México

O presidente Joe Biden está sob pressão para atacar os cartéis do tráfico de drogas do México depois que quatro norte-americanos foram sequestrados e dois mortos na cidade de Matamoros. O Congresso dos Estados Unidos prepara lei para enquadrar as máfias do tráfico como grupos terroristas.

A Ucrânia prepara uma ofensiva de primavera com as novas armas que está recebendo do Ocidente. O conceito de defesa total adotado pela Suécia e a Finlândia durante a Guerra Fria está sendo aplicado na Ucrânia, observa a revista Foreign Policy.

Em discurso no Congresso Nacional do Povo da China, em tom bastante duro, o ditador Xi Jinping acusou os EUA e aliados de tentar impedir o desenvolvimento chinês.

Nos EUA, o bilionário processo da empresa Dominion Voting Systems contra o canal de notícias Fox News revela as maquinações de apresentadores e executivos para mentir deliberadamente a inflar as mentiras do então presidente Donald Trump sobre fraude na eleição de Joe Biden para segurar a audiência. 

O apresentador Tucker Carlson, que tenta reescrever a história do assalto ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 como um "caos predominantemente pacífico", confessa que "odeia passionalmente" Trump, que vê como um fracassado em suas empresas e "campeão mundial da destruição", noticiou o jornal The Washington Post.

Sob pressão internacional, o governo Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas "manifestando preocupação" as violações de direitos humanos na Nicarágua e ofereceu asilo a dissidentes nicaraguenses. Meu comentário:

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Economia dos EUA teve saldo de 638 mil vagas em outubro

O mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou melhora em outubro, abrindo 638 mil vagas de emprego a mais do que fechou, mas o ritmo de contratações diminuiu e há pelo menos 10 milhões de trabalhadores empregados a menos do que no início da pandemia do coronavírus de 2019. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, caiu um ponto percentual para 6,9%. 

Com a covid-19 e a incerteza em torno do resultado das eleições, a expectativa é de desaceleração da retomada da economia e do emprego. O ex-vice-presidente Joe Biden está perto da vitória, mas o presidente Donald Trump se nega a aceitar o resultado e vai à Justiça para tentar anular os votos enviados pelo correio. E a pandemia bate recordes de contágio, com 107,7 mil casos novos na quarta-feira e 121,5 mil na quinta-feira, de acordo com o jornal The New York Times.

A maior economia do mundo precisa de um novo pacote de estímulo, como pede o presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, Jerome Powell. Como o Partido Republicano deve manter o controle do Senado, não será um estímulo tão grande quanto aos US$ 2,4 trilhões, aprovados na Câmara, onde o Partido Democrata manteve a maioria.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Teste de vacina com bons resultados anima mercado

Mais de 100 grupos de pesquisa estão desenvolvendo vacinas para neutralizar o novo coronavírus. Os primeiros testes realizados pela empresa de biotecnologia americana Moderna apresentaram resultados promissores. Oito pessoas receberam duas doses experimentais, anunciou hoje a companhia.

As ações de Moderna subiram 25 por cento na Bolsa de Valores de Nova York. Junto com as declarações do presidente do Conselho da Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, prometendo fazer o necessário para sustentar a economia, o Índice Dow Jones subiu 3,85 por cento. Foi a maior alta diária em seis semanas.

No Brasil, a Bolsa de São Paulo subiu 4,69% e o dólar comercial caiu. Com 255 mil casos confirmados, o país é o terceiro na lista da Universidade Johns Hopkins, dos EUA, em número de infectados. O total de mortes está em 16.853


Mais de 140 líderes mundiais, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assinaram uma carta aberta enviada à Assembleia Mundial da Saúde, pedindo que todos os governos se unam para encontrar uma vacina contra o novo coronavírus a ser distribuída gratuitamente. 

Todos os tratamentos e testes para a covid-19 devem ser isentos de patentes, produzidos em massa e distribuídos a todos os países, diz a carta. A Assembleia Mundial da Saúde é a reunião anual da Organização Mundial da Saúde, que tem hoje 194 países-membros. Meu comentário:

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Economia dos EUA recua em ritmo de 4,8% ao ano

Depois de mais de uma década de um crescimento ininterrupto sem precedentes, sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, o produto interno bruto dos Estados Unidos sofreu uma de 4,8% na taxa anualizada no primeiro trimestre de 2020. No segundo trimestre, a queda pode chegar a 30%.

Os EUA não entravam em recessão, definida como a contração da economia por dois trimestres consecutivos, desde o terceiro trimestre de 2009, durante a Grande Recessão. Era o maior ciclo ininterrupto de expansão de sua história econômica.

A maioria dos economistas espera uma recuperação no segundo semestre. O presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretor do banco central americano, Jerome Powell, prometeu “usar sua ampla gama de instrumentos para sustentar a economia dos EUA neste momento de desafio.”

No mundo inteiro, são 3.174.286 casos registrados da pandemia do novo coronavírus, com 220.586 mortes e 985.817 pacientes curados. Entre os casos encerrados, 18% terminaram e morte. Os EUA têm o maior número de casos (1.041.044) e o maior número de óbitos (59.991).

Aqui no Brasil, são 5.513 mortes em quase 80 mil mortes.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Total de mortes pela pandemia do coronavírus se aproxima de 100 mil

O total de casos confirmados da pandemia do novo coronavírus ultrapassa 1,603 milhão, com 95.722 mortes e 354 mil pacientes curados. A mortalidade está em 6 por cento. 

Com mil 845 mortes em 24 horas e um total de 17 mil óbitos em mais de 465 mil casos registrados, letalidade de 3,5 por cento, os Estados Unidos ultrapassam a Espanha em número de mortes. Em Nova York, o número de hospitalizações caiu, mas cerca de 800 pessoas morreram em 24 horas.

A Itália tem nova alta no número de novos casos, mais 4 mil e duzentos, depois de três dias de queda. Com mais 610 mortes num dia, o total passou de 18 mil em mais de 143 mil e 600 casos registrados. A Itália tem o maior número de mortos e a maior mortalidade: 12,7 por cento.

Aqui no Brasil, são mais de 18 mil casos confirmados e 954 mortes. Meu comentário:

quinta-feira, 19 de março de 2020

Itália passa a China em número de mortes pelo novo coronavírus

O total de mortes pelo novo coronavírus na Itália já é maior do que na China, onde a pandemia começou. O Brasil tem sete mortes. E os Estados Unidos estão preocupados com os jovens, que não correm tanto risco, mas podem contaminar os mais velho. No mundo inteiro, são quase 243 mil casos e 9.867 mortes.

A Itália tem mais de 41 mil casos e 3.405 mortes. A taxa de mortalidade está em 8,2 por cento. O primeiro-ministro Giuseppe Conte alertou que a quarentena deve ser prorrogada além do prazo previsto inicialmente, 3 de abril. Em Bérgamo, com o cemitério lotado, o Exército está levando os caixões para outros cemitérios.

A França vai prorrogar o confinamento, inicialmente previsto para durar 15 dias. Cento e oito pessoas morreram no país em 24 horas.

O total de casos na Alemanha aumentou um terço ontem para 11 mil casos e hoje chegou a 14 mil, com 42 mortes. A taxa de mortalidade subiu para 3 por cento. Meu comentário:

domingo, 15 de março de 2020

Fed praticamente zera taxa de juros para combater impacto da pandemia

No segundo corte de emergência para enfrentar o impacto econômico da pandemia do coronavírus, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos Estados Unidos, baixou a taxa básica de juros da economia americana em um ponto percentual para uma faixa de 0 a 0,25%. 


O Fed também vai comprar bônus da dívida pública do Tesouro e títulos da dívida hipotecária (crédito imobiliário) no valor de US$ 700 bilhões para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e assim a estimular a maior economia do mundo.


"O surto do coronavírus causou danos a comunidades e prejudicou a atividade econômica em muitos países, inclusive nos EUA", declarou em nota o Comitê de Mercado Aberto, responsável pela política de juros. "O Fed está preparado para usar sua ampla variedade de instrumentos para sustentar o fluxo de crédito para lares e empresas.

Para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação, a partir de amanhã, o Fed vai comprar US$ 500 milhões em títulos da dívida pública do Tesouro dos EUA e US$ 200 milhões em títulos da dívida hipotecária.

Com medo de uma crise econômica capaz de abalar sua campanha à reeleição, o presidente Donald Trump. Mas a ação dos bancos centrais não basta. Assim que a medida foi anunciada, o Índice de Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, começou a cair no pregão eletrônico e baixou mil pontos.

O mercado entende que são necessários investimentos públicos maciços para sustentar a economia num momento de emergência de saúde pública. A ação dos bancos centrais não será suficiente.

No fim de semana, a Câmara dos Representantes aprovou lei para tornar o exame gratuito e oferecer auxílio-doença para trabalhadores obrigados a ficar em casa. O projeto está no Senado. O Congresso já aprovou uma verba de US$ 8 bilhões para financiar pesquisas sobre tratamentos contra o coronavírus e ajuda aos estados em necessidade.

Ao declarar estado de emergência nacional, na última sexta-feira, o presidente Trump prometeu a liberação imediata de US$ 50 bilhões para combater a pandemia.

Em entrevista ao programa This Week, da rede de televisão ABC, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse não acreditar que os EUA estejam numa recessão e prometeu trabalhar com o Congresso para combater o coronavírus e "usar todos os instrumentos que tivermos para ter a certeza de que a economia e os americanos que trabalham duro passem por esta."

Para o economista Mark Zandi, da empresa Moody's Analytics, "o ônus é claramente do governo Trump e do Congresso. Não há outra saída. As medidas tomadas até agora ajudam, mas é um tsuname. Eles precisam propor algo muito maior."

O banco J P Morgan Chase prevê uma queda de 2% no produto interno bruto dos EUA no primeiro trimestre e de 3% no segundo trimestre. Espera uma recuperação rápida no segundo semestre se o Congresso aprovar um programa de estímulo fiscal de US$ 500 bilhões.

sexta-feira, 6 de março de 2020

EUA geram 273 mil empregos a mais do que fecham em dois meses seguidos

Antes do impacto da epidemia do novo coronavírus, a maior economia do mundo criou mais 273 mil vagas de emprego, superando a expectativa do mercado, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. A taxa de desemprego recuou de novo para 3,5%. É a menor em 50 anos.

O dado de janeiro foi revisado para cima, de 225 para 273 mil, o mesmo de fevereiro. Os economistas esperavam um ganho de 175 mil postos de trabalho e a manutenção do índice de desemprego em 3,6%. Os salários cresceram a uma taxa de 3% nos últimos 12 meses, um pouco abaixo dos 3,1% registrados em janeiro.

Este resultado surpreendente agradou sobretudo ao presidente Donald Trump, que luta pela reeleição em 3 de novembro. É um dos melhores relatórios de emprego, mas sua influência positiva está sendo neutralizado pelo temor dos investidores diante da epidemia do novo coronavírus.

"É relevante no sentido de mostrar que a economia dos EUA estava robusta antes, mas não diz nada sobre o futuro", comentou Gregory Daco, economista sênior da empresa Oxford Economics. Michelle Meyer, diretora de EUA na corretora Bank of America Securities, considera uma indicação de que a economia tem mais condições de absorver o choque de uma pandemia.

A saúde, assistência social, serviços de alimentação e bares lideraram as contratações. O governo federal contribuiu com 7 mil empregos temporários para fazer o Censo de 2020.

O mercado espera novas medidas do Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA. Na terça-feira, o Fed fez o primeiro corte de juros emergencial desde outubro de 2008, no auge da Grande Recessão. A baixa foi de meio ponto percentual, para uma faixa de 1% a 1,25% ao ano.

Com a contração da economia da China, a segunda maior do mundo, no primeiro trimestre do ano, reduzindo a demanda e o fornecimento de insumos essenciais, os EUA devem sentir o impacto da epidemia do coronavírus em março.

terça-feira, 3 de março de 2020

Fed faz corte de emergência na taxa básica de juros

O Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos Estados Unidos, cortou hoje a taxa básica de juros em meio ponto percentual para uma faixa de 1% a 1,25% ao ano para estimular a economia diante dos riscos causados pela epidemia do novo coronavírus.

A decisão foi unânime. É o primeiro corte emergencial, entre uma reunião e outra do Comitê do Mercado Aberto, desde a crise financeira internacional de 2008.

Em nota, o Fed declarou que "o comitê está monitorando de perto os acontecimentos e suas implicações para a perspectiva econômica e vai usar seus instrumentos e agir como apropriado para sustentar a economia."

O corte de juros indica que autoridade monetária está preocupada com um grande impacto da doença do coronavírus sobre a economia, muito mais do que há duas semanas. Ontem, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua expectativa para o crescimento mundial em 2020 de 2,9% para 2,4% ao ano.

Economistas do banco Goldman Sachs preveem um crescimento da economia americana num ritmo anual de 0,9% no primeiro trimestre e estagnação no segundo trimestre. O analista Michael Feroli, do banco J P Morgan Chase vê 50% de chances de que o Fed reduza a taxa básica de juros para zero.

No Brasil, o impacto econômico do coronavírus será sentido porque a queda na demanda global reduz os preços das commodities, principais produtos de exportação do país, e podem faltar peças necessárias à produção industrial como já está acontecendo no setor de eletroeletrônicos.

Hoje o total de casos registrados chegou a 92.183, com 3.127 mortes, 48 mil pessoas recuperadas e mais de 10 mil casos fora da China continental, onde foi registrado o surto inicial e já morreram 2.943 pessoas.

No início da semana passada, o aumento no número de casos na Coreia do Sul, no Irã e na Itália deixou claro que a epidemia não seria contida na China e deve se tornar uma pandemia. Até agora, seis pessoas morreram nos EUA, todas no estado de Washington, onde o vírus estaria circulando há mais de um mês.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

EUA tiveram saldo de mais 225 mil empregos em janeiro

A maior economia do mundo prossegue em marcha triunfal: cresce sem parar a cada trimestre desde junho de 2009 e cria mais postos de trabalho do que fecha todo mês desde novembro de 2010. No mês passado, o saldo foi de 225 mil vagas, superando a expectativa do mercado, que era de 160 mil empregos. O índice de desemprego subiu de 3,5% para 3,6%, sinal de que há mais gente procurando emprego.

Com a revisão para cima dos dados de novembro e dezembro, nos últimos três meses, a economia dos Estados Unidos criou em média 211 mil empregos a mais do que fechou. Os salários cresceram em média 3,1% ao ano, em comparação com 3% em dezembro. O salário médio subiu 7 centavos para US$ 28,44 por hora.

O desemprego baixo aumenta a procura por bens de valores mais altos, observou Robert Jones, presidente da American Sale, uma loja especializada em produtos para recreação em casa, como piscinas infláveis e trampolins: "Quando a demanda aumenta, você precisa fazer mais, então precisa de mais gente."

Depois de cortar a taxa básica de juros três vezes no ano passado, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central dos EUA, manteve a taxa na reunião da semana passada.

Em janeiro, a indústria manufatureira cortou vagas, mas a construção civil, a saúde, a estocagem e os transportes contrataram mais. No ano passado, o saldo foi de 2,096 milhões de empregos.

De olho na reeleição em 3 de novembro, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Donald Trump reividicou toda a responsabilidade pela recuperação da economia, que começou no governo Barack Obama. Na média mensal, foram criados mais empregos sob Obama.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

EUA tiveram em 2019 menor crescimento anual desde 2016

A economia dos Estados Unidos avançou numa taxa anual de 2,1% em 2019, ampliando o mais longo período da crescimento ininterrupto da história do país, iniciado em 2009. Mas o ano fechou com uma expansão de 2,3%, abaixo dos 2,9% de 2018 e da meta de 3% do governo Donald Trump. Foi o menor a alta do produto interno bruto desde 2019.

"No quarto trimestre do ano passado, houve uma queda nas importações, uma aceleração dos gastos públicos e uma pequena redução no investimento não residencial foram neutralizadas por uma forte queda no investimento privado para formação de estoques e uma desaceleração no consumo pessoal", declarou o Departamento do Comércio.

O consumo pessoal respondeu por 1,2 ponto percentual no crescimento do PIB, em contraste com 2,1 pontos percentuais em 2018. No ano como um todo, o consumo pessoal avançou 2,6%, abaixo dos 3% do ano passado.

A desaceleração atingiu todas as categorias de bens de consumo, inclusive automóveis e móveis. O consumo pessoal em serviços resistiu, mas os gastos com refeições fora de casa também sofreram desaceleração, num sinal de queda de confiança.

Os gastos das empresas caíram 1,5% no último trimestre, reduzindo para 2,1% o avanço anual, em contraste com 6,4% em 2018.

Sob pressão de Trump, preocupado com o impacto de sua guerra comercial com a China, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central dos EUA, cortou a taxa básica de juros três vezes no ano passado e indicou que pretende mantê-la inalterada neste ano.

Para este ano, o economia Ian Shepherdson, da empresa Pantheon Macroeconimics, espera um crescimento estável em torno de 2% "se o coronavírus permitir". Neste caso, ele acredita que o Fed deve manter as taxas de juros, o que também é normal num ano eleitoral para evitar suspeitas de favorecer o governo do dia.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Bolsa de Nova York bate recorde com novo relatório sobre emprego

O Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, ultrapassou a marca de 29 mil pontos hoje depois do relatório sobre emprego de dezembro, quando houve um saldo de 145 mil novas vagas, fechando uma década de crescimento ininterrupto do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O índice de desemprego ficou estável em 3,5%. É o menor em 50 anos.

Ao todo, o saldo foi de 2,11 milhões de empregos em 2019. A média dos salários subiu em 2,9% ao ano, o menor ritmo desde julho de 2018. Pode não ser uma boa notícia para os trabalhadores, mas indica que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, não vai precisar elevar a taxa básica de juros.

Durante todo o ano passado, houve um ritmo forte de contratações em setores de serviços como saúde e hotelaria, entre outros. Houve um esfriamento na indústria manufatureira, transportes, armazenagem e construção civil.

A expansão do mercado de trabalho é um dos argumentos centrais da campanha de reeleição do presidente Donald Trump.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Fed reduz taxa básica de juros e indica que será último corte neste ciclo

Sob pressão do presidente Donald Trump, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central dos Estados Unidos, baixou hoje a taxa básica de juros da maior economia do mundo em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 1,5% a 1,75%.

Apesar do desemprego baixo, de aumento dos salários e de consumo pessoal em bom nível, o Fed cortou três vezes sua taxa básica desde julho, numa redução de 0,75 ponto percentual. Mas indicou que deve ser o último corte neste ciclo.

Quando o Comitê de Mercado Aberto se reuniu ontem, o Departamento do Comércio revelou que o investimento das empresas caiu 3% em 12 meses, o pior índice desde a recessão industrial de 2015 e 2016 nos EUA. O aumento do consumo pessoal se desacelerou, mas registrou alta de 2,9% num ano.

Hoje o Departamento do Comércio anunciou que o produto interno bruto americano cresceu no terceiro trimestre deste ano num ritmo anual de 1,9%. No segundo trimestre, a expansão foi de 2% ao ano.

"O PIB do terceiro trimestre reafirma a visão do Fed de que, enquanto o mercado de trabalho e o consumo continuam fortes, o investimento e as exportações permanecem fracos e continuam a representar risco de baixa para a perspectiva econômica", comentou a economista Ellen Zentner, do banco Morgan Stanley.

Trump está pressionando o Fed a baixar os juros para compensar o impacto de sua guerra comercial com a China, numa interferência sem precedentes na história recente sobre uma instituição com independência operacional.

Para o analista Brian Coulton, da agência de classificação de risco Fitch, "os danos da guerra comercial estão claramente visíveis nos números dos investimentos das empresas, que mostraram uma queda consecutiva, em dois trimestres, em ritmo de 3% ao ano, mas os indicadores do consumo estão bem melhores.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Fed se divide mas aprova corte de juros sob pressão de Trump

Por 7 a 3, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a cúpula do banco central dos Estados Unidos, decidiu hoje cortar a taxa básica de juros de curto prazo em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 1,75% a 2% ao ano. Foi a segunda redução neste ano, depois de dez anos de juros baixos para enfrentar a Grande Recessão de 2008-9.

Dois votos contra foram a favor de manter a taxa inalterada. O outro membro do Comitê de Mercado Aberto queria um corte de meio ponto percentual. O presidente Donald Trump, que pediu uma redução para zero, criticou o Fed, acusando seus membros de não terem "estômago" nem "visão".

A média das previsões dos membros do comitê é que não serão necessários mais cortes de juros até o fim de 2020. Os investidores e analistas de mercado esperavam dois cortes até lá.

Se a economia estivesse tão bem quanto Trump apregoa, não seriam necessários cortes de juros, mas os cálculos de especialistas do Congresso indicam que a guerra comercial com a China tirou 0,9 ponto percentual do crescimento dos EUA.

Trump teme uma recessão que atrapalhe seus planos de reeleição no próximo ano. O sucesso da economia é seu principal tema para a campanha eleitoral.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Geração de empregos nos EUA decepciona

O Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, subiu 0,26% hoje por causa do anúncio de retomada das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, apesar do relatório mensal de emprego sobre o mês passado ter ficado abaixo da expectativa do mercado. Houve um saldo positivo de 130 mil novas vagas de emprego. O mercado esperava 158 mil. 

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 3,7%. É a menor em quase 50 anos.

Com a guerra comercial entre os EUA e a China longe de uma solução positiva, empresas, consumidores e líderes políticos tentam avaliar o impacto sobre a economia. O emprego é um indicador importante.

Em agosto, o setor privado contratou 96 mil trabalhadores e mais do que demitiu. O resto do avanço veio do setor público, onde o Bureau do Censo foi o maior contratador.

A média do saldo de novos postos de trabalho gerados neste está em 143 mil por mês, abaixo dos 192 mil do ano passado, o melhor do governo Trump para o mercado de trabalho.

Diante dos repetidos tarifaços do presidente Donald Trump sobre as importações de produtos chineses, os empresários do comércio reclamam da dificuldade de planejar o futuro e 43% dos dirigentes das 500 maiores companhias americanas falaram publicamente sobre a incerteza gerada pela guerra comercial.

"O fracasso político épico em resolver o conflito comercial de um ano e meio [com a China] e a ameaça de novas batalhas tarifárias com a Europa, a Índia, o Vietnã e outros - tudo isso atua como um enorme pé no pescoço da economia dos EUA", comentou o economia Bernard Baumohl, analista da economia global de The Economic Outlook Group. "Este pé já asfixiou o setor manufatureiro de oxigênio, causando quedas na produção e em novas encomendas."

O presidente prefere acusar o jornalismo e o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central americano, de que cobra cortes maiores na taxa básica de juros, hoje numa faixa de 2% a 2,25%. A expectativa é que o Fed faça uma nova redução de 0,25 ponto percentual na reunião de 17 e 18 de setembro.

Maior motor da maior economia do mundo, o consumo doméstico continua firme, mas o investimento das empresas em imóveis e equipamentos diminuiu. Isso indica que devem contratar menos, o que terá impacto sobre o consumo no futuro.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

EUA cresceram em ritmo de apenas 2% ao ano no segundo trimestre

Na segunda estimativa do produto interno bruto do segundo trimestre, o crescimento da economia dos Estados Unidos foi reduzido para um ritmo de 2% ao ano. O maior aumento do consumo interno em quatro anos e meio foi neutralizado pela incerteza com as exportações causada pela guerra comercial com a China. A primeira leitura fora de 2,1% ao ano.

No primeiro trimestre, a taxa de crescimento ficou em 3,1% ao ano. No primeiro semestre, foi de 2,6% ao ano. Os economistas esperavam esta desaceleração do crescimento.

A maior economia do mundo está no 11º ano de crescimento ininterrupto, desde o último trimestre de 2009. A guerra comercial do presidente Donald Trump com a China reduziu o crescimento e pode até provocar uma recessão.

Com a deterioração das relações entre os dois países mais ricos do mundo, as bolsas de valores caíram, assim como os rendimentos de títulos da dívida pública de países soberanos.

Sob pressão de Trump, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, baixou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Não cortava os juros desde 2008, no auge da crise. Trump cobra um corte de 1 ponto.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Trump manda empresas dos EUA saírem da China

Em mais uma escalada na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, a China e os Estados Unidos anunciaram novos tarifaços. Irritado, o presidente Donald Trump ordenou às empresas americanas a deixar a China e, de preferência, voltar a fabricar seus produtos nos EUA. 

A China anunciou hoje que vai impor tarifas de 5 a 10 por cento sobre importações de produtos americanos no valor de 75 bilhões de dólares anuais, cerca de 309 bilhões de reais, a partir de 1º de setembro, inclusive carne de porco congelada, nozes, castanhas e petróleo bruto. As tarifas sobre a soja amarela vão subir de 25 para 30 por cento. 

Foi a resposta de Beijim ao tarifaço de 10 por cento a partir de 1º de setembro anunciado pelo presidente Donald Trump sobre 300 bilhões de dólares de importações anuais da China, 1 trilhão 236 bilhões de reais.

A reação de Trump foi rápida e feroz. A partir de 1º de outubro, as tarifas de 25 por cento já em vigor sobre produtos chineses importados no valor de 250 bilhões de dólares, cerca de 1 trilhão e 30 bilhões de reais, serão elevadas para 30 por cento. As tarifas que entram em vigor em 1º de setembro, sobre 300 bilhões em importações da China, sobem de 10 para 15 por cento. Meu comentário:

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

EUA acusam China de manipular o câmbio

A guerra comercial corre o risco de degenerar numa guerra cambial. O Tesouro dos Estados Unidos acusou hoje à noite o governo chinês de manipular o yuan, depois que o Banco Popular da China deixou a moeda cair abaixo de sete por dólar. 

O Tesouro argumentou que a China tem "uma longa história de permitir a desvalorização da moeda" através da intervenção estatal no mercado. "Nos últimos dias, a China deu passos concretos para desvalorizar sua moeda, enquanto mantém reservas cambiais substanciais, embora tenha feito uso ativo destes instrumentos no passado."

Horas antes, o presidente Donald Trump apontou a desvalorização do yuan como uma forma de criar uma vantagem no comércio ao tornar os produtos chineses mais baratos no mercado internacional. Os economistas chamam isso de desvalorização competitiva.

A pressão de Trump sobre o Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central americano, para reduzir ainda mais a taxa básica de juros visava a desvalorizar o dólar e estimular a economia para neutralizar o impacto da guerra comercial com a China.

Se os países começam a proteger seu mercado com tarifaços, é uma guerra comercial. Se manipulam as taxas de câmbio, é uma guerra cambial. Quando travadas pelas maiores economias do mundo, podem ter consequências desastrosas para a economia internacional.

Parte da reação da China ao tarifaço de 10% sobre US$ 300 bilhões em importações anuais anunciado por Trump na sexta-feira passada, o yuan caiu 1,9%, sendo cotado a 7,1087 no centro financeiro de Hong Kong.

"A designação pelo Tesouro dos EUA da China como manipuladora do câmbio é um sinal de que a guerra comercial está se expandindo para uma guerra econômica aberta e total", comentou Eswar Prasad, especialista no sistema financeiro da China na Universidade Cornell, nos EUA.

Depois da trégua anunciada em Osaka, no Japão, durante a reunião do Grupo dos 20, pelo presidente Trump e o ditador Xi Jinping, havia esperança de um acordo entre EUA e China para evitar o agravamento do conflito. Mas não houve avanço no encontro de Xangai, na semana passada, e Trump anunciou o novo tarifaço.

A China tem US$ 1 trilhão em títulos do Tesouro dos EUA em suas reservas cambiais. Em caso de um conflito extremo, poderia usar mais esta arma.

O mercado financeiro sentiu o impacto da escalada na guerra comercial entre EUA e China. A Bolsa de Valores de Nova York caiu 1,9% antes do anúncio do Tesouro nesta noite acusam Beijim de manipular o câmbio.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

EUA geram mais 164 mil empregos

O mercado de trabalho dos Estados Unidos voltou a mostrar vigor em julho, com 164 mil contratações a mais do que demissões, mantendo uma base firme para o crescimento da maior economia do mundo, ininterrupto há quase dez anos. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 3,7%. É a menor desde 1969.

O salário médio no setor privado registrou alta de 3,2% ao ano. Ficou em US$ 27,98 por hora, quase R$ 109. Com um recorde de 157,288 milhões de americanos empregados, a participação da força de trabalho chegou a 63% das pessoas em idade de trabalhar.

A força do mercado de trabalho americano faz um contraponto à fraqueza da economia internacional, abalada pelas guerras comerciais do presidente Donald Trump e outros riscos políticos, como a saída do Reino Unido da União Europeia.

Sob pressão de Trump, há dois dias, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA, reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano.

A meta do Fed é o maior emprego possível com a inflação sob controle. O Comitê de Mercado Aberto persegue informalmente um crescimento de preços ao consumidor de 1% até 2% ao ano. O relatório de emprego mostra que o mercado de trabalho continua firme, apesar da guerra comercial com a China e da desaceleração da economia mundial.

Nos primeiros sete meses do ano, houve um saldo positivo de 165 mil empregos por mês, abaixo dos 223 mil de 2018, mas ainda um nível elevado e estável, mesmo com desemprego muito baixo.

Em julho, o ciclo de expansão da economia americana se tornou o mais longo da história. Mas o ritmo caiu de 3,1% ao ano no primeiro trimestre para 2,1% no segundo.