Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
quinta-feira, 23 de março de 2023
Trump pode ser denunciado criminalmente hoje
quarta-feira, 8 de março de 2023
Biden está sob pressão para atacar cartéis de drogas do México
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Economia dos EUA teve saldo de 638 mil vagas em outubro
O mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou melhora em outubro, abrindo 638 mil vagas de emprego a mais do que fechou, mas o ritmo de contratações diminuiu e há pelo menos 10 milhões de trabalhadores empregados a menos do que no início da pandemia do coronavírus de 2019. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, caiu um ponto percentual para 6,9%.
Com a covid-19 e a incerteza em torno do resultado das eleições, a expectativa é de desaceleração da retomada da economia e do emprego. O ex-vice-presidente Joe Biden está perto da vitória, mas o presidente Donald Trump se nega a aceitar o resultado e vai à Justiça para tentar anular os votos enviados pelo correio. E a pandemia bate recordes de contágio, com 107,7 mil casos novos na quarta-feira e 121,5 mil na quinta-feira, de acordo com o jornal The New York Times.
A maior economia do mundo precisa de um novo pacote de estímulo, como pede o presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, Jerome Powell. Como o Partido Republicano deve manter o controle do Senado, não será um estímulo tão grande quanto aos US$ 2,4 trilhões, aprovados na Câmara, onde o Partido Democrata manteve a maioria.
segunda-feira, 18 de maio de 2020
Teste de vacina com bons resultados anima mercado
As ações de Moderna subiram 25 por cento na Bolsa de Valores de Nova York. Junto com as declarações do presidente do Conselho da Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, prometendo fazer o necessário para sustentar a economia, o Índice Dow Jones subiu 3,85 por cento. Foi a maior alta diária em seis semanas.
No Brasil, a Bolsa de São Paulo subiu 4,69% e o dólar comercial caiu. Com 255 mil casos confirmados, o país é o terceiro na lista da Universidade Johns Hopkins, dos EUA, em número de infectados. O total de mortes está em 16.853
quarta-feira, 29 de abril de 2020
Economia dos EUA recua em ritmo de 4,8% ao ano
Os EUA não entravam em recessão, definida como a contração da economia por dois trimestres consecutivos, desde o terceiro trimestre de 2009, durante a Grande Recessão. Era o maior ciclo ininterrupto de expansão de sua história econômica.
A maioria dos economistas espera uma recuperação no segundo semestre. O presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretor do banco central americano, Jerome Powell, prometeu “usar sua ampla gama de instrumentos para sustentar a economia dos EUA neste momento de desafio.”
No mundo inteiro, são 3.174.286 casos registrados da pandemia do novo coronavírus, com 220.586 mortes e 985.817 pacientes curados. Entre os casos encerrados, 18% terminaram e morte. Os EUA têm o maior número de casos (1.041.044) e o maior número de óbitos (59.991).
Aqui no Brasil, são 5.513 mortes em quase 80 mil mortes.
quinta-feira, 9 de abril de 2020
Total de mortes pela pandemia do coronavírus se aproxima de 100 mil
Com mil 845 mortes em 24 horas e um total de 17 mil óbitos em mais de 465 mil casos registrados, letalidade de 3,5 por cento, os Estados Unidos ultrapassam a Espanha em número de mortes. Em Nova York, o número de hospitalizações caiu, mas cerca de 800 pessoas morreram em 24 horas.
Aqui no Brasil, são mais de 18 mil casos confirmados e 954 mortes. Meu comentário:
quinta-feira, 19 de março de 2020
Itália passa a China em número de mortes pelo novo coronavírus
domingo, 15 de março de 2020
Fed praticamente zera taxa de juros para combater impacto da pandemia
"O surto do coronavírus causou danos a comunidades e prejudicou a atividade econômica em muitos países, inclusive nos EUA", declarou em nota o Comitê de Mercado Aberto, responsável pela política de juros. "O Fed está preparado para usar sua ampla variedade de instrumentos para sustentar o fluxo de crédito para lares e empresas.
Para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação, a partir de amanhã, o Fed vai comprar US$ 500 milhões em títulos da dívida pública do Tesouro dos EUA e US$ 200 milhões em títulos da dívida hipotecária.
Com medo de uma crise econômica capaz de abalar sua campanha à reeleição, o presidente Donald Trump. Mas a ação dos bancos centrais não basta. Assim que a medida foi anunciada, o Índice de Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, começou a cair no pregão eletrônico e baixou mil pontos.
O mercado entende que são necessários investimentos públicos maciços para sustentar a economia num momento de emergência de saúde pública. A ação dos bancos centrais não será suficiente.
No fim de semana, a Câmara dos Representantes aprovou lei para tornar o exame gratuito e oferecer auxílio-doença para trabalhadores obrigados a ficar em casa. O projeto está no Senado. O Congresso já aprovou uma verba de US$ 8 bilhões para financiar pesquisas sobre tratamentos contra o coronavírus e ajuda aos estados em necessidade.
Ao declarar estado de emergência nacional, na última sexta-feira, o presidente Trump prometeu a liberação imediata de US$ 50 bilhões para combater a pandemia.
Em entrevista ao programa This Week, da rede de televisão ABC, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse não acreditar que os EUA estejam numa recessão e prometeu trabalhar com o Congresso para combater o coronavírus e "usar todos os instrumentos que tivermos para ter a certeza de que a economia e os americanos que trabalham duro passem por esta."
Para o economista Mark Zandi, da empresa Moody's Analytics, "o ônus é claramente do governo Trump e do Congresso. Não há outra saída. As medidas tomadas até agora ajudam, mas é um tsuname. Eles precisam propor algo muito maior."
O banco J P Morgan Chase prevê uma queda de 2% no produto interno bruto dos EUA no primeiro trimestre e de 3% no segundo trimestre. Espera uma recuperação rápida no segundo semestre se o Congresso aprovar um programa de estímulo fiscal de US$ 500 bilhões.
sexta-feira, 6 de março de 2020
EUA geram 273 mil empregos a mais do que fecham em dois meses seguidos
O dado de janeiro foi revisado para cima, de 225 para 273 mil, o mesmo de fevereiro. Os economistas esperavam um ganho de 175 mil postos de trabalho e a manutenção do índice de desemprego em 3,6%. Os salários cresceram a uma taxa de 3% nos últimos 12 meses, um pouco abaixo dos 3,1% registrados em janeiro.
Este resultado surpreendente agradou sobretudo ao presidente Donald Trump, que luta pela reeleição em 3 de novembro. É um dos melhores relatórios de emprego, mas sua influência positiva está sendo neutralizado pelo temor dos investidores diante da epidemia do novo coronavírus.
"É relevante no sentido de mostrar que a economia dos EUA estava robusta antes, mas não diz nada sobre o futuro", comentou Gregory Daco, economista sênior da empresa Oxford Economics. Michelle Meyer, diretora de EUA na corretora Bank of America Securities, considera uma indicação de que a economia tem mais condições de absorver o choque de uma pandemia.
A saúde, assistência social, serviços de alimentação e bares lideraram as contratações. O governo federal contribuiu com 7 mil empregos temporários para fazer o Censo de 2020.
O mercado espera novas medidas do Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA. Na terça-feira, o Fed fez o primeiro corte de juros emergencial desde outubro de 2008, no auge da Grande Recessão. A baixa foi de meio ponto percentual, para uma faixa de 1% a 1,25% ao ano.
Com a contração da economia da China, a segunda maior do mundo, no primeiro trimestre do ano, reduzindo a demanda e o fornecimento de insumos essenciais, os EUA devem sentir o impacto da epidemia do coronavírus em março.
terça-feira, 3 de março de 2020
Fed faz corte de emergência na taxa básica de juros
A decisão foi unânime. É o primeiro corte emergencial, entre uma reunião e outra do Comitê do Mercado Aberto, desde a crise financeira internacional de 2008.
Em nota, o Fed declarou que "o comitê está monitorando de perto os acontecimentos e suas implicações para a perspectiva econômica e vai usar seus instrumentos e agir como apropriado para sustentar a economia."
O corte de juros indica que autoridade monetária está preocupada com um grande impacto da doença do coronavírus sobre a economia, muito mais do que há duas semanas. Ontem, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua expectativa para o crescimento mundial em 2020 de 2,9% para 2,4% ao ano.
Economistas do banco Goldman Sachs preveem um crescimento da economia americana num ritmo anual de 0,9% no primeiro trimestre e estagnação no segundo trimestre. O analista Michael Feroli, do banco J P Morgan Chase vê 50% de chances de que o Fed reduza a taxa básica de juros para zero.
No Brasil, o impacto econômico do coronavírus será sentido porque a queda na demanda global reduz os preços das commodities, principais produtos de exportação do país, e podem faltar peças necessárias à produção industrial como já está acontecendo no setor de eletroeletrônicos.
Hoje o total de casos registrados chegou a 92.183, com 3.127 mortes, 48 mil pessoas recuperadas e mais de 10 mil casos fora da China continental, onde foi registrado o surto inicial e já morreram 2.943 pessoas.
No início da semana passada, o aumento no número de casos na Coreia do Sul, no Irã e na Itália deixou claro que a epidemia não seria contida na China e deve se tornar uma pandemia. Até agora, seis pessoas morreram nos EUA, todas no estado de Washington, onde o vírus estaria circulando há mais de um mês.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
EUA tiveram saldo de mais 225 mil empregos em janeiro
Com a revisão para cima dos dados de novembro e dezembro, nos últimos três meses, a economia dos Estados Unidos criou em média 211 mil empregos a mais do que fechou. Os salários cresceram em média 3,1% ao ano, em comparação com 3% em dezembro. O salário médio subiu 7 centavos para US$ 28,44 por hora.
O desemprego baixo aumenta a procura por bens de valores mais altos, observou Robert Jones, presidente da American Sale, uma loja especializada em produtos para recreação em casa, como piscinas infláveis e trampolins: "Quando a demanda aumenta, você precisa fazer mais, então precisa de mais gente."
Depois de cortar a taxa básica de juros três vezes no ano passado, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central dos EUA, manteve a taxa na reunião da semana passada.
Em janeiro, a indústria manufatureira cortou vagas, mas a construção civil, a saúde, a estocagem e os transportes contrataram mais. No ano passado, o saldo foi de 2,096 milhões de empregos.
De olho na reeleição em 3 de novembro, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Donald Trump reividicou toda a responsabilidade pela recuperação da economia, que começou no governo Barack Obama. Na média mensal, foram criados mais empregos sob Obama.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
EUA tiveram em 2019 menor crescimento anual desde 2016
"No quarto trimestre do ano passado, houve uma queda nas importações, uma aceleração dos gastos públicos e uma pequena redução no investimento não residencial foram neutralizadas por uma forte queda no investimento privado para formação de estoques e uma desaceleração no consumo pessoal", declarou o Departamento do Comércio.
O consumo pessoal respondeu por 1,2 ponto percentual no crescimento do PIB, em contraste com 2,1 pontos percentuais em 2018. No ano como um todo, o consumo pessoal avançou 2,6%, abaixo dos 3% do ano passado.
A desaceleração atingiu todas as categorias de bens de consumo, inclusive automóveis e móveis. O consumo pessoal em serviços resistiu, mas os gastos com refeições fora de casa também sofreram desaceleração, num sinal de queda de confiança.
Os gastos das empresas caíram 1,5% no último trimestre, reduzindo para 2,1% o avanço anual, em contraste com 6,4% em 2018.
Sob pressão de Trump, preocupado com o impacto de sua guerra comercial com a China, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central dos EUA, cortou a taxa básica de juros três vezes no ano passado e indicou que pretende mantê-la inalterada neste ano.
Para este ano, o economia Ian Shepherdson, da empresa Pantheon Macroeconimics, espera um crescimento estável em torno de 2% "se o coronavírus permitir". Neste caso, ele acredita que o Fed deve manter as taxas de juros, o que também é normal num ano eleitoral para evitar suspeitas de favorecer o governo do dia.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
Bolsa de Nova York bate recorde com novo relatório sobre emprego
Ao todo, o saldo foi de 2,11 milhões de empregos em 2019. A média dos salários subiu em 2,9% ao ano, o menor ritmo desde julho de 2018. Pode não ser uma boa notícia para os trabalhadores, mas indica que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, não vai precisar elevar a taxa básica de juros.
Durante todo o ano passado, houve um ritmo forte de contratações em setores de serviços como saúde e hotelaria, entre outros. Houve um esfriamento na indústria manufatureira, transportes, armazenagem e construção civil.
A expansão do mercado de trabalho é um dos argumentos centrais da campanha de reeleição do presidente Donald Trump.
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
Fed reduz taxa básica de juros e indica que será último corte neste ciclo
Apesar do desemprego baixo, de aumento dos salários e de consumo pessoal em bom nível, o Fed cortou três vezes sua taxa básica desde julho, numa redução de 0,75 ponto percentual. Mas indicou que deve ser o último corte neste ciclo.
Quando o Comitê de Mercado Aberto se reuniu ontem, o Departamento do Comércio revelou que o investimento das empresas caiu 3% em 12 meses, o pior índice desde a recessão industrial de 2015 e 2016 nos EUA. O aumento do consumo pessoal se desacelerou, mas registrou alta de 2,9% num ano.
Hoje o Departamento do Comércio anunciou que o produto interno bruto americano cresceu no terceiro trimestre deste ano num ritmo anual de 1,9%. No segundo trimestre, a expansão foi de 2% ao ano.
"O PIB do terceiro trimestre reafirma a visão do Fed de que, enquanto o mercado de trabalho e o consumo continuam fortes, o investimento e as exportações permanecem fracos e continuam a representar risco de baixa para a perspectiva econômica", comentou a economista Ellen Zentner, do banco Morgan Stanley.
Trump está pressionando o Fed a baixar os juros para compensar o impacto de sua guerra comercial com a China, numa interferência sem precedentes na história recente sobre uma instituição com independência operacional.
Para o analista Brian Coulton, da agência de classificação de risco Fitch, "os danos da guerra comercial estão claramente visíveis nos números dos investimentos das empresas, que mostraram uma queda consecutiva, em dois trimestres, em ritmo de 3% ao ano, mas os indicadores do consumo estão bem melhores.
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
Fed se divide mas aprova corte de juros sob pressão de Trump
Dois votos contra foram a favor de manter a taxa inalterada. O outro membro do Comitê de Mercado Aberto queria um corte de meio ponto percentual. O presidente Donald Trump, que pediu uma redução para zero, criticou o Fed, acusando seus membros de não terem "estômago" nem "visão".
A média das previsões dos membros do comitê é que não serão necessários mais cortes de juros até o fim de 2020. Os investidores e analistas de mercado esperavam dois cortes até lá.
Se a economia estivesse tão bem quanto Trump apregoa, não seriam necessários cortes de juros, mas os cálculos de especialistas do Congresso indicam que a guerra comercial com a China tirou 0,9 ponto percentual do crescimento dos EUA.
Trump teme uma recessão que atrapalhe seus planos de reeleição no próximo ano. O sucesso da economia é seu principal tema para a campanha eleitoral.
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
Geração de empregos nos EUA decepciona
A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 3,7%. É a menor em quase 50 anos.
Com a guerra comercial entre os EUA e a China longe de uma solução positiva, empresas, consumidores e líderes políticos tentam avaliar o impacto sobre a economia. O emprego é um indicador importante.
Em agosto, o setor privado contratou 96 mil trabalhadores e mais do que demitiu. O resto do avanço veio do setor público, onde o Bureau do Censo foi o maior contratador.
A média do saldo de novos postos de trabalho gerados neste está em 143 mil por mês, abaixo dos 192 mil do ano passado, o melhor do governo Trump para o mercado de trabalho.
Diante dos repetidos tarifaços do presidente Donald Trump sobre as importações de produtos chineses, os empresários do comércio reclamam da dificuldade de planejar o futuro e 43% dos dirigentes das 500 maiores companhias americanas falaram publicamente sobre a incerteza gerada pela guerra comercial.
"O fracasso político épico em resolver o conflito comercial de um ano e meio [com a China] e a ameaça de novas batalhas tarifárias com a Europa, a Índia, o Vietnã e outros - tudo isso atua como um enorme pé no pescoço da economia dos EUA", comentou o economia Bernard Baumohl, analista da economia global de The Economic Outlook Group. "Este pé já asfixiou o setor manufatureiro de oxigênio, causando quedas na produção e em novas encomendas."
O presidente prefere acusar o jornalismo e o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central americano, de que cobra cortes maiores na taxa básica de juros, hoje numa faixa de 2% a 2,25%. A expectativa é que o Fed faça uma nova redução de 0,25 ponto percentual na reunião de 17 e 18 de setembro.
Maior motor da maior economia do mundo, o consumo doméstico continua firme, mas o investimento das empresas em imóveis e equipamentos diminuiu. Isso indica que devem contratar menos, o que terá impacto sobre o consumo no futuro.
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
EUA cresceram em ritmo de apenas 2% ao ano no segundo trimestre
No primeiro trimestre, a taxa de crescimento ficou em 3,1% ao ano. No primeiro semestre, foi de 2,6% ao ano. Os economistas esperavam esta desaceleração do crescimento.
A maior economia do mundo está no 11º ano de crescimento ininterrupto, desde o último trimestre de 2009. A guerra comercial do presidente Donald Trump com a China reduziu o crescimento e pode até provocar uma recessão.
Com a deterioração das relações entre os dois países mais ricos do mundo, as bolsas de valores caíram, assim como os rendimentos de títulos da dívida pública de países soberanos.
Sob pressão de Trump, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, baixou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Não cortava os juros desde 2008, no auge da crise. Trump cobra um corte de 1 ponto.
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
Trump manda empresas dos EUA saírem da China
A China anunciou hoje que vai impor tarifas de 5 a 10 por cento sobre importações de produtos americanos no valor de 75 bilhões de dólares anuais, cerca de 309 bilhões de reais, a partir de 1º de setembro, inclusive carne de porco congelada, nozes, castanhas e petróleo bruto. As tarifas sobre a soja amarela vão subir de 25 para 30 por cento.
Foi a resposta de Beijim ao tarifaço de 10 por cento a partir de 1º de setembro anunciado pelo presidente Donald Trump sobre 300 bilhões de dólares de importações anuais da China, 1 trilhão 236 bilhões de reais.
A reação de Trump foi rápida e feroz. A partir de 1º de outubro, as tarifas de 25 por cento já em vigor sobre produtos chineses importados no valor de 250 bilhões de dólares, cerca de 1 trilhão e 30 bilhões de reais, serão elevadas para 30 por cento. As tarifas que entram em vigor em 1º de setembro, sobre 300 bilhões em importações da China, sobem de 10 para 15 por cento. Meu comentário:
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
EUA acusam China de manipular o câmbio
O Tesouro argumentou que a China tem "uma longa história de permitir a desvalorização da moeda" através da intervenção estatal no mercado. "Nos últimos dias, a China deu passos concretos para desvalorizar sua moeda, enquanto mantém reservas cambiais substanciais, embora tenha feito uso ativo destes instrumentos no passado."
Horas antes, o presidente Donald Trump apontou a desvalorização do yuan como uma forma de criar uma vantagem no comércio ao tornar os produtos chineses mais baratos no mercado internacional. Os economistas chamam isso de desvalorização competitiva.
A pressão de Trump sobre o Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central americano, para reduzir ainda mais a taxa básica de juros visava a desvalorizar o dólar e estimular a economia para neutralizar o impacto da guerra comercial com a China.
Se os países começam a proteger seu mercado com tarifaços, é uma guerra comercial. Se manipulam as taxas de câmbio, é uma guerra cambial. Quando travadas pelas maiores economias do mundo, podem ter consequências desastrosas para a economia internacional.
Parte da reação da China ao tarifaço de 10% sobre US$ 300 bilhões em importações anuais anunciado por Trump na sexta-feira passada, o yuan caiu 1,9%, sendo cotado a 7,1087 no centro financeiro de Hong Kong.
"A designação pelo Tesouro dos EUA da China como manipuladora do câmbio é um sinal de que a guerra comercial está se expandindo para uma guerra econômica aberta e total", comentou Eswar Prasad, especialista no sistema financeiro da China na Universidade Cornell, nos EUA.
Depois da trégua anunciada em Osaka, no Japão, durante a reunião do Grupo dos 20, pelo presidente Trump e o ditador Xi Jinping, havia esperança de um acordo entre EUA e China para evitar o agravamento do conflito. Mas não houve avanço no encontro de Xangai, na semana passada, e Trump anunciou o novo tarifaço.
A China tem US$ 1 trilhão em títulos do Tesouro dos EUA em suas reservas cambiais. Em caso de um conflito extremo, poderia usar mais esta arma.
O mercado financeiro sentiu o impacto da escalada na guerra comercial entre EUA e China. A Bolsa de Valores de Nova York caiu 1,9% antes do anúncio do Tesouro nesta noite acusam Beijim de manipular o câmbio.
sexta-feira, 2 de agosto de 2019
EUA geram mais 164 mil empregos
O salário médio no setor privado registrou alta de 3,2% ao ano. Ficou em US$ 27,98 por hora, quase R$ 109. Com um recorde de 157,288 milhões de americanos empregados, a participação da força de trabalho chegou a 63% das pessoas em idade de trabalhar.
A força do mercado de trabalho americano faz um contraponto à fraqueza da economia internacional, abalada pelas guerras comerciais do presidente Donald Trump e outros riscos políticos, como a saída do Reino Unido da União Europeia.
Sob pressão de Trump, há dois dias, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA, reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano.
A meta do Fed é o maior emprego possível com a inflação sob controle. O Comitê de Mercado Aberto persegue informalmente um crescimento de preços ao consumidor de 1% até 2% ao ano. O relatório de emprego mostra que o mercado de trabalho continua firme, apesar da guerra comercial com a China e da desaceleração da economia mundial.
Nos primeiros sete meses do ano, houve um saldo positivo de 165 mil empregos por mês, abaixo dos 223 mil de 2018, mas ainda um nível elevado e estável, mesmo com desemprego muito baixo.
Em julho, o ciclo de expansão da economia americana se tornou o mais longo da história. Mas o ritmo caiu de 3,1% ao ano no primeiro trimestre para 2,1% no segundo.