Mostrando postagens com marcador Mercado de Trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mercado de Trabalho. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Economia dos EUA teve saldo de 638 mil vagas em outubro

O mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou melhora em outubro, abrindo 638 mil vagas de emprego a mais do que fechou, mas o ritmo de contratações diminuiu e há pelo menos 10 milhões de trabalhadores empregados a menos do que no início da pandemia do coronavírus de 2019. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, caiu um ponto percentual para 6,9%. 

Com a covid-19 e a incerteza em torno do resultado das eleições, a expectativa é de desaceleração da retomada da economia e do emprego. O ex-vice-presidente Joe Biden está perto da vitória, mas o presidente Donald Trump se nega a aceitar o resultado e vai à Justiça para tentar anular os votos enviados pelo correio. E a pandemia bate recordes de contágio, com 107,7 mil casos novos na quarta-feira e 121,5 mil na quinta-feira, de acordo com o jornal The New York Times.

A maior economia do mundo precisa de um novo pacote de estímulo, como pede o presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, Jerome Powell. Como o Partido Republicano deve manter o controle do Senado, não será um estímulo tão grande quanto aos US$ 2,4 trilhões, aprovados na Câmara, onde o Partido Democrata manteve a maioria.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Mercado de trabalho surpreende nos EUA com saldo de 2,5 milhões de vagas

Contra todas as expectativas, com a retomada das atividades no setor de serviços, o mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou em maio um ganho de 2,5 milhões vagas, informou o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego caiu de 14,7%, a maior desde 1948, para 13,3%. As bolsas de valores e o petróleo registraram altas expressivas.

Os dados semanais sobre novos pedidos de seguro-desemprego registraram mais 1,9 milhão de demissões na semana passada, totalizando 42,6 milhões desde março. Não captaram as recontratações.

Os setores de hospitalidade e lazer, inclusive restaurantes, reabriram 1,2 milhão de postos de trabalho depois de demitir 8 milhões de trabalhadores desde o início da crise, enquanto os varejo, que havia demitido 2,3 milhões de empregados, contratou 377 mil.

As novas vagas ainda são uma fração do total de demissões e a taxa de desemprego de 13,3% ainda está acima dos 10% registrados no auge da Grande Recessão de 2008-9, mas indica que a maior economia do mundo terá forte recuperação se a pandemia for controlada e a reabertura não causar uma segunda onda de contaminação.

Na França, o presidente do Conselho Científico, Jean-François Delfraissy, declarou que a pandemia está sob controle, mas o número de pessoas sem máscara nas ruas e a proximidade em bares e cafés de Paris, que ainda é uma zona laranja, preocupam.

Com a boa notícia, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, subiu 829% e fechou em alta de 3,15%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo avançou 0,86%. O dólar comercial caiu mais 2,66% para R$ 4,99.

O preço do petróleo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão do mercado americano, aumentou 5,45% para US$ 39,35 e o do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, cresceu 5,05% para US$ 42,01.

sexta-feira, 6 de março de 2020

EUA geram 273 mil empregos a mais do que fecham em dois meses seguidos

Antes do impacto da epidemia do novo coronavírus, a maior economia do mundo criou mais 273 mil vagas de emprego, superando a expectativa do mercado, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. A taxa de desemprego recuou de novo para 3,5%. É a menor em 50 anos.

O dado de janeiro foi revisado para cima, de 225 para 273 mil, o mesmo de fevereiro. Os economistas esperavam um ganho de 175 mil postos de trabalho e a manutenção do índice de desemprego em 3,6%. Os salários cresceram a uma taxa de 3% nos últimos 12 meses, um pouco abaixo dos 3,1% registrados em janeiro.

Este resultado surpreendente agradou sobretudo ao presidente Donald Trump, que luta pela reeleição em 3 de novembro. É um dos melhores relatórios de emprego, mas sua influência positiva está sendo neutralizado pelo temor dos investidores diante da epidemia do novo coronavírus.

"É relevante no sentido de mostrar que a economia dos EUA estava robusta antes, mas não diz nada sobre o futuro", comentou Gregory Daco, economista sênior da empresa Oxford Economics. Michelle Meyer, diretora de EUA na corretora Bank of America Securities, considera uma indicação de que a economia tem mais condições de absorver o choque de uma pandemia.

A saúde, assistência social, serviços de alimentação e bares lideraram as contratações. O governo federal contribuiu com 7 mil empregos temporários para fazer o Censo de 2020.

O mercado espera novas medidas do Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA. Na terça-feira, o Fed fez o primeiro corte de juros emergencial desde outubro de 2008, no auge da Grande Recessão. A baixa foi de meio ponto percentual, para uma faixa de 1% a 1,25% ao ano.

Com a contração da economia da China, a segunda maior do mundo, no primeiro trimestre do ano, reduzindo a demanda e o fornecimento de insumos essenciais, os EUA devem sentir o impacto da epidemia do coronavírus em março.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Mulheres passam a ser maioria da força de trabalho nos EUA

As mulheres ocuparam 50,4% dos postos de trabalho nos Estados Unidos em dezembro de 2019, superando os homens pela primeira vez em quase uma década, com uma diferença de 109 mil. Os analistas observam nisso uma tendência.

"O relatório de emprego indica que a dinâmica do mercado de trabalho pende em direção às mulheres", comentou o economista Joe Brusuelas, da empresa RSM US, em nota a clientes. "Procuramos indícios tangíveis de mudança. Estão aí nos dados."

Nos últimos anos, há um aumento no número de vagas em setores de serviço como educação e saúde, que empregam um grande número de mulheres. É uma tendência que deve se acentuar no século 21, incentivando a luta por salários iguais para a mesma função.

Em dezembro, o setor de saúde contra mais 36 mil trabalhadores, enquanto a indústria manufatureira, tradicionalmente dominada por homens, perdeu 21 mil vagas a mais do que abriu.

Bolsa de Nova York bate recorde com novo relatório sobre emprego

O Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, ultrapassou a marca de 29 mil pontos hoje depois do relatório sobre emprego de dezembro, quando houve um saldo de 145 mil novas vagas, fechando uma década de crescimento ininterrupto do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O índice de desemprego ficou estável em 3,5%. É o menor em 50 anos.

Ao todo, o saldo foi de 2,11 milhões de empregos em 2019. A média dos salários subiu em 2,9% ao ano, o menor ritmo desde julho de 2018. Pode não ser uma boa notícia para os trabalhadores, mas indica que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, não vai precisar elevar a taxa básica de juros.

Durante todo o ano passado, houve um ritmo forte de contratações em setores de serviços como saúde e hotelaria, entre outros. Houve um esfriamento na indústria manufatureira, transportes, armazenagem e construção civil.

A expansão do mercado de trabalho é um dos argumentos centrais da campanha de reeleição do presidente Donald Trump.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

EUA geram mais 164 mil empregos

O mercado de trabalho dos Estados Unidos voltou a mostrar vigor em julho, com 164 mil contratações a mais do que demissões, mantendo uma base firme para o crescimento da maior economia do mundo, ininterrupto há quase dez anos. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 3,7%. É a menor desde 1969.

O salário médio no setor privado registrou alta de 3,2% ao ano. Ficou em US$ 27,98 por hora, quase R$ 109. Com um recorde de 157,288 milhões de americanos empregados, a participação da força de trabalho chegou a 63% das pessoas em idade de trabalhar.

A força do mercado de trabalho americano faz um contraponto à fraqueza da economia internacional, abalada pelas guerras comerciais do presidente Donald Trump e outros riscos políticos, como a saída do Reino Unido da União Europeia.

Sob pressão de Trump, há dois dias, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA, reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano.

A meta do Fed é o maior emprego possível com a inflação sob controle. O Comitê de Mercado Aberto persegue informalmente um crescimento de preços ao consumidor de 1% até 2% ao ano. O relatório de emprego mostra que o mercado de trabalho continua firme, apesar da guerra comercial com a China e da desaceleração da economia mundial.

Nos primeiros sete meses do ano, houve um saldo positivo de 165 mil empregos por mês, abaixo dos 223 mil de 2018, mas ainda um nível elevado e estável, mesmo com desemprego muito baixo.

Em julho, o ciclo de expansão da economia americana se tornou o mais longo da história. Mas o ritmo caiu de 3,1% ao ano no primeiro trimestre para 2,1% no segundo.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Retomada do emprego reduz chance de corte de juros nos EUA

A economia dos Estados Unidos teve um saldo de 224 mil novos empregos em junho, o melhor resultado em dez meses, quase igual à média do ano passado, superando a expectativa do mercado, que era de 160 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. 

O índice de desemprego subiu de 3,6% para 3,7%, sinal de que há mais americanos procurando emprego. Com menos chance de corte nas taxas básicas de juros na reunião do Conselho da Reserva Federal (Fed) no fim do mês, as bolsas caíram no mundo inteiro, mas uma redução de 0,25 ponto percentual não está totalmente descartada.

Em Nova York, o Índice Dow Jones perdeu 0,16%. As bolsas da Europa já estavam em baixa por causa da forte queda das encomendas à indústria da Alemanha, a maior economia do continente. Com vendas fracas no varejo e o pior desempenho do mercado de trabalho desde 2002, a locomotiva europeia preocupa.

O presidente Donald Trump saudou o resultado, chamando-o de "real e inesperadamente bom", mas voltou a atacar o Fed: "Se tivéssemos um Fed que baixasse as taxas de juros, estaríamos como um foguete. Mas estamos pagando muitos juros desnecessariamente. Não temos um Fed que não sabe o que está fazendo."

Até agora, em 2019, a maior economia do mundo gerou saldos de 172 mil novos postos de trabalho por mês, abaixo da média de 223 mil do ano passado.

Apesar da forte retomada no crescimento do emprego, há sinais de desaceleração. A delegacia regional do Fed em Atlanta, na Geórgia, prevê um crescimento em ritmo de 1,3% ao ano no segundo trimestre, depois de uma expansão de 3,1% nos três primeiros meses do ano.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

EUA tem ganho de 75 mil empregos

O desempenho do mercado de trabalho dos Estados Unidos em maio decepcionou. O saldo de novos empregos foi de 75 mil, revelou hoje o relatório de emprego do Departamento do Trabalho. Ficou muito abaixo da expectativa dos economistas, que era de 180 mil vagas, indicando uma desaceleração do crescimento.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou em 3,6%. É o menor em quase 50 anos, desde 1969, quando o mercado de trabalho era diferente. Muito menos mulheres trabalhavam.

Os analistas esperam uma desaceleração do crescimento da maior economia do mundo por causa do fim do incentivo dado pelos cortes de impostos do governo Donald Trump, a fraca recuperação da economia mundial e o impacto das guerras comerciais deflagradas pelo presidente americano.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

EUA geram mais 196 mil empregos e desemprego fica em 3,8%

Depois de um resultado fraco em fevereiro, o mercado de trabalho dos Estados Unidos retomou o vigor em março, gerando 196 mil vagas de emprego a mais do que fechou, enquanto o aumento dos salários diminuiu, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, ficou estável em 3,8%.

O desempenho superou a expectativa do mercado, que esperava 177 mil postos de trabalho a mais. O número de fevereiro foi revisado de 20 para 33 mil. No ano passado, o ganho ficou na média de 223 mil vagas por mês.

Nos últimos 12 meses, os salários cresceram em média 3,2%, um pouco abaixo dos 3,4% de fevereiro, que foi o ritmo mais forte desde abril de 2009. As bolsas reagiram positivamente. No momento, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, sobe 0,14%. O rendimento dos títulos de dez anos da dívida pública americana caiu de 2,54% para 2,50%.

A desaceleração do crescimento nos EUA, na China e na Europa preocupam analistas e investidores. Com o fraco desempenho do mercado de trabalho americano, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, anunciou que não fará mais altas de juros neste ano. A inflação baixa e a recuperação da oferta de empregos pode levar a autoridade monetária a repensar a questão.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Mercado de trabalho dos EUA decepciona com ganho de 20 mil empregos

Num sinal de que a desaceleração global afeta a maior economia do mundo, a expansão do mercado de trabalho nos Estados Unidos sofreu uma forte baixa em fevereiro. O saldo positivo foi de apenas 20 mil vagas de emprego, mas a média salarial aumentou, revelou hoje o relatório mensal de emprego. A taxa de desemprego caiu de 4% para 3,8%.

Foi o resultado mais fraco desde setembro de 2017, quando o ritmo de contratações foi abalado por furacões violentos. Agora, os economistas esperavam um ganho de 180 mil postos de trabalho. Houve perdas nos setores da construção, mineração e varejo. O emprego na indústria aumentou, mas em ritmo menor.

"A queda nítida na expansão das folhas de pagamento em fevereiro fornece mais indícios de que o crescimento econômico diminuiu no primeiro trimestre do ano", comentou o economista Michael Pearce, da Capital Economics.

Mesmo assim, a média dos últimos três meses aponta um saldo de 186 vagas por mês. Com o mercado de trabalho sob pressão, a teoria econômica prevê aumento de salários, à medida que os empregadores têm de pagar mais para contratar.

Em fevereiro, a média salarial avançou 3,4% ao ano, a maior alta desde abril de 2009. No setor privado, ficou em US$ 27,66 por hora (R$ 107). A participação da população apta com idade para trabalhar ficou em 63,2%, em comparação com 63% um ano atrás.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

EUA tiveram saldo de mais de 300 mil novos empregos em janeiro

Apesar da paralisação parcial do governo federal, os Estados Unidos abriram 304 mil postos de trabalho e mais do que fecharam em janeiro de 2019, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, subiu de 3,9% para 4%, num sinal de que mais gente está de volta ao mercado de trabalho.

O resultado superou amplamente a expectativa dos analistas do centro financeiro da Wall Street, que era de 165 vagas, mas houve uma revisão para baixo de 90 mil no dado de dezembro, que caiu para 222 mil empregos.

Já são 100 meses, ou 8 anos e 4 meses, de expansão contínua do mercado de trabalho, em alta desde outubro de 2010. No ano passado, os EUA criaram 2,674 milhões de empregos. O índice de desemprego amplo, que inclui quem desistiu de procurar emprego ou trabalha em meio turno, subiu em janeiro de 7,6% para 8,1%.

A média dos salários registrou um avanço de 3,2% nos últimos 12 meses, um pouco abaixo dos 3,3%  de dezembro, mas perto do ritmo mais forte em uma década.

Este forte desempenho do mercado de trabalho é um novo desafio para o Conselho da Reserva Federal, a diretoria do banco central dos EUA, que manteve nesta semana inalterada a taxa básica de juros da maior economia do mundo e anunciou uma pausa nas altas.

A expectativa de alta dos juros abalou o mercado financeiro, que teve seu pior dezembro desde 1931, durante a Grande Depressão (1929-39) e provocou críticas do presidente Donald Trump. Mas janeiro foi dos melhores desde os anos 1980s.

"Um mercado de trabalho apertado e um crescimento salarial saudável sustentam o crescimento econômico. Os dados de hoje devem estimular os gastos dos consumidores e podem ajudar o mercado de ações", observou Kully Samra, vice-presidente da corretora americana Charles Schwab. "No entanto, uma série de dados positivos podem levar o Fed a suspender a pausa na alta de juros, o que provavelmente traria de volta a volatilidade e as quedas na bolsa."

Para o economista James Knightley, do banco holandês ING, os dados de hoje fortalecem o argumento pelo aumento nos juros: "Com os salários em alta e os trabalhadores sentindo-se seguros em seus empregos, o consumo deve continuar firme, acrescentando pressões inflacionárias à economia."

Isto exigiria novas altas de juros. "O presidente do Fed, Jerome Powell, falou em contracorrentes na economia e no mercado para justificar a pausa, mas, se tivermos boas notícias nas relações comerciais EUA-China, isto vai retirar parte do pessimismo global. Continuamos a acreditar que os fundamentos sólidos [da economia dos EUA] devem ser suficientes para convencer o Fed a elevar as taxas de juros no verão" no Hemisfério Norte.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

EUA criaram menos empregos em novembro do que previsto

A economia dos Estados Unidos abriu 155 mil postos de trabalho a mais do que fechou no mês passado, bem abaixo da expectativa média dos economistas, que era de 198 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. Em outubro, o ganho fora de 250 mil empregos. O índice de desemprego ficou estável em 3,7%, o menor desde 1969.

Os salários aumentaram 3,1% nos últimos 12 meses, o mesmo ritmo registrado no mês passado, o maior desde abril de 2009.

Nos primeiros dez meses de 2018, foram criados em média 212,5 mil empregos por mês, acima da média de 182 mil de 2017.

Esses números indicam que o Conselho de Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, pode ser mais cauteloso na alta de juros, mas estão longe de mostrar o risco de uma recessão. Os juros pagos pelos títulos de 10 anos da dívida pública caíram de 2,9% para 2,88%.

"Nossa economia tem um desempenho muito bom de modo geral, com forte geração da empregos e salários crescendo gradualmente", observou o presidente do Fed, Jay Powell. "De fato, a nível nacional, nosso mercado de trabalho está muito forte."

O mercado financeiro espera um aumento da taxa básica de juros na reunião da próxima semana, mas já não aposta em três altas em 2019. Ainda há o temor de uma recessão no fim do próximo ano e a guerra comercial entre os EUA e a China também preocupa.

Depois da trégua acertada entre o presidente Donald Trump e o ditador Xi Jinping no sábado passado em Buenos Aires, a prisão da diretora financeira da companhia chinesa Huawei, Meng Wanzhou, no Canadá a pedido de autoridades americanas gerou receio de nova crise entre as duas maiores economias do mundo.

A Bolsa de Valores de Nova York abriu em pequena queda, depois de cair ontem com a prisão de Meng. Os preços do petróleo estão em alta de cerca de 4% por causa do anúncio de cortes da produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

EUA criam mais 134 mil empregos e desemprego cai ao nível de 1969

A economia dos Estados Unidos abriu no mês passado 134 mil novas vagas de emprego a mais do que fechou, completando oito anos consecutivos de altas mensais no mercado de trabalho, revelou hoje o relatório mensal do Departamento do Trabalho relativo a setembro de 2018. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, caiu de 3,9% para 3,7%. É o menor desde 1969.

O resultado foi o mais fraco em 12 meses. Ficou abaixo da expectativa média dos economistas, que era de 180 mil postos de trabalho, em pesquisa feita pelo jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York.

A revisão dos dados dos dois meses anteriores acrescentou 87 mil empregos, elevando o total para 165 mil em julho e 270 mil em agosto. O mercado de trabalho não estava tão forte desde o fim do século, quando estourou a bolha das novas empresas de Internet, as chamadas ponto.com.

No mês passado, 150 mil americanos entraram na força de trabalho. O número de novos pedidos de seguro-desemprego é o menor em 49 anos.

A expansão econômica é uma das mais longas da história e não dá sinais de arrefecimento. O crescimento do segundo trimestre deste ano foi o mais forte em quatro anos.

Os salários cresceram 2,8% nos últimos 12 meses. A média foi de US$ 27,28 por hora, 8 centavos acima de agosto.

Os juros dos títulos da dívida pública dos EUA subiram nos últimos meses, sinal de que o mercado espera mais crescimento, mais inflação e mais endividamento.

Na semana passada, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, aumentou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano. O mercado espera uma alta de um ponto percentual até o fim de 2019.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Desemprego na Coreia do Sul sobe ao maior nível desde auge da crise

O índice de desemprego da Coreia do Sul subiu de 3,8% em julho para 4,2% em agosto, o maior nível desde o pico de 4,7% em janeiro de 2010, no auge da Grande Recessão mundial deflagrada pela falência do banco Lehman Brothers, em 14 de setembro de 2008.

É mais um golpe no presidente Moon Jae In, que prometeu impulsionar o mercado de trabalho com um orçamento multibilionário. A população economicamente ativada da Coreia do Sul cresceu 0,5% nos últimos 12 meses, enquanto a população inativa aumentou 0,7%.

Em maio, o Parlamento sul-coreano aprovou um orçamento suplementar de US$ 3,5 bilhões para tentar atacar o problema crônico do desemprego entre os jovens. Com uma renda média por habitante de US$ 39,3 mil por ano, duas vezes e meia maior do que a do Brasil, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Coreia do Sul enfrenta problemas do crescimento.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

EUA geram 201 mil novos empregos

Os Estados Unidos abriram 201 mil vagas de emprego a mais do que fecharam em agosto, superando a média das expectativas dos economistas, que era de 191 mil. Os salários registraram alta de 2,9% num ano, o maior aumento desde junho de 2009, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 3,9%. O índice amplo, que inclui quem trabalha em meio expediente ou sem contrato de trabalho, está em 7,4%. Há um ano, estava em 8,6%.

Cerca de 37% das pequenas empresas reclamaram em julho ter oferecido vagas de emprego que não foram preenchidas, um recorde, indica uma pesquisa divulgada hoje pela Federação Nacional de Empresas Independentes.

O saldo de vagas de julho foi revisado para baixo, de 157 para 147 mil postos de trabalho. O resultado de agosto superou a média dos últimos três meses, 185 mil vagas.

Com este ritmo forte de contratações e a alta nos salários, é provável que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, aumente a taxa básica de juros, hoje numa faixa de 1,75%-2% ao ano, duas vezes em 2018 e três em 2019. A primeira alta seria neste mês, na reunião de 25 e 26 de setembro.

O bom desempenho do mercado de trabalho nos EUA fortaleceu o dólar, que subiu 0,3% assim que o relatório foi divulgado. A pressão sobre economias em desenvolvimento com problemas, como Argentina e Turquia, não diminuiu.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

EUA criam mais 213 mil empregos mas desemprego sobe para 4%

O mercado de trabalho dos Estados Unidos voltou a surpreender em junho gerando 213 mil vagas de emprego a mais do que fechou, anunciou hoje de manhã o Departamento do Trabalho. Cresce sem parar há 7 anos e 9 meses.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, subiu de 3,8% para 4%. Entre os de origem latino-americana, caiu para um recorde de 4,6%. Isso significa que a economia americana vive um bom momento. Mais gente está procurando emprego.

Em maio, a taxa de desemprego estava na menor marca desde maio de 2000, porque 601 mil pessoas voltaram a procurar emprego. Os dados de abril e maio foram revisados para cima, com mais 37 mil postos de trabalho.

Desde o início do ano, a força de trabalho cresce numa média de mais 250 mil trabalhadores por mês. No mês passado, a participação da população em idade de trabalhar no mercado subiu 0,2 ponto percentual para 62,9%. A taxa é comparável às dos anos 1970s, quando as mulheres estavam entrando no mercado. Hoje a explicação é que há muitos idosos sem interesse em trabalhar.

Nos últimos 12 meses, os salários subiram em média 2,7%. Desde a Grande Recessão (2008-9), os salários nunca aumentaram 3% ao ano, mas em 16 dos últimos 17 meses a média anual não ficou abaixo de 2,5% ao ano.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Desemprego no Japão cai ao menor nível em 25 anos

A taxa de desemprego no Japão caiu para 2,2% em maio e o número de vagas disponíveis supera a oferta de mão de obra, chamando a atenção mais uma vez para a redução na força de trabalho da terceira maior economia do mundo. É o menor nível desde outubro de 1992.

A maioria dos economistas ouvidos pela agência Reuters esperava a manutenção da taxa de 2,5%, registrada em abril. O número de vagas para candidatos a emprego subiu para 1,6. Está um pouco abaixo do 1,64  de janeiro de 1974.

O envelhecimento da população e a contração do mercado de trabalho estão entre as principais causas da estagnação da economia japonesa. Em 2018, o país deve ter a menor taxa de crescimento das grandes potências capitalistas do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá).

Pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), "o impacto do envelhecimento pode custar uma queda de um ponto percentual por ano no crescimento do produto interno bruto do Japão nas próximas três décadas."

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Índice de desemprego nos EUA cai para 3,8%

O mercado de trabalho dos Estados Unidos superou a expectativa em maio, gerando 223 mil postos de trabalho a mais do que fechou, acima da expectativa média dos economistas, que era de 188 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. 

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, caiu para 3,8%. É a menor desde abril de 2000, mês anterior ao estouro da bolha de empresas da Internet. Com a perspectiva de alta dos juros, o dólar se fortaleceu ainda mais. No Brasil, subiu 0,76% para 3,76.

Sob pressão de uma oferta de mão de obra escassa, o salário médio subiu em ritmo de 2,7% ao mundo, em comparação com 2,6% em abril. O saldo de novos empregos em abril foi revisado para baixo, de 164 para 159 mil. Em maio, houve uma forte aceleração do mercado de trabalho, com 63 mil vagas.

O ritmo de contratações caiu abaixo da expectativa dos analistas em março e abril, depois de um fevereiro excepcional, com aumento de 324 mil postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, a maior economia do mundo criou 190 mil empregos por mês.

Entre as mulheres, o índice de desemprego está em 3,6%, o menor desde 1953, quando a participação da mulher no mercado de trabalho era muito menor. A taxa para trabalhadores de mais de 24 anos sem segundo grau completo está em 5,4%.

O índice de desemprego amplo, que inclui subempregados que trabalham em meio expediente sem contrato de trabalho e quem desistiu de procurar emprego, caiu de 7,6% para 6,9% em maio.

Diante destes números, os economistas preveem um crescimento maior no segundo trimestre, num ritmo anual de 4,1%, depois de um aumento do produto interno bruto numa taxa anual de 2,2% no primeiro trimestre de 2018.

Neste cenário, a expectativa é de alta na taxa básica de juros de curto prazo na próxima reunião Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, em 12 e 13 de junho, e ao menos mais duas vezes até o fim do ano.

Pouco mais de uma hora antes do anúncio oficial, o presidente Donald Trump quebrou mais uma vez o protocolo ao festejar o relatório, que tem forte impacto sobre o mercado financeiro e por isso deve ser despolitizado.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Geração de empregos sofre forte queda nos EUA

Depois de um saldo excepcional de 326 mil novas vagas de emprego em fevereiro, o mercado de trabalho dos Estados Unidos sofreu uma forte desaceleração em março. O mercado esperava 185 mil postos de trabalho a mais. O total ficou em 103 mil, revelou o relatório mensal de emprego, divulgado hoje pelo Departamento do Trabalho.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 4,1%. É a menor desde o ano 2000. O índice de desemprego amplo, que incluiu desempregados e subempregados, sem contrato de trabalho, baixou de 8,2% para 8%. No Conselho da Reserva Federal (Fed), há analistas prevendo uma queda nos próximos dois anos para 3,6%. Seria a menor taxa desde os anos 1960s.

O saldo médio de novas vagas nos três primeiros meses do ano foi de 202 mil, em contraste com 182 mil por mês ao longo do ano passado. Como os cortes de impostos do governo Donald Trump devem estimular o consumo, o mercado de trabalho deve continuar em alta durante o ano.

Alguns economistas, como Ian Shepherdson, da empresa Pantheon Macroeconomics, atribuíram o resultado decepcionante ao clima ruim no mês passado, marcado por grandes tempestades de neve. Outros veem uma acomodação depois do avanço expressivo em fevereiro.

Os salários registraram uma alta anual ligeiramente maior, de 2,6% em fevereiro para 2,7% em março, mas o novo presidente do Fed, Jay Powell, não vê nos risco de que "estejamos à beira de uma aceleração da inflação".

Com o aquecimento do mercado de trabalho, que cresce sem parar há sete anos e meio, o setor financeiro aposta em pelo menos mais três altas na taxa básica de juros neste ano e mais três no próximo.

Evidentemente, uma guerra comercial com a China altera todas as previsões.

sexta-feira, 9 de março de 2018

EUA criaram mais 313 mil empregos em fevereiro

Acima de todas as expectativas, a economia dos Estados Unidos abriu 313 mil novas vagas a mais do que fechou em fevereiro de 2018, o maior ganho desde julho de 2016, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. 

Com mais de 800 mil pessoas entrando no mercado de trabalho, a taxa de desemprego ficou em 4,1% pelo quinto mês consecutivo. É a menor desde dezembro de 2000. Foi a maior expansão na oferta de mão de obra desde 1983.

Os números dos meses anteriores foram revisados, o de janeiro para 239 mil postos de trabalho e o dezembro para 175 mil, com um ganho de 54 mil empregos. A média dos primeiros dois meses deste ano superou a do ano passado, de 182 mil vagas.

Em princípio, o baixo desemprego aumenta a pressão sobre os salários e a inflação. Apesar da alta anual nos salários de 2,6%, inferior aos 2,8% do mês anterior, o Conselho da Reserva Federal (Fed) deve elevar a taxa básica de juros em ritmo mais agressivo.

O Fed sinalizou em dezembro que faria três altas de juros de 0,25 ponto percentual ao longo deste ano. O mercado já aposta em quatro.