A ditadura militar da Tailândia negou autorização para a ex-primeira-ministrao Yingluck Shinawatra saia do país por causa das denúncias criminais contra ela, informou hoje a agência Reuters.
Yingluck foi deposta por um golpe militar em maio de 2014 depois de meses de confrontos de rua entre governistas e oposicionistas. No mês passado, ela foi denunciada por corrupção num programa de compra de arroz com subsídio governamental.
A ex-primeira-ministra pediu autorização para sair da Tailândia até 22 de fevereiro de 2015, mas deverá estar presente em 19 de fevereiro, quando o procurador-geral apresentará a acusação ao Supremo Tribunal de Justiça.
Seus partidários dizem que o processo tem como alvo o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, irmão mais velho de Yingluck, deposto por um golpe de Estado em 2006, em meio a acusações de corrupção e evasão fiscal, que está exilado no exterior.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 8 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Tailândia aprova impeachment de primeira-ministra deposta
O Parlamento da Tailândia aprovou hoje o impeachment da única mulher a governar o país até hoje. A ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra, deposta num golpe militar em maio de 2014, foi considerada culpada num escândalo multibilionário envolvendo subsídios à agricultura. A decisão a proíbe de participar da política por cinco anos.
"Hoje a democracia morreu na Tailândia e também o Estado de Direito", protestou a ex-primeira-ministra.
Nesta sexta-feira, a Procuradoria-Geral da Tailândia revelou que vai denunciar Yingluck criminalmente pelo mesmo motivo. Se for condenada, ela pode pegar até 10 anos de cadeia.
Ela é irmã do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que fugiu do país depois de ser deposto em 2006 em meio a acusações de corrupção. Há o temor agora de que o movimento das Camisas Vermelhas, que os apoia, marcha rumo à capital criando um novo impasse politico na Tailândia.
Com forte apoio nas zonas rurais do interior do país, a família Shinawatra tem ganho todas as eleições, apesar da rejeição da elite política e militar de Bangkok. A instabilidade política ameaça o desenvolvimento de uma economia que já foi uma das mais dinâmicas da Ásia.
"Hoje a democracia morreu na Tailândia e também o Estado de Direito", protestou a ex-primeira-ministra.
Nesta sexta-feira, a Procuradoria-Geral da Tailândia revelou que vai denunciar Yingluck criminalmente pelo mesmo motivo. Se for condenada, ela pode pegar até 10 anos de cadeia.
Ela é irmã do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que fugiu do país depois de ser deposto em 2006 em meio a acusações de corrupção. Há o temor agora de que o movimento das Camisas Vermelhas, que os apoia, marcha rumo à capital criando um novo impasse politico na Tailândia.
Com forte apoio nas zonas rurais do interior do país, a família Shinawatra tem ganho todas as eleições, apesar da rejeição da elite política e militar de Bangkok. A instabilidade política ameaça o desenvolvimento de uma economia que já foi uma das mais dinâmicas da Ásia.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Exército formaliza golpe de Estado na Tailândia
Três dias depois de decretar a lei marcial, o Exército da Tailândia anunciou hoje formalmente que está tomando o poder para acabar com uma onda de protestos violentos em que pelo menos 28 pessoas morreram nos últimos seis meses. É o 19º golpe militar no país desde 1932.
Em pronunciamento na televisão, o comandante do Exército, general Prayuth Chan-ocha, alegou ter tentando uma conciliação entre os partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto num golpe em 2006 e exilado, que usam camisas vermelhas, e a elite urbana conservadora e monarquista que não deixava o governo da irmã de Thaksin, Yingluck Shinawatra, trabalhar, que se veste de amarelo. O general prometeu restaurar a ordem e promover reformas políticas.
A Tailândia está sob toque de recolher noturno. O líder dos protestos contra o governo, Suthep Thaugsuban, foi preso. O primeiro-ministro interino Niwattumrong Boonsongpaisan, deposto pelo general, que assumiu o cargo, pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O problema da democracia na Tailândia é que a elite conservadora urbana de Bangkok não aceita o populismo dos Shinawatra, que ganharam todas as eleições no país desde 2001. Nada indica que a situação mude através de um golpe. O impasse político se mantém.
Em pronunciamento na televisão, o comandante do Exército, general Prayuth Chan-ocha, alegou ter tentando uma conciliação entre os partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto num golpe em 2006 e exilado, que usam camisas vermelhas, e a elite urbana conservadora e monarquista que não deixava o governo da irmã de Thaksin, Yingluck Shinawatra, trabalhar, que se veste de amarelo. O general prometeu restaurar a ordem e promover reformas políticas.
A Tailândia está sob toque de recolher noturno. O líder dos protestos contra o governo, Suthep Thaugsuban, foi preso. O primeiro-ministro interino Niwattumrong Boonsongpaisan, deposto pelo general, que assumiu o cargo, pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O problema da democracia na Tailândia é que a elite conservadora urbana de Bangkok não aceita o populismo dos Shinawatra, que ganharam todas as eleições no país desde 2001. Nada indica que a situação mude através de um golpe. O impasse político se mantém.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Exército da Tailândia declara lei marcial
Depois de seis meses de paralisia política por causa de uma onda de protestos da oposição que causou pelo menos 28 mortes, o Exército da Tailândia declarou lei marcial na manhã desta terça-feira pela hora local, ocupou estações de televisão e patrulha as ruas, mas nega estar dando um golpe de Estado.
"Devido à situação de instabilidade, eles estão se matando todos os dias", declarou um general para justificar a medida. O governo não foi consultado sobre a imposição da lei marcial. Vai fazer uma reunião de emergência para tomar posição.
A primeira-ministra Yingluck Shinawatra e nove ministros foram afastados pelo Supremo Tribunal em 7 de maio de 2014 por abuso de poder. As oposições mantiveram os protestos, exigindo a demissão de todo o governo.
Com a lei marcial, as Forças Armadas avocam para si todos os poderes do Estado. Em 2006, a decretação de lei marcial levou a um golpe militar que depôs o então primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, acusado de corrupção e abuso de poder.
"Devido à situação de instabilidade, eles estão se matando todos os dias", declarou um general para justificar a medida. O governo não foi consultado sobre a imposição da lei marcial. Vai fazer uma reunião de emergência para tomar posição.
A primeira-ministra Yingluck Shinawatra e nove ministros foram afastados pelo Supremo Tribunal em 7 de maio de 2014 por abuso de poder. As oposições mantiveram os protestos, exigindo a demissão de todo o governo.
Com a lei marcial, as Forças Armadas avocam para si todos os poderes do Estado. Em 2006, a decretação de lei marcial levou a um golpe militar que depôs o então primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, acusado de corrupção e abuso de poder.
Tailândia ficou mais pobre no primeiro trimestre
Sob pressão de uma séria crise política interna, a economia da Tailândia encolheu 0,6% no primeiro trimestre de 2014 na comparação anual, revelou hoje o instituto oficial de estatísticas do país.
A última contração antes disso tinha sido de 9%, no quarto trimestre de 2011, quando uma enchente inundou várias regiões da Tailândia.
O problema agora é uma crise política que se arrasta desde o golpe contra o então primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, em 2006, acusado de corrupção. Extremamente popular no interior do país, ele conseguiu eleger a irmã, Yingluck Shinawatra, afastada neste mês pelo Supremo Tribunal de Justiça por abuso de poder e corrupção ao nomear um primo.
A contração indica que a crise política abalou a economia do país. Pior ainda, ela não acabou. A oposição monarquista exige a queda de todo o governo e não apenas da primeira-ministra.
A última contração antes disso tinha sido de 9%, no quarto trimestre de 2011, quando uma enchente inundou várias regiões da Tailândia.
O problema agora é uma crise política que se arrasta desde o golpe contra o então primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, em 2006, acusado de corrupção. Extremamente popular no interior do país, ele conseguiu eleger a irmã, Yingluck Shinawatra, afastada neste mês pelo Supremo Tribunal de Justiça por abuso de poder e corrupção ao nomear um primo.
A contração indica que a crise política abalou a economia do país. Pior ainda, ela não acabou. A oposição monarquista exige a queda de todo o governo e não apenas da primeira-ministra.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Supremo Tribunal condena primeira-ministra da Tailândia
O Supremo Tribunal da Tailândia condenou hoje e suspendeu de suas funções a primeira-ministra Yingluck Shinawatra, acusada de violar a Constituição e abusar do poder ao demitir em 2011 o então chefe da Polícia Nacional, Thawil Pleansri, para nomear um primo em seu lugar.
Depois de meses de protesto da oposição exigindo sua queda, a decisão judicial volta a jogar o país numa grave crise política.
Yingluck é irmã do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que foi derrubado e fugiu da Tailândia em 2006, sob denúncias de corrupção. Os oposicionistas sempre a acusaram de ser apenas um fantoche do irmão.
A classe média urbana monarquista de Bangkok os rejeita, mas eles ganham as eleições com os votos do interior, agrário e mais atrasado.
O chefe de governo interino será o ministro do Comércio, Niwatthamrong Boonsongphaisan. Depois da anulação das eleições de 2 de fevereiro de 2014, boicotadas pela oposição, foram convocadas novas eleições para 20 de julho.
Depois de meses de protesto da oposição exigindo sua queda, a decisão judicial volta a jogar o país numa grave crise política.
Yingluck é irmã do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que foi derrubado e fugiu da Tailândia em 2006, sob denúncias de corrupção. Os oposicionistas sempre a acusaram de ser apenas um fantoche do irmão.
A classe média urbana monarquista de Bangkok os rejeita, mas eles ganham as eleições com os votos do interior, agrário e mais atrasado.
O chefe de governo interino será o ministro do Comércio, Niwatthamrong Boonsongphaisan. Depois da anulação das eleições de 2 de fevereiro de 2014, boicotadas pela oposição, foram convocadas novas eleições para 20 de julho.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Tiroteio marca véspera das eleições na Tailândia
Pelo menos seis pessoas, inclusive seis jornalistas, saíram feridas de um tiroteio entre partidários e opositores da primeira-ministra Yingluck Shinawatra hoje, véspera das eleições antecipadas na Tailândia.
A Aliança Popular pela Democracia, um movimento caracterizado pelas camisas amarelas usadas pelos militantes, exige a renúncia do governo antes das eleições, alegando que Yingluck é apenas uma fantoche do irmão Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe militar em 2006 em meio a denúncias de corrupção, a quem gostaria de anistiar. Quer boicotar a votação de amanhã.
Do outro lado, a Frente Unida pela Democracia contra a Ditadura, de camisas vermelhas, reúne os partidários de Shinawatra.
A Aliança Popular pela Democracia, um movimento caracterizado pelas camisas amarelas usadas pelos militantes, exige a renúncia do governo antes das eleições, alegando que Yingluck é apenas uma fantoche do irmão Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe militar em 2006 em meio a denúncias de corrupção, a quem gostaria de anistiar. Quer boicotar a votação de amanhã.
Do outro lado, a Frente Unida pela Democracia contra a Ditadura, de camisas vermelhas, reúne os partidários de Shinawatra.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Tailândia decreta estado de emergência em Bangkok
Depois de semanas de protestos da oposição, que exige a renúncia da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, e de pelo menos nove mortes, o governo da Tailândia decretou hoje toque de recolher na capital, Bangkok, e arredores por um período de 60 dias.
O estado de emergência dá poderes ao governo impor toque de recolher, prender suspeitos sem acusação formal e censurar a imprensa.
A Tailândia vive um impasse político. A oposição acusa a primeira-ministra de ser fantoche do irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, exilado no exterior depois de ser derrubado por um golpe, em 2006, em meio a acusações de corrupção, e de manobras para anistiá-lo.
Para tentar romper o impasse, o governo convocou eleições parlamentares antecipadas para 2 de fevereiro. Sob estado de emergência, a campanha promete ser violenta.
O estado de emergência dá poderes ao governo impor toque de recolher, prender suspeitos sem acusação formal e censurar a imprensa.
A Tailândia vive um impasse político. A oposição acusa a primeira-ministra de ser fantoche do irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, exilado no exterior depois de ser derrubado por um golpe, em 2006, em meio a acusações de corrupção, e de manobras para anistiá-lo.
Para tentar romper o impasse, o governo convocou eleições parlamentares antecipadas para 2 de fevereiro. Sob estado de emergência, a campanha promete ser violenta.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Tailândia dissolve Parlamento e convoca eleições
Diante da pressão das ruas, a primeira-ministra Yingluck Shinawatra anunciou há pouco a decisao de dissolver o Parlamento da Tailândia e convocar eleições antecipadas dentro de 60 dias.
Yingluck Shinawatra está sob intensa pressão do movimento amarelo, que a acusa de ser um fantoche do irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto e exilado em 2006 sob acusação de corrupção.
Yingluck Shinawatra está sob intensa pressão do movimento amarelo, que a acusa de ser um fantoche do irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto e exilado em 2006 sob acusação de corrupção.
sábado, 30 de novembro de 2013
Conflito na Tailândia tem primeira morte
Pelo menos uma pessoa foi morta e outra dez saíram feridas de um confronto de governistas e oposicionistas perto do Estádio de Rajamangala, em Bangkok, a capital da Tailândia.
Uma grande manifestação dos governistas do movimento vermelho está marcada para amanhã no estágio. Um ônibus de partidários da primeira-ministra Yingluck Shinawatra foi atacada por oposicionistas do movimento amarelo. Como não conseguiram derrubar o governo pelas vias legais, querem criar uma situação caótica para provocar um golpe militar.
Ontem, cerca de 1,2 mil amarelos invadiram o QG do Exército da Tailândia; hoje ocuparam diversos prédios públicos. Eles acusam a primeira-ministra de querer aprovar uma anistia para o irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em 2006 por um golpe militar sob acusações de corrupção. Leia abaixo.
Uma grande manifestação dos governistas do movimento vermelho está marcada para amanhã no estágio. Um ônibus de partidários da primeira-ministra Yingluck Shinawatra foi atacada por oposicionistas do movimento amarelo. Como não conseguiram derrubar o governo pelas vias legais, querem criar uma situação caótica para provocar um golpe militar.
Ontem, cerca de 1,2 mil amarelos invadiram o QG do Exército da Tailândia; hoje ocuparam diversos prédios públicos. Eles acusam a primeira-ministra de querer aprovar uma anistia para o irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em 2006 por um golpe militar sob acusações de corrupção. Leia abaixo.
Oposição ocupa mais prédios públicos na Tailândia
Os manifestantes antigovernistas que invadiram ontem o quartel-general do Exército da Tailândia para tentar provocar um golpe de Estado ocuparam hoje a sede central do Departamento de Investigações Especiais, a Autoridade de Comunicações e a Organização Telefônica, informou o jornal The Bangkok Post.
Diante da agressividade crescente do movimento amarelo, os partidários da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, do movimento vermelho, começaram a chegar do interior para organizar manifestações alternativas. Isso aumenta o risco confrontações.
A oposição, que usa vermelho, acusa a primeira-ministra de ser uma fantoche do irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto num golpe militar em 2006 depois de denúncias de corrupção, e de querer anistiá-lo. Depois de sobreviver a um voto de desconfiança no Parlamento nessa semana, Yingluck deixou claro que não pretende renunciar.
Os Shinawatra têm forte apoio político nas zonas rurais do Norte do país, enquanto a oposição se concentra na capital e nas principais cidades tailandesas.
Os Shinawatra têm forte apoio político nas zonas rurais do Norte do país, enquanto a oposição se concentra na capital e nas principais cidades tailandesas.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Oposicionistas invadem quartel-general na Tailândia
Cerca de 1,2 mil oposicionistas invadiram hoje o quartel-general do Exército Real da Tailândia, em Bangkok, para exigir a queda da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, que acusam de ser um fantoche do irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, exilado no exterior para escapar de um processo por corrupção, e de tentar anistiá-lo.
Os oposicionistas do movimento amarelo, que pretextam absoluta lealdade ao rei Bhumibol Adulayadej, provocam os militares, seus tradicionais aliados, "para saber de que lado eles estão", declarou um manifestante à agência de notícias Reuters.
Depois de sobreviver a um voto de desconfiança no Parlamento, a primeira-ministra não tem a menor intenção de renunciar. Quanto à oposição, não conseguindo derrubar o governo pelas vias democráticas e legais, apela para o golpismo.
Os Shinawatra têm grande apoio popular na zona rural do Norte da Tailândia, enquanto a oposição é mais forte na capital.
Os oposicionistas do movimento amarelo, que pretextam absoluta lealdade ao rei Bhumibol Adulayadej, provocam os militares, seus tradicionais aliados, "para saber de que lado eles estão", declarou um manifestante à agência de notícias Reuters.
Depois de sobreviver a um voto de desconfiança no Parlamento, a primeira-ministra não tem a menor intenção de renunciar. Quanto à oposição, não conseguindo derrubar o governo pelas vias democráticas e legais, apela para o golpismo.
Os Shinawatra têm grande apoio popular na zona rural do Norte da Tailândia, enquanto a oposição é mais forte na capital.
domingo, 30 de maio de 2010
Tailândia suspende toque de recolher
O governo da Tailândia suspendeu ontem o toque de recolher imposto dez dias antes depois da batalha de rua entre o Exército e manifestantes oposicionistas do grupo dos Camisas Vermelhas, ligados ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.
Desde meados de março, os conflitos causaram 88 mortes. Outras 1,9 mil pessoas foram feridas.
Desde meados de março, os conflitos causaram 88 mortes. Outras 1,9 mil pessoas foram feridas.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Tailândia decreta prisão de Thaksin Shinawatra
A Justiça da Tailândia decretou hoje a prisão do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, responsabilizando-o pelos violentos protestos da oposição, duramente reprimidos pelo Exército na última quarta-feira.
Cerca de 70 pessoas morreram nos últimos dois meses nos conflitos entre o movimento das
Camisas Vermelhas, leal a Thaksin, que ocupou uma área do centro de Bangkok, e as forças de segurança.
Cerca de 70 pessoas morreram nos últimos dois meses nos conflitos entre o movimento das
Camisas Vermelhas, leal a Thaksin, que ocupou uma área do centro de Bangkok, e as forças de segurança.
domingo, 23 de maio de 2010
Tailândia estende toque de recolher na capital
O primeiro-ministro Abhisit Vejajjiva afirmou mais uma vez hoje que o governo controla a situação na Tailândia, mas prorrogou o toque de recolher noturno na capital, Bangkok, por mais uma semana. A oposição fala em guerra civil
Em pronunciamento na televisão, o chefe de governo responsabilizou a violência da oposição pelo adiamento de eleições que disse que iria convocar para resolver o impasse político no país.
Como a oposição abandonou as negociações depois de ser atacada pelo Exército na semana pssada, Abhisit declarou que o governo vai resolver sozinho a data das próximas eleições.
A oposição é ligada ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto num golpe de Estado em 2006 e condenado por corrupção e sonegação de impostos. Thaksin fugiu do país para não ser preso.
Pelo menos 53 pessoas foram mortas no conflito político nos últimos 10 dias. A violência política deve reduzir em um terço a taxa de crescimento da Tailândia em 2010.
Em pronunciamento na televisão, o chefe de governo responsabilizou a violência da oposição pelo adiamento de eleições que disse que iria convocar para resolver o impasse político no país.
Como a oposição abandonou as negociações depois de ser atacada pelo Exército na semana pssada, Abhisit declarou que o governo vai resolver sozinho a data das próximas eleições.
A oposição é ligada ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto num golpe de Estado em 2006 e condenado por corrupção e sonegação de impostos. Thaksin fugiu do país para não ser preso.
Pelo menos 53 pessoas foram mortas no conflito político nos últimos 10 dias. A violência política deve reduzir em um terço a taxa de crescimento da Tailândia em 2010.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Tailândia se prepara para mais um dia violento
A polícia da Tailândia está frente a frente agora com manifestantes do movimento de Camisas Vermelhas, que luta pela convocação de eleições antecipadas e a volta ao país do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, condenado por corrupção e exilado.
Pelo menos três pessoas morreram ontem numa série de explosões atribuídas aos partidários de Thaksin.
Pelo menos três pessoas morreram ontem numa série de explosões atribuídas aos partidários de Thaksin.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Mortos em Bangkok já são 21
O total de mortes nos conflitos entre a oposição e a polícia na Tailândia subiram para 21. A violência explodiu ontem, depois de um mês manifestações do movimento dos Camisas Vermelhas, que lutam pela volta do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto e condenado por corrupção.
Hoje, o movimento oposicionista se recusou a negociar. Exige a convocação de eleições antecipadas.
Hoje, o movimento oposicionista se recusou a negociar. Exige a convocação de eleições antecipadas.
sábado, 10 de abril de 2010
Protestos violentos matam 15 na Tailândia
As forças de segurança da Tailândia atacaram hoje manifestantes que tentavam invadir o quartel-general do Exército. Pelo menos 15 pessoas morreram, 11 civis e quatro militares. Outras 486 pessoas saíram feridas.
O chamado movimento das Camisas Vermelhas, ligado ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em 2006 e condenado por corrupção, protesta diariamente há um mês para exigir a convocação de eleições antecipadas. Thaksin fugiu para o exílio para não ser preso.
O chamado movimento das Camisas Vermelhas, ligado ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em 2006 e condenado por corrupção, protesta diariamente há um mês para exigir a convocação de eleições antecipadas. Thaksin fugiu para o exílio para não ser preso.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Partidários de Thaksin jogam sangue na Tailândia
Mais de 100 mil de partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, condenado por corrupção e exilado, jogaram 300 litros de sangue hoje no portão da sede do governo da Tailândia, em Bangkok.
No protesto chamado de sacrifício pela democracia, eles foram convidados a doar sangue. Uma maré vermelha foi despejada na sede do governo para pressionar o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva a pedir demissão e convocar eleições antecipadas.
Homem mais rico da Tailândia, Thaksin comprou a empresa telefônica nacional durante as privatizações e a vendeu por US$ 1,9 bilhão para a Singapore Telecom. Entre outros acusações, foi denunciado por não pagar impostos sobre essa transação.
Apesar de estar exilado, Thaksin ainda é a figura dominante da política tailandesa. O banho de sangue foi da turma dele.
Thaksin já era rico quando entrou na política como um populista de direita e criou o partido Thai Rak Thai (Tailandeses Amam Tailandeses). Com muito dinheiro e um estilo paternalista de empresário bem-sucedido numa sociedade tradicionalista e autoritária, tornou-se um fenômeno eleitoral.
Como primeiro-ministro, de 2001 a 2006, Thaksin tornou-se o primeiro primeiro-ministro tailandês a completar um mandato e conseguiu reduzir a pobreza na zona rural pela metade. Foi derrubado num golpe militar, por causa das denúncias de corrupção.
A maioria dos participantes das manifestações de hoje é gente do interior, que chegou a Bangkok em ônibus contratado pelo Movimento das Camisas Vermelhas.
Abhisit está no poder desde 17 de novembro de 2008, depois de uma revolta do Movimento das Camisas Amarelas, apoiado pelo rei Bhumibol Adulyadej e pelas Forças Armadas. Rejeitou qualquer possibilidade de renunciar.
No protesto chamado de sacrifício pela democracia, eles foram convidados a doar sangue. Uma maré vermelha foi despejada na sede do governo para pressionar o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva a pedir demissão e convocar eleições antecipadas.
Homem mais rico da Tailândia, Thaksin comprou a empresa telefônica nacional durante as privatizações e a vendeu por US$ 1,9 bilhão para a Singapore Telecom. Entre outros acusações, foi denunciado por não pagar impostos sobre essa transação.
Apesar de estar exilado, Thaksin ainda é a figura dominante da política tailandesa. O banho de sangue foi da turma dele.
Thaksin já era rico quando entrou na política como um populista de direita e criou o partido Thai Rak Thai (Tailandeses Amam Tailandeses). Com muito dinheiro e um estilo paternalista de empresário bem-sucedido numa sociedade tradicionalista e autoritária, tornou-se um fenômeno eleitoral.
Como primeiro-ministro, de 2001 a 2006, Thaksin tornou-se o primeiro primeiro-ministro tailandês a completar um mandato e conseguiu reduzir a pobreza na zona rural pela metade. Foi derrubado num golpe militar, por causa das denúncias de corrupção.
A maioria dos participantes das manifestações de hoje é gente do interior, que chegou a Bangkok em ônibus contratado pelo Movimento das Camisas Vermelhas.
Abhisit está no poder desde 17 de novembro de 2008, depois de uma revolta do Movimento das Camisas Amarelas, apoiado pelo rei Bhumibol Adulyadej e pelas Forças Armadas. Rejeitou qualquer possibilidade de renunciar.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Tailândia confisca fortuna de Shinawatra
A Justiça da Tailândia confiscou US$ 1,4 bilhão do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.
Homem mais rico do país, ele é acusado de vender a ex-estatal telefônica para Cingapura por US$ 1,9 bilhão e não pagar imposto de renda. Ele está exilado em Dubai e teria mais de US$ 2 bilhões congelados pelo governo tailandês.
Homem mais rico do país, ele é acusado de vender a ex-estatal telefônica para Cingapura por US$ 1,9 bilhão e não pagar imposto de renda. Ele está exilado em Dubai e teria mais de US$ 2 bilhões congelados pelo governo tailandês.
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