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sábado, 11 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 11 de Abril

NAPOLEÃO VAI PARA O EXÍLIO EM ELBA

    Em 1814, o imperador Napoleão Bonaparte, um dos maiores generais de todos os tempos, abdica ao trono da França e vai para o exílio na Ilha de Elba, no Mar Mediterrâneo.

Napoleão nasce em Ajácio, na Córsega, em 15 de agosto de 1769, dois anos depois que a ilha passa ao domínio da França. Depois de fazer a escola militar, ele ascende nas Forças Armadas com a Revolução Francesa de 1789, que expurga os oficiais de origem aristocrática. Os generais precisavam ter quatro gerações de nobreza. Em 1795, Napoleão é promovido a general e leva o Exército da França a uma série de vitórias militares na Europa.

Ele toma um poder num golpe militar em 12 de dezembro de 1799. Torna-se primeiro cônsul da França, acaba com a revolução e vira ditador.

Em 1804, Napoleão obriga o papa a coroá-lo imperador. Com mais vitórias militares, conquista uma grande parte da Europa e promove reformas de longo impacto, impondo reformas judiciárias, constituições e o direito de voto para todos os homens, acabando com os resquícios de feudalismo.

No Código Napoleônico, até hoje a base do Direito Civil na França e nos países latinos, inclusive no Brasil, consolida as liberdades conquistadas pela Revolução Francesa como a tolerância religiosa.

Em 1812, comete seu maior erro estratégico. Invade a Rússia com o Grande Exército, de mais de 600 mil homens. A França vence a Batalha de Borodino, em 7 de setembro, mas é uma vitória de Pirro. As baixas francesas ficam perto das russas. Uma semana depois, Napoleão entra em Moscou.

Os russos abandonam e incendeiam Moscou, deixando os franceses sem comida e abrigo. A retirada, durante o outono no Hemisfério Norte, é catastrófica. Toda a Europa se une contra Napoleão. Ele se oferece para abdicar em favor de seu filho, mas a proposta é rejeitada.

Com 700 homens, Napoleão foge do exílio em 26 de fevereiro de 1815, volta a Paris, retoma o poder e reina por 110 dias, até a derrota final na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho do mesmo ano. Em 22 de junho, abdica em favor de seu filho, sai de Paris e tenta fugir para os Estados Unidos, mas é capturado pela Marinha Real britânica.

No exílio na Ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico, Napoleão escreve um livro sobre Júlio César, um de seus grandes heróis, e aprende inglês para ler jornais, já que jornais franceses não chegam à ilha. Ele morre em 5 de maio de 1821.

JOSÉ MARTÍ INVADE CUBA

    Em 1895, o poeta e ensaísta cubano José Martí, herói da independência de Cuba, entra em ilha como líder de uma força invasora que luta contra o colonialismo da Espanha.

José Julián Martí y Pérez nasce em Havana em 28 de janeiro de 1853. Cresce na capital cubana. Aos 15 anos, publica vários poemas. Aos 16 anos, funda o jornal La Patria Libre. Durante uma revolta nacionalista em 1868, fica do lado dos patriotas. É preso e condenado a seis meses de trabalhos forçados. Em 1871, é deportado para a Espanha.

Lá, continua seus estudos e se forma em direito na Universidade de Saragoça em 1874. Nos próximos anos, vive na França, no México e na Guatemala, onde escreve e trabalha como professor. Volta a Cuba em 1878.

Por causa das atividades políticas, é exilado mais uma vez na Espanha em 1879. Vai para a França, Nova York e a Venezuela, onde funda a Revista Venezolana em 1881. A publicação provoca a ira do ditador venezuelano Antonio Guzmán Blanco. No mesmo ano, volta para Nova York, onde continua escrevendo artigos, ensaios e poemas.

Sua coluna no jornal argentino La Nación o torna famoso em toda a América Latina. O livro Versos Libres mostra uma poética singular tendo como tema a liberdade. Nos ensaios Nuestra América (1881), Emerson (1882), Whitman (1887) e Bolívar (1893), expressa suas visões sobre a América Latina e os Estados Unidos.

Em 1892, Martí rejeita o título de presidente e é eleito delegado do Partido Revolucionário Cubano. Em Nova York, planeja a invasão de Cuba. Vai para São Domingos, capital da República Dominica, em 31 de janeiro de 1895. Junto com o líder revolucionário Máximo Gómez e outros patriotas, invade Cuba em 11 de abril. 

José Martí morre numa batalha em Dois Rios, na província do Oriente, em 19 de maio, aos 42 anos. Cuba conquista a independência depois da Guerra Hispano-Americana (1898), em que os EUA derrotam a Espanha. É o fim do imperalismo espanhol, que começa com a Descoberta da América em 1492, e um marco do início do imperialismo norte-americano, Os EUA tomam as Filipinas e Porto Rico.

Depois da morte de Martí, são publicadas coletâneas de seus textos políticos: Dentro do Monstro: escritos sobre os EUA e o imperialismo norte-americano (1975), Nossa América: escritos sobre a América Latina e a luta pela independência de Cuba (1978) e Sobre a Educação (1979).

TRUMAN DEMITE GENERAL MacARTHUR

    Em 1951, o presidente Harry Truman afasta o general Douglas MacArthur do comando das forças dos Estados Unidos e das Nações Unidas na Guerra da Coreia (1950-53) por insubordinação e por não querer travar uma guerra limitada. MacArthur queria usar armas nucleares.

MacArthur nasce em Little Rock, no Arkansas, em 26 de janeiro de 1880. Ele se forma na Academia Militar de West Point com distinção e louvor em 1903. Passa vários meses numa força dos EUA que ocupa Veracruz, no México, em 1914, durante a Revolução Mexicana. Comanda brigada e uma divisão em operações de combate na França da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Em 1930, MacArthur é nomeado comandante do Exército. Passa a Grande Depressão tentando evitar o sucateamento das Forças Armadas. Vai para a reserva em dezembro de 1937.

Um pouco antes da entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial, em julho de 1941, MacArthur é convocado. No dia do bombardeio a Pearl Harbor, 7 de dezembro de 1941, o Japão também ataca as Filipinas, na época uma colônia norte-americana. Vai para a Austrália em março de 1942 como comandante das forças aliadas no Sudoeste do Oceano Pacífico.

Os EUA atacam primeiro a Nova Guiné e Papua, também ocupadas pelo Império do Japão. Suas forças invadem as Filipinas no outono de 1944. Com a vitória, MacArthur é governador militar durante a ocupação do Japão pelos EUA (1945-51). 

Quando começa a Guerra da Coreia, ele é nomeado comandante das forças da ONU. Como a União Soviética está boicotando a ONU em protesto contra a não admissão da República Popular da China (Taiwan ocupou a cadeira da China até 1971), não houve veto no Conselho de Segurança. Até hoje, os EUA tem um mandato da ONU para unificar à força a Península da Coreia. Por isso, a Coreia do Norte diz que os EUA são o verdadeiro inimigo e a Coreia do Sul apenas um país-fantoche.

Depois da invasão norte-coreana que dá início à guerra em 25 de junho de 1950, os EUA contra-atacam. As forças de MacArthur invadem o Norte. Aí o 4º Exército da China, sob o comando de Lin Piao, cruza o Rei Yalu, entra na guerra e empurra as forças lideradas pelos EUA para o sul do Paralelo 38º Norte, o marco da divisa entre as duas Coreias.

Há uma guerra entre os EUA e a China dentro da Guerra da Coreia, e a China vence no sentido de que obtém seu objetivo político, evitar que os EUA e aliados tenham forças junto a sua fronteira.

A guerra entra num impasse. MacArthur é afastado. Muito popular, em 1944, 1948 e 1952, conservadores do Partido Republicano tentam lançar a candidatura de MacArthur à Casa Branca. Ele Vira presidente do conselho da Remington Rand Corporation em 1952 e passa o resto da vida no setor privado. Morre aos 84 em Washington em 5 de abril de 1964.

JULGAMENTO DE EICHMANN

    Em 1961, começa em Jerusalém o julgamento do carrasco nazista Adolf Eichmann, que dura oito meses e termina com a única sentença de morte imposta até hoje pela Justiça de Israel.

Eichmann nasce em Solingen, na Alemanha, em 19 de março de 1906. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), a família se muda para Linz, na Áustria. Ele trabalha como caixeiro viajante para uma companhia de petróleo e perde o emprego durante a Grande Depressão (1929-39).

Em abril de 1932, Eichmann entra para o Partido Nazista. Em novembro, se torna membro da SS, a força paramilitar do partido. De janeiro a outubro de 1934, ele serve na unidade da SS no campo de concentração de Dachau. Depois, vai para o escritório central do serviço secreto da SS, em Berlim, onde trabalha na seção encarregada da questão judaica.

Ele sobe na hierarquia da SS. Quando a Alemanha Nazista anexa a Áustria, em março de 1938, é enviado para livrar Viena de judeus. Um ano depois, com a anexação da Tcheco-Eslováquia, vai a Praga com a mesma missão.

Quando Heinrich Himmler cria o Escritório Central de Segurança do Reich, em 1939, Eichmann é transferido para sua seção de questões judaicas. Na Conferência do Lago Wannsee, em Berlim, em 20 de janeiro de 1942, os líderes nazistas aprovam a "solução final" para os judeus da Alemanha e dos países conquistados, o genocídio cometido no Holocausto. Eichmann é o principal executor.

Cabe a ele identificar, reunir e transportar todos os judeus da Europa ocupada para centros de extermínio como o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Seis milhões, 60% dos judeus da Europa, morrem no Holocausto.

No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), os Estados Unidos prendem Eichmann, mas em 1946 ele consegue escapar. Depois de alguns anos vivendo na Alemanha com identidade falsa, ele foge para a Argentina em 1958 através da Áustria e da Itália.

Em 11 de maio de 1960, o serviço secreto de Israel sequestra Eichmann perto de Buenos Aires e nove dias depois o leva para Israel. O julgamento por juízes judeus num Estado judeu que não existia na época do Holocausto suscita dúvidas sobre legalidade e legitimidade. Há propostas para que Eichmann seja processado por um tribunal internacional, mas Israel faz questão de realizar o julgamento, inclusive como educação sobre o Holocausto.

No tribunal, ele alega que não é antissemita, mas apenas um burocrata obediente que cumpria rigorosamente as ordens. Em 15 de dezembro de 1961, o julgamento termina com a condenação de Eichmann, que é enforcado em 31 de maio de 1962.

Agora, por iniciativa do governo de extrema direita, a Knesset, o Parlamento de Israel, acaba de aprovar uma lei discriminatória que cria a pena de morte por terrorismo, mas só para palestinos. Israelenses condenados pelos mesmos delitos, como os colonos da Cisjordânia, não estão sujeitos à pena capital.

FUGA DE IDI AMIN

    Em 1979, quando as forças da Tanzânia se aproximam de Kampala, Idi Amin Dada, o protótipo do ditador africano cruel e brutal, que se torna conhecido como o Carniceiro de Uganda, foge.

Idi Amin nasce em 1924 ou 1925 e tem pouca educação formal. Em 1946, ele entra para o exército colonial britânico como auxiliar de cozinheiro. Ele alega ter lutado na Birmânia durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), mas só entra para o exército depois do fim da guerra. Luta contra a Revolta dos Mau Mau (1952-56) no Quênia, um episódio trágico da descolonização da África.

Quando Uganda se torna independente, em 1962, Idi Amin se aproxima do primeiro-ministro e presidente Milton Obote. Ele se torna comandante do Exército e da Força Aérea, dá um golpe em 25 de janeiro de 1971 e impõe uma tirania.

Em 1972, expulsa os asiáticos de Uganda, na maioria indianos, o que tem forte impacto negativo na economia. Muçulmano, hostiliza Israel, se aproxima da Líbia e dos palestinos. Envolve-se diretamente no sequestro de um avião francês desviado para Entebe, em 1976, quando comandos israelenses invadem o país para resgatar os reféns.

Cerca de 300 mil pessoas morrem sob a ditadura de Idi Amin, comparado pelo senador Paulo Brossard ao ditador brasileiro Ernesto Geisel (1974-79) no discurso Carranca não é autoridade.

Em outubro de 1978, Idi Amin ordena um ataque à vizinha Tanzânia. Com o apoio da oposição em Uganda, o Exército da Tanzânia vence a guerra. Quando as forças tanzanianas se aproximam de Kampala, a capital de Uganda, em 11 de abril de 1979, Idi Amin foge para a Líbia e depois para a Arábia Saudita, onde morre em 16 de agosto de 2003.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 27 de Janeiro

 DANTE EXILADO

    Em 1302, o poeta Dante Alighieri é expulso de Florença depois de mandar várias pessoas para o exílio quando é um dos governantes da cidade-estado. Ele escreve sua obra-prima, A Divina Comédia, considerado o maior livro da literatura italiana, quando é praticamente um andarilho, indo de cidade em cidade em busca de proteção para sua família.

Há um conflito político em Florença entre duas facções: os brancos e os pretos. Dante vai para o exílio por apoiar os brancos.

De certa, o inferno, purgatório e paraíso da Divina Comédia refletem o jornada do poeta neste mundo. O livro analisa os problemas humanos com profundidade, uma linguagem criativa e rica em imagens,

Ao escolher o italiano e não o latim para escrever seu livro, Dante se torna pioneiro e o maior nome da literatura italiana. Durante séculos, é uma das línguas mais importantes da literatura.

NASCE UM DOS MAIORES GÊNIOS DA HUMANIDADE

    Em 1756, nasce em Salzburgo, na Áustria, Wolfgang Amadeus Mozart, um dos maiores compositores da história da música.

Aos três anos, Mozart faz suas primeiras experiências com instrumentos de cordas. Aos quatro anos, toca peças curtas. Aos cinco anos, Mozart compõe suas primeiras músicas. Aos seis anos, seu pai o leva para tocar na corte da Baviera, em Munique. 

Leopold descreve o filho como "o milagre que Deus deixou nascer em Salzburgo". O menino-prodígio toca nos principais centros de música da Europa, como Munique, Stuttgart, Mainz, Mannheim, Frankfurt, Bruxelas, Paris, Londres, Haia, Amsterdã, Lyon e Viena. 

Junto com Haydn e Ludwig van Beethoven, ele eleva a escola clássica vienense a seus melhores momentos. Mozart compõe músicas de todos os gêneros musicais de sua época e é excelente em todos. No total, compõe mais de 600 músicas entre sinfonias, óperas, concertos, sonatas e música de câmara.

FIM DO CERCO DE LENINGRADO

    Em 1944, o Exército da União Soviética vence as últimas tropas da Alemanha Nazista e da Finlândia que cercam Leningrado, hoje São Petersburgo, por 872 dias durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Cerca de 1 milhão de pessoas morrem na antiga capital da Rússia, berço das revoluções de 1917.

O cerco começa em 8 de setembro de 1941, com a participação da Itália e da Finlândia, dois meses e meio depois da invasão da União Soviética pela Alemanha Nazista, em 22 de junho. A conquista de Leningrado é um dos objetivos da Operação Barbarossa.

Ao invadir a URSS, as forças dos exércitos nazista e aliados atacam em três frentes. Uma marcha para o Norte, rumo a Leningrado, outra para o Centro em direção a Moscou e a terceira para o Sul rumo à Ucrânia.

Como há muita fome na cidade cercada, os pais não deixam os filhos menores e jovens sair de casa. Há um mercado negro de carne humana em Leningrado.

No começo de 1944, os soviéticos mobilizam 1 milhão de soldados, o dobro do número de inimigos. As últimas unidades alemãs se rendem em 27 de janeiro de 1944.

A vitória em Leningrado, depois da ganhar as batalhas de Stalingrado e Kursk, em 1943, são decisivas para o avanço do Exército Vermelho rumo a Berlim até a vitória final, em 8 de maio de 1945.  

LIBERTAÇÃO DE AUSCHWITZ

    Em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) só restam 7,6 mil prisioneiros quando o Exército Vermelho chega a Auschwitz-Birkenau, na Polônia, o maior centro de extermínio e o maior campo de concentração do regime nazista da Alemanha de Adolf Hitler, onde se estima que 1,5 milhão de pessoas foram mortas, inclusive 1,1 milhão de judeus.

Os sobreviventes estão tão fracos, confusos e desorientados que, no primeiro momento, nem se dão conta de que estão sendo são libertados. A data é comemorada como Dia em Memória do Holocausto. 

Auschwitz, Oswiecim em polonês, fica num importante entroncamento ferroviário da Europa Oriental. O campo de concentração começa a funcionar secretamente num antigo quartel do Exército da Polônia  em 20 de maio de 1940, antes da cúpula do regime nazista aprovar a "solução final para a questão judaica", o genocídio do povo judeu, na Conferência de Wannsee, em Berlim, em 20 de janeiro de 1942.

Em outubro de 1941, a SS, a organização paramilitar do Partido Nazista, cria um complexo centro de extermínio: 300 prédios para prisões, quatro câmaras de gás, chamadas de "casas da banho", e fornos crematórios. Milhares de prisioneiros são submetidos às experiências genéticas do Dr. Josef Mengele, o Anjo da Morte.

Ao todo, estima-se que 11 milhões de pessoas morrem no Holocausto, entre elas 6 milhões de judeus, 1,5 milhão de ciganos, socialistas, comunistas, negros, prisioneiros de guerra e dissidentes do regime nazista.

INCÊNDIO MATA ASTRONAUTAS DA APOLO 1

    Em 1967, a nave Apolo 1 pega fogo durante um teste na plataforma de lançamento, em Cabo Canaveral, na Flórida, e os três astronautas a bordo – Edward White, Roger Chaffee e Virgil Grissom – morrem, no primeiro acidente fatal do programa espacial dos Estados Unidos.

O primeiro lançamento do programa Apolo da NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço), que leva o homem à Lua, está marcado para 21 de fevereiro de 1967. O acidente acontece num treinamento. 

White foi o primeiro astronauta norte-americano a sair da nave e passear no espaço, em 3 de junho de 1965.


EUA SAEM DA GUERRA DO VIETNÃ

    Em 1973, os Estados Unidos assinam o Acordo de Paris com o Vietnã do Norte para trocar prisioneiros e sair da Guerra do Vietnã (1955-75).


Quando o Japão se rende na Segunda Guerra Mundial, o líder comunista Ho Chi Minh declara a independência do Vietnã. A França, potência colonial na Indochina antes da ocupação japonesa, não aceita. A Primeira Guerra da Indochina (1946-54) começa no ano seguinte e termina com a vitória do Vietnã.

O país é dividido em Vietnã do Norte (comunista) e Vietnã do Sul (capitalista). Uma conferência de paz em Genebra estabelece que serão realizadas eleições para unificar o país. Em plena Guerra Fria, quando fica evidente que os comunistas de Ho Chi Minh vão vencer, os EUA cancelam as eleições.

A Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã começa em 1º de novembro de 1955, em reação à decisão norte-americana de acabar com as eleições. A União Soviética e a China apoiam o Vietnã do Norte e os EUA o Vietnã do Sul. 

No governo Dwight Eisenhower (1953-61), os EUA começam a mandar assessores militares. No fim do governo John Kennedy (1961-63), há mais de 2,8 mil militares norte-americanos no Vietnã do Sul. Alguns participam de combates.

Os EUA entram oficialmente na guerra no governo Lyndon Johnson (1963-69), que forja o Incidente do Golfo de Tonkin. Em 2 de agosto de 1964, o contratorpedeiro USS Maddox é atacado por três lanchas da Marinha dos EUA. Johnson acusa o Vietnã do Norte e usa o caso como pretexto para pressionar o Congresso a aprovar a guerra.

Ao todo, 2,594 milhões de soldados norte-americanos servem na Guerra do Vietnã. O pico é 543.482, em 30 de abril de 1969. 

As negociações de paz começam em 10 de maio de 1968 em Paris, o mês da Revolução dos Estudantes. Após um impasse inicial, no governo Richard Nixon (1969-74), EUA e Vietnã do Norte chegam a um acordo, depois da morte de 58.220 soldados dos EUA. 

A guerra só acaba em 30 abril de 1975, quando as forças do Vietnã do Norte tomam Saigon, a capital do Vietnã do Sul, hoje Cidade de Ho Chi Minh, com cenas espetaculares de fuga de helicópteros da Embaixada dos EUA. Mais de 3,3 milhões de vietnamitas morrem na guerra. Entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas, o povo dos barcos, fogem do regime comunista.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 15 de Dezembro

 MORTE DE TOURO SENTADO

    Em 1890, a polícia mata numa reserva do estado de Dakota do Sul o cacique sioux Touro Sentado, um dos maiores símbolos da resistência indígena à colonização dos Estados Unidos por imigrantes europeus e seus descendentes.

Sua recusa em levar a tribo para uma reserva indígena leva à Batalha de Little Big Horn, em 25 de junho de 1876, quando sioux e cheienes liderados por Touro Sentado e Cavalo Doido derrotam o 7º Regimento de Cavalaria, comandado pelo general George Custer. É a última grande vitória dos índios nas Guerras Indígenas dos EUA.

EICHMANN CONDENADO

    Em 1961, o carrasco nazista Adolf Eichmann, um oficial da SS, a milícia do Partido Nazista, encarregado da "solução final da questão judaica" no Holocausto, é condenado à morte em Telavive por um tribunal de crimes de guerra de Israel.

Eichmann nasce em Solingen, na Alemanha, em 19 de março de 1906. Em novembro de 1932, entra para a SS, encarregada de policiamento, inteligência e aplicação das políticas antissemitas. Ele sobe rapidamente na hierarquia.

Com a anexação da Áustria em 12 e 13 de março de 1938, Eichmann vai para Viena com a missão de livrar a cidade de judeus. Cria uma deportação. Em 1939, vai para a Tcheco-Eslováquia ocupada com a mesma missão e é indicado para a seção judaica do escritório central da SS, em Berlim.

Em 20 de janeiro de 1942, Eichmann participa da Conferência de Wannsee, em Berlim, que adota a "solução final" para exterminar os judeus da Europa. Cerca de 6 milhões, 60% dos judeus da Europa, são mortos até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Ele é capturado pelos Estados Unidos, mas consegue fugir de um campo de prisioneiros e escapa do julgamento no Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha. Com falsa identidade, viaja pela Europa e o Oriente Médio até chegar em 1950 à Argentina, onde se refugiam vários nazistas.

Em 1957, um procurador alemão informa Israel que Eichmann está na Argentina. O Mossad, serviço secreto de Israel, envia agentes que localizam o genocida em San Fernando, na Grande Buenos Aires. Como Israel supõe que a Argentina não vai aceitar um pedido de extradição, decide sequestrar o carrasco nazista.

Israel aproveita o grande fluxo de turistas para a Argentina em 1960 para a festa dos 150 anos da revolução que leva à independência do país. Em 11 de maio, o Mossad prende Eichmann quando caminha para a casa depois de descer de um ônibus. A família o procura em hospitais, mas não avisa a polícia.

Em 20 de maio, drogado, Eichmann é embarcado num avião disfarçado como um aeronauta israelense que teria sofrido um trauma na cabeça num acidente. Três dias depois, o primeiro-ministro David Ben Gurion revela que Eichmann está sob custódia em Israel.

A Argentina exige a devolução, mas Israel argumenta que é um criminoso de guerra com crimes contra a humanidade. O primeiro julgamento televisionado da história começa em 11 de abril de 1961.

Eichmann é alvo de 15 acusações de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crimes contra o povo judeu. Em sua defesa, ele alega que apenas cumpria ordens, mas é condenado por todas as acusações em 15 de dezembro e enforcado perto de Telavive em 31 de maio de 1962.

REVOLUÇÃO ROMENA

    Em 1989, a polícia abre fogo contra uma grande manifestação de protesto na cidade de Timissoara, onde a maioria étnica é de húngaros, e deflagra a revolução que derruba a ditadura comunista de Nicolae Ceausescu na Romênia.

Ceausescu é o ditador mais brutal dos regimes comunistas da Europa Oriental. No poder desde 1965,  ele retira a Romênia do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela União Soviética. Condena das invasões de Tcheco-Eslováquia (1968) e do Afeganistão (1979).

Se adota uma política externa independente, internamente não tolera oposição ou qualquer dissenso. Para aumentar a taxa de natalidade, em 1966, proíbe o aborto e os anticoncepcionais. Em 1982, manda exportar grande parte das produções agrícola e industrial, o que causa escassez de alimentos, medicamentos, combustíveis, reduzindo o nível de vida da população. Ele também incentiva um culto da personalidade dele e de sua mulher, Elena.

Quando a polícia atira nos manifestantes em Timissoara, uma pessoa morre, mas um repórter da Agência de Notícias da Alemanha Oriental, que tinha feita sua revolução com a queda do Muro de Berlim em 9 de novembro, reporta que 10 mil morreram.

Em 22 de dezembro, quando Ceausescu faz um comício em Bucareste, é vaiado pela multidão e os militares romenos aderem à rebelião. O ditador e sua mulher são presos. Depois de um julgamento sumário, são executados em 25 de dezembro.

REABERTA TORRE DE PISA

    Em 2001, a Torre Inclinada de Pisa, na Itália, é reaberta ao público depois de 11 anos de obras no valor de US$ 27 milhões para estabilizar a estrutura. Tem 56 metros de altura. É feita de mármore.

A construção da torre do sino começa em 1173 como terceira estrutura da catedral da cidade. Quando a obra está no terceiro dos oito andares, o solo começa a ceder, levando a uma inclinação da torre em 5,5 graus ou 4,5 metros. As obras conseguem reduzir a inclinação para menos de 4 graus.

FIM DA INVASÃO DO IRAQUE

    Em 2011, o presidente Barack Obama, que sempre foi contra a invasão, retira as forças dos Estados Unidos e acaba com a guerra no Iraque.

A invasão do Iraque em 20 de março de 2003 é ordenada pelo presidente George Walker Bush sob o falso pretexto de que a ditadura de Saddam Hussein desenvolve armas de destruição em massa. O ditador cai em 9 de abril e Bush declara "missão cumprida" em 1º de maio de 2003.

Os EUA cometem vários erros, a começar pela invasão em si, inclusive a dissolução das forças de segurança do Iraque e de toda a máquina do Estado, dominada pelo partido Baath. Como o Iraque não resiste, as forças de Saddam vão para a clandestinidade com suas armas.

A alienação da minoria árabe sunita, que mandava no Iraque desde que o Império Otomano toma conta da região séculos atrás, provoca uma revolta contra o invasor, e a infiltração da rede terrorista Al Caeda agrava a situação, levando o presidente Bush a enviar um reforço de tropas em 2007.

Obama se elege em 2009 prometendo acabar com as guerras no Afeganistão e no Iraque. Ao não conseguir apoio do primeiro-ministro Nuri al-Maliki para garantir a impunidade dos soldados dos EUA, Obama decide retirar as forças norte-americanas do Iraque.

No segundo governo Obama (2013-17), a ameaça do grupo terrorista Estado Islâmico, antiga Al Caeda no Iraque, depois Estado Islâmico do Iraque, Estado Islâmico do Iraque e do Levante e Estado Islâmico, leva os militares dos EUA de volta ao Iraque em agosto de 2014.

Os EUA encerram suas missões de combate em 9 de dezembro de 2021, mas ainda mantém 2,5 mil soldados no Iraque. Suas bases militares são alvo de milícias apoiadas pelo Irã desde o início da atual guerra entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

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terça-feira, 14 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 14 de Outubro

 CONQUISTA NORMANDA

    Em 1066, o exército invasor de Guilherme, Duque da Normandia, vence o rei Haroldo II na Batalha de Hastings e conquista a Inglaterra.

Como não tem filhos, o rei Eduardo o Confessor (1042-66) barganha com a herança do trono. Em 1051, ao se desentender com Goduíno, Conde de Essex, o homem mais poderoso da Inglaterra, provavelmente oferece a coroa a seu primo Guilherme da Normandia.

Quando Goduíno morre, em 1053, seu filho Haroldo, novo Conde de Essex, começa a trabalhar para herdar o trono. Passa uma década consolidando seu poder junto à nobreza e ao clero. Mas seu reinado é curto. Vai de 5 de janeiro a 14 de outubro de 1066.

Guilherme o Conquistador mantém seus domínios na Normandia criando um país que atravessava o Canal da Mancha, o que está na origem de séculos de guerras entre Inglaterra e França até se tornarem aliadas na Entente Cordiale, em 1904.

REVOLTA EM SOBIBOR

    Em 1943, cerca de 300 funcionários judeus do campo de concentração e centro de extermínio de Sobibor, na Polônia ocupada pela Alemanha Nazista, se revoltam e matam vários guardas ucranianos e supervisores da SS, a organização paramilitar do Partido Nazista. Vários prisioneiros morrem ao tentar fugir durante a rebelião.

Sobibor é um dos três campos de concentração da Operação Reinhard, cuja meta é matar todos os judeus da Polônia depois que a Conferência do Lago Wannsee, em Berlim, aprova em 20 de janeiro de 1942 a "solução final" da questão judaica, o extermínio dos judeus da Europa.

De maio a julho de 1942, os nazistas levam para Sobibor judeus da Alemanha, da Áustria, da Eslováquia e da Polônia. 

Todos os presos sobreviventes da revolta são mortos no dia seguinte. Os nazistas desmontam o campo e plantam árvores no local. Só cerca de 50 prisioneiros sobrevivem à guerra. Pelo menos 170 mil pessoas, talvez 250 mil, morrem em Sobibor. É o quarto centro de extermínio nazista em número de mortes, atrás de Auschwitz, Treblinka e Belzec.

SUICÍDIO DA RAPOSA DO DESERTO

    Em 1944, o marechal de campo alemão Erwin Rommel, a Raposa do Deserto, um dos mais qualificados comandantes militares da Alemanha Nazista, ex-comandante do Exército da África, se suicida tomando veneno depois da descoberta de sua ligação com a Operação Walquíria, a conspiração para matar Adolf Hitler.

Johannes Erwin Eugen Rommel nasce em 15 de novembro de 1891 em Herrlingen. Ele serve como oficial na Primeira Guerra Mundial (1914-18). É condecorado por ações na frente italiana. No período entreguerras, escreve livros e progride na carreira militar.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), comanda a 7ª Divisão Panzer da Wehrmacht, o Exército nazista, na invasão à França, em maio e junho de 1940. Sua liderança no comando do Afrika Korps durante a campanha no Norte da África lhe dá o apelido de Raposa do Deserto.

Depois da derrota para forças do Império Britânico na Segunda Batalha de El Alamein, travada de 23 de outubro a 3 de novembro de 1942, ele é transferido para cuidar da Muralha do Atlântico que os nazistas constroem para tentar, sem sucesso, impedir a invasão da Normandia em 6 de junho de 1944.

CRISE DOS MÍSSEIS EM CUBA

    Em 1962, um avião-espião norte-americano U-2 fotografa a construção de silos para mísseis que a União Soviética está erguendo em Cuba, deflagrando a pior crise da Guerra Fria, que deixa o mundo mais perto do que nunca de uma guerra nuclear. 

A tensão entre os EUA e a URSS em torno de Cuba se agrava com a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1991, uma operação articulada pela Agência Central Inteligência (CIA) com refugiados cubanos, um projeto do vice-presidente Richard Nixon, um ferrenho anticomunista, no governo Dwight Eisenhower (1953-61). O presidente John Kennedy (1961-63) herda a operação.

Vitorioso, o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro, pede proteção à URSS. Em um ano, o número de assessores militares soviéticos em Cuba sobe para mais de 20 mil.

Fidel e o líder soviético, Nikita Kruschev, estão certos de que os EUA tentariam invadir de novo. Sob pressão da linha dura, Kruschev pensa em se fortalecer e neutralizar a presença de mísseis nucleares norte-americanos na Turquia, perto do território soviético.

Dois dias depois, devidamente analisadas por oficiais de inteligência, as fotos chegam à mesa do presidente Kennedy no Salão Oval da Casa Branca. Os mísseis dão à URSS a condição de lançar um primeiro ataque de uma distância de 140 quilômetros, podendo atingir quase todo o território dos EUA.

Kennedy cria um gabinete de guerra, onde pombas falcões travam um duelo entre diplomacia e uso da força, e decidem impor um bloqueio aeronaval a Cuba. Em 22 de outubro, Kennedy faz um pronunciamento na televisão comunicando ao povo norte-americano que a URSS está instalando mísseis nucleares em Cuba, o que considera inaceitável, e anuncia o que chamou de "quarentena", na verdade um bloqueio aeronaval.

Todo navio soviético que se aproximar de Cuba está sujeito a abordagem e inspeção dos EUA para não levar mais equipamentos nucleares à ilha. Kennedy exige a retirada dos mísseis e a destruição dos silos.

São os dias mais tensos da Guerra Fria. Nunca o mundo fica tão perto de uma guerra nuclear. Diante do impasse, os EUA se preparam para invadir Cuba. Um jornalista soviético, todo jornalista soviético era também agente secreto, estranha a ausência de jornalistas no café do Capitólio e comenta com um atendente que avisa: "Está todo o mundo indo para Cuba porque os EUA vão invadir.

Este jornalista liga para Moscou e Kruschev finalmente cede. Em 27 de outubro, a URSS anuncia a retirada dos mísseis de Cuba e os EUA se comprometem a remover os mísseis instalados na Turquia, que eram obsoletos e seriam retirados mesmo. Os dois países fazem um acordo tácito para os EUA não invadirem Cuba.

Depois desta crise, as superpotências instalam o telefone vermelho, uma linha direta entre o Kremlin e a Casa Branca para os líderes resolverem pessoalmente as crises mais graves. Enfraquecido, Kruschev cai dois anos depois por questões internas do regime comunista soviético.

LUTA PACÍFICA

    Em 1964, o pastor Martin Luther King Jr. ganha o Prêmio Nobel da Paz por sua luta pacífica pelos direitos civis e a justiça social para os negros dos Estados Unidos.

Sob a inspiração do líder pacifista da independência da Índia, o Mahatma Gandhi, Luther King adota a luta pacífica, com a desobediência civil criada por Henry David Thoreau, o naturalista e ativista norte-americano que se nega a pagar impostos para não financiar a Guerra Mexicano-Americana (1846-48). Thoreau é lido pelo escritor russo Leon Tolstói e suas ideias influenciam Gandhi, Nelson Mandela e Luther King.

Ele lidera o boicote dos negros ao sistema de ônibus de Montgomery, no estado do Alabama, em 1955, depois que a ativista Rosa Parker se nega a ceder o assento para um branco, e leva o movimento contra as leis de discriminação racial a Albany, na Geórgia, e a Birmingham, no Alabama.

Na Marcha sobre Washington, em 28 de agosto de 1963, Luther King faz no Memorial de Lincoln, na capital dos EUA, seu discurso mais importante, Eu Tenho um Sonho: "Eu tenho um sonho de que um dia meus filhos não sejam julgados pela cor da pele, mas pela nobreza do seu caráter."

O Dr. King, que é chamado nos EUA, é investigado pelo FBI, a polícia federal norte-americana, por supostas ligações com grupos esquerdistas. Em 1964, ganha o Prêmio Nobel da Paz e o governo Lyndon Johnson (1963-69), herdeiro de John Kennedy, aprova a Lei de Direitos Civis, dando finalmente igualdade de direitos aos pretos nos EUA.

Às 18h01 de 4 de abril de 1968, James Earl Ray mata Luther King atirando na varanda do segundo andar do hotel onde está hospedado em Memphis, no Tennessee, onde apoia uma greve dos trabalhadores de serviços sanitários negros discriminados.

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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Hoje na História do Mundo: 28 de Agosto

 ÚLTIMOS DIAS DO IMPÉRIO ROMANO DO OCIDENTE

    Em 476, o chefe bárbaro Flávio Odoacro captura e executa Orestes, pai do último imperador romano do Ocidente, Rômulo Augústulo.

Um ano antes, Orestes promete terras a seus mercenários e proclama o filho imperador. Como não cumpre a promessa, é alvo de uma revolta liderada por Odoacro. 

Em 23 de agosto de 476, Orestes foge para Pávia, onde recebe refúgio do arcebispo de cidade. Quando Odoacro invade e saqueia Pávia, Orestes foge para Piacenza, onde é preso e morto. Seu filho Rômulo Augústulo cai em 4 de setembro. Odoacro se torna rei da Itália.

É o fim do Império Romano do Ocidente e da Antiguidade. O Império Romano do Oriente ou Império Bizantino sobrevive por mais dez séculos, até a tomada de Constantinopla pelos turcos do Império Otomano, em 29 de maio de 1453, marco do fim da Idade Média.

CERCO DE TOULON

    Em 1793, durante as Guerras Revolucionárias da França, começa o Cerco de Toulon, em que o jovem oficial de artilharia Napoleão Bonaparte obtém sua primeira glória ao forçar a retirada de uma frota anglo-espanhola que captura Toulon e suas fortes em apoio à monarquia e ao Antigo Regime.

Na primavera de 1793, uma série de derrotas militares fortalece os extremistas dentro da Revolução Francesa (1789-99). Os girondinos são expulsos da Convenção Nacional e os montanhases tomam o poder com o apoio dos sanculottes (trabalhadores, artesãos e pequenos comerciantes) de Paris.

Os montanheses são tão burgueses quanto os girondinos, mas, para atender às necessidades da defesa, adota políticas econômicas e sociais radicais que provocam reações violentas: a Guerra da Vendeia, os levantes "federalistas" na Normandia e na Provença, os revoltas de Lyon, de Bordeaux e de Chouans, na Bretanha.

Toulon tem uma base naval e um arsenal importantes. Contrarrevolucionários monarquistas se aliam ao vice-almirante britânico Lorde Hood. Concordam em entregar Toulon a Hood se ele se comprometer a preservar a cidade e seus navios.

Em 27 de agosto, uma frota anglo-espanhola sob o comando de Lorde Hood e Juan de Lángara tomam a cidade e seus fortes em nome do rei Luís XVII, filho de Luís XVI, guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. O plano é restaurar a Constituição de 1791. A frota britânica captura mais de 70 navios, quase a metade da Marinha da França e a maior parte de sua frota mediterrânea.

Tanto pela importância estratégica da base naval quanto pelo prestígio da Revolução Francesa, Toulon precisa ser retomada.

O cerco de Toulon começa sob o comando do general Jean-François Carteaux sem grande vigor nos primeiros dois meses. Quando o comandante da artilharia francesa é ferido, Napoleão é nomeado por indicação do comissário do Exército, Antoine Saliceti, um deputado montanhês da Córsega amigo da família Bonaparte.

Napoleão é promovido a major em setembro e a general adjunto em outubro. No início de novembro, o general Carteaux é nomeado comandante do Exército francês na Itália. Seu substituto, general Jacques Dugommier logo percebe o talento de Napoleão. Os dois juntos traçam a estratégia para expulsar os invasores de Tulum. 

REI ZULU CAPTURADO

    Em 1879, o Império Britânico captura o rei Cetshwayo kaMpande, último grande líder da Zululândia, no fim da Guerra Britânico-Zulu. Cetshwayo é exilado.

Os britânicos tomam em 1843 a província de Natal dos bôeres, os descendentes dos colonos holandeses que povoam o que hoje é a África do Sul a partir da fundação da Cidade do Cabo por Jan van Riebeeck, em 1652.

Cetshwayo desafia o domínio colonial. Em 1879, os britânicos invadem a Zululândia e sofrem grandes perdas na Batalha de Isandlwana, quando têm 1,3 mil baixas, e na Batalha do Monte Hoblane. São as únicas vitórias militares de um exército armado com lanças e escudos contra um exército moderno com armas de fogo.

Na Batalha de Khambula, em 29 de março, o império vence. Capurado, Cetshwayo vai para o exílio. Volta em 1883 e retoma o controle de parte da Zululândia, mas sua liderança está abalada pela derrota. Cai de novo, volta para o exílio e morre no ano seguinte.

Diante da revolta zulu, em 1887, o Império Britânico anexa a Zululândia, que em 1897 passa a fazer parte da província de Natal, que em 1910 forma a União Sul-Africana junto com a província do Cabo e outras.

"EU TENHO UM SONHO"

    Em 1963, no fim da Marcha sobre Washington, o reverendo Martin Luther King Jr., líder da luta pacífica pelos civis dos negros nos Estados Unidos, faz no Memorial de Lincoln, diante de 250 mil pessoas, seu discurso mais importante, Eu Tenho um Sonho: "Eu tenho um sonho de que um dia meus quatro filhos vão viver num país onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela nobreza de seu caráter."

Os manifestantes se reúnem na luta por liberdade e oportunidades iguais de trabalho para a minoria de origem africana. Nos degraus do monumento em homenagem a Abraham Lincoln, o presidente que aboliu a escravatura, o Dr. King afirma em linguagem direta: "O negro ainda não é livre."

Além do discurso mais importante de Luther King, a Marcha sobre Washington teve música, com Bob Dylan e Joan Baez.

FIM DE UM SONHO

    Em 1996, quatro anos depois da separação, os príncipes de Gales, Charles e Diana, se divorciam oficialmente, pondo fim ao que no primeiro momento parecia um conto de fadas, com o herdeiro da coroa do Reino Unido casando com uma linda princesa na Catedral de São Paulo, em Londres, em 29 de julho de 1981.

Diana Frances Spencer, filha de John e Frances Spencer, Visconde e Viscondessa de Althorp, nasce em 1º de julho de 1961 na nobreza britânica. Está lavando o chão da cozinha do apartamento que ganha da mãe em Earl's Court, em Londres, quando ouve no rádio que é a favorita para casar com Charles, o Príncipe da Gales, filho mais velho da Rainha Elizabeth II e do Príncipe Philip, hoje Rei Carlos III ou Charles III.

Philip está preocupado porque o herdeiro do trono é solteiro. Na época, só mulheres virgens podem casar com o Príncipe de Gales, o que é dispensado da Princesa Kate Middleton, mulher do Príncipe William, o atual herdeiro do trono. Para casar com Charles, Diana é submetida a um exame de virgindade pelo ginecologista da rainha.

O casamento de contos de fada é transmitido ao vivo pela televisão para o mundo inteiro, mas a jovem princesa não se adapta ao rigor e à frieza da vida da família real britânica, que a obriga, por exemplo, a trocar de roupa pelo menos três vezes por dia. Não pode usar o mesmo traje no café da manhã, no almoço ou no jantar.

A relação fracassa pela incompatibilidade de gênios e os casos extraconjugais dos dois. Os dois travam uma verdadeira guerra dos príncipes nas páginas da feroz imprensa sensacionalista briânica.

Em 1992, depois de ter dois filhos, William e Henry, o casal se separa. É o que a rainha chama de "ano horrível" porque o Castelo de Windsor, sua residência favorita, pega fogo. Eles se divorciam em 1996. Diana morre no ano seguinte, num acidente de trânsito em Paris, quando o carro do namorado Jodi Fayed, foge de fotógrafos em Paris, em 31 de agosto de 1997.

Carlos III, agora casado com a ex-amante Camilla Parker-Bowles, ascende ao trono com a morte da mãe, em 8 de setembro de 2022.