No Reino Unido, um estudo da Fundação Nova Economia alerta que os bancos britânicos podem necessitar de mais dinheiro público em 2011.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
FMI quer mais regulamentação financeira
O Fundo Monetário Internacional adverte que o sistema financeiro internacional ainda tem problemas capazes de causar uma crise como a de 2008 e pede uma reforma mais ampla e profunda da regulamentação.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Câmbio movimenta US$ 4 trilhões por dia
O volume de negócios nos mercados de câmbio dobrou com a crise mundial, chegando a US$ 4 trilhões, porque os investidores dos países ricos querem diversificar suas aplicações em tempos difíceis, diz hoje The Wall St. Journal.
Pelos cálculos do Banco de Compensações Internacionais, em dezembro de 2007, o comércio de divisas movimentava US$ 3,3 trilhões.
Pelos cálculos do Banco de Compensações Internacionais, em dezembro de 2007, o comércio de divisas movimentava US$ 3,3 trilhões.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
FMI quer taxar bancos para criar fundo anticrise
O Fundo Monetário Internacional propôs a criação de um imposto sobre os lucros dos bancos para criar um fundo para bancar o combate a crises no setor financeiro. A França e o Reino Unido já defenderam a ideia.
A proposta está num documento preparado pelo FMI para uma reunião de ministros das Finanças do Grupo dos Vinte (G-20).
"Os países têm experiências diferentes durante as crises", observa o documento do Fundo, "mas ninguém está imune aos riscos do futuro e à inevitabilidade de crises financeiras globais. Ações unilaterais de governos podem ser minadas" em guerras fiscais e regulatórias.
Para o FMI, os países deveriam ter fundos para enfrentar crises financeiras globais com uma contribuição anual equivalente a 2% a 4% do produto interno bruto.
A proposta está num documento preparado pelo FMI para uma reunião de ministros das Finanças do Grupo dos Vinte (G-20).
"Os países têm experiências diferentes durante as crises", observa o documento do Fundo, "mas ninguém está imune aos riscos do futuro e à inevitabilidade de crises financeiras globais. Ações unilaterais de governos podem ser minadas" em guerras fiscais e regulatórias.
Para o FMI, os países deveriam ter fundos para enfrentar crises financeiras globais com uma contribuição anual equivalente a 2% a 4% do produto interno bruto.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Alemanha e França retomam crescimento
Depois de 14 meses, a economia dos 16 países da União Europeia que usam o euro como moeda parou de cair em agosto. Na Alemanha e na França, as duas maiores economias da Eurozona, o setor privado voltou a crescer.
A perspectiva de recuperação dos países ricos é a maior desde o agravamento da crise, em 15 de setembro de 2008, com a falência do banco de investimentos americano Lehman Brothers.
Na Europa, o índice de compras dos gestores aponta crescimento no setor privado alemão em agosto, depois de 11 meses de queda. Na França, o setor privado não crescia há um ano e dois meses.
Com a expectativa de fim da recessão, as principais bolsas de valores da Europa e dos Estados Unidos fecharam em alta.
A perspectiva de recuperação dos países ricos é a maior desde o agravamento da crise, em 15 de setembro de 2008, com a falência do banco de investimentos americano Lehman Brothers.
Na Europa, o índice de compras dos gestores aponta crescimento no setor privado alemão em agosto, depois de 11 meses de queda. Na França, o setor privado não crescia há um ano e dois meses.
Com a expectativa de fim da recessão, as principais bolsas de valores da Europa e dos Estados Unidos fecharam em alta.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Venda de casas usadas cresce 3,6% nos EUA
As vendas de imóveis residenciais urbanos cresceram 3,6% em maio em relação a junho nos Estados Unidos, projetando um total anual de 4,89 milhões.
Cerca de 31% dos negócios foram com imóveis com problemas por causa da crise de crédito hipotecário, origem da crise financeira mundial. Isso derrubou o preço médio da casa usada para US$ 181,8 mil, uma queda de 15,4% em comparação a junho de 2008.
Cerca de 31% dos negócios foram com imóveis com problemas por causa da crise de crédito hipotecário, origem da crise financeira mundial. Isso derrubou o preço médio da casa usada para US$ 181,8 mil, uma queda de 15,4% em comparação a junho de 2008.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Morgan Stanley tem prejuizo de US$ 1,2 bilhão
LONDRES - O banco americano Morgan Stanley teve um prejuízo de US$ 1,2 bilhão no segundo trimestre. A unidade de investimentos e mercados de capitais deu prejuízo, e o banco pagou US$ 10 bilhões tomadas de empréstimo junto ao Tesouro dos Estados Unidos no auge da crise.
Já o lucro do Wells Fargo's cresceu 81%, atingindo um novo recorde, mas as provisões para perdas de empréstimos não pagos subiu 69%.
Já o lucro do Wells Fargo's cresceu 81%, atingindo um novo recorde, mas as provisões para perdas de empréstimos não pagos subiu 69%.
Dívida pública britânica é a maior desde a guerra
LONDRES - A dívida pública do Reino Unido chegou a 799 bilhões de libras, 56,6% do produto interno bruto da quinta maior economia do mundo. Ao lado do desemprego, é a maior preocupação para a retomada do crescimento econômico.
O Banco da Inglaterra já advertiu o governo a não aumentar o endividamento público, mas continua sua política de aumentar a quantidade de dinheiro em circulação para estancar a recessão e estimular o desenvolvimento econômico.
O Banco da Inglaterra já advertiu o governo a não aumentar o endividamento público, mas continua sua política de aumentar a quantidade de dinheiro em circulação para estancar a recessão e estimular o desenvolvimento econômico.
domingo, 19 de julho de 2009
Islândia pede associação à UE
LONDRES - Depois de ser o primeiro país a quebrar com a crise financeira mundial, no ano passado, a Islândia pediu oficialmente na sexta-feira para se associar à União Europeia. O pedido foi encaminhado à Suécia, que ocupa a presidência rotativa da UE no segundo semestre de 2009.
A Islândia foi arrasada pelo colapso de seu sistema bancário, o que provocou a queda do governo. Em abril, a líder social-democrata Johanna Sigurdardottir foi eleita primeira-ministra com a promessa de levar o país ao bloco europeu.
O presidente da Comissão Europeia, o ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso, saudou a medida como prova da vitalidade do projeto europeu.
No momento, a UE negocia a adesão de três países do Sudeste Europeu: Croácia, Macedônia e Turquia.
A Islândia foi arrasada pelo colapso de seu sistema bancário, o que provocou a queda do governo. Em abril, a líder social-democrata Johanna Sigurdardottir foi eleita primeira-ministra com a promessa de levar o país ao bloco europeu.
O presidente da Comissão Europeia, o ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso, saudou a medida como prova da vitalidade do projeto europeu.
No momento, a UE negocia a adesão de três países do Sudeste Europeu: Croácia, Macedônia e Turquia.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Lucro do banco Goldman Sachs sobe 65%
LONDRES - O banco Goldman Sachs, um dos poucos bancos de investimentos sobreviventes à crise financeira global, teve um lucro de US$ 3,48 bilhões no segundo trimestre deste ano, um aumento de 65%, batendo as expectativas do centro financeiro da Wall Street.
A Bolsa de Nova York reagiu, passando da queda causada pelo fraco aumento das vendas no varejos para alta, com ganho de 0.33% no final do dia.
A Bolsa de Nova York reagiu, passando da queda causada pelo fraco aumento das vendas no varejos para alta, com ganho de 0.33% no final do dia.
sábado, 13 de junho de 2009
G-8 vê sinais de recuperação
Os ministros das Finanças do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia), reunidos em Lecce, na Itália, declararam que suas economias, as maiores do mundo, excluída a China, apresentam "crescentes sinais de recuperação".
Entre estes sinais, citam a recuperação das bolsas de valores, o aumento da confiança de empresários e consumidores, e alguma melhora no setor industrial.
A maior preocupação agora seria com medidas para conter o impacto inflacionário dos planos de retomada do crescimento. Mas a questão dos testes de estresse ou de saúde financeira dos bancos. Os europeus resistem em revelar publicamente os resultados de suas avaliações, apesar da pressão dos Estados Unidos e do Canadá.
Entre estes sinais, citam a recuperação das bolsas de valores, o aumento da confiança de empresários e consumidores, e alguma melhora no setor industrial.
A maior preocupação agora seria com medidas para conter o impacto inflacionário dos planos de retomada do crescimento. Mas a questão dos testes de estresse ou de saúde financeira dos bancos. Os europeus resistem em revelar publicamente os resultados de suas avaliações, apesar da pressão dos Estados Unidos e do Canadá.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Bancos vão devolver US$ 68 bilhões ao Tesouro
O Tesouro dos Estados Unidos autorizou dez grandes bancos do país a pagarem os empréstimos de emergências tomados em outubro do ano passado, no auge da crise, dentro do Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP, do inglês) do governo George W. Bush.
Serão cerca de US$ 68 bilhões. O governo americano vai receber dinheiro de bancos como o Goldman Sachs, o J P Morgan Chase e o American Express.
Mas os dois maiores bancos dos EUA, o Bank of America e o Citigroup, não passaram nos chamados testes de estresse e ainda não foram autorizados a saldar a dívida. Cada um recebeu US$ 45 bilhões. O BofA pretende levantar dinheiro no mercado. Já o Citi vai ceder 34% do controle acionário em troca da dívida.
O presidente Barack Obama comentou que "este é um sinal positivo, mas não significa que nossos problemas acabaram. Longe disso."
Serão cerca de US$ 68 bilhões. O governo americano vai receber dinheiro de bancos como o Goldman Sachs, o J P Morgan Chase e o American Express.
Mas os dois maiores bancos dos EUA, o Bank of America e o Citigroup, não passaram nos chamados testes de estresse e ainda não foram autorizados a saldar a dívida. Cada um recebeu US$ 45 bilhões. O BofA pretende levantar dinheiro no mercado. Já o Citi vai ceder 34% do controle acionário em troca da dívida.
O presidente Barack Obama comentou que "este é um sinal positivo, mas não significa que nossos problemas acabaram. Longe disso."
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Bancos americanos precisam de US$ 75 bilhões
Depois de uma série de testes de saúde financeira, o governo dos Estados Unidos anunciou hoje que 10 dos 19 maiores bancos americanos precisam levantar US$ 75 bilhões para enfrentar a crise atual.
Se a recessão se agravar e o desemprego passar de 10%, esses 10 bancos perderiam US$ 600 bilhões em 2009 e 2010, estimaram o Tesouro e a Reserva Federal (Fed), o banco central americano.
O Bank of America necessita mais US$ 33,9 bilhões; o Wells Fargo, US$ 13,7 bilhões; a GMAC, braço financeiro da General Motors, US$ 11,5 bilhões; o Citigroup, US$ 5,5 bilhões; e o Morgan Stanley, US$ 1,8 bilhão.
Se a recessão se agravar e o desemprego passar de 10%, esses 10 bancos perderiam US$ 600 bilhões em 2009 e 2010, estimaram o Tesouro e a Reserva Federal (Fed), o banco central americano.
O Bank of America necessita mais US$ 33,9 bilhões; o Wells Fargo, US$ 13,7 bilhões; a GMAC, braço financeiro da General Motors, US$ 11,5 bilhões; o Citigroup, US$ 5,5 bilhões; e o Morgan Stanley, US$ 1,8 bilhão.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Emergentes lideram a recuperação dos mercados
As grandes potências econômicas emergentes, os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) lideram a recuperação da economia mundial, constata o Financial Times, principal jornal econômico financeiro da Europa.
Desde o pior momento da crise financeira mundial, em outubro de 2008, o índice RTS, da Bolsa de Moscou, subiu 80%. O índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, vem logo atrás, com 75%.
Na China, a Bolsa de Xangai avançou 52%, enquanto a Bolsa de Mumbai, na Índia, teve uma valorização de 46%.
Para o FT, a recuperação dos emergentes começou em novembro de 2008, quando a China anunciou um programa de estímulo ao crescimento econômico de US$ 585 bilhões.
Desde o pior momento da crise financeira mundial, em outubro de 2008, o índice RTS, da Bolsa de Moscou, subiu 80%. O índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, vem logo atrás, com 75%.
Na China, a Bolsa de Xangai avançou 52%, enquanto a Bolsa de Mumbai, na Índia, teve uma valorização de 46%.
Para o FT, a recuperação dos emergentes começou em novembro de 2008, quando a China anunciou um programa de estímulo ao crescimento econômico de US$ 585 bilhões.
Bank of America precisa de US$ 33,9 bilhões
Com base nos testes de estresse do plano de saneamento financeiro, o Tesouro e o banco central dos Estados Unidos decidiram que o Bank of America precisa de um reforço de capital de US$ 33,9 bilhões, revelou ao New York Times um executivo do banco.
O montante é mais do que a atual diretoria do banco julga ser necessário.
Mais tarde, vazaram informações sobre as necessidades de outros bancos. O Wells Fargo, que já recebeu ajuda de US$ 25 bilhões do Tesouro, vai precisar de mais US$ 15 bilhões. A GMAC, braço financeiro da General Motors, necessita mais US$ 11,5 bilhões e o Citigroup, US$ 5 bilhões.
Ao todo, sete grandes bancos americanos precisariam de US$ 65 bilhões.
Outros bancos, J P Morgan Chase, Morgan Stanley, Met Life, American Express, Capital One e Bank of New York Mellon, não necessitam reforçar o capital.
O montante é mais do que a atual diretoria do banco julga ser necessário.
Mais tarde, vazaram informações sobre as necessidades de outros bancos. O Wells Fargo, que já recebeu ajuda de US$ 25 bilhões do Tesouro, vai precisar de mais US$ 15 bilhões. A GMAC, braço financeiro da General Motors, necessita mais US$ 11,5 bilhões e o Citigroup, US$ 5 bilhões.
Ao todo, sete grandes bancos americanos precisariam de US$ 65 bilhões.
Outros bancos, J P Morgan Chase, Morgan Stanley, Met Life, American Express, Capital One e Bank of New York Mellon, não necessitam reforçar o capital.
sábado, 2 de maio de 2009
Citigroup deve precisar de US$ 10 bilhões
Diante dos resultados dos testes de estresse aplicados pelo Tesouro dos Estados Unidos, o Citigroup deve precisar reforçar seu capital em US$ 10 bilhões para se preparar para possíveis perdas, revelou o Wall Street Journal.
O governo americano adiou a divulgação dos resultados dos testes de estresse dos bancos para o final da próxima semana, mas alguns analistas consideram normais estes resultados. Se o diagnóstico fosse de que todos os bancos estão bem, o mercado iria desconfiar.
Então, é de se esperar que alguns bancos tenham maus resultados e precisem de reforço de capita para enfrentar perdas e compromissos.
O governo americano adiou a divulgação dos resultados dos testes de estresse dos bancos para o final da próxima semana, mas alguns analistas consideram normais estes resultados. Se o diagnóstico fosse de que todos os bancos estão bem, o mercado iria desconfiar.
Então, é de se esperar que alguns bancos tenham maus resultados e precisem de reforço de capita para enfrentar perdas e compromissos.
terça-feira, 21 de abril de 2009
FMI estima perda de bancos em US$ 4,1 trilhões
Em nova revisão de suas previsões para a economia mundial, o Fundo Monetário Internacional estimou hoje em US$ 4,1 trilhões o total dos papéis podres, ativos tóxicos ou dívidas e títulos incobráveis em poder de instituições financeiras dos Estados Unidos, da Europa e do Japão.
O FMI adverte que a recuperação da economia mundial depende, em primeiro lugar, do saneamento do sistema financeiro, origem da crise. Pelos cálculos do Fundo, os bancos americanos e europeus vão necessitar de US$ 875 bilhões em 2010 para se recapitalizar.
Ao mesmo tempo, a fuga de capital dos países emergentes para cobrir rombos ou fugir de riscos em países em desenvolvimento pode deixá-los precisando de US$ 1,8 trilhão em 2009. Na visão do FMI, a situação é mais crítica para os países da Europa Central e Oriental.
O FMI adverte que a recuperação da economia mundial depende, em primeiro lugar, do saneamento do sistema financeiro, origem da crise. Pelos cálculos do Fundo, os bancos americanos e europeus vão necessitar de US$ 875 bilhões em 2010 para se recapitalizar.
Ao mesmo tempo, a fuga de capital dos países emergentes para cobrir rombos ou fugir de riscos em países em desenvolvimento pode deixá-los precisando de US$ 1,8 trilhão em 2009. Na visão do FMI, a situação é mais crítica para os países da Europa Central e Oriental.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
BCE reduz juro básico do euro para 1,25% ao ano
Ao cortar hoje a taxa básica de juros dos 16 países da zona do euro em apenas 0,25 ponto percentual, para 1,25% ao ano, o Banco Central da Europa adotou mais uma vez uma opção conservadora, alimentando a crítica de que está sempre atrás da curva.
A expectativa do mercado era de uma redução de 0,5 ponto percentual, para 1%. Isso deixaria a taxa de juros real negativa porque a inflação na zona do euro está em 1,1% ao ano.
O presidente do BCE, o francês Jean-Claude Trichet, deixou claro na entrevista coletiva que o banco prefere guardar alguma pólvora para o próximo mês. Já os analistas do mercado não entendem por que o BCE prefere adiar o juro zero até sua próxima reunião, se não acredita que a situação econômica possa melhorar.
A expectativa do mercado era de uma redução de 0,5 ponto percentual, para 1%. Isso deixaria a taxa de juros real negativa porque a inflação na zona do euro está em 1,1% ao ano.
O presidente do BCE, o francês Jean-Claude Trichet, deixou claro na entrevista coletiva que o banco prefere guardar alguma pólvora para o próximo mês. Já os analistas do mercado não entendem por que o BCE prefere adiar o juro zero até sua próxima reunião, se não acredita que a situação econômica possa melhorar.
domingo, 29 de março de 2009
Restam US$ 134 bilhões do plano anticrise de Bush
Sobram apenas US$ 134,5 bilhões do Programa de Remoção de Ativos Tóxicos (TARP, do inglês) do Plano de Estabilização Financeira de US$ 700 bilhões do governo George W. Bush, admite o Tesouro dos Estados Unidos.
Cerca de 81% dos recursos foram entregues a instituições financeiras em risco ou estão comprometidos. Mas o novo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, acaba de lançar um novo plano para que uma parceria público-privada compre até US$ 1 trilhão em papéis pobres em poder de bancos e instituições financeiras.
Isso significa que o programa inicial foi inútil? Confira no Wall Street Journal essa confusa e obscura matemática financeira.
Cerca de 81% dos recursos foram entregues a instituições financeiras em risco ou estão comprometidos. Mas o novo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, acaba de lançar um novo plano para que uma parceria público-privada compre até US$ 1 trilhão em papéis pobres em poder de bancos e instituições financeiras.
Isso significa que o programa inicial foi inútil? Confira no Wall Street Journal essa confusa e obscura matemática financeira.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Comentário de Lula atinge Gordon Brown
Ao acusar "brancos de olhos azuis" pela crise financeira global ontem ao receber o primeiro-ministro Gordon Brown no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabou atingindo o convidado, que enfrenta uma situação política muito difícil no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. A assessoria do primeiro-ministro tentou reduzir a importância da alfinetada de Lula dizendo que ela se destina ao público brasileiro.
Como anfitrião da conferência de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20), acuado por uma forte queda de popularidade em casa mesmo antes da crise e tendo de se submeter a eleições até a metade de 2010, Brown precisa definitivamente apresentar a reunião como um sucesso e ele como o grande articulador mundial do combate à crise. Afinal, como ministro das Finanças do governo Tony Blair (1997-2007), Brown passou anos prometendo acabar com os ciclos de euforia e depressão.
Para isso, tenta compatibilizar as posições conflitantes da Europa, que quer uma regulamentação internacional do sistema financeiro, e dos Estados Unidos, que querem regulamentações nacionais articuladas por uma supervisão global flexível e planos de estímulo fiscal para aumentar o investimento, a produção e o consumo.
A proposta de reforma do sistema financeiro americano apresentada ontem pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner para reformar e endurecer a regulamentação financeira dos EUA visa a fortalecer a posição americana em Londres para suportar o assédio, especialmente da Alemanha e da França, por uma instância reguladora internacional, o que me parece inaceitável do ponto de visto americano.
Como anfitrião da conferência de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20), acuado por uma forte queda de popularidade em casa mesmo antes da crise e tendo de se submeter a eleições até a metade de 2010, Brown precisa definitivamente apresentar a reunião como um sucesso e ele como o grande articulador mundial do combate à crise. Afinal, como ministro das Finanças do governo Tony Blair (1997-2007), Brown passou anos prometendo acabar com os ciclos de euforia e depressão.
Para isso, tenta compatibilizar as posições conflitantes da Europa, que quer uma regulamentação internacional do sistema financeiro, e dos Estados Unidos, que querem regulamentações nacionais articuladas por uma supervisão global flexível e planos de estímulo fiscal para aumentar o investimento, a produção e o consumo.
A proposta de reforma do sistema financeiro americano apresentada ontem pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner para reformar e endurecer a regulamentação financeira dos EUA visa a fortalecer a posição americana em Londres para suportar o assédio, especialmente da Alemanha e da França, por uma instância reguladora internacional, o que me parece inaceitável do ponto de visto americano.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Geithner quer fiscalização independente
Em depoimento na Comissão de Finanças da Câmara, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, apresentou a proposta do governo Barack Obama para regulamentar o sistema financeiro, que inclui a criação de uma agência independente para fiscalizar todas as empresas e produtos financeiros.
Como antecipara na terça-feira, Geithner pediu mais poderes para que o governo assuma o controle de instituições financeiras que não sejam bancos, como seguradoras, fundos de hedge e fundos de capital de risco. Ele também quer aumentar as reservas que as empresas financeiras são obrigadas a fazer para enfrentar possíveis prejuízos.
As maiores exigências serão feitas para empresas capazes de abalar todo o sistema, como a seguradora AIG.
Geithner defendeu ainda a criação de uma estrutura global para supervisionar o sistema financeiro internacioal, como querem os europeus, sobretudo a Alemanha e a França.
Como antecipara na terça-feira, Geithner pediu mais poderes para que o governo assuma o controle de instituições financeiras que não sejam bancos, como seguradoras, fundos de hedge e fundos de capital de risco. Ele também quer aumentar as reservas que as empresas financeiras são obrigadas a fazer para enfrentar possíveis prejuízos.
As maiores exigências serão feitas para empresas capazes de abalar todo o sistema, como a seguradora AIG.
Geithner defendeu ainda a criação de uma estrutura global para supervisionar o sistema financeiro internacioal, como querem os europeus, sobretudo a Alemanha e a França.
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