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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Economistas dos EUA dividem Nobel por pesquisas sobre bancos e crises financeiras

 O ex-presidente do banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, hoje na Brookings Institution, e os professores Douglas Diamond, da Universidade de Chicago, e Philip Dybvig, da Universidade Washington em Saint Louis, ganharam hoje o Prêmio Nobel de Economia de 2022 por pesquisas sobre bancos, corridas bancárias e crises financeiras, anunciou a Academia Real de Ciências da Suécia.
Eles criaram as bases para entender “por que os bancos são necessários, por que são vulneráveis e o que fazer a respeito”, integrante do comitê do Nobel de Economia. “As ações tomadas por bancos centrais e reguladores financeiros ao redor do mundo para entrar crises recentes como a Grande Recessão (2007-9) e o impacto da pandemia foram em grande parte motivadas pelas pesquisas dos laureados.”

Os três dividem o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (US$ 881 mil ou R$ 4,57 milhões).

Bernanke, um estudioso da Grande Depressão (1929-39), presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed) de 2006 a 2014, enfrentou a recessão global deflagrada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers.

Diamond e Dybvig criaram um modelo para explicar a dinâmica das corridas bancárias, quando os correntistas correm para tirar o dinheiro por medo da falência do banco e aí eles quebram mesmo, podendo levar a um colapso financeiro.

Os três laureados começaram as pesquisas nos anos 1980 em busca dos fatores que tornam  os bancos vulneráveis, como as falências bancárias agravam e prolongam as crises financeiras e como fortalecer o sistema para evitar estes riscos.

Com os bancos centrais aumentando os juros para combater a inflação, os mercados financeiros estão abalados, com bolsas de valores em queda e estresse nos bancos.

O Comitê do Nobel citou pesquisas antigas, como um ensaio de Bernanke de 1983 em que ele argumenta que as falências bancárias tendem a espalhar as crises financeiras, em vez de serem simplesmente um produto dessas crises.

Em 2008, ele e a equipe enfrentaram a pior crise desde a Grande Depressão. Foi a “aplicação na prática” de anos de trabalho teórico para evitar um colapso ainda maior, disse Bernanke numa conferência na Brookings Institution uma semana atrás. “Acredito firmemente que, se isso tivesse acontecido, derrubaria o resto da economia.”

Quando o mercado imobiliário começou a desabar, mutuários em dificuldades pararam de pagar as prestações da casa própria. Os bancos e outras instituições financeiras ficaram com pilhas de dívidas incobráveis em seus balanços. Isso levou a uma paralisia do mercado financeiro  porque as instituições não sabiam como estavam os balanços das outras e pararam de  emprestar umas às outras.

Os governos precisaram intervir, oferecendo garantias de crédito, para restaurar a confiabilidade do sistema financeiro e o dinheiro, o sangue da economia, voltar a circular. 

A Grande Recessão foi um exemplo do impacto da falência de bancos sobre a economia real. O Fed e o Tesouro dos EUA deixaram o banco Lehman Brothers falir, em 15 de setembro de 2008.

No dia seguinte, o American International Group (AIG), na época a maior seguradora do mundo, revelou dívidas de US$ 180 bilhões. Era grande demais para falir. Tinha em sua carteira desde dívidas de empresas imobiliárias e bancos a seguros pessoais e de automóveis.

“Não sabíamos na época, mas há 15 anos boa parte do mundo estava à beira de uma crise econômica devastadora. A maioria de nós estava despreparada, mas alguns economistas estavam preparados e preocupados”, declarou o secretário-geral da Academia da Suécia, Hans Ellegren.

“Eles haviam estudado a teoria das corridas bancárias, acreditavam no seu trabalho e suspeitavam que a possibilidade de corridas bancárias estava sendo considerada irrelevante”, acrescentou. A realidade comprovou a teoria de que bancos só estão seguros quando bem regulamentados.

O antecessor de Bernanke no Fed, Alan Greenspan, era um ícone do neoliberalismo, visto como um oráculo pelos mercados. Admitiu que “não esperava que os bancos dessem um tiro no pé.” Confiava na autorregulamentação das empresas financeiras.

Bernanke ajudou a montar o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP, em inglês), de US$ 750 bilhões. A maior parte foi paga à medida que os bancos, financeiras e seguradoras se recuperaram.

Num ensaio de 1983, Diamond e Dybvig mostraram os riscos que os bancos correm quando captam dinheiro que pode ser sacado a qualquer momento pelos correntistas e fazem empréstimos de longo prazo.

Uma forma de evitar falências bancárias é dar garantias de que o dinheiro depositado será devolvido mesmo que a instituição financeira quebre. Desta maneira, os clientes não correm para sacar o dinheiro em momentos de pânico.

“Mesmo que estes resgates tenham problemas, pode ser bons para a sociedade”, afirmou Diamond em entrevista após o anúncio do prêmio.

Também é importante para os bancos monitorar quem toma empréstimos. Emprestando para quem tem condições de pagar, conseguem reduzir a inadimplência e baixar os juros, beneficiando a sociedade.

É preciso estar preparado para surpresas, advertiu Bernanke ao aconselhar jovens economistas: “Uma das lições da minha vida é que a gente nunca sabe o que pode acontecer.”

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Bolsa de Nova York cai mais 2,91% no pior dezembro desde a crise de 2008

O Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu mais de 653 pontos hoje depois de uma tentativa desastrada do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, de acalmar o mercado pedindo a seis grandes bancos que ampliem as linhas de crédito para empresas e pessoas. Foi a pior véspera de Natal da história em Wall Street.

Ao atacar mais uma vez o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, dizendo que "o Fed é o único problema da nossa economia", o presidente Donald Trump agravou ainda mais hoje a situação pela qual é o principal responsável, com a guerra comercial contra a China e o aumento do déficit público federal para US$ 890 bilhões por causa de seus cortes de impostos.

Na Bolsa Mercantil de Nova York, o preço do petróleo tipo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, caiu 6,38% para US$ 42,68 por barril, a menor cotação em um ano e meio, por causa de expectativa de enfraquecimento da economia.

A iniciativa do secretário do Tesouro passou uma mensagem aos investidores de que o governo está preocupado. Eles sempre desconfiam que o governo tenha mais informações não repassadas ao público e que a situação real seja pior.

Antes disso, Trump consultou assessores para saber se poderia demitir o presidente do Fed, Jay Powell, que ele próprio indicou. No Twitter, o presidente acusou o banco central de "não sentir o mercado", "não entender as guerras comerciais necessárias ou mesmo o fechamento do governo pelos democratas por causa da fronteira. O Fed é como um golfista poderoso que não consegue marcar pontos porque não tem sutileza. Não consegue dar uma tacada suave."

Desde sábado, as atividades não essenciais do governo federal dos EUA estão paralisadas porque a oposição democrata se recusa a dar US$ 5 bilhões para a construção de um muro na fronteira com o México, uma promessa eleitoral de Trump. Durante a campanha, ele afirmou que o México iria pagar pelo muro.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Bolsa de Nova York sofre maior queda em pontos num dia

Na pior queda em pontos num dia, o Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações da Bolsa de Nova York, chegou a registrar baixa do mais de 1.500 pontos e terminou o dia com perdas de 1.175 pontos (4,6%). O índice amplo Standard & Poor's 500 caiu 4,1% e a bolsa Nasdaq, da empresas de alta tecnologia, recuou 3,8%.

Percentualmente, foi a maior queda do Dow Jones desde 8 de agosto de 2011 (5,6%), durante a crise da Zona do Euro, por medo de contágio da Espanha e da Itália. Também foi menos do que em 29 de setembro de 2008 (7%), no auge da crise deflagrada pela falência do bando de investimentos Lehman Brothers duas semanas antes.

O recorde negativo foi uma queda de 22,61% na Segunda-Feira Negra, 19 de outubro de 1987. No colapso da Bolsa de Nova York que deu início à Grande Depressão (1929-39), as perdas foram de 11% em 24 de outubro de 1929, 12,82% no dia 28 e 11,73% no dia 29 do mesmo mês.

Ao redor do mundo, as bolsas praticamente zeraram os ganhos deste ano. O Índice Dow Jones está em queda de 1,5% no ano e 8,5% abaixo do recorde de 26 de janeiro, perto dos 10%, que caracterizam o que os economistas chamam de uma "correção" nos preços das ações.

"É a primeira vez em algum tempo em que eu diria que o sentimento é de pânico para vender", comentou Tim Anderson, diretor-executivo da corretora TJM Investments, citado pelo jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York. As ações dos setores bancário, de energia e de alta tecnologia tiveram grandes perdas.

O índice dos grandes bancos perdeu 4,9% e o S&P 500 do setor de energia, 4,4%. O petróleo do tipo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, caiu 2% para US$ 64,15 por barril de 159 litros.

As dez maiores baixas foram da Chevron (-13,65%), DowDuPont (-10,27%), Exxon Mobil (-9,76%), Pfizer (-9,57%), UnitedHealth (-9,43%), Home Depot (-9,6%), Johnson & Johnson (-8,97%), 3M (-8,92%), Intel (-9,53%) e Caterpillar (-8,04%).

Outros analistas atribuíram a forte baixa à negociação feita por algoritmos: "O interessante na ação de hoje foi causado provavelmente por modelos de computador que precisam equilibrar os riscos, observou Youssef Abbasi, estrategista do mercado global da corretora Jones Trading.

Quando o índice S&P 500 caiu abaixo dos 2.700 pontos, a venda se acelerou, notou Abbasi: "Aquilo inerentemente deu o tom de vender. Voltar a ficar em zero no ano criou um ponto de inflexão." Em determinado momento, o Dow Jones perdeu 800 pontos em 10 minutos, acumulando uma queda de quase 1.600 pontos no dia.

O entusiasmo por ações levou os investidores a investir US$ 102 bilhões em fundos de investimentos. Desde que o relatório de emprego de janeiro, divulgado na sexta-feira, revelou um ritmo forte de contratações e uma alta média dos salários em 2,9% em um ano, há uma expectativa de alta da inflação e aumentos nas taxas básicas de juros pelo Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA.

A reforma fiscal do governo Donald Trump também pesou negativamente. Com a expectativa de alta de US$ 1,5 trilhão na dívida pública dos EUA em dez anos, os juros dos títulos da dívida pública do Tesouro americano subiram e passaram a concorrer com o investimento em ações. Os juros estão no nível mais alto em quatro anos.

Sempre pronto a assumir a responsabilidade por qualquer sucesso, Trump não se manifestou sobre a forte queda no valor das empresas com ações negociadas em bolsa. O porta-voz Raj Shah, citado pelo jornal inglês Financial Times, declarou que "os mercados flutuam em curto prazo, penso que todos sabemos disso. Mas os fundamentos desta economia são muito fortes."

Apesar do caos dos últimos dias, alguns economistas entendem que "este é um recuo saudável", como Jason Draho, chefe de alocação tática de ativos na América do setor de gerenciamento de fortunas do banco suíço UBS. Seria uma pausa depois de um longo período de alta no mercado. Cria uma oportunidade para comprar ações de empresas promissoras que caíram com a venda generalizada.

Em São Paulo, o índice Bovespa recuou 2,6% e o dólar subiu para R$ 3,25.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Rússia aplica sanções aprovadas pela ONU à Coreia do Norte

O Banco Central da Rússia ordenou os bancos e instituições financeiras do país a suspender todas as operações com a Coreia do Norte, aderindo assim ao regime de sanções imposto pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ao regime comunista de Pionguiangue, noticiou hoje a Rádio Ásia Livre.

Também estão proibidas todas as transações de bônus de propriedade de cidadãos e organizações norte-coreanas sujeitas às sanções impostas ao país. Todas as instituições financeiras russas devem fechar contas ligadas aos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte.

Desde o fim do comunismo e o colapso da União Soviética, o regime norte-coreano faz uma chantagem atômica, ameaçando com ataques nucleares para barganhar ajuda em energia e alimentos para sua economia falida.

quinta-feira, 10 de março de 2016

BCE anuncia novos estímulos na Zona do Euro

Para combater a deflação e a estagnação nos 19 países da União Europeia que usam o euro como moeda, o Banco Central Europeu (BCE) reduziu a zero hoje sua taxa básica de juros e aumentou para 80 bilhões por mês a compra de títulos no mercado financeiro para colocar mais dinheiro em circulação.

A taxa de depósito, que os bancos pagam para guardar suas reservas no BCE, passou da 0,3% para 0,4% ao ano. Normalmente, os bancos centrais pagam por isso. No momento, o BCE adota uma taxa de depósito negativa, que foi de -0,3% para -0,4%.

Assim, os bancos pagam para depositar o dinheiro no banco central. O objetivo é que ofereçam mais crédito no mercado. A taxa básica estava em 0,05%, praticamente zerada.

Depois de cair para US$ 1,08, o euro se recuperou, quando o presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, declarou os juros ficarão baixos por longo prazo e podem cair ainda mais. Fechou acima de US$ 1,12, a maior cotação em três semanas. A Bolsa de Frankfurt chegou a subir 3%. Fechou em alta de 2,3%. A Bolsa de Paris avançou 2,57%.

Sob pressão da disciplina fiscal imposta pela Alemanha, o BCE foi o último dos grandes bancos centrais do mundo a comprar papéis no mercado financeiro para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação. É um incentivo monetário possível quando as taxas de juros estão perto de zero.

O produto interno bruto da Zona do Euro ainda não superou o nível anterior à Grande Depressão de 2008-9. Seu baixo crescimento é atribuído aos juros baixíssimos e à queda nos preços do petróleo, já que seus países são importadores.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Estado Islâmico ganha US$ 50 milhões por mês com petróleo

Apesar das intervenções militares dos Estados Unidos e da Rússia, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante está faturando US$ 50 milhões por mês com a venda de petróleo bruto dos campos das regiões que ocupa no Iraque e na Síria, admitiram funcionários americanos e iraquianos citados anonimamente pela agência Reuters.

A milícia usa o dinheiro para financiar a guerra, reconstruir a infraestrutura, comprar equipamentos e contratar especialistas capazes de manter o setor de energia funcionando. Está sendo muito mais difícil sufocar o grupo financeiramente como foi feito com a rede terrorista Al Caeda depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Os EUA pressionam os países vizinhos, principalmente a Turquia, para combater a venda de petróleo e o fluxo de equipamentos de extração, refino e transporte nas terras do califado.

Por causa da natureza clandestina do negócio, o Estado Islâmico vende petróleo por preços que variam de US$ 10 a US$ 35 por barril, afirmam agentes secretos iraquianos. O preço na Bolsa Mercantil de Nova York está no momento em US$ 44,60.

Além da renda do petróleo, o grupo roubou uma grande quantidade de dinheiro ao tomar bancos, prédios públicos e bases militares nos territórios ocupados. Também vende no mercado parte dos tesouros históricos e culturais.

domingo, 23 de agosto de 2015

Banco central da China vai aumentar liquidez do sistema financeiro

O Banco Popular da China (BPC) vai "inundar o sistema bancário do país com liquidez para incentivar a concessão de empréstimos", noticiou hoje o jornal americano The Wall Street Journal, observando que a desvalorização da moeda chinesa, o iuane, poderia levar a uma fuga de capital do país.

A decisão de reduzir o percentual do depósito compulsório que os bancos precisam manter no banco central como reserva indica que a desvalorização das últimas duas semanas não foi suficiente para acelerar a atividade econômica.

Ainda em agosto de 2015, ou talvez no início de setembro, o BPC deve reduzir a exigência de reservas em meio ponto percentual, liberando 678 bilhões de iuanes (US$ 106,2 bilhões ou R$ 371,7 bilhões) para empréstimos pelos bancos.

sábado, 18 de julho de 2015

Bancos de Grécia reabrem na segunda-feira com restrições

A Grécia vai autorizar a reabertura em 20 de julho de 2015 dos bancos, fechados desde 29 de junho, mas vão continuar proibidas as remessas de dinheiro para o exterior. A abertura de novas contas será restrita e os saques serão limitados a 420 euros por semana, informou a agência Reuters.

Hoje o governo grego deu posse a novos ministros, depois de sofrer demissões e defecções de deputados e ministros do partido Syriza (Coligação de Esquerda Radical) descontentes com o acordo fechado no domingo passado com os credores internacionais.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras começa a negociar na próxima semana os termos de terceiro programa de resgate da dívida pública do país, de 86 bilhões de euros. Ontem, por 119 a 40, a Câmara Federal da Alemanha aprovou o novo plano de ajuda à Grécia.

A reabertura dos bancos só será possível porque o Banco Central Europeu ampliou há dois dias uma linha de crédito de emergência para garantir a liquidez e evitar o colapso do sistema financeiro grego.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Bancos da Grécia não abrem antes de segunda-feira

As agências bancárias da Grécia, fechadas há dez dias para evitar um colapso do sistema financeiro, não vão abrir até segunda-feira. Os saques em caixas automáticos estão limitados a 60 euros por conta bancária por dia. Os aposentados podem sacar até 120 euros.

O governo do primeiro-ministro esquerdista Alexis Tsipras apresentou hoje um novo pedido de ajuda de três anos aos sócios da Zona do Euro. Em troca, prometeu iniciar reformas estruturais na próxima semana. Os detalhes devem ser revelados amanhã. Um acordo precisa ser fechado até domingo.

Em discurso no Parlamento Europeu, o líder esquerdista grego reafirmou que o programa de austeridade fiscal imposto pela chamada troika, o Grupo do Euro, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE), em troca de 240 bilhões de euros em empréstimos de emergência. Ele foi eleito em janeiro de 2015 prometendo acabar com esse ajuste fiscal rigoroso.

Se não houver um acordo até domingo, o BCE pode não manter a linha de crédito de emergência para garantir a liquidez dos bancos da Grécia, que entrariam em colapso.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Bancos gregos não abrem antes de quinta-feira

Os bancos da Grécia, fechados desde 26 de junho de 2015, não vão abrir amanhã e depois de amanhã, anunciou hoje a federação nacional dos bancos. Na melhor das hipóteses, voltam a atender ao público na quinta-feira, 9 de julho. Os saques em caixas automáticos continuam limitados a 60 euros por dia.

As agências bancárias têm aberto excepcionalmente para atender aos aposentados e pensionistas que não têm cartão para fazer saques, mas suas retiradas estão limitadas a 120 euros por semana. O feriado bancário se prolonga.

Desde o rompimento das negociações entre o governo radical de esquerda da Grécia e seus sócios na Zona do Euro, os bancos gregos recebem euros do Banco Central Europeu através de uma linha de crédito chamada de ajuda emergencial da liquidez. Essa ajuda foi congelada.

O BCE depende do aval dos líderes. Se o apoio das instituições europeias for retirado, o sistema financeiro grego entra em colapso.

domingo, 28 de junho de 2015

Bancos da Grécia não abrem durante uma semana

A Grécia decretou feriado bancário nesta segunda-feira para prevenir o colapso do sistema financeiro do país depois que o Banco Central Europeu (BCE) limitou a quantidade de dinheiro que vai liberar para os bancos gregos suportarem a crise.

Os bancos ficam fechados até 6 de julho. Durante este período, os saques estarão limitados a 60 euros por dia por correntista. A Bolsa de Valores de Atenas também não vai funcionar.

Ao anunciar a imposição de controle de capitais, o primeiro-ministro Alexis Tsipras culpou a União Europeia e afirmou que "querem dobrar a vontade do povo grego. Não vão conseguir."

Como não houve acordo entre o governo radical de esquerda da Grécia e os demais países da Zona do Euro, o BCE parou de garantir a liquidez dos bancos, que enfrentam uma corrida de depositantes interessados em sacar seus euros com medo de que o país deixe a união monetária europeia.

Na sexta-feira, 500 dos 7 mil caixas automáticos da Grécia estavam sem dinheiro depois de retiradas de bilhões de euros. À noite, o primeiro-ministro anunciou a convocação de um referendo para aprovar o acordo com os credores internacionais. O governo vai defender o voto não.

A Grécia precisa da libertação de uma parcela de 7,2 bilhões de euros de um total de 240 bilhões de euros que tomou emprestado desde 2009 para conseguir pagar no dia 30, terça-feira, uma dívida de 1,6 bilhão de euros com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas o governo radical de esquerda eleito em janeiro prometendo acabar com rigoroso o programa de ajuste fiscal imposto pela UE, o FMI e o BCE rejeitou a proposta dos credores alegando não poder impor mais sacrifícios ao povo grego.

Em telefonema à chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu medidas para garantir que a Grécia não vai abandonar o euro.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Candidato socialista à Casa Branca quer dividir grandes bancos

O senador Bernie Sanders, único desafiante até agora da candidadura da ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton à Presidência dos Estados Unidos pela Partido Democrata, anunciou ontem a intenção de dividir as grandes empresas do setor financeiro. 

Socialista assumido, Sanders está nitidamente à esquerda de Hillary, que por sua vez está à direita do presidente Barack Obama. A a ala esquerdista do partido apostava na candidatura da senadora e ex-professora da Universidade de Harvard Elizabeth Warren para empurrar Hillary mais para a esquerda.

Pela proposta de Sanders, o Conselho de Supervisão da Estabilidade Financeira deve fazer uma lista do bancos e das instituições "grandes demais para falir", que contam com o apoio do governo nos momentos de crise.

"Se uma instituição é grande demais para falir, é grande demais para existir", declarou o candidato socialista à Casa Branca.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Grécia enfrenta corrida bancária e descontentamento com governo

Cerca de 58% dos gregos acreditam que a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) não está cumprindo suas promessas de campanha e 50,5% não estão satisfeitos com as negociações da Grécia com a União Europeia, enquanto os bancos enfrentam uma corrida bancária, com saques de centenas de milhões de euros ontem, noticiou hoje o sítio de notícias Greek Reporter.

As ações dos bancos caíram 8% na Bolsa de Valores de Atenas ontem, quando foram sacados entre 350 a 400 milhões de euros depois que o presidente do Grupo do Euro admitiu a possibilidade de impor controles de capitais à Grécia.

O governo grego aprovou ontem uma lei para dar ajuda humanitária aos mais necessitados, inclusive um auxílio habitacional de 30 mil euros por ano e ajuda alimentar. Seus parceiros da Zona do Euro, especialmente a Alemanha, perguntam de onde vai sair o dinheiro.

A Grécia voltou a crescer no ano passado (0,8%) depois de seis anos de depressão em que sua economia encolheu 25%, sob pressão de medidas de austeridade para equilibrar as contas públicas em troca de empréstimos de 240 bilhões de euros aprovados pela UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE).

Com a gravidade da crise, os partidos tradicionais foram varridos numa eleição em 25 de janeiro de 2015 e a esquerda radical chegou ao poder. Embora tenha recuado de suas propostas iniciais de renegociação da dívida pública grega, o governo insiste em medidas compensatórias para ajudar os mais prejudicados pelo ajuste fiscal.

O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras precisa apresentar ao Grupo do Euro uma lista completa de reformar para ajustar a receita e as despesas públicas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Duzentos bancos da Rússia podem quebrar em 2015

Cerca de 20% dos bancos da Rússia correm o risco de entrar em colapso em 2015, adverte hoje o jornal econômico russo Vedomosti, citando como fonte o Centro de Análise Macroeconômica e Previsões de Curto Prazo, um centro de pesquisas.

O temor é que até 200 possam falir sob o peso de dívidas incobráveis e da desvalorização do rublo por causa de queda de mais de 50% nos preços do petróleo e das sanções internacionais impostas em protesto contra a intervenção militar russa na ex-república soviética da Ucrânia.

Ontem, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito da dívida pública da Rússia para a categoria de lixo, retirando-lhe o grau de investimento, condição necessária para que fundos de pensão possam os bônus emitidos pelo país.

domingo, 30 de novembro de 2014

Suíços votam não em três referendos

Os eleitores da Suíça rejeitaram três propostas submetidas a referendo neste domingo, 30 de novembro de 2014. Por 74%, foram contra limitar o número de imigrantes a 0,2% da população do país.

Em outra consulta popular, 77% descartaram um plano para manter 20% das reservas da Suíça em ouro. Isso obrigaria o banco central do país a comprar grandes quantidades de ouro, elevando o preço internacional.

Por 59%, o eleitorado suíço derrotou uma iniciativa para acabar com isenções de impostos para estrangeiros, uma das atrações do centro financeiro do país.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

China corta taxas de juros duas vezes em menos de um mês

Num sinal de que pretende baratear o custo do dinheiro para combater a desaceleração da economia, o banco central da China cortou ontem a taxa de juros de curto prazo que cobra para refinanciar os bancos pela segunda vez em menos de um mês. A inflação de 1,6% ao ano anunciada hoje revela a fraqueza da demanda.

O Banco Popular da China baixou os juros numa operação de rotina do mercado financeiro em 0,1 ponto percentual para 3,4% ao ano. Em 18 de setembro, tinha feito um corte de 0,2 ponto percentual para 3,5%.

"Parece que o governo considera o custo de financiamento da economia muito alto", observou Gu Ying, estrategista de juros no banco J P Morgan Chase.

Os analistas estimam que a redução de juros teria efeito limitado. Seria maior o impacto de um corte na taxa básica de juros ou uma redução da porcentagem de depósitos que os bancos são obrigados a manter como reserva no banco central. Isto liberaria mais dinheiro para financiar a produção e o consumo.

terça-feira, 29 de julho de 2014

EUA e UE reforçam sanções contra a Rússia

Diante da recusa do presidente Vladimir Putin de controlar os rebeldes russos da Ucrânia e permitir uma investigação sobre a queda do Boeing 777 da Malaysia Airlines, os Estados Unidos e a União Europeia adotaram hoje sanções muito mais duras contra a Rússia.

Os setores mais atingidos são de finanças, defesa, petróleo e gás. A dúvida é se as sanções serão capazes de mudar a posição do homem-forte do Kremlin ou torná-lo mais fechado ao diálogo, observa o jornal The Wall St. Journal.

Ao fazer o anúncio na Casa Branca, o presidente Barack Obama negou que se trata de uma nova guerra fria: "É uma questão específica relacionada à falta de vontade da Rússia de reconhecer que a Ucrânia pode traçar seu próprio caminho."

O Departamento do Tesourou incluiu mais três bancos estatais russos na lista de instituições financeiras que terão acesso limitado aos mercados de capitais em dólar: Hit VTB, Banco de Moscou e Banco Agrícola da Rússia. Assim, cinco dos seis grandes bancos russos estão submetidos a sanções dos EUA.

A indústria bélica United Shipbuilding Corporation teve os ativos bloqueados e foi proibida a exportação de "equipamento para a prospecção e a exploração de petróleo".

Horas antes, a UE anunciara sanções aos setores de defesa, petróleo e alta tecnologia. Os europeus vinham relutando por causa do impacto sobre a economia do continente, que ainda não se recuperou plenamente da crise. Agora, 23 empresas e 95 indivíduos são alvos das sanções europeias.

A Rússia fornece um terço do gás consumido pela UE. O Reino Unido temia perder o capital russo que se abriga no centro financeiro de Londres. E a França, que vendeu dois porta-helicópteros à Rússia, nas palavras do presidente François Hollande, vai "entregar o primeiro e aguardar o comportamento da Rússia".

O governo russo reagiu limitando as exportações de frutas e outros produtos para a UE.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Governo Obama muda política para maconha

Embora a maconha ainda seja proibida pela lei federal dos Estados Unidos, os departamentos do Tesouro e da Justiça devem regulamentar o acesso a serviços financeiros das empresas criadas para comercializar a droga nos dois estados onde o uso recreativo foi aprovado em plebiscito, numa grande mudança da política antidrogas do governo Barack Obama.

Até agora, bancos e financeiras temiam ser enquadrados por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Com o sucesso das vendas, as lojas já ganharam muito dinheiro e podem ser alvo de roubos.

"Não queremos grandes quantidade de dinheiro nesses lugares", justificou o secretário da Justiça, Eric Holder, em declaração na Universidade da Virgínia reproduzida no jornal digital The Huffington Post. "Eles querem usar o sistema bancário. Então, vamos criar uma nova regulamentação em breve para lidar com isso."

Além dos dois estados que aprovaram o uso recreativo, 21 estados americanos permitem o uso da droga por razões medicinais.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Senadora quer encolher bancos dos EUA

Em discurso para marcar os cinco anos do colapso do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, que agravou a crise financeira internacional, a senadora Elizabeth Warren renovou seu apelo para recriar a Lei Glass-Steagal e limitar o tamanho dos bancos dos Estados Unidos, cujos depósitos são garantidos pelo governo federal.

A senadora democrata pelo estado de Massachusetts alertou que os quatro maiores bancos dos EUA cresceram 30% desde o colapso financeiro, aumentando o risco de se tornarem "grandes demais para falir" sem causar grandes danos ao sistema e à economia como um todo.

"É hora de desmontar os mastodontes", advertiu Elizabeth Warren. "Os grandes bancos continuarão sendo grandes, mas não grandes demais para falir ou, pela mesma razão, grandes demais para gerenciar, grandes demais para serem regulamentados, grandes demais para serem processados e para irem para a cadeia".

A Lei Glass-Steagal foi aprovada em 1933, durante a Grande Depressão (1929-39), para separar as atividades de bancos comerciais de bancos de investimentos, e revogada em 1999, numa desregulamentação que contribuiu para a Grande Recessão de 2008-9.

Por esse motivo, a senadora faz campanha contra a indicação do então secretário do Tesouro, Larry Summers, para próximo presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Lucro dos bancos bate recorde nos EUA

Com aumentos de tarifas e perdas menores com empréstimos a maus pagadores, a renda líquida dos bancos dos Estados Unidos chegou no primeiro trimestre de 2013 ao recorde trimestral de US$ 40,3 bilhões, anunciou há pouco a Corporação Federal de Garantia de Depósitos (FDIC). São 15,8% a mais do que os US$ 34,8 bilhões do primeiro trimestre do ano passado.

Cinco anos depois do auge da pior crise financeira desde a Grande Depressão (1929-39), a análise do setor revela desempenhos muito diferentes.

Só cerca de metade dos bancos americanos aumentou o lucro nos 12 meses até 31 de março de 2013. É a menor proporção desde 2009, que refletia o impacto do primeiro ano da Grande Recessão.

Depois de vários trimestres de alta, a concessão de novos empréstimos caiu.