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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 27 de Outubro

 METRÔ EM NOVA YORK

    Em 1904, Nova York é a nona cidade do mundo a inaugurar um sistema de trens subterrâneos para transporte urbano, depois de Londres (1863), Istambul (1875), Chicago (1892), Glasgow (1896), Budapeste (1896), Boston (1897), Paris (1900) e Berlim (1902). 

A primeira linha tem pouco mais de 14,5 quilômetros e 28 estações. Vai da Prefeitura, na Baixa Manhattan, até a Grande Estação Central. Depois, segue no rumo oeste ao longo da Rua 42 até a Times Square. Daí em diante ruma para o norte até a esquina da Broadway com a Rua 145, no bairro do Harlem.

Às 19h, o serviço é aberto ao público, que paga um níquel, cinco centavos de dólar, pela viagem. O prefeito George McClellan pilota na primeira viagem.

O metrô de NY chega ao bairro do Bronx em 1905, ao Brooklyn em 1908 e ao Queens em 1915. Hoje, tem 26 linhas, a mais longa com 51 km, 472 estações e funciona 24 horas.

FIM DA CRISE DOS MÍSSEIS

    Em 1962, com o anúncio da retirada dos mísseis nucleares da União Soviética de Cuba, termina a Crise dos Mísseis, o momento mais tenso da Guerra Fria, quando o mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra atômica.

A tensão entre os EUA e a URSS em torno de Cuba se agrava com a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1961, uma operação articulada pela Agência Central Inteligência (CIA) com refugiados cubanos, um projeto do vice-presidente Richard Nixon, um ferrenho anticomunista, no governo Dwight Eisenhower (1953-61). O presidente John Kennedy (1961-63) herdou a operação.

Vitorioso, o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro, pede proteção à URSS. Em um ano, o número de assessores militares soviéticos em Cuba sobe para mais de 20 mil.

Fidel e o líder soviético, Nikita Kruschev, estão certos de que os EUA tentariam invadir de novo. Sob pressão da linha dura, Kruschev pensa em se fortalecer e neutralizar a presença de mísseis nucleares norte-americanos perto do território soviético, na Turquia.

Dois dias depois, devidamente analisadas por oficiais de inteligência, as fotos chegam à mesa do presidente Kennedy no Salão Oval da Casa Branca. Os mísseis dão à URSS a condição de lançar um primeiro ataque de uma distância de 140 quilômetros.

Kennedy cria um gabinete de guerra, onde pombas falcões travam um duelo entre diplomacia e uso da força e decidem impor um bloqueio aeronaval em Cuba. 

Em 22 de outubro, Kennedy faz um pronunciamento na televisão comunicando ao povo norte-americano que a URSS está instalando mísseis nucleares em Cuba e anuncia o que chamou de "quarentena", na verdade um bloqueio. Deixa claro que não descarta uma ação militar para acabar com o que chama de "ameaça clandestina, imprudente e provocadora à paz mundial."

Todo navio soviético que se aproximar de Cuba está sujeito a abordagem e inspeção dos EUA para que não levar mais equipamentos nucleares à ilha. Kennedy exige a retirada dos mísseis e a destruição dos silos. O bloqueio começa em 23 de outubro.

São os dias mais tensos da Guerra Fria. Nunca o mundo fica tão perto de uma guerra nuclear. Diante do impasse, os EUA se preparam para invadir Cuba. Um jornalista soviético, todo jornalista soviético era também agente secreto, estranha a ausência de jornalistas no café do Capitólio e comenta com um garçom, que avisa: "Está todo o mundo indo para Cuba porque os EUA vão invadir."

Este jornalista liga para Moscou e Kruschev finalmente cede. Em 27 de outubro, a URSS anuncia a retirada dos mísseis de Cuba e os EUA se comprometem a remover os mísseis instalados na Turquia, que eram obsoletos e seriam retirados mesmo, e fazem um acordo tácito para não invadir Cuba.

Depois desta crise, as superpotência instalam o telefone vermelho, uma linha direta entre o Kremlin e a Casa Branca para os líderes resolverem pessoalmente as crises mais graves. Enfraquecido, Kruschev cai dois anos depois por outros motivos, na luta interna do PCUS.

SADAT E BEGIN GANHAM NOBEL DA PAZ

    Em 1978, o ditador do Egito, Anuar Sadat, e o primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin, ganham o Prêmio Nobel de Paz pelas negociações de paz mediadas pelo presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, que levam aos Acordos de Camp David.

Quando as Nações Unidas aprovam a criação do Estado de Israel, em 29 de novembro de 1947, e o país é fundado, em 14 de maio de 1948, os países árabes não aceitam. A Guerra da Independência de Israel vai até 10 março de 1949.

A derrota árabe humilhante causa a Revolução dos Coronéis e a queda do rei Faruk no Egito. Ascende ao poder no Cairo o coronel Gamal Abdel Nasser, que se torna o grande líder do nacionalismo pan-árabe ao enfrentar as potências coloniais europeias e nacionalizar o Canal de Suez.

Com o apoio da França e do Reino Unido, em 19 de outubro de 1956, Israel declara guerra ao Egito. Em plena crise internacional porque a União Soviética ataca a Hungria para acabar com uma revolta contra o regime stalinista, os Estados Unidos suspendem o apoio do Fundo Monetário Internacional às economias britânica e francesa, ainda abaladas pela Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os invasores se retiram. O Egito fica com o Canal de Suez e Nasser sai fortalecido.

Em 1967, Nasser fecha o Estreito de Tiran aos navios israelenses. Quando manda a força de paz da ONU sair da Península do Sinai, Israel vê o risco de uma guerra iminente e ataca as forças aéreas do Egito, da Jordânia e da Síria em terra, deflagrando a Guerra dos Seis Dias.

De 5 a 10 de junho de 1967, Israel obtém uma vitória esmagadora e ocupa a Faixa de Gaza e a Península o Sinai, que pertenciam ao Egito; as Colinas do Golã, da Síria; e a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, que eram parte da Jordânia.

Para tentar retomar os territórios ocupados, a Guerra do Yom Kippur começa, em 6 de outubro de 1973, com a maior empreitada militar árabe da era moderna. Mais de 100 mil soldados egípcios cruzam o Canal de Suez para entrar no Sinai.

Na época, Israel tem o apoio incondicional dos EUA, que fazem a maior ponte aérea militar da história. Entregam 22,325 mil toneladas de equpamento militar, armas e munições a Israel diretamente no campo de batalha.

Quando Israel cerca o 3º Exército do Egito no Sinai e está prestes a destruí-lo, a URSS ameaça entrar na guerra e entra em alerta nuclear.

Mesmo assim, a conselho do secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, para recuperar o Sinai, Sadat abandona a aliança com a URSS, que deixa de ser uma grande potência no Oriente Médio, se aproxima dos EUA e faz uma visita de surpresa a Israel, a primeira de um líder árabe, e discursa no Parlamento para promover a paz.

Os acordos de paz são negociados em Camp David, na casa de campo da Presidência dos EUA, de 5 a 17 de setembro de 1978. O tratado de paz entre Israel e o Egito é assinado em Washington em 28 de março de 1979.

UM MILHÃO DE PRESOS

    Em 1994, a população carcerária dos Estados Unidos chega a 1.012.851 detentos em prisões federais e estaduais, sem contar cerca de 500 mil detidos em prisões municipais.

A grande maioria é de homens condenados por uso ou venda de drogas ilícitas. Os negros são 13% da população norte-americana e mais da metade dos presos. Em 1994, 42% dos que estão no corredor da morte para serem executados são afroamericanos.

Hoje, a população carcerária dos EUA têm 1,8 milhões de presos e 4,75% tiveram a pena suspensa ou estão em liberdade condicional. Mais de 2% dos norte-americanos têm problemas com a Justiça Criminal no país. 

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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 15 de Outubro

 DIRIGÍVEL ZEPPELIN

    Em 1928, quatro dias depois de sair da Alemanha, o dirigível Graf Zeppelin chega a Lakehurst, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos, na sua primeira viagem transatlântica.

O desastre do dirigível Hindenburg, no mesmo aeroporto, em 6 de maio de 1937, com a morte de 36 das 97 pessoas a bordo, acaba com a era dos zeppelins.

LONGA MARCHA

    Em 1934, durante uma guerra civil contra o partido nacionalista Kuomintang (KMT), liderada por Chiang Kai-shek, depois de ser alvo de massacres, o Partido Comunista da China inicia a Longa Marcha, uma fuga de um ano por 9 mil quilômetros que consolida a posição de Mao Tsé-tung como supremo líder. (Algumas fontes marcam o início no dia seguinte.)


No início de 1934, o PC afasta Mao da liderança, abandona sua estratégia de guerra de guerrilhas e adota métodos de luta de exércitos regulares, em combates abertos contra o KMT, mais numeroso e mais armado, sofrendo grandes perdas. 

Em outubro de 1934, os 86 mil comunistas sobreviventes conseguem romper as linhas do KMT num ponto fraco e escapar do cerco. Mao recupera a liderança em janeiro de 1935.

Os comunistas abandonam suas posições no Sudeste da China, na divisa entre os províncias de Jiangxi e Fujian e atravessam 18 cadeias de montanhas e 24 rios para se refugiar no Noroeste da China numa marcha épica que motiva muitos jovens a entrar para o partido.

Com a invasão do Leste da China pelo Japão em 1937 e a subsequente eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-45) na Ásia, há uma pausa na guerra civil chinesa para combater os japoneses. Os comunistas lideram a resistência.

Depois da guerra, a guerra civil recomeça e os comunistas tomam o poder em Beijim em 1º de outubro de 1949. Chiang Kai-shek e o KMT fogem para Taiwan, onde instalam a República da China, que reivindica a soberania sobre todo o país e é considerada até hoje pelo regime comunista como uma província rebelde, parte da China.

GÖRING SE SUICIDA

    Em 1946, o líder nazista Hermann Göring (na foto, primeiro à esquerda), comandante da Luftwaffe, a Força Aérea da Alemanha Nazista, presidente do Reichstag (Parlamento), chefe da polícia política Gestapo, primeiro-ministro da Prússia e sucessor designado de Adolf Hitler, se mata para não ser executado depois de ser condenado à morte pelo Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue.

No dia seguinte, dez altos funcionários do regime nazista são executados na forca pelos crimes de guerra e contra a humanidade cometidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Outros dez pegam penas de 10 anos de cadeia a prisão perpétua.

PRESERVAÇÃO DA ANTÁRTIDA

    Em 1959, depois de seis semanas de negociação, termina em Washington, nos Estados Unidos, a conferência sobre o Tratado Antártico, assinado por 12 países (África do Sul, Argentina, Austrália, Bélgica, Chile, EUA, França, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido e União Soviética) para preservar o continente gelado para estudos científicos, mantendo-o como zona desmilitarizada.

O tratado não nega nem apoia as reivindicações de soberania sobre o continente, mas proíbe os países signatários de estabelecer bases militares, fazer manobras militares, testar armas ou descartar lixo radioativo. Em 1991, um protocolo adicional proíbe a exploração mineral e de petróleo na Antártida.

Nos últimos anos, a temperatura máxima chega a 20 graus centígrados e o derretimento de gelo triplica. Cerca de 80% da água do planeta estão congelados na Antártida. Se a camada de gelo derreter totalmente, o nível dos oceanos deve subir 50 metros, inundando todas as regiões costeiras, onde estão as principais cidades do mundo.

PANTERAS NEGRAS

    Em 1966, Huey Newton e Bob Seale fundam o Partido dos Panteras Negras com o objetivo de proteger os afroamericanos da brutalidade policial nos Estados Unidos. Depois o partido se torna um grupo revolucionário marxista que quer armar a população negra e tirar todos os negros da cadeia.

O programa do partido pede liberdade, desemprego zero, fim da exploração capitalista, casas decentes, educação, isenção de serviço militar para negros, fim da brutalidade policial e do assassinato de negros, liberdade para todos os negros presos, julgamento dos negros por suas comunidades, terra, pão, moradia, educação, roupas, justiça e paz.

Inicialmente, o partido organiza patrulhas armadas para monitorar e desafiar a brutalidade do Departamento de Polícia de Oakland, na Califórnia. Em 1969, os Panteras Negras passam a fazer ações sociais, oferecendo café da manhã grátis e clínicas médicas para a população negra.

O diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, John Edgar Hoover, descreve o partido como "a maior ameaça à segurança interna do país".

GORBACHEV GANHA NOBEL DA PAZ

    Em 1990, o último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, ganha o Prêmio Nobel da Paz por seu esforço para acabar com a Guerra Fria com os Estados Unidos.

Gorbachev ascende à liderança do Partido Comunista em 11 de março de 1985 e se propõe a revolucionar o regime soviético com uma abertura política, a glasnost (transparência), e uma reforma econômica, a perestroika (reestruturação).

No primeiro de quatro encontros de cúpula com o presidente norte-americano Ronald Reagan, em Genebra, na Suíça, em 19 e 20 de novembro de 1985, as duas superpotências prometem reduzir seus arsenais nucleares pela metade.

Na Cúpula de Reykvajik, em 11 e 12 de outubro de 1986, Gorbachev propõe a abolição dos mísseis balísticos porque militarizaria o espaço, mas Reagan está decidido a manter a Iniciativa de Defesa Estratégica, o sistema de defesa antimísseis mais conhecido como Guerra nas Estrelas. As negociações entram em colapso na última hora.

O terceiro encontro acontece em Washington de 8 a 10 de dezembro de 1987. É marcado pela assinatura do primeiro acordo que abole toda uma classe de armas nucleares, os mísseis nucleares intermediários, de curto e médio alcances, de 500 a 5,5 mil quilômetros. 

No governo Donald Trump (2017-21), em 2 de agosto de 2019, os EUA abandonam o Tratado de Forças Nucleares Intermediárias (INF) alegando violações da Rússia, herdeira das armas nucleares soviéticas.

De 29 de maio a 3 de junho de 1988, em Moscou, Reagan e Gorbachev trocam os documentos de ratificação do INF e discutem os conflitos na América Central, no Sul da África e no Oriente Médio, e a retirada soviétca do Afeganistão.

Em 7 de dezembro de 1988, na Cúpula da Ilhas dos Governadores, em Nova York, participa também o presidente eleito dos EUA, George Herbert Walker Bush, que era vice-presidente de Reagan.

A abertura de Gorbachev causa as revoluções liberais que derrubam o comunismo nos países da Europa Oriental, com clímax na queda do Muro de Berlim, maior símbolo da divisão o mundo na Guerra Fria, em 9 de novembro de 1989.

Dias depois, na Cúpula de Malta, em 2 e 3 de dezembro de 1989, Bush e Gorbachev declaram o fim da Guerra Fria. A Cúpula de Helsinque, em 9 de setembro de 1990, dá o aval das superpotências à reunificação da Alemanha, em 3 de outubro de 1990.

Com o fim da divisão da Europa, Bush e Gorbachev assinam na Cúpula de Paris, em 19 de novembro de 1990, o Tratado sobre Forças Convencionais na Europa.

Ao participar de uma reunião de cúpula do Grupo dos Sete em Londres, em 17 de julho de 1991, Gorbachev pede uma ajuda de US$ 50 bilhões, rejeitada enquanto não abandone o comunismo.

Gorbachev é reconhecido no exterior como um dos grandes estadistas da segunda metade do século 20, mas na Rússia as reformas econômicas não decolam. O regime comunista se mostra irreformável. Em 18 de agosto, a linha dura liderada pelo vice-president Guennadi Yanaiev dá um golpe de Estado, mas a resistência liderada pelo primeiro presidente democraticamente eleito da Rússia, Boris Yeltsin, derrota os golpistas.

Gorbachev volta ao cargo, mas o poder fica com Yeltsin. Em 8 de dezembro de 1991, as três repúblicas eslavas que formam o núcleo central da URSS – Rússia, Ucrânia e Bielorrússia – decidem se separar. No Natal, Gorbachev anuncia o fim da URSS.

Desde então, o último líder soviético se dedica à defesa da democracia e a causas ecológicas. É um dos principais investidores no jornal independente russa Novaya Gazeta, cujo editor, Dimitri Muratov, ganha o Prêmio Nobel da Paz 2021.

PAZ NA ÁFRICA DO SUL

    Em 1993, o presidente Frederik de Klerk e o líder da maioria negra sul-africana, Nelson Mandela, ganham o Prêmio Nobel da Paz "pelo seu trabalho pelo fim pacífico do fim do regime segregacionista do apartheid e por lançar os alicerces de uma África do Sul nova e democrática."

Sob a inspiração de Henry David Thoreau, Leon Tolstoy e Mohandas Gandhi, Mandela, um advogado que defende os direitos dos negros, é a favor da resistência pacífica na luta contra a ditadura da minoria branca.

Depois da morte de 69 negros no Massacre de Sharpeville, em 21 de março de 1960, o Congresso Nacional Africano (CNA) adere à luta armada e Mandela vira comandante do braço armado do grupo, Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação). É preso em 1962 e condenado à morte, sentença depois reformada para prisão perpétua.

Mandela fica preso até 11 de fevereiro de 1990, quando é libertado pelo governo De Klerk depois de quase 27 anos para negociar o fim do regime segregacionista branco. Em abril de 1994, o CNA vence as primeiras eleições democráticas da história da África do Sul. Mandela toma posse como primeiro presidente negro em 10 de maio de 1994.

CHINA NO ESPAÇO

    Em 2003, a China se torna o terceiro país a lançar um voo espacial tripulado, depois da União Soviética e dos Estados Unidos. Durante o voo de 21 horas, a nave Shenzhou-5, pilotada por Yang Liwei, dá 14 voltas na Terra.

Yang nasce em 21 de junho de 1965 em Suizhong. Aos 18 anos, entra para o Exército Popular de Libertação e entra na escola de aviação da Força Aérea, onde se forma como piloto de guerra com mais de 1.350 horas de voo.

Em 1998, ele é escolhido entre 1,5 mil candidatos para entrar no programa de treinamentos para formar o primeiro astronauta chinês. Depois de voltar, Yang é nomeado subcomandante em chefe do programa de voos espaciais tripulados da China. Ele é promovido a general em 2008.

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terça-feira, 14 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 14 de Outubro

 CONQUISTA NORMANDA

    Em 1066, o exército invasor de Guilherme, Duque da Normandia, vence o rei Haroldo II na Batalha de Hastings e conquista a Inglaterra.

Como não tem filhos, o rei Eduardo o Confessor (1042-66) barganha com a herança do trono. Em 1051, ao se desentender com Goduíno, Conde de Essex, o homem mais poderoso da Inglaterra, provavelmente oferece a coroa a seu primo Guilherme da Normandia.

Quando Goduíno morre, em 1053, seu filho Haroldo, novo Conde de Essex, começa a trabalhar para herdar o trono. Passa uma década consolidando seu poder junto à nobreza e ao clero. Mas seu reinado é curto. Vai de 5 de janeiro a 14 de outubro de 1066.

Guilherme o Conquistador mantém seus domínios na Normandia criando um país que atravessava o Canal da Mancha, o que está na origem de séculos de guerras entre Inglaterra e França até se tornarem aliadas na Entente Cordiale, em 1904.

REVOLTA EM SOBIBOR

    Em 1943, cerca de 300 funcionários judeus do campo de concentração e centro de extermínio de Sobibor, na Polônia ocupada pela Alemanha Nazista, se revoltam e matam vários guardas ucranianos e supervisores da SS, a organização paramilitar do Partido Nazista. Vários prisioneiros morrem ao tentar fugir durante a rebelião.

Sobibor é um dos três campos de concentração da Operação Reinhard, cuja meta é matar todos os judeus da Polônia depois que a Conferência do Lago Wannsee, em Berlim, aprova em 20 de janeiro de 1942 a "solução final" da questão judaica, o extermínio dos judeus da Europa.

De maio a julho de 1942, os nazistas levam para Sobibor judeus da Alemanha, da Áustria, da Eslováquia e da Polônia. 

Todos os presos sobreviventes da revolta são mortos no dia seguinte. Os nazistas desmontam o campo e plantam árvores no local. Só cerca de 50 prisioneiros sobrevivem à guerra. Pelo menos 170 mil pessoas, talvez 250 mil, morrem em Sobibor. É o quarto centro de extermínio nazista em número de mortes, atrás de Auschwitz, Treblinka e Belzec.

SUICÍDIO DA RAPOSA DO DESERTO

    Em 1944, o marechal de campo alemão Erwin Rommel, a Raposa do Deserto, um dos mais qualificados comandantes militares da Alemanha Nazista, ex-comandante do Exército da África, se suicida tomando veneno depois da descoberta de sua ligação com a Operação Walquíria, a conspiração para matar Adolf Hitler.

Johannes Erwin Eugen Rommel nasce em 15 de novembro de 1891 em Herrlingen. Ele serve como oficial na Primeira Guerra Mundial (1914-18). É condecorado por ações na frente italiana. No período entreguerras, escreve livros e progride na carreira militar.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), comanda a 7ª Divisão Panzer da Wehrmacht, o Exército nazista, na invasão à França, em maio e junho de 1940. Sua liderança no comando do Afrika Korps durante a campanha no Norte da África lhe dá o apelido de Raposa do Deserto.

Depois da derrota para forças do Império Britânico na Segunda Batalha de El Alamein, travada de 23 de outubro a 3 de novembro de 1942, ele é transferido para cuidar da Muralha do Atlântico que os nazistas constroem para tentar, sem sucesso, impedir a invasão da Normandia em 6 de junho de 1944.

CRISE DOS MÍSSEIS EM CUBA

    Em 1962, um avião-espião norte-americano U-2 fotografa a construção de silos para mísseis que a União Soviética está erguendo em Cuba, deflagrando a pior crise da Guerra Fria, que deixa o mundo mais perto do que nunca de uma guerra nuclear. 

A tensão entre os EUA e a URSS em torno de Cuba se agrava com a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1991, uma operação articulada pela Agência Central Inteligência (CIA) com refugiados cubanos, um projeto do vice-presidente Richard Nixon, um ferrenho anticomunista, no governo Dwight Eisenhower (1953-61). O presidente John Kennedy (1961-63) herda a operação.

Vitorioso, o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro, pede proteção à URSS. Em um ano, o número de assessores militares soviéticos em Cuba sobe para mais de 20 mil.

Fidel e o líder soviético, Nikita Kruschev, estão certos de que os EUA tentariam invadir de novo. Sob pressão da linha dura, Kruschev pensa em se fortalecer e neutralizar a presença de mísseis nucleares norte-americanos na Turquia, perto do território soviético.

Dois dias depois, devidamente analisadas por oficiais de inteligência, as fotos chegam à mesa do presidente Kennedy no Salão Oval da Casa Branca. Os mísseis dão à URSS a condição de lançar um primeiro ataque de uma distância de 140 quilômetros, podendo atingir quase todo o território dos EUA.

Kennedy cria um gabinete de guerra, onde pombas falcões travam um duelo entre diplomacia e uso da força, e decidem impor um bloqueio aeronaval a Cuba. Em 22 de outubro, Kennedy faz um pronunciamento na televisão comunicando ao povo norte-americano que a URSS está instalando mísseis nucleares em Cuba, o que considera inaceitável, e anuncia o que chamou de "quarentena", na verdade um bloqueio aeronaval.

Todo navio soviético que se aproximar de Cuba está sujeito a abordagem e inspeção dos EUA para não levar mais equipamentos nucleares à ilha. Kennedy exige a retirada dos mísseis e a destruição dos silos.

São os dias mais tensos da Guerra Fria. Nunca o mundo fica tão perto de uma guerra nuclear. Diante do impasse, os EUA se preparam para invadir Cuba. Um jornalista soviético, todo jornalista soviético era também agente secreto, estranha a ausência de jornalistas no café do Capitólio e comenta com um atendente que avisa: "Está todo o mundo indo para Cuba porque os EUA vão invadir.

Este jornalista liga para Moscou e Kruschev finalmente cede. Em 27 de outubro, a URSS anuncia a retirada dos mísseis de Cuba e os EUA se comprometem a remover os mísseis instalados na Turquia, que eram obsoletos e seriam retirados mesmo. Os dois países fazem um acordo tácito para os EUA não invadirem Cuba.

Depois desta crise, as superpotências instalam o telefone vermelho, uma linha direta entre o Kremlin e a Casa Branca para os líderes resolverem pessoalmente as crises mais graves. Enfraquecido, Kruschev cai dois anos depois por questões internas do regime comunista soviético.

LUTA PACÍFICA

    Em 1964, o pastor Martin Luther King Jr. ganha o Prêmio Nobel da Paz por sua luta pacífica pelos direitos civis e a justiça social para os negros dos Estados Unidos.

Sob a inspiração do líder pacifista da independência da Índia, o Mahatma Gandhi, Luther King adota a luta pacífica, com a desobediência civil criada por Henry David Thoreau, o naturalista e ativista norte-americano que se nega a pagar impostos para não financiar a Guerra Mexicano-Americana (1846-48). Thoreau é lido pelo escritor russo Leon Tolstói e suas ideias influenciam Gandhi, Nelson Mandela e Luther King.

Ele lidera o boicote dos negros ao sistema de ônibus de Montgomery, no estado do Alabama, em 1955, depois que a ativista Rosa Parker se nega a ceder o assento para um branco, e leva o movimento contra as leis de discriminação racial a Albany, na Geórgia, e a Birmingham, no Alabama.

Na Marcha sobre Washington, em 28 de agosto de 1963, Luther King faz no Memorial de Lincoln, na capital dos EUA, seu discurso mais importante, Eu Tenho um Sonho: "Eu tenho um sonho de que um dia meus filhos não sejam julgados pela cor da pele, mas pela nobreza do seu caráter."

O Dr. King, que é chamado nos EUA, é investigado pelo FBI, a polícia federal norte-americana, por supostas ligações com grupos esquerdistas. Em 1964, ganha o Prêmio Nobel da Paz e o governo Lyndon Johnson (1963-69), herdeiro de John Kennedy, aprova a Lei de Direitos Civis, dando finalmente igualdade de direitos aos pretos nos EUA.

Às 18h01 de 4 de abril de 1968, James Earl Ray mata Luther King atirando na varanda do segundo andar do hotel onde está hospedado em Memphis, no Tennessee, onde apoia uma greve dos trabalhadores de serviços sanitários negros discriminados.

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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Líder da oposição na Venezuela ganha Prêmio Nobel da Paz

 A principal líder da oposição à ditadura de Nicolás Maduro que ainda está na Venezuela, a ex-deputada María Corina Machado, ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2025, anunciou hoje em Oslo o Comitê Norueguês do Nobel por "seu trabalho incansável para promover os direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para realizar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia."

"O Prêmio Nobel da Paz de 2025 vai para uma campeã da paz corajosa e comprometida – para uma mulher que mantém a chama da democracia acesa em meio à escuridão. Como líder do movimento democrático na Venezuela, María Corina Machado é um dos exemplos mais extraordinários de coragem cívica na América Latina no período recente", declarou o comitê.

É mais uma premiação polêmica, como a do então secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, considerado um criminoso de guerra. María Corina assinou a Carta de Madri, ao lado de expoentes da extrema direita como o líder do partido Vox na Espanha, Santiago Abascal, a líder neofascista da França, Marine Le Pen, entre outros, inclusive Eduardo Bolsonaro. Já pediu sanções e intervenção dos Estados Unidos na Venezuela. Repaginou-se para ser candidata.

Ela teve a candidatura à Presidência na eleição de 28 de julho de 2024 barrada pela Justiça, subserviente à ditadura de Maduro. Indicou como substituto o diplomata Edmundo González Urrutia, considerado o vencedor de uma eleição fraudada por Maduro.

"A senhora Machado tem sido uma figura-chave e unificadora numa oposição política que estava profundamente dividida – uma oposição que encontrou uma causa comum na exigência de eleições livres e de um governo representativo", acrescentou o comitê do Nobel da Paz, o único atribuído na Noruega. "Foi uma escolha por votos em vez de balas."

Não é bem assim. Quem pede intervenção militar não é exatamente defensora da paz.

"No ano passado, Machado foi forçada a viver na clandestinidade. Apesar de sérias ameaças contra sua vida, ela permaneceu no país, uma escolha que inspirou milhões de pessoas. Ela conseguiu unir a oposição. Nunca hesitou em resistir à militarização da sociedade venezuelana. Tem sido inabalável em seu apoio a uma transição pacífica para a democracia", justificaram os responsáveis pela decisão, ignorando o passado da laureada.

Ao comentar a premiação, a deputada radical de direita falou em "imenso reconhecimento" e dedicou o prêmio ao presidente Donald Trump, que sonhava em ser o escolhido. Avalizou assim os ataques da Força Aérea dos EUA contra quatro barcos que Trump acusa de transportar drogas, matando cerca de 20 pessoas ilegalmente, o que está sendo contestado pela oposição no Congresso norte-americano. 

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, um antiesquerdista radical de origem cubana, enviou uma carta ao comitê do Nobel no ano passado propondo o nome dela quando ainda era senador. Seu chefe queria o prêmio. Se ajudar a criar o Estado palestino, como querem seus aliados árabes, terá uma chance.

Na segunda-feira, será anunciado o ganhador do Prêmio Nobel de Economia, o último do ano.

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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 9 de Outubro

LUFTWAFFE BOMBARDEIA CATEDRAL DE LONDRES

Em 1940, durante a Batalha da Inglaterra, na Segunda Guerra Mundial, a Luftwaffe, a força aérea da Alemanha Nazista, ataca a Catedral de São Paulo, em Londres. Uma bomba fura o domo da igreja e destrói o altar-mor. 


É a única vez em que a catedral do século 17 é avariada pela blitz, o bombardeio intenso da Alemanha.

Quando o Império Romano domina a Inglaterra (43-410), um templo em homenagem a Diana, a deusa da fertilidade, da caça e da Lua, é erguido na Colina de Ludgate. 

O rei Etelberto I, de Kent, manda construir a primeira Catedral de São Paulo em 604. A igreja pega fogo e a substituta é destruída pelos vikings em 962. A terceira catedral pega fogo em 1087. 

A quarta catedral é uma grande estrutura normanda concluída no século 13, que está deterioriada no século 16, quando pega fogo, e mas ainda com a Guerra Civil Inglesa do século 17. 

O arquiteto Christopher Wren é contratado para restaurar a igreja, mas o Grande Incêndio de Londres, em 1666, a destrói. Wren então constrói a catedral que existe até hoje.

NASCE JOHN LENNON

    Em 1940, durante a Batalha da Inglaterra, na Segunda Guerra Mundial, nasce em Liverpool o cantor, compositor, músico e ativista da paz John Winston Lennon, o beatle rebelde, que recebe o nome do meio em homenagem ao então primeiro-ministro britânico, Winston Churchill.

Com a separação dos pais, John vai morar com a tia Mimi. Em 1956, forma sua primeira banda, The Quarrymen. No ano seguinte,  durante uma apresentação numa festa de música em Liverpool, conhece Paul McCartney, que entra para a banda.

Eles formam The Beatles em 1960 e tocam algumas temporadas em Hamburgo, na Alemanha, antes de serem descobertos em Liverpool pelo empresário Brian Epstein, que passa a gerenciar os negócios do grupo. Em 1962, ele consegue um contrato com a gravadora EMI e os Beatles lançam Love Me Do, um rock simplesinho. Estouram com Please Please Me.

Em 1963, no primeiro show no Royal Albert Hall, Lennon revela seus instintos políticos: "Vocês aí da galeria, se gostarem, aplaudam. Na plateia, basta sacudir as joias."

The Beatles lançam uma série de álbuns de grande sucesso, BeatlemaniaOs Reis do Ié-ié-iéBeatles For Sale, Revolver, Rubber SoulSargent PeppersAbbey Road Let it Be, entre outros.

Com 500 milhões de cópias, são recordistas mundiais de venda de discos. Dão o último show ao vivo em 19 de fevereiro de 1966 em São Francisco da Califórnia. Em 1970, a banda se separa e eles partem para carreiras solo, quando Lennon emplaca mais uma série de sucessos como ImagineInstant KarmaMother Give Peace a Change.

Algumas de suas canções, como All You Need is LoveImagine Give Peace a Chance se tornam hinos. Depois de anos recluso com a mulher, Yoko Ono, criando o filho Sean, depois de não ter dado muita atenção ao primeiro filho, Julian, Lennon é assassinado por um fã com problemas mentais, Mark Chapman, ao chegar com Yoko no seu apartamento no edifício Dakota, em Nova York, em 8 de dezembro de 1980.

EUGENE O'NEILL NA BRODWAY

    Em 1946, talvez a melhor peça do dramaturgo Eugene O'Neill, O Homem do Gelo Chega, estreia no Teatro Martin Beck, na Brodway, em Nova York. 

É a última produção da Broadway baseada na obra de O'Neill enquanto ele está vivo.

Como em outros trabalhos do autor, os personagens são alcoolistas desesperados reunidos num bar. O'Neill escreve ao todo 39 peças com um estilo da vanguarda, com uso de gíria e da linguagem do dia a dia, cenários de decadência, 

CHE GUEVARA EXECUTADO NA BOLÍVIA

    Em 1967, um dia depois de ser capturado, o guerrilheiro marxista argentino Ernesto Che Guevara de la Serna, grande símbolo dos movimentos rebeldes dos anos 1960, é executado na Bolívia.

Guevara nasce numa família de classe média alta de Rosário. Enquanto estuda medicina na Universidade de Buenos Aires, faz uma viagem de motocicleta pela América Latina em que vê de perto a miséria e a opressão no subcontinente.

Depois de se formar, em 1953, volta a viajar, se envolve com grupos de esquerda latino-americanos, conhece Fidel Castro no México e se junta aos guerrilheiros para lutar contra a ditadura de Fulgencio Batista.

Che Guevara é uma figura central da Revolução Cubana e contribui para que o comandante Fidel Castro adote o regime comunista. 

Depois de ocupar várias posições no governo revolucionário, ele se desentende com Fidel e sai secretamente de Cuba em 1965. Guevara vai para a guerra civil no Congo (antigo Congo Belga), onde o primeiro-ministro socialista Patrice Lumumba havia sido assassinado em 1961, mas a luta guerrilheira não prospera. 

Che afirma ser impossível fazer revolução com Laurent Kabila, que chama de "bêbado e mulherengo". Com o fracasso da guerrilha contra o ditador Joseph Mobutu, aliado do Ocidente na Guerra Fria, Kabila se refugia nas Montanhas da Lua, no centro da África, de onde sai em 1997 para derrubar Mobutu. 

Guevara reaparece na Bolívia em 1967, mas comete um erro de avaliação ao levar sua luta guerrilheira para uma região onde houve reforma agrária depois da revolução de 1952 e os pequenos proprietários de terra não querem saber de comunismo.

MORRE SCHINDLER
    
    Em 1974, o empresário alemão Oskar Schindler, que salvou 1,2 mil judeus do Holocausto cometido pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial (1939-45), morre em Hildesheim, na Alemanha aos 66 anos.
Membro do Partido Nazista, dirige uma fábrica em Cracóvia, na Polônia, com mão de obra de um gueto próximo. Quando o gueto é destruído e os trabalhadores são enviados ao centro de extermínio de Auschwitz, Schindler suborna soldados alemães para libertar seus empregados e instala uma fábrica num local seguro da Tcheco-Eslováquia.

Seu gesto humanitário o deixa quebrado. Vira o filme A Lista de Schindler, de Steven Spielberg.

SAKHAROV GANHA NOBEL DA PAZ

    Em 1975, o físico Andrei Sakharov, um dos pais da bomba de hidrogênio da União Soviética, que se torna dissidente do regime comunista, ganha o Prêmio Nobel da Paz "pela luta contra o abuso de poder e a violação da dignidade humana de todas as formas". 
O governo soviético o proíbe de sair do país para receber o prêmio.

Sakharov nasce em Moscou em 1921 e estuda física na Universidade de Moscou. Em junho de 1948, é recrutado pelo programa nuclear soviético, que explode a bomba atômica em 29 de agosto de 1949.

Começa então a corrida armamentista nuclear para fabricar a bomba de hidrogênio, de fusão nuclear. Os EUA explodem a bomba H em 1º de novembro de 1952. A URSS, em 22 de novembro de 1955.

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domingo, 5 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 5 de Outubro

 ROMPIDA LINHA DE HINDENBURG

                                                                                                                                                                                                                                                              Em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), os aliados rompem a Linha de Hindenburg, um sistema de defesa construído pela Alemanha no inverno de 1916 para 1917. É a última linha de defesa alemã na frente ocidental.


A guerra que no início se esperava que fosse breve vira uma guerra de trincheiras no fim de 1914. Como é a primeira guerra em escala industrial, durante quatro anos os inimigos se bombardeiam pesadamente ao longo de uma frente que vai do Norte da França e Sul da Bélgica até a fronteira entre a Alemanha e a França sem grandes avanços territoriais.

A decisão da construir a Linha de Hindenburg é dos comandantes militares alemão, o marechal de campo Paul von Hindenburg e o general Erich von Ludendorff. É tomada no fim da Batalha do Somme, em 1916.

As fortificações vão de Lens, no Norte da França, até Verdun, incluem bunkers de concreto armado com metralhadoras fixas, malhas de arame farpado, trincheiras fundas, túneis, clareiras e postos de comando.

No fim de setembro de 1918, na Ofensiva dos Cem Dias, os aliados atacam a linha em vários pontos. Em nove dias, as forças britânicas, francesas e norte-americanas cruzam o Canal do Norte e rompem a Linha de Hindenburg. Em 4 de outubro, a Alemanha pede um armistício para acabar com a guerra. O Armistício de Compiégne entra em vigor em 11 de novembro de 1918.  

PRIMEIRO DISCURSO PRESIDENCIAL NA TV

    Em 1947, o presidente Harry Truman (1945-53) faz o primeiro pronunciamento presidencial na televisão e pede ao povo norte-americano que reduza o consumo de grãos para ajudar a combater a fome na Europa, que ainda se recupera da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Truman teme que sem o fornecimento de alimentos o Plano Marshall para reconstrução da Europa fracasse. É o começo da Guerra Fria com a União Soviética. O plano de alimentos é desativado com o sucesso do Plano Marshall.

Na campanha de 1948, Truman é o primeiro presidente a fazer propaganda eleitoral na TV. Ele era vice-presidente de Franklin Roosevelt. Chega à Casa Branca quando Roosevelt morre, em 12 de abril de 1945.

007 x SATÂNICO DR. NO

    Em 1962, estreia O Satânico Dr. No, o primeiro filme de James Bond, o agente 007 do Serviço Secreto de Sua Majestade, com licença para matar, com o escocês Sean Connery no papel principal e a suíça Ursula Andress como Honey Ryder, a primeira Bond girl

O personagem é do escritor britânico Ian Fleming. O Satânico Dr. No é o sexto livro da série, iniciada com Casino Royale, mas é o primeiro a ser levado para o cinema. 007 vai investigar o desaparecimento misterioso de um agente britânico na Jamaica, onde descobre o Dr. Julio No, que tem um plano sinistro para destruir o programa espacial dos Estados Unidos.

Produzido com orçamento baixo, o filme é um sucesso financeiro e lança um personagem que provavelmente seja o espião mais famoso da história do cinema. Além de Sean Connery, outros seis atores encarnaram 007 no cinema: David Niven, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig. Hoje se cogita a possibilidade de colocar uma mulher negra no papel.

DALAI LAMA GANHA NOBEL DA PAZ

    Em 1989, o líder político e espiritual do Tibete no exílio, Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, é agraciado com o Prêmio Nobel da Paz por sua campanha não violenta para preservar sua religião e cultura, ameaçadas pelo regime comunista da China, que invadiu a anexou o Tibete em 1951.

Tenzin Gyatso nasce em 1935 no Tibete, que se torna independente em 1912, quando a China vira uma república, depois de fazer parte do Império Chinês desde o século 13. Com a vitória da revolução comunista em 1º de outubro de 1949, o ditador Mao Tsé-tung manda o Exército Popular de Libertação reconquistar o Tibete, o que acontece no ano seguinte porque os soldados chineses levam 10 meses para chegar lá.

Depois do fracasso de uma revolta em 1959, o Dalai Lama foge para o exílio na Índia. De 1959 a 1961, o regime comunista chinês destrói 6 mil mosteiros dentro de uma política de sinificação para acabar com a cultura tibetana e o lamaísmo, o budismo tibetano.

MORTE DE STEVE JOBS

    Em 2011, o empresário visionário Steve Jobs, fundador da Apple, morre de câncer do pâncreas depois de criar produtos revolucionários como o iPhone, que criam um novo mundo em que as pessoas carregam um telefone celular que virou um computador de mão muito mais poderoso do que os que levaram o homem à Lua.

Todos vivemos hoje no mundo que Jobs criou.

Jobs nasce em São Francisco da Califórnia em 24 de fevereiro de 1955 de pais não casados e é adotado por Paul e Clara Jobs. Em 1972, larga a faculdade, trabalha um tempo na empresa de videogames Atari, vai para a Índia e estuda o budismo zen.

Em 1976, Jobs e o amigo Stephen Wosniak fundam a Apple na garagem da casa dos pais de Jobs. A empresa abre o capital na bolsa de valores em 1980. Seus donos ficam multimilionários. Em 1984, a Apple lança o Macintosh, o primeiro computador pessoal com uma interface gráfica que permite operar clicando com o mouse em cima de ícones, em vez de digitar os comandos.

Por um desentendimento dentro da empresa, Jobs deixa a Apple em 1985 e funda a NeXT. Em 1996, a Apple, que havia afundado sem Jobs, compra a NeXT e contrata Jobs como assessor. Ele transforma a quase falida Apple numa das maiores empresas do mundo, com os lançamentos do iPod, em 2001, do iPhone, em 2007, e do iPad, em 2010, revolucionando tanto a maneira de ouvir música quanto a telefonia celular.

Em 2004, Jobs é operado de um tumor no pâncreas. Em 2009, faz um transplante de fígado. Mesmo assim, dirige a empresa até 24 de agosto de 2011 e morre seis semanas depois.

Seu biógrafo, Walter Isaacson, o considera o maior executivo da sua era, ao nível de Thomas Alva Edison e Henry Ford.

ASSÉDIO SEXUAL EM HOLLYWOOD

    Em 2017, o jornal The New York Times publica a primeira reportagem investigativa sobre as alegações de assédio sexual contra o produtor de cinema de Hollywood Harvey Weinstein, preso e condenado a 23 anos de cadeia por estupro e outros abusos sexuais.

Os abusos do produtor são conhecidas há anos nos meios cinematográficos. As primeiras alegações contra Weinstein são feitas em 2016 pelo repórter Ronan Farrow, filho de Woody Allen e Mia Farrow, um casal que se divorciou com acusações de parte a parte. Não dão em nada. 

Cinco dias da reportagem do NY Times, Farrow publica suas alegações na revista The New Yorker. Ao todo, mais de 20 mulheres acusaram Weinstein, inclusive a atriz Gwyneth Paltrow.

As acusações levam ao surgimento do movimento #MeToo (Eu também), que incentiva as mulheres a denunciar os casos de assédio sexual. 

Mais de 20 mulheres denunciam abusos do ex-presidente e candidato à Casa Branca Donald Trump. No ano passado, ele é condenado pela Justiça Civil a pagar US$ 5 milhões num caso na Justiça Civil a uma escritora que o acusou de tê-la estuprado. 

Neste ano, é condenado em 34 acusações de fraude e falsificação de documentos de suas empresas para encobrir o pagamento de US$ 130 mil para comprar o silêncio a atriz pornô Stormy Daniels, com quem teve um caso, e assim evitar um escândalo sexual antes da eleição de 2016, quando ele é eleito.

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