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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 16 de Setembro

GRANDE INQUISIDOR

    Em 1498, morre em Ávila, na Espanha, aos 78 anos o Grande Inquisidor espanhol Tomás de Torquemada, o maior símbolo do fanatismo religioso e do terror do Santo Ofício.

Torquemada nasce em Valladolid, no reino de Castela, em 14 de outubro de 1420. Sobrinho de Juan de Torquemada, um cardeal e teólogo dominicano, Tomás entra para a ordem dominicana. Em 1452, ele se torna prior do Convento de Santa Cruz, em Segóvia.

Na época, a Península Ibérica tem mais cristãos novos, judeus convertidos, do que qualquer outra região, fruto da relativa tolerância do Império Andaluz, que durou mais de 700 anos.

Aliado da polícia religiosa dos reis católicos, Fernando II, de Aragão, e Isabel I, de Castela, de quem é confessor, e convencido de que judeus e muçulmanos, mesmo convertidos, são uma ameaça à fé cristã, Torquemada os persegue e influencia políticas públicas discriminatórias.

É "o martelo dos hereges, a luz da Espanha, o salvador do seu país, a honra de sua ordem", nas palavras do cronista espanhol da época Sebastián de Olmedo.

Em agosto de 1483, Torquemada é nomeado Grande Inquisidor de Castela e Leão e, a partir de 17 de outubro, também em Aragão, na Catalunha, em Valência e em Mayorca. Nesta função, ele reorganiza a Inquisição na Espanha, instalada em 1478 em Castela, e cria tribunais em Sevilha, Cidade Real, Córdoba, Jaén e Saragoça.

O Grande Inquisidor promulga, em 1484, 28 artigos de orientação aos inquisidores, que deveriam investigar não apenas crimes de heresia e apostasia, mas também bruxaria, sodomia, poligamia, blasfêmia, usura e outras ofensas. Outros artigos são acrescentados até 1498. A tortura é usada para obter confissões. Tudo em nome de Deus.

Cerca de 2 mil pessoas são queimadas na fogueira durante o reino do terror de Torquemada. Sua hostilidade aos judeus certamente influencia na decisão dos reis católicos de expulsar os judeus da Espanha, em 31 de março de 1492. Em junho de 1494, o papa Alexandre VI nomeia quatro inquisidores assistentes para controlar o Grande Inquisidor.

PEREGRINOS DO MAYFLOWER

    Em 1620, o navio Mayflower sai de Plymouth, na Inglaterra, rumo à colônia da Virgínia, fundada em 1607, com 102 pessoas a bordo, mas tempestades e erros de navegação desviam a embarcação para a costa de Massachusetts, onde eles chegam no Cabo Cod em 21 de novembro.

Os peregrinos do Mayflower, puritanos que fogem das guerras religiosas na Europa, estão entre os fundadores dos Estados Unidos. Na véspera do Natal, desembarcam na baía que batizam de Plymouth, mesmo nome da cidade inglesa de onde zarparam.

Antes de descer em terra firme para se estabelecer na América, os colonos assinam um documento de 200 palavras, o Compacto Mayflower, um dos primeiros instrumentos de governança do que seriam os EUA.

O Mayflower fica na América até abril de 1621, quando volta para a Inglaterra. Depois de outras viagens, é desmantelado. Em 1957, uma réplica do Mayflower fabricada na Inglaterra refaz a viagem em 53 dias.

Depois de resistir durante um ao inverno rigoroso e aos indígenas, com quem a início têm boa relação, os colonos festejam e agradecem a Deus no que é hoje o Dia Nacional de Ação de Graças, uma das datas mais importantes do país.

GRITO DE DOLORES

    Em 1810, o padre católico Miguel Higaldo y Costilla dá o Grito de Dolores, uma declaração lida na cidade de Dolores, hoje parte do estado de Guanajuato, pedindo o fim de 300 anos de dominação espanhola, marco do início da Guerra da Independência do México.

Miguel Hidaldo participa de uma conspiração contra a coroa espanhola durante a ocupação da Espanha por Napoleão Bonaparte na Guerra Peninsular (1807-14). Com o colapso da administração central do Império Espanhol, as colônias latino-americanas proclamam a independência.

Quando a conspiração é traída, ele decide agir imediatamente. Depois de armar populares, ao lado de Ignacio Allende e Juan Aldama, o padre Miguel Hidalgo convoca à rebelião armada contra o Vice-Reino da Nova Espanha, que era o nome da administração colonial do México. 

O texto exato do Grito de Hidalgo não é preservado para a história. Há várias reconstruções. Com certeza, diz: "Longa vida a Nossa Senhora de Guadalupe!", a padroeira do México. "Morte ao mau governo! Morte aos gapuchines!" (espanhóis).

HIdalgo consegue formar um exército popular. Depois de saques, pilhagens e derramamento de sangue, a revolta é derrotada e Higaldo é executado em 30 de julho de 1811. Mas o Grito de Dolores é a faísca que deflagra a Guerra da Independência do México, que vai até 27 de setembro de 1821.

GANDHI INICIA GREVE DE FOME

    Em 1932, preso na cadeia de Yerwada, em Pune, Mohandas Gandhi, o Mahatma (Grande Espírito), o grande herói da independência da Índia, começa uma greve de fome em protesto contra a decisão do Império Britânico de separar o sistema eleitoral por castas.

Sob influências das ideias do escritor e naturalista norte-americano Henry David Thoreau, pioneiro da desobediência civil, e do escritor russo Leon Tolstói, Gandhi lança nos anos 1920 campanhas de resistência pacífica na luta contra o imperialismo, a satiagraha (insistência na verdade).

É preso, solto e convidado para representar o Partido do Congresso numa conferência em Londres. Ao voltar à Índia, em janeiro de 1932, começa nova campanha de desobediência civil.

Com a "greve de fome até a morte", Gandhi repudia a Constituição imposta pelo império, que dá às castas inferiores, aos intocáveis, uma representação política separada por 70 anos. Gandhi alega que a medida consolida a discriminação social no país.

Gandhi vem de uma casta superior, de mercadores, mas defende a emancipação dos harijans (filhos de Deus).

A Índia conquista a independência em 15 de agosto de 1947 e se separa do Paquistão. Gandhi inicia sua última greve de fome em 12 de janeiro de 1948 para pressionar hindus e muçulmanos a cessarem a violência em Nova Déli, a capital do país. 

Menos de duas semanas depois de encerrar o jejum, o extremista hindu Nathuram Godse mata Gandhi com três tiros no peito. Godse era membro do grupo extremista Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), ao qual é ligado o atual primeiro-ministro ultranacionalista hindu Narendra Modi, um neofascista que persegue muçulmanos e ameaça a maior democracia do mundo.

GOLPE DERRUBA PERÓN

    Em 1955, um golpe militar liderado pelo general Eduardo Lonardi, chamado de Revolução Libertadora, derruba o presidente e general Juan Domingo Perón, um líder populista que até hoje domina a política argentina.

Reeleito com 62,5% dos votos em 11 de novembro de 1951, Perón tem um segundo governo muito mais difícil do que o primeiro, quando se beneficia da riqueza acumulada exportando lã e alimentos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

Com a crise econômica e sem a carismática e angelical María Eva Duarte de Perón, a Evita, sua segunda mulher, que morre de câncer em 26 de julho de 1952, o caudilho enfrenta a oposição crescente de estudantes, do empresariado e da Igreja Católica.

Depois do golpe, Lonardi, reconhecendo a força do peronismo, tenta fazer um acordo. É afastado e substituído pelo general linha-dura Pedro Aramburu por adiar a desperonização. O Partido Justicialista (peronista) é dissolvido e há intervenção nos sindicatos. É proibido até ter fotos de Perón e Evita em casa.

Perón volta em 1973, é reeleito presidente e governa até a morte, em 1º de maio de 1974. É substituído pela vice-presidente María Estela Martínez de Perón, a Isabelita. Sem o carisma de Evita, com aumento da atividade das guerrilhas de esquerda e dos grupos paramilitares de direita, o país afunda no caos.

Um novo golpe militar, em 24 de março de 1976, derruba Isabelita e leva à mais sangrenta ditadura da história argentina, com pelo menos 12 mil mortes, que só acaba em 1983, depois da humilhante derrota para o Reino Unido na Guerra das Malvinas (1982).

MORRE MARIA CALLAS

    Em 1977, a soprano norte-americana de origem grega Maria Callas, uma das maiores cantoras de ópera da história, morre do coração em Paris aos 53 anos. Suas cinzas são jogadas no Mar Egeu.

Soprano absoluta, Callas é chamada de Divina pela voz, pela técnica musical e pela interpretação dramática.

Maria Cecilia Sofia Anna Kalogeropoulus nasce em Nova York em 2 de dezembro de 1923, filha de imigrantes. Em dificuldades econômicas, a mãe volta em 1937 para a Grécia, onde Maria estuda canto no Conservatório de Atenas com Elvira de Hidalgo.

Ela se apresenta na Ópera de Atenas na peça Tosca, de Puccini, em 1941. Nos anos 1950, canta regularmente nos grandes teatros de ópera, o Scala, de Milão; o Metropolitan, de Nova York; e a Ópera Real de Covent Garden, no centro de Londres.

A grande diva é temperamental em seu perfeccionismo. Suas brigas públicas ganham tanto espaço no jornal quanto os sucessos operísticos.

 

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 26 de Agosto

BATALHA DE CRÉCY

    Em 1346, durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), o exército do rei Eduardo III, da Inglaterra, aniquila as forças de Felipe VI, da França, na Batalha de Crécy ou Batalha da Normandia, o primeiro grande combate da guerra. É uma das primeiras em que os ingleses usam arcos de longo alcance e a primeira em que usam um pequeno canhão.

Eduardo III invade a Normandia em 12 de julho de 1346 com uma força de 14 mil homens e marcha em direção ao norte saqueando o interior da França. Para contra-atacar, Felipe VI mobiliza um exército de 12 mil homens, 8 mil cavaleiros armados e 4 mil arqueiros genoveses.

O exército inglês estaciona em Crécy à espera dos franceses, que chegam no dia 26 e tomam a iniciativa de atacar com seus arqueiros. Mas, do outro lado, há 10 mil arqueiros armados com grandes arcos com alcance muito maior.

Quando os cavaleiros armados franceses tentam avançar, são atingidos por uma chuva impiedosa de flechas. No início da noite, os franceses recuam depois de perder um terço de seus soldados, inclusive Carlos II de Alencon, irmão de Felipe VI, do rei João da Boêmia e de Luís II de Nevers, aliados do rei da França.

Os arqueiros ingleses são decisivos na Batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385, uma das mais importantes da Idade Média, quando lutam ao lado das forças de Dom João I, rei de Portugal, contra o rei João I de Castela, fruto do Tratado Anglo-Português, de 1373, que cria a mais antiga aliança militar existente até hoje.

A aliança é consolidada pelo Tratado de Windsor, de 9 de maio de 1386, e o casamento de Dom João I, fundador de Dinastia de Avis, com Dona Filipa de Lancaster, filha de João de Gante e neta de Eduardo III da Inglaterra. 

Mãe do infante Dom Henrique, Dona Filipa é chamada de "divino ventre do império, madrinha de Portugal" pelo poeta Fernando Pessoa. Ela morre de peste bubônica em 19 de julho de 1415, seis dias antes da partida da expedição que toma Ceuta, no Marrocos, em 21 e 22 de agosto, marco inicial do Império Português, que acaba no fim de 1999 com a devolução de Macau à China..

JOANA D'ARC SE APROXIMA DE PARIS

    Em 1429, durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), na campanha para expulsar os ingleses da França, Joana d'Arc chega aos arredores de Paris, mas a ofensiva fracassa.

Joana d'Arc nasce em 1412 em Donrémy, no Nordeste da Franca, numa família camponesa e alega ter visões de São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida que a inspiram a se unir ao exército de Carlos VI para livrar a França do domínio da Inglaterra. Vira uma heroína ao entrar em combate no Cerco de Orleans, de 12 de outubro de 1428 a 8 de maio de 1429, a primeira grande vitória francesa depois da derrota na Batalha de Agincourt, em 25 de outubro de 1415.

A França obtém outras vitórias, mas o Cerco de Paris, de 3 a 8 de setembro, fracassa. Em 23 de maio de 1430, Joana d'Arc é capturada pelas forças de João, Duque de Borgonha, aliado da Inglaterra. É julgada pelo bispo Pierre Cauchon, que faz acusações de cunho religioso e a condena à morte na fogueira como uma bruxa.

Na História dos Povos da Língua Inglesa, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill considera um grande erro a execução na fogueira, em Ruan, em 30 de maio de 1341, que a transforma em mártir. Em 1456, um Tribunal da Inquisição autorizado pelo papa Calisto III a proclama inocente e mártir da Igreja.

Depois da Reforma Protestante, no século 16, Joana d'Arc vira um símbolo da Igreja Católica. Por decisão de Napoleão Bonaparte, em 1803, torna-se um símbolo nacional de França. É beatificada em 1909 e declarada Santa Joana d'Arc em 1920. Hoje é a heroína cultuada pela extrema direita francesa.

REBELIÃO DO UÍSQUE 

    Em 1794, o presidente George Washington escreve ao governador da Virgínia, Henry Lee, um ex-general, para avisar que vai enfrentar a Rebelião do Uísque (1791-94), o primeiro desafio ao governo federal dos Estados Unidos, por temer que “abale os alicerces” da República.

A Rebelião do Uísque é fruto do descontentamento dos produtores de grãos com os impostos federais cobrados sobre bebidas destiladas. Quando os ruralistas ameaçam fisicamente os coletores de impostos federais, o governo apela à Justiça.

Em agosto de 1974, 6 mil rebeldes se reunem num campo perto de Pittsburgh, na Pensilvânia, com guilhotinas falsas e desafiam o governo a dispersá-los. No dia 7, Washington encarrega o secretário do Tesouro, Alexander Hamilton, seu ajudante de ordens na Guerra da Independência dos EUA (1775-83), de organizar uma força para subjugar os insurgentes.

Aos 62 anos, Washington monta num cavalo à frente de uma tropa de 13 mil homens, tornando-se o único presidente dos EUA a comandar uma força militar no campo de batalha, em 30 de setembro de 1794. Logo, cede o comando a Hamilton.

Diante das tropas federais, os rebeldes se dispersam. Não há derramamento de sangue. Ao prestar contas ao Congresso, Washington admite que reprimir a revolta foi uma decisão angustiante. Ele declara ser a favor do direito do cidadão de protestar contra impostos que considere injustos, uma das causas da Guerra da Independência, mas teme pela jovem democracia.

A revolta revela uma divisão em Washington entre defensores dos direitos dos agricultores, como os futuros presidentes Thomas Jefferson e James Madison, e defensores dos interesses urbanos e industriais, como Hamilton e John Adams.

VOTO FEMININO

    Em 1920, com a ratificação por 75% dos estados, a Emenda nº 19 é incorporada à Constituição dos Estados Unidos dando o direito de voto às mulheres depois de 70 anos de luta do movimento das sufragistas.

O texto é simples e direto: "O direito de voto dos cidadãos dos Estados Unidos não será negado ou cerceado em nenhum Estado em razão do sexo. O Congresso terá competência para, mediante legislação adequada, executar este artigo." 

As mulheres passam a votar e exercer cargos públicos, mas vários estados aprovam leis discriminatórias. As mulheres negras só conquistam definitivamente este direito com a aprovação da Lei dos Direitos de Voto, sancionada pelo presidente Lyndon Johnson em 6 de agosto 1965.

PAPA SORRISO

    Em 1978, o conclave do Sacro Colégio Cardinalício elege em terceira votação o cardeal Albino Luciani como novo papa. Ele é o primeiro chefe da Igreja Católica a adotar um nome duplo, João Paulo I, em homenagem a seus antecessores, João XXIII e Paulo VI. Mas seu papado dura apenas 33 dias e termina com uma morte suspeita, em 28 de setembro.

Luciani nasce em Forno di Canale, no Norte da Itália, em 17 de outubro de 1912. O pai, Giovanni, socialista, é obrigado a procurar emprego fora da Itália durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18). O futuro papa decide entrar para a Igreja aos 10 anos, quando um frade vai a sua aldeia na Quaresma pregar sermões.

O pai concorda e aconselha: "Espero que quando sacerdote estejas ao lado dos trabalhadores, porque o próprio Cristo estaria." Ele é ordenado padre em 7 de julho de 1935 e vira pároco de sua cidade natal antes de tornar, em 1937, professor e vice-reitor do seminário de Belluno. Em 1941, começa o Doutorado em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Luciani é nomeado bispo por João XXIII e participa do Concílio Vaticano II (1962-65), que moderniza a Igreja Católica, permite que a missa seja rezada nas línguas nacionais, e não apenas em latim, aceita a liberdade religiosa e o ecumenismo, com tolerância aos não cristãos. Estas reformas levam ao desenvolvimento, na América Latina, da Teologia da Libertação, da opção preferencial pelos pobres

É Patriarca de Veneza quando é eleito papa vencendo o ultraconservador Giuseppe Siri, considerado favorito, por 99 a 11. É o primeiro papa que recusa uma cerimônia formal de coroação.

Numa premonição da morte, teria dito: "Alguém mais forte do que eu e que merecia estar neste lugar estava sentado na minha frente durante o conclave." Era o cardeal polonês Karol Woytila, arcebispo de Varsóvia, que seria o papa João Paulo II. "Ele virá porque eu me vou."

João Paulo II, um conservador, é um personagem importante na luta contra o comunismo na Europa Oriental no fim da Guerra Fria. Quando criticado pela Santa Sé, o ditador soviético Josef Stalin desprezou o poder da Igreja com a frase: "Quantas divisões tem o Vaticano?" Mas, ao olhar a multidão que recebe João Paulo II na Polônia em 1989, o presidente norte-americano Ronald Reagan vê um aliado.

Na noite de 27 de setembro de 1978, João Paulo I sente fortes dores no peito, mas não chama o médico. Na manhã seguinte, está morto por um ataque cardíaco. Como era filho de socialista, tinha dito "onde está Lenin também está Jerusalém" e não houve autópsia, surgem teorias conspiratórias sobre sua morte.

No livro Em Nome de Deus, de 1984, o jornalista britânico David Yallop afirma que é morto por estar prestes a descobrir escândalos financeiros que realmente houve no Instituto de Obras Religiosas, o banco do Vaticano, chefiado pelo arcebispo norte-americano Paul Marcinkus. Outro envolvido no escândalo é Roberto Calvi, diretor do Banco Ambrosiano, é encontrado enforcado numa ponte de Londres. Também é suspeito Licio Gelli, mafioso da loja maçônica P2.

Quando investiga a morte do papa, Yallop é alvo de um atentado a bomba que mata seu motorista e lhe tira o paladar. Em 1987, outro jornalista britânico, John Cornwell, supostamente ligado à Cúria Romana, refuta esta tese no livro Um Ladrão na Noite

Quarenta anos depois da morte, em suas memórias, o mafioso italiano Antoni Raimondi, sobrinho de Lucky Luciano, afirma que matou o Papa Breve. Teria ficado na porta do quarto do papa enquanto Marcinkus aplicava o veneno. O papa Francisco beatifica João Paulo I em 4 de setembro de 2022.

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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 25 de Agosto

CONCÍLIO DE NICEIA

    Em 325, o Concílio de Niceia, a primeira reunião de cúpula da Igreja Católica para discutir os princípios da fé, termina com o estabelecimento da Doutrina da Santíssima Trindade (pai, filho e espírito santo).

O concílio, convocado em maio pelo imperador Constantino, o primeiro a seguir o cristianismo como religião, declara ser heresia colocar Jesus Cristo como uma figura menor do que Deus.

Arius, um sacerdote de Alexandria, no Egito, questiona a divindade de Cristo porque ele nasceu. Sua história tem um começo, enquanto Deus é eterno. O debate teológico sai da academia e se espalha por todas as congregações da Igreja.

Constantino, então, convoca bispos de todo o império para resolver o problema. O imperador preside à cerimônia de abertura do concílio, realizado na Niceia, hoje parte da Turquia. A Doutrina da Santíssima Trindade resolve o debate teológico.

PRIMEIRA TRAVESSIA DA MANCHA A NADO

    Em 1875, Matthew Webb, um capitão de navio da marinha mercante de 27 anos, torna-se o primeiro homem a atravessar a nado o Canal da Mancha, de 45 quilômetros, de Dover, na Inglaterra, a Calais, na França.

Com o mar revolto e as correntes marinhas, ele é obrigado a nadar mais de 60 quilômetros. Cruza o canal em 21 horas e 45 minutos.

De uma família com 12 filhos, Webb aprende a nadar no Rio Severn. Aos 12 anos, entra para a marinha mercante. Nas viagens pelo mundo, costumava dar nadadas de risco. Não é rápido, mas tem grande resistência.

Para se acostumar ao mar frio e atravessar a Mancha, treina distâncias de 20 a 30 quilômetros na costa da Inglaterra.

Webb sai do Pier do Almirantado, em Dover, no dia 24 de agosto com o corpo untado de gordura e um traje de seda vermelho. Barcos que o acompanham dão, chá, licor e outros líquidos para o atleta amador. 

Quando ele está a cerca de 10 km da costa da França, a maré vira e o empurra para trás, Mas às 11h,  ele chega em terra. Depois de dormir 12 horas na França, volta de navio para o Reino Unido.

MORTE DE NIETZSCHE

    Em 1900, morre o filósofo, acadêmico, crítico cultural, poeta e compositor alemão Friedrich Nietzsche, um dos pensadores mais importantes da história.

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasce em Röcken, na Prússia, em 15 de outubro de 1844. Começa sua carreira como filólogo clássico estudando o grego e o latim antes de virar filósofo.

Seus livros criticam ferozmente a religião, a moral, a cultura, a filosofia e a ciência com abundância de metáforas, ironias e aforismos. As ideias centrais incluem a crítica à dicotomia apolínea-dionisíaca, a vontade de poder, o super-homem, o eterno retorno e a morte de Deus.

Ateu, Niezsche afirma que o homem é um ser tão arrogante que cria Deus a sua imagem e semelhança, quando a Bíblia diz que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança.

Aos 44 anos, em 1889, sofre um colapso e perde suas capacidades mentais. Passa o fim da vida sob os cuidados da mãe e de uma irmã.

ALEMANHA QUEIMA LOUVAIN

    Em 1914, no início da Primeira Guerra Mundial (1914-18), o Exército da Alemanha queima e saqueia durante quatro dias a cidade belga de Louvain, matando centenas de civis, numa amostra da violência de sua máquina de guerra.

Nos primeiros dias da guerra, a Alemanha viola a neutralidade da Bélgica e invade este país a caminho de atacar a França. A Universidade de Louvain, de 1426, e sua biblioteca são incendiadas, sob protestos internacionais,

LIBERTAÇÃO DE PARIS

     Em 1944, depois de mais de quatro anos de ocupação nazista, a 2ª Divisão Blindada do Exército da França e a 4ª Divisão de Infantaria do Exército dos Estados Unidos libertam Paris.

A cidade é tomada em 14 de junho de 1940, um mês depois da invasão da França pela Alemanha Nazista. Oito dias depois, é firmado um armistício, por exigência do ditador nazista Adolf Hitler no mesmo vagão onde a Alemanha assinara a rendição no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18). É um sinal de que Hitler vê uma guerra como a continuação da outra. Desta rendição, surge o regime fantoche colaboracionista de Vichy. Do exílio em Londres, o general Charles de Gaulle lidera a França Livre.

A 2ª Divisão Blindada da França é criada em 1943 com o propósito de libertar Paris depois da Invasão da Normandia, quando é colocada sob o comando do general George Patton, do 3º Exército dos EUA

A resistência alemã é fraca e o comandante militar nazista, general Dietrich von Choltitz, não segue a ordem de Hitler para incendiar a cidade e destruir seus marcos históricos. Em sua biografia, Choltitz tenta levar o crédito por salvar Paris, mas talvez não tivesse mais poder para arrasar a magnífica capital da França.

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terça-feira, 23 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 23 de Junho

 HITLER EM PARIS

     Em 1940, o ditador nazista Adolf Hitler faz sua única visita a Paris, tomada dias antes, em 14 de junho, pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Ao sair, diz que foi "o maior e mais belo momento da minha vida."


 
Quando os aliados estão prestes a libertar a capital da França, em agosto de 1944, Hitler manda o comandante militar alemão incendiar a cidade, mas o general não faz isso, talvez por não ter mais poder. 

Na sua biografia, Dietrich von Choltitz tenta levar a glória por poupar a Cidade Luz, uma das capitais do mundo, mas talvez não tivesse mais o controle de Paris.

NASSER ELEITO PRESIDENTE

    Em 1956, o coronel Gamal Abdel Nasser é eleito presidente do Egito com 99,95% dos votos, votação típica de ditadores.


Nasser, um dos líderes da Revolução dos Coronéis, que derruba o rei Faruk em 1952, nacionaliza a empresa franco-britânica que opera o Canal de Suez, em 26 de julho de 1956, provocando a Segunda Guerra Árabe-Israelense. É o líder do nacionalismo pan-árabe até a humilhante derrota para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Fundador da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em 1964, governa o Egito até a morte, em 1970.

Quando Nasser ameaça fechar o Canal do Suez e manda a força de paz das Nações Unidas sair da Península do Sinai, Israel toma como ameaça de uma guerra iminente e bombardeia as forças aéreas dos países árabes em solo, em 5 de junho de 1967. 

Com total superioridade aérea, Israel obtém uma vitória rápida e decisiva na Guerra dos Seis Dias. Ocupa a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, do Egito; a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, da Jordânia; e as Colinas do Golã, da Síria.

OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA

   Em 1972, o chefe da Casa Civil da Casa Branca, Harry Haldeman, aconselha o presidente Richard Nixon (1969-74) a pressionar o diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, a ficar fora da investigação do Escândalo de Watergate.


O escândalo é resultado da invasão do Edifício Watergate, onde ficava a sede do diretório nacional do Partido Democrata, em Washington, em 17 de junho de 1972. Depois se descobre que era a turma de encanadores da Casa Branca, que instalaria equipamentos de escuta. No mesmo ano, Nixon é reeleito por ampla margem sobre o democrata George McGovern.

Ao cobrir o caso no tribunal, o repórter Carl Berstein, do jornal The Washington Post desconfia porque os advogados de defesa estão entre os mais caros de Washington. Não são criminosos comuns.

Bernstein e seu colega Bob Woodward investigam o caso. Com informações de uma fonte identificada então como Garganta Profunda, nome de um filme pornográfico da época, chegam à Casa Branca. Eles assumem o compromisso de não divulgar o nome do informante enquanto ele estivesse vivo. Em 2005, aos 91 anos, Mark Felt, subdiretor do FBI em 1972, se revela. 

Haldeman tenta convencer Nixon a obstruir a justiça, o que o leva à cadeia e à renúncia do presidente em 9 de agosto de 1974. Todos os ministros envolvidos no caso são presos. Nixon obtém o perdão presidencial de seu sucessor, o presidente Gerald Ford (1974-77).

CHEFÃO CONDENADO

   Em 1992, o chefão da máfia John Gotti, conhecido como Dom Teflon, é sentenciado à prisão perpétua por 14 acusações de conspiração para matar e extorsão.

Minutos depois, centenas de aliados de Gotti tentam invadir o tribunal, no bairro do Brooklyn, em Nova York, e incendeiam carros até serem rechaçados pela polícia.

Gotti vira chefão da família Gambino depois do assassinato de Paul Castellano, em 1985, organizado por seu aliado Sammy Gravano, o Touro. Em 1990, é denunciado por conspiração para cometer o homicídio de Castellano e Gravano aceita depor contra ele. Gotti morre na cadeia de câncer na garganta.

BREXIT

    Em 2016, por 52% a 48%, os britânicos decidem retirar o Reino Unido da União Europeia.


 A saída britânica (Brexit) é consumada no início de 2021, depois de uma longa negociação de um acordo de divórcio e de um período de transição. O líder da campanha pela saída é o ex-primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Pesquisa recentes indicam que 55% a 61% apoiam a volta à UE no futuro. Os prejuízos à economia do país são evidentes. O comércio com o bloco europeu caiu tanto em exportações como importações. 

A questão da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte gerou uma crise com a UE, ameaçou a paz na Irlanda do Norte e as relações com os Estados Unidos. E a Escócia, onde 62% votaram para ficar no bloco europeu, quer realizar um novo plebiscito sobre a independência.

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terça-feira, 16 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 16 de Junho

MONTANHA RUSSA 

   Em 1884, a primeira montanha russa dos Estados Unidos é inaugurada na ilha de Coney, no bairro do Brooklyn, em Nova York.

A Montanha Russa nasce na Rússia com incentivo da poderosa czarina Catarina II, a Grande (1762-96), em São Petersburgo, com trenós em pistas construídas no inverno sobre montanhas de gelo, de onde descem por gravidade de uma altura de cerca de 20 metros, com uma inclinação de 50 graus.

Com o sucesso, são logo copiadas. Paris faz a sua em 1812. O primeiro looping é feito em Paris com um projeto inglês. O carrinho dá uma volta no ar num círculo de cerca de 4 metros de diâmetro.

Nos, EUA, os carrinhos andam a 10 quilômetros por hora e o ingresso custa um níquel. O sucesso é imediato.

FUGA DE NUREYEV

    Em 1961, o bailarino russo Rudolf Nureyev, número um do Balé Kirov, de Leningrado (hoje São Petersburgo), se livra dos guardas da Embaixada da União Soviética no aeroporto de Le Bourget, perto de Paris, e pede asilo político à França.

O jovem bailarino se apaixona por Paris. Fica fascinado pela Sainte-Chapelle. Quer experimentar tudo. Num restaurante, pede chá, chocolate quente e coca-cola. 

Quando o diretor da companhia lhe diz que não irá para Londres, que tem de voltar a Moscou porque sua mãe está doente e o ditador Nikita Kruschev quer que dance no Kremlin, tem a certeza de que estão mentindo. Teme nunca mais poder sair da URSS e talvez nem mais dançar. Com ajuda de amigos franceses e proteção da polícia, consegue se livrar dos agentes russos

Ao chegar a Londres, o diretor de companhia declara que Nureyev havia voltado para a Rússia porque sua mãe estava doente. 

MULHER NO ESPAÇO

    Em 1963, a cosmonauta soviética Valentina Tereshkova se torna a primeira mulher a viajar ao espaço.


A URSS larga na frente na corrida espacial. Lança o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik, em 4 de outubro de 1957. Manda o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961, e a primeira mulher.

A bordo da nave Vostok-6, ela dá 48 voltas sobre a Terra. Hoje é deputada da Duma do Estado da Rússia e aliada fiel do ditador Vladimir Putin.

PEDRAS QUE ROLAM

    Em 1965, o cantor e compositor Bob Dylan grava Like a Rolling Stone, talvez seu maior sucesso.

Com guitarras elétricas e órgão, a canção marca uma virada na carreira de Dylan. Como tem 6min34seg, os executivos da Columbia Records decidem não lançar a música como compacto simples. 

Em setembro, Like a Rolling Stone chega ao segundo lugar nas paradas de sucesso, atrás de Help, dos Beatles.

LÍDER SOVIÉTICO

    Em 1977, Leonid Brejnev é eleito presidente da União Soviética.

Ele é secretário-geral do Partido Comunista desde a queda de Nikita Kruschev, em 1964, quando faz parte de uma troika, dividindo o poder com o primeiro-ministro Alexei Kossigin e o presidente do Soviete Supremo, Nikolai Podgorny. 

Ao ser eleito presidente, Brejnev passa a acumular a chefia do Estado e do partido, tornando-se dirigente máximo da URSS. A Era Brejnev (1964-82) é a mais longa da história da URSS depois do período stalinista (1927-53). 

É um período de estagnação. Depois dos breves governos de Yuri Andropov (1982-84) e Konstantin Chernenko (1984-85), o reformista Mikhail Gorbachev (1985-91) ascende à liderança do partido e do governo e é o último líder da URSS.

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domingo, 14 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 14 de junho

LISTRAS E ESTRELAS

    Em 1777, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental aprova uma resolução definindo que a bandeira nacional terá treze listras horizontais alternando vermelho e branco, numa referência às 13 colônias que formam o país e, num canto superior, 13 estrelas brancas sobre um fundo azul.

O desenho com listras é inspirado na bandeira da Grande União empunhada pelo Exército Continental em 1776, ano da declaração de independência. Quando novos estados aderem à União, são acrescentadas estrelas e listras. Em 1818, o Congresso decide que as listras voltam a ser 13 e uma estrela branca é acrescentada a cada novo estado.

O primeiro Dia da Bandeira é festejado cem anos depois da adoção da bandeira, em 14 de junho de 1877.

MOTIM NO BOUNTY

    Em 1789, o capitão William Bligh e outros 18 sobreviventes do Motim do Bounty abandonados num barco aberto à deriva sete semanas antes chegam ao Timor depois de uma viagem de 6 mil quilômetros.

O Bounty leva mudas de fruta-pão a serem plantadas nas colônias britânicas no Mar do Caribe, quando a tripulação se rebela sob a liderança do imediato Fletcher Christian e toma o navio, em 28 de abril.

Bligh vai para o Reino União e volta ao Oceano Pacífico. Christian e os amotinados resolvem colonizar a Ilha de Tubuai. Com o fracasso da empreitada, o Bounty vai para o Taiti, onde 16 ficam marinheiros. São capturados pelas autoridades, levados para a Inglaterra e quatro são enforcados. 

Christian, oito amotinados, seis homens taitianos, 12 mulheres taitianas e uma criança vão no Bounty para Pitcairn, uma ilha deserta a mais de 1,6 mil quilômetros a leste do Taiti. 

Em 1808, um navio baleeiro americano descobre uma comunidade liderada por John Adams, o único sobrevivente do grupo que se instalou na ilha.

O Motim do Bounty vira filme de Hollywood, com Marlon Branco no papel de Christian. Durante a filmagem, ele se apaixona por uma taitiana com quem se casa.

HITLER TOMA PARIS

    Em 1940, as tropas da Alemanha Nazista ocupam Paris durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, pressiona a França a resistir dizendo que os Estados Unidos entrariam na guerra. O presidente Franklin Roosevelt congela os bens das potências do Eixo nos EUA e oferece ajuda à França, mas, a conselho do secretário de Estado, Cordell Hull, evita fazer uma declaração porque seria vista como um prelúdio de uma declaração de guerra.

Quando as tropas nazistas entram na cidade, 2 milhões de pessoas haviam fugido. Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a Frota Americana do Pacífico em Pearl Harbor, no Havaí. Paris é libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia pelos aliados ocidentais em 6 de junho daquele ano.

PRIMEIROS PRESOS EM AUSCHWITZ

    Em 1940, os primeiros prisioneiros políticos poloneses chegam a Auschwitz, um antigo quartel do Exército da Polônia convertido pela Alemanha Nazista no pior campo de concentração e de trabalhos forçados e principal centro de extermínio do Holocausto, onde cerca de 1,5 milhão de pessoas foram mortas, sendo 1,1 milhão de judeus.

Auschwitz fica num importante entroncamento ferroviário da Europa Oriental. Para lá, os nazistas deportaram os judeus, especialmente depois que a Conferência do Lago Wannsee, em Berlim, aprova em janeiro de 1942 a "solução final da questão judaica". Em Auschwitz, os prisioneiros morrem em câmaras de gás e seus corpos são queimados em fornos crematórios.

Cerca de 6 milhões de judeus, 60% da população dos judeus da Europa antes da Segunda Guerra Mundial (1939-45)’ morrem no Holocausto. Na entrada de Auschwitz, a expressão de toda hipocrisia criminosa do nazismo: "O trabalho liberta."

FIM DA GUERRA DAS MALVINAS

    Em 1982, depois de dez semanas, as forças da Argentina se rendem ao Reino Unido, no fim da Guerra das Malvinas, que os britânicos chamam de Falklands.

A ditadura militar argentina invade, em 2 de abril, as ilhas reivindicadas historicamente pela Argentina, em poder do Império Britânico desde 1833, supondo que os britânicos não iriam à guerra por "umas ilhotas", como disse o ditador Leopoldo Fortunato Galtieri.

A primeira-ministra Margaret Thatcher não deixa por menos. Manda uma força-tarefa recuperar as ilhas. Na guerra, morrem 255 britânicos e 649 argentinos. A mais sangrenta das ditaduras militares argentinas cai no ano seguinte.

Galtieri teria prometido tomar as Malvinas para obter o apoio da Marinha, a mais poderosa das Forças Armadas argentinas, para dar um golpe dentro do golpe. Cai com a derrota. A ditadura devolve o poder aos civis em 10 de dezembro de 1983, depois da eleição de Raúl Alfonsín. 

Os nove comandantes das juntas militares que desgraçaram a Argentina são julgados e cinco condenados, mas recebem indulto do presidente Carlos Menem (1989-99) em 1990. No governo Néstor Kirchner (2003-7), a anistia e as leis de Obediência Devida e Juízo Final são revogadas e os repressores punidos.

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