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domingo, 7 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 7 de Maio

FIM DA INDOCHINA FRANCESA

    Em 1954, depois de 57 dias de cerco, os guerrilheiros comunistas do Viet Minh, sob o comando do general Vo Nguyen Giap, obtém uma vitória decisiva contra a França na Batalha de Dien Bien Phu, no Nordeste do Vietnã, e acabam com a Indochina Francesa, fundada em 1887, que dominava o Laos, o Camboja e o Vietnã.

Horas depois da rendição incondicional do Japão, fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 2 de setembro de 1945, o líder comunista Ho Chi Minh proclama a independência da República Democrática do Vietnã.

Em 1946, quando a França tenta reimpor o regime colonial, começa a Guerra da Indochina (1946-54). Quando termina, o acordo de paz mediado pelas Nações Unidas divide o Vietnã ao longo do paralelo 17º Norte em Vietnã do Norte e do Sul, e propõe a realização de eleições em dois anos para unificar o país.

Como os comunistas liderados por Ho Chi Minh são favoritos, os Estados Unidos, superpotência líder do capitalismo, ocupam o espaço geopolítico dos decadentes impérios britânico e francês – e vetam as eleições. 

Em 1955, começa a Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75), que termina em 30 de abril de 1975, com a queda de Saigon, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e do regime-fantoche sustentado pelos EUA. 

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 2 de Setembro

BATALHA DE ÁCCIO

    Em 31 antes de Cristo, na Batalha de Áccio, na Grécia, as forças de Otávio conquistam uma vitória decisiva na guerra contra o general romano Marco Antônio, que fogem para o Egito, onde cometem suicídio ano seguinte. 

Filha de Ptolomeu XII, Cleópatra nasce em 69 AC e se torna a rainha Cleópatra VII, do Egito, quando o pai morre, em 51 AC. Eles faziam parte de uma dinastia macedônica que assumiu o poder no Egito depois da morte de Alexandre, o Grande, em 323 AC. 

 Em 47 AC, começa uma guerra civil entre ela e o irmão. Roma, o maior da Europa na época, também está em guerra civil entre Júlio César e Cneu Pompeu, ambos membros do primeiro triunvirato. Vencido por César na Grécia, Pompeu foge para o Egito, mas é morto por agentes do rei Ptolomeu XIII. 

César vai para Alexandria e decide impor a Pax Romana ao Egito. Cleópatra se alia a César para consolidar o poder no Egito. É entregue ao general romano enrolada num tapete. Linda e fascinante, ela seduz César e torna-se sua amante. Tem um filho com César, Cesarion. 

Quando César volta para Roma, Cleópatra e Cesarion vão junto. Ela vive discretamente numa casa de campo que o general tinha perto da Cidade Eterna. Com a morte de César, em 44 AC, Cleópatra volta para o Egito e Roma cai em nova guerra civil, que termina em 43 AC com a formação do segundo triunvirato: Otávio, sobrinho e sucessor designado de Júlio César, o general Marco Antônio e Lépido. 

 Marco Antônio, encarregado das províncias orientais do Império Romano, convoca Cleópatra para um encontro em Tarso, na Ásia Menor, em 41 AC. Ela chega numa balsa magnífica fantasiada de Vênus, a deusa do amor, e seduz mais um general romano. 

Em 40 AC, para emendar as relações Antônio volta a Roma e casa com Otávia, irmã de Otávia. Em 37 AC, ele se separa e encontra Cléopatra, que lhe dá dois gêmeos, na Síria. Partidários de Otávio o acusaram de se casar com uma estrangeira, o que é proibido pela lei romana. 

Uma derrota militar em Pártia, hoje parte do Irã, em 36 AC reduz o prestígio de Marco Antônio. Ele se reabilitou ao vencer na Armênia em 34 AC, quando faz uma marcha triunfal em Alexandria ao lado da rainha, de Cesarion e de seus filhos. 

Em Roma, é acusado de querer entregar Roma nas mãos de estrangeiros. Otávio declara guerra a Cleópatra, e indiretamente a Marco Antônio, em 31 AC. Eles se enfrentam na Batalha do Áccio, uma batalha naval, na Grécia, em 31 AC. 

Uma semana depois, as forças terrestres de Marco Antônio se rendem, mas Otávio leva quase um ano para chegar a Alexandria e vencer Marco Antônio mais uma vez. Cleópatra se refugia no mausoléu que mandara construir para si mesmo. 

Ao ser informado erradamente da morte da rainha, Marco Antônio se suicida se jogando sobre sua espada, mas fica sabendo que ela está viva e é levado para morrer nos braços da amada. 

 A rainha do Egito não consegue seduzir mais um general romano e morre no mausoléu, oficialmente por suicídio, mordida por uma cobra, mas o historiador romano Plutarco, quem mais escreveu sobre Cleópatra, disse: "O que aconteceu naquele mausoléu ninguém realmente sabe."

GRANDE INCÊNDIO DE LONDRES

    Em 1666, um incêndio na casa do padeiro do rei Carlos II, Thomas Farrinor, que esquece de desligar o forno, na Pudding Lane (Travessa da Sobremesa), atinge a Rua Tâmisa, onde há depósitos de combustível que explodem e transformam a cidade num inferno com a ajuda de um forte vento leste. 

Quando o Grande Incêndio de Londres acaba, quatro dias depois, 80% da capital britânica estão destruídos. Por milagre, há apenas 16 mortes.

Na época, Londres é uma cidade medieval de casas de madeira. As casas dos pobres são vedadas contra a chuva por materiais inflamáveis como carvão, óleo para lâmpadas, bebidas alcoólicas e banha. As ruas são estreitas e as casas amontoadas. Tudo contribui para propagar o fogo.

FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

    Em 1945, a bordo do navio de guerra americano USS Missouri, o ministro do Exterior, Mamoru Shigemitsu, e o general Yoshijiro Umezu assinam a rendição do Japão, formalizando o fim da Segunda Guerra Mundial. Ambos seriam condenados por crimes de guerra,

Os países do Sudeste Asiático que eram colonizados pelo Ocidente e foram invadidos pelo Japão na guerra começam a declarar a independência, a Indonésia em 17 de agosto e o Vietnã em 2 de setembro.

O Japão já negociava a rendição através da Suíça. Por causa do ataque japonês à 7ª Frota Americana em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, os EUA exigem a rendição incondicional do Japão.

Diante do custo em vida dos assaltos anfíbios às ilhas de Ivo Jima e Okinawa, o comando militar americano estima que um ataque às quatro maiores ilhas japoneses custaria 1 milhão de vidas. 

O presidente Harry Truman decide, então, usar uma nova arma, a bomba atômica, jogada em 6 de agosto em Hiroxima e em 9 de agosto em Nagasaki, onde 140 mil pessoas morrem nos dias das explosões. Em 15 de agosto, o imperador Hiroíto anuncia a rendição incondicional do Japão.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Ditadura de Mianmar abre fogo e mata 18 manifestantes

 É uma tragédia anunciada desde que o povo saiu às ruas para rejeitar o golpe militar de 1º de fevereiro em Mianmar, a antiga Birmânia, um país do Sudeste Asiático. Duas pessoas haviam sido mortes em protestos anteriores. 

Hoje, as forças de segurança abriram fogo contra manifestações em  mais de uma cidade. Pelo menos 18 pessoas morreram no domingo sangrento em Yangum, a antiga Rangun, maior cidade do país. Algumas fontes falam em 26 mortos.

Os militares derrubaram o governo civil sob a alegação de que houve fraude maciça nas eleições de 8 de novembro de 200, em que a Liga Nacional pela Democracia (LND), liderada por Aung San Suu Kyi,  conquistou ampla maioria na Câmara dos Representantes e na Câmara das Nacionalidades da Assembleia da União, o parlamento bicameral do país.

Até agora, as Forças Armadas e a polícia estavam usando gás lacrimogênio, bombas de efeito moral e balas de borracha. Neste domingo, pela primeira vez, usaram munição real em Yangum, Mandalay, Bago e Dawei. O Escritório dos Direitos Humanos das Nações Unidas no país condenou a violência e declarou que "o uso de violência letal contra manifestantes não violentos nunca é justificável sob as normas internacionais dos direitos humanos."

"Quantas vidas são necessárias para a ONU agir?", perguntou Nyi Nyi Aung Htet Naing no sábado à noite no Facebook. No domingo, o engenheiro civil de 23 anos foi baleado e morto em Yangum.

Os militares mandam em Mianmar desde um golpe em 1962. Transformaram um dos países mais ricos da região num dos mais pobres e atrasados. Em 8 de agosto de 1988, massacraram 3 mil pessoas em Yangum, a antiga capital e principal cidade do país, no chamado Levante 8888.

A principal líder civil do país, Aung San Suu Kyi, é filha do herói da independência do país do Império Britânico, em 1948, Aung San, assassinado pouco antes da independência. Suu Kyu estudou na Universidade de Déli, na Índia e nas Universidades de Oxford e de Londres, na Inglaterra, casou-se com um inglês e trabalhou na ONU em Nova York.

Suu Kyi voltou ao país para cuidar da mãe doente em 1988. Diante do massacre, tornou-se líder da oposição com um comício para 500 mil pessoas em 26 de agosto e fundou a LND. No ano seguinte, foi colocada em prisão domiciliar. A LND conquistou 59% dos votos e 81% das cadeiras da Assembleia da União em 1990. Os militares anularam as eleições.

Em 1991, Suu Kyu ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Presa em casa, não pôde receber. Durante 21 anos, ela ficou 15 em prisão domiciliar. Duas vezes, em 1996 e 2003, sua caravana foi atacada quando fazia política no interior do país.

A breve experiência democrática mianmarense veio em consequência de uma catástrofe da natureza. Com ventos de até 215 quilômetros por hora, o ciclone Nargis arrasou a região do delta do Rio Irauádi. Mais de 138 mil pessoas morreram. O prejuízo passou de US$ 10 bilhões.

Com o país falido, os militares anunciaram uma abertura democrática em 2010 e a LND voltou a pedir registro como partido político, em 2011. O governo Barack Obama apoiou a democratização. Nas eleições de 2012, ela chegou à Assembleia da União. No mesmo ano, foi aos EUA, recebeu a Medalha de Ouro do Congresso e esteve com o presidente Obama na Casa Branca.

Em 2015, a LND obteve outra grande vitória, mas Suu Kyi foi barrada de se candidatar à Presidência por ser viúva de um estrangeiro e ter dois filhos estrangeiros. Virou então, em 2026, Conselheira do Estado, uma espécie de primeira-ministra, cargo que exercia até o golpe. 

Desde então, ela está prisão domiciliar. A primeira acusação foi de importar 10 equipamentos de telecomunicações tipo walkie-talkie. Depois, também foi denunciada por violar a Lei de Gestão de Desastres, por interagir com uma multidão durante a pandemia do novo coronavírus, e incitação a distúrbios da ordem pública. Pode ser condenada a até nove anos de prisão.

O presidente U Win Myint também está preso e incomunicável sob a acusação de infringir a lei sobre catástrofes e incitar a distúrbios da ordem. O prefeito da capital, Naipidau, Myo Aung, foi denunciado por incitar à desordem.

No governo, Suu Kyi manchou sua imagem internacional ao aceitar o genocídio da etnia muçulmana rohingya, vítima de massacres cometidos pelos militares, o que levou à fuga de 700 mil pessoas para Bangladesh em 2016 e 2017. Foi acusada de "legitimar o genocídio".

Diante do Tribunal Internacional de Justiça da ONU, em Haia, na Holanda, ela defendeu a atuação dos militares contra a minoria rohingya. O arcebispo sul-africano Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1984, pediu que o Nobel de Suu Kyi fosse retirado. Mas ela continua sendo a líder do país.

Ela pode ter se resignado diante da superioridade do poder de fato dos militares, mas há fortes suspeitas de que compactue com a visão nacionalista dos militares, que são budistas e enfrentam rebeliões de nove grupos armados de alguns dos 135 povos que vivem no país. Muitos lutam pela independência desde que o país deixou o Império Britânico.

A mais longa guerra civil em andamento no mundo justifica a ditadura e os massacres.

A China apoia a ditadura. Descreveu o golpe como uma "reforma ministerial". Nas ruas, os manifestantes denunciam o regime comunista chinês e pedem apoio aos EUA, que anunciaram sanções contra o golpe militar. O Japão, maior democracia da Ásia, ficou em silêncio.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Militares dão golpe e prendem líder civil de Mianmar

Os militares, que mandam em Mianmar, a antiga Birmânia, desde 1962, deram mais um golpe de Estado no país do Sudeste Asiático. A líder civil Aung San Suu Kyu, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1991, e outros políticos foram presos. Horas antes, os militares decretaram estado de emergência por um ano. Legalmente, só o presidente Win Myint, aliado de Suu Kyi, poderia fazer isso. Ele também foi preso.

A desculpa para o golpe foi uma suposta fraude nas eleições parlamentares de novembro, vencidas por ampla margem pela Liga Nacional pela Democracia (LND), liderada por Suu Kyi, que conquistou supermaiorias nas duas câmaras da Assembleia da União. Na quinta-feira, a comissão eleitoral rejeitou as alegações de fraude dos militares.

Com soldados ocupando as ruas da capital, Naupidai, e da principal cidade, Yangum, a antiga Rangum, o poder será transferido hoje para o comandante das Forças Armadas, general Min Aung Hlaing. O telefone e a Internet foram cortados, os voos domésticos foram cancelados e o aeroporto internacional de Yangum fechado. O novo Parlamento tomaria posse nesta semana.

Filha de Aung San, o herói da independência do país do Império Britânico, em 1948, Suu Kyi passou 15 anos em prisão domiciliar. Depois da ampla vitória da LND nas eleições de 8 de novembro de 2015, impedida de assumir a Presidência, foi nomeada Conselheira do Estado, um cargo comparado ao de primeira-ministra.

Em 2017, centenas de milhares de muçulmanos do povo rohingya fugiram de Mianmar para escapar de um genocídio cometido pelo Exército. A maioria era refugiada ou descendente de refugiados da guerra da independência de Bangladesh, a República de Bengala, que se tornou independente do Paquistão em 1971.

Suu Kyi ignorou os apelos da sociedade internacional para proteger os rohingyas. O arcebispo sul-africano Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1984, chegou a pedir que o prêmio dela fosse cassado. Ela perdeu a aura de defensora dos direitos humanos.

Os Estados Unidos, a União Europeia e a Austrália exigiram a restauração da democracia e liberdade para os presos políticos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Líderes do Khmer Vermelho são condenados por genocídio no Camboja

Pela primeira vez, dois líderes da ditadura comunista do Khmer Vermelho foram condenados por genocídio no Camboja. O vice-líder do ditador Pol Pot, Nuon Chea, de 92 anos, e o presidente do país, Khieu Samphan, de 87 anos, foram sentenciados hoje à prisão perpétua por um tribunal internacional das Nações Unidas de tentar exterminar comunidades muçulmanos e vietnamitas.

A ditadura de Pol Pot aterrorizou o país do Sudeste Asiático de 16 de abril de 1975 a 9 de janeiro de 1979, quando foi deposta por uma invasão vietnamita. Dois milhões de pessoas morreram durante aquele reino do terror.

Em julgamento anteriores, as condenações haviam sido por crimes contra a humanidade: assassinato em massa, extermínio, escravidão e tortura. As sentenças desta sexta-feira são um marco para o tribunal internacional que há dez anos busca responsabilizar os responsáveis por um dos regimes mais terríveis do pós-guerra.

O juiz Nil Nonn leu a longa sentença condenatória num tribunal em Phnon Penh cheio de vítimas do Khmer Vermelho. Entre as arbitrariedades da ditadura comunista, ele citou casamentos forçados e casais obrigados a ter filhos.

Nuon Chea foi considerado culpado de tentar exterminar os muçulmanos do povo cham e os cambojanos de origem vietnamita, enquanto Khieu Samphan foi condenado pelo genocídio dos vietnamitas cambojanos.

Cerca de 36% dos 300 mil muçulmanos da etnia cham foram mortos pelo Khmer Vermelho. Além de assassinados em massa, eles foram proibidos de seguir sua religião e obrigados a comer carne de porco, o que é proibido pelo islamismo.

A maioria dos vietnamitas foi foi deportada. Todos os 20 mil vietnamitas remanescentes foram mortos.

A Convenção da ONU sobre Genocídio define este crime como "a tentativa de destruir, total ou parcialmente, um grupo religioso, racial, étnico ou nacional". O extermínio de toda uma corrente política, o politicídio, ficou de fora porque o ditador soviético Josef Stalin vetou.

O Khmer Vermelho foi um movimento extremista do maoísmo fundada por intelectuais cambojanos educados na França sob a influência do stalinismo do Partido Comunista Francês nos anos 1950s.

Saloth Sar, mais conhecido como Pol Pot, chegou ao poder duas semanas antes da queda de Saigon (hoje Cidade de Ho Chi Minh), no fim da Guerra do Vietnã, em 1975, depondo o regime do general Lon Nol, que derrubara cinco anos antes o governo de Norodom Sikanouk, o Príncipe Vermelho, num golpe apoiado pelos EUA.

Durante a Guerra do Vietnã (1964-75), os EUA bombardearam intensamente o Camboja para atacar os guerrilheiros do Vietnã do Norte, comunista, que usavam a chamada Trilha de Ho Chi Minh, por dentro do território cambojano, para invadir o Vietnã do Sul, aliado dos EUA. O ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger é acusado de crimes de guerra pelos bombardeios.

sábado, 29 de setembro de 2018

Terremoto e maremoto matam mais de 830 pessoas na Indonésia

Um terremoto de 7,5 graus na escala aberta de Richter provocou a formação de ondas de até seis metros de altura e arrasou duas cidades da ilha de Sulawesi, na Indonésia. O maremoto derrubou prédios que abalado pelo abalo sísmico, destruiu uma ponte importante, estradas, redes elétricas e de telecomunicações. Mais de 830 pessoas morreram. O vice-presidente indonésio, Jusuf Kalla, teme que o total de mortos chegue a milhares.

Sulawesi fica a 1.280 quilômetros da capital, Jacarta, no centro do arquipélago indonésio, que tem mais de 13 mil ilhas espalhadas por uma distância de 5 mil quilômetros. O serviço nacional de meteorologia está sendo muito criticado por ter retirado muito rapidamente o alerta de tsuname.

Só na cidade de Palu morreram mais de 420 pessoas. Até o acesso por mar está difícil para levar ajuda de emergência porque o porto foi destruído. Como o aeroporto também foi atingido, as equipes de resgate precisam fazer uma viagem de 10 a 12 horas por terra.

A segunda cidade mais atingida, Dongala, está isolada pelo colapso de uma ponte. "Temos algumas informações sobre a destruição em Palu, mas não sabemos nada de Dongala, o que é extremamente preocupante", declarou a Cruz Vermelha. "Há mais de 300 mil pessoas morando lá. Já é uma tragédia e pode ficar muito pior."

Em agosto deste ano, um terremoto de 6,9 graus abalou a ilha de Lombok, ao sul de Sulawesi, matando mais de 450 pessoas. Em dezembro de 2004, um maremoto de 9,1 graus na escala Richter causou a morte de 230 mil pessoas em vários países da região.

sábado, 28 de abril de 2018

Milhares de pessoas fogem de Mianmar

Além do genocídio dos rohingyas, outro conflito étnico põe milhares de pessoas em fuga em Mianmar por causa da ofensiva do Exército contra os rebeldes da minoria kachin no Noroeste do país, junto à fronteira com a China,  informaram as Nações Unidas.

Desde abril, mais de 4 mil pessoas fugiram de suas casas, diante do agravamento do longo conflito entre forças governamentais e o Exército Independente Kachin. Os militares estão bombardeando os kachins com artilharia e a Força Aérea.

Um cessar-fogo foi rompido em 2011. Os kachins são uma minoria cristã num país budista onde a ditadura militar historicamente discriminou as minorias religiosas e agora, mesmo sob um governo parcialmente eleito, o Exército massacrou a minoria muçulmana rohingya, deflagrando a fuga de 600 mil pessoas.

A crise dos rohingya abalou o prestígio e a honra da principal líder política de Mianmar, Aung San Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 1991 por sua luta contra a ditadura militar.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Guerra contra as drogas mina popularidade de Duterte nas Filipinas

Depois de mais de 12,6 mil mortes em sua guerra contra o tráfico e o uso de drogas em ano e quatro meses de governo nas Filipinas, a popularidade do presidente populista Rodrigo Duterte caiu pela primeira vez abaixo de 50%. Há uma fadiga com seu estilo arbitrário, autoritário e violento e estagnação da economia.

Em pesquisa do instituto Social Weather Stations realizada em 8 de outubro, só 48% dos filipinos se declararam satisfeitos com o presidente filipino, contra 66% no segundo trimestre do ano. Foi a primeira queda de popularidade significativa desde a posse de Duterte, em junho de 2016.

"O ambiente negativo ao redor da guerra às drogas e a falta de resultados positivos em outras áreas aumentam a frustração popular com o governo", explicou Eufrasia Taylor, analista da empresa de consultoria Varisk Maplecroft. "O que está acontecendo com o emprego, a infraestrutura e a corrupção? Essas coisas estão sendo negligenciadas em meio à guerra às drogas e o custo está chegando."

Uma grande marcha contra a imposição da lei marcial na cidade de Marawi reuniu dezenas de milhares de pessoas em 21 de setembro. Se a popularidade de Duterte continuar em queda, vai afetar outros planos do governo, como a reforma do sistema de impostos.

O investimento externo direto caiu 90,3% no primeiro semestre de 2017. A União Europeia está revisando seus acordos com as Filipinas por causa do desrespeito aos direitos humanos pelo governo Duterte. Se a UE retirar as preferências tarifárias "será um golpe nas Filipinas que vai mostrar as consequências reais da deterioração dos direitos humanos no país", acrescentou Eufrasia Taylor.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Camboja mantém prisão perpétua para líderes do Khmer Vermelho

Dois líderes do regime genocida do Khmer Vermelho vão passar a vida na cadeia pela morte de cerca de 2 milhões de pessoas no Camboja de 1976 a 1979. Nuon Chea, Irmão Número Dois, e o ex-chefe de Estado Khieu Samphan, condenados por crimes contra a humanidade, perderam o recurso perante um tribunal especial cambojano apoiado pelas Nações Unidas.

A defesa argumentou que eles não tiveram direito a um julgamento justo por causa da experiência pessoal dos juízes durante o regime de Pol Pot, que tentou eliminar o passado, adotando políticas de ano zero para construir uma utopia socialista agrária inspirada pelo maoísmo da República Popular da China.

Outra fonte do regime genocida de Pol Pot foi o stalinismo do Partido Comunista Francês na primeira metade dos anos 1950s.

O presidente do tribunal, Kong Srim, acusou os líderes do Khmer Vermelho de "total falta de consideração sobre o destino final da população cambojana". Depois de observar os crimes aconteceram uma escala tremenda, "a turma do Supremo Tribunal considera que a imposição de penas perpétuas para cada acusada é apropriada."

Eles haviam sido condenados em agosto de 2014 pela remoção forçada de cerca de 2 milhões de cambojanos da capital, Phnom Penh para campos de reeducação na zona rural.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Morre o rei mais antigo do mundo

 O rei da Tailândia Bhumibol Adulyadej, o monarca que estava há mais tempo no trono no mundo inteiro, morreu hoje aos 88 anos. Durante seu reinado, o país passou de um ponto de passagem num dos tigres do Sudeste Asiático, um importante centro industrial, comercial e turístico.

Bhumibol ascendeu ao trono em 1946, depois da Segunda Guerra Mundial, e atravessou a Guerra Fria, onde houve guerras nos vizinhos Camboja, Laos e Vietnã, como aliado dos Estados Unidos. Ele sobreviveu a 12 golpes de Estado, muitos dados em seu nome, inclusive o último, em maio de 2014.

Visto como uma figura unificadora do país, sua morte deixa um perigoso vácuo político. A ditadura militar anunciou que seu filho e sucessor, Maha Vajiralongkorn, de 64 anos, será coroado rei, de acordo com a Constituição.

Pela tradição tailandesa, o luto deve durar um ano. Durante este período, a expectativa é de fortalecimento do primeiro-ministro e general Prayuth Chan-ocha.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Duterte se compara a Hitler e fala em exterminar drogados nas Filipinas

Em mais atitude arrogante, prepotente e ditatorial, o presidente Rodrigo Duterte se comparou ao ditador alemão Adolf Hitler e declarou que gostaria de exterminar os usuários de drogas nas Filipinas.

"Hitler massacrou 3 milhões de judeus. As Filipinas têm 3 milhões de drogados. Eu ficaria feliz em massacrá-los", afirmou o boquirroto presidente filipino, ultrajando os judeus do mundo inteiro, observou o televisão pública britânica BBC.

Na verdade, cerca de 6 milhões de judeus foram mortos no Holocausto cometido pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. O Centro Simon Wiesenthal, que até hoje caça os criminosos nazistas, exigiu "um pedido de desculpas para as vítimas por esta retórica nojenta."

O presidente do Conselho Mundial Judaico, Ronald Lauder, ficou assombrado: "O que o presidente Duterte disse é não apenas profundamente desumano, mostra um desrespeito assustador pela vida humana de um líder democraticamente eleito de um grande país, o que parte o coração."

Para a Liga Antidifamação, com sede nos Estados Unidos, o comentário foi "inapropriado e profundamente ofensivo". Seu porta-voz, Todd Gutnick, considerou "desconcertante que qualquer líder use tamanho monstro como modelo".

Duterte foi eleito em 9 de maio de 2016 prometendo acabar com as drogas e a criminalidade. Desde sua posse, em 30 de junho, cerca de 4 mil pessoas foram mortas na guerra contra as drogas. Seu chefe de polícia incitou os usuários de drogas a atacar os traficantes como "vingança". O resultado é uma violenta guerra de quadrilhas.

Diante das críticas de governos ocidentais, instituições internacionais e organizações de defesa dos direitos humanos, Duterte respondeu acusando: "Vocês, União Europeia e EUA, vocês podem me chamar de qualquer coisa. Mas eu não sou hipócrita como vocês. Há migrantes fugindo do Oriente Médio. Vocês os deixam apodrecer e estão preocupados com a morte de mil, 2 mil, 3 mil?"

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Obama apoia decisão de tribunal internacional contra a China

A decisão do Tribunal Permanente de Arbitragem negando os alegados "direitos históricos" da China sobre 90% do Mar do Sul da China deve ser cumprida, declarou hoje o presidente Barack Obama ao participar da reunião de cúpula dos Estados Unidos com os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) realizada em Vientiane, no Laos.

O mapa chinês
O tribunal ajudou a esclarecer a questão dos direitos marítimos na região, acrescentou Obama.

Em 12 de julho de 2016, a pedido das Filipinas, a corte de arbitragem negou validade ao mapa baseado na "linha de nove traços", usado pela China para reivindicar a soberania sobre a região em disputa. Mas se recusou a resolver as disputas de soberanias e a fixar limites nas águas territoriais de cada paz.

A China, que tem disputas territoriais no Mar do Sul da China com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã, ignorou a decisão do tribunal internacional. As Filipinas preferem usá-la como instrumento de barganha em futuras negociações bilaterais.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Navio-tanque da Malásia é sequestrado na Indonésia

Um navio petroleiro da Malásia com 900 mil litros de óleo diesel foi sequestrado e levado para perto da ilha de Batam, na Indonésia, noticiou a televisão pública britânica BBC citando como fonte a polícia marítima malasiana.

O valor da carga a bordo do do navio-tanque Vier Harmoni foi estimado em US$ 392 mil (R$ 1,257 milhão).

Com o rápido desenvolvimento da Ásia, o Sudeste Asiático tornou-se uma das principais rotas do comércio internacional. O Estreito de Málaca é uma região muito perigosa por causa dos piratas, embora nos últimos anos as regiões mais problemas tenham sido as costas da Nigéria, no Golfo da Guiné, e da Somália, no Oceano Índico.

domingo, 24 de julho de 2016

Milhares marcham em funeral de oposicionista no Camboja

Milhares de pessoas acompanharam hoje em Phnon Penh a procissão do funeral de Kem Ley, um proeminente crítico do regime comunista do Camboja, um país do Sudeste Asiático, noticiou a agência Reuters. Kem Ley, ativista e pesquisador de saúde na área de aids, foi baleado em 10 de julho de 2016 numa loja da capital cambojana. Há fortes suspeitas de que tenha sido um assassinato político.

Sua morte aumenta a tensão entre a oposição e o primeiro-ministro Hun Sen, chefe de governo desde 1985, depois de se tornar ministro do Exterior, em 1979, quando uma invasão do vizinho Vietnã com o apoio da União Soviética derrubou a ditadura genocida do Khmer Vermelho, responsável pela morte de 2 a 3 milhões de pessoas.

Hun Sen, de 63 anos, foi batizado Hun Bunal. Mudou de nome para Hun Sen em 1972, dois anos depois de aderir ao Khmer Vermelho, que chegou ao poder em 16 de abril de 1975, no fim da Guerra do Vietnã, e impôs uma ditadura sanguinária sob a liderança de Pol Pot.

Durante um expurgo do regime do Khmer Vermelho, em 1977, fugiu para o Vietnã. Invadiu o Camboja como parte do Exército vietnamita, no Natal de 1978, e foi nomeado vice-primeiro-ministro e ministro do Interior do novo governo. O Príncipe Vermelho Norodom Sihanouk, rei do Camboja de 1941 a 1955 e de 1993 a 2004, o chamava na época de "lacaio do Vietnã".

Em 1985, aos 32 anos, Hun Sen tornou-se o mais jovem primeiro-ministro do mundo na época. A oposição espera aposentá-lo depois das eleições municipais de 2017 e das eleições nacionais de 2018.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Assessor de Aung San Suu Kyi assume Presidência de Mianmar

Htin Kyaw, um assessor de Aung San Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 1991, assumiu hoje a Presidência de Mianmar, a antiga Birmânia, noticiou a Agência France Presse (AFP). É o primeiro governo eleito democraticamente depois de mais de 50 anos de ditadura militar.

O general da reserva Myint Swe e Henry Van Thio, da minoria étnica chin, foram empossados como vice-presidentes. Suu Kyi foi nomeada ministro do Exterior, mas deixou claro que será o poder real por trás do trono no país do Sudeste Asiático.

Ela não pode presidir o país por causa de uma lei aprovada pela ditadura barrando pessoas casadas com estrangeiros ou que tenham filhos com estrangeiros possam chefiar o Estado. Suu Kyi é viúva de um britânico, com quem teve filhos.

A Liga Nacional pela Democracia, que domina o novo governo, pretende integrar as diversas minorias étnicas que lutaram contra a ditadura militar, mas os militares devem resistir. Há 17 grupos armados em luta contra o governo. Depois de ficar no poder desde 1962, os militares dominam a burocracia e a economia de Mianmar.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Mianmar tem primeiro Parlamento democrático em mais de 50 anos

Depois de mais de meio século de ditadura militar, Mianmar (antiga Birmânia) empossou hoje o primeiro Parlamento parcialmente eleito. A maioria é da Liga Nacional pela Democracia, liderada por Aung San Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 1991, mas ela está legalmente impedida de concorrer à Presidência.

A LND elegeu 255 dos 440 deputados e 135 dos 224 senadores, acabando na prática com o domínio absoluto dos militares sobre este empobrecido país do Sudeste Asiático, que vinha desde 1962. Mas os militares controlam 25% das cadeiras e têm poder de veto sobre reformas constitucionais. O comandante das Forças Armadas tem a prerrogativa de nomear os ministros da Defesa e do Interior.

Win Myint, da LND, foi eleito presidente do Parlamento, e T-Khun Myat, da minoria étnica kachin, vice.

O desafio da LND é formar uma coalizão que atraia os pequenos partidos representando minorias étnicas sem alienar a maioria nacionalista e budista nem os militares, que ainda controlam boa parte do Parlamento e da economia do país.

Suu Kyi advertiu que seja quem for o presidente do país, a ser eleito indiretamente, quem vai mandar é ela, num desafio aos militares. Filha de Aung San, o herói da independência do país do Império Britânico em 1948, não pode ser presidente porque é viúva de um britânicos e tem filhos cidadãos britânicos, uma cláusula constitucional incluída sob medida para afastá-la.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Suíça revela desvio de US$ 4 bilhões de estatais da Malásia

A Procuradoria-Geral da Suíça descobriu desvios de cerca de US$ 4 bilhões de empresas estatais da Malásia, noticiou a agência Reuters.

As autoridades suíças investigam a corrupção no fundo soberano 1Malaysia Development Berhad (1MDB), com suspeitas de suborno de funcionários estrangeiros, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Em 26 de janeiro, o procurador-geral da Malásia concluiu que o primeiro-ministro Najib Razak não é responsável por uma apropriação indébita de US$ 681 milhões do fundo soberano e mandou engavetar o inquérito. A explicação oficial é que ele teria recebido uma "doação" da família real da Arábia Saudita.

A Malásia sofreu dois duros golpes em 2014, com a perda de dois aviões de passageiros. Em março daquele ano, um Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines desapareceu no Oceano Índico com 239 pessoas a bordo depois de um desvio de rota quando ia de Kuala Lumpur, a capital malasiana, para Beijim, a capital da China.

Em 14 de julho, rebeldes ucranianos apoiados pela Rússia derrubaram outro Boeing 777 da Malaysia Airlines quando ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, matando as 298 pessoas a bordo.

A corrupção abala ainda mais a autoimagem deste país do Sudeste Asiático que nas últimas décadas passou por um rápido crescimento, com média de 6,5% ao ano por quase 50 anos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Regime comunista do Laos anuncia mudança de liderança

O Partido Comunista do Laos, no poder desde 1975, anunciou hoje a composição do novo Comitê Central. Tanto o atual o presidente do país e secretário-geral do partido, Choummaly Sayasone, nestes cargos desde 2006, quanto o primeiro-ministro Thongsing Thammavong, estão fora. Isso indica uma mudança de liderança, informou a agência Reuters.

A expectativa é que o atual vice-presidente, Bounnhang Vorachit, seja o novo líder do partido, enquanto a presidente da Assembleia Nacional e ex-presidente do Banco Central, Pany Yathotu, é a favorita para chefiar o governo. A troca de liderança do PC a cada dez anos, a exemplo do que adotou a China, cria uma certa ordem na luta interna pelo poder.

Com o apoio da cada vez mais rica e poderosa vizinha China, o Laos, um dos países mais pobres do Sudeste Asiático, investe na modernização da infraestrutura e na construção de barragens.

Nos últimos anos, o país se apresenta como um corredor entre a China e o Sudeste Asiático para aproveitar o desenvolvimento econômico dos vizinhos. A competição entre China, EUA, Índia e Japão por influência na região aumenta o poder de barganha do Laos, historicamente tratado como uma quase colônia ou zona de segurança, contribuindo para seu isolamento e subdesenvolvimento.

Cercado por montanhas e vizinhos poderosos como a China, o Vietnã, o Camboja, Mianmar e a Tailândia, desde que se tornou independente no século 14, foi objeto de invasões do Vietnã, a leste; do reino de Mianmar, ao norte; do Sião (hoje Tailândia), a oeste; e do colonialismo francês de 1893 a 1954. Sempre dependeu dos vizinhos para proteção, acesso ao mar e comércio.

Do fim da Indochina Francesa até o fim dos anos 1980s, o Vietnã foi essa potência regional. A partir de então, o governo de Vientiane tenta diversificar a economia e ter uma política externa mais independente.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Estado Islâmico reivindica ataque terrorista em Jacarta

Em comunicado divulgado na Internet, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu a responsabilidade por uma ação terrorista no centro de Jacarta, a capital da Indonésia, que terminou com sete mortos, entre eles cinco terroristas, de acordo com a polícia.

A área ficou isolada por seis horas. A polícia encontrou no local cinco granadas. O ataque começou por volta de dez horas da manhã pela hora local (1h30 em Brasília) com a explosão de um homem-bomba diante de uma cafeteria da rede Starbucks perto da praça Sarinah Thamrin, no centro da cidade.

Em seguida, outros terroristas atacaram com tiros e granadas. Pouco depois, dois homens-bomba detonaram os explosivos que levavam junto ao corpo.

Maior país muçulmano do mundo, com 255 milhões de habitantes, a Indonésia foi alvo de terroristas em várias oportunidades. Em 12 de outubro de 2002, um atentado matou 202 pessoas na paradisíaca ilha de Báli, mas não havia um grande ataque desde 2009, quando sete pessoas morreram em ataques simultâneos a dois hotéis de luxo.

O atentado em Jacarta marca a instalação do Estado Islâmico no Sudeste Asiático, onde 22 grupos extremistas muçulmanos juraram lealdade ao califado proclamado em 29 de junho de 2014 por Abu Bakr al-Baghdadi, o líder supremo da milícia jihadista, como informa o sítio filipino Rappler.

A principal fonte do Rappler é o Centro Internacional sobre Violência Política e Terrorismo, dirigido por Rohan Gunaratna, que observa que vários grupos jihadistas foram desmantelados na Malásia, mas os extremistas continuam ativos nas Filipinas e na Indonésia.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Tailândia encerra caçada a terroristas que atacaram Bangkok

Com a suposta confissão de um suspeito preso no mês passado, a polícia da Tailândia anunciou hoje o fim da caçada aos terroristas responsáveis pelo atentado contra um santuário situado no centro da capital, noticiou a televisão Channel News Asia.

O suspeito foi identificado como Bilal Muhammad, também chamado de Bilal Turk e Adem Karadag, um estrangeiro. Ele teria admitido na semana passada ser o homem que aparece numa gravação de câmeras de segurança colocando a bomba no Santuário de Erawan.

No fim de semana, ele e outro suspeito da etnia uigur de nacionalidade chinesa acusado de disparar a bomba participaram de uma reconstituição do crime feita no local do atentado.

Ambos seriam membros de uma gangue de tráfico de pessoas que teria organizado o ataque como retaliação pela repressão das autoridades tailandesas. A polícia tailandesa promete continuar a investigação até desmantelar a máfia de trafico humano.

Na China, o regime comunista acusa extremistas muçulmanos da minoria étnica uigur de realizar uma campanha terrorista a partir da província de Xinjiang. Suas ações incluiriam um ataque terrorista na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em que cinco pessoas morreram, três no carro participante do atentado, descrito pelas autoridades chinesas como terrorismo suicida.