A mais badalada oferta pública inicial de ações azedou. Nos dois primeiros dias de negociação na bolsa eletrônica Nasdaq, o Facebook perdeu 19% do valor, caindo de US$ 38 para US$ 31. Os investidores decidiram processar a empresa e os bancos Morgan Stanley e Goldman Sachs, principais organizadores da abertura do capital da maior rede social da Internet.
Uma das acusações é que o Morgan Stanley e o Goldman Sachs teriam escondido informações de relatórios internos dos bancos reduzindo sua expectativa de faturamento do Facebook e colocando em dúvida o sucesso da empresa a longo prazo.
Ontem a presidente da Securities and Exchange Comission (Comissão de Valores Mobiliários) dos Estados Unidos, Mary Schapiro, autoridade reguladora do mercado financeiro, vai investigar o lançamento das ações do Facebook.
No momento, o papel está em alta de 3,5%.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Morgan Stanley tem prejuizo de US$ 1,2 bilhão
LONDRES - O banco americano Morgan Stanley teve um prejuízo de US$ 1,2 bilhão no segundo trimestre. A unidade de investimentos e mercados de capitais deu prejuízo, e o banco pagou US$ 10 bilhões tomadas de empréstimo junto ao Tesouro dos Estados Unidos no auge da crise.
Já o lucro do Wells Fargo's cresceu 81%, atingindo um novo recorde, mas as provisões para perdas de empréstimos não pagos subiu 69%.
Já o lucro do Wells Fargo's cresceu 81%, atingindo um novo recorde, mas as provisões para perdas de empréstimos não pagos subiu 69%.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Jovem não lê impressos e não gasta com Internet
LONDRES - Um texto escrito por um garoto de 15 anos a respeito dos hábitos de sua geração é o assunto do momento no centro financeiro da capital britânica, onde investidores e executivos do setor de mídia não se cansam de estudar modelos de negócios para ganhar dinheiro na rede mundial de computadores.
O banco Morgan Stanley pediu a Matthew Robson, um dos estagiários da empresa para descrever a relação dos jovens com as novas mídias. A resposta foi arrasadora.
Para o garoto, "adolescentes não usam o Twitter". Postar mensagens através do telefone celular custa caro. Como o número de pessoas que vai acessar a página deles no twitter é pequena, não há sentido em twittar.
Ver programas de televisão com hora marcada também não tem muito a ver com o adolescente britânico. Eles preferam ouvir músicas em sítios de Internet sem propaganda. A propaganda, tanto no rádio quanto na televisão, os incomoda e os afasta desses meios de comunicação.
Na Internet, não estão dispostos a pagar por conteúdo. Os adolescentes gastam dinheiro indo ao cinema, a shows e em consoles de videogame que eles consideram hoje o melhor meio para se comunicar com os amigos.
Esses jovens também não se sentem atraídos ou motivados por textos impressos, "acham chato ler páginas e páginas de texto".
Confira no jornal inglês Financial Times.
O banco Morgan Stanley pediu a Matthew Robson, um dos estagiários da empresa para descrever a relação dos jovens com as novas mídias. A resposta foi arrasadora.
Para o garoto, "adolescentes não usam o Twitter". Postar mensagens através do telefone celular custa caro. Como o número de pessoas que vai acessar a página deles no twitter é pequena, não há sentido em twittar.
Ver programas de televisão com hora marcada também não tem muito a ver com o adolescente britânico. Eles preferam ouvir músicas em sítios de Internet sem propaganda. A propaganda, tanto no rádio quanto na televisão, os incomoda e os afasta desses meios de comunicação.
Na Internet, não estão dispostos a pagar por conteúdo. Os adolescentes gastam dinheiro indo ao cinema, a shows e em consoles de videogame que eles consideram hoje o melhor meio para se comunicar com os amigos.
Esses jovens também não se sentem atraídos ou motivados por textos impressos, "acham chato ler páginas e páginas de texto".
Confira no jornal inglês Financial Times.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Bancos de Wall St. lutam pela sobrevivência
O quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, Lehman Brothers, quebrado e sem conseguir interessados em comprar sequer sua parte mais saudável, e pode pedir concordata ainda hoje. Para evitar o mesmo destino, o terceiro maior banco de investimentos americano, Merrill Lynch, negociou sua venda ao Bank of America por US$ 44 bilhões.
Na tarde de domingo, 14 de setembro de 2008, uma tentativa de salvar o Lehman Bros. com uma solução de mercado fracassou, quando o banco Barclays, do Reino Unido, desistiu do negócio.
Meses atrás, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, negociou um acordo com US$ 30 bilhões de empréstimos com dinheiro público para que o Chase comprasse o quebrado Bear Stearns.
Há duas semanas, o governo assumiu o controle dos dois giantes do mercado de crédito hipotecário dos EUA, Fannie Mae e Freddie Mac, que garantem negócios de US$ 5,3 trilhões.
Desta vez, foi taxativo ao negar o uso de dinheiro público para salvar o Lehman Bros. Mas a expectativa é que o banco central dos EUA coloque à disposição dos bancos uma linha de crédito de cerca de US$ 70 bilhões aos bancos.
O jornal The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova Iorque, já admite que apenas dois grandes brancos americanos independentes sobreviverão: Goldman Sachs e Morgan Stanley.
Para agravar ainda mais a crise financeira americana, a gigantesca seguradora American International Group estaria tentando levantar dinheiro no mercado, inclusive com a venda de seus próprios ativos, por necessitar de até US$ 40 bilhões.
Na tarde de domingo, 14 de setembro de 2008, uma tentativa de salvar o Lehman Bros. com uma solução de mercado fracassou, quando o banco Barclays, do Reino Unido, desistiu do negócio.
Meses atrás, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, negociou um acordo com US$ 30 bilhões de empréstimos com dinheiro público para que o Chase comprasse o quebrado Bear Stearns.
Há duas semanas, o governo assumiu o controle dos dois giantes do mercado de crédito hipotecário dos EUA, Fannie Mae e Freddie Mac, que garantem negócios de US$ 5,3 trilhões.
Desta vez, foi taxativo ao negar o uso de dinheiro público para salvar o Lehman Bros. Mas a expectativa é que o banco central dos EUA coloque à disposição dos bancos uma linha de crédito de cerca de US$ 70 bilhões aos bancos.
O jornal The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova Iorque, já admite que apenas dois grandes brancos americanos independentes sobreviverão: Goldman Sachs e Morgan Stanley.
Para agravar ainda mais a crise financeira americana, a gigantesca seguradora American International Group estaria tentando levantar dinheiro no mercado, inclusive com a venda de seus próprios ativos, por necessitar de até US$ 40 bilhões.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Petróleo tem maior alta num dia e vai a US$ 138,54
O preço do barril de petróleo leve tipo West Texas Itermediate subiu US$ 10,75 hoje, a maior alta da História em um dia, chegando ao recorde histórico de US$ 138,54 no fechamento, depois de atingir o pico de US$ 139,12.
Entre os fatores que provocaram o aumento de mais de US$ 16 em dois dias, estão a queda do dólar, a crescente tensão entre Israel e o Irã, e a previsão do banco Morgan Stanley de que o petróleo chegue a US$ 150 até o feriado de 4 de julho, Dia da Independência dos EUA, quando começam as férias de verão e os americanos pegam a estrada.
Um vice-primeiro-ministro israelense considera "inevitável" um ataque contra o programa nuclear iraniano.
Entre os fatores que provocaram o aumento de mais de US$ 16 em dois dias, estão a queda do dólar, a crescente tensão entre Israel e o Irã, e a previsão do banco Morgan Stanley de que o petróleo chegue a US$ 150 até o feriado de 4 de julho, Dia da Independência dos EUA, quando começam as férias de verão e os americanos pegam a estrada.
Um vice-primeiro-ministro israelense considera "inevitável" um ataque contra o programa nuclear iraniano.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Índia cresce 8,7% ao ano
A economia da Índia, uma das novas locomotivas do mundo globalizado, deve crescer 8,7% no ano fiscal que termina em março de 2008, menos do que nos três anos anteriores. No ano fiscal passado, a expansão foi de 9,6%.
Essa queda no crescimento é atribuída à valorização da rúpia e ao aperto de crédito causado pela crise iniciada no mercado de crédito hipotecário nos Estados Unidos. Isso causará uma queda no crescimento das exportações e no consumo de bens duráveis.
O Citigroup, que previra uma expansão de 9,3%, reduziu-a para 8,3% citando a deterioração da economia internacional, enquanto o Lehman Brothers trabalha com uma expectativa de 8,8% e o Morgan Stanley com 7,4% no próximo ano fiscal e 7,8% no que termina em março de 2010.
Entre as grandes potências econômicas emergentes, os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), a China se mantém como a economia mais dinâmica e que mais cresce. Os economistas prevêem uma desaceleração este ano por causa da crise americana, depois de um crescimento de 11,4% em 2007.
A Índia continua no segundo lugar e a Rússia em terceiro. Rica em petróleo, gás e outros recursos naturais, a economia russa se beneficia da alta nos preços de energia. Deve crescer 5% a 6% em 2008.
No Brasil, a expectativa hoje é de um crescimento de 4%, bem abaixo da média histórica do pós-guerra até os anos 80, de 7% a 8%, e abaixo dos nossos concorrentes no mundo globalizado.
Essa queda no crescimento é atribuída à valorização da rúpia e ao aperto de crédito causado pela crise iniciada no mercado de crédito hipotecário nos Estados Unidos. Isso causará uma queda no crescimento das exportações e no consumo de bens duráveis.
O Citigroup, que previra uma expansão de 9,3%, reduziu-a para 8,3% citando a deterioração da economia internacional, enquanto o Lehman Brothers trabalha com uma expectativa de 8,8% e o Morgan Stanley com 7,4% no próximo ano fiscal e 7,8% no que termina em março de 2010.
Entre as grandes potências econômicas emergentes, os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), a China se mantém como a economia mais dinâmica e que mais cresce. Os economistas prevêem uma desaceleração este ano por causa da crise americana, depois de um crescimento de 11,4% em 2007.
A Índia continua no segundo lugar e a Rússia em terceiro. Rica em petróleo, gás e outros recursos naturais, a economia russa se beneficia da alta nos preços de energia. Deve crescer 5% a 6% em 2008.
No Brasil, a expectativa hoje é de um crescimento de 4%, bem abaixo da média histórica do pós-guerra até os anos 80, de 7% a 8%, e abaixo dos nossos concorrentes no mundo globalizado.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
EUA estão em recessão, dizem analistas
A maior economia do mundo entrou em recessão, afirmaram nesta segunda-feira analistas dos bancos de investimentos americanos Merrill Lynch e Morgan Stanley.
Já o banco Goldman Sachs estima que o prejuízo da crise de crédito hipotecário iniciada pela inadimplência dos tomadores de empréstimos de segunda linha para compra de casa própria chegue a US$ 2 trilhões.
"O relatório econômico da sexta-feira confirmou nossas suspeitas de que a economia se encaminhava para uma recessão oficial no final do ano", declarou Rosenberg, do Merrill Lynch.
Na sexta-feira, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos revelou que a economia americana só gerou 18 mil novos empregos em dezembro. A taxa de desemprego passou de 4,7% para 5% da população em idade de trabalhar.
"Em nenhum momento dos últimos 60 anos, a taxa de desemprego cresceu 0,60 ponto percentual na parte baixa do ciclo sem que a economia escorregasse para a recessão", argumentou. "Aqui, temos o índice chegando a 5% em dezembro, em comparação com 4,4% em março passado".
Os economistas Richard Berner e David Greenlaw, do banco Morgan Stanley, manifestaram a mesma preocupação: "A questão central é quão profunda e quão longa será a recessão".
Esse pessimismo atingiu também o presidente da filial do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, em Atlanta, na Geórgia. Em discurso no Rotary Club de Atlanta, Dennis Lockhart admitiu hoje que "os aspectos negativos estão ganhando impulso na nossa economia. Estas circunstâncias exigem que os formuladores de política estejam preparados para responder pragmaticamente".
Já o banco Goldman Sachs estima que o prejuízo da crise de crédito hipotecário iniciada pela inadimplência dos tomadores de empréstimos de segunda linha para compra de casa própria chegue a US$ 2 trilhões.
"O relatório econômico da sexta-feira confirmou nossas suspeitas de que a economia se encaminhava para uma recessão oficial no final do ano", declarou Rosenberg, do Merrill Lynch.
Na sexta-feira, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos revelou que a economia americana só gerou 18 mil novos empregos em dezembro. A taxa de desemprego passou de 4,7% para 5% da população em idade de trabalhar.
"Em nenhum momento dos últimos 60 anos, a taxa de desemprego cresceu 0,60 ponto percentual na parte baixa do ciclo sem que a economia escorregasse para a recessão", argumentou. "Aqui, temos o índice chegando a 5% em dezembro, em comparação com 4,4% em março passado".
Os economistas Richard Berner e David Greenlaw, do banco Morgan Stanley, manifestaram a mesma preocupação: "A questão central é quão profunda e quão longa será a recessão".
Esse pessimismo atingiu também o presidente da filial do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, em Atlanta, na Geórgia. Em discurso no Rotary Club de Atlanta, Dennis Lockhart admitiu hoje que "os aspectos negativos estão ganhando impulso na nossa economia. Estas circunstâncias exigem que os formuladores de política estejam preparados para responder pragmaticamente".
sábado, 11 de agosto de 2007
O Fed criou a bolha especulativa
Minha explicação favorita para a atual crise nos mercados financeiros internacionais é do economista Stephen Roach, diretor executivo do banco de investimentos americano Morgan Stanley: o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos Estados Unidos, criou uma bolha especulativa ao manter a taxa básica de juros a 1% ao ano.
Com essa taxa, adotada pelo Fed, sob a presidência de Alan Greenspan, depois do estouro da bolha das empresas da Internet e dos atentados terroristas de 11 setembro e mantida por tempo demais, na opinião de Roach, inevitavelmente o banco central americano criou uma bolha.
A 1% ao ano, o Fed praticamente deu dinheiro aos bancos, que fizeram o que os bancos fazem: emprestaram o dinheiro. Primeiro, atenderam aos tomadores de primeira linha. Como sobrava dinheiro, em seguida, passaram a emprestar a tomadores de segunda linha, que não tinham um histórico de crédito positivo e que portanto tinham maior probabilidade de não pagar. Quando os juros subiram, as prestações com juros variáveis como costumam ser as da casa própria também aumentaram, dificultando ainda mais o pagamento.
Isso gerou uma grande inadimplência que levou à recessão o mercado habitacional nos EUA. Inicialmente, a expectativa é que fosse algo isolado. A especulação imobiliária seria um fenômeno urbano e das grandes cidades, que não afetaria nem a maioria dos americanos, muito menos a economia mundial.
Mas, no mundo globalizado, o maior banco da França foi abalado pela crise do crédito hipotecário nos EUA. A dúvida é sempre qual o tamanho do rombo. Por um lado, se os bancos centrais centenas de bilhões de dólares para garantir a liquidez, a crise é séria; do outro, os bancos centrais estão aí para apagar o incêndio, o que pode estimular ainda mais o comportamento de risco.
Sem saber o que fazer, ou para onde correr, o mercado vive oscilações ferozes, temendo que a situação seja ainda pior e que estejam todos vendo apenas o topo do iccebo
A tese inicial, no entanto, é que o Fed criou a bolha ao manter a taxa básica de juros baixa demais durante muito tempo. Assim, a culpa da crise atual cabe mais a Greenspan do que a Ben Bernanke.
Com essa taxa, adotada pelo Fed, sob a presidência de Alan Greenspan, depois do estouro da bolha das empresas da Internet e dos atentados terroristas de 11 setembro e mantida por tempo demais, na opinião de Roach, inevitavelmente o banco central americano criou uma bolha.
A 1% ao ano, o Fed praticamente deu dinheiro aos bancos, que fizeram o que os bancos fazem: emprestaram o dinheiro. Primeiro, atenderam aos tomadores de primeira linha. Como sobrava dinheiro, em seguida, passaram a emprestar a tomadores de segunda linha, que não tinham um histórico de crédito positivo e que portanto tinham maior probabilidade de não pagar. Quando os juros subiram, as prestações com juros variáveis como costumam ser as da casa própria também aumentaram, dificultando ainda mais o pagamento.
Isso gerou uma grande inadimplência que levou à recessão o mercado habitacional nos EUA. Inicialmente, a expectativa é que fosse algo isolado. A especulação imobiliária seria um fenômeno urbano e das grandes cidades, que não afetaria nem a maioria dos americanos, muito menos a economia mundial.
Mas, no mundo globalizado, o maior banco da França foi abalado pela crise do crédito hipotecário nos EUA. A dúvida é sempre qual o tamanho do rombo. Por um lado, se os bancos centrais centenas de bilhões de dólares para garantir a liquidez, a crise é séria; do outro, os bancos centrais estão aí para apagar o incêndio, o que pode estimular ainda mais o comportamento de risco.
Sem saber o que fazer, ou para onde correr, o mercado vive oscilações ferozes, temendo que a situação seja ainda pior e que estejam todos vendo apenas o topo do iccebo
A tese inicial, no entanto, é que o Fed criou a bolha ao manter a taxa básica de juros baixa demais durante muito tempo. Assim, a culpa da crise atual cabe mais a Greenspan do que a Ben Bernanke.
sexta-feira, 2 de março de 2007
Justiça Federal denuncia fraude em bolsa nos EUA
Treze pessoas foram denunciadas pela Justiça Federal dos Estados Unidos por ligações com duas operações fraudulentas no mercado financeiro feitas a partir de informação privilegiada.
Entre os réus, há uma advogada do banco de investimentos Morgan Stanley e seu marido, um gerente de relacionamento com clientes institucionais do setor de pesquisa sobre ações do banco UBS, representantes dos bancos Bear Sterns e Bank of America, e de corretores de fundos de hedge.
As acusações são conspiração, fraude no mercado de ações, suborno e fazer declarações falsas.
"O que é mais alarmante não é a dimensão do esquema - quatorze acusados, cinco anos de transações ilegais, centenas de dicas e mais de US$ 15 milhões em ganhos ilícitos - mas, tristemente, quem está no centro", desabafou a diretora da Divisão de Investigações da SEC (Securities and Exchange Commission), a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, Linda Chatman Thomsen. "Esta conduta ilícita não aconteceu em salas escuras mas em algumas das maiores firmas de Wall Street".
Desde 2001, Mitchel Guttenberg, diretor do UBS, passou informações a pelo menos dois corretores sobre ações que teriam recomendação de alta no próximo relatório do banco. Em troca, recebeu uma comissão sobre o lucro ilícito.
No outro caso, Randi Collotta, uma advogada de 30 anos do banco Morgan Stanley e seu marido, Christopher Collotta, de 34 anos, de passarem informações sobre grandes aquisições feitas por empresas para um corretor da Flórida em troca de parte dos ganhos ilícitos.
"É um dos maiores processos da CVM contra profissionais de Wall Street desde Ivan Boesky e Dennis Levine", declarou Scott Friestad, diretor adjunto da Divisão de Investigações, lembrando grandes especulados dos escândalos financeiros dos anos 80.
Oito dos treze acusados estão presos e o nono deve ter sido detido na quinta-feira.
Entre os réus, há uma advogada do banco de investimentos Morgan Stanley e seu marido, um gerente de relacionamento com clientes institucionais do setor de pesquisa sobre ações do banco UBS, representantes dos bancos Bear Sterns e Bank of America, e de corretores de fundos de hedge.
As acusações são conspiração, fraude no mercado de ações, suborno e fazer declarações falsas.
"O que é mais alarmante não é a dimensão do esquema - quatorze acusados, cinco anos de transações ilegais, centenas de dicas e mais de US$ 15 milhões em ganhos ilícitos - mas, tristemente, quem está no centro", desabafou a diretora da Divisão de Investigações da SEC (Securities and Exchange Commission), a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, Linda Chatman Thomsen. "Esta conduta ilícita não aconteceu em salas escuras mas em algumas das maiores firmas de Wall Street".
Desde 2001, Mitchel Guttenberg, diretor do UBS, passou informações a pelo menos dois corretores sobre ações que teriam recomendação de alta no próximo relatório do banco. Em troca, recebeu uma comissão sobre o lucro ilícito.
No outro caso, Randi Collotta, uma advogada de 30 anos do banco Morgan Stanley e seu marido, Christopher Collotta, de 34 anos, de passarem informações sobre grandes aquisições feitas por empresas para um corretor da Flórida em troca de parte dos ganhos ilícitos.
"É um dos maiores processos da CVM contra profissionais de Wall Street desde Ivan Boesky e Dennis Levine", declarou Scott Friestad, diretor adjunto da Divisão de Investigações, lembrando grandes especulados dos escândalos financeiros dos anos 80.
Oito dos treze acusados estão presos e o nono deve ter sido detido na quinta-feira.
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