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sábado, 28 de abril de 2018

Milhares de pessoas fogem de Mianmar

Além do genocídio dos rohingyas, outro conflito étnico põe milhares de pessoas em fuga em Mianmar por causa da ofensiva do Exército contra os rebeldes da minoria kachin no Noroeste do país, junto à fronteira com a China,  informaram as Nações Unidas.

Desde abril, mais de 4 mil pessoas fugiram de suas casas, diante do agravamento do longo conflito entre forças governamentais e o Exército Independente Kachin. Os militares estão bombardeando os kachins com artilharia e a Força Aérea.

Um cessar-fogo foi rompido em 2011. Os kachins são uma minoria cristã num país budista onde a ditadura militar historicamente discriminou as minorias religiosas e agora, mesmo sob um governo parcialmente eleito, o Exército massacrou a minoria muçulmana rohingya, deflagrando a fuga de 600 mil pessoas.

A crise dos rohingya abalou o prestígio e a honra da principal líder política de Mianmar, Aung San Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 1991 por sua luta contra a ditadura militar.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Rebeldes de Mianmar atacam perto da fronteira com a China

Centenas de rebeldes de diferentes grupos étnicos lançaram uma série de ataques contra postos militares do Exército de Mianmar no estado de Chã, no Norte do país, perto da fronteira com a China, reportou o jornal Myanmar Times. Outros ataques foram relatados no estado de Raquine, no Oeste de Mianmar.

A ofensiva é uma ação combinada de vários grupos rebeldes de base étnica: o Exército Nacional de Libertação Taang, o Exército Independente Kachin, o Exército da Aliança Democrática Nacional de Mianmar e o Exército Arakã.

De acordo com um porta-voz do  Exército Nacional de Libertação Taang, a ofensiva rebelde é uma resposta a operações militares recentes nos estados de Chã, Kachin e Raquine. Pelo menos 900 civis fugiram das regiões conflagradas. Alguns atravessaram a fronteira com a China.

Por outro lado, o Exército Popular de Libertação da China entrou em alerta máxima, noticiou a agência Reuters.

Alguns exércitos rebeldes controlam regiões ricas em recursos naturais e resistem em ceder o poder ao governo central de Mianmar.