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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 26 de Agosto

BATALHA DE CRÉCY

    Em 1346, durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), o exército do rei Eduardo III, da Inglaterra, aniquila as forças de Felipe VI, da França, na Batalha de Crécy ou Batalha da Normandia, o primeiro grande combate da guerra. É uma das primeiras em que os ingleses usam arcos de longo alcance e a primeira em que usam um pequeno canhão.

Eduardo III invade a Normandia em 12 de julho de 1346 com uma força de 14 mil homens e marcha em direção ao norte saqueando o interior da França. Para contra-atacar, Felipe VI mobiliza um exército de 12 mil homens, 8 mil cavaleiros armados e 4 mil arqueiros genoveses.

O exército inglês estaciona em Crécy à espera dos franceses, que chegam no dia 26 e tomam a iniciativa de atacar com seus arqueiros. Mas, do outro lado, há 10 mil arqueiros armados com grandes arcos com alcance muito maior.

Quando os cavaleiros armados franceses tentam avançar, são atingidos por uma chuva impiedosa de flechas. No início da noite, os franceses recuam depois de perder um terço de seus soldados, inclusive Carlos II de Alencon, irmão de Felipe VI, do rei João da Boêmia e de Luís II de Nevers, aliados do rei da França.

Os arqueiros ingleses são decisivos na Batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385, uma das mais importantes da Idade Média, quando lutam ao lado das forças de Dom João I, rei de Portugal, contra o rei João I de Castela, fruto do Tratado Anglo-Português, de 1373, que cria a mais antiga aliança militar existente até hoje.

A aliança é consolidada pelo Tratado de Windsor, de 9 de maio de 1386, e o casamento de Dom João I, fundador de Dinastia de Avis, com Dona Filipa de Lancaster, filha de João de Gante e neta de Eduardo III da Inglaterra. 

Mãe do infante Dom Henrique, Dona Filipa é chamada de "divino ventre do império, madrinha de Portugal" pelo poeta Fernando Pessoa. Ela morre de peste bubônica em 19 de julho de 1415, seis dias antes da partida da expedição que toma Ceuta, no Marrocos, em 21 e 22 de agosto, marco inicial do Império Português, que acaba no fim de 1999 com a devolução de Macau à China..

JOANA D'ARC SE APROXIMA DE PARIS

    Em 1429, durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), na campanha para expulsar os ingleses da França, Joana d'Arc chega aos arredores de Paris, mas a ofensiva fracassa.

Joana d'Arc nasce em 1412 em Donrémy, no Nordeste da Franca, numa família camponesa e alega ter visões de São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida que a inspiram a se unir ao exército de Carlos VI para livrar a França do domínio da Inglaterra. Vira uma heroína ao entrar em combate no Cerco de Orleans, de 12 de outubro de 1428 a 8 de maio de 1429, a primeira grande vitória francesa depois da derrota na Batalha de Agincourt, em 25 de outubro de 1415.

A França obtém outras vitórias, mas o Cerco de Paris, de 3 a 8 de setembro, fracassa. Em 23 de maio de 1430, Joana d'Arc é capturada pelas forças de João, Duque de Borgonha, aliado da Inglaterra. É julgada pelo bispo Pierre Cauchon, que faz acusações de cunho religioso e a condena à morte na fogueira como uma bruxa.

Na História dos Povos da Língua Inglesa, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill considera um grande erro a execução na fogueira, em Ruan, em 30 de maio de 1341, que a transforma em mártir. Em 1456, um Tribunal da Inquisição autorizado pelo papa Calisto III a proclama inocente e mártir da Igreja.

Depois da Reforma Protestante, no século 16, Joana d'Arc vira um símbolo da Igreja Católica. Por decisão de Napoleão Bonaparte, em 1803, torna-se um símbolo nacional de França. É beatificada em 1909 e declarada Santa Joana d'Arc em 1920. Hoje é a heroína cultuada pela extrema direita francesa.

REBELIÃO DO UÍSQUE 

    Em 1794, o presidente George Washington escreve ao governador da Virgínia, Henry Lee, um ex-general, para avisar que vai enfrentar a Rebelião do Uísque (1791-94), o primeiro desafio ao governo federal dos Estados Unidos, por temer que “abale os alicerces” da República.

A Rebelião do Uísque é fruto do descontentamento dos produtores de grãos com os impostos federais cobrados sobre bebidas destiladas. Quando os ruralistas ameaçam fisicamente os coletores de impostos federais, o governo apela à Justiça.

Em agosto de 1974, 6 mil rebeldes se reunem num campo perto de Pittsburgh, na Pensilvânia, com guilhotinas falsas e desafiam o governo a dispersá-los. No dia 7, Washington encarrega o secretário do Tesouro, Alexander Hamilton, seu ajudante de ordens na Guerra da Independência dos EUA (1775-83), de organizar uma força para subjugar os insurgentes.

Aos 62 anos, Washington monta num cavalo à frente de uma tropa de 13 mil homens, tornando-se o único presidente dos EUA a comandar uma força militar no campo de batalha, em 30 de setembro de 1794. Logo, cede o comando a Hamilton.

Diante das tropas federais, os rebeldes se dispersam. Não há derramamento de sangue. Ao prestar contas ao Congresso, Washington admite que reprimir a revolta foi uma decisão angustiante. Ele declara ser a favor do direito do cidadão de protestar contra impostos que considere injustos, uma das causas da Guerra da Independência, mas teme pela jovem democracia.

A revolta revela uma divisão em Washington entre defensores dos direitos dos agricultores, como os futuros presidentes Thomas Jefferson e James Madison, e defensores dos interesses urbanos e industriais, como Hamilton e John Adams.

VOTO FEMININO

    Em 1920, com a ratificação por 75% dos estados, a Emenda nº 19 é incorporada à Constituição dos Estados Unidos dando o direito de voto às mulheres depois de 70 anos de luta do movimento das sufragistas.

O texto é simples e direto: "O direito de voto dos cidadãos dos Estados Unidos não será negado ou cerceado em nenhum Estado em razão do sexo. O Congresso terá competência para, mediante legislação adequada, executar este artigo." 

As mulheres passam a votar e exercer cargos públicos, mas vários estados aprovam leis discriminatórias. As mulheres negras só conquistam definitivamente este direito com a aprovação da Lei dos Direitos de Voto, sancionada pelo presidente Lyndon Johnson em 6 de agosto 1965.

PAPA SORRISO

    Em 1978, o conclave do Sacro Colégio Cardinalício elege em terceira votação o cardeal Albino Luciani como novo papa. Ele é o primeiro chefe da Igreja Católica a adotar um nome duplo, João Paulo I, em homenagem a seus antecessores, João XXIII e Paulo VI. Mas seu papado dura apenas 33 dias e termina com uma morte suspeita, em 28 de setembro.

Luciani nasce em Forno di Canale, no Norte da Itália, em 17 de outubro de 1912. O pai, Giovanni, socialista, é obrigado a procurar emprego fora da Itália durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18). O futuro papa decide entrar para a Igreja aos 10 anos, quando um frade vai a sua aldeia na Quaresma pregar sermões.

O pai concorda e aconselha: "Espero que quando sacerdote estejas ao lado dos trabalhadores, porque o próprio Cristo estaria." Ele é ordenado padre em 7 de julho de 1935 e vira pároco de sua cidade natal antes de tornar, em 1937, professor e vice-reitor do seminário de Belluno. Em 1941, começa o Doutorado em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Luciani é nomeado bispo por João XXIII e participa do Concílio Vaticano II (1962-65), que moderniza a Igreja Católica, permite que a missa seja rezada nas línguas nacionais, e não apenas em latim, aceita a liberdade religiosa e o ecumenismo, com tolerância aos não cristãos. Estas reformas levam ao desenvolvimento, na América Latina, da Teologia da Libertação, da opção preferencial pelos pobres

É Patriarca de Veneza quando é eleito papa vencendo o ultraconservador Giuseppe Siri, considerado favorito, por 99 a 11. É o primeiro papa que recusa uma cerimônia formal de coroação.

Numa premonição da morte, teria dito: "Alguém mais forte do que eu e que merecia estar neste lugar estava sentado na minha frente durante o conclave." Era o cardeal polonês Karol Woytila, arcebispo de Varsóvia, que seria o papa João Paulo II. "Ele virá porque eu me vou."

João Paulo II, um conservador, é um personagem importante na luta contra o comunismo na Europa Oriental no fim da Guerra Fria. Quando criticado pela Santa Sé, o ditador soviético Josef Stalin desprezou o poder da Igreja com a frase: "Quantas divisões tem o Vaticano?" Mas, ao olhar a multidão que recebe João Paulo II na Polônia em 1989, o presidente norte-americano Ronald Reagan vê um aliado.

Na noite de 27 de setembro de 1978, João Paulo I sente fortes dores no peito, mas não chama o médico. Na manhã seguinte, está morto por um ataque cardíaco. Como era filho de socialista, tinha dito "onde está Lenin também está Jerusalém" e não houve autópsia, surgem teorias conspiratórias sobre sua morte.

No livro Em Nome de Deus, de 1984, o jornalista britânico David Yallop afirma que é morto por estar prestes a descobrir escândalos financeiros que realmente houve no Instituto de Obras Religiosas, o banco do Vaticano, chefiado pelo arcebispo norte-americano Paul Marcinkus. Outro envolvido no escândalo é Roberto Calvi, diretor do Banco Ambrosiano, é encontrado enforcado numa ponte de Londres. Também é suspeito Licio Gelli, mafioso da loja maçônica P2.

Quando investiga a morte do papa, Yallop é alvo de um atentado a bomba que mata seu motorista e lhe tira o paladar. Em 1987, outro jornalista britânico, John Cornwell, supostamente ligado à Cúria Romana, refuta esta tese no livro Um Ladrão na Noite

Quarenta anos depois da morte, em suas memórias, o mafioso italiano Antoni Raimondi, sobrinho de Lucky Luciano, afirma que matou o Papa Breve. Teria ficado na porta do quarto do papa enquanto Marcinkus aplicava o veneno. O papa Francisco beatifica João Paulo I em 4 de setembro de 2022.

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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 18 de Agosto

MORTE DE GÊNGIS KHAN

    Em 1227, o líder mongol Gêngis Khan, fundador do segundo maior império da história, morre no campo de batalha em combate contra o reino chinês de Xi Xia.

Com mais de 60 anos e a saúde abalada, talvez morra por causa de uma queda do cavalo no ano anterior.

Ele nasce com o nome de Temujin em 1162, filho de um chefe menor. O pai morre no início da adolescência. Temujin tem de se virar com a família na estepe selvagem. No fim da adolescência, é um grande guerreiro.

Quando uma tribo rival sequestra sua mulher, Temujin organiza uma força militar. Faz alianças e derrota tribos inimigas. A nobreza das tribos conquistadas é sumariamente executada. Os massacres lhe dão a fama de chefe cruel a impiedoso da “horda”.

Em 1206, líder de uma grande confederação mongol, recebe o título de Gêngis Khan, Chefe ou Líder Universal.

O Grande Khan organiza seu exército com o número 10 como base: 10 homens formam um esquadrão, 10 esquadrões formam uma companhia, 10 companhias foram um regimento e 10 regimentos formam uma força de 10 mil homens a cavalo, a metade de arqueiros.

Seu exército chega a ter 250 mil homens montados que usam catapultas e desviam rios para inundar o território inimigo. Os massacres eliminam qualquer resistência.

Sob seu comando, os mongóis conquistam o Norte da China até Beijim, a Ásia Central, a Índia, a Pérsia e a região central da Rússia. No auge, por volta de 1270, depois da morte de Gêngis Khan, o Império Mongol tem 24 milhões de quilômetros quadrados. É o segundo maior da história, atrás apenas do Império Britânico, que chega a 35,5 milhões de km2 em 1920.

MULHERES CONQUISTAM DIREITO A VOTO

    Em 1920, no fim de uma batalha política na Assembleia Legislativa do Tennessee, a Emenda nº 19 à Constituição dos Estados Unidos, que dá o direito de voto às mulheres, é ratificada.

A luta pelos direitos das mulheres começa em 1848, na Convenção das Cataratas de Sêneca, organizada por Elizabeth Cady Stanton e Lucretia Mott. Logo, o direito de voto se torna a principal reivindicação do movimento. As militantes são conhecidas como suffragettes. Lutam pelo sufrágio universal.

Mas a conquista não se estende às mulheres negras. Os homens e as mulheres negras enfrentam restrições, hostilidade e violência quando tentam se registrar para votar e na hora do voto até a aprovação da Lei de Direitos Civis, em 1964, e da Lei dos Direitos de Voto, em 1965. 

Recentemente, a supermaioria conservadora da Suprema Corte enfraquece essas leis sob o argumento de que não há mais discriminação racial nos EUA.

CHEIA DO YANGTZÉ MATA MILHÕES NA CHINA

    Em 1931, o Rio Yangtzé, o maior da China e terceiro do mundo, atinge o nível máximo, numa enchente que mata 3,7 milhões de pessoas. É a maior catástrofe natural do século 20.

Terceiro mais longo rio do mundo, depois do Nilo e do Amazonas, com 6,3 mil km, o Yangtzé atravessa o Sul da China, uma das regiões de maior densidade populacional da Terra, que depende do rio para se abastecer de água e irrigar o solo.

Chove muito acima do normal em abril. As chuvas torrenciais voltam em julho. No início de agosto, a área alagada tem 1.295 km2. A água continua subindo e mais chuva destrói as plantações de arroz, causando fome em cidades como Nanquim e Wuhan.

Com o rio poluído, há epidemias de tifo e desinteria. A maioria das mortes é resultado da fome e das doenças.

HITLER SUSPENDE PROGRAMA DE EUTANÁSIA

    Em 1941, diante de protestos na Alemanha, o ditador nazista Adolf Hitler suspende a execução sistemática de doentes mentais e deficientes.

O Dr. Viktor Brack, chefe do Departamento de Eutanásia do regime nazista, cria em 1939 o programa T.4. Começa matando sistematicamente crianças com alguma “deficiência mental”. Eles eram levadas para o Departamento Psiquiátrico Especial da Juventude e assassinadas.

Depois, passa a ser exigido um atestado de doença mental, esquizofrenia ou incapacidade para o trabalho de crianças não judias. As judias eram executadas sumariamente.

A matança provoca a revolta de médicos e religiosos, que escrevem a Hitler denunciando a barbárie. Depois de mais de 50 mil mortes, o Führer acaba com o programa de eutanásia na Alemanha. Ele é retomado na Polônia ocupada.

O carrasco nazista Heinrich Himmler, comandante da SS, a organização paramilitar do Partido Nazista, lamenta que a SS não execute. Seria o grande executor do Holocausto, o massacre de 11 milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial (1939-45), inclusive 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, negros, dissidentes do regime nazista e prisioneiros de guerra.

A tentativa de exterminar o povo judeu no Holocausto, com a morte de 6 milhões de judeus, mais de 60% dos judeus da Europa, gerou o conceito de genocídio, descrito na Convenção para Prevenção e Combate ao Crime de Genocídio, aprovada pela ONU em 9 de dezembro de 1948, como a tentativa de “destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Não inclui grupo político porque o ditador soviético Josef Stalin veta.

Há outras questões como a fome ou tornar a vida de um grupo insuportável de modo que queira emigrar ou fugir dali que podem caracterizar crime de genocídio, o que se discute agora na guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.

GOLPE CONTRA GORBACHEV

    Em 1991, a linha-dura do Partido Comunista da União Soviética dá um golpe contra o presidente Mikhail Gorbachev, responsável pela abertura política (glasnost) e econômica (perestroika) do regime, que está de férias na sua dacha (casa de campo) na Crimeia.

Com a desculpa de que Gorbachev está doente, os golpistas, liderados pelo vice-presidente Guenadi Ianaiev, declaram estado de emergência e tentam assumir o controle do governo. Colocam o último líder soviético em prisão domiciliar e o pressionam a renunciar. Gorbachev se nega.

A luta contra o golpe é liderada por Boris Yeltsin, eleito presidente da Rússia diretamente em 12 de junho de 1991 com 57% dos votos. O golpe desaba em três dias. Gorbachev retoma o cargo com o poder abalado. Yeltsin se torna o líder mais poderoso do país. A URSS, pátria do comunismo, acaba no fim do ano.

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sábado, 4 de julho de 2026

EUA fazem 250 anos com ameaça de Trump à democracia

 Os Estados Unidos completam 250 desde a Declaração de Independência sob a maior ameaça à democracia desde a Guerra da Secessão (1861-65), quando o Sul tentou se separar para manter a escravidão.

A ameaça hoje é o extremista de direita encarnado por Donald Trump, o único presidente que se recusou a reconhecer o resultado de uma eleição e até hoje insiste que ganhou. Trump é racista e tem uma polícia de imigração assassina. Ataca as instituições fundamentais da democracia como a liberdade de imprensa e a independência do Judiciário.

É claro que a democracia norte-americana tem muitos problemas: a escravidão, que o presidente Barack Obama chamou de pecado original da União; a segregação racial e o racismo que persistem até hoje; o imperialismo, o apoio a ditaduras e as intervenções militares; um sistema político desmobilizante, que tenta suprimir o voto das minorias; e, no momento, um Congresso e uma Suprema Corte subservientes à Casa Branca.

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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 4 de junho

EUA APROVAM VOTO FEMININO

      Em 1919, o Congresso dos Estados Unidos aprova a Emenda Constitucional nº 19, dando o direito de voto às mulheres.

O movimento das sufragettes ou sufragistas começa em julho de 1848, com uma reunião de 200 mulheres em Seneca Falls, no estado de Nova York. A Guerra da Secessão (1861-65), o conflito Norte-Sul em torno da abolição da escravatura, esvazia o movimento. 

Quando os negros ganham o direito de voto, com a aprovação da Emenda nº 15 durante a Reconstrução pós-Guerra Civil, em 3 de fevereiro de 1870, o movimento sufragista tenta conquistar o mesmo direito, mas a maioria republicana no Congresso é contra.

A luta continua. Quase 50 anos depois, as mulheres conquistam o direito de voto nos EUA, muito depois da Nova Zelândia, o primeiro país a introduzir o voto feminino, em 18 de fevereiro de 1893.

CARRINHO DE COMPRAS

    Em 1937, a mercearia Humpty Dumpty, na Cidade de Oklahoma, introduz os primeiros carrinhos de compras.

De início, os consumidos ficam receosos. As mulheres estão cansadas de empurrar carrinhos de criança e os homens temem parecer afeminados. Logo a invenção se torna popular revolucionando as compras em mercearias, supermercados e mais tarde em outras lojas.

RETIRADA DE DUNQUERQUE

    Em 1940, termina a Operação Dínamo na Retirada de Dunquerque das forças do Reino Unido, depois que a Alemanha Nazista invade a França durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Com os exércitos aliados cercados desde 19 de maio, as Forças Expedicionárias Britânicas estudam a possibilidade de uma retirada. A Operação Dínamo começa em 26 de maio sob ataque das forças da Alemanha.

ANGELA DAVIS ABSOLVIDA

    Em 1972, a ativista negra e comunista Angela Yvonne Davis, ex-professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, é absolvida das acusações de conspiração, sequestro e homicídio por um tribunal do júri de São José, na Califórnia.

Angela Davis é presa em Nova York em outubro de 1970 por causa de um tiroteio ocorrido num tribunal de São Rafael. É denunciada por supostamente fornecer a arma usada por Jonathan Jackson, que ataca o fórum para libertar três presos e tentar tomar reféns para soltar seu irmão, George Jackson, um radical do movimento negro.

Ela é amiga de Jackson e faz campanha pela libertação de prisioneiros negros. O julgamento começa em março de 1972, sob o olhar atento da mídia internacional, que via um evidente viés político no processo. 

Com a falta de provas, Angela Davis, um ícone do movimento negro até hoje viva e atuante, é absolvida. Em 1980, é candidata a vice-presidente dos EUA pelo Partido Comunista. Em 1991, se torna professora de história da consciência da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

MASSACRE NA PRAÇA DA PAZ CELESTIAL

    Em 1989, o Exército Popular de Libertação da China esmaga o movimento pela democracia e a liberdade na China no Massacre na Praça Paz Celestial, em Beijim, e acaba com a possibilidade de uma reforma política no país.

O movimento começa em 15 de abril, com a morte do ex-secretário-geral do Partido Comunista Hu Yaobang, afastado dois anos antes sob pressão da velha guarda, e termina com a queda do secretário-geral Zhao Ziyang, ambos a favor de reformas liberalizantes.

Durante uma reunião decisiva na casa do líder supremo do regime, Deng Xiaoping, o arquiteto das reformas que modernizam a China e a transformam em superpotência, Zhao diz que tem 1,2 bilhão de pessoas a seu lado, toda a população do país.

Deng, cujo único cargo na época é presidente do Comitê Militar Central, responde: "Não tem, não, e eu tenho 3,2 milhões", o contingente do ELP. Com medo da dissolução do regime, Deng apoia a linha-dura do primeiro-ministro Li Peng, que decreta lei marcial e manda o Exército atacar a manifestação.

Agora, a China proíbe as manifestações em Hong Kong, que todos os anos fazia uma procissão luminosa em homenagem aos mortos. O número total é desconhecido, estimado entre centenas e 10 mil.

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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 30 de Setembro

 FLAUTA MÁGICA

    Em 1791, a ópera A Flauta Mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart, estreia em Viena.

Um dos maiores músicos e compositores de todos os tempos, Mozart nasce em Salzburgo, na Áustria, em 27 de janeiro de 1756, ano em que o pai, Leopold, publica um manual sobre como tocar violino. 

O talento do menino é formidável. Aos três anos, tira os primeiros acordes no cravo. Aos quatro, toca pequenas peças. Aos cinco, compõe. O pai leva o menino-prodígio a viajar pela Europa. 

Em Paris, Mozart publica sua primeira composição: uma sonata para teclado e violino dedicada a uma princesa real. Em Londres, conhece Johann Christian Bach, filha mais moço de Johann Sebastian Bach, outro dos maiores compositores da história. Sob sua influência, Mozart compõe sua primeira sinfonia.

Aos 13 anos, Mozart domina a linguagem musical. Como nenhum outro compositor, escreve músicas de todos os gêneros de sua época e é excelente em todos.

PRIMEIRO DEPUTADO HISPÂNICO

    Em 1822, Joseph Marion Hernández é o primeiro hispânico eleito para o Congresso dos Estados Unidos.


Hernández nasce na Espanha e morre em Cuba. Durante a vida, é o primeiro hispano-americano a servir no alto nível de um dos três poderes dos EUA.

WILSON DEFENDE VOTO FEMININO

    Em 1918, o presidente Woodrow Wilson defende o voto feminino em discurso no Congresso dos Estados Unidos.

A Câmara dos Representantes aprova a 19ª Emenda à Constituição dos EUA, que institui o voto feminino, mas ainda falta a aprovação do Senado.

Em 1917, Wilson enfrenta piquetes de sufragettes que o acusam de não se importar com sua causa. Várias ativistas são presas e fazem greve de fome na cadeia. Quando sabe que elas estão sendo alimentadas à força, Wilson decide fazer o pronunciamento.

Mesmo assim, a emenda só é aprovada em 4 de junho de 1919. Ela diz que “o direito de voto dos cidadãos dos EUA não pode ser negado ou restringido com base no sexo.”

ACORDO DE MUNIQUE

    Em 1938, os primeiros-ministros do Reino Unido, Neville Chamberlain, e da França, Edouard Baladier, cedem a região dos Sudetos, na Tcheco-Eslováquia, à Alemanha de Adolf Hitler para evitar a guerra, mas só conseguem adiá-la por um ano.

Depois de anexar a Áustria na primavera de 1938, Hitler começa a apoiar a reivindicação dos tcheco-eslovacos de origem alemã da região dos Sudetos por relações mais próximas com a Alemanha, dentro de seus planos para criar a Grande Alemanha.

Hitler exige, em 22 de setembro, a cessão imediata dos Sudetos e a remoção da população de origem eslava. No dia seguinte, a Tcheco-Eslováquia mobiliza o Exército, mas a França e o Reino Unido decidem evitar a guerra.

Chamberlain e Baladier vão a Munique em 24 de setembro e acabam entregando os Sudetos a Hitler. De volta a Londres, Chamberlain apresenta o Acordo de Munique como uma garantia de “paz no nosso tempo”.

Em março de 1939, a Alemanha toma o resto da Tcheco-Eslováquia. A invasão da Polônia pelos nazistas, em 1º de setembro de 1939, marca o início da Segunda Guerra Mundial. Mais uma vez, Hitler alega que as populações de origem alemã estão sendo perseguidas. Desta vez, a França e o Reino Unido declaram guerra à Alemanha.

PONTE AÉREA DE BERLIM

    Em 1949, depois de mais de 278 mil voos que transportam 2.323.738 toneladas de carga em um ano e três meses, termina a Ponte Aérea dos aliados ocidentais para romper o Bloqueio de Berlim Ocidental, imposto pelo ditador soviético Josef Stalin em 24 de junho de 1948.

Quando termina a Segunda Guerra Mundial (1939-45), os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a União Soviética ocupam a Alemanha. Os setores dominados pelas potências ocidentais adotam o sistema capitalista e a parte soviética o regime comunista.

Berlim, a capital da Alemanha, também é dividida e fica dentro do lado oriental. Berlim Ocidental se torna então um enclave capitalista no setor soviético. Quando os aliados anunciam a formação do que seria a Alemanha Ocidental, a URSS reage. Ao bloquear o acesso terrestre à cidade, Stalin pressiona os aliados ocidentais a ceder o controle da cidade, mas perde a parada.

Em resposta ao Bloqueio de Berlim, nasce em 4 de abril de 1949 a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, para conter o expansionismo soviético.

NAUTILUS ENTRA EM AÇÃO

    Em 1954, o Nautilus, primeiro submarino nuclear, entra em atividade.

O Congresso dos Estados Unidos autoriza a fabricação do submarino nuclear em julho de 1951. A construção começa em 14 de junho de 1952 no estaleiro da General Electric em Connecticut. 

Em 21 de janeiro de 1954, a primeira-dama Mamie Eisenhower quebra uma garrafa de champanha no casco e o Nautilus é lançado ao mar.

Muito maior do que os antigos submarinos movidos a óleo diesel, o Nautilus tem 97 metros de comprimento e atinge uma velocidade de 37 quilômetros por hora. Em 1958, faz a primeira viagem sob o Polo Norte.

ANO EM QUE VIVEMOS PERIGOSAMENTE

    Em 1965, militares rebeldes do Movimento 30 de Setembro sequestram sete generais dos quais seis seriam mortos na madrugada do dia seguinte numa tentativa de golpe frustrada na Indonésia. O movimento alega que dá o golpe para evitar um golpe contra o presidente Ahmed Sukarno, um nacionalista de esquerda, que é derrubado num golpe liderado pelo general Mohamed Suharto com o apoio dos Estados Unidos durante a Guerra Fria.


No fim de 1º de outubro, Suharto toma a iniciativa. Os líderes militares que tomam o poder acusam o Partido Comunista da Indonésia (PKI) de estar por trás da primeira tentativa de golpe. Os comunistas negam qualquer responsabilidade e atribuem a conspiração ao Exército como parte do plano para derrubar Sukarno, que perde os poderes gradualmente até ser substituído por Suharto em março de 1967.

A ditadura militar persegue e massacra os comunistas, a começar por Java e Báli. O total de mortes é estimado em um milhão. É O Ano em que Vivemos Perigosamente, título de um filme sobre a tragédia indonésia. O governo dos EUA sabia de tudo, como revelam documentos secretos desclassificados em 2017 que estão no Arquivo da Segurança Nacional.

Suharto governa como um ditador até 1998, quando cai em meio à Crise Asiática de 1997.

CARICATURAS DE MAOMÉ

    Em 2005, o jornal diário dinamarquês Jyllands Posten publica caricaturas satíricas do profeta Maomé e deflagra uma onda de protestos de muçulmanos no mundo inteiro que vai até fevereiro de 2006, com mais de 250 mortes.

O islamismo só venera Alá (Deus, em árabe). Tem uma grande preocupação de prevenir a idolatria. Não há santos nem nada mais a ser cultuado. As correntes mais radicais proíbem até mesmo a representação da figura humana, o que leva a um conflito com a morte de um príncipe quando a televisão é instalada na Arábia Saudita.

Assim, a visão sarcástica e humorística do jornal dinamarquês é considerada uma blasfêmia em alto grau. O jornal se defende alegando que quer apenas provocar o debate sobre a crítica ao islamismo e a autocensura. Organizações muçulmanas dinamarquesas entram na Justiça, que rejeita o caso em nome da liberdade de imprensa.

Para o primeiro-ministro Anders Fogh Rasmussen, é o pior problema de política externa da Dinamarca depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Aumenta a tensão entre o Ocidente e os países muçulmanos, que já era grande com os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e a Guerra contra o Terror do governo George W. Bush (2001-9), com as invasões do Afeganistão em 2001 e do Iraque em 2003.

O caso provoca um debate sobre liberdade de expressão e tolerância religiosa.

Dez anos depois, em 7 de janeiro de 2015, o jornal semanal francês Charlie Hebdo publica caricaturas de Maomé e é alvo de um atentado terrorista em Paris em que e 12 pessoas, 11 funcionários do jornal e um policial, são metralhados.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 19 de Setembro

DUCADO DA PRÚSSIA

    Em 1657, João II Casimiro Vasa, rei da Polônia e Grão-Duque da Lituânia, renuncia no Tratado de Wehlau à suserania sobre o Ducado da Prússia e nomeia Frederico Guilherme, Grande Eleitor de Brandemburgo desde 1640, como governante soberano do ducado, que fica na Prússia Oriental, hoje dividida entre Polônia, Lituânia e Rússia.

As partes no tratado são a Suécia, de um lado, e a Comunidade Polaco-Lituânia, do outro. Em troca da ajuda militar na Segunda Guerra Nórdica (1655-60) e da devolução de Vármia à Polônia, o rei polonês dá à Dinastina Hohenzollern de Brandemburgo a soberania hereditária sobre o Ducado da Prússia.

A dinastia reconstrói Brandemburgo depois da Guerra dos Trinta Anos (1618-48), mas não tem como manter um exército capaz de garantir a independência. Precisa de aliados, no caso, da Polônia. No fim da guerra, a Polônia conserva Elbing, mas Lauemburgo, Bütow e Draheim vão para Brandemburgo-Prússia.

O Tratado de Wehlau fica em vigor até 18 de setembro de 1773, quando é substituído pelo Tratado de Varsóvia, depois da primeira divisão da Polônia. É um dos maiores erros de política externa da história polonesa. 

Em 5 de agosto de 1772, a Áustria, a Prússia e a Rússia tomam um terço do território e a metade da população da Polônia. A segunda divisão da Polônia acontece em 1793. A terceira divisão, em 1795, acaba com a Comunidade Polaco-Lituana, que foi um dos maiores países da Europa em área. 

Com a unificação da Alemanha, sob o primeiro-minnistro Otto von Bismarck, o Marechal de Ferro, em 1871, depois de vitórias militares sobre a Áustria, a Dinamarca e a França, a Prússia é o estado mais poderoso do Império Alemão.

A Polônia só recupera a independência no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), em 1918. A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa com a invasão da Alemanha Nazista na Polônia, em 1º de setembro de 1939. 

A União Soviética mata todo o oficialato polonês no Massacre da Floresta de Katyn, cerca de 22 mil pessoas, em abril de 1940, ocupa a Europa Oriental no fim da guerra e impõe regimes comunistas que duram até 1989, quando abrem-se a Cortina de Ferro e o Muro de Berlim, marcos da divisão do mundo na Guerra Fria. 

DESPEDIDA DE WASHINGTON

    Em 1796, o jornal American Daily Advertiser, publica na Filadélfia o Discurso de Despedida do primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington (1789-97). Num dos documentos fundadores da política externa do país, Washington recusa uma segunda reeleição e apela a seus compatriotas para manter a neutralidade e evitar o envolvimento em conflitos e alianças com a Europa.

O texto é atribuído a três país da pátria; além de Washington, a James Madison e Alexander Hamilton. Madison prepara a versão inicial em 1792, no fim do primeiro mandato de Washington. Hamilton aproveita os primeiros parágrafos de Madison, reescreve e amplia o discurso. Washington revisa e faz a edição final.

No início, o presidente explica a decisão de não concorrer a um terceiro mandato. Diz que queria ter saído no fim do primeiro mandato, mas a conjuntura internacional era perigosa, com a tensão com o Reino Unido, a Revolução Francesa e as guerras na Europa.

Ao futuro presidente, que ainda não está eleito, e à população em geral, Washington lembra que a liberdade e a prosperidade dos EUA dependem da União. Para manter a república e a federação, o país precisa se manter unido.

Em seguida, Washington chama a atenção para as forças capazes de destruir aos EUA: regionalismo, partidarismo e engajamentos no exterior. Ele teme que partidos regionais fortes destruam o país, que o faccionalismo leve os eleitores a votar com base na lealdade a um partido e não ao bem comum, e que o partidarismo alimente um "espírito de vingança" entre os derrotados. Note-se que estes problemas estão presentes hoje na política dos EUA e de outros países democráticos.

George Washington adverte o povo estar alerta contra déspotas em potencial capazes de usar os partidos como "máquinas poderosas para subverter o poder popular e usurpar para si as rédeas do governo".

A maior ameaça é o faccionalismo, a divisão interna, combinada com uma invasão estrangeira, que o partidarismo "abra a porta para a influência externa e a corrupção". Em vez de escolher o melhor candidato, os eleitores tomam suas decisões com base em "ciúmes infundados e alarmes falsos". A difusão de notícias falsas e mentirosas é antiga.

Para evitar intervenções militares estrangeiras, Washington defende uma política externa baseada na neutralidade e no comércio com todos os países, sem aliados nem inimigos permanentes

Washington também destaca a importância da educação para a democracia ao alertar que são "objeto de uma importância primária instituições para a difusão geral do conhecimento. Na proporção em que a estrutura do governo dá força à opinião pública, é essencial que a opinião pública seja iluminada."

No fim, ao falar de seu legado, menciona "a influência benigna de boas leis sob um governo livre".

PIONEIRISMO DO VOTO FEMININO

    Em 1893, com a assinatura da Lei Eleitoral pelo governador-geral, Lorde Glasgow, representante da rainha Vitória, a Nova Zelândia se torna o primeiro país do mundo a dar o direito de voto para as mulheres, depois de anos de movimento sufragista.

As neozelandesas votam e podem ser candidatas pela primeira vez nas eleições de 28 de novembro de 1893. Elizabeth Yates é eleita prefeita de Onehunga. É a primeira mulher a ocupar este cargo no Império Britânico, cuja rainha era mulher, Vitória, e começa no reinado de Elizabeth I (1558-1603).

Nos Estados Unidos, as mulheres conquistam o direito de voto em 1920, no Reino Unido em 1928 e no Brasil em 1934.

NAZISTAS BOMBARDEIAM LENINGRADO

    Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Alemanha Nazista rompe o Pacto Germano-Soviético, assinado em 23 de agosto de 1939, nove dias antes do início da guerra, e invade a União Soviética em 22 de junho, cerca Leningrado a partir de 8 de setembro e bombardeia a cidade no dia 19, matando mais de mil russos.

Ao entrar na URSS, o Exército nazista avança em três direções: no Sul, rumo à Ucrânia e ao Vale do Rio Volga; no Centro, em direção a Moscou: e no Norte, rumo a Leningrado (hoje São Petersburgo). O ditador Adolf Hitler pretende arrasar a cidade e entregá-la à Finlândia, que era aliada e atacava a URSS pelo norte.

"O Führer decidiu varrer São Petersburgo da face da Terra", declarou Hitler a seus generais.

Uma tentativa de tomar a cidade com divisões de tanques fracassa em agosto. O Cerco de Leningrado é um dos episódios mais brutais da Segunda Guerra Mundial. Dura 872 dias, até 27 de janeiro de 1944, mata cerca de 800 mil e tenta submeter a cidade pela fome. Os pais proíbem os filhos jovens de sair de casa porque há um mercado negro de carne humana.

TERREMOTO ABALA MÉXICO

    Em 1985, um terremoto de 8,1 graus na escala aberta de Richter atinge a Cidade do México às 7h18min, mata 10 mil pessoas, fere outras 30 mil e deixa dezenas de milhares sem casa.

A capital do México fica num planalto cercado de montanhas e vulcões que antigamente era coberto de lagos. Fica em cima de um aquífero e de areia muito menos estável do que uma rocha que pode se mover rapidamente durante um tremor de terra.

Três mil prédios têm de ser demolidos e 100 mil sofrem danos graves.