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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 18 de Agosto

MORTE DE GÊNGIS KHAN

    Em 1227, o líder mongol Gêngis Khan, fundador do segundo maior império da história, morre no campo de batalha em combate contra o reino chinês de Xi Xia.

Com mais de 60 anos e a saúde abalada, talvez morra por causa de uma queda do cavalo no ano anterior.

Ele nasce com o nome de Temujin em 1162, filho de um chefe menor. O pai morre no início da adolescência. Temujin tem de se virar com a família na estepe selvagem. No fim da adolescência, é um grande guerreiro.

Quando uma tribo rival sequestra sua mulher, Temujin organiza uma força militar. Faz alianças e derrota tribos inimigas. A nobreza das tribos conquistadas é sumariamente executada. Os massacres lhe dão a fama de chefe cruel a impiedoso da “horda”.

Em 1206, líder de uma grande confederação mongol, recebe o título de Gêngis Khan, Chefe ou Líder Universal.

O Grande Khan organiza seu exército com o número 10 como base: 10 homens formam um esquadrão, 10 esquadrões formam uma companhia, 10 companhias foram um regimento e 10 regimentos formam uma força de 10 mil homens a cavalo, a metade de arqueiros.

Seu exército chega a ter 250 mil homens montados que usam catapultas e desviam rios para inundar o território inimigo. Os massacres eliminam qualquer resistência.

Sob seu comando, os mongóis conquistam o Norte da China até Beijim, a Ásia Central, a Índia, a Pérsia e a região central da Rússia. No auge, por volta de 1270, depois da morte de Gêngis Khan, o Império Mongol tem 24 milhões de quilômetros quadrados. É o segundo maior da história, atrás apenas do Império Britânico, que chega a 35,5 milhões de km2 em 1920.

MULHERES CONQUISTAM DIREITO A VOTO

    Em 1920, no fim de uma batalha política na Assembleia Legislativa do Tennessee, a Emenda nº 19 à Constituição dos Estados Unidos, que dá o direito de voto às mulheres, é ratificada.

A luta pelos direitos das mulheres começa em 1848, na Convenção das Cataratas de Sêneca, organizada por Elizabeth Cady Stanton e Lucretia Mott. Logo, o direito de voto se torna a principal reivindicação do movimento. As militantes são conhecidas como suffragettes. Lutam pelo sufrágio universal.

Mas a conquista não se estende às mulheres negras. Os homens e as mulheres negras enfrentam restrições, hostilidade e violência quando tentam se registrar para votar e na hora do voto até a aprovação da Lei de Direitos Civis, em 1964, e da Lei dos Direitos de Voto, em 1965. 

Recentemente, a supermaioria conservadora da Suprema Corte enfraquece essas leis sob o argumento de que não há mais discriminação racial nos EUA.

CHEIA DO YANGTZÉ MATA MILHÕES NA CHINA

    Em 1931, o Rio Yangtzé, o maior da China e terceiro do mundo, atinge o nível máximo, numa enchente que mata 3,7 milhões de pessoas. É a maior catástrofe natural do século 20.

Terceiro mais longo rio do mundo, depois do Nilo e do Amazonas, com 6,3 mil km, o Yangtzé atravessa o Sul da China, uma das regiões de maior densidade populacional da Terra, que depende do rio para se abastecer de água e irrigar o solo.

Chove muito acima do normal em abril. As chuvas torrenciais voltam em julho. No início de agosto, a área alagada tem 1.295 km2. A água continua subindo e mais chuva destrói as plantações de arroz, causando fome em cidades como Nanquim e Wuhan.

Com o rio poluído, há epidemias de tifo e desinteria. A maioria das mortes é resultado da fome e das doenças.

HITLER SUSPENDE PROGRAMA DE EUTANÁSIA

    Em 1941, diante de protestos na Alemanha, o ditador nazista Adolf Hitler suspende a execução sistemática de doentes mentais e deficientes.

O Dr. Viktor Brack, chefe do Departamento de Eutanásia do regime nazista, cria em 1939 o programa T.4. Começa matando sistematicamente crianças com alguma “deficiência mental”. Eles eram levadas para o Departamento Psiquiátrico Especial da Juventude e assassinadas.

Depois, passa a ser exigido um atestado de doença mental, esquizofrenia ou incapacidade para o trabalho de crianças não judias. As judias eram executadas sumariamente.

A matança provoca a revolta de médicos e religiosos, que escrevem a Hitler denunciando a barbárie. Depois de mais de 50 mil mortes, o Führer acaba com o programa de eutanásia na Alemanha. Ele é retomado na Polônia ocupada.

O carrasco nazista Heinrich Himmler, comandante da SS, a organização paramilitar do Partido Nazista, lamenta que a SS não execute. Seria o grande executor do Holocausto, o massacre de 11 milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial (1939-45), inclusive 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, negros, dissidentes do regime nazista e prisioneiros de guerra.

A tentativa de exterminar o povo judeu no Holocausto, com a morte de 6 milhões de judeus, mais de 60% dos judeus da Europa, gerou o conceito de genocídio, descrito na Convenção para Prevenção e Combate ao Crime de Genocídio, aprovada pela ONU em 9 de dezembro de 1948, como a tentativa de “destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Não inclui grupo político porque o ditador soviético Josef Stalin veta.

Há outras questões como a fome ou tornar a vida de um grupo insuportável de modo que queira emigrar ou fugir dali que podem caracterizar crime de genocídio, o que se discute agora na guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.

GOLPE CONTRA GORBACHEV

    Em 1991, a linha-dura do Partido Comunista da União Soviética dá um golpe contra o presidente Mikhail Gorbachev, responsável pela abertura política (glasnost) e econômica (perestroika) do regime, que está de férias na sua dacha (casa de campo) na Crimeia.

Com a desculpa de que Gorbachev está doente, os golpistas, liderados pelo vice-presidente Guenadi Ianaiev, declaram estado de emergência e tentam assumir o controle do governo. Colocam o último líder soviético em prisão domiciliar e o pressionam a renunciar. Gorbachev se nega.

A luta contra o golpe é liderada por Boris Yeltsin, eleito presidente da Rússia diretamente em 12 de junho de 1991 com 57% dos votos. O golpe desaba em três dias. Gorbachev retoma o cargo com o poder abalado. Yeltsin se torna o líder mais poderoso do país. A URSS, pátria do comunismo, acaba no fim do ano.

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segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Hoje na História do Mundo: 18 de Agosto

 MORTE DE GÊNGIS KHAN

    Em 1227, o líder mongol Gêngis Khan, fundador do segundo maior império da história, morre no campo de batalha em combate contra o reino chinês de Xi Xia.

Com mais de 60 anos e a saúde abalada, talvez morra por causa de uma queda do cavalo no ano anterior.

Ele nasce com o nome de Temujin em 1162, filho de um chefe menor. O pai morre no início da adolescência. Temujin tem de se virar com a família na estepe selvagem. No fim da adolescência, é um grande guerreiro.

Quando uma tribo rival sequestra sua mulher, Temujin organiza uma força militar. Faz alianças e derrota tribos inimigas. A nobreza das tribos conquistadas é sumariamente executada. Os massacres lhe dão a fama de chefe cruel a impiedoso da “horda”.

Em 1206, líder de uma grande confederação mongol, recebe o título de Gêngis Khan, Chefe ou Líder Universal.

O Grande Khan organiza seu exército com o número 10 como base: 10 homens formam um esquadrão, 10 esquadrões formam uma companhia, 10 companhias foram um regimento e 10 regimentos formam uma força de 10 mil homens a cavalo, a metade de arqueiros.

Seu exército chega a ter 250 mil homens montados que usam catapultas e desviam rios para inundar o território inimigo. Os massacres eliminam qualquer resistência.

Sob seu comando, os mongóis conquistam o Norte da China até Beijim, a Ásia Central, a Índia, a Pérsia e a região central da Rússia. No auge, por volta de 1270, depois da morte de Gêngis Khan, o Império Mongol tem 24 milhões de quilômetros quadrados. É o segundo maior da história, atrás apenas do Império Britânico, que chega a 35,5 milhões de km2 em 1920.

MULHERES CONQUISTAM DIREITO A VOTO

    Em 1920, no fim de uma batalha política na Assembleia Legislativa do Tennessee, a Emenda nº 19 à Constituição dos Estados Unidos, que dá o direito de voto às mulheres, é ratificada.

A luta pelos direitos das mulheres começa em 1848, na Convenção das Cataratas de Sêneca, organizada por Elizabeth Cady Stanton e Lucretia Mott. Logo, o direito de voto se torna a principal reivindicação do movimento. As militantes são conhecidas como suffragettes. Lutam pelo sufrágio universal.

Mas a conquista não se estende às mulheres negras. Os homens e as mulheres negras enfrentam restrições, hostilidade e violência quando tentam se registrar para votar e na hora do voto até a aprovação da Lei de Direitos Civis, em 1964, e da Lei dos Direitos de Voto, em 1965. 

Recentemente, a supermaioria conservadora da Suprema Corte enfraquece essas leis sob o argumento de que não há mais discriminação racial nos EUA.

CHEIA DO YANGTZÉ MATA MILHÕES NA CHINA

    Em 1931, o Rio Yangtzé, o maior da China e terceiro do mundo, atinge o nível máximo, numa enchente que mata 3,7 milhões de pessoas. É a maior catástrofe natural do século 20.

Terceiro mais longo rio do mundo, depois do Nilo e do Amazonas, com 6,3 mil km, o Yangtzé atravessa o Sul da China, uma das regiões de maior densidade populacional da Terra, que depende do rio para se abastecer de água e irrigar o solo.

Chove muito acima do normal em abril. As chuvas torrenciais voltam em julho. No início de agosto, a área alagada tem 1.295 km2. A água continua subindo e mais chuva destrói as plantações de arroz, causando fome em cidades como Nanquim e Wuhan.

Com o rio poluído, há epidemias de tifo e desinteria. A maioria das mortes é resultado da fome e das doenças.

HITLER SUSPENDE PROGRAMA DE EUTANÁSIA

    Em 1941, diante de protestos na Alemanha, o ditador nazista Adolf Hitler suspende a execução sistemática de doentes mentais e deficientes.

O Dr. Viktor Brack, chefe do Departamento de Eutanásia do regime nazista, cria em 1939 o programa T.4. Começa matando sistematicamente crianças com alguma “deficiência mental”. Eles eram levadas para o Departamento Psiquiátrico Especial da Juventude e assassinadas.

Depois, passa a ser exigido um atestado de doença mental, esquizofrenia ou incapacidade para o trabalho de crianças não judias. As judias eram executadas sumariamente.

A matança provoca a revolta de médicos e religiosos, que escrevem a Hitler denunciando a barbárie. Depois de mais de 50 mil mortes, o Führer acaba com o programa de eutanásia na Alemanha. Ele é retomado na Polônia ocupada.

O carrasco nazista Heinrich Himmler, comandante da SS, a organização paramilitar do Partido Nazista, lamenta que a SS não executasse o programa. Seria o grande executor do Holocausto, o massacre de 11 milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial (1939-45), inclusive 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, negros, dissidentes do regime nazista e prisioneiros de guerra.

A tentativa de exterminar o povo judeu no Holocausto, com a morte de 6 milhões de judeus, mais de 60% dos judeus da Europa, gerou o conceito de genocídio, descrito na Convenção para Prevenção e Combate ao Crime de Genocídio, aprovada pela ONU em 9 de dezembro de 1948, como a tentativa de “destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Não inclui grupo político porque o ditador soviético Josef Stalin vetou.

Há outras questões como a fome ou tornar a vida de um grupo insuportável de modo que queira emigrar ou fugir dali que podem caracterizar crime de genocídio, o que se discute agora na guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.

GOLPE CONTRA GORBACHEV

    Em 1991, a linha-dura do Partido Comunista da União Soviética dá um golpe contra o presidente Mikhail Gorbachev, responsável pela abertura política (glasnost) e econômica (perestroika) do regime, que está de férias na sua dacha (casa de campo) na Crimeia.

Com a desculpa de que Gorbachev está doente, os golpistas, liderados pelo vice-presidente Guenadi Ianaiev, declaram estado de emergência e tentam assumir o controle do governo. Colocam o último líder soviético em prisão domiciliar e o pressionam a renunciar. Gorbachev se nega.

A luta contra o golpe é liderada por Boris Yeltsin, eleito presidente da Rússia diretamente em 12 de junho de 1991 com 57% dos votos. O golpe desaba em três dias. Gorbachev retoma o cargo com o poder abalado. Yeltsin se torna o líder mais poderoso do país. A URSS, pátria do comunismo, acaba no fim do ano. 

domingo, 18 de agosto de 2024

Hoje na História do Mundo: 18 de Agosto

MORTE DE GÊNGIS KHAN

    Em 1227, o líder mongol Gêngis Khan, fundador do segundo maior império da história, morre no campo de batalha em combate contra o reino chinês de Xi Xia.

Com mais de 60 anos e a saúde abalada, talvez morra por causa de uma queda do cavalo no ano anterior.

Ele nasce com o nome de Temujin em 1162, filho de um chefe menor. O pai morre no início da adolescência. Temujin tem de se virar com a família na estepe selvagem. No fim da adolescência, é um grande guerreiro.

Quando uma tribo rival sequestra sua mulher, Temujin organiza uma força militar. Faz alianças e derrota tribos inimigas. A nobreza das tribos conquistadas é sumariamente executada. Os massacres lhe dão a fama de chefe cruel a impiedoso da “horda”.

Em 1206, líder de uma grande confederação mongol, recebe o título de Gêngis Khan, Chefe ou Líder Universal.

O Grande Khan organiza seu exército com o número 10 como base: 10 homens formam um esquadrão, 10 esquadrões formam uma companhia, 10 companhias foram um regimento e 10 regimentos formam uma força de 10 mil homens a cavalo, a metade de arqueiros.

Seu exército chega a ter 250 mil homens montados que usam catapultas e desviam rios para inundar o território inimigo. Os massacres eliminam qualquer resistência.

Sob seu comando, os mongóis conquistam o Norte da China até Beijim, a Ásia Central, a Índia, a Pérsia e a região central da Rússia. No auge, por volta de 1270, depois da morte de Gêngis Khan, o Império Mongol tem 24 milhões de quilômetros quadrados. É o segundo maior da história, atrás apenas do Império Britânico, que chega a 35,5 milhões de km2 em 1920.

MULHERES CONQUISTAM DIREITO A VOTO

    Em 1920, no fim de uma batalha política na Assembleia Legislativa do Tennessee, a Emenda nº 19 à Constituição dos Estados Unidos, que dá o direito de voto às mulheres, é ratificada.

A luta pelos direitos das mulheres começa em 1848, na Convenção das Cataratas de Sêneca, organizada por Elizabeth Cady Stanton e Lucretia Mott. Logo, o direito de voto se torna a principal reivindicação do movimento. As militantes são conhecidas como suffragettes. Lutam pelo sufrágio universal.

Mas a conquista não se estende às mulheres negras. Os homens e as mulheres negras enfrentam restrições, hostilidade e violência quando tentam se registrar para votar e na hora do voto até a aprovação da Lei de Direitos Civis, em 1964, e da Lei dos Direitos de Voto, em 1965. 

Recentemente, a supermaioria conservadora da Suprema Corte enfraquece essas leis sob o argumento de que não há mais discriminação racial nos EUA.

CHEIA DO YANGTZÉ MATA MILHÕES NA CHINA

    Em 1931, o Rio Yangtzé, o maior da China e terceiro do mundo, atinge o nível máximo, numa enchente que mata 3,7 milhões de pessoas. É a maior catástrofe natural do século 20.

Terceiro mais longo rio do mundo, depois do Nilo e do Amazonas, com 6,3 mil km, o Yangtzé atravessa o Sul da China, uma das regiões de maior densidade populacional da Terra, que depende do rio para se abastecer de água e irrigar o solo.

Chove muito acima do normal em abril. As chuvas torrenciais voltam em julho. No início de agosto, a área alagada tem 1.295 km2. A água continua subindo e mais chuva destrói as plantações de arroz, causando fome em cidades como Nanquim e Wuhan.

Com o rio poluído, há epidemias de tifo e desinteria. A maioria das mortes é resultado da fome e das doenças.

HITLER SUSPENDE PROGRAMA DE EUTANÁSIA

    Em 1941, diante de protestos na Alemanha, o ditador nazista Adolf Hitler suspende a execução sistemática de doentes mentais e deficientes.

O Dr. Viktor Brack, chefe do Departamento de Eutanásia do regime nazista, cria em 1939 o programa T.4. Começa matando sistematicamente crianças com alguma “deficiência mental”. Eles eram levadas para o Departamento Psiquiátrico Especial da Juventude e assassinadas.

Depois, passa a ser exigido um atestado de doença mental, esquizofrenia ou incapacidade para o trabalho de crianças não judias. As judias eram executadas sumariamente.

A matança provoca a revolta de médicos e religiosos, que escrevem a Hitler denunciando a barbárie. Depois de mais de 50 mil mortes, o Führer acaba com o programa de eutanásia na Alemanha. Ele é retomado na Polônia ocupada.

O carrasco nazista Heinrich Himmler, comandante da SS, a organização paramilitar do Partido Nazista, lamenta que a SS não executasse o programa. Seria o grande executor do Holocausto, o massacre de 11 milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial (1939-45), inclusive 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, negros, dissidentes do regime nazista e prisioneiros de guerra.

A tentativa de exterminar o povo judeu no Holocausto, com a morte de 6 milhões de judeus, mais de 60% dos judeus da Europa, gerou o conceito de genocídio, descrito na Convenção para Prevenção e Combate ao Crime de Genocídio, aprovada pela ONU em 9 de dezembro de 1948, como a tentativa de “destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Não inclui grupo político porque o ditador soviético Josef Stalin vetou.

Há outras questões como a fome ou tornar a vida de um grupo insuportável de modo que queira emigrar ou fugir dali que podem caracterizar crime de genocídio, o que se discute agora na guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.

GOLPE CONTRA GORBACHEV

    Em 1991, a linha-dura do Partido Comunista da União Soviética dá um golpe contra o presidente Mikhail Gorbachev, responsável pela abertura política (glasnost) e econômica (perestroika) do regime, que está de férias na sua dacha (casa de campo) na Crimeia.

Com a desculpa de que Gorbachev está doente, os golpistas, liderados pelo vice-presidente Guenadi Ianaiev, declaram estado de emergência e tentam assumir o controle do governo. Colocam o último líder soviético em prisão domiciliar e o pressionam a renunciar. Gorbachev se nega.

A luta contra o golpe é liderada por Boris Yeltsin, eleito presidente da Rússia diretamente em 12 de junho de 1991 com 57% dos votos. O golpe desaba em três dias. Gorbachev retoma o cargo com o poder abalado. Yeltsin se torna o líder mais poderoso do país. A URSS, pátria do comunismo, acaba no fim do ano. 

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Hoje na História do Mundo: 18 de Agosto

MORTE DE GÊNGIS KHAN

    Em 1227, o líder mongol Gêngis Khan, fundador do segundo maior império da história, morre no campo de batalha em combate contra o reino chinês de Xi Xia.

Com mais de 60 anos e a saúde abalada, talvez morra por causa de uma queda do cavalo no ano anterior.

Ele nasce com o nome de Temujin em 1162, filho de um chefe menor. O pai morre no início da adolescência. Temujin tem de se virar com a família na estepe selvagem. No fim da adolescência, é um grande guerreiro.

Quando uma tribo rival sequestra sua mulher, Temujin organiza uma força militar. Faz alianças e derrota tribos inimigas. A nobreza das tribos conquistadas é sumariamente executada. Os massacres lhe dão a fama de chefe cruel a impiedoso da “horda”.

Em 1206, líder de uma grande confederação mongol, recebe o título de Gêngis Khan, Chefe ou Líder Universal.

O Grande Khan organiza seu exército com o número 10 como base: 10 homens formam um esquadrão, 10 esquadrões formam uma companhia, 10 companhias foram um regimento e 10 regimentos formam uma força de 10 mil homens a cavalo, a metade de arqueiros.

Seu exército chega a ter 250 mil homens montados que usa catapultas e desvia rios para inundar o território inimigo. Os massacres eliminam qualquer resistência.

Sob seu comando, os mongóis conquistam o Norte da China até Beijim, a Ásia Central, a Índia, a Pérsia e a região central da Rússia. No auge, por volta de 1270, o Império Mongol tem 24 milhões de quilômetros quadrados. É o segundo maior da história, atrás apenas do Império Britânico, que chega a 35,5 milhões de km2 em 1920.

MULHERES CONQUISTAM DIREITO A VOTO

    Em 1920, no fim de uma batalha política na Assembleia Legislativa do Tennessee, a Emenda nº 19 à Constituição dos Estados Unidos, que dá o direito de voto às mulheres, é ratificada.

A luta pelos direitos das mulheres começa em 1848, na Convenção das Cataratas de Sêneca, organizada por Elizabeth Cady Stanton e Lucretia Mott. Logo, o direito de voto se torna a principal reivindicação do movimento. As militantes são conhecidas como suffragettes. Lutam pelo sufrágio universal.

Mas a conquista não se estende às mulheres negras. Os homens e as mulheres negras enfrentam restrições, hostilidade e violência quando tentam se registrar para votar e na hora do voto até a aprovação da Lei de Direitos Civis, em 1964.

CHEIA DO YANGTZÉ MATA MILHÕES NA CHINA

    Em 1931, o Rio Yangtzé, o maior da China e terceiro do mundo, atinge o nível máximo, numa enchente que mata 3,7 milhões de pessoas na maior catástrofe natural do século 20.

Terceiro mais longo rio do mundo, depois do Nilo e do Amazonas, com 6,3 mil km, o Yangtzé atravessa o Sul da China, uma das regiões de maior densidade populacional da Terra, que depende do rio para se abastecer de água e irrigar o solo.

Chove muito acima do normal em abril. As chuvas torrenciais voltam em julho. No início de agosto, a área alagada tem 1.295 km2. A água continua subindo e mais chuva destrói as plantações de arroz, causando fome em cidades como Nanquim e Wuhan.

Com o rio poluído, há epidemias de tifo e desinteria. A maioria das mortes é resultado da fome e das doenças.

HITLER SUSPENDE PROGRAMA DE EUTANÁSIA

    Em 1941, diante de protestos na Alemanha, o ditador nazista Adolf Hitler suspende a execução sistemática de doentes mentais e deficientes.

O Dr. Viktor Brack, chefe do Departamento de Eutanásia do regime nazista, cria em 1939 o programa T.4. Começa matando sistematicamente crianças com alguma “deficiência mental”. Eles eram levadas para o Departamento Psiquiátrico Especial da Juventude e assassinadas.

Depois, passa a ser exigido um atestado de doença mental, esquizofrenia ou incapacidade para o trabalho de crianças não judias. As judias eram executadas sumariamente.

A matança provoca a revolta de médicos e religiosos, que escrevem a Hitler denunciando a barbárie. Depois de mais de 50 mil mortes, o Führer acaba com o programa de eutanásia na Alemanha. Ele é retomado na Polônia ocupada.

O carrasco nazista Heinrich Himmler, comandante da SS, a organização paramilitar do Partido Nazista, lamenta que a SS não executasse o programa. Seria o grande executor do Holocausto, o massacre de 11 milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial (1939-45), inclusive 6 milhões de judeus e 1,5 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, negros, dissidentes do regime nazista e prisioneiros de guerra.

A tentativa de exterminar o povo judeu gerou o conceito de genocídio, descrito na Convenção para Prevenção e Combate ao Crime de Genocídio, aprovada pela ONU em 9 de dezembro de 1948, como a tentativa de “destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Não inclui grupo político porque o ditador soviético Josef Stalin vetou.

GOLPE CONTRA GORBACHEV

    Em 1991, a linha-dura do Partido Comunista da União Soviética dá um golpe contra o presidente Mikhail Gorbachev, responsável pela abertura política (glasnost) e econômica (perestroika) do regime, que está de férias na sua dacha (casa de campo) na Crimeia.

Com a desculpa de que Gorbachev está doente, os golpistas, liderados pelo vice-presidente Guenadi Ianaiev, declaram estado de emergência e tentam assumir o controle do governo. Colocam o último líder soviético em prisão domiciliar e o pressionam a renunciar. Gorbachev se nega.

A luta contra o golpe é liderada por Boris Yeltsin, eleito presidente da Rússia diretamente em 12 de junho de 1991 com 57% dos votos. O golpe desaba em três dias. Gorbachev retoma o cargo com o poder abalado. Yeltsin se torna o líder mais poderoso do país. A URSS, pátria do comunismo, acaba no fim do ano.

sábado, 18 de agosto de 2018

Pior enchente em cem anos mata centenas no estado indiano de Kerala

Em mais um fenômeno climático agravado pelo aquecimento global, o estado de Kerala, no Sul da Índia, sofre neste verão no Hemisfério Norte com a pior enchente desde os anos 1920s, com 324 mortes confirmadas e cerca de 220 mil flagelados fugiram de casa desde a semana passada.

Esta é a temporada de chuvas das monções, ventos que carregam vapor d'água do Mar da Arábia. Quando bate nas montanhas da Cordilheira do Himalaia, forma nuvens gigantestacas e deságua em chuvas torrenciais no subcontinente indiano, a região conhecida como Sul da Ásia.

Pelo menos 93.219 pessoas estão alojadas em acampamentos no distrito de Thrissur. Em Alappuzha, mais de 10 mil pessoas estariam no teto de suas casas, sem comida nem medicamentos.

 O Exército mobilizou helicópteros e a Marinha está usando pequenas embarcações e botes de borracha para salvar pessoas isoladas pela enchente.

A água subiu até atingir os motores dos aviões estacionados no aeroporto internacional de Kochi, o mais importante de Kerala. Com o aeroporto fechado, as operações de resgate e ajuda humanitária são prejudicadas.

Enquanto a temperatura bate recordes nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, com incêndios florestais na Califórnia, em Portugal e na Grécia, e mortes no Japão, na Índia, são as tempestades que matam.

Hoje o primeiro-ministro nacionalista hindu Narendra Modi sobrevoou a região alagada e prometeu ajuda financeira para o combate imediato às cheias, inclusive às famílias dos mortos e aos feridos, num total de 500 crores, 5 bilhões de rúpias, cerca de US$ 71,63 milhões ou R$ 280 milhões.

Em Kochi, o chefe de governo se reuniu com o governador estadual e ministros envolvidos na operação. Outros estados prometeram ajuda.

Cada família de morto vai receber 2 lakhs, 200 mil rúpias, cerca de US$ 2.852 ou R$ 11.232,40. Cada ferido terá direito a 50 mil rúpias, cerca de R$ 2.808.

O líder do Partido do Congresso, de oposição, Rahul Gandhi, pediu ao primeiro-ministro que declare a enchente de Kerala um "desastre nacional" e decrete estado de calamidade pública no estado.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Enchente na Inglaterra é sintoma do aquecimento global

As tempestades e enchentes sem precedentes que atingem a Inglaterra são um alerta para os riscos decorrentes do aquecimento global, afirma lorde Nicholas Stern, economista e professor da London School of Economics, informa o jornal inglês The Guardian. Stern foi autor de um relatório de 700 páginas publicado em 2006 a pedido do governo do Reino Unido sobre o impacto econômico da mudança do clima.

Mais de 500 microrregiões da Inglaterra estão em estado de alerta para inundações; em 23, a situação é considerada muito grave, noticia a televisão pública britânica BBC.

O Relatório Stern advertiu que, se nada for feito, o agravamento do efeito estufa terá um custo anual de 5% do produto mundial. Se todos os impactos diretos e indiretos forem computados, essa perda pode chegar a 20%. Recentemente, Stern declarou que acredita ter sido otimista: a realidade é muito pior.

Em artigo publicado hoje no Guardian, o economista destaca que os sete anos mais quentes e os cinco anos com mais chuva da história do Reino Unido foram registrados desde o ano 2000. As chuvas deste inverno são as maiores desde 1776, quando a estatística começou a ser feita.

"Se não cortarmos as emissões [dos gases que aquecem a atmosfera], a temperatura pode crescer quatro graus centígrados ou mais acima dos níveis da era pré-industrial até o fim do século", escreveu Stern. Uma grande mudança climática "poderia causar uma migração em massa de centenas de milhões de pessoas das áreas mais afetadas. Isto levaria ao conflito e à guerra, não à paz e à prosperidade."

Na sua opinião, "a inação só pode ser justificada se tivermos uma grande confiança em que os riscos do aquecimento global são pequenos. Não é o que nos ensinam 200 anos de ciência climática. Os riscos são enormes."

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tailândia dá alerta para enchente em Bangkok

A primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra, alertou a população de Bangkok a remover seus objetos de valor para lugares mais altos para fugir da inundação que já matou mais de 300 pessoas na Tailândia nos últimos meses.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Enchente já afeta PIB da Tailândia

As inundações que mataram cerca de 300 pessoas desde o início de julho já afetam o desempenho da economia da Tailândia. O Ministério das Finanças prevê uma redução de 1 a 1,7 ponto percentual no crescimento do produto interno bruto deste ano.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pior enchente num século ameaça Brisbane

A pior enchente em um século na Austrália arrasa Brisbane, a terceira maior cidade do país, onde 20 mil casas estão ameaçadas.

Em visita à cidade, a primeira-ministra Julia Gillard alertou que a recuperação vai levar meses. No interior, o gado está sendo dizimado pela inundação. 

Os meteorologistas atribuem a força da enchente no estado da Queenslândia ao aquecimento global e preveem chuvas fortes e tempestades nos próximos meses. A água do mar na região está em temperatura recorde por causa do fenômeno La Niña, favorecendo a formação de nuvens. 

O prejuízo total é estimado em 1% do PIB, cerca de US$ 13 bilhões.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Enchente-relâmpago ameaça Brisbane

Uma enchente-relâmpago arrasou várias cidade e a água avança ameaçadoramente rumo a Brisbane, capital do estado da Queenslândia e terceira maior cidade da Austrália, onde deve subir até quinta-feira.

Pelo menos onze pessoas morreram nas últimas horas e 78 estão desaparecidas, elevando para 30 o total de mortes registradas em um mês de inundação. Os prejuízos sobem para US$ 6 bilhões.

• No Oeste do país, a seca provoca incêndios espontâneos e força moradores a abandonar suas casas. 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Queenslândia espera novas tempestades


O estado de Queenslândia, no Nordeste da Austrália, arrasado pela pior cheia em meio século, prepara-se para novas tempestades. 

Com a maior parte das minas de carvão do estado paradas e a expectativa de que serão necessários meses para voltar aos níveis de produção anteriores, os preços internacionais do carvão e do coque podem disparar. Cerca de 40% do carvão exportado no mundo saem da região.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Rios da Queenslândia atingem maior nível hoje

Pela primeira vez, os três grandes rios do estado da Queenslândia, na Austrália, transbordaram. O Rio Fitzroy está 9,20 metros acima do nível e nesta quarta-feira deve chegar ao pico de 9,40m.

A cidade de Rockhampton, uma das mais atingidas pela pior enchente dos últimos 50 anos no Nordeste da Austrália, está totalmente alagada e deve ficar assim por semanas. Uma única estrada de acesso à cidade estava aberta hoje.

A inundação foi causada por chuvas torrenciais provocadas pela passagem do ciclone Tacha, o primeiro de uma série de seis esperados neste verão.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Enchente já matou 10 pessoas na Austrália

Com mais quatro mortes desde ontem, subiu para 10 o total de mortos pela pior enchente dos últimos 50 anos no estado da Queenslândia, no Nordeste da Austrália. A primeira-ministra Julia Gillard mandou as Forças Armadas distribuírem comida para 22 cidades ilhadas pela enchente.

Em Rockhampton, o Rio Fitzroy subiu mais de nove metros e deve continuar subindo até quarta-feira. Desde a passagem do ciclone Tacha, choveu em Brisbane, a capital da Queenslândia, a precipitação média esperada para um ano inteiro. A área alagada, 900 mil quilômetros quadrados, é do tamanho do estado do Mato Grosso.

Durante visita à região, a primeira-ministra australiana advertiu que a cheia pode durar semanas até a água baixar. Julia Gillard anunciou que aviões militares de transporte de carga C-130 vão distribuir 50 toneladas de comida até amanhã.

Se não tiverem acesso aos locais mais atingidos, serão usados helicópteros e balsas para completar a operação. Os prejuízos estão avaliados em R$ 2,5 bilhões.

Mais ao Sul, em Bathrust, que fica a 200 km a oeste de Sídnei, a maior e mais rica cidade australiana, o teto de um cinema desabou durante uma tempestade durante uma sessão para crianças.

A defesa civil conseguiu retirar as 46 pessoas que assistiam ao filme no momento do acidente. Trinta sofreram ferimentos leves.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Brisbane teve em dezembro chuva prevista para um ano

Choveu tanto na cidade de Brisbane, capital do estado da Queenslândia, na Austrália, quando a média esperada para um ano inteiro.

A água continua subindo e pode chegar a dez metros acima do nível normal. Seis rios transbordaram, alagando 22 cidades e uma área total de 900 mil quilômetros quadrados, o tamanho do estado do Mato Grosso ou da Alemanha e da França somadas.

Mais de 200 mil pessoas fugiram de casa. Foram dados alertos sobre o risco de ataques de crocodilos e cobras.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Inundações matam 66 no Vietnã

Pelo menos 66 pessoas morreram em enchentes causadas por chuvas torrenciais que caem no Vietnã desde 2 de outubro. A enchente atinge cinco de 58 províncias.

Com as fortes chuvas dos dias 14 a 16 de outubro, mais 50 mil casas foram alagadas. O país está na rota do supertufão Mégi.

300 mil fogem de enchente na China

Em três dias de chuva, 300 vilas foram alagadas na província de Hainã, a mais afetada. Mais de um milhão de pessoas foram atingidas. Cerca de 300 mil tiveram de fugir de casa.

Quase 70 mil hectares de plantações foram arrasados e mais de 2 mil prédios foram destruídos.

Os moradores da região mais atingida tiveram dificuldade para abandonar suas casas. As equipes de resgate precisaram de barcos para resgatar pessoas ilhadas pela enchente.

As piores chuvas dos últimos 50 anos castigam a província de Hainã desde o início deste mês de outubro de 2010. O serviço de meteorologia colocou a província em alerta vermelho. No fim de semana, ela deve ser atingida pelo tufão Mégi, o mais forte desta temporada no Oceano Pacífico.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Paquistão remove mais 500 mil pessoas

Em meio à pior enchente da História do Paquistão, as autoridades ordenaram a remoção de mais 500 mil pessoas do vale do rio Indus. Em Washington, o ministro das Finanças, Hafez Cheikh, começou a renegociar com o FMI condições mais favoráveis para pagar um empréstimo de US$ 11 bilhões. 

Na província de Sindh, mais 26 pessoas foram resgatadas de helicóptero de uma vila inundada. Onde as águas baixaram, os moradores voltaram para ver o que sobrou. O Japão e a China mandaram mais ajuda. 

Mas a milícia fundamentalista muçulmana dos Talebã (Estudantes) ameaça atacar voluntários estrangeiros que dão ajuda humanitária. A previsão é de mais tempestades nas próximas horas.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

ONU critica lentidão da ajuda ao Paquistão

A ONU criticou hoje a lentidão na ajuda internacional ao Paquistão, arrasado pela pior enchente de sua história. Pelos cálculos das Nações Unidas, 16,8 milhões foram afetados e 8 milhões precisam de ajuda de emergência.

O Paquistão iniciou negociações com o FMI para receber ajuda econômica de emergência. Com as inundações, a economia deve crescer entre 0 e 3%. Antes, a expectativa era de expansão de 4,5%. A agricultura foi especialmente atingida. 

Com a tragédia humanitária e a crise econômica, os EUA temem um aumento da influência dos extremistas. 

Pelo menos 500 mil flagelados estão abrigados precariamente em 5 mil escolas. Há pelo menos 120 casos de suspeita de malária e dengue. A revolta popular contra a falta de ajuda aumenta. Na província de Sindh, onde 80% foram afetados, muita gente permanece em aldeias alagadas. O país se prepara para mais chuvas fortes.

• No Waziristão do Sul, um terrorista suicida matou 20 num ataque a uma mesquita.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ONU arrecada US$ 250 milhões para o Paquistão

As Nações Unidas já receberam 55% dos US$ 459 milhões que pediram aos países-membros para ajuda o Paquistão. São US$ 250 milhões, cerca de R$ 437,5 milhões.

Com a destruição da infraestrutura e os prejuízos à agricultura, o país enfrenta o risco de uma catástrofe econômica. Com o recuo das águas no Punjab, revelou-se uma nova dimensão da tragédia. 

Os Médicos Sem Fronteiras instalaram uma central de tratamento de água na cidade de Mingora, a maior do vale do Swat, enquanto. famílias inteiras chegam a Caráchi, a capital econômica do país. 

O ex-capitão da seleção de críquete do país Imran Khan faz um apelo por ajuda. No Vaticano, o papa reza pelas vítimas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Banco Mundial promete US$ 900 milhões ao Paquistão

O Banco Mundial promete US$ 900 milhões de ajuda internacional para o Paquistão enfrentar as piores enchentes de sua história. As Nações Unidas pediram US$ 459 milhões de ajuda internacional, mas só recebeu US$ 125 mi até agora.

Das 6 milhões de pessoas que precisam de ajuda de emergência, a ONU estima que só 500 mil receberam socorro até agora.

Em Islamabade, o diretor regional do Fundo da ONU para a Infância (Unicef) advertiu hoje que 3,5 milhões de crianças estão em sério risco. A Cruz Vermelha da Alemanha enviou ajuda hoje. 

Nas áreas isoladas do Noroeste do país, o Exército continua operações de busca em áreas remotas. Com a ajuda de helicópteros, já salvou 600 mil pessoas.

Em Sindh, as águas recuaram e algumas famílias voltaram para casa, mas os residentes ao alto Swat precisaram usar barcos para levar comida para suas aldeias. Em Sukkur, a  polícia usou cassetetes para controlar a revolta num acampamento de flagelados.