O rei da Tailândia casou-se com a subchefe de sua guarda pessoal e lhe deu o título de rainha. O anúncio surpreendente foi feito dias antes da cerimônias de coroação do rei, que começam no sábado, 4 de maio.
Maha Vajiralongkorn, de 66 anos, ascendeu ao trono com a morte do pai, rei Bhumibol Adulyadej, em 2016. O novo rei foi casado e divorciado três vezes. Tem sete filhos de casamentos anteriores.
"O rei Vajiralongkorn decidou promover a general Suthida Vajiralongkorn Na Ayudhya, sua consorte real, para se tornar a Rainha Suthida e ela terá título real e status como parte da família real", declarou em nota o palácio.
A rainha é a companheira do rei. Tem sido vista em público com ele há muitos anos, mas o relacionamento não era reconhecido oficialmente. Ela era aeromoça da Thai Airways quando foi nomeada para a guarda real. Imagens do casamento, com o rei derramando gotas de água sagrada na cabeça da rainha ajoelhada a seus pés, apareceram quarta-feira à noite na televisão tailandesa.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 2 de maio de 2019
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Morre o rei mais antigo do mundo
O rei da Tailândia Bhumibol Adulyadej, o monarca que estava há mais tempo no trono no mundo inteiro, morreu hoje aos 88 anos. Durante seu reinado, o país passou de um ponto de passagem num dos tigres do Sudeste Asiático, um importante centro industrial, comercial e turístico.
Bhumibol ascendeu ao trono em 1946, depois da Segunda Guerra Mundial, e atravessou a Guerra Fria, onde houve guerras nos vizinhos Camboja, Laos e Vietnã, como aliado dos Estados Unidos. Ele sobreviveu a 12 golpes de Estado, muitos dados em seu nome, inclusive o último, em maio de 2014.
Visto como uma figura unificadora do país, sua morte deixa um perigoso vácuo político. A ditadura militar anunciou que seu filho e sucessor, Maha Vajiralongkorn, de 64 anos, será coroado rei, de acordo com a Constituição.
Pela tradição tailandesa, o luto deve durar um ano. Durante este período, a expectativa é de fortalecimento do primeiro-ministro e general Prayuth Chan-ocha.
Bhumibol ascendeu ao trono em 1946, depois da Segunda Guerra Mundial, e atravessou a Guerra Fria, onde houve guerras nos vizinhos Camboja, Laos e Vietnã, como aliado dos Estados Unidos. Ele sobreviveu a 12 golpes de Estado, muitos dados em seu nome, inclusive o último, em maio de 2014.
Visto como uma figura unificadora do país, sua morte deixa um perigoso vácuo político. A ditadura militar anunciou que seu filho e sucessor, Maha Vajiralongkorn, de 64 anos, será coroado rei, de acordo com a Constituição.
Pela tradição tailandesa, o luto deve durar um ano. Durante este período, a expectativa é de fortalecimento do primeiro-ministro e general Prayuth Chan-ocha.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Oposicionistas invadem quartel-general na Tailândia
Cerca de 1,2 mil oposicionistas invadiram hoje o quartel-general do Exército Real da Tailândia, em Bangkok, para exigir a queda da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, que acusam de ser um fantoche do irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, exilado no exterior para escapar de um processo por corrupção, e de tentar anistiá-lo.
Os oposicionistas do movimento amarelo, que pretextam absoluta lealdade ao rei Bhumibol Adulayadej, provocam os militares, seus tradicionais aliados, "para saber de que lado eles estão", declarou um manifestante à agência de notícias Reuters.
Depois de sobreviver a um voto de desconfiança no Parlamento, a primeira-ministra não tem a menor intenção de renunciar. Quanto à oposição, não conseguindo derrubar o governo pelas vias democráticas e legais, apela para o golpismo.
Os Shinawatra têm grande apoio popular na zona rural do Norte da Tailândia, enquanto a oposição é mais forte na capital.
Os oposicionistas do movimento amarelo, que pretextam absoluta lealdade ao rei Bhumibol Adulayadej, provocam os militares, seus tradicionais aliados, "para saber de que lado eles estão", declarou um manifestante à agência de notícias Reuters.
Depois de sobreviver a um voto de desconfiança no Parlamento, a primeira-ministra não tem a menor intenção de renunciar. Quanto à oposição, não conseguindo derrubar o governo pelas vias democráticas e legais, apela para o golpismo.
Os Shinawatra têm grande apoio popular na zona rural do Norte da Tailândia, enquanto a oposição é mais forte na capital.
sábado, 11 de abril de 2009
Protesto na Tailândia adia reunião da ASEAN
Por causa dos protestos da oposição, que exige a renúncia do governo e a convocação de eleições antecipadas, a Tailândia foi obrigada a adiar a conferência de cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático, que teria a participação da China, da Coréia do Sul e do Japão.
Seria o maior encontro de líderes depois da reunião do Grupo dos Vinte (G-20) em 2 de abril em Londres e uma chance para a Ásia apresentar sua contribuição no combate à crise econômica mundial.
O primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, apoiado pelos militares e pelo rei Bhumibol Adulyadej, decretou estado de emergência na capital, enquando o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, afastado em 2006 por corrupção e condenado à revelia no ano passado a dois anos de prisão, estimula a revolta popular.
A queda de braço foi definir o futuro da democracia e da monarquia na Tailândia.
Seria o maior encontro de líderes depois da reunião do Grupo dos Vinte (G-20) em 2 de abril em Londres e uma chance para a Ásia apresentar sua contribuição no combate à crise econômica mundial.
O primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, apoiado pelos militares e pelo rei Bhumibol Adulyadej, decretou estado de emergência na capital, enquando o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, afastado em 2006 por corrupção e condenado à revelia no ano passado a dois anos de prisão, estimula a revolta popular.
A queda de braço foi definir o futuro da democracia e da monarquia na Tailândia.
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