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domingo, 7 de novembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 7 de Novembro

 FDR CONQUISTA 4º MANDATO

    Em 1944, Franklin Delano Roosevelt, único presidente dos Estados Unidos a governar por mais de dois mandatos, é eleito pela quarta vez consecutiva. 

Theodore Roosevelt tentou um terceiro mandato em 1912, mas ficou em terceiro lugar. Em 1951, a 22ª Emenda à Constituição dos EUA, limitou a reeleição a apenas uma vez.

FDR é eleito pela primeira vez em 1932, em plena Grande Depressão (1929-39), e governa o país durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Quando morre, em 12 de abril de 1945, a guerra está ganha. 

Assim, liderou o país durante duas das maiores crises da história do país e fabricou a bomba atômica. É considerado um dos melhores presidentes dos EUA, talvez o melhor depois de Abraham Lincoln, que aboliu a escravatura e venceu a Guerra da Secessão (1861-65), mantendo a união.

NIXON REELEITO

    Em 1972, Richard Nixon é reeleito presidente dos Estados Unidos com 55% do voto popular e 97% dos votos do Colégio Eleitoral por vencer em todos os estados, menos em Massachusetts, cinco meses depois da invasão da sede do Partido Democrata em Washington, no Edifício Watergate, origem de um escândalo que o derrubaria.

Nixon vence o senador George McGovern, ídolo da ala mais à esquerda do Partido Democrata, que promete acabar com a participação dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75) e trazer os soldados de volta para casa em 90 dias, independentemente da libertação dos prisioneiros de guerra norte-americanos. Para muitos eleitores, é uma capitulação.

Os EUA estão negociando a paz com o Vietnã do Norte em Paris. Nixon fala em "paz com honra".

Com os abusos de poder e a obstrução da justiça por Nixon para encobrir o Escândalo de Watergate, a Câmara abre um inquérito para instruir um processo de impeachment. Sem apoio dentro do Partido Republicano, Nixon renuncia em 9 de agosto de 1974.

NEGROS NO PODER

    Em 1989, David Dinkins é o primeiro negro eleito prefeito de Nova York e, no estado da Virgínia, o vice-governador Douglas Wilder é o primeiro negro eleito governador estadual nos Estados Unidos. Ambos são do Partido Democrata.

O primeiro governador negro foi Pinckney Benton Stewart Pinchback, que substituiu o governador da Louisiana, Henry Clay Warmoth, por cinco semanas a partir de dezembro de 1872, na Era da Reconstrução, durante um processo de impeachment.

Eric Adams, eleito em 2 de novembro de 2021, será o segundo prefeito negro de Nova York.

MAGIC JOHNSON TEM HIV

    Em 1991, Earvin Magic Johnson, um dos jogadores mais criativos da história do basquete, anuncia que está abandonando o Los Angeles Lakers depois de testar positivo para o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids).

Na época, a aids enfrenta preconceitos. É vista como uma doença de homossexuais masculinos. Johnson é heterossexual. Em 13 anos, leva o Lakers a cinco campeonatos da Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos (NBA). Três vezes é escolhido melhor jogador da temporada.

Johnson é hoje um empresário bem-sucedido e um exemplo de que portadores do HIV podem levar uma vida normal tomando um coquetel de medicamentos antivirais.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 23 de Setembro

BILLY THE KID PRESO

    Em 1875, Billy the Kid, um dos mais famosos pistoleiros do Faroeste dos Estados Unidos, é preso pela primeira vez por furtar roupas de uma lavanderia. Ele foge da cadeia e vira uma lenda no Velho Oeste, onde ganha a reputação de marginal e assassinado, acusado por 21 homicídios.

William Henry McCarty nasce por volta de 1860 em Indiana ou Nova York. Não se sabe ao certo nem quando nem onde. Ele não se relacionava com o pai. Morou com a mãe em Indiana, no Kansas, no Colorado e no Novo México.

Depois de morte da mãe, em 1864, começa uma vida de crimes que termina em 14 de julho de 1881, quando o xerife Pat Garrett o mata em Forte Summer, no Novo México.

TERCEIRA ELEIÇÃO DE PERÓN

    Em 1973, 18 anos depois de ser deposto por um golpe militar e fugido da Argentina e três meses depois de voltar ao país, com 62% dos votos, aos 67 anos, o general e líder populista Juan Domingo Perón é eleito presidente pela terceira vez, com sua mulher, María Estela Martínez de Perón, a Isabelita.

O caos que tomava conta da Argentina ficou evidente Batalha de Ezeiza, quando grupos armados da direita e da esquerda peronistas se enfrentaram no aeroporto internacional de Buenos Aires, com 13 mortes.

No peronismo, cabiam correntes ideológicas da Aliança Anticomunista Argentina (AAA), a temida Triple A, de extrema direita, aos Montoneros, um grupo guerrilheiro de extrema esquerda.

Perón morre em 1º de julho de 1974 e Isabelita o sucede. Mas ela não era nem de longe a carismática María Eva Duarte de Perón, a Evita, segunda mulher do caudilho, que não foi candidata a vice na primeira reeleição, em 1951, por pressão dos militares e conservadores.

Outro golpe militar depõe Isabelita em 24 de março de 1976, início da ditadura mais sangrenta da história recente argentina, com total de mortes na guerra suja estimado em 30 mil, que só acaba 1983, depois da humilhante derrota para o Reino Unido na Guerra das Malvinas (1982).

sexta-feira, 6 de março de 2020

EUA geram 273 mil empregos a mais do que fecham em dois meses seguidos

Antes do impacto da epidemia do novo coronavírus, a maior economia do mundo criou mais 273 mil vagas de emprego, superando a expectativa do mercado, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. A taxa de desemprego recuou de novo para 3,5%. É a menor em 50 anos.

O dado de janeiro foi revisado para cima, de 225 para 273 mil, o mesmo de fevereiro. Os economistas esperavam um ganho de 175 mil postos de trabalho e a manutenção do índice de desemprego em 3,6%. Os salários cresceram a uma taxa de 3% nos últimos 12 meses, um pouco abaixo dos 3,1% registrados em janeiro.

Este resultado surpreendente agradou sobretudo ao presidente Donald Trump, que luta pela reeleição em 3 de novembro. É um dos melhores relatórios de emprego, mas sua influência positiva está sendo neutralizado pelo temor dos investidores diante da epidemia do novo coronavírus.

"É relevante no sentido de mostrar que a economia dos EUA estava robusta antes, mas não diz nada sobre o futuro", comentou Gregory Daco, economista sênior da empresa Oxford Economics. Michelle Meyer, diretora de EUA na corretora Bank of America Securities, considera uma indicação de que a economia tem mais condições de absorver o choque de uma pandemia.

A saúde, assistência social, serviços de alimentação e bares lideraram as contratações. O governo federal contribuiu com 7 mil empregos temporários para fazer o Censo de 2020.

O mercado espera novas medidas do Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA. Na terça-feira, o Fed fez o primeiro corte de juros emergencial desde outubro de 2008, no auge da Grande Recessão. A baixa foi de meio ponto percentual, para uma faixa de 1% a 1,25% ao ano.

Com a contração da economia da China, a segunda maior do mundo, no primeiro trimestre do ano, reduzindo a demanda e o fornecimento de insumos essenciais, os EUA devem sentir o impacto da epidemia do coronavírus em março.

sábado, 9 de novembro de 2019

Oposição rejeita diálogo e unidades policiais se amotinam na Bolívia

Várias unidades policiais de quatro departamentos da Bolívia aderiram hoje à revolta popular contra o presidente Evo Morales, acusado de fraude eleitoral para se reeleger para um quarto mandato, o que a rigor é proibido pela Constituição. A oposição rejeitou a proposta de diálogo do governo e o Exército avisou que não vai enfrentar a população. Quer uma solução pacífica.

"Não tenho nada a negociar com Evo Morales e seu governo", afirmou o ex-vice-presidente Carlos Mesa, candidato derrotado na apuração oficial das eleições de 20 de outubro e líder da oposição. A declaração acirrou ainda mais os ânimos e as manifestações de rua.

Partidários do governo bloquearam o acesso à cidade de El Alto para impedir que manifestantes de oposição fossem até La Paz, onde fica a sede do governo. Os policiais exigem os mesmos salários e regime de aposentadoria que os militares.

Como a polícia de La Paz aderiu à revolta, o regime militar Colorados de Bolívia estão garantindo a segurança do presidente. Sem acesso ao Palácio Queimado, Morales despacha no aeroporto da cidade vizinha de El Alto.

Milhares de camponeses produtores de coca estão marchando de Cochabamba em direção a La Paz. Eles atendem à convocação de Morales, que denuncia um "golpe de Estado" com o apoio do exterior, que ele não identificou. O presidente iniciou sua carreira política como líder do sindicato dos produtores de coca.

Pela lei boliviana, ganha no primeiro turno quem receber mais de metade dos votos válidos ou mais de 40% e uma vantagem de dez pontos percentuais sobre o segundo colocado. Uma apuração preliminar realizada na noite do dia da eleição indicava que haveria segundo quando foi suspensa sem maiores explicações.

No dia seguinte, a apuração manual voto a voto dava mais ou menos o mesmo percentual aos dois principais candidatos quando foi suspensa. Recomeçou então a contagem preliminar e o presidente obteve a vantagem de dez pontos percentuais, confirmada dias depois pela contagem mais lenta.

A interrupção abrupta da contagem despertou suspeitas, inclusive da missão observadora da Organização dos Estados Americanos (OEA), que defendeu uma recontagem e revisão geral dos votos. Desde o início, Morales alegou que as acusações eram parte de um golpe de Estado. Sua situação é cada vez mais difícil.

Proibido pela Constituição de se reeleger pela segunda vez, o presidente argumentou que o primeiro mandato havia sido sob a Constituição anterior. Depois de perder em 2016 um plebiscito que autorizaria a reeleição sem limites, apelou à Corte Suprema tendo por base uma decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Tribunal de São José da Costa Rica, que entende que ser candidato é um direito fundamental.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Protesto contra suposta fraude eleitoral tem uma morte em Honduras

Pelo menos uma pessoa morreu, um idoso, e várias outras saíram feridas de manifestações violentas na província de Colón, em Honduras, contra a reeleição supostamente fraudulenta do presidente Juan Orlando Hernández, do conservador Partido Nacional.

Anselo Villareal foi baleado por um tiro disparado pelas forças de segurança durante confronto com manifestantes numa estrada perto de Saba.

Os protestos foram convocados na semana passada pela Aliança de Oposição. Seu candidato à Presidência, Salvador Nasralla, declarou-se vencedor da eleição de 26 de novembro de 2017 e acusa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de colaborar com a "fraude".

Na maioria das manifestações, as forças de segurança usaram gás lacrimogênio para dispersar a multidão.

A Constituição de Honduras não prevê a reeleição. Em 2009, o então presidente José Manuel Zelaya foi derrubado num golpe militar quando tentava obrigar o Exército a realizar um plebiscito sobre a reeleição sem a aprovação do Congresso e da Corte Suprema.

O atual presidente apelou a uma legislação internacional para alegar que tinha o direito de concorrer à reeleição, atropelando a lei hondurenha. Hernández toma posse para um segundo mandato em 27 de janeiro.

sábado, 20 de maio de 2017

Irã reelege o presidente moderado Hassan Rouhani

Com mais de 80% dos votos apurados na eleição presidencial realizada ontem no Irã, o presidente Hassan Rouhani obteve uma vantagem insuperável e está reeleito, informou o jornal liberal israelense Haaretz citando fontes oficiais do Irã. 

"Acabou. Rouhani é o vencedor", resumiu um funcionário iraniano citado pelo Haaretz. Seu adversário da linha dura, Ebrahim Raisi, denunciou fraude e ainda não reconheceu a derrota.

Mais de 40 milhões de iranianos votaram na sexta-feira, a folga religiosa semanal dos muçulmanos. Com 37 milhões de votos apurados, o aiatolá moderado Rouhani, de 68 anos, lidera com 21,6 milhões contra 14 milhões para o linha-dura Raisi, de 56 anos.

O comparecimento foi de cerca de 70%, semelhante ao de 2013, quando Rouhani foi eleito prometendo se reaproximar do Ocidente para negociar o fim das sanções econômicas, recuperar a economia do país e aumentar as liberdades públicas.

Quatro anos depois, o regime dos aiatolás não mudou. O Conselho dos Guardiães da Revolução vetou mais de mil candidatos à Presidência da República Islâmica do Irã.

"Votei em Rouhani para evitar a vitória de Raisi. Não quero um linha-dura como meu presidente", declarou Ziba Ghomeyshi em Teerã. "Esperei cinco horas na fila para votar."

Em 2015, o Irã fechou um acordo com as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar seu programa nuclear militar por dez anos, em troca do levantamento das sanções internacionais.

Como a recuperação da economia foi fraca por causa dos baixos preços do petróleo, a oposição fez campanha denunciando a corrupção e a desigualdade. Mas a eleição acabou virando um referendo sobre o acordo nuclear com os Estados Unidos e as outras grandes potências - e Rouhani venceu.

Os resultados oficiais devem ser anunciados ainda neste sábado. No fim da apuração, o presidente foi reeleito com 57% dos votos.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Câmera do Burúndi aprova saída do Tribunal Penal Internacional

Por 94 a 2 votos, com 14 abstenções, a Câmara dos Deputatos do Burúndi, um pequeno país do Centro da África, aprovou hoje a retirada do país do Tribunal Penal Internacional (TPI), informou a agência Reuters.

O TPI iniciou uma investigação sobre o Burúndi depois que a manobra para garantir um terceiro mandato consecutivo para o presidente Pierre Nkurunziza deflagrou uma onda de protestos e violência política. Centenas de pessoas morreram, em meio a denúncias de sequestros, tortura, estupros e desaparecimento de pessoas.

Sob pressão internacional, o governo proibiu a entrada no Burúndi de investigadores da ONU depois de um relatório da organização apontou nomes de vários altos funcionários públicos suspeitos de orquestrar a violência.

Para se tornar lei, o projeto precisa agora ser aprovado pelo Senado e receber a sanção do presidente Nkurunziza, o maior interessado em escapar da Justiça internacional.

sábado, 24 de setembro de 2016

Supremo Tribunal do Gabão confirma reeleição de Ali Bongo

O Supremo Tribunal do Gabão confirmou o resultado da eleição presidencial, vencida pelo presidente Ali Bongo Ondimba com 50,66% dos votos válidos contra 47,24% para o oposicionista Jean Ping. 

Ali Bongo está desde junho de 2009 no poder, que herdou com a morte do pai, Omar Bongo Ondima, ditador desde 1967 deste pequeno país da costa atlântica da África Central, rico em petróleo, com apenas 1,5 milhão de habitantes e a terceira maior renda per capita da África subsaariana.

Depois do anúncio inicial da vitória, a oposição saiu às ruas. Houve tumultos e saques. Agora, a polícia promete dispersar qualquer manifestação.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Polícia do Congo ataca manifestantes com gás lacrimogênio

A polícia da República Democrática do Congo, o antigo Congo Belga e Zaire, usou gás lacrimogênio para dispersar uma manifestação de protesto contra o presidente Joseph Kabila e sua pretensão de obter um terceiro mandato na cidade de Lubumbashi, no Sudeste do país, noticiou a Agência France Presse (AFP).

O Congo deve realizar eleições até o fim de 2016. Como a Constituição só permite uma reeleição, Kabila, no fim do segundo mandato, deve deixar o poder, mas parece decidido a fazer o contrário.

Kabila está usando todos os meios para não entregar o poder, inclusive uma reforma constitucional para autorizar um terceiro mandato. Mesmo que ele ainda não tenha declarado oficialmente a intenção de se reeleger, ninguém acredita que vá desistir.

Se Kabila conquistar um terceiro mandato, deve haver reações violentas nas províncias de Katanga, Kivu do Norte e Kivu do Sul, e talvez também na capital, Kinshasa.

Depois da queda do ditador Joseph Mobutu, derrubado em 1997 por Laurent Kabila, pai do atual presidente, o antigo Zaire foi palco da Primeira Guerra Mundial Africana, em que nove exércitos nacionais e centenas de grupos armados irregulares disputaram o poder, com um total de mortos em combate, de fome e de doenças de 5,4 milhões de pessoas.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Presidente da Costa do Marfim é reeleito

Com 84% dos votos, o presidente Alassane Ouattara foi eleito no domingo para um segundo mandato de cinco anos na Costa do Marfim, um país da África Ocidental. O resultado já esperado foi anunciado hoje pelo conselho nacional eleitoral.

Cerca de 55% dos eleitores inscritos participaram da votação. A eleição pacífica e transparente por observadores internacionais, mas dois candidatos de oposição denunciaram irregularidades.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Último ditador da Europa é reeleito em estilo soviético

O ditador da ex-república soviética da Bielorrússia, Alexander Lukachenko, considerado o último stalinista da Europa, no poder desde 1994, venceu a eleição presidencial de domingo com 83,5% dos votos, conquistando um quinto mandato de cinco anos.

Como seu aliado, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, Lukachenko é um típico homem da antiga União Soviética. Putin subiu como agente do Comitê de Defesa do Estado (KGB), a temida polícia política soviética.

Lukachenko, hoje com 61 anos, foi diretor de uma fazenda coletiva e agente do KGB encarregado do patrulhamento de fronteiras. Também serviu no Exército Vermelho. Como deputado do Parlamento da Bielorrússia, foi o único a votar contra a independência do país. Agora, obteve sua maior votação.

Em segundo lugar, ficou a oposicionista Tatiana Korotkevich, com 4,4%, seguida pelo governista Serguei Gaidukevich, com 3,3%. Os brancos e nulos bateram os adversários do ditador.

Aliada de Moscou, a Bielorrússia formava com Rússia e Ucrânia o núcleo central eslavo da extinta URSS. Lukachenko chegou a propor uma união com a Rússia. Mantém a dependência política e financeira, mas fez gesto de abertura à União Europeia neste momento de grave crise na economia russa.

A UE está pronta a suspender sanções econômicas, financeiras e proibições de viagem dependendo de um relatório sobre a lisura das eleições a ser apresentado nesta segunda-feira pela Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Depois de votar ontem, Lukachenko declarou que a Bielorrússia não precisa de uma base aérea da Rússia: "Não precisamos de bases. A questão não está nas bases. Vamos nos erguer e nos unir ao povo russo e a qualquer que nos defenda na Bielorrússia até a morte, como já aconteceu", disse o ditador, lembrando a Segunda Guerra Mundial.

"A Rússia é um país fraternal e o mais próximo de nós, não se deve duvidar disso", acrescentou Lukachenko. Sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, preferiu a neutralidade para "não alimentar as chamas. Queremos uma vida pacífica".

Depois da eleição anterior, em 2010, milhares saíram às ruas para protestar e enfrentar a polícia de choque. Ontem, cerca de 200 pessoas se reuniram, mas pouco depois se dispersaram.

sábado, 25 de julho de 2015

Nkurunziza é reeleito presidente do Burúndi

Sem surpresas, a Comissão Nacional Eleitoral do Burúndi anunciou ontem a reeleição do presidente Pierre Nkurunziza para um terceiro mandato, o que contraria a Constituição do país e o acordo de paz de 2005. O secretário de Estado americano, John Kerry, protestou contra o que chamou de "eleição fraudulenta".

Em maio, um grupo de oficiais do Exército revoltados com a insistência do presidente em concorrer a um novo mandato tentou dar um golpe de Estado em meio a uma onda de protestos.

Mais de 80 pessoas morreram, no pior conflito no país, que tem a mesma composição étnica da vizinha Ruanda, desde o fim da guerra civil entre a minoria tútsi, que controlava o Exército, e a maioria hutu. Os protestos populares continuam.

sábado, 9 de maio de 2015

Presidente do Burúndi registra candidatura

Apesar das violentas manifestações de protesto contra uma segunda reeleição, o presidente do Burúndi, Pierre Nkurunziza, apresentou ontem sua candidato para concorrer a um terceiro mandato de cinco anos, informou o sítio de notícias turco World Bulletin.

A oposição acusa o atual líder de violar a Constituição do país e o acordo de paz que pôs fim a uma guerra civil entre a maioria hutu e a minoria tútsi em 2005.

Numa decisão estranha, o Tribunal Constitucional autorizou sua candidatura sob o argumento de que sua primeira eleição foi indireta pelo Congresso. Assim, Nkurunziza teria direito a um segundo mandato obtido com o voto popular.

Para tentar acalmar os manifestantes, o presidente do Burúndi prometeu que esta será sua última eleição, mas a população não parece convencida disso.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Mais de 40 mil pessoas fogem do Burúndi

Mais de 40 mil pessoas fugiram do Burúndi, um pequeno país da Região dos Grandes Lagos do Centro da África vizinho e semelhante a Ruanda, depois de duas semanas de protestos com 12 mortes contra manobras do presidente Pierre Nkurunziza para se reeleger. 

Hoje o presidente prometeu que, se for reeleito em junho de 2015, será seu último mandato, informa o jornal digital americano The Huffington Post.

É a pior crise política no país desde o fim 12 anos atrás da guerra civil entre a maioria hutu e o Exército dominado pela minoria tútsi, num conflito ao que levou ao genocídio de 800 mil pessoas em 1994 em Ruanda.

A fuga em massa preocupa a República Democrática do Congo, a Tanzânia e especialmente Ruanda pelo impacto que pode ter no conflito interno ruandês.

"Todas as luzes estão piscando no Burúndi. Todos os alarmas estão tocando. Então, onde está o corpo de bombeiros", advertiu em Genebra, na Suíça, o presidente do Conselho de Refugiados da Noruega, Jan Egeland, pedindo uma ação internacional para acalmar a situação.

A Constituição do Burúndi limita o exercício da presidência a dois mandatos. Em 25 de abril de 2015, Nkurunziza, ex-comandante de um grupo rebelde hutu, anunciou a intenção de concorrer a um terceiro mandato.

Sob pressão do governo, o Tribunal Constitucional decidiu ontem autorizar Nkurunziza a disputar mais uma eleição alegando que o primeiro mandato não conta porque em 2005 ele foi eleito indiretamente pelo Congresso.

Seu principal desafiante, Audifax Ndabitoreye, foi preso num hotel da capital, Bujumbura, onde havia uma reunião de ministros de países da África Oriental para discutir a crise, sob a acusação de participar de uma insurreição: "Sou uma vítima porque estou protestanto claramente contra um terceiro mandato para Nkurunziza que é ilegal e inconstitucional."

Centenas de manifestantes foram presos. O governo os acusa de insurreição, promete soltar os menores de 18 anos e uma anistia caso cessem os protestos. O Ministério do Exterior do Reino Unido denunciou pressões sobre o supremo tribunal para autorizar mais uma reeleição do presidente. Um ministro do tribunal fugiu do país nos últimos dias.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Multidão toca fogo no Parlamento em Burkina Fasso

Milhares de manifestantes marcharam hoje pelas ruas de Uagadugu e incendiaram o Parlamento de Burkina Fasso para impedir a votação de uma emenda constitucional para autorizar o presidente Blaise Compaoré, no poder desde 1987, se candidate a mais uma reeleição, em 2015.

O ditador decretou estado de emergência. Para dissipar dúvidas se ele ainda estava no país, Compaoré deu entrevista a uma rádio do interior. Anunciou a dissolução do governo e propôs diálogo com a oposição.

A Constituição de Burkina Fasso limita em dois mandatos o período máximo de governo de um presidente. Compaoré tentaria o quinto. A antiga República do Alto Volta é um país mais pobres do mundo, o 181º do mundo pelo índice de desenvolvimento humano calculado pelas Nações Unidas.

A maioria dos deputados não havia chegado quando o fogo começou. Os que estavam lá se refugiaram num hotel próximo. A sede do Parlamento não foi totalmente destruída, mas móveis e utensílios foram jogados pelas janelas.

Durante seu longo reinado, Compaoré apoiou Charles Taylor, um senhor da guerra que virou presidente da Libéria e hoje cumpre pena de 50 anos de prisão por crimes de guerra e contra a humanidade na guerra civil na vizinha Serra Leoa. Também se aliou a rebeldes em Angola e na Costa do Marfim, embora depois tenha se oferecido como mediador na Costa do Marfim.

Recentemente, Compaoré negociou a libertação de reféns europeus sequestrados por extremistas muçulmanos na África e mediou as negociações de paz entre o governo do Mali e os rebeldes separatistas tuaregues do Movimento Nacional de Libertação de Azawade. Um acordo tornou possível a eleição presidencial de julho de 2013 no Mali.

Em 2011, durante uma onda de protestos contra a inflação nos preços dos alimentos, lojas foram saqueadas e carros roubados, inclusive por soldados do Exército Nacional. Em abril daquele ano, soldados amotinados tomaram o palácio presidencial. Compaoré fugiu, mas conseguiu reassumir o controle da situação. Agora, seu reinado está perto do fim.