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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Mercado de trabalho surpreende nos EUA com saldo de 2,5 milhões de vagas

Contra todas as expectativas, com a retomada das atividades no setor de serviços, o mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou em maio um ganho de 2,5 milhões vagas, informou o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego caiu de 14,7%, a maior desde 1948, para 13,3%. As bolsas de valores e o petróleo registraram altas expressivas.

Os dados semanais sobre novos pedidos de seguro-desemprego registraram mais 1,9 milhão de demissões na semana passada, totalizando 42,6 milhões desde março. Não captaram as recontratações.

Os setores de hospitalidade e lazer, inclusive restaurantes, reabriram 1,2 milhão de postos de trabalho depois de demitir 8 milhões de trabalhadores desde o início da crise, enquanto os varejo, que havia demitido 2,3 milhões de empregados, contratou 377 mil.

As novas vagas ainda são uma fração do total de demissões e a taxa de desemprego de 13,3% ainda está acima dos 10% registrados no auge da Grande Recessão de 2008-9, mas indica que a maior economia do mundo terá forte recuperação se a pandemia for controlada e a reabertura não causar uma segunda onda de contaminação.

Na França, o presidente do Conselho Científico, Jean-François Delfraissy, declarou que a pandemia está sob controle, mas o número de pessoas sem máscara nas ruas e a proximidade em bares e cafés de Paris, que ainda é uma zona laranja, preocupam.

Com a boa notícia, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, subiu 829% e fechou em alta de 3,15%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo avançou 0,86%. O dólar comercial caiu mais 2,66% para R$ 4,99.

O preço do petróleo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão do mercado americano, aumentou 5,45% para US$ 39,35 e o do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, cresceu 5,05% para US$ 42,01.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Teste de vacina com bons resultados anima mercado

Mais de 100 grupos de pesquisa estão desenvolvendo vacinas para neutralizar o novo coronavírus. Os primeiros testes realizados pela empresa de biotecnologia americana Moderna apresentaram resultados promissores. Oito pessoas receberam duas doses experimentais, anunciou hoje a companhia.

As ações de Moderna subiram 25 por cento na Bolsa de Valores de Nova York. Junto com as declarações do presidente do Conselho da Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, prometendo fazer o necessário para sustentar a economia, o Índice Dow Jones subiu 3,85 por cento. Foi a maior alta diária em seis semanas.

No Brasil, a Bolsa de São Paulo subiu 4,69% e o dólar comercial caiu. Com 255 mil casos confirmados, o país é o terceiro na lista da Universidade Johns Hopkins, dos EUA, em número de infectados. O total de mortes está em 16.853


Mais de 140 líderes mundiais, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assinaram uma carta aberta enviada à Assembleia Mundial da Saúde, pedindo que todos os governos se unam para encontrar uma vacina contra o novo coronavírus a ser distribuída gratuitamente. 

Todos os tratamentos e testes para a covid-19 devem ser isentos de patentes, produzidos em massa e distribuídos a todos os países, diz a carta. A Assembleia Mundial da Saúde é a reunião anual da Organização Mundial da Saúde, que tem hoje 194 países-membros. Meu comentário:

terça-feira, 17 de março de 2020

EUA anunciam plano de US$1 trilhão para estimular a economia

O governo lançou hoje um plano de US$ 1 trilhão, mais de R$ 5 trilhões, para enfrentar o impacto da pandemia do novo coronavírus. Todo americano vai receber um cheque pelo correio para ajudar a superar a crise. A União Europeia fecha as fronteiras externas.


Aqui no Brasil, já são 321 casos confirmados. Hoje, houve a primeira morte, em São Paulo, de um homem de 62 anos com hipertensão e diabetes. Outra morte, de um homem de 69 anos com insuficiência respiratória e um parente portador do vírus, é considerada suspeita. Nenhum dos dois havia sido testado. O governo federal pediu ao Congresso que declare estado de calamidade pública.


Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, apresentou aos senadores do Partido Republicano o plano de salvação da maior economia do mundo. O pacote prevê pagamentos diretos no valor de 250 bilhões de dólares, mais de 1 trilhão 250 bilhões de reais. 

A Bolsa de Valores de Nova York subiu 5,2 por cento hoje, depois da queda de 13 por cento ontem, e arrastou a Bolsa de São Paulo, que subiu 4,85 por cento depois de queda de 14 por cento ontem. 

O aumento dos gastos públicos, das despesas de governo, é visto como a única maneira de evitar ou amenizar uma recessão da economia internacional. Os Estados Unidos têm 6 mil e 500 casos e 109 mortes. Meu comentário:

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Bolsa de Nova York desaba por medo de recessão e dólar sobe no Brasil

O Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, sofreu hoje a maior queda do ano, de 800,49 pontos (-3,05%), depois que o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos caiu abaixo do rendimento dos títulos de 2 anos, o que não acontecia desde 2007, num sinal de grande risco de recessão.

Com o recuo de 0,1% do produto interno bruto da Alemanha, quarta maior economia do mundo e quarta da Europa, no segundo trimestre e indicadores decepcionantes também na China, segunda maior economia do mundo, onde o varejo e a indústria cresceram abaixo do previsto, o pessimismo tomou conta dos mercados financeiros. 

Além disso, há US$ 15 trilhões (R$ 60 trilhões) investidos em bônus de dívida pública com rendimento negativo, ou seja, os investidores aceitam perder dinheiro. Aqui no Brasil, a Bolsa de São Paulo chegou a cair abaixo de 100 mil pontos, mas teve uma pequena recuperação e fechou em 100.263 pontos (-2,94%). O dólar chegou a R$ 4,03.

Nos Estados Unidos, o índice amplo S&P perdeu 2,9%, com forte queda de ações do setor de energia. A bolsa eletrônica Nasdaq, de ações do setor de alta tecnologia, caiu pouco mais de 3%.

O presidente Donald Trump culpou o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, e sua política de juros, mas ele é o maior responsável pela crise, com sua guerra comercial com a China.

"Se estivermos ou não indo para a recessão não é um bom sinal", comentou Michael Farr, presidente da companhia de investimentos Farr, Miller & Washington.

Neste clima de incerteza, os investidores só querem aplicar em empresas com balanços sólidos, dinheiro em caixa e sem muitas dívidas. Ou fogem para companhias que não perdem na crise, como a empresa de bens de consumo pessoal Procter & Gamble e a Johnson & Johnson.

A queda nos preços das ações e nos rendimentos dos títulos da dívida pública acabaram com o otimismo gerado pelo adiamento de parte do tarifaço de Trump sobre as importações chinesas e a recente queda nas taxas básicas de juros nos EUA.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Petróleo cai abaixo de US$ 27 e arrasta bolsas do mundo inteiro

O Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York caiu mais 500 pontos hoje, mas se recuperou parcialmente e fechou em baixa de 249 pontos (1,6%), enquanto o barril de petróleo tipo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, recuou mais 6% para US$ 26,76, arrastando as bolsas do mundo inteiro.

A queda nos preços do barril de petróleo iniciada em junho de 2014 ganhou novo ímpeto no começo deste ano com as dúvidas sobre a desaceleração da economia da China, a segunda maior do mundo, e nesta semana com a volta do Irã ao mercado depois do fim das sanções a seu programa nuclear. Até o fim do ano, o Irã deve ofertar mais um milhão de barris por dia.

 Em 20 dias de 2015, a baixa acumula 10%. Hoje o petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão do mercado europeu, foi vendido a um mínimo de US$ 27,19 e fechou cotado a US$ 27,98, o menor valor em 12 anos.

Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio caiu 3,7%, entrando no "mercado do urso", quando o preço médio das ações baixa 20% em relação ao pico anterior. Em Xangai, na China, a desvalorização média foi de apenas 1%, mas Hong Kong perdeu 3,8%.

Na Europa, a baixa ficou na média de 3,5%, com fortes perdas em Londres (-3,5%), Frankfurt (-2,8%), Paris (3,4%) e Milão (-4,8%).

Em São Paulo, o Índice Bovespa perde mais 1,4%, puxado pela queda da Petrobrás. O dólar subiu 1,24% para R$ 4,10.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Bolsas desabam e petróleo cai abaixo de US$ 30 por barril

A Bolsa de Valores de Xangai caiu 3,6% hoje, acumulando perdas de 20% desde o pico mais recente, em 22 de dezembro de 2015. Na Europa, a baixa superou os 2%, enquanto a Bolsa de Nova York tem desvalorização de 3,37% e a cotação do barril de petróleo está em nível mais baixo desde novembro de 2003. Em São Paulo, a queda é de 3,43% e o dólar vale R$ 4,058, com alta de 1,3% hoje.

O ano de 2016 começa com uma variada gama de desafios pairando sobre a economia mundial, a começar sobre até onde vai a desaceleração da China, um dos principais motores do crescimento desde o início do século 21.

A queda livre nos preços do petróleo, de 70% desde junho de 2014, é um sintoma e não uma causa da fraqueza da economia mundial, refletida no colapso dos preços dos produtos primários. Mas há ainda as guerras no Oriente Médio, o confronto cada vez maior entre a Arábia Saudita sunita e o Irã xiita, a crescente ameaça terrorista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o fraco crescimento da Europa, a renovada tensão entre a Rússia e o Ocidente, e a mais longa recessão da economia do Brasil num século.

Os Estados Unidos, com crescimento acima de 2% ao ano e o mais longo ciclo de geração de empregos de sua história, são a exceção. Mas, no mundo globalizado, só uma águia não basta.

Na China, a venda em massa foi atribuída a uma notícia publicada na mídia estatal dizendo que alguns bancos não estão mais aceitando ações como garantia para tomada de empréstimos. A expectativa de uma redução na oferta de crédito e na liquidez abalou ainda mais a confiança dos investidores.

Depois da terceira semana seguida de perdas nos mercados de ações, as bolsas europeias baixaram ao menor nível desde dezembro de 2014.

Com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) prestes a certificar que o Irã está cumprindo o acordo nuclear assinado em julho de 2015 com as grandes potências do Conselho de Segurança, o mercado de petróleo, já saturado, se prepara para um aumento da oferta.

Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo do tipo West Texas Intermediate (WTI), padrão para o mercado americano, caiu quase 6%. Depois de ser vendido a US$ 29,28, o menor preço desde novembro de 2003, está agora em US$ 29,39.

Em Londres, o petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência do mercado europeu, caiu 4% para US$ 29,62, depois de chegar durante o dia a US$ 29,30, a menor cotação em 12 anos, .

Diante do colapso dos preços, as companhias de petróleo adiaram no ano passado 68 grandes projetos com investimentos previstos em US$ 380 bilhões para produzir 27 bilhões de barris de petróleo e energia equivalente de gás natural, revelou ontem a empresa britânica de consultoria Wood Mackenzie, citada pelo jornal The Wall Street Journal.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Bolsa de Nova York recupera perdas da semana

NOVA YORK - Com a revisão do crescimento do produto interno bruto nos Estados Unidos no segundo trimestre para 3,7%, a possibilidade de que o banco central americano não aumente os juros em setembro e de que as autoridades da China controlem a crise no mercado financeiro chinês, a Bolsa de Valores de Nova York fechou em alta pelo segundo dia seguido, recuperando as perdas da semana.

O Índice Dow Jones subiu 369 pontos (2,3%) para 16.654,77, fechando a semana em alta de 1,2%, enquanto tanto o índice amplo S&P 500 e a bolsa de alta tecnologia Nasdaq avançam mais de 2%, terminando a semana com ganhos.

Depois de cair abaixo de US$ 38 com as oscilações selvagens da semana, os preços do petróleo subiram 10%, na maior alta em seis anos, liderando uma alta nos preços dos produtos primários que beneficiou diretamente a Bolsa de São Paulo. As ações da Petrobrás e da Vale tiveram valorizações de 8% a 11%.

Antes, as bolsas da Europa avançaram 3,5% e a Bolsa de Xangai, 5,34%, na primeira alta depois de cinco sessões consecutivas de perdas.

Bolsa de Nova York tem maior alta percentual em quatro anos

NOVA YORK - Depois da tempestade que tirou US$ 2 trilhões dos investidores em seis dias só nos Estados Unidos, a Bolsa de Valores de Nova York reagiu ontem. Fechou com alta de 617 pontos (4%), a maior em quatro anos, em 16.285,51.

No Brasil, a Bolsa de São Paulo avançou 3,35%. O real, o rand sul-africano e a rúpia indonésio tiveram pequenas altas.

A sessão abriu em alta, mas os analistas temiam uma repetição do dia anterior, quando o Índice Dow Jones subiu 442 pontos para fechar em queda de 205.

Além das dúvidas sobre a saúde da economia da China e da capacidade de recuperação de emergentes como o Brasil e a Rússia, os investidores tentam decifrar se a Reserva Federal, o banco central dos EUA, vai voltar a elevar as taxas básicas de juros em setembro. Ontem, o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers advertiu que não é o momento de aumentar os juros.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Bolsas reagem no mundo inteiro mas caem na China e no Japão

NOVA YORK - A Bolsa de Valores de Nova York abriu em alta hoje e no momento registra alta superior a 2%, depois que o banco central da China anunciou um corte de meio ponto percentual na taxa básica de juros e na exigência de reserva dos bancos.

O mercado reagiu no mundo inteiro depois das fortes quedas de ontem, mas a Bolsa de Xangai perdeu mais 7,6% hoje e a Bolsa de Tóquio, 4%. Ao meio-dia pelo horário de Brasília, a Bolsa de São Paulo subia 2,15%.

As bolsas da Europa também fecharam em alta, de 4,5% em Frankfurt, 5,3% em Paris e 3% em Londres. O dólar cai no mundo inteiro, especialmente nos mercados emergentes. No Brasil, a baixa é de 0,59%, com o real cotado a R$ 3,51.

Na opinião dos analistas, houve uma reação exagerada ontem, em parte porque não se sabe a situação real da economia. Para o regime comunista chinês, a instabilidade econômica traz o risco de uma crise política, com contestações ao poder absoluto do partido.

Oficialmente a taxa de crescimento da China está em 7% ao ano, a meta oficial, mas a série de medidas que o governo vem tomando indica temor de uma forte desaceleração do crescimento.

Hoje, o Banco Popular da China anunciou o quinto corte nas taxas básicas de juros desde novembro. A taxa para empréstimos de um ano aos bancos ficou 4,6% ao ano e a taxa que o banco central paga pelos depósitos bancários compulsórios em 1,75%.

Ao cortar os juros e reduzir o percentual que os bancos são obrigados a depositar no Banco Popular da China como reserva, as autoridades chineses mostraram a intenção de fazer tudo o que for possível para evitar a estagnação e uma possível recessão.

Por um momento, sua capacidade foi colocada em dúvida. O mercado financeiro ainda tem um peso relativamente pequeno na economia da China, a segunda maior do mundo, com produto interno bruto de US$ 10 trilhões. Mas, como o governo estimulou os poupadores a aplicar em bolsas de valores, há o risco de uma reação negativa.

Nas últimas semanas, a Bolsa de Xangai caiu cerca de 40%.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Bolsas da China tem pior dia desde 2007

Apesar dos esforços do regime comunista para sustentar o mercado, as bolsas de valores da China viveram hoje o pior dia desde 2007. O principal índice da Bolsa de Xangai perdeu 8,5%, enquanto a bolsa de Xenzen, que concentra empresas de alta tecnologia, caiu 7%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng baixou 3,1%.

Com essa queda forte, a China arrastou as outras bolsas de valores, com baixas acima de 2,5% em Paris e Frankfurt. Em Nova York, a desvalorização foi de 0,73%. Em São Paulo, de 1,04%. O dólar fechou na maior cotação desde 2003, a R$ 3,36.

Nas últimas semanas, o governo chinês comprou 5% das ações negociadas em bolsa tentando segurar o mercado depois de incentivar pequenos investidores e aplicarem suas poupanças em ações. O mercado de ações ainda é relativamente pequeno na segunda maior economia do mundo, fortemente controlada pelo Estado.

O problema é que o crescimento econômico legitima hoje a ditadura do Partido Comunista. Assim, toda crise econômica corre o risco de se transformar numa crise política. Por isso, o governo tenta minimizar as perdes.

Do ponto de vista do mercado internacional, os analistas desconfiam das últimas estatísticas divulgadas pelas autoridades da China indicando um crescimento de 7% ao ano, a meta oficial.

Outros indicadores, como consumo de energia e aço, movimento de cargas e volume de embalagens, apontam uma desaceleração, e o governo tem anunciado várias medidas de estímulo. Se o crescimento estivesse realmente dentro da meta, não haveria necessidade de tantos incentivos à atividade econômica.

Depois de forte alta nos últimos anos, as bolsas chinesas estariam passando por uma "correção" com queda de 20% a 30% nos preços das ações. Desde o pico, em 12 de junho de 2015, a Bolsa de Xangai caiu 28%, mas está 6% acima da pior baixa recente, de 8 de julho, e positivo no ano.

Mesmo com essas perdas recentes, as ações chinesas ainda estariam sobrevalorizadas pelo critério da relação entre o preço e a expectativa de lucros e dividendos por ação.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Bolsa de Nova York perde mais de 3%

Diante do aumento do risco de um calote na dívida pública da Itália, cujos títulos de 10 anos pagaram juros de 7,38% ao ano, os principais índices da Bolsa de Valores de Nova York caíram mais de 3% hoje, no pior dia em Wall Street desde 22 de setembro de 2011.

O Índice Dow Jones, que mede o desempenho de 30 grandes empresas, caiu 3,2%, enquanto a bolsa Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, baixou 3,88%, e o índice amplo S&P 500 diminuiu 3,67%, informa o jornal The Washington Post.

Antes, as bolsas da Europa tinham fechado em baixa, com perdas de 3,78% em Milão, 2.21% em Frankfurt, 2,17% em Paris e 1,92% em Londres.

Em São Paulo, o índice Bovespa recuou 2,5%.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Bolsas de NY e SP têm forte alta

No fim de um dia de fortes altas nos mercados dos Estados Unidos e da Europa, a Bolsa de Valores de São Paulo registrou valorização de 3,8%, praticamente zerando as perdas da semana.

Em Nova York, o Índice Dow Jones subiu 3,94% depois de um número menor do que esperado na semana passada de novos pedidos de seguro-desemprego.

Os investidores ainda estão preocupados com as dívidas da Itália e da França, a saúde dos bancos europeus e especialmente com a fraca expectativa de crescimento dos dois lados do Atlântico Norte.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Dow Jones sobe quase 4% e puxa Bovespa

Depois do pior dia em mais de dois anos no mercado financeiro, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 3,98% e voltou ao nível de 11 mil, puxando a Bolsa de Valores de São Paulo, que teve alta de 5,1%, recuperando parte das perdas de 8,08% ontem.

Diante da situação de pânico e da falência dos sistemas políticos dos Estados Unidos e da Europa na resposta à crise, o mercado se voltou para a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, onde o Comitê de Mercado Aberto se reuniu hoje.

O Conselho da Reserva Federal divulgou nota reconhecendo a deterioração da atividade econômica nos últimos meses. Prometeu manter suas taxas básicas de juro perto de zero até meados de 2013.

No primeiro momento, o Índice Dow Jones caiu 250 pontos. Com os juros perto de zero, restaria ao Fed lançar um terceiro programa de compra de títulos públicos para jogar mais dólares no mercado.

De novembro de 2010 a junho de 2011, o banco central americano comprou papéis do Tesouro no valor de US$ 600 bilhões. Isso provocou protestos do Brasil e da China, que viram uma manobra para desvalorizar o dólar e aumentar a competitividade das exportações americanas.

Como os EUA estão em crise, parte desse dinheiro acabou indo para mercados emergentes, onde os juros e as expectativas de crescimento são maiores. É uma das razões da forte valorização do real diante do dólar.

O Fed decidiu não comprar mais títulos públicos. Isso desanimou os investidores, que não veem de onde virá o estímulo para a retomada do crescimento da economia americana.

Por outro lado, se o banco central dos EUA interviesse mais uma vez, alguns analistas suspeitariam que a situação econômica é muito pior, na linha de raciocínio de que "eles sabem de algo ruim que eu não sei". E a bolsa de Wall Street retomou o crescimento.

Apesar da recuperação parcial, o índice Bovespa registra baixa de 13% no mês.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Investimento externo em ações no Brasil cai 70%

Apesar do crescimento do investimento externo direto no ano passado divulgados ontem pela ONU, as aplicações financeiras em ações no Brasil caíram 70% no primeiro semestre de 2011, informa hoje o Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa.

O aumento da inflação, a intervenção do governo em diversos setores da economia e em grandes empresas como a Petrobrás e a Vale, e as medidas de controle do crédito para conter a alta de preços foram citados como problemas.

Desde o início do ano, o Índice Bovespa caiu 13,5%.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Bolsas desabam com crise bancária

As bolsas do mundo inteiro registram fortes quedas por medo de uma crise bancária global, diante das sucessivas crises de bancos, que agora atingem sobretudo a Europa.

Na Ásia, Tóquio perdeu 4,7% e Hong Kong 5%. Na Europa, a desvalorização das principais bolsas varia entre 5% e 8%. Nos Estados Unidos, o Índice Dow Jones cai no momento mais de 400 pontos.

O banco francês BNP-Paribas assumiu o controle das operações financeiras do banco Fortis na Bélgica e em Luxemburgo.

Pela primeira vez em oito meses, o petróleo caiu abaixo de US$ 90, em outra baixa generalizada de preços de commodities (produtos primários), que são a base da economia brasileira.

As operações na Bolsa de São Paulo foram suspensas depois de uma queda de 15%. Foi a segunda vez que o mecanismo para interromper os negócios foi usado duas vezes no mesmo. A primeira foi em janeiro de 1999, logo após a desvalorização do real no início do segundo governo Fernando Henrique Cardoso.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Citi recomenda ações do Brasil

O Citigroup, maior banco dos Estados Unidos, rebaixou hoje a recomendação de compra de ações de empresas do México e aconselhou a aquisição de papéis de empresas brasileiras dos setores financeiro, de telefonia e de matérias-primas.

Depois das sucessivas quedas na Bolsa de Valores de São Paulo, os preços se tornaram ainda mais atraentes.

Falência do Lehman Bros derruba bolsas

O pedido de concordata do Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, com dívidas de mais de US$ 613 bilhões, derrubou hoje os mercados financeiros no mundo inteiro. As bolsas de Nova Iorque (-4,4%) e São Paulo (-7,2%) tiveram seu pior dia desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

A situação foi agravada pela notícia de que o American International Group (AIG), a maior seguradora do mundo, pediu um crédito especial à Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, no valor de US$ 40 bilhões, e pela queda de 1,1% na produção industrial americana em agosto.

Na Ásia, os bolsas de Tóquio, Hong Kong e Xangai não abriram por causa de feriados na China e no Japão. Mas Sídnei, na Austrália, e Cingapura, começaram a evidenciar o pânico dos investidores

Durante uma reunião de emergência para evitar o colapso de mais uma megaempresa americana, a delegacia regional do banco central dos EUA em Nova Iorque pediu aos bancos Chase e Goldman Sachs que dêem empréstimos no valor de US$ 70 a 75 bilhões para recompor o capital do AIG, abalado pela crise financeira americana.

Em Washington, o presidente George Bush declarou que a preocupação do governo é com a saúde do sistema financeiro como um todo. Ele manifestou confiança na recuperação em longo prazo do mercado financeiro dos EUA.

Na campanha eleitoral, o candidato republicano, senador John McCain, elogiou o governo por não ter usado dinheiro público desta vez. Sua vice, a governadora Sarah Palin, culpou Washington pela falta de regulamentação e repetiu seu mantra de que "a mudança está a caminho", uma jogada para roubar o slogan da campanha do senador democrata Barack Obama.

Por sua vez, Obama declarou que não culpava McCain, mas "a filosofia econômica dos governos republicanos dos últimos oito anos" pela especulação financeira e pela falta de regulamentação que levaram à crise atual.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Medo de estagflação abala bolsas

O risco de uma estagnação na maior economia do mundo, os Estados Unidos, acompanhada de inflação provocada pela alta nos preços dos alimentos e de energia derrubou ontem as bolsas de valores do mundo inteiro. A queda continua hoje na Ásia.

A inflação medida pelo índice de preços ao consumidor foi de 0,8% em novembro, o que projeta uma taxa anual para 2007 de 4,2%, em contraste com 2,5% em 2006. O núcleo da inflação, expurgados os preços de energia e alimentos, cresceu 0,3% em novembro, a maior taxa em 10 meses.

Na Europa, as principais bolsas registraram quedas de 1,5% a 2%.

Em Nova Iorque, o Índice Dow Jones caiu 1,72% para 13.167,20 pontos, enquanto a bolsa Nasdaq, das ações de empresas de alta tecnologia, perdia 2,32%. Em São Paulo, a bolsa brasileira baixou cerca de 4%.

No Japão, a Bolsa de Tóquio opera em baixa pelo quinto pregão consecutivo. O resto da Ásia segue a tendência.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Bolsa de Nova Iorque se recupera após cair 340 pontos

O Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque, recuperou-se no final do pregão, depois de cair 340 pontos, fechando em baixa de apenas 15,69 pontos (-0,1%), em 12.845,78. O Índice S&P500, que avalia 500 ações, chega a ter alta de 0,32%.

Durante todo o dia, houve fortes quedas nos mercados de ações no mundo inteiro, com queda de 4,1% na Bolsa de Londres, a maior da Europa.

A Bolsa de São Paulo chegou a cair 8,8% mas recuperou parte das perdas, seguindo a tendência americana, e fechou em baixa de 2,48%.

Wall Street reagiu animada por dois boatos não-confirmados:
- o Federal Reserve Board, o banco central dos Estados Unidos, faria uma reunião de emergência para baixar as taxas de juros;
- e investidores asiáticos estariam interessados em comprar as instituições financeiras americanas em dificuldades.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Bolsas operam em queda no mundo inteiro

O congelamento de três fundos do banco francês BNP Paribas e a conseqüente queda de 387 pontos ontem na Bolsa de Valores de Nova Iorque provocam uma baixa generalizada nos mercados de ações no mundo inteiro pelo segundo dia consecutivo.

Na Ásia, onde as bolsas já encerraram as operações da semana, o risco de uma crise no crédito levou a quedas hoje de 2,4% no Índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, 2,9% em Hong Kong, 4,2% em Seul e 3,7% na Austrália. Confira no Asian Wall Street Journal.

Neste momento, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova Iorque, registra queda superior a 110 pontos. Já o Índice Bovespa, da bolsa brasileira, está em baixa de mais de 2%, com todas as ações em queda.