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terça-feira, 23 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 23 de Junho

 HITLER EM PARIS

     Em 1940, o ditador nazista Adolf Hitler faz sua única visita a Paris, tomada dias antes, em 14 de junho, pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Ao sair, diz que foi "o maior e mais belo momento da minha vida."


 
Quando os aliados estão prestes a libertar a capital da França, em agosto de 1944, Hitler manda o comandante militar alemão incendiar a cidade, mas o general não faz isso, talvez por não ter mais poder. 

Na sua biografia, Dietrich von Choltitz tenta levar a glória por poupar a Cidade Luz, uma das capitais do mundo, mas talvez não tivesse mais o controle de Paris.

NASSER ELEITO PRESIDENTE

    Em 1956, o coronel Gamal Abdel Nasser é eleito presidente do Egito com 99,95% dos votos, votação típica de ditadores.


Nasser, um dos líderes da Revolução dos Coronéis, que derruba o rei Faruk em 1952, nacionaliza a empresa franco-britânica que opera o Canal de Suez, em 26 de julho de 1956, provocando a Segunda Guerra Árabe-Israelense. É o líder do nacionalismo pan-árabe até a humilhante derrota para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Fundador da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em 1964, governa o Egito até a morte, em 1970.

Quando Nasser ameaça fechar o Canal do Suez e manda a força de paz das Nações Unidas sair da Península do Sinai, Israel toma como ameaça de uma guerra iminente e bombardeia as forças aéreas dos países árabes em solo, em 5 de junho de 1967. 

Com total superioridade aérea, Israel obtém uma vitória rápida e decisiva na Guerra dos Seis Dias. Ocupa a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, do Egito; a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, da Jordânia; e as Colinas do Golã, da Síria.

OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA

   Em 1972, o chefe da Casa Civil da Casa Branca, Harry Haldeman, aconselha o presidente Richard Nixon (1969-74) a pressionar o diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, a ficar fora da investigação do Escândalo de Watergate.


O escândalo é resultado da invasão do Edifício Watergate, onde ficava a sede do diretório nacional do Partido Democrata, em Washington, em 17 de junho de 1972. Depois se descobre que era a turma de encanadores da Casa Branca, que instalaria equipamentos de escuta. No mesmo ano, Nixon é reeleito por ampla margem sobre o democrata George McGovern.

Ao cobrir o caso no tribunal, o repórter Carl Berstein, do jornal The Washington Post desconfia porque os advogados de defesa estão entre os mais caros de Washington. Não são criminosos comuns.

Bernstein e seu colega Bob Woodward investigam o caso. Com informações de uma fonte identificada então como Garganta Profunda, nome de um filme pornográfico da época, chegam à Casa Branca. Eles assumem o compromisso de não divulgar o nome do informante enquanto ele estivesse vivo. Em 2005, aos 91 anos, Mark Felt, subdiretor do FBI em 1972, se revela. 

Haldeman tenta convencer Nixon a obstruir a justiça, o que o leva à cadeia e à renúncia do presidente em 9 de agosto de 1974. Todos os ministros envolvidos no caso são presos. Nixon obtém o perdão presidencial de seu sucessor, o presidente Gerald Ford (1974-77).

CHEFÃO CONDENADO

   Em 1992, o chefão da máfia John Gotti, conhecido como Dom Teflon, é sentenciado à prisão perpétua por 14 acusações de conspiração para matar e extorsão.

Minutos depois, centenas de aliados de Gotti tentam invadir o tribunal, no bairro do Brooklyn, em Nova York, e incendeiam carros até serem rechaçados pela polícia.

Gotti vira chefão da família Gambino depois do assassinato de Paul Castellano, em 1985, organizado por seu aliado Sammy Gravano, o Touro. Em 1990, é denunciado por conspiração para cometer o homicídio de Castellano e Gravano aceita depor contra ele. Gotti morre na cadeia de câncer na garganta.

BREXIT

    Em 2016, por 52% a 48%, os britânicos decidem retirar o Reino Unido da União Europeia.


 A saída britânica (Brexit) é consumada no início de 2021, depois de uma longa negociação de um acordo de divórcio e de um período de transição. O líder da campanha pela saída é o ex-primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Pesquisa recentes indicam que 55% a 61% apoiam a volta à UE no futuro. Os prejuízos à economia do país são evidentes. O comércio com o bloco europeu caiu tanto em exportações como importações. 

A questão da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte gerou uma crise com a UE, ameaçou a paz na Irlanda do Norte e as relações com os Estados Unidos. E a Escócia, onde 62% votaram para ficar no bloco europeu, quer realizar um novo plebiscito sobre a independência.

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sábado, 31 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 31 de Janeiro

 ENFORCADO POR TENTAR EXPLODIR O PARLAMENTO

    Em 1606, Guy Fawkes é executado em Londres por tentar explodir o Parlamento da Inglaterra na Conspiração da Pólvora, que também pretende matar o rei Jaime I por causa da repressão aos católicos.

Fawkes nasce em York em 13 de abril de 1570. Aos 8 anos, o pai morre. A mãe casa de novo com um católico de um movimento chamado Recusa, de pessoas que se negam a aceitar os rituais da Igreja Anglicana. 

Ele se converte ao catolicismo e vai para o continente, onde luta ao lado da Espanha católica contra os Países Baixos protestantes na Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648). Na Espanha, busca sem sucesso apoio para uma revolta católica na Inglaterra.

Robert e Thomas Wintour o apresentam a Robert Catesby, que planeja matar Jaime I para colocar um rei católico no trono. Eles alugam um espaço no porão do Palácio de Westminter, a sede do Parlamento, para onde levam barris de pólvora.

Uma carta anônima denuncia a Conspiração da Pólvora. Por volta da meia-noite de 4 para 5 de novembro, o juiz de paz Sir Thomas Knyvet encontra Guy Fawkes no porão do Palácio de Westminster em atitude suspeita e manda revistar o local. A polícia encontra 20 barris de pólvora.

Guy Fawkes é preso. Sob tortura, confessa fazer parte de uma conspiração católica e é condenado à morte na forca. 

Por ironia da história, os ingleses festejam com fogos o Dia de Guy Fawkes porque ele tentou explodir o Parlamento como uma revolta contra os poderes constituídos. A máscara com a imagem estilizada de Fawkes virou símbolo de movimentos anarquistas.

NASCIMENTO DE SCHUBERT

    Em 1797, nasce em Himmelpfortgrund, perto de Viena, a capital da Áustria, o compositor clássico e romântico Franz Schubert, conhecido pela melodia e harmonia de suas músicas e suas composições de música de câmera.

Seu pai, Franz Theodor Schubert, é diretor de escola e chefe de uma família musical que forma um quarteto de cordas em casa. O futuro compositor toca viola e recebe educação musical do pai e do irmão Ignaz. Em 1808, ele ganha uma bolsa e um lugar no coro da capela da corte imperial.

Tímido, Schubert reluta em apresentar suas primeiras composições. Entre elas, está Fantasia para um Dueto de Piano. Talvez sua música mais conhecida seja a Sinfonia nº 8 em Si Menor, a Inacabada.

TRUMAN INVESTE NA BOMBA H

    Em 1950, cinco meses depois da explosão da primeira bomba atômica da União Soviética, o presidente Harry Truman anuncia aos Estados Unidos a decisão de desenvolver a bomba de hidrogênio, mil vezes mais poderosa do que as bombas jogadas em Hiroxima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os EUA testam sua primeira bomba de hidrogênio, chamada Mike, em 1º de novembro de 1952 no atol de Eniwetok, nas ilhas Marshall, no Oceano Pacífico.

As primeiras armas atômicas são de fissão nuclear de átomos pesados, o urânio-235 e o plutônio. Sua energia vem da divisão do núcleo de átomos pesados. 

A bomba de hidrogênio ou bomba termonuclear é resultado da fusão nuclear de átomos leves. Dois átomos de hidrogênio pesado e mais do que pesado se fundem a uma temperatura altíssima. É a reação que produz a energia do sol e das estrelas. O gatilho da bomba de hidrogênio é uma explosão nuclear de urânio para gerar a temperatura de 100 milhões de graus centígrados necessária à fusão nuclear.

No processo de fusão, as partículas subatômicas perdem 0,63% da massa, que se converte numa enorme quantidade de energia medida pela famosa fórmula de Albert Einstein: E = mc2, em que c é uma constante que representa a velocidade da luz no vácuo: 300 mil quilômetros por segundo.

Houve bombas de hidrogênio de mais de 50 megatons, com o poder de destruição de mais de 50 milhões de toneladas de dinamite. As instaladas em mísseis têm geralmente até 1,5 megaton.

A União Soviética testa sua primeira bomba de hidrogênio em 12 de agosto de 1953, elevando a corrida armamentista nuclear a outro patamar. O Reino Unido (1957), a China (1967) e a França (1968) também fazem a bomba H.

CENTRO POMPIDOU

    Em 1977, a França inaugura o Centro Nacional de Arte e Cultura Georges Pompidou, um complexo cultural batizado com o nome do presidente Pompidou (1696-74), que encomenda o projeto aos arquitetos italianos Renzo Piano e Gianfranco Franchini e aos britânicos Richard Rogers e Su Rogers.

O Centro Pompidou fica na área do Beauborg, como também é conhecido. O largo na sua frente é um local de debates políticos. Fica no 4º distrito de Paris, no bairro do Marais, perto de Les Halles, um centro comercial subterrâneo.

No complexo, ficam o Museu Nacional de Arte Moderna, a Biblioteca Pública da Informação, um centro para música e pesquisas acústicas, um centro de desenho industrial, um museu do cinema e o Atelier Brancusi, com esculturas do artista romeno Constantin Brancusi.

BREXIT

    Em 2020, três anos e meio depois de um plebiscito, o Reino Unido deixa oficialmente a União Europeia.

O processo de integração europeia começa com o Plano Schuman, anunciado em 9 de maio de 1950 pelo ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, para acabar com as guerras na Europa e promover o desenvolvimento econômico e social do continente.

A Comunidade Econômica Europeia é criada pelo Tratado de Roma, assinado em 25 de março de 1957 pela Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo, que entra em vigor em 1º de janeiro de 1958.

Em 1963 e 1967, o então presidente da França, general Charles de Gaulle, veta a entrada do Reino Unido, que adere ao bloco europeu em 1º de janeiro de 1973. Na época, o Partido Conservador era a favor por representar as classes empresariais. O Partido Trabalhista era contra.

Por causa da insularidade e do passado imperial, o Reino Unido sempre mantém uma relação ambivalente. A primeira-ministra Margaret Thatcher (1979-90) luta pela criação do mercado único europeu, mas é contra a união política, uma das causas de sua queda, um regicídio que divide profundamente o Partido Conservador.

Quando o Tratado de Maastricht cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, em 1991, o primeiro-ministro John Major (1990-97) deixa o Reino Unido fora da união monetária e econômica. No governo trabalhista de Tony Blair (1997-2007), um europeísta, o país não adere ao euro.

Na campanha de reeleição, o primeiro-ministro conservador David Cameron (2010-16) promete convocar um plebiscito para o eleitorado britânico decidir se quer ou não fazer parte da UE. Seu objetivo é acabar com a guerra civil interna do partido que vem desde a queda de Thatcher. A campanha é marcada por promessas e notícias falsas. 

O líder da campanha para sair, o deputado conservador Boris Johnson, faz um manifesto contra e outro a favor. Opta pela saída porque considera melhor para sua pretensão de governar o país. Entre suas mentiras, afirma que os 350 milhões de libras que o país economizaria por semana não tendo de contribuir para o orçamento comunitário seriam investidos no Serviço Nacional de Saúde (NHS), que dá assistência médica de graça a todos os habitantes do Reino Unido.

Em 23 de junho de 2016, por 52% a 48%, o Reino Unido decide sair da UE. Londres, a Escócia e a Irlanda da Norte votam para ficar.

É uma das decisões econômicas mais inconsequentes e estúpidas de qualquer economia moderna. Imaginar que é bom negócio abandonar parceiros comerciais vizinhos e ricos com que se tem um mercado comum há mais de 40 anos e substituí-los por ex-colônias não faz sentido. O Reino Unido acaba de abandonar negociações de livre comércio com o Canadá porque só conseguiu condições piores do que tinha como membro da UE. 

Cameron pede demissão e é substituído pela primeira-ministra Theresa May (2016-19), que votou a favor de ficar e nunca é aceita pelos eurocéticos. Suas propostas de acordo de divórcio com a UE são rejeitadas pela Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.

Johnson consegue derrubar May e vence as eleições parlamentares de 12 de dezembro de 2019 com a promessa de concluir a saída da UE.

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 23 de Junho

 HITLER EM PARIS

     Em 1940, o ditador nazista Adolf Hitler faz sua única visita a Paris, tomada dias antes, em 14 de junho, pelas forças da Alemanha na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Ao sair, diz que foi "o maior e mais belo momento da minha vida."


 
Quando os aliados estão prestes a libertar a capital da França, em agosto de 1944, Hitler manda o comandante militar alemão incendiar a cidade, mas o general não faz isso, talvez por não ter mais poder. 

Na sua biografia, Dietrich von Choltitz tenta levar a glória por poupar a Cidade Luz, uma das capitais do mundo, mas talvez não tivesse mais o controle de Paris.

NASSER ELEITO PRESIDENTE

    Em 1956, o coronel Gamal Abdel Nasser é eleito presidente do Egito com 99,95% dos votos, votação típica de ditadores.


Nasser, um dos líderes da Revolução dos Coronéis, que derruba o rei Faruk em 1952, nacionaliza o Canal de Suez, em 26 de julho de 1956, provocando a Segunda Guerra Árabe-Israelense. É o líder do nacionalismo pan-árabe até a humilhante derrota para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Fundador da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em 1964, governa o Egito até a morte, em 1970.

Quando Nasser ameaça fechar o Canal do Suez e manda a força de paz das Nações Unidas sair da Península do Sinai, Israel toma como ameaça de uma guerra iminente e bombardeia as forças aéreas dos países árabes em solo, em 5 de junho de 1967. 

Com total superioridade aérea, Israel obtém uma vitória rápida e decisiva na Guerra dos Seis Dias. Ocupa a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, do Egito; a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, da Jordânia; e as Colinas do Golã, da Síria.

OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA

   Em 1972, o chefe da Casa Civil da Casa Branca, Harry Haldeman, aconselha o presidente Richard Nixon (1969-74) a pressionar o diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, a ficar fora da investigação do Escândalo de Watergate.


O escândalo é resultado da invasão do Edifício Watergate, onde ficava a sede do diretório nacional do Partido Democrata, em Washington, em 17 de junho de 1972. Depois se descobre que era a turma de encanadores da Casa Branca, que instalaria equipamentos de escuta. No mesmo ano, Nixon é reeleito com ampla margem sobre o democrata George McGovern.

Ao cobrir o caso no tribunal, o repórter Carl Berstein, do jornal The Washington Post desconfia porque os advogados de defesa estão entre os mais caros de Washington.

Bernstein e seu colega Bob Woodward investigam o caso. Com informações de uma fonte identificada então como Garganta Profunda, nome de um filme pornográfico da época, chegam à Casa Branca. Eles assumem o compromisso de não divulgar o nome do informante enquanto ele estivesse vivo. Em 2005, aos 91 anos, Mark Felt, subdiretor do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, em 1972, se revela. 

Haldeman tenta convencer Nixon a obstruir a justiça, o que o leva à cadeia e à renúncia do presidente em 9 de agosto de 1974. Todos os ministros envolvidos no caso são presos. Nixon obtém o perdão presidencial de seu sucessor, o presidente Gerald Ford (1974-77).

CHEFÃO CONDENADO

   Em 1992, o chefão da máfia John Gotti, conhecido como Dom Teflon, é sentenciado à prisão perpétua por 14 acusações de conspiração para matar e extorsão.

Minutos depois, centenas de aliados de Gotti tentam invadir o tribunal, no bairro do Brooklyn, em Nova York, e incendeiam carros até serem rechaçados pela polícia.

Gotti vira chefão da família Gambino depois do assassinato de Paul Castellano, em 1985, organizado por seu aliado Sammy Gravano, o Touro. Em 1990, é denunciado por conspiração para cometer o homicídio de Castellano e Gravano aceita depor contra ele. Gotti morre na cadeia de câncer na garganta.

BREXIT

    Em 2016, por 52% a 48%, os britânicos decidem retirar o Reino Unido da União Europeia.


 A saída britânica (Brexit) é consumada no início de 2021, depois de uma longa negociação de um acordo de divórcio e de um período de transição. O líder da campanha pela saída é o ex-primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Uma pesquisa recente indica que 56% apoiam a volta à UE no futuro. Os prejuízos à economia do país são evidentes. O comércio com o bloco europeu caiu tanto em exportações como importações. 

A questão da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte gerou uma crise com a UE, ameaçou a paz na Irlanda do Norte e as relações com os Estados Unidos. E a Escócia, onde 62% votaram para ficar no bloco europeu, quer realizar um novo plebiscito sobre a independência.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 31 de Janeiro

ENFORCADO POR TENTAR EXPLODIR O PARLAMENTO

    Em 1606, Guy Fawkes é executado em Londres por tentar explodir o Parlamento da Inglaterra na Conspiração da Pólvora, que também pretende matar o rei Jaime I por causa da repressão aos católicos.

Fawkes nasce em York em 13 de abril de 1570. Aos 8 anos, o pai morre. A mãe casa de novo com um católico de um movimento chamado Recusa, de pessoas que se negam a aceitar os rituais da Igreja Anglicana. 

Ele se converte ao catolicismo e vai para o continente, onde luta ao lado da Espanha católica contra os Países Baixos protestantes na Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648). Na Espanha, busca sem sucesso apoio para uma revolta católica na Inglaterra.

Robert e Thomas Wintour o apresentam a Robert Catesby, que planeja matar Jaime I para colocar um rei católico no trono. Eles alugam um espaço no porão do Palácio de Westminter, a sede do Parlamento, para onde levam barris de pólvora.

Uma carta anônima denuncia a Conspiração da Pólvora. Por volta da meia-noite de 4 para 5 de novembro, o juiz de paz Sir Thomas Knyvet encontra Guy Fawkes no porão do Palácio de Westminster em atitude suspeita e manda revistar o local. A polícia encontra 20 barris de pólvora.

Guy Fawkes é preso. Sob tortura, confessa fazer parte de uma conspiração católica e é condenado à morte na forca. 

Por ironia da história, os ingleses festejam com fogos o Dia de Guy Fawkes porque ele tentou explodir o Parlamento como uma revolta contra os poderes constituídos. A máscara com a imagem estilizada de Fawkes virou símbolo de movimentos anarquistas.

NASCIMENTO DE SCHUBERT

    Em 1797, nasce em Himmelpfortgrund, perto de Viena, a capital da Áustria, o compositor clássico e romântico Franz Schubert, conhecido pela melodia e harmonia de suas músicas e suas composições de música de câmera.

Seu pai, Franz Theodor Schubert, é diretor de escola e chefe de uma família musical que forma um quarteto de cordas em casa. O futuro compositor toca viola e recebe educação musical do pai e do irmão Ignaz. Em 1808, ele ganha uma bolsa e um lugar no coro da capela da corte imperial.

Tímido, Schubert reluta em apresentar suas primeiras composições. Entre elas, está Fantasia para um Dueto de Piano. Talvez sua música mais conhecida seja a Sinfonia nº 8 em Si Menor, a Inacabada.

TRUMAN INVESTE NA BOMBA H

    Em 1950, cinco meses depois da explosão da primeira bomba atômica da União Soviética, o presidente Harry Truman anuncia aos Estados Unidos a decisão de desenvolver a bomba de hidrogênio, mil vezes mais poderosa do que as bombas jogadas em Hiroxima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os EUA testam sua primeira bomba de hidrogênio, chamada Mike, em 1º de novembro de 1952 no atol de Eniwetok, nas ilhas Marshall, no Oceano Pacífico.

As primeiras armas atômicas são de fissão nuclear de átomos pesados, o urânio-235 e o plutônio. Sua energia vem da divisão do núcleo de átomos pesados. 

A bomba de hidrogênio ou bomba termonuclear é resultado da fusão nuclear de átomos leves. Dois átomos de hidrogênio pesado e mais do que pesado se fundem a uma temperatura altíssima. É a reação que produz a energia do sol e das estrelas. O gatilho da bomba de hidrogênio é uma explosão nuclear de urânio para gerar a temperatura de 100 milhões de graus centígrados necessária à fusão nuclear.

No processo de fusão, as partículas subatômicas perdem 0,63% da massa, que se converte numa enorme quantidade de energia medida pela famosa fórmula de Albert Einstein: E = mc2, em que c é uma constante que representa a velocidade da luz no vácuo: 300 mil quilômetros por segundo.

Houve bombas de hidrogênio de mais de 50 megatons, com o poder de destruição de mais de 50 milhões de toneladas de dinamite. As instaladas em mísseis têm geralmente até 1,5 megaton.

A União Soviética testa sua primeira bomba de hidrogênio em 12 de agosto de 1953, elevando a corrida armamentista nuclear a outro patamar. O Reino Unido (1957), a China (1967) e a França (1968) também fazem a bomba H.

CENTRO POMPIDOU

    Em 1977, a França inaugura o Centro Nacional de Arte e Cultura Georges Pompidou, um complexo cultural batizado com o nome do presidente Pompidou (1696-74), que encomenda o projeto aos arquitetos italianos Renzo Piano e Gianfranco Franchini e aos britânicos Richard Rogers e Su Rogers.

O Centro Pompidou fica na área do Beauborg, como também é conhecido. O largo na sua frente é um local de debates políticos. Fica no 4º distrito de Paris, no bairro do Marais, perto de Les Halles, um centro comercial subterrâneo.

No complexo, ficam o Museu Nacional de Arte Moderna, a Biblioteca Pública da Informação, um centro para música e pesquisas acústicas, um centro de desenho industrial, um museu do cinema e o Atelier Brancusi, com esculturas do artista romeno Constantin Brancusi.

BREXIT

    Em 2020, três anos e meio depois de um plebiscito, o Reino Unido deixa oficialmente a União Europeia.

O processo de integração europeia começa com o Plano Schuman, anunciado em 9 de maio de 1950 pelo ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, para acabar com as guerras na Europa e promover o desenvolvimento econômico e social do continente.

A Comunidade Econômica Europeia é criada pelo Tratado de Roma, assinado em 25 de março de 1957 pela Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo, que entra em vigor em 1º de janeiro de 1958.

Em 1963 e 1967, o então presidente da França, general Charles de Gaulle, veta a entrada do Reino Unido, que adere ao bloco europeu em 1º de janeiro de 1973. Na época, o Partido Conservador era a favor por representar as classes empresariais. O Partido Trabalhista era contra.

Por causa da insularidade e do passado imperial, o Reino Unido sempre mantém uma relação ambivalente. A primeira-ministra Margaret Thatcher (1979-90) luta pela criação do mercado único europeu, mas é contra a união política, uma das causas de sua queda, um regicídio que divide profundamente o Partido Conservador.

Quando o Tratado de Maastricht cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, em 1991, o primeiro-ministro John Major (1990-97) deixa o Reino Unido fora da união monetária e econômica. No governo trabalhista de Tony Blair (1997-2007), um europeísta, o país não adere ao euro.

Na campanha de reeleição, o primeiro-ministro conservador David Cameron (2010-16) promete convocar um plebiscito para o eleitorado britânico decidir se quer ou não fazer parte da UE. Seu objetivo é acabar com a guerra civil interna do partido que vem desde a queda de Thatcher. A campanha é marcada por promessas e notícias falsas. 

O líder da campanha para sair, o deputado conservador Boris Johnson, faz um manifesto contra e outro a favor. Opta pela saída porque considera melhor para sua pretensão de governar o país. Entre suas mentiras, afirma que os 350 milhões de libras que o país economizaria por semana não tendo de contribuir para o orçamento comunitário seriam investidos no Serviço Nacional de Saúde (NHS), que dá assistência médica de graça a todos os habitantes do Reino Unido.

Em 23 de junho de 2016, por 52% a 48%, o Reino Unido decide sair da UE. Londres, a Escócia e a Irlanda da Norte votam para ficar.

É uma das decisões econômicas mais inconsequentes e estúpidas de qualquer economia moderna. Imaginar que é bom negócio abandonar parceiros comerciais vizinhos e ricos com que se tem um mercado comum há mais de 40 anos e substituí-los por ex-colônias não faz sentido. O Reino Unido acaba de abandonar negociações de livre comércio com o Canadá porque só conseguiu condições piores do que tinha como membro da UE. 

Cameron pede demissão e é substituído pela primeira-ministra Theresa May (2016-19), que votou a favor de ficar e nunca é aceita pelos eurocéticos. Suas propostas de acordo de divórcio com a UE são rejeitadas pela Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.

Johnson consegue derrubar May e vence as eleições parlamentares de 12 de dezembro de 2019 com a promessa de concluir a saída da UE.

domingo, 23 de junho de 2024

Hoje na História do Mundo: 23 de Junho

 HITLER EM PARIS

     Em 1940, o ditador nazista Adolf Hitler faz sua única visita a Paris, tomada dias antes, em 14 de junho, pelas forças da Alemanha na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Ao sair, diz que foi "o maior e mais belo momento da minha vida."


 
Quando os aliados estão prestes a libertar a capital da França, em agosto de 1944, Hitler manda o comandante militar alemão incendiar a cidade, mas o general não faz isso, talvez por não ter mais poder. 

Na sua biografia, Dietrich von Choltitz tenta levar a glória por poupar a Cidade Luz, uma das capitais do mundo, mas talvez não tivesse mais o controle de Paris.

NASSER ELEITO PRESIDENTE

    Em 1956, o coronel Gamal Abdel Nasser é eleito presidente do Egito com 99,95% dos votos, votação típica de ditadores.


Nasser, um dos líderes da Revolução dos Coronéis, que derruba o rei Faruk em 1952, nacionaliza o Canal de Suez, em 26 de julho de 1956, provocando a Segunda Guerra Árabe-Israelense. É o líder do nacionalismo pan-árabe até a humilhante derrota para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Fundador da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em 1964, governa o Egito até a morte, em 1970.

Quando Nasser ameaça fechar o Canal do Suez e manda a força de paz das Nações Unidas sair da Península do Sinai, Israel toma como ameaça de uma guerra iminente e bombardeia as forças aéreas dos países árabes em solo, em 5 de junho de 1967. 

Com total superioridade aérea, Israel obtém uma vitória rápida e decisiva na Guerra dos Seis Dias. Ocupa a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, do Egito; a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, da Jordânia; e as Colinas do Golã, da Síria.

OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA

   Em 1972, o chefe da Casa Civil da Casa Branca, Harry Haldeman, aconselha o presidente Richard Nixon (1969-74) a pressionar o diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, a ficar fora da investigação do Escândalo de Watergate.


O escândalo é resultado da invasão do Edifício Watergate, onde ficava a sede do diretório nacional do Partido Democrata, em Washington, em 17 de junho de 1972. Depois se descobre que era a turma de encanadores da Casa Branca, que instalaria equipamentos de escuta. No mesmo ano, Nixon é reeleito com ampla margem sobre o democrata George McGovern.

Ao cobrir o caso no tribunal, o repórter Carl Berstein, do jornal The Washington Post desconfia porque os advogados de defesa estão entre os mais caros de Washington.

Bernstein e seu colega Bob Woodward investigam o caso. Com informações de uma fonte identificada então como Garganta Profunda, nome de um filme pornográfico da época, chegam à Casa Branca. Eles assumem o compromisso de não divulgar o nome do informante enquanto ele estivesse vivo. Em 2005, aos 91 anos, Mark Felt, subdiretor do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, em 1972, se revela. 

Haldeman tenta convencer Nixon a obstruir a justiça, o que o leva à cadeia e à renúncia do presidente em 9 de agosto de 1974. Todos os ministros envolvidos no caso são presos. Nixon obtém o perdão presidencial de seu sucessor, o presidente Gerald Ford (1974-77).

CHEFÃO CONDENADO

   Em 1992, o chefão da máfia John Gotti, conhecido como Dom Teflon, é sentenciado à prisão perpétua por 14 acusações de conspiração para matar e extorsão.

Minutos depois, centenas de aliados de Gotti tentam invadir o tribunal, no bairro do Brooklyn, em Nova York, e incendeiam carros até serem rechaçados pela polícia.

Gotti vira chefão da família Gambino depois do assassinato de Paul Castellano, em 1985, organizado por seu aliado Sammy Gravano, o Touro. Em 1990, é denunciado por conspiração para cometer o homicídio de Castellano e Gravano aceita depor contra ele. Gotti morre na cadeia de câncer na garganta.

BREXIT

    Em 2016, por 52% a 48%, os britânicos decidem retirar o Reino Unido da União Europeia.


 A saída britânica (Brexit) é consumada no início de 2021, depois de uma longa negociação de um acordo de divórcio e de um período de transição. O líder da campanha pela saída é o ex-primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Uma pesquisa recente indica que a maioria do eleitorado não mudou de ideia, mas quer uma relação mais próxima com a UE. Os prejuízos à economia do país são evidentes. O comércio com o bloco europeu caiu tanto em exportações como importações. A questão da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte gerou uma crise com a UE, ameaça a paz na Irlanda do Norte e as relações com os Estados Unidos. E a Escócia, onde 62% votaram para ficar no bloco europeu, quer realizar um novo plebiscito sobre a independência.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 31 de Janeiro

TRUMAN INVESTE NA BOMBA H

    Em 1950, cinco meses depois da explosão da primeira bomba atômica da União Soviética, o presidente Harry Truman anuncia aos Estados Unidos a decisão de desenvolver a bomba de hidrogênio, mil vezes mais poderosa do que as bombas jogadas em Hiroxima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os EUA testam sua primeira bomba de hidrogênio, chamada Mike, em 1º de novembro de 1952 no atol de Eniwetok, nas ilhas Marshall, no Oceano Pacífico.

As primeiras armas atômicas são de fissão nuclear de átomos pesados, o urânio-235 e o plutônio. Sua energia vem da divisão do núcleo de átomos pesados. 

A bomba de hidrogênio ou bomba termonuclear é resultado da fusão nuclear de átomos leves. Dois átomos de hidrogênio pesado e mais do que pesado se fundem a uma temperatura altíssima. É a reação que produz a energia do sol e das estrelas. O gatilho da bomba de hidrogênio é uma explosão nuclear de urânio para gerar a temperatura de 100 milhões de graus centígrados necessária à fusão nuclear.

No processo de fusão, as partículas subatômicas perdem 0,63% da massa, que se converte numa enorme quantidade de energia medida pela famosa fórmula de Albert Einstein: E = mc2, em que c é uma constante que representa a velocidade da luz no vácuo: 300 mil quilômetros por segundo.

Houve bombas de hidrogênio de mais de 50 megatons, com o poder de destruição de mais de 50 milhões de toneladas de dinamite. As instaladas em mísseis têm geralmente até 1,5 megaton.

A União Soviética testa sua primeira bomba de hidrogênio em 12 de agosto de 1953, elevando a corrida armamentista nuclear a outro patamar. O Reino Unido (1957), a China (1967) e a França (1968) também fazem a bomba H.

CENTRO POMPIDOU

    Em 1977, a França inaugura o Centro Nacional de Arte e Cultura Georges Pompidou, um complexo cultural batizado com o nome do presidente Pompidou (1696-74), que encomenda o projeto aos arquitetos italianos Renzo Piano e Gianfranco Franchini e os britânicos Richard Rogers e Su Rogers.

O Centro Pompidou fica na área do Beauborg, como também é conhecido. O largo na sua frente é um local de debates políticos. Fica no 4º distrito de Paris, no bairro do Marais, perto de Les Halles, um centro comercial subterrâneo.

No complexo, ficam o Museu Nacional de Arte Moderna, a Biblioteca Pública da Informação, um centro para música e pesquisas acústicas, um centro de desenho industrial, um museu do cinema e o Atelier Brancusi, com esculturas do artista romeno Constantin Brancusi.

BREXIT

    Em 2020, três anos e meio depois de um plebiscito, o Reino Unido deixa oficialmente a União Europeia.

O processo de integração europeia começa com o Plano Schuman, anunciado em 9 de maio de 1950 pelo ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, para acabar com as guerras na Europa e promover o desenvolvimento econômico e social do continente.

A Comunidade Econômica Europeia é criada pelo Tratado de Roma, assinado em 25 de março de 1957 pela Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo, e entra em vigor em 1º de janeiro de 1958.

Em 1963 e 1967, o então presidente da França, general Charles de Gaulle, veta a entrada do Reino Unido, que adere ao bloco europeu em 1º de janeiro de 1973. Na época, o Partido Conservador era a favor por representar as classes empresariais. O Partido Trabalhista era contra.

Por causa da insularidade e do passado imperial, o Reino Unido sempre mantém uma relação ambivalente. A primeira-ministra Margaret Thatcher (1979-90) luta pela criação do mercado único europeu, mas é contra a união política, uma das causas de sua queda, um regicídio que divide profundamente o Partido Conservador.

Quando o Tratado de Maastricht cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, em 1991, o primeiro-ministro John Major (1990-97) deixa o Reino Unido fora da união monetária e econômica. No governo trabalhista de Tony Blair (1997-2007), um europeísta, o país não adere ao euro.

Na campanha de reeleição, o primeiro-ministro conservador David Cameron (2010-16) promete convocar um plebiscito para o eleitorado britânico decidir se quer ou não fazer parte da UE. Seu objetivo é acabar com a guerra civil interna do partido que vem desde a queda de Thatcher. A campanha é marcada por promessas e notícias falsas. 

O líder da campanha para sair, o deputado conservador Boris Johnson, faz um manifesto contra e outro a favor. Opta pela saída porque considera melhor para sua pretensão de governar o país. Entre suas mentiras, afirma que os 350 milhões de libras que o país economizaria por semana não tendo de contribuir para o orçamento comunitário seriam investidos no Serviço Nacional de Saúde (NHS), que dá assistência médica de graça a todos os habitantes do Reino Unido.

Em 23 de junho de 2016, por 52% a 48%, o Reino Unido decide sair da UE. Londres, a Escócia e a Irlanda da Norte votam para ficar.

É uma das decisões econômicas mais inconsequentes e estúpidas de qualquer economia moderna. Imaginar que é bom negócio abandonar parceiros comerciais vizinhos e ricos com que se tem um mercado comum há mais de 40 anos e substituí-los por ex-colônias não faz sentido. O Reino Unido acaba de abandonar negociações de livre comércio com o Canadá porque só conseguiu condições piores do que tinha como membro da UE. 

Cameron pede demissão e é substituído pela primeira-ministra Theresa May (2016-19), que votou a favor de ficar e nunca é aceita pelos eurocéticos. Suas propostas de acordo de divórcio com a UE são rejeitadas pela Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.

Johnson consegue derrubar May e vence as eleições parlamentares de 12 de dezembro de 2019 com a promessa de concluir a saída da UE.

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Hoje na História do Mundo: 23 de Junho

HITLER EM PARIS

     Em 1940, o ditador nazista Adolf Hitler faz sua única visita a Paris, tomada dias antes, em 14 de junho, pelas forças da Alemanha na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Ao sair, diz que foi "o maior e mais belo momento da minha vida."


 
Quando os aliados estão prestes a libertar a capital da França, em agosto de 1944, Hitler manda o comandante militar alemão incendiar a cidade, mas o general não faz isso, talvez por não ter mais poder. 

Na sua biografia, Dietrich von Choltitz tenta levar a glória por poupar a Cidade Luz, uma das capitais do mundo.

NASSER ELEITO PRESIDENTE

    Em 1956, o coronel Gamal Abdel Nasser é eleito presidente do Egito com 99,95% dos votos, votação típica de ditadores.


Nasser, um dos líderes da Revolução dos Coronéis, que derruba o rei Faruk em 1952, nacionaliza o Canal de Suez, em 26 de julho de 1956, provocando a Segunda Guerra Árabe-Israelense. É o líder do nacionalismo pan-árabe até a humilhante derrota para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Fundador da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em 1964, governa o Egito até a morte, em 1970.

Quando Nasser ameaça fechar o Canal do Suez e manda a força de paz das Nações Unidas sair da Península do Sinai, Israel toma como ameaça de uma guerra iminente e bombardeia as forças aéreas dos países árabes em solo, em 5 de junho de 1967. 

Com total superioridade aérea, Israel obtém uma vitória rápida e decisiva. Ocupa a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, do Egito; a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, da Jordânia; e as Colinas do Golã, da Síria.

OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA

   Em 1972, o chefe da Casa Civil da Casa Branca, Harry Haldeman, aconselha o presidente Richard Nixon (1969-74) a pressionar o diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, a ficar fora da investigação do Escândalo de Watergate.


O escândalo é resultado da invasão do Edifício Watergate, onde ficava a sede do diretório nacional do Partido Democrata, em Washington, em 17 de junho de 1972, pelo que depois se sabe que era a turma de encanadores da Casa Branca, que instalaria equipamentos de escuta. No mesmo ano, Nixon é reeleito com ampla margem sobre o democrata George McGovern.

Ao cobrir o caso no tribunal, o repórter Carl Berstein, do jornal The Washington Post desconfia porque os advogados de defesa estavam entre os mais caros de Washington.

Bernstein e seu colega Bob Woodward investigam o caso. Com informações de uma fonte identificada então como Garganta Profunda, nome de um filme pornográfico da época, chegam à Casa Branca. Eles assumem o compromisso de não divulgar o nome do informante enquanto ele estivesse vivo. Em 2005, aos 91 anos, Mark Felt, subdiretor do FBI em 1972, se revela. 

Haldeman tenta convencer Nixon a obstruir a justiça, o que o leva à cadeia e à renúncia do presidente em 9 de agosto de 1974. Todos os ministros envolvidos no caso são presos. Nixon obtém o perdão presidencial de seu sucessor, o presidente Gerald Ford (1974-77).

CHEFÃO CONDENADO

   Em 1992, o chefão da máfia John Gotti, conhecido como Dom Teflon, é sentenciado à prisão perpétua por 14 acusações de conspiração para matar e extorsão

Minutos depois, centenas de aliados de Gotti tentam invadir o tribunal, no bairro do Brooklyn, em Nova York, e incendeiam carros até serem rechaçados pela polícia.

Gotti vira chefão da família Gambino depois do assassinato de Paul Castellano, em 1985, organizado por seu aliado Sammy Gravano, o Touro. Em 1990, é denunciado por conspiração para cometer o homicídio de Castellano e Gravano aceita depor contra ele. Gotti morre na cadeia de câncer na garganta.

BREXIT

    Em 2016, por 52% a 48%, os britânicos decidem retirar o Reino Unido da União Europeia.


 A saída britânica (Brexit) é consumada no início de 2021, depois de uma longa negociação de um acordo de divórcio e de um período de transição. O líder da campanha pela saída é o ex-primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Uma pesquisa recente indica que a maioria do eleitorado não mudou de ideia, mas quer uma relação mais próxima com a UE. Os prejuízos à economia do país são evidentes. O comércio com o bloco europeu caiu tanto em exportações como importações. A questão da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte gerou uma crise com a UE, ameaça a paz na Irlanda do Norte e as relações com os Estados Unidos. E a Escócia, onde 62% votaram para ficar no bloco europeu, quer realizar um novo plebiscito sobre a independência.