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domingo, 14 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 14 de junho

LISTRAS E ESTRELAS

    Em 1777, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental aprova uma resolução definindo que a bandeira nacional terá treze listras horizontais alternando vermelho e branco, numa referência às 13 colônias que formam o país e, num canto superior, 13 estrelas brancas sobre um fundo azul.

O desenho com listras é inspirado na bandeira da Grande União empunhada pelo Exército Continental em 1776, ano da declaração de independência. Quando novos estados aderem à União, são acrescentadas estrelas e listras. Em 1818, o Congresso decide que as listras voltam a ser 13 e uma estrela branca é acrescentada a cada novo estado.

O primeiro Dia da Bandeira é festejado cem anos depois da adoção da bandeira, em 14 de junho de 1877.

MOTIM NO BOUNTY

    Em 1789, o capitão William Bligh e outros 18 sobreviventes do Motim do Bounty abandonados num barco aberto à deriva sete semanas antes chegam ao Timor depois de uma viagem de 6 mil quilômetros.

O Bounty leva mudas de fruta-pão a serem plantadas nas colônias britânicas no Mar do Caribe, quando a tripulação se rebela sob a liderança do imediato Fletcher Christian e toma o navio, em 28 de abril.

Bligh vai para o Reino União e volta ao Oceano Pacífico. Christian e os amotinados resolvem colonizar a Ilha de Tubuai. Com o fracasso da empreitada, o Bounty vai para o Taiti, onde 16 ficam marinheiros. São capturados pelas autoridades, levados para a Inglaterra e quatro são enforcados. 

Christian, oito amotinados, seis homens taitianos, 12 mulheres taitianas e uma criança vão no Bounty para Pitcairn, uma ilha deserta a mais de 1,6 mil quilômetros a leste do Taiti. 

Em 1808, um navio baleeiro americano descobre uma comunidade liderada por John Adams, o único sobrevivente do grupo que se instalou na ilha.

O Motim do Bounty vira filme de Hollywood, com Marlon Branco no papel de Christian. Durante a filmagem, ele se apaixona por uma taitiana com quem se casa.

HITLER TOMA PARIS

    Em 1940, as tropas da Alemanha Nazista ocupam Paris durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, pressiona a França a resistir dizendo que os Estados Unidos entrariam na guerra. O presidente Franklin Roosevelt congela os bens das potências do Eixo nos EUA e oferece ajuda à França, mas, a conselho do secretário de Estado, Cordell Hull, evita fazer uma declaração porque seria vista como um prelúdio de uma declaração de guerra.

Quando as tropas nazistas entram na cidade, 2 milhões de pessoas haviam fugido. Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a Frota Americana do Pacífico em Pearl Harbor, no Havaí. Paris é libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia pelos aliados ocidentais em 6 de junho daquele ano.

PRIMEIROS PRESOS EM AUSCHWITZ

    Em 1940, os primeiros prisioneiros políticos poloneses chegam a Auschwitz, um antigo quartel do Exército da Polônia convertido pela Alemanha Nazista no pior campo de concentração e de trabalhos forçados e principal centro de extermínio do Holocausto, onde cerca de 1,5 milhão de pessoas foram mortas, sendo 1,1 milhão de judeus.

Auschwitz fica num importante entroncamento ferroviário da Europa Oriental. Para lá, os nazistas deportaram os judeus, especialmente depois que a Conferência do Lago Wannsee, em Berlim, aprova em janeiro de 1942 a "solução final da questão judaica". Em Auschwitz, os prisioneiros morrem em câmaras de gás e seus corpos são queimados em fornos crematórios.

Cerca de 6 milhões de judeus, 60% da população dos judeus da Europa antes da Segunda Guerra Mundial (1939-45)’ morrem no Holocausto. Na entrada de Auschwitz, a expressão de toda hipocrisia criminosa do nazismo: "O trabalho liberta."

FIM DA GUERRA DAS MALVINAS

    Em 1982, depois de dez semanas, as forças da Argentina se rendem ao Reino Unido, no fim da Guerra das Malvinas, que os britânicos chamam de Falklands.

A ditadura militar argentina invade, em 2 de abril, as ilhas reivindicadas historicamente pela Argentina, em poder do Império Britânico desde 1833, supondo que os britânicos não iriam à guerra por "umas ilhotas", como disse o ditador Leopoldo Fortunato Galtieri.

A primeira-ministra Margaret Thatcher não deixa por menos. Manda uma força-tarefa recuperar as ilhas. Na guerra, morrem 255 britânicos e 649 argentinos. A mais sangrenta das ditaduras militares argentinas cai no ano seguinte.

Galtieri teria prometido tomar as Malvinas para obter o apoio da Marinha, a mais poderosa das Forças Armadas argentinas, para dar um golpe dentro do golpe. Cai com a derrota. A ditadura devolve o poder aos civis em 10 de dezembro de 1983, depois da eleição de Raúl Alfonsín. 

Os nove comandantes das juntas militares que desgraçaram a Argentina são julgados e cinco condenados, mas recebem indulto do presidente Carlos Menem (1989-99) em 1990. No governo Néstor Kirchner (2003-7), a anistia e as leis de Obediência Devida e Juízo Final são revogadas e os repressores punidos.

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sábado, 14 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 14 de junho

LISTRAS E ESTRELAS

    Em 1777, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental aprova uma resolução definindo que a bandeira nacional terá treze listras horizontais alternando vermelho e branco, numa referência às 13 colônias que formam o país e, num canto superior, 13 estrelas brancas sobre um fundo azul.

O desenho com listras é inspirado na bandeira da Grande União empunhada pelo Exército Continental em 1776, ano da declaração de independência. Quando novos estados aderem à União, são acrescentadas estrelas e listras. Em 1818, o Congresso decide que as listras voltam a ser 13 e uma estrela branca é acrescentada a cada novo estado.

O primeiro Dia da Bandeira é festejado cem anos depois da adoção da bandeira, em 14 de junho de 1877.

MOTIM NO BOUNTY

    Em 1789, o capitão William Bligh e outros 18 sobreviventes do Motim do Bounty abandonados num barco aberto à deriva sete semanas antes chegam ao Timor depois de uma viagem de 6 mil quilômetros.

O Bounty leva mudas de fruta-pão a serem plantadas nas colônias britânicas no Mar do Caribe, quando a tripulação se rebela sob a liderança do imediato Fletcher Christian e toma o navio, em 28 de abril.

Bligh vai para o Reino União e volta ao Oceano Pacífico. Christian e os amotinados resolvem colonizar a Ilha de Tubuai. Com o fracasso da empreitada, o Bounty vai para o Taiti, onde 16 ficam marinheiros. São capturados pelas autoridades, levados para a Inglaterra e quatro são enforcados. 

Christian, oito amotinados, seis homens taitianos, 12 mulheres taitianas e uma criança vão no Bounty para Pitcairn, uma ilha deserta a mais de 1,6 mil quilômetros a leste do Taiti. 

Em 1808, um navio baleeiro americano descobre uma comunidade liderada por John Adams, o único sobrevivente do grupo que se instalou na ilha.

O Motim do Bounty vira filme de Hollywood, com Marlon Branco no papel de Christian. Durante a filmagem, ele se apaixona por uma taitiana com quem se casa.

HITLER TOMA PARIS

    Em 1940, as tropas da Alemanha Nazista ocupam Paris durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, pressiona a França a resistir dizendo que os Estados Unidos entrariam na guerra. O presidente Franklin Roosevelt congela os bens das potências do Eixo nos EUA e oferece ajuda à França, mas, a conselho do secretário de Estado, Cordell Hull, evita fazer uma declaração porque seria vista como um prelúdio de uma declaração de guerra.

Quando as tropas nazistas entram na cidade, 2 milhões de pessoas haviam fugido. Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a Frota Americana do Pacífico em Pearl Harbor, no Havaí. Paris é libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia pelos aliados ocidentais em 6 de junho daquele ano.

PRIMEIROS PRESOS EM AUSCHWITZ

    Em 1940, os primeiros prisioneiros políticos poloneses chegam a Auschwitz, um antigo quartel do Exército da Polônia convertido pela Alemanha Nazista no pior campo de concentração e de trabalhos forçados e principal centro de extermínio do Holocausto, onde cerca de 1,5 milhão de pessoas foram mortas, sendo 1,1 milhão de judeus.

Auschwitz fica num importante entroncamento ferroviário da Europa Oriental. Para lá, os nazistas deportaram os judeus, especialmente depois que a Conferência do Lago Wannsee, em Berlim, aprova em janeiro de 1942 a "solução final da questão judaica". Em Auschwitz, os prisioneiros morrem em câmaras de gás e seus corpos são queimados em fornos crematórios.

Cerca de 6 milhões de judeus, 60% da população dos judeus da Europa antes da Segunda Guerra Mundial (1939-45)’ morrem no Holocausto. Na entrada de Auschwitz, a expressão de toda hipocrisia criminosa do nazismo: "O trabalho liberta."

FIM DA GUERRA DAS MALVINAS

    Em 1982, depois de dez semanas, as forças da Argentina se rendem ao Reino Unido, no fim da Guerra das Malvinas, que os britânicos chamam de Falklands.

A ditadura militar argentina invade, em 2 de abril, as ilhas reivindicadas historicamente pela Argentina, em poder do Império Britânico desde 1833, supondo que os britânicos não iriam à guerra por "umas ilhotas", como disse o ditador Leopoldo Fortunato Galtieri.

A primeira-ministra Margaret Thatcher não deixa por menos. Manda uma força-tarefa recuperar as ilhas. Na guerra, morrem 255 britânicos e 649 argentinos. A mais sangrenta das ditaduras militares argentinas cai no ano seguinte.

Galtieri teria prometido tomar as Malvinas para obter o apoio da Marinha, a mais poderosa das Forças Armadas argentinas, para dar um golpe dentro do golpe. Cai com a derrota. A ditadura devolve o poder aos civis em 10 de dezembro de 1983, depois da eleição de Raúl Alfonsín. 

Os nove comandantes das juntas militares que desgraçaram a Argentina são julgados e cinco condenados, mas recebem indulto do presidente Carlos Menem (1989-99) em 1990. No governo Néstor Kirchner (2003-7), a anistia e as leis de Obediência Devida e Juízo Final são revogadas e os repressores punidos.

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Hoje na História do Mundo: 14 de Junho

 LISTRAS E ESTRELAS

    Em 1777, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental aprova uma resolução definindo que a bandeira nacional terá treze listras horizontais alternando vermelho e branco, numa referência às 13 colônias que formam o país e, num canto superior, 13 estrelas brancas sobre um fundo azul.

O desenho com listras é inspirado na bandeira da Grande União empunhada pelo Exército Continental em 1776, ano da declaração de independência. Quando novos estados aderem à União, são acrescentadas estrelas e listras. Em 1818, o Congresso decide que as listras voltam a ser 13 e uma estrela branca é acrescentada a cada novo estado.

O primeiro Dia da Bandeira é festejado cem anos depois da adoção da bandeira, em 14 de junho de 1877.

MOTIM NO BOUNTY

    Em 1789, o capitão William Bligh e outros 18 sobreviventes do Motim do Bounty abandonados num barco aberto à deriva sete semanas antes chegam ao Timor depois de uma viagem de 6 mil quilômetros.

O Bounty leva mudas de fruta-pão a serem plantadas nas colônias britânicas no Mar do Caribe, quando a tripulação se rebela sob a liderança do imediato Fletcher Christian e toma o navio, em 28 de abril.

Bligh vai para o Reino União e volta ao Oceano Pacífico. Christian e os amotinados resolvem colonizar a Ilha de Tubuai. Com o fracasso da empreitada, o Bounty vai para o Taiti, onde 16 ficam marinheiros. São capturados pelas autoridades, levados para a Inglaterra e quatro são enforcados. 

Christian, oito amotinados, seis homens taitianos, 12 mulheres taitianas e uma criança vão no Bounty para Pitcairn, uma ilha deserta a mais de 1,6 mil quilômetros a leste do Taiti. 

Em 1808, um navio baleeiro americano descobre uma comunidade liderada por John Adams, o único sobrevivente do grupo que se instalou na ilha.

O Motim do Bounty vira filme de Hollywood, com Marlon Branco no papel de Christian. Durante a filmagem, ele se apaixona por uma taitiana com quem se casa.

HITLER TOMA PARIS

    Em 1940, as tropas da Alemanha Nazista ocupam Paris durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, pressiona a França a resistir dizendo que os Estados Unidos entrariam na guerra. O presidente Franklin Roosevelt congela os bens das potências do Eixo nos EUA e oferece ajuda à França, mas, a conselho do secretário de Estado, Cordell Hull, evita fazer uma declaração porque seria vista como um prelúdio de uma declaração de guerra.

Quando as tropas nazistas entram na cidade, 2 milhões de pessoas haviam fugido. Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a Frota Americana do Pacífico em Pearl Harbor, no Havaí. Paris é libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia pelos aliados ocidentais em 6 de junho daquele ano.

PRIMEIROS PRESOS EM AUSCHWITZ

    Em 1940, os primeiros prisioneiros políticos poloneses chegam a Auschwitz, um antigo quartel do Exército da Polônia convertido pela Alemanha Nazista no pior campo de concentração e de trabalhos forçados e principal centro de extermínio do Holocausto, onde cerca de 1,5 milhão de pessoas foram mortas, sendo 1,1 milhão de judeus.

Auschwitz fica num importante entroncamento ferroviário da Europa Oriental. Para lá, os nazistas deportaram os judeus, especialmente depois que a Conferência do Lago Wannsee, em Berlim, aprovou a "solução final da questão judaica". Em Auschwitz, os prisioneiros morrem em câmaras de gás e seus corpos são queimados em fornos crematórios.

Cerca de 6 milhões de judeus, 60% da população dos judeus da Europa antes da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Na entrada, a expressão de toda hipocrisia criminosa do nazismo: "O trabalho liberta."

FIM DA GUERRA DAS MALVINAS

    Em 1982, depois de dez semanas, as forças da Argentina se rendem ao Reino Unido, no fim da Guerra das Malvinas, que os britânicos chamam de Falklands.

A ditadura militar argentina invade, em 2 de abril, as ilhas reivindicadas historicamente pela Argentina, em poder do Império Britânico desde 1833, supondo que os britânicos não iriam à guerra por "umas ilhotas", como disse o ditador Leopoldo Fortunato Galtieri.

A primeira-ministra Margaret Thatcher não deixa por menos. Manda uma força-tarefa recuperar as ilhas. Na guerra, morrem 255 britânicos e 649 argentinos. A mais sangrenta das ditaduras militares argentinas cai no ano seguinte.

Galtieri teria prometido tomar as Malvinas para obter o apoio da Marinha, a mais poderosa das Forças Armadas argentinas, para dar um golpe dentro do golpe. Cai com a derrota. A ditadura devolve o poder aos civis em 10 de dezembro de 1983, depois da eleição de Raúl Alfonsín. 

Os nove comandantes das juntas militares que desgraçaram a Argentina são julgados e cinco condenados, mas recebem indulto do presidente Carlos Menem (1989-99) em 1990. No governo Néstor Kirchner (2003-7), a anistia e as leis de Obediência Devida e Juízo Final são revogadas e os repressores punidos. 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Hoje na História do Mundo: 28 de Abril

 MOTIM NO BOUNTY

    Em 1789, durante uma viagem do Taiti para o Caribe, um motim liderado pelo capitão Flechter Christian, toma o navio britânico Bounty, deixa o capitão William Bligh, autoritário e opresssor, e 18 marinheiros leais a ele num pequeno barco à deriva no Oceano Pacífico e segue para Tubuai, ao sul do Taiti.

O Bounty sai do Taiti em 4 de abril com uma carga de fruta-pão. Perto de Tonga, Christian e outros 28 marinheiros se amotinam. No pequeno barco de 7 metros, Bligh e seus homens chegam ao Timor em 14 de junho depois de uma viagem de 5.750 quilômetros em mar aberto.

Com o fracasso da colônia, em janeiro de 1790, os rebeldes do Bounty vão para o Taiti, onde 16 resolvem ficar. Christian e outros oito amotinados, seis homens taitianos e pelo menos 12 mulheres e uma criança vão para Pitcairn, uma ilha vulcânica desabitada a mais de 1,6 mil km do Taiti.

Os amotinados que ficaram no Taiti são presos. Três são enforcados. 

Em 1808, um navio baleeiro norte-americano vê fumaça no ar e descobre uma comunidade liderada por John Adams, único sobrevivente do motim do Bounty. Um navio britânico lhe concedeu anistia em 1825.

A história é contada no filme Motim no Bounty, com Marlon Brando como Fletcher Christian.

LIGA DAS NAÇÕES

    Em 1919, a Conferência de Versalhes decide criar a Sociedade das Nações ou Liga das Nações, a primeira organização internacional de caráter universal dedicada à paz mundial. É uma das 14 propostas do presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-21), para acabar com a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Os EUA historicamente não se envolviam em guerras na Europa. Para convencer os norte-americanos da necessidade de entrar na guerra, Wilson afirma que é "a guerra para acabar com todas as guerras". Em 8 de janeiro de 1918, ele apresenta o plano de paz de 14 pontos ao Congresso dos EUA.

A participação dos EUA é decisiva para a derrota da Alemanha pelos aliados, Reino Unido e França. Com a derrota, desaparecem os impérios Alemão, Austro-Húngaro, Russo e Otomano (turco). A conferência de paz, dominada pelos vencedores, é conhecida como "a paz para acabar com todas as pazes".

Quando o Tratado de Versalhes, que impõe pesadas indenizações à Alemanha, é assinado, em 28 de junho de 1919, 44 países assinam junto a Convenção da Liga das Nações, instalada em 20 de janeiro de 1920.

Wilson ganhou o Prêmio Nobel da Paz por criar a Liga das Nações, mas o Senado dos EUA não ratificou a Convenção da Liga das Nações. Assim, o país ficou fora. O Brasil sai em 1925, em protesto por não fazer parte do conselho.

A Liga dá mandatos aos impérios Britânico e Francês para administrar o Oriente Médio depois da dissolução do Império Otomano, em tese, para preparar os países árabes para a independência. O moderno Oriente Médio surge daí.

Mas a Liga não cria uma estrutura para garantir a paz. Todos os países têm o mesmo voto. Quando o Japão invade a Manchúria, em 1931, e o Leste da China, em 1937; a Itália Fascista de Benito Mussolini ocupa a Etiópia, em 1935; e a Alemanha Nazista de Adolf Hitler anexa a Áustria e a Tcheco-Eslováquia, em 1938 e 1939; a Liga não reage. Não consegue evitar a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A Liga das Nações faz sua última reunião em abril de 1946.

Outro presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt (1933-45), articula durante a guerra a criação da Organização das Nações Unidas, que autoriza o uso da força com a aprovação do Conselho de Segurança. Como cinco grandes vencedores da guerra têm direito de veto, o sistema ONU cria um condomínio de grandes potências com recursos e capacidade militar para intervir. 

O veto causa uma paralisia do sistema. Raramente há um consenso para usar a força. As grandes potências se dão o direito de ir à guerra e de vetar qualquer resposta da ONU e ainda protegem aliados.

MUSSOLINI E AMANTE EXECUTADOS

    Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o líder fascista e ditador da Itália, Benito Mussolini, o Duce, e sua amante, Clara Petacci, são fuzilados por guerrilheiros comunistas da resistência antifascista quando tentavam fugir para a Suíça.

Fundador do fascismo, Mussolini vira primeiro-ministro da Itália em 31 de outubro de 1922, mais de 10 anos antes de Adolf Hitler na Alemanha, seu grande aliado na guerra em que entrou em 10 de junho de 1940.

Cai pela primeira vez em 25 de julho de 1943, quando é deposto pelo Grande Conselho por levar a Itália a uma derrota militar desastrosa, nomear incompetentes para altos cargos e alienar grande parte da população.

Preso no mesmo dia, ao sair de uma audiência de rotina com o rei Vítor Emanuel III para fazer um relato sobre a guerra, Mussolini é resgatado por forças especiais da Alemanha. Até a derrota final, chefia um governo, a República Social Italiana, nas regiões da Itália não dominadas pelos aliados.

terça-feira, 14 de junho de 2022

Hoje na História do Mundo: 14 de Junho

LISTRAS E ESTRELAS

    Em 1777, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83), o Congresso Continental aprova uma resolução definindo que a bandeira nacional terá treze listras horizontais alternando vermelho e branco, numa referência às 13 colônias que formam o país e, num canto superior, 13 estrelas brancas sobre um fundo azul

O desenho com listras é inspirado na bandeira da Grande União empunhada pelo Exército Continental em 1776, ano da declaração de independência. Quando novos estados aderem à União, são acrescentadas estrelas e listras. Em 1818, o Congresso decide que as listras voltam a ser 13 e uma estrela branca é acrescentada a cada novo estado.

O primeiro Dia da Bandeira é festejado cem anos depois da adoção da bandeira, em 14 de junho de 1877.

MOTIM NO BOUNTY

    Em 1789, o capitão William Bligh e outros 18 sobreviventes do Motim do Bounty abandonados num barco aberto à deriva sete semanas antes chegam ao Timor depois de uma viagem de 6 mil quilômetros

O Bounty levava mudas de fruta-pão a serem plantadas nas colônias britânicas no Mar do Caribe, quando a tripulação se rebela sob a liderança do imediato Fletcher Christian e toma o navio, em 28 de abril.

Bligh vai para o Reino União e volta ao Oceano Pacífico. Christian e os amotinados resolvem colonizar a Ilha de Tubuai. Com o fracasso da empreitada, o Bounty vai para o Taiti, onde 16 marinheiros quiseram ficar. São capturados pelas autoridades, levados para a Inglaterra e quatro enforcados. 

Christian, oito amotinados, seis homens taitianos, 12 mulheres taitianas e uma criança vão no Bounty para Pitcairn, uma ilha deserta a mais de 1,6 mil quilômetros a leste do Taiti. 

Em 1808, um navio baleeiro americano descobre uma comunidade liderada por John Adams, o único sobrevivente do grupo que se instalou na ilha.

O Motim do Bounty vira filme de Hollywood, com Marlon Branco no papel de Christian. Durante a filmagem, ele se apaixona por uma taitiana com quem casa.

HITLER TOMA PARIS

    Em 1940, as tropas da Alemanha de Hitler ocupam Paris durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, pressiona a França a resistir dizendo que os Estados Unidos entrariam na guerra. O presidente Franklin Roosevelt congela os bens das potências do Eixo nos EUA e oferece ajuda à França, mas, a conselho do secretário de Estado, Cordell Hull, evita fazer uma declaração porque seria vista como um prelúdio de uma declaração de guerra.

Quando as tropas nazistas entram na cidade, 2 milhões de pessoas haviam fugido. Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a Frota Americana do Pacífico em Pearl Harbor, no Havaí. Paris é libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia pelos aliados em 6 de junho daquele ano.

FIM DA GUERRA DAS MALVINAS

    Em 1982, depois de 10 semanas, as forças da Argentina se rendem ao Reino Unido, no fim da Guerra das Malvinas, que os britânicos chamam de Falklands. 

A ditadura militar argentina invade, em 2 de abril, as ilhas reivindicadas historicamente pela Argentina, em poder do Império Britânico desde 1833, supondo que os britânicos não iriam à guerra por "umas ilhotas", como disse o ditador Leopoldo Fortunato Galtieri.

A primeira-ministra Margaret Thatcher não deixa por menos. Manda uma força-tarefa recuperar as ilhas. Na guerra, morrem 255 britânicos e 649 argentinos. A mais sangrenta das ditaduras militares argentinas cairia no ano seguinte.

Galtieri teria prometido tomar as Malvinas para obter o apoio da Marinha, a mais poderosa das Forças Armadas argentinas, para dar um golpe dentro do golpe. Cai com a derrota. A ditadura devolve o poder aos civis em 10 de dezembro de 1983, depois da eleição de Raúl Alfonsín. 

Os nove comandantes das juntas militares que desgraçaram a Argentina foram julgados e cinco condenados, mas receberam indulto do presidente Carlos Menem (1989-99) em 1999. No governo Néstor Kirchner (2003-7), a anistia e as leis de Obediência Devida e Juízo Final são revogadas e os repressores punidos.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Hoje na História do Mundo: 14 de Junho

    Em 1777, durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos, o Congresso Continental aprova uma resolução definindo que a bandeira nacional terá treze listras horizontais alternando vermelho e branco, numa referência às 13 colônias que formavam o país e, num canto superior, 13 estrelas brancas sobre um fundo azul

O desenho com listras foi inspirado na bandeira da Grande União empunhada pelo Exército Continental em 1776, ano da declaração de independência. Quando novos estados aderiram à União, foram acrescentadas estrelas e listras. Em 1818, o Congresso decidiu que as listras voltariam a ser 13 e uma estrela branca seria acrescentada a cada novo estado.

    O primeiro Dia da Bandeira foi festejado cem anos depois da adoção da bandeira, em 14 de junho de 1877.

    Em 1789, o capitão William Bligh e outros 18 sobreviventes do Motim do Bounty abandonados num barco aberto à deriva sete semanas antes chegaram ao Timor depois de uma viagem de 6 mil quilômetros. O Bounty levava mudas de fruta-pão a serem plantadas nas colônias britânicas no Mar do Caribe, quando a tripulação se rebelou sob a liderança do imediato Fletcher Christian e tomou o navio, em 28 de abril.

Bligh foi para o Reino União e voltou ao Oceano Pacífico. Christian e os amotinados resolveram coloniar a Ilha de Tubuai. Com o fracasso da empreitada, o Bounty foi para o Taiti, onde 16 marinheiros quiseram ficar. Foram capturados pelas autoridades, levados para a Inglaterra e enforcados. 

Christian, oito amotinados, seis homens taitianos, 12 mulheres taitianas e uma criança foram no Bounty para Pitcairn, uma ilha deserta a mais de 1,6 mil quilômetros a leste do Taiti. Em 1808 um navio baleeiro americano descobriu uma comunidade liderada por John Adams, o único sobrevivente do grupo que se instalou na ilha.

O Motim do Bounty virou filme de Hollywood, com Marlon Branco no papel de Christian. Durante a filmagem, ele se apaixonou por uma taitiana com quem casou.

    Em 1940, as tropas da Alemanha de Hitler ocuparam Paris. O primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, havia pressionado a França a resistir dizendo que os Estados Unidos entrariam na guerra. O presidente Franklin Roosevelt congelou os bens das potências do Eixo nos EUA e ofereceu ajuda à França, mas, a conselho do secretário de Estado, Cordell Hull, evitou fazer uma declaração porque seria vista como um prelúdio de uma declaração de guerra.

Quando as tropas nazistas entraram na cidade, 2 milhões de pessoas haviam fugido. Os EUA entrariam na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeou a Frota Americana do Pacífico em Pearl Harbor, no Havaí. Paris seria libertada em 25 de agosto de 1944, depois da Invasão da Normandia pelos aliados em 6 de junho do mesmo ano.

    Em 1982, depois de 10 semanas, as forças da Argentina se renderam ao Reino Unido, no fim da Guerra das Malvinas, que os britânicos chamam de Falklands. A ditadura militar argentina invadira, em 2 de abril, as ilhas, em poder do Império Britânico desde 1833, reivindicadas historicamente pela Argentina.