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domingo, 26 de julho de 2020

Brasil chega a 87 mil mortes e 2,4 milhões de casos covid-19

O Brasil registrou neste domingo mais 556 mortes e 23.647 casos da doença do coronavírus de 2019, elevando o total para 87.052 mortes, 1.634.274 pessoas curadas e 2.419.901 casos confirmados da pandemia, informou um consórcio de empresas jornalísticas. A média de mortes dos últimos sete dias caiu para 1.074.

Mais de 50 entidades e sindicatos, representantes de mais de um milhão de trabalhadores da saúde, apresentaram queixa-crime ao Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda, acusando o presidente Jair Bolsonaro por crimes contra a humanidade e genocídio.

No mundo inteiro, o total de casos confirmados chegou a 16.418.867, com 652.256 mortes e 10.047.304 doentes curados. Os Estados Unidos são o país mais atingido, com 4.371.839 casos confirmados, 149.849 mortes e 2.090.129 pacientes recuperados.

A Coreia do Norte declarou estado de emergência na fronteira sul, num sinal de que a pandemia penetrou no país mais fechado no mundo.

O Partido Republicano deve apresentar nesta segunda-feira um novo pacote de estímulo de US$ 1 trilhão, inclusive pagamentos diretos de US$ 1,2 mil por pessoa com renda de menos de US$ 100 mil por ano.

Um gráfico do jornal Financial Times indica que na Suécia, onde não houve confinamento, depois de uma queda, o consumo pessoal aumentou 2%. Hoje está em baixa de 4% na Alemanha, 7% na França, 8% na Itália, 12% no Japão, 15% nos EUA, 19% na Espanha, 35% no Reino Unido, 38% no Brasil e 61% na Índia em relação ao período pré-crise, depois de quedas de 62% por cento na Alemanha, 88% na França, 89% na Itália, 38% no Japão, 46% nos EUA, 92% na Espanha, 78% no Reino Undo, 69% no Brasil e 86% na Índia.

O consumo pessoal é o maior responsável pelo produto interno bruto desses países.

O turismo foi um dos setores mais abalado. Deve cair de 58% a 78%. Um novo surto na Espanha está alarmando os europeus. O primeiro-ministro da França, Jean Castex, aconselhou os franceses a evitar a costa da Catalunha, enquanto a ministra do Turismo espanhola afirma que o país é seguro, mas não são apenas casos isolados. O Reino Unido impôs 14 dias de quarentena a quem chegar da Espanha.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

EUA tiveram em 2019 menor crescimento anual desde 2016

A economia dos Estados Unidos avançou numa taxa anual de 2,1% em 2019, ampliando o mais longo período da crescimento ininterrupto da história do país, iniciado em 2009. Mas o ano fechou com uma expansão de 2,3%, abaixo dos 2,9% de 2018 e da meta de 3% do governo Donald Trump. Foi o menor a alta do produto interno bruto desde 2019.

"No quarto trimestre do ano passado, houve uma queda nas importações, uma aceleração dos gastos públicos e uma pequena redução no investimento não residencial foram neutralizadas por uma forte queda no investimento privado para formação de estoques e uma desaceleração no consumo pessoal", declarou o Departamento do Comércio.

O consumo pessoal respondeu por 1,2 ponto percentual no crescimento do PIB, em contraste com 2,1 pontos percentuais em 2018. No ano como um todo, o consumo pessoal avançou 2,6%, abaixo dos 3% do ano passado.

A desaceleração atingiu todas as categorias de bens de consumo, inclusive automóveis e móveis. O consumo pessoal em serviços resistiu, mas os gastos com refeições fora de casa também sofreram desaceleração, num sinal de queda de confiança.

Os gastos das empresas caíram 1,5% no último trimestre, reduzindo para 2,1% o avanço anual, em contraste com 6,4% em 2018.

Sob pressão de Trump, preocupado com o impacto de sua guerra comercial com a China, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central dos EUA, cortou a taxa básica de juros três vezes no ano passado e indicou que pretende mantê-la inalterada neste ano.

Para este ano, o economia Ian Shepherdson, da empresa Pantheon Macroeconimics, espera um crescimento estável em torno de 2% "se o coronavírus permitir". Neste caso, ele acredita que o Fed deve manter as taxas de juros, o que também é normal num ano eleitoral para evitar suspeitas de favorecer o governo do dia.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

EUA voltam a crescer em ritmo forte

Com aumento nas exportações e na formação de estoques, a economia dos Estados Unidos registrou um avanço no ritmo de 3,2% ao ano no primeiro trimestre de 2019, encaminhando-se para completar dez aos de crescimento ininterrupto neste ano. 

Foi a maior expansão no primeiro trimestre em quatro anos, superando as previsões do centro financeiro da Wall Street, de 2,3%, e os 2,2% do trimestre anterior.

A alta nas exportações e a queda nas importações e a reposição de estoques neutralizaram a fraqueza no consumo e no investimento das empresas. As importações caíram na segunda metade do ano passado por causa das tarifas impostas pelo governo Donald Trump na guerra comercial com a China, mas parte do tarifaço foi suspensa por causa das negociações entre os dois países mais ricos do mundo.

O comércio exterior  respondeu por um aumento de 1,03 ponto percentual ao produto interno bruto de janeiro a março de 2019. O consumo pessoal, responsável por dois terços do PIB dos EUA, cresceu apenas 1,2% na comparação anual, depois de registrar 2,5% no último trimestre de 2018. Mas o aumento nos estoques acrescentou 0,67 ponto percentual ao PIB.

Depois de um começo de ano difícil, com o fechamento parcial das atividades do governo federal e a desaceleração da economia internacional, a expectativa de um acordo com a China e o anúncio do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, de que não deve aumentar os juros neste ano a economia americano retomou seu vigor.

"Embora o impulso do comércio exterior e dos gastos dos governos municipais não deve se repetir no segundo trimestre, a mensagem principal é que o consumo pessoal e os investimentos diminuem gradualmente", comentou o economista Brian Coulton, da agência de classificação de risco Fitch.

O investimento das empresas em computação, pesquisa, desenvolvimento de produtos, equipamentos e infraestrutura cresceu num ritmo anual de 2,7%, a metade dos 5,4% do fim do ano passado. E a paralisação parcial do governo federal por causa do desacerto entre a Casa Branca e o Congresso em torno da construção de um muro na fronteira com o México tirou 0,3 ponto percentual do crescimento do PIB.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Brexit custa 600 milhões de libras por semana ao Reino Unido

Com base nos cortes de investimentos e no consumo doméstico, o Reino Unido perde 600 milhões de libras (R$ 3 bilhões) por semana desde o plebiscito de 23 de junho de 2016, que aprovou a saída do país da União Europeia, concluiu um estudo do banco de investimentos americano Goldman Sachs. O produto interno bruto está 2,4% abaixo do que estaria sem Brexit.

A expectativa é que US$ 1 trilhão (R$ 3,85 trilhões) deixem o centro financeiro de Londres. A companhia aérea de voos baratos Easy Jet registrou seu pior resultado no primeiro trimestre de 2019, com prejuízo de 275 milhões de libras (R$ 1,4 trilhão). A empresa de turismo Thomas Cook reduziu a propaganda na televisão em 74% neste ano citando "incerteza do consumidor, especialmente no Reino Unido". E as indústrias automobilísticas japonesas Honda e Nissan fecharam fábricas.

"As perdas na produção se concentram no investimento e no consumo pessoal", observou SvenJari Stehn, economista do Goldman Sachs em Londres. "O enorme impacto sobre o investimento sugere que a incerteza associada à Brexit pode ser uma das principais fontes do custo econômica da Brexit."

O caos e a incerteza no Reino Unido afetaram as outras grandes economias da Europa, especialmente nas economias mais ligadas ao país: "O freio do crescimento mais fraco no Reino Unido foi sentido com mais força em países como a Alemanha e a França."

Mas não se limitou a esses países e nem à Europa: "O choque de falta de confiança global, teve um grande impacto sobre outras economias, como Itália e Espanha, por causa da venda de ativos de risco. Seus efeitos foram muito além, com Estados Unidos, Japão e Canadá experimentando trava no PIB."

Se o Reino Unido ficar na UE, os custos e prejuízos ligados à Brexit podem ser recuperados e a confiança das empresas retomada. Um acordo de transição para a saída da UE permitiria uma recuperação parcial.

"Na hipótese de uma saída sem acordo, o Reino Unido sofrerá grandes perdas na produção, em conjunção com um choque substancial na confiança global e uma nítida depreciação da libra", previu o Goldman Sachs.

Hoje a primeira-ministra Theresa May anunciou que vai pedir uma prorrogação do prazo de saída até 22 de maio. A UE havia concordado, se a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico aprovasse o acordo fechado em novembro de 2018. Sem a aprovação o prazo atual vence em 12 de abril.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Crescimento dos EUA no primeiro trimestre é revisado para baixo

A maior economia do mundo cresceu nos primeiros três meses de 2018 num ritmo inferior ao estimado anteriormente, de 2% ao ano, com redução nos números sobre consumo pessoal e acumulação de estoques, anunciou hoje o Departamento do Comércio dos Estados Unidos. As leituras anteriores foram de 2,3% e 2,2% ao ano.

De qualquer jeito, houve uma desaceleração do crescimento, que foi de 2,9% ao ano no último trimestre de 2017, para o ritmo mais fraco em um ano.

"A desaceleração no crescimento real do produto interno bruto no primeiro trimestre reflete desacelerações no consumo pessoal, nas exportações, nos investimentos em imóveis residenciais e nos gastos públicos dos governos municipais, estaduais e federal

O principal motivo da queda no crescimento foi uma baixa no avanço do consumo pessoal de 4% ao ano no fim do ano passado para 0,9% ao ano entre janeiro e março. A acumulação de estoques caiu de US$ 20,2 bilhões na estimativa anterior para US$ 13,9 bilhões.

Apesar do mau resultado, a expectativa é de uma expansão maior no segundo trimestre, de até 4%, em função do aumento do consumo pessoal e da queda no déficit comercial por causa das políticas protecionistas do governo Donald Trump. A longo prazo, a previsão é de um impacto negativo do protecionismo sobre o crescimento americano, com risco de recessão.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Japão sofre primeira contração econômica desde 2015

Com uma queda de 0,9% no consumo pessoal em 12 meses, a economia do Japão passou no primeiro trimestre de 2018 por sua primeira contração em bases anuais desde o último trimestre de 2015. Em mais uma derrota das políticas de estímulo do primeiro-ministro Shinzo Abe, o produto interno bruto da terceira maior economia do mundo, de US$ 4,9 trilhões em 2017, recuou 0,6% no início de 2018.

Na comparação trimestral, o PIB japonês caiu 0,2% no primeiro trimestre, a taxa que economistas ouvidos pela agência de notícias Reuters esperavam para 12 meses.

É o fim do período de crescimento mais longo desde 1989, no auge do Super Japão. Mas os analistas ouvidos pelo jornal inglês Financial Times não esperam uma recessão. Aguardam a segunda estimativa do PIB do primeiro trimestre, a ser divulgada em 8 de junho.

A expansão do quarto trimestre de 2017 foi revisada para baixo, de 1,6% para 0,6% ao ano. Em relação ao trimestre anterior, diminuiu de 0,4% para 0,1%.

A maior responsável pela contração da economia japonesa foi o consumo pessoal. Na comparação trimestral, caiu 0,3%, enquanto o investimento no setor habitacional recuou 2,1%.

Apesar da contração, em março, os salários registraram aumento médio de 2,1% ao ano. O índice de desemprego está em 2,5%. É um dos menores do mundo.

quarta-feira, 28 de março de 2018

EUA cresceram mais no fim de 2017 do que estimado anteriormente

Na terceira estimativa, o crescimento do produto interno bruto dos Estados Unidos no quarto trimestre de 2017 foi revisado para cima. Ficou em 2,9% ao ano. Os cálculos anterior deram 2,6% e 2,5%. Hoje os analistas de mercado esperavam, na média, 2,7%.

Com o novo dado, a maior economia do mundo cresceu 2,3% em 2017.

"O aumento no PIB do quarto trimestre reflete principalmente contribuições positivas do consumo pessoal, investimento em capital fixo residencial e não residencial, despesas dos governos federal, estaduais e municipais e exportações", declarou o relatório do governo americano.

A maior taxa de expansão foi divulgada uma semana depois de uma alta de 0,25 na taxa básica de juros para uma faixa de 1,5%-1,75% e de um aviso do Conselho da Receita Federal (Fed), o banco central dos EUA, de que deve haver três aumentos nos juros básicos em 2019.

Neste ano, deve haver mais três altas. O mercado não descarta a possibilidade de quatro aumentos rumo à normalização da política monetária. No momento, a expectativa é que a taxa básica de juros chegue a 3% ao ano até 2020.

Antes da Grande Recessão, a taxa básica de juros da economia dos EUA estava em 5,25% ao ano.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Consumo pessoal cai nos EUA pelo terceiro mês seguido

As vendas ao consumidor registraram em fevereiro de 2018 o terceiro mês consecutivo de queda. É a primeira vez que isso acontece em cinco anos e meio. Como a inflação, divulgada ontem, está sob controle, as duas notícias reforçam a possibilidade de que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, aumente as taxas básicas de juros três vezes em vez de quatro.

Os dados sobre o contínuo fortalecimento do mercado de trabalho, com índice de desemprego de 4,1%, publicados na semana passada, aumentaram a expectativa de quatro altas de juros. Mas as vendas baixaram 0,3% em fevereiro depois de quedas de 0,1% em dezembro e janeiro.

Desde o segundo trimestre de 2012, não havia queda no consumo pessoal nos EUA por três meses seguidos. A expectativa dos economistas era de uma alta de 0,3%.

A inflação anual subiu de 2,1% para 2,2% em fevereiro, mas o núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, ficou em 1,8%, dentro da meta perseguida informalmente pelo Fed, de 2% ao ano.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Consumo pessoal supera expectativa nos EUA

O consumo pessoal acima do esperado no mês de setembro, com maior venda de automóveis, e a alta na inflação aumentam a possibilidade de um aumento na taxa básica de juros dos Estados Unidos na reunião do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed) marcada para dezembro, noticiou hoje a agência Reuters.

A alta no consumo pessoal, responsável por 70% do produto interno bruto dos EUA, foi de 0,5% em setembro, depois de uma queda de 0,1% em agosto. Em 12 meses, o avanço foi de 2,1%.

No terceiro trimestre, a economia americana cresceu num ritmo de 2,9% o ano, em forte aceleração em comparação com 1,4% de abril a junho de 2016. A delegacia regional do Fed em Atlanta, na Geórgia, previu um ritmo de 2,7% ao ano para o país no último trimestre de 2016.

O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, avançou 0,1% em setembro depois de subir 0,2% em agosto. Em 12 meses, ficou em 1,7% ao ano, abaixo da meta informalmente perseguida pelo Fed, de 2% ao ano.

O comitê se reúne nesta terça e na quarta-feira, mas é improvável que mexa nas taxas de juros uma semana antes da eleição presidencial de 8 de novembro.

Em dezembro de 2008, no auge da crise financeira internacional, o Fed baixou suas taxas de juro para praticamente zero. Em dezembro de 2015, elevou sua taxa básica de uma faixa de 0-0,25% ao ano para 0,25%-0,5%, na primeira alta desde 2006.

Agora, com taxa de desemprego abaixo de 5%, consumo pessoal e inflação em alta, a expectativa é de normalização da política monetária dos EUA.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Maior consumo aumenta chance de alta de juros nos EUA

Com o aumento da compra de automóveis, o consumo pessoal cresceu em julho pelo quarto mês consecutivo num sinal de aquecimento da economia que aumenta a possibilidade de uma alta nas taxas básicas de juros neste ano nos Estados Unidos, informou a agência Reuters.

O consumo, ajustado pela inflação, teve alta de 0,3% em julho depois de avançar 0,4% em junho em relação a maio e 4,4% na comparação anual, revelou ontem um relatório do Departamento do Comércio.

É mais um sinal de recuperação da economia americana depois de um segundo trimestre com crescimento fraco de apenas 1,1% ao ano. A renda pessoal aumentou 0,4% em julho, depois de crescer 0,3% em junho. Os salários subiram 0,5% e a poupança passou de US$ 776,2 bilhões para US$ 794,7 bilhões.

Na semana passada, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central do país, Janet Yellen, observou que o argumento para aumentar juros se fortaleceu nos últimos meses.

Ao mesmo tempo, o núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, avançou 0,1% em junho e 0,1% em junho.

Como a inflação anual está em 1,6%, abaixo da meta informal perseguida pelo Fed de 2% ao ano, a maioria dos analistas acredita que o Fed deve esperar até dezembro. Antes, o comitê de política monetária se reúne em setembro e novembro.

O Fed aumentou suas taxas básicas de juros em dezembro do ano passado para uma faixa de 0,25%-0,5% ao ano depois de manter a taxa praticamente zerada, em 0-0,25%, desde dezembro de 2008 para enfrentar a Grande Recessão.

sexta-feira, 25 de março de 2016

EUA revisam para cima crescimento no fim de 2015

A economia dos Estados Unidos se desacelerou no fim do ano passado, mas num ritmo menor do que estimado anteriormente. Em vez de 1% ao ano, a maior economia do mundo cresceu num ritmo de 1,4% ao ano, anunciou hoje o Departamento do Comércio, em sua terceira estimativa, noticiou a agência Reuters.

Os EUA cresceram 2,4% ano passado. No terceiro trimestre de 2015, a expansão foi num ritmo de 2% ao ano. A primeira estimativa sobre o quarto trimestre indicou 0,7% ao ano, revisado para 1% na segunda e agora 1,4%.

Essa nova mudança se deve ao consumo pessoal, responsável por mais de dois terços do produto interno bruto dos EUA. Em vez de 2%, o crescimento foi de 2,4%. O aumento se deve ao maior consumo de serviços.

A alta nos salários à medida que a taxa de desemprego cai e o baixo preço da gasolina, hoje em US$ 0,53 (R$ 1,95) na média, impulsionaram o maior consumo.

Os estoques também foram revisados para baixo, mas ainda são considerados altos em relação à demanda interna. As empresas mantêm em estoque mercadorias no valor de US$ 78,3 bilhões. No mês passado, esse valor foi calculado em US$ 81,7 bilhões.

O lucro líquido das empresas registrou uma queda anualizada de 8,4%, depois de baixar 1,7% no terceiro trimestre, a maior queda desde o início de 2014. Em todo o ano de 2015, a redução foi de 5,1%, muito acima do 0,6% de 2014.

A valorização do dólar em 10,5% em relação às moedas dos maiores parceiros comerciais dos EUA pesou sobre as exportações.

"Esse desempenho ruim reflete a luta das empresas de energia com os baixos preços do petróleo e da indústria com o dólar forte", resumiu o economista Jesse Edgerton, analisa do banco J P Morgan Chase em Nova York. "Mas também reflete provavelmente a diminuição das margens de lucro numa economia com mercado de trabalho aquecido, salários em alta e fraco aumento da produtividade."

Para o primeiro trimestre de 2016, os economistas preveem em média uma expansão em ritmo de 1,5% ao ano. Daqui a uma semana, sai o relatório sobre emprego em março. A expectativa é que o ritmo de contratações não seja tão forte a ponto de causar preocupação com aumento nas taxas de juros nem tão fraco que alimente o medo de recessão.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Economia dos EUA se desacelera para 0,7% ao ano

A economia dos Estados Unidos cresceu em ritmo de 0,7% ao ano no último trimestre de 2015, numa forte desaceleração em relação aos 2% ao ano do trimestre anterior e 3,9% do segundo trimestre. Os analistas de mercado esperavam 0,8%.

No ano como um todo, a maior economia do mundo avançou 2,4%, o mesmo ritmo de 2014. Desde 2010, os EUA crescem em média 2,1% ao ano. Com a alta do dólar de 2,4% e a desaceleração mundial, as exportações baixaram 2,5%.

O consumo pessoal, responsável por mais de dois terços do produto interno bruto dos EUA, subiu 2,2% no quarto trimestre, abaixo dos 3% do trimestre anterior. Em todo o ano passado, o consumo pessoal se expandiu em 3,1%, o ritmo mais forte em uma década.

Com investimento em alta de 8,1% no quarto trimestre, o setor habitacional teve em 2015 seu melhor ano desde a Grande Recessão de 2008-9. Os gastos com defesa subiram 3,6% e as despesas do governo federal excluindo defesa, 1,4%. As despesas dos governos estaduais e municipais recuaram 0,6%.

O índice de preços ao consumidor ficou em 0,1%. O núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, registrou 1,2%.

A desaceleração acontece em momento de inflação baixa, suscitando dúvidas sobre o acerto da decisão da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, de aumentar as taxas básicas de juros em dezembro de 2015. Com a expectativa de que não haverá novas altas de juros em curto prazo, as bolsas de Nova York operam em alta superior a 1%.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Alemanha cresceu 1,7% em 2015

A Alemanha, maior economia da Europa e quarta do mundo, avançou 1,7% em 2015, um "crescimento sólido e estável", superando o 1,6% de 2014, anunciou hoje o Destatis (Escritório Federal de Estatísticas).

Em 2013, o crescimento havia sido de apenas 0,3%. A expansão do ano passado ficou acima da média dos últimos dez anos, de 1,3% ao ano.

O principal motor do crescimento no ano passado foi o consumo das famílias, que cresceu 1,9%. As despesas públicas aumentaram 2,8% e a formação de capital bruto 3,6%.

As exportações alemãs subiram 5,4%, enquanto as importações avançaram 5,7%. Assim, o comércio exterior contribuiu com apenas 0,2 ponto percentual no 1,7% de crescimento do produto interno bruto.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

EUA cresceram em ritmo de 2% ao ano no terceiro trimestre

A maior economia do mundo se expandiu no terceiro trimestre de 2015 num ritmo que projeta um crescimento anual de 2% ao ano, revelou hoje o Birô de Análises Econômicas dos Estados Unidos ao apresentar a terceira estimativa para o produto interno bruto do período. No segundo trimestre, o avanço foi de 3,9% ao ano.

Na segunda estimativa, o crescimento havia sido de 2,1% ao ano. O investimento das empresas na formação de estoques caiu mais do que estimado anteriormente.

A desaceleração em relação ao segundo trimestre se deve ao investimento menor na formação de estoques, desaceleração nas exportações, no consumo pessoal, nos investimentos fixos das empresas e nos gastos de governos municipais e estaduais.

O crescimento no terceiro trimestre foi resultado do consumo pessoal, dos investimentos e dos gastos governamentais, mas o ritmo foi mais fraco do que de abril a junho.