A companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA) vai cortar as exportações para a China que estavam sendo usadas para pagar financiamentos anteriores e mandar mais petróleo para os Estados Unidos e a Índia, que pagam a vista, noticiou a Argus Media, empresa especializada em informações do setor de energia. Com o calote, a PdVSA deve parar de receber dinheiro chinês para aumentar a produção.
Redirecionar as exportações de petróleo para quem paga a vista é uma solução emergencial de curto prazo para ganhar dinheiro para pagar dívidas, acordos de arbitragem e indenizações judiciais a empresas estrangeiras que tiveram seus negócios na Venezuela estatizados no governo Hugo Chávez (1999-2013).
Até 30 de outubro, a PdVSA tem de pagar US$ 500 milhões de um acordo feito com a ConocoPhillips. Se não cumprir o acordo de arbitragem, corre o risco de ter bens e ativos na região do Mar do Caribe arrestados.
O governo Nicolás Maduro e a PdVSA já deram calotes no valor de US$ 6,4 bilhões em pagamentos devidos no exterior.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2018
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Estado Islâmico ganha US$ 50 milhões por mês com petróleo
Apesar das intervenções militares dos Estados Unidos e da Rússia, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante está faturando US$ 50 milhões por mês com a venda de petróleo bruto dos campos das regiões que ocupa no Iraque e na Síria, admitiram funcionários americanos e iraquianos citados anonimamente pela agência Reuters.
A milícia usa o dinheiro para financiar a guerra, reconstruir a infraestrutura, comprar equipamentos e contratar especialistas capazes de manter o setor de energia funcionando. Está sendo muito mais difícil sufocar o grupo financeiramente como foi feito com a rede terrorista Al Caeda depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
Os EUA pressionam os países vizinhos, principalmente a Turquia, para combater a venda de petróleo e o fluxo de equipamentos de extração, refino e transporte nas terras do califado.
Por causa da natureza clandestina do negócio, o Estado Islâmico vende petróleo por preços que variam de US$ 10 a US$ 35 por barril, afirmam agentes secretos iraquianos. O preço na Bolsa Mercantil de Nova York está no momento em US$ 44,60.
Além da renda do petróleo, o grupo roubou uma grande quantidade de dinheiro ao tomar bancos, prédios públicos e bases militares nos territórios ocupados. Também vende no mercado parte dos tesouros históricos e culturais.
A milícia usa o dinheiro para financiar a guerra, reconstruir a infraestrutura, comprar equipamentos e contratar especialistas capazes de manter o setor de energia funcionando. Está sendo muito mais difícil sufocar o grupo financeiramente como foi feito com a rede terrorista Al Caeda depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
Os EUA pressionam os países vizinhos, principalmente a Turquia, para combater a venda de petróleo e o fluxo de equipamentos de extração, refino e transporte nas terras do califado.
Por causa da natureza clandestina do negócio, o Estado Islâmico vende petróleo por preços que variam de US$ 10 a US$ 35 por barril, afirmam agentes secretos iraquianos. O preço na Bolsa Mercantil de Nova York está no momento em US$ 44,60.
Além da renda do petróleo, o grupo roubou uma grande quantidade de dinheiro ao tomar bancos, prédios públicos e bases militares nos territórios ocupados. Também vende no mercado parte dos tesouros históricos e culturais.
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terça-feira, 11 de agosto de 2015
Hillary Clinton propõe plano de US$ 350 bilhões para ensino superior
A ex-secretária de Estado e ex-primeira dama dos Estados Unidos Hillary Clinton, principal aspirante à candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 2016, apresentou ontem um plano de dez anos e US$ 350 bilhões para ajudar os estudantes a pagar a universidade e reduzir os juros do crédito educativo.
"Nenhuma família e nenhum estudante deve ter de tomar empréstimo para pagar a universidade", declarou Hillary ao anunciar o plano durante um evento da campanha eleitoral em Novo Hampshire, citado pelo sítio de notícias Politico.
O plano aproveita ideias de esquerda e de direita, a partir de um programa iniciado no governo de seu marido, Bill Clinton (1993-2001) e de propostas do governo Barack Obama em discussão no Congresso.
Como o dinheiro, equivalente a R$ 1,2 trilhão pelo câmbio de ontem, viria da redução de isenções de impostos para os ricos, é improvável que a proposta tenha qualquer apoio do Partido Republicano.
"Nenhuma família e nenhum estudante deve ter de tomar empréstimo para pagar a universidade", declarou Hillary ao anunciar o plano durante um evento da campanha eleitoral em Novo Hampshire, citado pelo sítio de notícias Politico.
O plano aproveita ideias de esquerda e de direita, a partir de um programa iniciado no governo de seu marido, Bill Clinton (1993-2001) e de propostas do governo Barack Obama em discussão no Congresso.
Como o dinheiro, equivalente a R$ 1,2 trilhão pelo câmbio de ontem, viria da redução de isenções de impostos para os ricos, é improvável que a proposta tenha qualquer apoio do Partido Republicano.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
EUA intimam Petrobrás a apresentar documentos sobre escândalo
CAMBRIDGE-MA, EUA - A Comissão de Valores Mobiliários (SEC, do inglês) dos Estados Unidos intimou a Petrobrás para ter acesso aos documentos relativos ao escândalo de corrupção envolvendo a maior empresa brasileira, noticia hoje o jornal inglês Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa.
A companhia admitiu ter recebido a intimação, sem entrar em detalhes. Limitou-se a dizer que vai "colaborar com as autoridades públicas americanas da mesma forma que está atendendo às autoridades brasileiras".
No início do mês, o FT informara que o Departamento da Justiça dos EUA está investigando a Petrobrás. Como a empresa vende ações na Bolsa de Valores de Nova York, está sujeita à legislação americana.
O jornal cita as acusações de que políticos do Partido dos Trabalhadores e de outros partidos aliados do governo brasileiro receberiam comissões ilegais de 3% de todos os contratos firmados pela empresa estatal brasileira. Registra ainda que o PT nega tudo, assim como a presidente Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da Petrobrás de 2003 a 2010, que promete não obstruir as investigações. Também cita o atraso na divulgação do último balancete trimestral da companhia depois que a empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers se negou a assiná-lo.
Esse atraso pode dificultar o financiamento da Petrobrás no mercado até a solução do problema. De acordo com o banco americano Morgan Stanley, se o balanço não for divulgado até 30 de abril de 2015, os compradores de bônus da empresa podem cobrar US$ 57 bilhões e os bancos credores outros US$ 66 bilhões.
Em outra reportagem, o FT observa que, se as empreiteiras envolvidas forem declaradas inidôneas, obras e projetos no valor de R$ 871 bilhões podem ser paralisados, a não ser que o país contrate empresas estrangeiras. Nota ainda que o Tribunal de Contas da União sugeriu a renegociação dos contratos, mas isso pode não ser suficiente para os investidores estrangeiros.
A infraestrutura deficiente é um dos maiores problemas para o desenvolvimento do Brasil e uma das maiores oportunidades para investidores estrangeiros, comenta um analista internacional.
A companhia admitiu ter recebido a intimação, sem entrar em detalhes. Limitou-se a dizer que vai "colaborar com as autoridades públicas americanas da mesma forma que está atendendo às autoridades brasileiras".
No início do mês, o FT informara que o Departamento da Justiça dos EUA está investigando a Petrobrás. Como a empresa vende ações na Bolsa de Valores de Nova York, está sujeita à legislação americana.
O jornal cita as acusações de que políticos do Partido dos Trabalhadores e de outros partidos aliados do governo brasileiro receberiam comissões ilegais de 3% de todos os contratos firmados pela empresa estatal brasileira. Registra ainda que o PT nega tudo, assim como a presidente Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da Petrobrás de 2003 a 2010, que promete não obstruir as investigações. Também cita o atraso na divulgação do último balancete trimestral da companhia depois que a empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers se negou a assiná-lo.
Esse atraso pode dificultar o financiamento da Petrobrás no mercado até a solução do problema. De acordo com o banco americano Morgan Stanley, se o balanço não for divulgado até 30 de abril de 2015, os compradores de bônus da empresa podem cobrar US$ 57 bilhões e os bancos credores outros US$ 66 bilhões.
Em outra reportagem, o FT observa que, se as empreiteiras envolvidas forem declaradas inidôneas, obras e projetos no valor de R$ 871 bilhões podem ser paralisados, a não ser que o país contrate empresas estrangeiras. Nota ainda que o Tribunal de Contas da União sugeriu a renegociação dos contratos, mas isso pode não ser suficiente para os investidores estrangeiros.
A infraestrutura deficiente é um dos maiores problemas para o desenvolvimento do Brasil e uma das maiores oportunidades para investidores estrangeiros, comenta um analista internacional.
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quarta-feira, 15 de outubro de 2014
China corta taxas de juros duas vezes em menos de um mês
Num sinal de que pretende baratear o custo do dinheiro para combater a desaceleração da economia, o banco central da China cortou ontem a taxa de juros de curto prazo que cobra para refinanciar os bancos pela segunda vez em menos de um mês. A inflação de 1,6% ao ano anunciada hoje revela a fraqueza da demanda.
O Banco Popular da China baixou os juros numa operação de rotina do mercado financeiro em 0,1 ponto percentual para 3,4% ao ano. Em 18 de setembro, tinha feito um corte de 0,2 ponto percentual para 3,5%.
"Parece que o governo considera o custo de financiamento da economia muito alto", observou Gu Ying, estrategista de juros no banco J P Morgan Chase.
Os analistas estimam que a redução de juros teria efeito limitado. Seria maior o impacto de um corte na taxa básica de juros ou uma redução da porcentagem de depósitos que os bancos são obrigados a manter como reserva no banco central. Isto liberaria mais dinheiro para financiar a produção e o consumo.
O Banco Popular da China baixou os juros numa operação de rotina do mercado financeiro em 0,1 ponto percentual para 3,4% ao ano. Em 18 de setembro, tinha feito um corte de 0,2 ponto percentual para 3,5%.
"Parece que o governo considera o custo de financiamento da economia muito alto", observou Gu Ying, estrategista de juros no banco J P Morgan Chase.
Os analistas estimam que a redução de juros teria efeito limitado. Seria maior o impacto de um corte na taxa básica de juros ou uma redução da porcentagem de depósitos que os bancos são obrigados a manter como reserva no banco central. Isto liberaria mais dinheiro para financiar a produção e o consumo.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
BCE empresta 489 bilhões de euros a bancos
Mais de 500 bancos europeus aproveitaram a abertura de uma nova linha de crédito do Banco Central da Europa com três anos de prazo para tomar empréstimos no valor de 489 bilhões de euros, cerca de US$ 640 bilhões, superando a expectativa do mercado.
É um sinal de que acreditam que as outras fontes de financiamento serão escassas.
É um sinal de que acreditam que as outras fontes de financiamento serão escassas.
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