A Irlanda aprovou ontem em referendo o pacto fiscal adotado por 25 dos 27 países da União Europeia para combater a crise das dívidas públicas.
O acordo, referendado por 60,3% dos eleitores que foram às urnas, introduz a chamada "regra de ouro", que obriga todos os países a manter o equilíbrio das contas públicas e estabelece punições automáticas para os que estourarem o limite de 3% do produto interno bruto para o déficit orçamentário.
Fortemente abalada pela crise financeira internacional de 2008-9, a Irlanda sofreu com o estouro de bolhas especulativas nos seus mercados imobiliário e financeiro. Para salvar os bancos, o governo arcou com um déficit de 32% do produto interno bruto e foi obrigado a pedir ajuda da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Recebeu 67,5 bilhões de euros (R$ 170 bilhões).
Por uma norma constitucional, a Irlanda submete todos os tratados e acordos da UE a consultas populares.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Banco central dos EUA deve baixar juro para 1%
O Comitê do Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos Estados Unidos, deve cortar hoje sua taxa básica de juros em meio ponto percentual para apenas 1% ao ano.
Esta taxa, adotada no início da década para combater a recessão provocada pelo estouro da bolha das ações de empresas de Internet, foi uma das principais causas da crise financeira global. O Fed pode estar criando uma nova bolha.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central também decide hoje sua taxa básica de juros. Com a alta do dólar, a pressão inflacionária aumentou. Mas, como os principais bancos centrais do mundo estão baixando suas taxas de juros, a expectativa é que a taxa seja mantida.
Esta taxa, adotada no início da década para combater a recessão provocada pelo estouro da bolha das ações de empresas de Internet, foi uma das principais causas da crise financeira global. O Fed pode estar criando uma nova bolha.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central também decide hoje sua taxa básica de juros. Com a alta do dólar, a pressão inflacionária aumentou. Mas, como os principais bancos centrais do mundo estão baixando suas taxas de juros, a expectativa é que a taxa seja mantida.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
PetroChina é maior empresa do mundo
POR ENGANO, APAGUEI ESTA MATÉRIA, ORIGINALMENTE POSTADA NA SEGUNDA-FEIRA. ESTOU REPRODUZINDO-A:
A companhia petrolífera estatal PetroChina tornou-se na segunda-feira, 5 dee novembro, a maior empresa do mundo. Suas ações subiram 163% no primeiro dia de abertura de seu capital na Bolsa de Valores de Xangai, a maior cidade chinesa. Durante o pregão, a PetroChina, que já negociava ações em Hong Kong e Nova Iorque, foi cotada em US$ 1 trilhão. É mais do dobro da empresa de petróleo americana Exxon Mobil, que tem um valor de mercado de US$ 450 bilhões e era a maior companhia de capital aberto do mundo. Mas a Exxon tem lucros maiores. O governo chinês, preocupado com a formação de uma bolha especulativa, prometeu controlar os mercados financeiros. Como a China tem uma taxa de poupança elevadíssima, de 47%, e os chineses não podem investir no exterior, restam poucas opções. No momento, eles estão descobrindo as bolsas de valores. Talvez ainda não tenham se dado conta de que o mercado de renda variável oscila. Uma crise no mercado financeiro chinês, primitivo e mal regulamentado, pode abalar toda a economia mundial.
A companhia petrolífera estatal PetroChina tornou-se na segunda-feira, 5 dee novembro, a maior empresa do mundo. Suas ações subiram 163% no primeiro dia de abertura de seu capital na Bolsa de Valores de Xangai, a maior cidade chinesa. Durante o pregão, a PetroChina, que já negociava ações em Hong Kong e Nova Iorque, foi cotada em US$ 1 trilhão. É mais do dobro da empresa de petróleo americana Exxon Mobil, que tem um valor de mercado de US$ 450 bilhões e era a maior companhia de capital aberto do mundo. Mas a Exxon tem lucros maiores. O governo chinês, preocupado com a formação de uma bolha especulativa, prometeu controlar os mercados financeiros. Como a China tem uma taxa de poupança elevadíssima, de 47%, e os chineses não podem investir no exterior, restam poucas opções. No momento, eles estão descobrindo as bolsas de valores. Talvez ainda não tenham se dado conta de que o mercado de renda variável oscila. Uma crise no mercado financeiro chinês, primitivo e mal regulamentado, pode abalar toda a economia mundial.
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