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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Corretor dá prejuízo de US$ bilhões ao UBS


NOVA YORK - Kweku Adoboli, um diretor de fundos de investimentos de 31 anos, foi preso hoje sob a acusação de dar um prejuízo de US$ 2 bilhões à União de Bancos Suíços (UBS), o maior banco do país centro-europeu, informa a agência de notícias Reuters.

É a segunda maior fraude do gênero de que se tem notícia. A pior foi do corretor francês Jerome Kerviel, que perdeu US$ 6,7 bilhões em operações ilegais no banco Société Génerale.

Adoboli trabalhava na filial do UBS no centro financeiro de Londres.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Parlamento suíço aprova quebra de sigilo bancário

A Câmara dos Deputados da Suíça aprovou a lei para permitir a quebra do sigilo bancário de contas no banco UBS, a pedido do Departamento da Justiça dos EUA, numa investigação sobre fraudes fiscais.

A proposta ainda pode ser submetida a um referendo, como é da tradição legislativa suíça.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

EUA quebram sigilo bancário da Suíça

A crise financeira global derruba mais um tabu do capitalismo mundial. Sob pressão dos Estados Unidos, a União de Bancos Suíços (UBS), o maior banco da Suíça, aceitou quebrar o sigilo bancário de cerca de 250 americanos suspeitos de sonegar impostos e em pagar US$ 780 milhões de multa.

O governo suíço afirma que o sigilo bancário, em vigor desde 1934, será mantido. Mas a União Européia já está exigindo o mesmo tratamento dado aos EUA. E o Departamento da Justiça americano pediu a quebra do sigilo de mais 52 mil clientes do UBS.

Há dois dias, o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, recomendou aos países-membros da organização que "dinamitem os paraísos fiscais". Parece que a operação começou.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Suíça ajuda seus maiores bancos

O governo da Suíça anunciou hoje um investimento de 6 milhões de francos suíços, cerca de US$ 5,2 bilhões, em troca de 9,3% de participação acionária na União de Bancos Suíços (UBS). Também vai ajudar o banco Credit Suisse. São os dois maiores bancos do país.

"A confiança no banco UBS estava seriamente abalada" pela crise de crédito hipotecário iniciada nos Estados Unidos, justificou o presidente da Comissão Bancária da Suíça, Eugen Haltiner.

No último trimestre, os clientes sacaram US$ 72,8 bilhões da UBS, que negociou com o Banco Central da Suíça para retirar de seu balanço US$ 60 bilhões em títulos incobráveis.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Crise atinge maior banco da Suíça

O banco suíço UBS admitiu perdas de US$ 3,4 bilhões nas suas carteiras de renda fixa e deve anunciar um prejuízo de US$ 682 milhões no terceiro trimestre do ano. Seus acionistas já teriam sido avisados dos problemas com renda fixa em decorrência da crise iniciada do mercado de crédito imobiliário para clientes de segunda linha nos Estados Unidos.

Como até a Suíça, geralmente considerada um paraíso financeiro por sua segurança, foi atingida, a crise é uma amostra de que a globalização financeira rompe mesmo as fortalezas mais fechadas. A notícia deve abalar os mercados financeiros.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Justiça Federal denuncia fraude em bolsa nos EUA

Treze pessoas foram denunciadas pela Justiça Federal dos Estados Unidos por ligações com duas operações fraudulentas no mercado financeiro feitas a partir de informação privilegiada.

Entre os réus, há uma advogada do banco de investimentos Morgan Stanley e seu marido, um gerente de relacionamento com clientes institucionais do setor de pesquisa sobre ações do banco UBS, representantes dos bancos Bear Sterns e Bank of America, e de corretores de fundos de hedge.

As acusações são conspiração, fraude no mercado de ações, suborno e fazer declarações falsas.

"O que é mais alarmante não é a dimensão do esquema - quatorze acusados, cinco anos de transações ilegais, centenas de dicas e mais de US$ 15 milhões em ganhos ilícitos - mas, tristemente, quem está no centro", desabafou a diretora da Divisão de Investigações da SEC (Securities and Exchange Commission), a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, Linda Chatman Thomsen. "Esta conduta ilícita não aconteceu em salas escuras mas em algumas das maiores firmas de Wall Street".

Desde 2001, Mitchel Guttenberg, diretor do UBS, passou informações a pelo menos dois corretores sobre ações que teriam recomendação de alta no próximo relatório do banco. Em troca, recebeu uma comissão sobre o lucro ilícito.

No outro caso, Randi Collotta, uma advogada de 30 anos do banco Morgan Stanley e seu marido, Christopher Collotta, de 34 anos, de passarem informações sobre grandes aquisições feitas por empresas para um corretor da Flórida em troca de parte dos ganhos ilícitos.

"É um dos maiores processos da CVM contra profissionais de Wall Street desde Ivan Boesky e Dennis Levine", declarou Scott Friestad, diretor adjunto da Divisão de Investigações, lembrando grandes especulados dos escândalos financeiros dos anos 80.

Oito dos treze acusados estão presos e o nono deve ter sido detido na quinta-feira.