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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

China vai parar de financiar estatal de petróleo da Venezuela

A companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA) vai cortar as exportações para a China que estavam sendo usadas para pagar financiamentos anteriores e mandar mais petróleo para os Estados Unidos e a Índia, que pagam a vista, noticiou a Argus Media, empresa especializada em informações do setor de energia. Com o calote, a PdVSA deve parar de receber dinheiro chinês para aumentar a produção.

Redirecionar as exportações de petróleo para quem paga a vista é uma solução emergencial de curto prazo para ganhar dinheiro para pagar dívidas, acordos de arbitragem e indenizações judiciais a empresas estrangeiras que tiveram seus negócios na Venezuela estatizados no governo Hugo Chávez (1999-2013).

Até 30 de outubro, a PdVSA tem de pagar US$ 500 milhões de um acordo feito com a ConocoPhillips. Se não cumprir o acordo de arbitragem, corre o risco de ter bens e ativos na região do Mar do Caribe arrestados.

O governo Nicolás Maduro e a PdVSA já deram calotes no valor de US$ 6,4 bilhões em pagamentos devidos no exterior.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Estado Islâmico ganha US$ 50 milhões por mês com petróleo

Apesar das intervenções militares dos Estados Unidos e da Rússia, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante está faturando US$ 50 milhões por mês com a venda de petróleo bruto dos campos das regiões que ocupa no Iraque e na Síria, admitiram funcionários americanos e iraquianos citados anonimamente pela agência Reuters.

A milícia usa o dinheiro para financiar a guerra, reconstruir a infraestrutura, comprar equipamentos e contratar especialistas capazes de manter o setor de energia funcionando. Está sendo muito mais difícil sufocar o grupo financeiramente como foi feito com a rede terrorista Al Caeda depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Os EUA pressionam os países vizinhos, principalmente a Turquia, para combater a venda de petróleo e o fluxo de equipamentos de extração, refino e transporte nas terras do califado.

Por causa da natureza clandestina do negócio, o Estado Islâmico vende petróleo por preços que variam de US$ 10 a US$ 35 por barril, afirmam agentes secretos iraquianos. O preço na Bolsa Mercantil de Nova York está no momento em US$ 44,60.

Além da renda do petróleo, o grupo roubou uma grande quantidade de dinheiro ao tomar bancos, prédios públicos e bases militares nos territórios ocupados. Também vende no mercado parte dos tesouros históricos e culturais.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Hillary Clinton propõe plano de US$ 350 bilhões para ensino superior

A ex-secretária de Estado e ex-primeira dama dos Estados Unidos Hillary Clinton, principal aspirante à candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 2016, apresentou ontem um plano de dez anos e US$ 350 bilhões para ajudar os estudantes a pagar a universidade e reduzir os juros do crédito educativo.

"Nenhuma família e nenhum estudante deve ter de tomar empréstimo para pagar a universidade", declarou Hillary ao anunciar o plano durante um evento da campanha eleitoral em Novo Hampshire, citado pelo sítio de notícias Politico.

O plano aproveita ideias de esquerda e de direita, a partir de um programa iniciado no governo de seu marido, Bill Clinton (1993-2001) e de propostas do governo Barack Obama em discussão no Congresso.

Como o dinheiro, equivalente a R$ 1,2 trilhão pelo câmbio de ontem, viria da redução de isenções de impostos para os ricos, é improvável que a proposta tenha qualquer apoio do Partido Republicano.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

EUA intimam Petrobrás a apresentar documentos sobre escândalo

CAMBRIDGE-MA, EUA - A Comissão de Valores Mobiliários (SEC, do inglês) dos Estados Unidos intimou a Petrobrás para ter acesso aos documentos relativos ao escândalo de corrupção envolvendo a maior empresa brasileira, noticia hoje o jornal inglês Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa.

A companhia admitiu ter recebido a intimação, sem entrar em detalhes. Limitou-se a dizer que vai "colaborar com as autoridades públicas americanas da mesma forma que está atendendo às autoridades brasileiras".

No início do mês, o FT informara que o Departamento da Justiça dos EUA está investigando a Petrobrás. Como a empresa vende ações na Bolsa de Valores de Nova York, está sujeita à legislação americana.

O jornal cita as acusações de que políticos do Partido dos Trabalhadores e de outros partidos aliados do governo brasileiro receberiam comissões ilegais de 3% de todos os contratos firmados pela empresa estatal brasileira. Registra ainda que o PT nega tudo, assim como a presidente Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da Petrobrás de 2003 a 2010, que promete não obstruir as investigações. Também cita o atraso na divulgação do último balancete trimestral da companhia depois que a empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers se negou a assiná-lo.

Esse atraso pode dificultar o financiamento da Petrobrás no mercado até a solução do problema. De acordo com o banco americano Morgan Stanley, se o balanço não for divulgado até 30 de abril de 2015, os compradores de bônus da empresa podem cobrar US$ 57 bilhões e os bancos credores outros US$ 66 bilhões.

Em outra reportagem, o FT observa que, se as empreiteiras envolvidas forem declaradas inidôneas, obras e projetos no valor de R$ 871 bilhões podem ser paralisados, a não ser que o país contrate empresas estrangeiras. Nota ainda que o Tribunal de Contas da União sugeriu a renegociação dos contratos, mas isso pode não ser suficiente para os investidores estrangeiros.

A infraestrutura deficiente é um dos maiores problemas para o desenvolvimento do Brasil e uma das maiores oportunidades para investidores estrangeiros, comenta um analista internacional.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

China corta taxas de juros duas vezes em menos de um mês

Num sinal de que pretende baratear o custo do dinheiro para combater a desaceleração da economia, o banco central da China cortou ontem a taxa de juros de curto prazo que cobra para refinanciar os bancos pela segunda vez em menos de um mês. A inflação de 1,6% ao ano anunciada hoje revela a fraqueza da demanda.

O Banco Popular da China baixou os juros numa operação de rotina do mercado financeiro em 0,1 ponto percentual para 3,4% ao ano. Em 18 de setembro, tinha feito um corte de 0,2 ponto percentual para 3,5%.

"Parece que o governo considera o custo de financiamento da economia muito alto", observou Gu Ying, estrategista de juros no banco J P Morgan Chase.

Os analistas estimam que a redução de juros teria efeito limitado. Seria maior o impacto de um corte na taxa básica de juros ou uma redução da porcentagem de depósitos que os bancos são obrigados a manter como reserva no banco central. Isto liberaria mais dinheiro para financiar a produção e o consumo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

BCE empresta 489 bilhões de euros a bancos

Mais de 500 bancos europeus aproveitaram a abertura de uma nova linha de crédito do Banco Central da Europa com três anos de prazo para tomar empréstimos no valor de 489 bilhões de euros, cerca de US$ 640 bilhões, superando a expectativa do mercado.

É um sinal de que acreditam que as outras fontes de financiamento serão escassas.