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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Média de mortes no Brasil por covid-19 é a menor em 112

O Brasil registrou mais 9.992 casos novos e 315 mortes pela doença do coronavírus de 2019 nesta segunda-feira. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu para 784. É a menor desde 18 de maio. Com o feriadão do Dia da Independência, milhões de pessoas saíram às ruas ignorando o distanciamento físico.

No mundo inteiro, mais de 27,255 milhões de pessoas pegaram o novo coronavírus,
Baixo Leblon, Rio, no sábado à noite
891.285 morreram e mais de 19,5 milhões sobreviveram à doença, embora muitas ainda apresentem sequelas. Mais de 60 mil, 1% dos doentes em tratamento, estão em estado grave. A mortalidade dos casos encerrados é de 4%.

Os Estados Unidos são o país mais atingido, com 6,3 milhões de casos confirmados e 189.205 mortes. A contaminação está em alta em 22 dos 50 estados americanos. 

As autoridades temem aumento por causa do feriado de hoje, Dia do Trabalho lá. Três semanas atrás, só estava em alta no Havaí, em Illinois e em Dakota do Sul. Neste último, a alta foi de 126% em duas semanas.

A Índia bateu novo recorde, com mais 90.802 casos notificados neste segunda-feira, quando houve 1.016 mortes, elevando o total para 4,28 milhões de casos confirmados e 72.816 mortes.

Na Europa, a França registrou 3,4 mil casos no domingo e o Reino Unido superou a marca de 2 mil casos novos nos últimos dois dias.

Num sinal de recuperação da economia, as exportações da China superaram a expectativa e avançaram 9,5% em agosto em relação a agosto de 2019. O mercado esperava 7,5%. Foi o terceiro mês consecutivo de alta, apontando uma recuperação da segunda maior economia do mundo, onde começou a pandemia

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Crescimento chinês é o menor em quase 30 anos

A economia chinesa, segunda maior do mundo depois dos Estados Unidos, cresceu num ritmo de 6% ao ano no terceiro trimestre de 2019, noticiou hoje o Birô Nacional de Estatísticas. O que seria extraordinário para todos os outros países do mundo, para a China é o menor em quase 30 anos.

Hoje a China cresce no ritmo do final dos anos 1980s, mas a economia é várias vezes maior. Não poderia crescer a taxas acima de 10% por muito tempo.

"De modo geral, a economia nacional manteve a estabilidade nos primeiros três trimestres do ano", declarou o órgão oficial de estatísticas da China. "No entanto, devemos estar atentos. Dadas as condições econômicas graves e complicadas interna e externamente, a desaceleração do crescimento da economia global e o aumento das incertezas e instabilidades externas, a economia está sob pressão crescente para baixo."

A desaceleração na China é anunciada na semana em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu que o crescimento global vai cair para 3% neste ano, o menor índice desde 2009, quando acabou a Grande Recessão nos Estados Unidos e também no Brasil.

A China continuou crescendo naquela crise. Agora, as exportações chinesas caíram 3,2% na comparação anual, num sinal evidente do impacto da guerra comercial do presidente Donald Trump. Com a queda nas importações americanas, os preços ao produtor registraram em setembro baixa de 1,2% ao ano.

Na semana passada, o presidente dos EUA anunciou um acordo preliminar não confirmado integralmente pelos chineses. Os negociadores dos dois países preparam um texto final a ser assinado por Trump e pelo ditador Xi Jinping durante a reunião de cúpula anual do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), em 16 e 17 de novembro, em Santiago, no Chile.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

EUA cresceram em ritmo de apenas 2% ao ano no segundo trimestre

Na segunda estimativa do produto interno bruto do segundo trimestre, o crescimento da economia dos Estados Unidos foi reduzido para um ritmo de 2% ao ano. O maior aumento do consumo interno em quatro anos e meio foi neutralizado pela incerteza com as exportações causada pela guerra comercial com a China. A primeira leitura fora de 2,1% ao ano.

No primeiro trimestre, a taxa de crescimento ficou em 3,1% ao ano. No primeiro semestre, foi de 2,6% ao ano. Os economistas esperavam esta desaceleração do crescimento.

A maior economia do mundo está no 11º ano de crescimento ininterrupto, desde o último trimestre de 2009. A guerra comercial do presidente Donald Trump com a China reduziu o crescimento e pode até provocar uma recessão.

Com a deterioração das relações entre os dois países mais ricos do mundo, as bolsas de valores caíram, assim como os rendimentos de títulos da dívida pública de países soberanos.

Sob pressão de Trump, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, baixou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Não cortava os juros desde 2008, no auge da crise. Trump cobra um corte de 1 ponto.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

EUA voltam a crescer em ritmo forte

Com aumento nas exportações e na formação de estoques, a economia dos Estados Unidos registrou um avanço no ritmo de 3,2% ao ano no primeiro trimestre de 2019, encaminhando-se para completar dez aos de crescimento ininterrupto neste ano. 

Foi a maior expansão no primeiro trimestre em quatro anos, superando as previsões do centro financeiro da Wall Street, de 2,3%, e os 2,2% do trimestre anterior.

A alta nas exportações e a queda nas importações e a reposição de estoques neutralizaram a fraqueza no consumo e no investimento das empresas. As importações caíram na segunda metade do ano passado por causa das tarifas impostas pelo governo Donald Trump na guerra comercial com a China, mas parte do tarifaço foi suspensa por causa das negociações entre os dois países mais ricos do mundo.

O comércio exterior  respondeu por um aumento de 1,03 ponto percentual ao produto interno bruto de janeiro a março de 2019. O consumo pessoal, responsável por dois terços do PIB dos EUA, cresceu apenas 1,2% na comparação anual, depois de registrar 2,5% no último trimestre de 2018. Mas o aumento nos estoques acrescentou 0,67 ponto percentual ao PIB.

Depois de um começo de ano difícil, com o fechamento parcial das atividades do governo federal e a desaceleração da economia internacional, a expectativa de um acordo com a China e o anúncio do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, de que não deve aumentar os juros neste ano a economia americano retomou seu vigor.

"Embora o impulso do comércio exterior e dos gastos dos governos municipais não deve se repetir no segundo trimestre, a mensagem principal é que o consumo pessoal e os investimentos diminuem gradualmente", comentou o economista Brian Coulton, da agência de classificação de risco Fitch.

O investimento das empresas em computação, pesquisa, desenvolvimento de produtos, equipamentos e infraestrutura cresceu num ritmo anual de 2,7%, a metade dos 5,4% do fim do ano passado. E a paralisação parcial do governo federal por causa do desacerto entre a Casa Branca e o Congresso em torno da construção de um muro na fronteira com o México tirou 0,3 ponto percentual do crescimento do PIB.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

EUA e China podem anunciar encontro de cúpula ainda hoje

O presidente Donald Trump recebe hoje à tarde na Casa Branca o vice-primeiro-ministro da China encarregado das negociações econômicas, Liu He, para selar um acordo e pôr fim à guerra comercial entre os dois países mais ricos do mundo. Um encontro de cúpula entre Trump e o ditador Xi Jinping para assinar o acordo pode ser anunciado ainda hoje.

A expectativa é que a China tenha até 2025 para cumprir os compromissos de comprar mais produtos primários dos Estados Unidos e permitir que empresas americanas sejam donas de companhias chinesas, antecipou ontem a agência de notícias Bloomberg.

Ainda há questões em aberto, como o cronograma para eliminação das tarifas de importação retaliatórias impostas pelos dois países no ano passado, afetando exportações de US$ 360 bilhões, os mecanismos de fiscalização do cumprimento do acordo, a proteção à propriedade intelectual e a transferência forçada de tecnologia.

Um jantar de Trump e Xi durante a reunião do Grupo dos Vinte em Buenos Aires, em 30 de novembro, quando o presidente americano suspendeu um novo aumento de tarifas por 90 dias, deu início à fase mais substantiva de negociações. O novo prazo era 1º de março, mas foi prorrogado.

O fracasso do segundo encontro de cúpula de Trump com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, no fim de fevereiro, em Hanói, no Vietnã, assustou os chineses. Eles passaram a temer que o presidente dos EUA emparedasse o líder da China se a reunião de cúpula dos dois países fosse realizada antes do acordo estar fechado.

Agora, a esperança é que Trump e o vice-primeiro-ministro anunciem hoje a conclusão das negociações.

NOTA: Trump reconheceu que houve progresso, mas considerou cedo para marcar a reunião de cúpula.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Exportações da China têm forte queda

A China anunciou hoje a maior queda nas exportações em três anos, mais um sinal da desaceleração da economia mundial e do impacto da guerra comercial deflagrada pelos Estados Unidos, noticiou o jornal inglês Financial Times.

Em fevereiro, as exportações chinesas registraram uma queda de 20,7% na comparação anual, a maior desde fevereiro de 2016. Os economistas ouvidos pela agência Reuters previam baixa de 4,8%. As importações recuaram 5,2%, quando a previsão era de -1,4%.

As exportações haviam crescido em janeiro, mas a maioria dos analistas não acreditou que fosse a tendência.

A China avança menos no momento de desaceleração nos EUA e em que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, reduz a previsão de crescimento da Zona do Euro para 2019 de 1,7% para 1,1%.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

China vai parar de financiar estatal de petróleo da Venezuela

A companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA) vai cortar as exportações para a China que estavam sendo usadas para pagar financiamentos anteriores e mandar mais petróleo para os Estados Unidos e a Índia, que pagam a vista, noticiou a Argus Media, empresa especializada em informações do setor de energia. Com o calote, a PdVSA deve parar de receber dinheiro chinês para aumentar a produção.

Redirecionar as exportações de petróleo para quem paga a vista é uma solução emergencial de curto prazo para ganhar dinheiro para pagar dívidas, acordos de arbitragem e indenizações judiciais a empresas estrangeiras que tiveram seus negócios na Venezuela estatizados no governo Hugo Chávez (1999-2013).

Até 30 de outubro, a PdVSA tem de pagar US$ 500 milhões de um acordo feito com a ConocoPhillips. Se não cumprir o acordo de arbitragem, corre o risco de ter bens e ativos na região do Mar do Caribe arrestados.

O governo Nicolás Maduro e a PdVSA já deram calotes no valor de US$ 6,4 bilhões em pagamentos devidos no exterior.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

EUA crescem em ritmo de 4,1% ao ano

A maior economia do mundo teve uma expansão num ritmo de 4,1% ao ano no segundo trimestre de 2018. Foi a maior taxa de crescimento num trimestre desde 2014, no governo Barack Obama, quando chegou a 5,2%. 

Os economistas veem o avanço como um reflexo temporário dos cortes de impostos e aumentos de exportações, antecipadas para evitar a alta de tarifas causada pela guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump. Não é sustentável.

As exportações tiveram alta de 9,3%. Os importadores compraram soja da China num volume acima do normal para fugir de uma tarifa de 25% imposta por Trump. Com a sobretaxa, os chineses passaram a comprar mais soja do Brasil, mas isso ainda não apareceu porque as tarifas foram impostas em julho.

O investimento das empresas subiu acima de 7%, os gastos públicos 1% e o consumo pessoal 4%, mas a expectativa do consumidor piorou em julho, com a perspectiva de que a guerra comercial aumente preços e abale a economia mundial. No primeiro trimestre, o produto interno bruto crescera num ritmo de 2,2% ao ano.

Com um aumento do consumo pessoal “mais forte do que antecipado”, a economia americana pode avançar 3% ao ano, previu Brian Coulton, economista sênior da empresa de avaliação de risco Fitch Ratings.

Mentindo mais uma vez, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA estão crescendo “10 vezes mais” do que nos governos Obama e George W. Bush. Tanto um como o outro registraram taxas de crescimento mais fortes quatro vezes.

A expectativa do mercado é que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, mantenha a política de elevação gradual das taxas básicas de juros, noticiou o jornal The Wall Street Journal. Os economistas esperam que elas fiquem inalteradas na reunião da próxima semana e subam 0,25 ponto percentual em setembro para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Crescimento dos EUA no primeiro trimestre é revisado para baixo

A maior economia do mundo cresceu nos primeiros três meses de 2018 num ritmo inferior ao estimado anteriormente, de 2% ao ano, com redução nos números sobre consumo pessoal e acumulação de estoques, anunciou hoje o Departamento do Comércio dos Estados Unidos. As leituras anteriores foram de 2,3% e 2,2% ao ano.

De qualquer jeito, houve uma desaceleração do crescimento, que foi de 2,9% ao ano no último trimestre de 2017, para o ritmo mais fraco em um ano.

"A desaceleração no crescimento real do produto interno bruto no primeiro trimestre reflete desacelerações no consumo pessoal, nas exportações, nos investimentos em imóveis residenciais e nos gastos públicos dos governos municipais, estaduais e federal

O principal motivo da queda no crescimento foi uma baixa no avanço do consumo pessoal de 4% ao ano no fim do ano passado para 0,9% ao ano entre janeiro e março. A acumulação de estoques caiu de US$ 20,2 bilhões na estimativa anterior para US$ 13,9 bilhões.

Apesar do mau resultado, a expectativa é de uma expansão maior no segundo trimestre, de até 4%, em função do aumento do consumo pessoal e da queda no déficit comercial por causa das políticas protecionistas do governo Donald Trump. A longo prazo, a previsão é de um impacto negativo do protecionismo sobre o crescimento americano, com risco de recessão.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Coreia do Sul cresce em ritmo de 2,8% ao ano

A economia da Coreia do Sul, 11ª maior do mundo e quarta da Ásia, se recuperou no primeiro trimestre de 2018, crescendo 1,1% em relação ao fim do ano passado e 2,8% na comparação anual, de acordo com a primeira estimativa do Banco da Coreia, o banco central do país, levemente abaixo da expectativa de economistas ouvidos pela agência Reuters, que previram 2,9%.

Esta taxa de crescimento indica uma forte retomada do crescimento depois de uma queda de 0,2% no produto interno bruto sul-coreano, precedida de uma forte alta de 1,5% no trimestre anterior. Pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB da Coreia do Sul terminou 2017 em US$ 1,538 trilhão.

O consumo doméstico cresceu 0,8%, acima do 0,7% do trimestre anterior, com mais gastos com bens e serviços. O investimento na construção registrou alta de 1,5%, mesmo ritmo do fim do ano passado, enquanto a expansão do investimento em instalações passou de 0,5% para 0,7%.

As exportações cresceram 6,1% no trimestre, com aumento nas vendas de semicondutores, produtos químicos e motores de veículos. As importações foram 4,7% maiores, com destaque para produtos químicos e petróleo.

No primeiro trimestre deste ano, a Coreia do Sul viveu sob a expectativa de retomada do diálogo com a Coreia do Norte, depois das ameaças de guerra do ditador norte-coreano Kim Jong Un e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A esperança de paz ajuda a economia.

quinta-feira, 22 de março de 2018

China faz lista de 128 produtos dos EUA para impor tarifas retaliatórias

O Ministério do Comércio da China revelou na manhã desta sexta-feira ter feito uma lista de 128 produtos importados dos Estados Unidos para responder à decisão do presidente Donald Trump de sobretaxar as importações de produtos chineses em até US$ 60 bilhões por ano, informou a televisão americana CNBC, especializada em noticiário econômico.

Entre os produtos visados, estão alumínio reciclado, canos de aço, carne de porco, porcos vivos, soja e sorgo. O total deve chegar a US$ 3 bilhões, 20 vezes menos do que o tarifaço ameaçado por Trump.

A China acusou o governo Trump de causar "danos graves" ao sistema multilateral de comércio e à "ordem normal do comércio global. A nota do ministério pede a realização de negociações urgentes com os EUA para evitar um impacto ainda maior nas relações bilaterais.

Em Washington, o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, vai divulgar em 15 dias uma lista de produtos chineses a serem sobretaxados. A partir daí, haverá um prazo de 30 dias para um debate público e possíveis negociações. Cerca de 1,3 mil produtos foram examinados.

A proposta inicial era impor tarifas de até 25% com um valor de até US$30 bilhões por ano. Trump interferiu pessoalmente para dobrar este valor para US$ 60 bilhões. A China não vai deixar barato. Alega ter aumentado a proteção à propriedade intelectual e promete abrir setores de sua economia ainda fechados ao capital estrangeiro.

"Não queremos uma guerra comercial", declarou o embaixador chinês nos EUA, Cui Tiankai. "Mas não estamos com medo. Se alguém nos impuser uma guerra comercial, com certeza vamos contra-atacar e retaliar."

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

China cresce em ritmo de 6,8% ao ano

Com alta de 6,6% na produção industrial e nas exportações, a China, segunda maior economia do mundo, cresceu no terceiro trimestre de 2017 num ritmo de 6,8% ao ano, dentro da expectativa do mercado e do governo, noticiou o jornal americano The Wall Street Journal

É uma boa notícia para o presidente Xi Jinping e os líderes reunidos no 19º Congresso do Partido Comunista Chinês. Ao mesmo tempo, mostra que o país ainda depende dos mecanismos tradicionais de crescimento econômico: investimento, indústria manufatureira e exportações. A esperada transição para o mercado interno e serviços vai em marcha lenta.

Em seu discurso na abertura do congresso, Xi apresentou a China como uma superpotência econômica e militar, e atribuiu o sucesso ao Partido Comunista. O que legitima hoje a ditadura do partido é o crescimento econômico acelerado.

O regime chinês segue a teoria da bicicleta: se parar de pedalar, cai. Quando a crise econômica chegar, o poder absoluto do partido será questionado.

Xi Jinping tem ambições de longo prazo, muito além dos dois mandatos de cinco anos que vêm sendo a praxe do regime comunista desde 1992, o que o obrigaria a deixar o poder supremo em 2022. Sua visão impõe o controle total do partido sobre a atividade econômica. Retoma um controle central afrouxado com as reformas de liberalização da economia da era Deng Xiaoping.

As empresas estatais estão no centro da política econômica de Xi. Para manter as altas taxas de investimento, as companhias chinesas teriam hoje dívidas de 200% do produto interno bruto, estimado em US$ 11 trilhões.

O governo anunciou um crescimento de 18,4% no lucro das estatais para US$ 1,1 trilhão. A reforma das estatais e a redução da capacidade ociosa estão adiadas. A capacidade instalada está aumentando.

Dias antes do congresso do partido, o presidente do Banco Popular da China, Zhou Xiaochuan, previu crescimento de 7% no segundo semestre do ano. Os novos imperadores que governam a China podem fazer seus longos e sonolentos discursos e dormir tranquilamente depois. Por enquanto.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

EUA têm menor crescimento no primeiro trimestre em três anos

Numa derrota para as promessas do presidente Donald Trump de acelerar o crescimento para 4% ao ano, a economia dos Estados Unidos teve no primeiro trimestre de 2017 o menor crescimento em três anos. O produto interno bruto avançou em ritmo de apenas 0,7% ao ano, rewvelou hoje o Departamento do Comércio, citado pelo jornal The Wall Street Journal.

Sem nenhuma grande realização nos primeiros cem dias de governo, completados amanhã, Trump se vê diante de um consumo doméstico fraco, com o menor crescimento desde 2009, e do menor índice de crescimento trimestral desde o início de 2014.

Nos últimos 12 meses, a maior economia do mundo avançou 1,9%. A previsão da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, é de uma alta de 2,1% do PIB em 2017. No último trimestre do ano passado, a expansão foi de 2,1% ao ano.

Com a incerteza econômica causada pelas políticas erráticas e a imprevisibilidade de Trump, caiu a confiança do consumidor, que comprou menos bens duráveis como automóveis e gastou menos com energia durante um inverno menos rigoroso no Hemisfério Norte.

O núcleo do índice de preços ao consumidor, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, subiu para 2,4% ao ano, acima da meta de inflação seguida informalmente pelo Fed, de 2% ao ano. A inflação em alta ajudou a reduzir o poder de compra dos consumidores.

Do lado positivo, o investimento das empresas aumentou em 9,4% num ano e as exportações cresceram num ritmo anual de 5,8%. A maioria dos economistas espera que a queda no crescimento seja temporária e que o crescimento fique em 3% a 4% ao ano no segundo trimestre.

terça-feira, 8 de março de 2016

Exportações da China têm maior queda desde 2009

As exportações da China registraram em fevereiro de 2016 uma queda de 25,4% em dólares e de 20,6% em iuanes em relação a fevereiro do ano passado. Foi o maior queda desde 2009, no auge da crise financeira internacional deflagrada pela falência do banco de investimentos americano Lehman Brothers em setembro de 2008, noticiou hoje em Hong Kong o jornal South China Morning Post.

Em média, as vendas externas de produtos fabricados com uso intensivo de mão de obra baixaram 12,4%, com as exportações de carros reduzida em 33,5%. As importações diminuíram 13,8%.

O saldo comercial teve uma queda forte, de US$ 63,29 bilhões em janeiro para US$ 32,59 bilhões em fevereiro.

Com a crise do modelo de desenvolvimento baseado em investimentos, mão de obra barata e exportações, o governo tenta reorientar a economia para o consumo, o mercado interno e produtos de maior valor agregado.

O discurso do primeiro-ministro Li Keqiang na abertura do Congresso Nacional do Povo na última sexta-feira foi interpretado como um recuo nas reformas e a volta da ênfase no crescimento. É impossível reduzir o excesso de capacidade instalada e estimular o crescimento ao mesmo tempo. O governo vai continuar injetando dinheiro e oferecendo crédito barato a estatais ineficientes. O crescimento é mais importante do que a reforma.

No Congresso, Li fixou a meta de crescimento para este ano em 6,5% a 7%. Não apresentou meta para o comércio exterior.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Comércio internacional sofre maior queda desde auge da crise

Com a queda na demanda nos países emergentes, abalados pela queda nos preços dos produtos primários, o comércio internacional sofreu em 2015 sua maior queda desde o auge da Grande Recessão, em 2009. O valor dos bens negociados no ano passado caiu 13,8% em dólares, informou o Monitor do Comércio Mundial do Escritório de Análises de Política Econômica da Holanda.

Os dados divulgados ontem são a primeira radiografia do comércio em 2015. A maior parte da queda se deve à desaceleração na China e à crise em outros países emergentes, como o Brasil. Ao mesmo tempo, os números são um alerta para riscos da economia mundial em 2016, quando a situação está se deteriorando ainda mais.

As exportações da China para o Brasil em contêineres caíram 60% em janeiro de 2016 em relação a janeiro de 2015, enquanto o volume total de importações chinesas do Brasil foi reduzido à metade, pelos cálculos da empresa Maersk Line, maior empresa de transporte marítimo de cargas do mundo.

Em volume, o comércio internacional cresceu 2,5% no ano passado. Mesmo assim, ficou abaixo do crescimento mundial, de 3,1%. Antes da crise de 2008, o comércio avançava num ritmo duas vezes mais forte do que o crescimento.

Essas preocupações estão no centro da reunião de dois dias de ministros das Finanças e diretores de bancos centrais dos países do Grupo dos Vinte (G-20), que reúne os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia (UE). O presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, adverte para o risco da economia mundial "ficar presa numa armadilha de baixo crescimento, inflação baixa e taxas de juros baixas".

Há um consenso de que a ação dos bancos centrais não basta para superar a crise. Isso depende de uma ação mais decidida das autoridades políticas para mobilizar recursos para estimular o crescimento.

A boa notícia para o Brasil é o aumento das exportações para a Ásia, beneficiadas pela baixa de 40% na cotação do real em relação ao dólar nos últimos 12 meses.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Economia do Japão recua mais do que esperado

A economia do Japão, a terceira maior do mundo, recuou no último trimestre de 2016 num ritmo que projeta uma queda de 1,4% ao ano, mais do que o 1,2% previsto pelos analistas de mercado e retração de 0,4% em relação ao trimestre anterior. Nos últimos três trimestres, houve contração em dois, apesar das políticas de estímulo do primeiro-ministro Shinzo Abe.

Em todo o ano passado, o Japão cresceu 0,4% por causa do aumento de 2,7% nas exportações, que neutralizou uma queda de 1,2% no consumo pessoal. Esse resultado se soma às desacelerações nos EUA e na China, aumentando as preocupações sobre a economia mundial que derrubaram as bolsas de valores na semana passada, especialmente em Tóquio.

Hoje a Bolsa de Tóquio subiu 7,2%, depois de perder 11% na semana passada e 21% desde o início do ano, um pouco menos do que a Bolsa de Xangai, na China.

No poder desde dezembro de 2012, Abe se propôs a combater a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa desde os anos 1990s. Além de imprimir dinheiro para comprar US$ 700 bilhões de títulos no mercado financeiro e aumentar a quantidade de dinheiro em circulação, o Banco do Japão passou recentemente a pagar juros negativos sobre os depósitos dessa compra depositados como garantia pelos bancos privados no banco central.

"O gasto público para sustentar a economia mundial deve ser o foco central da próxima reunião de cúpula do Grupo dos Sete mais a China", a ser realizada em 26 e 27 de maio de 2016 no Japão, comentou o economia Mitsumaru Kumagai, do Instituto de Pesquisa Daiwa.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Índia cresceu 7,5% em 2015 superando a China

Das dez maiores economias do mundo, a Índia foi a que mais avançou em 2016, crescendo 7,5%, acima dos 6,9% da China, que está em desaceleração depois de se tornar a segunda maior economia do planeta, informou hoje a televisão pública britânica BBC.

Como o resto do mundo, a economia indiana sofreu uma desaceleração do crescimento no último trimestre do ano expandindo-se num ritmo de 7,3%, mas o primeiro-ministro conservador Narendra Modi aposta num avanço de 7,6% no fim do ano fiscal que termina em março de 2016.

Alguns economistas, como Shubhada Rao, do Yes Bank, consideraram o índice oficial de crescimento "difícil de correlacionar" com outros dados como o enfraquecimento das exportações, dos fretes ferroviários, da produção de cimento, da construção civil e dos investimentos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

China anuncia crescimento de 6,9% no ano passado

O ritmo de crescimento da China caiu para 6,8% ao ano no quarto trimestre de 2015. No ano como um todo, a segunda maior economia do mundo avançou oficialmente 6,9%, desacelerando em relação aos 7,3% de 2014. 

Foi o quarto ano de desaceleração e o pior resultado desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções internacionais por causa do Massacre na Praça da Paz Celestial em Beijim em 1989 - e muitos analistas duvidam dos dados oficiais chineses.

Se a economia estivesse realmente dentro da meta, o governo não faria as intervenções nos mercados financeiro e de câmbio realizadas ao longo do ano, e o Banco Popular da China não teria reduzido as taxas básicas de juros cinco vezes.

Em 2015, a produção de aço da China baixou 2,5%, a primeira queda em 30 anos. A produção industrial de valor agregado cresceu 5,9% num ano, abaixo da expectativa. A melhor notícia foi um avanço de 11,1% nas vendas no varejo na comparação anual.

As exportações e as importações diminuíram, as bolsas de valores e a moeda perderam valor. O governo interveio nos mercados financeiros sem resolver o problema, abalando sua reputação de administrador econômico competente.

Até onde vai a desaceleração da China é talvez a maior pergunta a intrigar o mercado neste início de ano. O regime comunista chinês parecia determinado a reorientar a economia do comércio exterior para o mercado interno, mas as desvalorizações do iuane indicam uma intenção de voltar ao modelo exportador para garantir o crescimento e a geração de empregos necessários para manter a estabilidade social.

Com excesso de capacidade instalada na indústria e um grande estoque de apartamentos desabitados, 2016 deve ser ainda mais difícil. Os instrumentos usados tradicionalmente pelo governo chinês para estimular a economia, investimento em infraestrutura, crédito fácil e incentivo às exportações, parecem cada vez menos eficazes.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Alemanha cresceu 1,7% em 2015

A Alemanha, maior economia da Europa e quarta do mundo, avançou 1,7% em 2015, um "crescimento sólido e estável", superando o 1,6% de 2014, anunciou hoje o Destatis (Escritório Federal de Estatísticas).

Em 2013, o crescimento havia sido de apenas 0,3%. A expansão do ano passado ficou acima da média dos últimos dez anos, de 1,3% ao ano.

O principal motor do crescimento no ano passado foi o consumo das famílias, que cresceu 1,9%. As despesas públicas aumentaram 2,8% e a formação de capital bruto 3,6%.

As exportações alemãs subiram 5,4%, enquanto as importações avançaram 5,7%. Assim, o comércio exterior contribuiu com apenas 0,2 ponto percentual no 1,7% de crescimento do produto interno bruto.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Exportações da China caem menos do que esperado

As exportações chinesas recuaram menos do que previsto no mês de dezembro de 2015, registrando uma queda anual de 1,4% para US$ 224 bilhões, depois de baixarem 7% em novembro na comparação anual. As importações foram 7,6% menores, totalizando US$ 164 bilhões em 12 meses. O mercado esperava menos 11%.

Esses números, divulgados hoje pela direção de aduanas da China, indicam uma estabilização da segunda maior economia do mundo depois de um ano de desaceleração do crescimento em 2015, quando sua expansão foi a menor desde 1990.

Maior importadora mundial de matérias-primas e uma das maiores exportadoras de produtos manufaturados, a China é um importante motor da economia mundial e a maior parceira comercial do Brasil, que sofre com a desvalorização de suas exportações.