A produção industrial das duas maiores economias do mundo voltaram a crescer, os Estados Unidos e a China, dando esperanças menor desaceleração da economia mundial. As bolsas de valores reagiram positivamente.
Na China, inesperadamente, o índice Caixin-Markit dos gerentes de compras da indústria manufatureira registrou 50,8 em março, depois de ficar em 49,9 em fevereiro. Números acima de 50 indicam expansão. O emprego na indústria chinesa, hoje a maior do mundo, cresceu pela primeira vez em mais de cinco anos.
Sob pressão da guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump, o governo chinês adotou uma série de medidas de incentivo e ampliou o acesso ao crédito para pequenas e médias empresas. No começo do ano, a expectativa era sombria.
Nos EUA, o mesmo índice da atividade fabril voltou a crescer depois da cair ao menor nível desde novembro de 2016, mês da eleição de Trump. Houve aumento nas encomendas, na produção e no emprego. O setor manufatureiro registrava a maior desaceleração nos últimos meses.
O índice amplo S&P 500, da Bolsa da Valores de Nova York, teve alta de 1,2% depois de fechar o primeiro trimestre com o melhor resultado desde 1998. Na Europa, o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, avançou 0,5% e o Xetra Dax 30, da Bolsa da Frankfurt, subiu 1,4%.
Na Ásia, houve alta de 2,6% em Xangai para o maior nível desde março de 2018, de 1,8% em Hong Kong e de 1,5% em Tóquio.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 1 de abril de 2019
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Petróleo cai abaixo de US$ 27 e arrasta bolsas do mundo inteiro
O Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York caiu mais 500 pontos hoje, mas se recuperou parcialmente e fechou em baixa de 249 pontos (1,6%), enquanto o barril de petróleo tipo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, recuou mais 6% para US$ 26,76, arrastando as bolsas do mundo inteiro.
A queda nos preços do barril de petróleo iniciada em junho de 2014 ganhou novo ímpeto no começo deste ano com as dúvidas sobre a desaceleração da economia da China, a segunda maior do mundo, e nesta semana com a volta do Irã ao mercado depois do fim das sanções a seu programa nuclear. Até o fim do ano, o Irã deve ofertar mais um milhão de barris por dia.
Em 20 dias de 2015, a baixa acumula 10%. Hoje o petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão do mercado europeu, foi vendido a um mínimo de US$ 27,19 e fechou cotado a US$ 27,98, o menor valor em 12 anos.
Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio caiu 3,7%, entrando no "mercado do urso", quando o preço médio das ações baixa 20% em relação ao pico anterior. Em Xangai, na China, a desvalorização média foi de apenas 1%, mas Hong Kong perdeu 3,8%.
Na Europa, a baixa ficou na média de 3,5%, com fortes perdas em Londres (-3,5%), Frankfurt (-2,8%), Paris (3,4%) e Milão (-4,8%).
Em São Paulo, o Índice Bovespa perde mais 1,4%, puxado pela queda da Petrobrás. O dólar subiu 1,24% para R$ 4,10.
A queda nos preços do barril de petróleo iniciada em junho de 2014 ganhou novo ímpeto no começo deste ano com as dúvidas sobre a desaceleração da economia da China, a segunda maior do mundo, e nesta semana com a volta do Irã ao mercado depois do fim das sanções a seu programa nuclear. Até o fim do ano, o Irã deve ofertar mais um milhão de barris por dia.
Em 20 dias de 2015, a baixa acumula 10%. Hoje o petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão do mercado europeu, foi vendido a um mínimo de US$ 27,19 e fechou cotado a US$ 27,98, o menor valor em 12 anos.
Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio caiu 3,7%, entrando no "mercado do urso", quando o preço médio das ações baixa 20% em relação ao pico anterior. Em Xangai, na China, a desvalorização média foi de apenas 1%, mas Hong Kong perdeu 3,8%.
Na Europa, a baixa ficou na média de 3,5%, com fortes perdas em Londres (-3,5%), Frankfurt (-2,8%), Paris (3,4%) e Milão (-4,8%).
Em São Paulo, o Índice Bovespa perde mais 1,4%, puxado pela queda da Petrobrás. O dólar subiu 1,24% para R$ 4,10.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Bolsas desabam e petróleo cai abaixo de US$ 30 por barril
A Bolsa de Valores de Xangai caiu 3,6% hoje, acumulando perdas de 20% desde o pico mais recente, em 22 de dezembro de 2015. Na Europa, a baixa superou os 2%, enquanto a Bolsa de Nova York tem desvalorização de 3,37% e a cotação do barril de petróleo está em nível mais baixo desde novembro de 2003. Em São Paulo, a queda é de 3,43% e o dólar vale R$ 4,058, com alta de 1,3% hoje.
O ano de 2016 começa com uma variada gama de desafios pairando sobre a economia mundial, a começar sobre até onde vai a desaceleração da China, um dos principais motores do crescimento desde o início do século 21.
A queda livre nos preços do petróleo, de 70% desde junho de 2014, é um sintoma e não uma causa da fraqueza da economia mundial, refletida no colapso dos preços dos produtos primários. Mas há ainda as guerras no Oriente Médio, o confronto cada vez maior entre a Arábia Saudita sunita e o Irã xiita, a crescente ameaça terrorista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o fraco crescimento da Europa, a renovada tensão entre a Rússia e o Ocidente, e a mais longa recessão da economia do Brasil num século.
Os Estados Unidos, com crescimento acima de 2% ao ano e o mais longo ciclo de geração de empregos de sua história, são a exceção. Mas, no mundo globalizado, só uma águia não basta.
Na China, a venda em massa foi atribuída a uma notícia publicada na mídia estatal dizendo que alguns bancos não estão mais aceitando ações como garantia para tomada de empréstimos. A expectativa de uma redução na oferta de crédito e na liquidez abalou ainda mais a confiança dos investidores.
Depois da terceira semana seguida de perdas nos mercados de ações, as bolsas europeias baixaram ao menor nível desde dezembro de 2014.
Com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) prestes a certificar que o Irã está cumprindo o acordo nuclear assinado em julho de 2015 com as grandes potências do Conselho de Segurança, o mercado de petróleo, já saturado, se prepara para um aumento da oferta.
Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo do tipo West Texas Intermediate (WTI), padrão para o mercado americano, caiu quase 6%. Depois de ser vendido a US$ 29,28, o menor preço desde novembro de 2003, está agora em US$ 29,39.
Em Londres, o petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência do mercado europeu, caiu 4% para US$ 29,62, depois de chegar durante o dia a US$ 29,30, a menor cotação em 12 anos, .
Diante do colapso dos preços, as companhias de petróleo adiaram no ano passado 68 grandes projetos com investimentos previstos em US$ 380 bilhões para produzir 27 bilhões de barris de petróleo e energia equivalente de gás natural, revelou ontem a empresa britânica de consultoria Wood Mackenzie, citada pelo jornal The Wall Street Journal.
O ano de 2016 começa com uma variada gama de desafios pairando sobre a economia mundial, a começar sobre até onde vai a desaceleração da China, um dos principais motores do crescimento desde o início do século 21.
A queda livre nos preços do petróleo, de 70% desde junho de 2014, é um sintoma e não uma causa da fraqueza da economia mundial, refletida no colapso dos preços dos produtos primários. Mas há ainda as guerras no Oriente Médio, o confronto cada vez maior entre a Arábia Saudita sunita e o Irã xiita, a crescente ameaça terrorista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o fraco crescimento da Europa, a renovada tensão entre a Rússia e o Ocidente, e a mais longa recessão da economia do Brasil num século.
Os Estados Unidos, com crescimento acima de 2% ao ano e o mais longo ciclo de geração de empregos de sua história, são a exceção. Mas, no mundo globalizado, só uma águia não basta.
Na China, a venda em massa foi atribuída a uma notícia publicada na mídia estatal dizendo que alguns bancos não estão mais aceitando ações como garantia para tomada de empréstimos. A expectativa de uma redução na oferta de crédito e na liquidez abalou ainda mais a confiança dos investidores.
Depois da terceira semana seguida de perdas nos mercados de ações, as bolsas europeias baixaram ao menor nível desde dezembro de 2014.
Com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) prestes a certificar que o Irã está cumprindo o acordo nuclear assinado em julho de 2015 com as grandes potências do Conselho de Segurança, o mercado de petróleo, já saturado, se prepara para um aumento da oferta.
Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo do tipo West Texas Intermediate (WTI), padrão para o mercado americano, caiu quase 6%. Depois de ser vendido a US$ 29,28, o menor preço desde novembro de 2003, está agora em US$ 29,39.
Em Londres, o petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência do mercado europeu, caiu 4% para US$ 29,62, depois de chegar durante o dia a US$ 29,30, a menor cotação em 12 anos, .
Diante do colapso dos preços, as companhias de petróleo adiaram no ano passado 68 grandes projetos com investimentos previstos em US$ 380 bilhões para produzir 27 bilhões de barris de petróleo e energia equivalente de gás natural, revelou ontem a empresa britânica de consultoria Wood Mackenzie, citada pelo jornal The Wall Street Journal.
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sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Bolsa de Xangai cai 5,5% com investigação de corretoras
Na maior queda desde agosto, a Bolsa de Valores de Xangai baixou 5,5% hoje com o aprofundamento das investigações sobre possíveis manipulações do mercado financeiro. Desde o pico de junho, as ações chinesas perderam em média 38% do valor.
As ações das corretoras Citic Securities e Guosen Securities caíram 10%. Os negócios com a Haitong Securities foram suspensas. Em Hong Kong, a perda do índice Hang Seng foi de 1,9% hoje e de 3% na semana.
"Os investidores estão preocupados com quem será o próximo alvo" das autoridades reguladoras, comentou o diretor de pesquisas da China Galaxy International Securities. "Com informações limitadas, os investidores têm dificuldades para quantificar o impacto e portanto alguns decidiram reduzir suas posições e aguardar."
Sem entender muito bem como funciona o mercado, as autoridades do regime comunista chinês tentam impedir a volatilidade do mercado para relançar ofertas iniciais de ações até o fim de 2015. Nesse processo, prenderam corretores e gerentes de fundos por fazerem operações de venda a descoberto (short selling). Isso acontece quando investidores tomam dinheiro emprestado para pagar com ações, compram lotes de ações e as vendem imediatamente para forçar a queda e depois pagar menos pelo empréstimos.
Desde o início de novembro, as ações chinesas registraram uma alta de 20% em relação. Mesmo com a queda de hoje, estão em alta de 1,4% no mês e de 14% em relação a agosto.
As ações das corretoras Citic Securities e Guosen Securities caíram 10%. Os negócios com a Haitong Securities foram suspensas. Em Hong Kong, a perda do índice Hang Seng foi de 1,9% hoje e de 3% na semana.
"Os investidores estão preocupados com quem será o próximo alvo" das autoridades reguladoras, comentou o diretor de pesquisas da China Galaxy International Securities. "Com informações limitadas, os investidores têm dificuldades para quantificar o impacto e portanto alguns decidiram reduzir suas posições e aguardar."
Sem entender muito bem como funciona o mercado, as autoridades do regime comunista chinês tentam impedir a volatilidade do mercado para relançar ofertas iniciais de ações até o fim de 2015. Nesse processo, prenderam corretores e gerentes de fundos por fazerem operações de venda a descoberto (short selling). Isso acontece quando investidores tomam dinheiro emprestado para pagar com ações, compram lotes de ações e as vendem imediatamente para forçar a queda e depois pagar menos pelo empréstimos.
Desde o início de novembro, as ações chinesas registraram uma alta de 20% em relação. Mesmo com a queda de hoje, estão em alta de 1,4% no mês e de 14% em relação a agosto.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Bolsa de Nova York recupera perdas da semana
NOVA YORK - Com a revisão do crescimento do produto interno bruto nos Estados Unidos no segundo trimestre para 3,7%, a possibilidade de que o banco central americano não aumente os juros em setembro e de que as autoridades da China controlem a crise no mercado financeiro chinês, a Bolsa de Valores de Nova York fechou em alta pelo segundo dia seguido, recuperando as perdas da semana.
O Índice Dow Jones subiu 369 pontos (2,3%) para 16.654,77, fechando a semana em alta de 1,2%, enquanto tanto o índice amplo S&P 500 e a bolsa de alta tecnologia Nasdaq avançam mais de 2%, terminando a semana com ganhos.
Depois de cair abaixo de US$ 38 com as oscilações selvagens da semana, os preços do petróleo subiram 10%, na maior alta em seis anos, liderando uma alta nos preços dos produtos primários que beneficiou diretamente a Bolsa de São Paulo. As ações da Petrobrás e da Vale tiveram valorizações de 8% a 11%.
Antes, as bolsas da Europa avançaram 3,5% e a Bolsa de Xangai, 5,34%, na primeira alta depois de cinco sessões consecutivas de perdas.
O Índice Dow Jones subiu 369 pontos (2,3%) para 16.654,77, fechando a semana em alta de 1,2%, enquanto tanto o índice amplo S&P 500 e a bolsa de alta tecnologia Nasdaq avançam mais de 2%, terminando a semana com ganhos.
Depois de cair abaixo de US$ 38 com as oscilações selvagens da semana, os preços do petróleo subiram 10%, na maior alta em seis anos, liderando uma alta nos preços dos produtos primários que beneficiou diretamente a Bolsa de São Paulo. As ações da Petrobrás e da Vale tiveram valorizações de 8% a 11%.
Antes, as bolsas da Europa avançaram 3,5% e a Bolsa de Xangai, 5,34%, na primeira alta depois de cinco sessões consecutivas de perdas.
Banco central chinês injeta mais US$ 23 bilhões nos bancos
O Banco Popular da China injetou mais 150 bilhões de iuanes (US$ 23,4 bilhões) no sistema financeiro e fixou hoje a taxa de câmbia da moeda nacional em 6,4085 por dólar, noticiou a agência oficial Nova China.
As bolsas chinesas operam hoje com fortes altas, no momento, de 5,34% em Xangai e 3,1% em Hong Kong.
Segunda maior economia do mundo, a China é hoje a grande dúvida dos investidores. O regime comunista chinês afirma que o crescimento está dentro da meta de 7% ao ano, mas as medidas adotadas recentemente indicam preocupação com a desaceleração da economia.
A economia chinesa está em curva descendente. A questão é se terá um pouso suave ou forçado, depois de crescer a taxas de 10% ao ano durante três décadas e meia.
O que aconteceu nos últimos dias foi uma amostra dos aspectos perversos da globalização da economia. Um problema grave ou a suspeita de que um governo não está revelando a verdade provoca uma onda de choque capaz de abalar o mundo inteiro.
As bolsas chinesas operam hoje com fortes altas, no momento, de 5,34% em Xangai e 3,1% em Hong Kong.
Segunda maior economia do mundo, a China é hoje a grande dúvida dos investidores. O regime comunista chinês afirma que o crescimento está dentro da meta de 7% ao ano, mas as medidas adotadas recentemente indicam preocupação com a desaceleração da economia.
A economia chinesa está em curva descendente. A questão é se terá um pouso suave ou forçado, depois de crescer a taxas de 10% ao ano durante três décadas e meia.
O que aconteceu nos últimos dias foi uma amostra dos aspectos perversos da globalização da economia. Um problema grave ou a suspeita de que um governo não está revelando a verdade provoca uma onda de choque capaz de abalar o mundo inteiro.
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Bolsas reagem no mundo inteiro mas caem na China e no Japão
NOVA YORK - A Bolsa de Valores de Nova York abriu em alta hoje e no momento registra alta superior a 2%, depois que o banco central da China anunciou um corte de meio ponto percentual na taxa básica de juros e na exigência de reserva dos bancos.
O mercado reagiu no mundo inteiro depois das fortes quedas de ontem, mas a Bolsa de Xangai perdeu mais 7,6% hoje e a Bolsa de Tóquio, 4%. Ao meio-dia pelo horário de Brasília, a Bolsa de São Paulo subia 2,15%.
As bolsas da Europa também fecharam em alta, de 4,5% em Frankfurt, 5,3% em Paris e 3% em Londres. O dólar cai no mundo inteiro, especialmente nos mercados emergentes. No Brasil, a baixa é de 0,59%, com o real cotado a R$ 3,51.
Na opinião dos analistas, houve uma reação exagerada ontem, em parte porque não se sabe a situação real da economia. Para o regime comunista chinês, a instabilidade econômica traz o risco de uma crise política, com contestações ao poder absoluto do partido.
Oficialmente a taxa de crescimento da China está em 7% ao ano, a meta oficial, mas a série de medidas que o governo vem tomando indica temor de uma forte desaceleração do crescimento.
Hoje, o Banco Popular da China anunciou o quinto corte nas taxas básicas de juros desde novembro. A taxa para empréstimos de um ano aos bancos ficou 4,6% ao ano e a taxa que o banco central paga pelos depósitos bancários compulsórios em 1,75%.
Ao cortar os juros e reduzir o percentual que os bancos são obrigados a depositar no Banco Popular da China como reserva, as autoridades chineses mostraram a intenção de fazer tudo o que for possível para evitar a estagnação e uma possível recessão.
Por um momento, sua capacidade foi colocada em dúvida. O mercado financeiro ainda tem um peso relativamente pequeno na economia da China, a segunda maior do mundo, com produto interno bruto de US$ 10 trilhões. Mas, como o governo estimulou os poupadores a aplicar em bolsas de valores, há o risco de uma reação negativa.
Nas últimas semanas, a Bolsa de Xangai caiu cerca de 40%.
O mercado reagiu no mundo inteiro depois das fortes quedas de ontem, mas a Bolsa de Xangai perdeu mais 7,6% hoje e a Bolsa de Tóquio, 4%. Ao meio-dia pelo horário de Brasília, a Bolsa de São Paulo subia 2,15%.
As bolsas da Europa também fecharam em alta, de 4,5% em Frankfurt, 5,3% em Paris e 3% em Londres. O dólar cai no mundo inteiro, especialmente nos mercados emergentes. No Brasil, a baixa é de 0,59%, com o real cotado a R$ 3,51.
Na opinião dos analistas, houve uma reação exagerada ontem, em parte porque não se sabe a situação real da economia. Para o regime comunista chinês, a instabilidade econômica traz o risco de uma crise política, com contestações ao poder absoluto do partido.
Oficialmente a taxa de crescimento da China está em 7% ao ano, a meta oficial, mas a série de medidas que o governo vem tomando indica temor de uma forte desaceleração do crescimento.
Hoje, o Banco Popular da China anunciou o quinto corte nas taxas básicas de juros desde novembro. A taxa para empréstimos de um ano aos bancos ficou 4,6% ao ano e a taxa que o banco central paga pelos depósitos bancários compulsórios em 1,75%.
Ao cortar os juros e reduzir o percentual que os bancos são obrigados a depositar no Banco Popular da China como reserva, as autoridades chineses mostraram a intenção de fazer tudo o que for possível para evitar a estagnação e uma possível recessão.
Por um momento, sua capacidade foi colocada em dúvida. O mercado financeiro ainda tem um peso relativamente pequeno na economia da China, a segunda maior do mundo, com produto interno bruto de US$ 10 trilhões. Mas, como o governo estimulou os poupadores a aplicar em bolsas de valores, há o risco de uma reação negativa.
Nas últimas semanas, a Bolsa de Xangai caiu cerca de 40%.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Bolsas da China desabam levando pânico aos mercados
NOVA YORK - Apesar da intervenção extraordinária do governo nas últimas semanas, as bolsas da China desabaram hoje, com Xangai fechando em queda de 8,49%, a maior num dia em oito anos, o que eliminou todos os ganhos obtidos até agora neste ano. Isso derrubou as bolsas da Ásia e da Europa. Tóquio caiu 4,61%.
Na Europa, as perdas no momento são de 5,4% em Londres e 6,9% em Paris. Por trás da venda em massa de ações está o temor do mercado de que a China, país que mais cresceu nas últimas três décadas e meia, tornando-se a segunda maior economia do mundo esteja em forte desaceleração.
Depois de alguns anos de euforia, os grandes países emergentes perderam o brilho, primeiro a Rússia, o Brasil e a Índia, e agora a China, observa o jornal The New York Times.
Com a expectativa de queda na demanda chinesa, os preços dos produtos primários também têm quedas expressivas. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o barril de petróleo tipo West Texas Intermediate, padrão no mercado americano, caiu abaixo de US$ 39.
Desde o início de 2015, o preço do petróleo baixou 35%.
Na Europa, as perdas no momento são de 5,4% em Londres e 6,9% em Paris. Por trás da venda em massa de ações está o temor do mercado de que a China, país que mais cresceu nas últimas três décadas e meia, tornando-se a segunda maior economia do mundo esteja em forte desaceleração.
Depois de alguns anos de euforia, os grandes países emergentes perderam o brilho, primeiro a Rússia, o Brasil e a Índia, e agora a China, observa o jornal The New York Times.
Com a expectativa de queda na demanda chinesa, os preços dos produtos primários também têm quedas expressivas. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o barril de petróleo tipo West Texas Intermediate, padrão no mercado americano, caiu abaixo de US$ 39.
Desde o início de 2015, o preço do petróleo baixou 35%.
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Bolsas da China tem pior dia desde 2007
Apesar dos esforços do regime comunista para sustentar o mercado, as bolsas de valores da China viveram hoje o pior dia desde 2007. O principal índice da Bolsa de Xangai perdeu 8,5%, enquanto a bolsa de Xenzen, que concentra empresas de alta tecnologia, caiu 7%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng baixou 3,1%.
Com essa queda forte, a China arrastou as outras bolsas de valores, com baixas acima de 2,5% em Paris e Frankfurt. Em Nova York, a desvalorização foi de 0,73%. Em São Paulo, de 1,04%. O dólar fechou na maior cotação desde 2003, a R$ 3,36.
Nas últimas semanas, o governo chinês comprou 5% das ações negociadas em bolsa tentando segurar o mercado depois de incentivar pequenos investidores e aplicarem suas poupanças em ações. O mercado de ações ainda é relativamente pequeno na segunda maior economia do mundo, fortemente controlada pelo Estado.
O problema é que o crescimento econômico legitima hoje a ditadura do Partido Comunista. Assim, toda crise econômica corre o risco de se transformar numa crise política. Por isso, o governo tenta minimizar as perdes.
Do ponto de vista do mercado internacional, os analistas desconfiam das últimas estatísticas divulgadas pelas autoridades da China indicando um crescimento de 7% ao ano, a meta oficial.
Outros indicadores, como consumo de energia e aço, movimento de cargas e volume de embalagens, apontam uma desaceleração, e o governo tem anunciado várias medidas de estímulo. Se o crescimento estivesse realmente dentro da meta, não haveria necessidade de tantos incentivos à atividade econômica.
Depois de forte alta nos últimos anos, as bolsas chinesas estariam passando por uma "correção" com queda de 20% a 30% nos preços das ações. Desde o pico, em 12 de junho de 2015, a Bolsa de Xangai caiu 28%, mas está 6% acima da pior baixa recente, de 8 de julho, e positivo no ano.
Mesmo com essas perdas recentes, as ações chinesas ainda estariam sobrevalorizadas pelo critério da relação entre o preço e a expectativa de lucros e dividendos por ação.
Com essa queda forte, a China arrastou as outras bolsas de valores, com baixas acima de 2,5% em Paris e Frankfurt. Em Nova York, a desvalorização foi de 0,73%. Em São Paulo, de 1,04%. O dólar fechou na maior cotação desde 2003, a R$ 3,36.
Nas últimas semanas, o governo chinês comprou 5% das ações negociadas em bolsa tentando segurar o mercado depois de incentivar pequenos investidores e aplicarem suas poupanças em ações. O mercado de ações ainda é relativamente pequeno na segunda maior economia do mundo, fortemente controlada pelo Estado.
O problema é que o crescimento econômico legitima hoje a ditadura do Partido Comunista. Assim, toda crise econômica corre o risco de se transformar numa crise política. Por isso, o governo tenta minimizar as perdes.
Do ponto de vista do mercado internacional, os analistas desconfiam das últimas estatísticas divulgadas pelas autoridades da China indicando um crescimento de 7% ao ano, a meta oficial.
Outros indicadores, como consumo de energia e aço, movimento de cargas e volume de embalagens, apontam uma desaceleração, e o governo tem anunciado várias medidas de estímulo. Se o crescimento estivesse realmente dentro da meta, não haveria necessidade de tantos incentivos à atividade econômica.
Depois de forte alta nos últimos anos, as bolsas chinesas estariam passando por uma "correção" com queda de 20% a 30% nos preços das ações. Desde o pico, em 12 de junho de 2015, a Bolsa de Xangai caiu 28%, mas está 6% acima da pior baixa recente, de 8 de julho, e positivo no ano.
Mesmo com essas perdas recentes, as ações chinesas ainda estariam sobrevalorizadas pelo critério da relação entre o preço e a expectativa de lucros e dividendos por ação.
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
Produção industrial chinesa sobe pelo sexto mês
A poderosa indústria da China, que deve ser a maior do mundo dentro de uma década, aumentou sua produção pelo sexto mês consecutivo em agosto e no ritmo mais forte em um ano e quatro meses, apontam dois índices de compras de gerentes divulgados hoje.
Com o desempenho positivo, a Bolsa de Xangai subiu 0,6% hoje, depois de cair mais de 23% em relação ao pico, atingido em 4 de agosto, por causa de medidas do governo para conter a oferta de crédito. O objetivo é evitar especulação e excesso de investimentos, o que poderia criar excesso de capacidade instalada.
Com o desempenho positivo, a Bolsa de Xangai subiu 0,6% hoje, depois de cair mais de 23% em relação ao pico, atingido em 4 de agosto, por causa de medidas do governo para conter a oferta de crédito. O objetivo é evitar especulação e excesso de investimentos, o que poderia criar excesso de capacidade instalada.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
China corta juro básico para 5,31%
O Banco Popular da China cortou sua taxa básica de juros pela quinta vez em três meses. Desta vez, a queda foi de 5,58% para 5,31% ao ano.
Com o agravamento da crise internacional, cresce o desemprego na China e o Partido Comunista que governa o país teme ter sua autoridade contestada, caso a situação socioeconômica se agrave.
Com o agravamento da crise internacional, cresce o desemprego na China e o Partido Comunista que governa o país teme ter sua autoridade contestada, caso a situação socioeconômica se agrave.
A queda nos juros não impediu a baixa nas bolsas de valores asiáticas, com Xangai perdendo 4,6%.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Consumo no varejo sobe 22% na China
Na contramão da crise financeira internacional, as vendas no varejo na China cresceram 22% em outubro, em comparação com o mesmo mês no ano passado. As vendas subiram para US$ 148 bilhões. Em setembro, tinham crescido 23,2% em relação a 2007.
A alta está perto do ritmo mais forte dos últimos nove anos. É um indicador de que talvez o consumo doméstico faça a quarta maior economia do mundo não cair em recessão.
Depois de crescer cinco anos a taxas superiores a 10%, a economia chinesa caiu para um ritmo de 9% ao ano no trimestre passado, um sintoma de contágio da crise financeira global.
O governo comunista chinês anunciou um plano de investimentos de US$ 586 bilhões para estimular o crescimento econômico com obras de infra-estrutura e a reconstrução das áreas abaladas pelo terremoto de 12 de maio de 2008 na província de Sichuã, no Sul da China.
Na Bolsa de Xangai, a única que subiu hoje entre as mais importantes do mundo, com alta de 1,5%, ganharam as ações da Volkswagen e da General Motors. As vendas de automóveis na China aumentaram 19,6% em outubro em comparação com o ano passado.
A alta está perto do ritmo mais forte dos últimos nove anos. É um indicador de que talvez o consumo doméstico faça a quarta maior economia do mundo não cair em recessão.
Depois de crescer cinco anos a taxas superiores a 10%, a economia chinesa caiu para um ritmo de 9% ao ano no trimestre passado, um sintoma de contágio da crise financeira global.
O governo comunista chinês anunciou um plano de investimentos de US$ 586 bilhões para estimular o crescimento econômico com obras de infra-estrutura e a reconstrução das áreas abaladas pelo terremoto de 12 de maio de 2008 na província de Sichuã, no Sul da China.
Na Bolsa de Xangai, a única que subiu hoje entre as mais importantes do mundo, com alta de 1,5%, ganharam as ações da Volkswagen e da General Motors. As vendas de automóveis na China aumentaram 19,6% em outubro em comparação com o ano passado.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Bolsa de Nova Iorque sobe em dia errático
As bolsas de valores caíram hoje no mundo inteiro, com a exceção de Nova Iorque, que subiu 400 pontos na última hora de negócios depois de oscilar o dia inteiro.
Com o mercado de olho na economia real, a Bolsa de Valores de Tóquio teve hoje o segundo pior dia de sua história. Foi a pior queda desde outubro de 1987. A Toyota, que disputa com a General Motors a liderança mundial na produção de automóveis, admitiu que o mercado piorou muito além do esperado.
Diante do colapso do mercado, o novo primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, anunciou um plano de US$ 18 bilhões para retomar o crescimento da segunda maior economia do mundo.
Outras bolsas asiáticas também sofreram. Em Seul, na Coréia do Sul, a bolsa caiu 9,4% e a moeda, o uom, 9,7%.
Na China, Xangai e Hong Kong também fecharam com perdas.
Quando o governo dos EUA anunciou a queda na produção industrial, os mercados da Ásia estavam fechados. A notícia aprofundou a queda na Europa, que também enfrenta problemas na economia real. Na Espanha, os operários da Nissan protestaram contra 1.680 demissões na fábrica de Barcelona, que tinha 4,5 mil funcionários.
No final dos negócios do dia, Londres registrava queda de 5,6%, enquanto Frankfurt tinha baixa de 4,9% e Paris de 5,9%.
A Bolsa de Nova Iorque viveu um dos dias de maiores volatilidade de sua história. O Índice Dow Jones oscilou mais de 800 pontos, fechando com alta de 401 pontos (4,7%).
Na última hora e meia, houve uma alta espetacular movida pela especulação provocada pela queda dos preços do barril de petróleo para baixo de US$ 70 pela primeira vez em um ano e dois meses. A bolsa Nasdaq, de ações de empresas de alta tecnologia, subiu 5,5%.
O raciocínio é que, gastando menos com combustível, o consumidor americano terá mais dinheiro para comprar outras coisas.
Como a inflação de setembro foi zero, o mercado também espera um corte na taxa básica de juros, que já está em 1,5%. O problema é que juros a este nível foram a principal causa da bolha no mercado imobiliário. Uma nova bolha está em gestação.
Com o mercado de olho na economia real, a Bolsa de Valores de Tóquio teve hoje o segundo pior dia de sua história. Foi a pior queda desde outubro de 1987. A Toyota, que disputa com a General Motors a liderança mundial na produção de automóveis, admitiu que o mercado piorou muito além do esperado.
Diante do colapso do mercado, o novo primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, anunciou um plano de US$ 18 bilhões para retomar o crescimento da segunda maior economia do mundo.
Outras bolsas asiáticas também sofreram. Em Seul, na Coréia do Sul, a bolsa caiu 9,4% e a moeda, o uom, 9,7%.
Na China, Xangai e Hong Kong também fecharam com perdas.
Quando o governo dos EUA anunciou a queda na produção industrial, os mercados da Ásia estavam fechados. A notícia aprofundou a queda na Europa, que também enfrenta problemas na economia real. Na Espanha, os operários da Nissan protestaram contra 1.680 demissões na fábrica de Barcelona, que tinha 4,5 mil funcionários.
No final dos negócios do dia, Londres registrava queda de 5,6%, enquanto Frankfurt tinha baixa de 4,9% e Paris de 5,9%.
A Bolsa de Nova Iorque viveu um dos dias de maiores volatilidade de sua história. O Índice Dow Jones oscilou mais de 800 pontos, fechando com alta de 401 pontos (4,7%).
Na última hora e meia, houve uma alta espetacular movida pela especulação provocada pela queda dos preços do barril de petróleo para baixo de US$ 70 pela primeira vez em um ano e dois meses. A bolsa Nasdaq, de ações de empresas de alta tecnologia, subiu 5,5%.
O raciocínio é que, gastando menos com combustível, o consumidor americano terá mais dinheiro para comprar outras coisas.
Como a inflação de setembro foi zero, o mercado também espera um corte na taxa básica de juros, que já está em 1,5%. O problema é que juros a este nível foram a principal causa da bolha no mercado imobiliário. Uma nova bolha está em gestação.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Olimpíada consagra a superpotência China
É inevitável que um país com a tradição milenar da China, a segunda civilização mais antiga da História, com 1,3 bilhão de habitantes, com taxas de crescimento sem precedentes de 10% ao ano nas últimas duas décadas, se torne uma superpotência no mundo globalizado.
A frota chinesa recuou no final do século 15, quando começa a expansão colonial marítima européia, e a China sempre se autodestruiu nos conflitos internos. É um grande país sem fronteiras naturais.
Era o Império do Centro, o centro do universo conhecido na Ásia, o país dos poetas e dos filósofos, de pensadores como Confúcio e Lao-Tsé.
Essa ordem sino-cêntrica só foi rompida pelas Guerras do Ópio (1839-42), quando os ingleses tomaram Hong Kong. É o marco do avanço imperial europeu sobre a China. Depois, o Japão derrotaria a China na Guerra Sino-Japonesa (1894-95), transformando-se em potência regional.
Com a derrota para o Japão, a Dinastia Ching entrou na sua crise terminal. O Império caiu em 1911 e a China se tornou numa república. Durante décadas, consumiu-se numa guerra civil interna, primeiro entre senhores da guerra, depois entre comunistas e nacionalistas.
A revolução chinesa faz parte de um projeto de independência nacional. Em 1868, o Japão percebeu que para não ser colônia precisava se ocidentalizar e se industrializar.
A China era o país mais pobre do mundo, dilacerado por senhores da guerra, e os centros importantes, como Xangai, Nanquim e Beijim estavam sob dominação colonial sem ser colônia explicitamente, como era o caso da Índia.
Houve uma longa guerra civil fratricida. O Partido Comunista da China foi massacrado por atender à orientação do ditador soviético Josef Stalin, que era de formar uma frente popular com o partido nacionalista Kuomintang, de Chiang Kai-Shek.
O massacre dos comunistas levou à Grande Marcha, de cerca de 10 mil km, de 1934-36. Em 1937, o Japão, que tinha invadido a Mandchúria em 1931, invade o resto das cidades costeiras importantes da China e suas capitais.
Cerca de 200 mil pessoas foram mortas no Massacre de Nanquim, uma das tantas atrocidades cometidas pelo Exército Imperial do Japão e nunca ensinada nos livros de história japoneses.
O Japão nunca pediu perdão realmente por seus crimes de guerra, e isso complica as relações regionais japonesas. É aliado dos EUA, que em tese podem usar o Japão se algum dia for necessário "conter" a China.
Estes três países disputam a hegemonia na Ásia. Os EUA vão perdendo importância relativa na medida em que a ascensão da China e - quem sabe? - a emancipação do Japão (a mudança do art. 9 da Constituição do Japão, que o compromete com o pacifismo e limita a atuação das Forças de Defesa do Japão ao território e às águas territoriais do país, a não ser em missões internacionais de paz).
Depois da vitória da revolução, em 1º de outubro de 1949, a China passou por fortes turbulências e grandes fomes na campanha das Cem Flores, no Grande Salto para a Frente e, sobretudo, na Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76). Milhões de chineses morreram.
A China se radicalizou e rompeu com a URSS quando o líder soviético Nikita Kruschev partiu para a coexistência pacífica em bases permanentes com o Ocidente, depois da Crise dos Mísseis em Cuba (14-27 de outubro de1962). Esteve à beira da guerra com a URSS numa série de incidentes de fronteira, em 1969.
O então assessor de Segurança Nacional dos EUA, Henry Kissinger, sentiu a oportunidade e foi em 1971 à China, isolada pela Revolução Cultural. No ano seguinte, o presidente americano Richard Nixon foi à China e selou uma aliança estratégia. Por sua inimizade com a URSS, Mao Tsé-tung optou pelos EUA.
Logo depois de ganhar uma guerra civil e fazer uma revolução para que a China nunca mais fosse humilhada pelas potências imperiais, Mao foi a Moscou no início de 1950 e levou um gelo de Stalin. O dirigente soviético levou 50 dias para recebê-lo, em pleno inverno russo.
Mao engoliu a ofensa e saiu com um Pacto de Amizade Sino-Soviético que mantinha a inferioridade da China nas relações internacionais. As relações entre os PCs das grandes potências comunistas eram difíceis desde que Stalin recomendou a desastrosa aliança com Chiang Kai-shek. Pioraram quando Kruschev denuncia os crimes do stalinismo, em 1956, e mais ainda depois da Crise dos Mísseis.
Na última fase da Guerra Fria, a China foi uma espécie de aliada não-membro da OTAN. Sob a proteção do sistema de segurança dominado pelos EUA no Leste da Ásia, a China, sob Deng Xiaoping, inicia em 1978 seu programa de modernização que levou ao mais extraordinário crescimento da história humana.
Deng teria recomendado aos chineses que enriquecessem mas fossem discretos para outros países não se sentirem ameaçados pelo desenvolvimento da China.
Com a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, parece que a China não está mais preocupada em ser discreta. Quer mostrar sua força.
A frota chinesa recuou no final do século 15, quando começa a expansão colonial marítima européia, e a China sempre se autodestruiu nos conflitos internos. É um grande país sem fronteiras naturais.
Era o Império do Centro, o centro do universo conhecido na Ásia, o país dos poetas e dos filósofos, de pensadores como Confúcio e Lao-Tsé.
Essa ordem sino-cêntrica só foi rompida pelas Guerras do Ópio (1839-42), quando os ingleses tomaram Hong Kong. É o marco do avanço imperial europeu sobre a China. Depois, o Japão derrotaria a China na Guerra Sino-Japonesa (1894-95), transformando-se em potência regional.
Com a derrota para o Japão, a Dinastia Ching entrou na sua crise terminal. O Império caiu em 1911 e a China se tornou numa república. Durante décadas, consumiu-se numa guerra civil interna, primeiro entre senhores da guerra, depois entre comunistas e nacionalistas.
A revolução chinesa faz parte de um projeto de independência nacional. Em 1868, o Japão percebeu que para não ser colônia precisava se ocidentalizar e se industrializar.
A China era o país mais pobre do mundo, dilacerado por senhores da guerra, e os centros importantes, como Xangai, Nanquim e Beijim estavam sob dominação colonial sem ser colônia explicitamente, como era o caso da Índia.
Houve uma longa guerra civil fratricida. O Partido Comunista da China foi massacrado por atender à orientação do ditador soviético Josef Stalin, que era de formar uma frente popular com o partido nacionalista Kuomintang, de Chiang Kai-Shek.
O massacre dos comunistas levou à Grande Marcha, de cerca de 10 mil km, de 1934-36. Em 1937, o Japão, que tinha invadido a Mandchúria em 1931, invade o resto das cidades costeiras importantes da China e suas capitais.
Cerca de 200 mil pessoas foram mortas no Massacre de Nanquim, uma das tantas atrocidades cometidas pelo Exército Imperial do Japão e nunca ensinada nos livros de história japoneses.
O Japão nunca pediu perdão realmente por seus crimes de guerra, e isso complica as relações regionais japonesas. É aliado dos EUA, que em tese podem usar o Japão se algum dia for necessário "conter" a China.
Estes três países disputam a hegemonia na Ásia. Os EUA vão perdendo importância relativa na medida em que a ascensão da China e - quem sabe? - a emancipação do Japão (a mudança do art. 9 da Constituição do Japão, que o compromete com o pacifismo e limita a atuação das Forças de Defesa do Japão ao território e às águas territoriais do país, a não ser em missões internacionais de paz).
Depois da vitória da revolução, em 1º de outubro de 1949, a China passou por fortes turbulências e grandes fomes na campanha das Cem Flores, no Grande Salto para a Frente e, sobretudo, na Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76). Milhões de chineses morreram.
A China se radicalizou e rompeu com a URSS quando o líder soviético Nikita Kruschev partiu para a coexistência pacífica em bases permanentes com o Ocidente, depois da Crise dos Mísseis em Cuba (14-27 de outubro de1962). Esteve à beira da guerra com a URSS numa série de incidentes de fronteira, em 1969.
O então assessor de Segurança Nacional dos EUA, Henry Kissinger, sentiu a oportunidade e foi em 1971 à China, isolada pela Revolução Cultural. No ano seguinte, o presidente americano Richard Nixon foi à China e selou uma aliança estratégia. Por sua inimizade com a URSS, Mao Tsé-tung optou pelos EUA.
Logo depois de ganhar uma guerra civil e fazer uma revolução para que a China nunca mais fosse humilhada pelas potências imperiais, Mao foi a Moscou no início de 1950 e levou um gelo de Stalin. O dirigente soviético levou 50 dias para recebê-lo, em pleno inverno russo.
Mao engoliu a ofensa e saiu com um Pacto de Amizade Sino-Soviético que mantinha a inferioridade da China nas relações internacionais. As relações entre os PCs das grandes potências comunistas eram difíceis desde que Stalin recomendou a desastrosa aliança com Chiang Kai-shek. Pioraram quando Kruschev denuncia os crimes do stalinismo, em 1956, e mais ainda depois da Crise dos Mísseis.
Na última fase da Guerra Fria, a China foi uma espécie de aliada não-membro da OTAN. Sob a proteção do sistema de segurança dominado pelos EUA no Leste da Ásia, a China, sob Deng Xiaoping, inicia em 1978 seu programa de modernização que levou ao mais extraordinário crescimento da história humana.
Deng teria recomendado aos chineses que enriquecessem mas fossem discretos para outros países não se sentirem ameaçados pelo desenvolvimento da China.
Com a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, parece que a China não está mais preocupada em ser discreta. Quer mostrar sua força.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Bolsas da Ásia e da Europa operam em queda
Por causa do medo dos investidores de uma recessão global, as bolsas de valores da Ásia e da Europa voltaram a cair neste segunda-feira.
Um estudo do banco de investimentos americanos Goldman Sachs indicando que o Japão está em recessão e uma violenta tempestade de neve que paralisou as atividades em diversas regiões da China enervaram os investidores neste momento de incerteza, em que ainda não sabe qual o total do prejuízo no mercado de crédito hipotecário nos Estados Unidos.
A maior baixa foi na Bolsa de Xangai, na China, onde as ações perderam em média 7,2%, em parte porque uma nevada paralisou as atividades em diversas regiões do país, com prejuízos estimados em mais de US$ 3 bilhões. Na Europa, as quedas são de 1% a 2%.
Um estudo do banco de investimentos americanos Goldman Sachs indicando que o Japão está em recessão e uma violenta tempestade de neve que paralisou as atividades em diversas regiões da China enervaram os investidores neste momento de incerteza, em que ainda não sabe qual o total do prejuízo no mercado de crédito hipotecário nos Estados Unidos.
A maior baixa foi na Bolsa de Xangai, na China, onde as ações perderam em média 7,2%, em parte porque uma nevada paralisou as atividades em diversas regiões do país, com prejuízos estimados em mais de US$ 3 bilhões. Na Europa, as quedas são de 1% a 2%.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Bolsas da Ásia fecham em forte alta
No embalo da forte recuperação de ontem em Wall Street, as bolsas de valores da Ásia tiveram hoje forte valorização.
O Índice Nikkei, o principal da Bolsa de Tóquio, teve alta de 2,38%, atingindo 15.513,74 points, seu nível de fechamento mais alto desde 9 de novembro, graças à valorização do dólar diante do iene.
A Bolsa de Valores de Xangai, na China, teve alta ainda maior, de 4,16%.
"Enquanto a crise no setor crédito immobiliário nos Estados Unidos continuar,o risco não cai desaparecer. O mercado continuará volátil por algum tempo", previu Mitsushige Akino, da empresa Ichiyoshi Management.
O Índice Nikkei, o principal da Bolsa de Tóquio, teve alta de 2,38%, atingindo 15.513,74 points, seu nível de fechamento mais alto desde 9 de novembro, graças à valorização do dólar diante do iene.
A Bolsa de Valores de Xangai, na China, teve alta ainda maior, de 4,16%.
"Enquanto a crise no setor crédito immobiliário nos Estados Unidos continuar,o risco não cai desaparecer. O mercado continuará volátil por algum tempo", previu Mitsushige Akino, da empresa Ichiyoshi Management.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Bolsas da China sobem 4,9%
Na onda da recuperação de Wall Street ontem, as bolsas de valores da Ásia fecharam em alta hoje, com Hong Kong e Xangai registrando valorização média de 4,9% e Tóquio, no Japão, 2,5%.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Bolsas da Ásia abrem em forte queda: Tóquio está no nível mais baixo em um ano
Com a alta do iene diante do dólar, as ações de empresas exportadoras lideraram a baixa de 2,6%. No final da manhã no Japão, o Índice Nikkei, que mede o desempenho das principais ações da Bolsa de Valores de Tóquio, caiu para 15.173,42 pontos, o nível mais baixo em 52 semanas.
Na China, a Bolsa de Xangai registrava queda de 2,5%, atribuída à decisão do Banco de China de exigir que os bancos aumentem suas reservas, a parcela do dinheiro que não podem emprestar.
Em Taiwan, a desvalorização das ações era de 2,7%.
Em Seul, na Coréia do Sul, a baixa foi de 3,1%.
Em Cingapura, os preços das ações diminuíram em média 2,1%.
Na China, a Bolsa de Xangai registrava queda de 2,5%, atribuída à decisão do Banco de China de exigir que os bancos aumentem suas reservas, a parcela do dinheiro que não podem emprestar.
Em Taiwan, a desvalorização das ações era de 2,7%.
Em Seul, na Coréia do Sul, a baixa foi de 3,1%.
Em Cingapura, os preços das ações diminuíram em média 2,1%.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Bolsas da Ásia seguem EUA e operam em baixa
Depois de queda de 360 pontos ontem no Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova Iorque, as principais bolsas da Ásia operam em baixa.
No momento, as quedas são de 2,3% em Tóquio, no Japão; de 3% em Xangai e 2,9% em Hong Kong, na China; 2,7% em Sídnei, na Austrália; 1,5% em Seul, na Coréia do Sul; 0,3% em Cingapura; 2,9% em Taipé, a capital de Taiwan.
A fraqueza do dólar atinge duplamente a Ásia. Os Estados Unidos são o maior importador de produtos asiáticos. Uma crise da economia americana diminui o apetite do consumidor. A desvalorização do dólar encarece os preços, reduzindo a competitividade das exportações da Ásia na maior economia do mundo. Ainda ameaça provocar inflação e aumentos de juros, reduzindo o poder de compra dos americanos.
ATUALIZAÇÃO: no fim do pregão, a Bolsa de Xangai caiu 4,9%, sua maior queda em dois meses; Hong Kong, 3,2%; e Tóquio, 2%.
No momento, as quedas são de 2,3% em Tóquio, no Japão; de 3% em Xangai e 2,9% em Hong Kong, na China; 2,7% em Sídnei, na Austrália; 1,5% em Seul, na Coréia do Sul; 0,3% em Cingapura; 2,9% em Taipé, a capital de Taiwan.
A fraqueza do dólar atinge duplamente a Ásia. Os Estados Unidos são o maior importador de produtos asiáticos. Uma crise da economia americana diminui o apetite do consumidor. A desvalorização do dólar encarece os preços, reduzindo a competitividade das exportações da Ásia na maior economia do mundo. Ainda ameaça provocar inflação e aumentos de juros, reduzindo o poder de compra dos americanos.
ATUALIZAÇÃO: no fim do pregão, a Bolsa de Xangai caiu 4,9%, sua maior queda em dois meses; Hong Kong, 3,2%; e Tóquio, 2%.
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007
PetroChina é maior empresa do mundo
POR ENGANO, APAGUEI ESTA MATÉRIA, ORIGINALMENTE POSTADA NA SEGUNDA-FEIRA. ESTOU REPRODUZINDO-A:
A companhia petrolífera estatal PetroChina tornou-se na segunda-feira, 5 dee novembro, a maior empresa do mundo. Suas ações subiram 163% no primeiro dia de abertura de seu capital na Bolsa de Valores de Xangai, a maior cidade chinesa. Durante o pregão, a PetroChina, que já negociava ações em Hong Kong e Nova Iorque, foi cotada em US$ 1 trilhão. É mais do dobro da empresa de petróleo americana Exxon Mobil, que tem um valor de mercado de US$ 450 bilhões e era a maior companhia de capital aberto do mundo. Mas a Exxon tem lucros maiores. O governo chinês, preocupado com a formação de uma bolha especulativa, prometeu controlar os mercados financeiros. Como a China tem uma taxa de poupança elevadíssima, de 47%, e os chineses não podem investir no exterior, restam poucas opções. No momento, eles estão descobrindo as bolsas de valores. Talvez ainda não tenham se dado conta de que o mercado de renda variável oscila. Uma crise no mercado financeiro chinês, primitivo e mal regulamentado, pode abalar toda a economia mundial.
A companhia petrolífera estatal PetroChina tornou-se na segunda-feira, 5 dee novembro, a maior empresa do mundo. Suas ações subiram 163% no primeiro dia de abertura de seu capital na Bolsa de Valores de Xangai, a maior cidade chinesa. Durante o pregão, a PetroChina, que já negociava ações em Hong Kong e Nova Iorque, foi cotada em US$ 1 trilhão. É mais do dobro da empresa de petróleo americana Exxon Mobil, que tem um valor de mercado de US$ 450 bilhões e era a maior companhia de capital aberto do mundo. Mas a Exxon tem lucros maiores. O governo chinês, preocupado com a formação de uma bolha especulativa, prometeu controlar os mercados financeiros. Como a China tem uma taxa de poupança elevadíssima, de 47%, e os chineses não podem investir no exterior, restam poucas opções. No momento, eles estão descobrindo as bolsas de valores. Talvez ainda não tenham se dado conta de que o mercado de renda variável oscila. Uma crise no mercado financeiro chinês, primitivo e mal regulamentado, pode abalar toda a economia mundial.
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