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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

México mata rei do tráfico e cartel deflagra onda de violência

O Exército do México matou no domingo o traficante Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, mais conhecido como El Mencho, o poderoso-chefão do Cartel de Jalisco Nova Geração, a mais violenta máfia do narcotráfico no país. A morte deflagrou uma onda de violência que atingiu 20 dos 31 estados mexicanos e causou a morte de pelo menos 75 pessoas, entre as quais 25 agentes das forças de segurança.
Os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem a sua prisão. Teriam colaborado com ações de inteligência, mas não participado diretamente da operação que causou sua morte, de acordo com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que está sob pressão do presidente Donald Trump para desmantelar as máfias do tráfico.

Sua morte "fecha um ciclo de extrema violência, mas abre outro também muito delicado. A questão não é saber se um líder tombou, mas se o Estado será capaz de impedir a recomposição operacional, financeira e territorial de sua organização", comentou o jornal El Heraldo de México. 

A história ensina que cortar cabeças não costuma ser suficiente para acabar com cartéis de drogas ou grupos terroristas. Enquanto não mudar o ambiente que os gerou, a tendência é que outro líder tome o lugar. Neste caso, a expectativa é de uma guerra interna pelo controle do grupo opondo parentes de El Mencho e os militares e policiais que aderiram à organização criminosa.

Para o jornal El Universal, a operação marca "a verdadeira tomada do controle" do país pela presidente Sheinbaum, eleita em 2024, que ainda estaria à sombra de seu predecessor e padrinho político, Andrés Manuel López Obrador.

Na visão do jornal norte-americano The New York Times, Sheinbaum enfrentava o dilema de eliminar El Mencho e "abrir potencialmente um novo capítulo de violência a quatro meses da abertura da Copa do Mundo de futebol, que neste ano será realizada pela primeira vez em três países: EUA, Canadá e México. "Ou não fazer nada para manter o status quo." Ela preferiu enfrentar o narcotráfico.
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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Duterte se compara a Hitler e fala em exterminar drogados nas Filipinas

Em mais atitude arrogante, prepotente e ditatorial, o presidente Rodrigo Duterte se comparou ao ditador alemão Adolf Hitler e declarou que gostaria de exterminar os usuários de drogas nas Filipinas.

"Hitler massacrou 3 milhões de judeus. As Filipinas têm 3 milhões de drogados. Eu ficaria feliz em massacrá-los", afirmou o boquirroto presidente filipino, ultrajando os judeus do mundo inteiro, observou o televisão pública britânica BBC.

Na verdade, cerca de 6 milhões de judeus foram mortos no Holocausto cometido pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. O Centro Simon Wiesenthal, que até hoje caça os criminosos nazistas, exigiu "um pedido de desculpas para as vítimas por esta retórica nojenta."

O presidente do Conselho Mundial Judaico, Ronald Lauder, ficou assombrado: "O que o presidente Duterte disse é não apenas profundamente desumano, mostra um desrespeito assustador pela vida humana de um líder democraticamente eleito de um grande país, o que parte o coração."

Para a Liga Antidifamação, com sede nos Estados Unidos, o comentário foi "inapropriado e profundamente ofensivo". Seu porta-voz, Todd Gutnick, considerou "desconcertante que qualquer líder use tamanho monstro como modelo".

Duterte foi eleito em 9 de maio de 2016 prometendo acabar com as drogas e a criminalidade. Desde sua posse, em 30 de junho, cerca de 4 mil pessoas foram mortas na guerra contra as drogas. Seu chefe de polícia incitou os usuários de drogas a atacar os traficantes como "vingança". O resultado é uma violenta guerra de quadrilhas.

Diante das críticas de governos ocidentais, instituições internacionais e organizações de defesa dos direitos humanos, Duterte respondeu acusando: "Vocês, União Europeia e EUA, vocês podem me chamar de qualquer coisa. Mas eu não sou hipócrita como vocês. Há migrantes fugindo do Oriente Médio. Vocês os deixam apodrecer e estão preocupados com a morte de mil, 2 mil, 3 mil?"

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Obama cancela encontro com presidente que o ofendeu

O presidente Barack Obama desistiu de encontrar o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, que o chamou de filho de puta numa língua local depois de críticas a uma guerra contra as drogas que causou mais de 2 mil mortes em dois meses.

A Casa Branca revelou na semana passada que Obama planejava um encontro com o novo líder filipino durante a reunião de cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada em Vientiane, a capital do Laos, um dos países mais fechados do mundo. Grandes potências como EUA, China, Índia, Japão e a União Europeia participam como observadores.

É a primeira participação de Duterte numa reunião de cúpula. Ele chega no estilo caubói que o levou à Presidência prometendo linha dura contra o crime e a violência. Seu chefe de polícia chegou a incitar usuários de drogas e incendiar casas de traficantes porque seria vítimas.

Obama começou a desistir do encontro ontem ao saber que o presidente filipino queria excluir a questão dos direitos humanos da conversa entre os dois, referindo-se a Obama com uma expressão em tatalog traduzida como "filho da puta".

Em seu discurso populista, Duterte disparou: "As Filipinas não são um Estado vassalo. Há muito [1946] deixamos de ser colônia dos EUA", rejeitando as críticas à sua guerra contra as drogas. Aí falou em tatalog.

"Instruí minha equipe a falar com seus colegas filipinos para descobrir se neste momento é possível uma conversa construtiva e produtiva", declarou Obama.

domingo, 4 de setembro de 2016

Presidente das Filipinas declara "estado de ilegalidade"

Depois de um atentado a bomba que matou 14 pessoas no fim de semana em sua terra natal, Davao, o presidente Rodrigo Duterte declarou "estado de ilegalidade" nas Filipinas. A medida deixa o país à beira da lei marcial.

Duterte foi eleito em maio de 2016 com um discurso populista prometendo linha dura no combate ao crime e à corrupção. Seu chefe de polícia mandou os usuários de drogas tocarem fogo nas casas dos traficantes, alegando que viciados são vítimas.

O presidente das Filipinas esclareceu que o "estado de ilegalidade" lhe dá plenos poderes para convocar as Forças Armadas: "Estou convidando as Forças Armadas os militares e a Polícia para governarem o país de acordo com minhas especificações."  Ele prometeu instalar "muitos postos de controle".

Cerca de 2 mil pessoas morreram na guerra contra as drogas, criticada pelas Nações Unidas e por várias organizações não governamentais por atropelar as garantias fundamentais de um Estado de Direito.

O atentado terrorista foi atribuído à milícia extremista muçulmana liderada por Abu Sayyaf, que atua na ilha de Mindanao, no Sul do país.

As Filipinas viveram longo tempo sob lei marcial durante a ditadura de Ferdinand Marcos (1865-86), derrubado em fevereiro de 1986 na revolta popular que levou Corazón Aquino ao poder. O pai de Duterte foi ministro de Marcos e agora quer reabilitar o ditador para reenterrá-lo no Cemitério dos Heróis, em Manila.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Guerra do tráfico deixa 49 corpos em estrada no México

A polícia estadual de Nuevo León encontrou ontem 49 cadáveres mutilados em uma estrada, perto de Monterrey, a terceira maior cidade do México, informa o jornal The New York Times.

O massacre foi atribuído à máfia do tráfico de drogas conhecida como Las Zetas (As Setas), formada por  ex-militares e ex-policiais que entraram na guerra contra o tráfico ao lado do governo.

Mais de 50 mil pessoas morreram desde que o presidente Felipe Calderón declarou guerra às máfias que exploram o tráfico de drogas para os Estados Unidos, em dezembro de 2006. Como essas gangues ganham bilhões de dólares e têm acesso ao mercado de armas dos EUA, a tragédia se repete e se realimenta a um nível assustador.

Sob a ameaça de gangues de traficantes, vários jornais e outros meios de comunicação pararam de cobrir a guerra contra as drogas. A violência ligada ao tráfico é um dos principais temas da campanha para a eleição presidencial de 1º de julho de 2012.

sábado, 12 de novembro de 2011

Queda de helicóptero mata ministro no México

O presidente Felipe Calderón prometeu nesta noite uma investigação rigorosa sobre a queda de helicóptero que matou o ministro do Interior, José Francisco Blake More, líder da guerra declarada pelo governo contra as máfias do tráfico de drogas no México.

Oito pessoas morreram na queda do aparelho numa zona rural da periferia da Cidade do México, informa a rede de televisão americana CNN.

Ao todo, estima-se que 50 mil pessoas tenham sido mortas desde que Calderón iniciou sua guerra às drogas logo após tomar posse, há cinco anos.