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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 27 de Outubro

 METRÔ EM NOVA YORK

    Em 1904, Nova York é a nona cidade do mundo a inaugurar um sistema de trens subterrâneos para transporte urbano, depois de Londres (1863), Istambul (1875), Chicago (1892), Glasgow (1896), Budapeste (1896), Boston (1897), Paris (1900) e Berlim (1902). 

A primeira linha tem pouco mais de 14,5 quilômetros e 28 estações. Vai da Prefeitura, na Baixa Manhattan, até a Grande Estação Central. Depois, segue no rumo oeste ao longo da Rua 42 até a Times Square. Daí em diante ruma para o norte até a esquina da Broadway com a Rua 145, no bairro do Harlem.

Às 19h, o serviço é aberto ao público, que paga um níquel, cinco centavos de dólar, pela viagem. O prefeito George McClellan pilota na primeira viagem.

O metrô de NY chega ao bairro do Bronx em 1905, ao Brooklyn em 1908 e ao Queens em 1915. Hoje, tem 26 linhas, a mais longa com 51 km, 472 estações e funciona 24 horas.

FIM DA CRISE DOS MÍSSEIS

    Em 1962, com o anúncio da retirada dos mísseis nucleares da União Soviética de Cuba, termina a Crise dos Mísseis, o momento mais tenso da Guerra Fria, quando o mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra atômica.

A tensão entre os EUA e a URSS em torno de Cuba se agrava com a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1961, uma operação articulada pela Agência Central Inteligência (CIA) com refugiados cubanos, um projeto do vice-presidente Richard Nixon, um ferrenho anticomunista, no governo Dwight Eisenhower (1953-61). O presidente John Kennedy (1961-63) herdou a operação.

Vitorioso, o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro, pede proteção à URSS. Em um ano, o número de assessores militares soviéticos em Cuba sobe para mais de 20 mil.

Fidel e o líder soviético, Nikita Kruschev, estão certos de que os EUA tentariam invadir de novo. Sob pressão da linha dura, Kruschev pensa em se fortalecer e neutralizar a presença de mísseis nucleares norte-americanos perto do território soviético, na Turquia.

Dois dias depois, devidamente analisadas por oficiais de inteligência, as fotos chegam à mesa do presidente Kennedy no Salão Oval da Casa Branca. Os mísseis dão à URSS a condição de lançar um primeiro ataque de uma distância de 140 quilômetros.

Kennedy cria um gabinete de guerra, onde pombas falcões travam um duelo entre diplomacia e uso da força e decidem impor um bloqueio aeronaval em Cuba. 

Em 22 de outubro, Kennedy faz um pronunciamento na televisão comunicando ao povo norte-americano que a URSS está instalando mísseis nucleares em Cuba e anuncia o que chamou de "quarentena", na verdade um bloqueio. Deixa claro que não descarta uma ação militar para acabar com o que chama de "ameaça clandestina, imprudente e provocadora à paz mundial."

Todo navio soviético que se aproximar de Cuba está sujeito a abordagem e inspeção dos EUA para que não levar mais equipamentos nucleares à ilha. Kennedy exige a retirada dos mísseis e a destruição dos silos. O bloqueio começa em 23 de outubro.

São os dias mais tensos da Guerra Fria. Nunca o mundo fica tão perto de uma guerra nuclear. Diante do impasse, os EUA se preparam para invadir Cuba. Um jornalista soviético, todo jornalista soviético era também agente secreto, estranha a ausência de jornalistas no café do Capitólio e comenta com um garçom, que avisa: "Está todo o mundo indo para Cuba porque os EUA vão invadir."

Este jornalista liga para Moscou e Kruschev finalmente cede. Em 27 de outubro, a URSS anuncia a retirada dos mísseis de Cuba e os EUA se comprometem a remover os mísseis instalados na Turquia, que eram obsoletos e seriam retirados mesmo, e fazem um acordo tácito para não invadir Cuba.

Depois desta crise, as superpotência instalam o telefone vermelho, uma linha direta entre o Kremlin e a Casa Branca para os líderes resolverem pessoalmente as crises mais graves. Enfraquecido, Kruschev cai dois anos depois por outros motivos, na luta interna do PCUS.

SADAT E BEGIN GANHAM NOBEL DA PAZ

    Em 1978, o ditador do Egito, Anuar Sadat, e o primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin, ganham o Prêmio Nobel de Paz pelas negociações de paz mediadas pelo presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, que levam aos Acordos de Camp David.

Quando as Nações Unidas aprovam a criação do Estado de Israel, em 29 de novembro de 1947, e o país é fundado, em 14 de maio de 1948, os países árabes não aceitam. A Guerra da Independência de Israel vai até 10 março de 1949.

A derrota árabe humilhante causa a Revolução dos Coronéis e a queda do rei Faruk no Egito. Ascende ao poder no Cairo o coronel Gamal Abdel Nasser, que se torna o grande líder do nacionalismo pan-árabe ao enfrentar as potências coloniais europeias e nacionalizar o Canal de Suez.

Com o apoio da França e do Reino Unido, em 19 de outubro de 1956, Israel declara guerra ao Egito. Em plena crise internacional porque a União Soviética ataca a Hungria para acabar com uma revolta contra o regime stalinista, os Estados Unidos suspendem o apoio do Fundo Monetário Internacional às economias britânica e francesa, ainda abaladas pela Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os invasores se retiram. O Egito fica com o Canal de Suez e Nasser sai fortalecido.

Em 1967, Nasser fecha o Estreito de Tiran aos navios israelenses. Quando manda a força de paz da ONU sair da Península do Sinai, Israel vê o risco de uma guerra iminente e ataca as forças aéreas do Egito, da Jordânia e da Síria em terra, deflagrando a Guerra dos Seis Dias.

De 5 a 10 de junho de 1967, Israel obtém uma vitória esmagadora e ocupa a Faixa de Gaza e a Península o Sinai, que pertenciam ao Egito; as Colinas do Golã, da Síria; e a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, que eram parte da Jordânia.

Para tentar retomar os territórios ocupados, a Guerra do Yom Kippur começa, em 6 de outubro de 1973, com a maior empreitada militar árabe da era moderna. Mais de 100 mil soldados egípcios cruzam o Canal de Suez para entrar no Sinai.

Na época, Israel tem o apoio incondicional dos EUA, que fazem a maior ponte aérea militar da história. Entregam 22,325 mil toneladas de equpamento militar, armas e munições a Israel diretamente no campo de batalha.

Quando Israel cerca o 3º Exército do Egito no Sinai e está prestes a destruí-lo, a URSS ameaça entrar na guerra e entra em alerta nuclear.

Mesmo assim, a conselho do secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, para recuperar o Sinai, Sadat abandona a aliança com a URSS, que deixa de ser uma grande potência no Oriente Médio, se aproxima dos EUA e faz uma visita de surpresa a Israel, a primeira de um líder árabe, e discursa no Parlamento para promover a paz.

Os acordos de paz são negociados em Camp David, na casa de campo da Presidência dos EUA, de 5 a 17 de setembro de 1978. O tratado de paz entre Israel e o Egito é assinado em Washington em 28 de março de 1979.

UM MILHÃO DE PRESOS

    Em 1994, a população carcerária dos Estados Unidos chega a 1.012.851 detentos em prisões federais e estaduais, sem contar cerca de 500 mil detidos em prisões municipais.

A grande maioria é de homens condenados por uso ou venda de drogas ilícitas. Os negros são 13% da população norte-americana e mais da metade dos presos. Em 1994, 42% dos que estão no corredor da morte para serem executados são afroamericanos.

Hoje, a população carcerária dos EUA têm 1,8 milhões de presos e 4,75% tiveram a pena suspensa ou estão em liberdade condicional. Mais de 2% dos norte-americanos têm problemas com a Justiça Criminal no país. 

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domingo, 27 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 27 de Outubro

METRÔ EM NOVA YORK

    Em 1904, Nova York é a nona cidade do mundo a inaugurar um sistema de trens subterrâneos para transporte urbano, depois de Londres (1863), Istambul (1875), Chicago (1892), Glasgow (1896), Budapeste (1896), Boston (1897), Paris (1900) e Berlim (1902). 

A primeira linha tem pouco mais de 14,5 quilômetros e 28 estações. Vai da Prefeitura, na Baixa Manhattan, até a Grande Estação Central. Depois, segue no rumo oeste ao longo da Rua 42 até a Times Square. Daí em diante ruma para o norte até a esquina da Broadway com a Rua 145, no bairro do Harlem.

Às 19h, o serviço é aberto ao público, que paga um níquel, cinco centavos de dólar, pela viagem. O prefeito George McClellan pilota na primeira viagem.

O metrô de NY chega ao bairro do Bronx em 1905, ao Brooklyn em 1908 e ao Queens em 1915. Hoje, tem 26 linhas, a mais longa com 51 km, 472 estações e funciona 24 horas.

FIM DA CRISE DOS MÍSSEIS

    Em 1962, com o anúncio da retirada dos mísseis nucleares da União Soviética de Cuba, termina a Crise dos Mísseis, o momento mais tenso da Guerra Fria, quando o mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra atômica.

A tensão entre os EUA e a URSS em torno de Cuba se agrava com a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1991, uma operação articulada pela Agência Central Inteligência (CIA) com refugiados cubanos, um projeto do vice-presidente Richard Nixon, um ferrenho anticomunista, no governo Dwight Eisenhower (1953-61). O presidente John Kennedy (1961-63) herdou a operação.

Vitorioso, o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro, pede proteção à URSS. Em um ano, o número de assessores militares soviéticos em Cuba sobe para mais de 20 mil.

Fidel e o líder soviético, Nikita Kruschev, estão certos de que os EUA tentariam invadir de novo. Sob pressão da linha dura, Kruschev pensa em se fortalecer e neutralizar a presença de mísseis nucleares norte-americanos perto do território soviético, na Turquia.

Dois dias depois, devidamente analisadas por oficiais de inteligência, as fotos chegam à mesa do presidente Kennedy no Salão Oval da Casa Branca. Os mísseis dão à URSS a condição de lançar um primeiro ataque de uma distância de 140 quilômetros.

Kennedy cria um gabinete de guerra, onde pombas falcões travam um duelo entre diplomacia e uso da força e decidem impor um bloqueio aeronaval em Cuba. 

Em 22 de outubro, Kennedy faz um pronunciamento na televisão comunicando ao povo norte-americano que a URSS está instalando mísseis nucleares em Cuba e anuncia o que chamou de "quarentena", na verdade um bloqueio. Deixa claro que não descarta uma ação militar para acabar com o que chama de "ameaça clandestina, imprudente e provocadora à paz mundial."

Todo navio soviético que se aproximar de Cuba está sujeito a abordagem e inspeção dos EUA para que não levar mais equipamentos nucleares à ilha. Kennedy exige a retirada dos mísseis e a destruição dos silos. O bloqueio começa em 23 de outubro.

São os dias mais tensos da Guerra Fria. Nunca o mundo fica tão perto de uma guerra nuclear. Diante do impasse, os EUA se preparam para invadir Cuba. Um jornalista soviético, todo jornalista soviético era também agente secreto, estranha a ausência de jornalistas no café do Capitólio e comenta com um garçom, que avisa: "Está todo o mundo indo para Cuba porque os EUA vão invadir."

Este jornalista liga para Moscou e Kruschev finalmente cede. Em 27 de outubro, a URSS anuncia a retirada dos mísseis de Cuba e os EUA se comprometem a remover os mísseis instalados na Turquia, que eram obsoletos e seriam retirados mesmo, e fazem um acordo tácito para não invadir Cuba.

Depois desta crise, as superpotência instalam o telefone vermelho, uma linha direta entre o Kremlin e a Casa Branca para os líderes resolverem pessoalmente as crises mais graves. Enfraquecido, Kruschev cai dois anos depois por outros motivos, na luta interna do PCUS.

SADAT E BEGIN GANHAM NOBEL DA PAZ

    Em 1978, o ditador do Egito, Anuar Sadat, e o primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin, ganham o Prêmio Nobel de Paz pelas negociações de paz mediadas pelo presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, que levam aos Acordos de Camp David.

Quando as Nações Unidas aprovam a criação do Estado de Israel, em 29 de novembro de 1947, e o país é fundado, em 14 de maio de 1948, os países árabes não aceitam. A Guerra da Independência de Israel vai até 10 março de 1949.

A derrota árabe humilhante causa a Revolução dos Coronéis e a queda do rei Faruk no Egito. Ascende ao poder no Cairo o coronel Gamal Abdel Nasser, que se torna o grande líder do nacionalismo pan-árabe ao enfrentar as potências coloniais europeias e nacionalizar o Canal de Suez.

Com o apoio da França e do Reino Unido, em 19 de outubro de 1956, Israel declara guerra ao Egito. Em plena crise internacional porque a União Soviética ataca a Hungria para acabar com uma revolta contra o regime stalinista, os Estados Unidos suspendem o apoio do Fundo Monetário Internacional às economias britânica e francesa, ainda abaladas pela Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os invasores se retiram. O Egito fica com o Canal de Suez e Nasser sai fortalecido.

Em 1967, Nasser fecha o Estreito de Tiran aos navios israelenses. Quando manda a força de paz da ONU sair da Península do Sinai, Israel vê o risco de uma guerra iminente e ataca as forças aéreas do Egito, da Jordânia e da Síria em terra, deflagrando a Guerra dos Seis Dias.

De 5 a 10 de junho de 1967, Israel obtém uma vitória esmagadora e ocupa a Faixa de Gaza e a Península o Sinai, que pertenciam ao Egito; as Colinas do Golã, da Síria; e a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém, que eram parte da Jordânia.

Para tentar retomar os territórios ocupados, a Guerra do Yom Kippur começa, em 6 de outubro de 1973, com a maior empreitada militar árabe da era moderna. Mais de 100 mil soldados egípcios cruzam o Canal de Suez para entrar no Sinai.

Na época, Israel tem o apoio incondicional dos EUA, que fazem a maior ponte aérea militar da história. Entregam 22,325 mil toneladas de equpamento militar, armas e munições a Israel diretamente no campo de batalha.

Quando Israel cerca o 3º Exército do Egito no Sinai e está prestes a destruí-lo, a URSS ameaça entrar na guerra e entra em alerta nuclear.

Mesmo assim, a conselho do secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, para recuperar o Sinai, Sadat abandona a aliança com a URSS, que deixa de ser uma grande potência no Oriente Médio, se aproxima dos EUA e faz uma visita de surpresa a Israel, a primeira de um líder árabe, e discursa no Parlamento para promover a paz.

Os acordos de paz são negociados em Camp David, na casa de campo da Presidência dos EUA, de 5 a 17 de setembro de 1978. O tratado de paz entre Israel e o Egito é assinado em Washington em 28 de março de 1979.

UM MILHÃO DE PRESOS

    Em 1994, a população carcerária dos Estados Unidos chega a 1.012.851 detentos em prisões federais e estaduais, sem contar cerca de 500 mil detidos em prisões municipais.

A grande maioria é de homens condenados por uso ou venda de drogas ilícitas. Os negros são 13% da população norte-americana e mais da metade dos presos. Em 1994, 42% dos que estão no corredor da morte para serem executados são afroamericanos.

Hoje, a população carcerária dos EUA têm 1,8 milhões de presos e 4,75% tiveram a pena suspensa ou estão em liberdade condicional. Mais de 2% dos norte-americanos têm problemas com a Justiça Criminal no país. 

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Hoje na História do Mundo: 27 de Outubro

 METRÔ EM NOVA YORK

    Em 1904, Nova York é a nona cidade do mundo a inaugurar um sistema de trens subterrâneos para transporte urbano, depois de Londres (1863), Istambul (1875), Chicago (1892), Glasgow (1896), Budapeste (1896), Boston (1897), Paris (1900) e Berlim (1902). 

A primeira linha tem pouco mais de 14,5 quilômetros e 28 estações. Vai da Prefeitura, na Baixa Manhattan, até a Grande Estação Central. Depois, segue no rumo oeste ao longo da Rua 42 até a Times Square. Daí em diante ruma para o norte até a esquina da Broadway com a Rua 145, no bairro do Harlem.

Às 19h, o serviço é aberto ao público, que paga um níquel, cinco centavos de dólar, pela viagem. O prefeito George McClellan pilota na primeira viagem.

O metrô de NY chega ao bairro do Bronx em 1905, ao Brooklyn em 1908 e ao Queens em 1915. Hoje, tem 26 linhas, a mais longa com 51 km, 472 estações e funciona 24 horas.

FIM DA CRISE DOS MÍSSEIS

    Em 1962, com o anúncio da retirada dos mísseis nucleares da União Soviética de Cuba, termina a Crise dos Mísseis, o momento mais tenso da Guerra Fria, quando o mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra atômica.

A tensão entre os EUA e a URSS em torno de Cuba se agrava com a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1991, uma operação articulada pela Agência Central Inteligência (CIA) com refugiados cubanos, um projeto do vice-presidente Richard Nixon, um ferrenho anticomunista, no governo Dwight Eisenhower (1953-61). O presidente John Kennedy (1961-63) herdou a operação.

Vitorioso, o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro, pede proteção à URSS. Em um ano, o número de assessores militares soviéticos em Cuba sobe para mais de 20 mil.

Fidel e o líder soviético, Nikita Kruschev, estão certos de que os EUA tentariam invadir de novo. Sob pressão da linha dura, Kruschev pensa em se fortalecer e neutralizar a presença de mísseis nucleares norte-americanos perto do território soviético, na Turquia.

Dois dias depois, devidamente analisadas por oficiais de inteligência, as fotos chegam à mesa do presidente Kennedy no Salão Oval da Casa Branca. Os mísseis dão à URSS a condição de lançar um primeiro ataque de uma distância de 140 quilômetros.

Kennedy cria um gabinete de guerra, onde pombas falcões travam um duelo entre diplomacia e uso da força e decidem impor um bloqueio aeronaval em Cuba. 

Em 22 de outubro, Kennedy faz um pronunciamento na televisão comunicando ao povo norte-americano que a URSS está instalando mísseis nucleares em Cuba e anuncia o que chamou de "quarentena", na verdade um bloqueio. Deixa claro que não descarta uma ação militar para acabar com o que chama de "ameaça clandestina, imprudente e provocadora à paz mundial."

Todo navio soviético que se aproximar de Cuba está sujeito a abordagem e inspeção dos EUA para que não levar mais equipamentos nucleares à ilha. Kennedy exige a retirada dos mísseis e a destruição dos silos. O bloqueio começa em 23 de outubro.

São os dias mais tensos da Guerra Fria. Nunca o mundo fica tão perto de uma guerra nuclear. Diante do impasse, os EUA se preparam para invadir Cuba. Um jornalista soviético, todo jornalista soviético era também agente secreto, estranha a ausência de jornalistas no café do Capitólio e comenta com um garçom, que avisa: "Está todo o mundo indo para Cuba porque os EUA vão invadir."

Este jornalista liga para Moscou e Kruschev finalmente cede. Em 27 de outubro, a URSS anuncia a retirada dos mísseis de Cuba e os EUA se comprometem a remover os mísseis instalados na Turquia, que eram obsoletos e seriam retirados mesmo, e fazem um acordo tácito para não invadir Cuba.

Depois desta crise, as superpotência instalam o telefone vermelho, uma linha direta entre o Kremlin e a Casa Branca para os líderes resolverem pessoalmente as crises mais graves. Enfraquecido, Kruschev cai dois anos depois por outros motivos, na luta interna do PCUS..

UM MILHÃO DE PRESOS

    Em 1994, a população carcerária dos Estados Unidos chega a 1.012.851 detentos em prisões federais e estaduais, sem contar cerca de 500 mil detidos em prisões municipais.

A grande maioria é de homens condenados por uso ou venda de drogas ilícitas. Os negros são 13% da população norte-americana e mais da metade dos presos. Em 1994, 42% dos que estão no corredor da morte para serem executados são afroamericanos.

Hoje, a população carcerária dos EUA têm 1,8 milhões de presos e 4,75% tiveram a pena suspensa ou estão em liberdade condicional. Mais de 2% dos norte-americanos têm problemas com a Justiça Criminal no país.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Hoje na História do Mundo: 27 de Outubro

 METRÔ EM NOVA YORK

    Em 1904, Nova York é a nona cidade do mundo a inaugurar um sistema de trens subterrâneos para transporte urbano, depois de Londres (1863), Istambul (1875), Chicago (1892), Glasgow (1896), Budapeste (1896), Boston (1897), Paris (1900) e Berlim (1902). 

A primeira linha tem pouco mais de 14,5 quilômetros e 28 estações. Vai da Prefeitura, na Baixa Manhattan, até a Grande Estação Central. Depois, segue no rumo oeste ao longo da Rua 42 até a Times Square. Daí em diante ruma para o norte até a esquina da Broadway com a Rua 145, no bairro do Harlem.

Às 19h, o serviço é aberto ao público, que paga um níquel, cinco centavos de dólar, pela viagem. O prefeito George McClellan pilota na primeira viagem.

O metrô de NY chega ao bairro do Bronx em 1905, ao Brooklyn em 1908 e ao Queens em 1915. Hoje, tem 26 linhas, a mais longa com 51 km, 472 estações e funciona 24 horas.

FIM DA CRISE DOS MÍSSEIS

    Em 1962, com o anúncio da retirada dos mísseis nucleares da União Soviética de Cuba, termina a Crise dos Mísseis, o momento mais tenso da Guerra Fria, quando o mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra atômica.

A tensão entre os EUA e a URSS em torno de Cuba se agrava com a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1991, uma operação articulada pela Agência Central Inteligência (CIA) com refugiados cubanos, um projeto do vice-presidente Richard Nixon, um ferrenho anticomunista, no governo Dwight Eisenhower (1953-61). O presidente John Kennedy (1961-63) herdou a operação.

Vitorioso, o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro, pede proteção à URSS. Em um ano, o número de assessores militares soviéticos em Cuba sobe para mais de 20 mil.

Fidel e o líder soviético, Nikita Kruschev, estão certos de que os EUA tentariam invadir de novo. Sob pressão da linha dura, Kruschev pensa em se fortalecer e neutralizar a presença de mísseis nucleares norte-americanos perto do território soviético, na Turquia.

Dois dias depois, devidamente analisadas por oficiais de inteligência, as fotos chegam à mesa do presidente Kennedy no Salão Oval da Casa Branca. Os mísseis dão à URSS a condição de lançar um primeiro ataque de uma distância de 140 quilômetros.

Kennedy cria um gabinete de guerra, onde pombas falcões travam um duelo entre diplomacia e uso da força e decidem impor um bloqueio aeronaval em Cuba. 

Em 22 de outubro, Kennedy faz um pronunciamento na televisão comunicando ao povo norte-americano que a URSS está instalando mísseis nucleares em Cuba e anuncia o que chamou de "quarentena", na verdade um bloqueio. Deixa claro que não descarta uma ação militar para acabar com o que chama de "ameaça clandestina, imprudente e provocadora à paz mundial."

Todo navio soviético que se aproximar de Cuba está sujeito a abordagem e inspeção dos EUA para que não levar mais equipamentos nucleares à ilha. Kennedy exige a retirada dos mísseis e a destruição dos silos. O bloqueio começa em 23 de outubro.

São os dias mais tensos da Guerra Fria. Nunca o mundo fica tão perto de uma guerra nuclear. Diante do impasse, os EUA se preparam para invadir Cuba. Um jornalista soviético, todo jornalista soviético era também agente secreto, estranha a ausência de jornalistas no café do Capitólio e comenta com um garçom, que avisa: "Está todo o mundo indo para Cuba porque os EUA vão invadir."

Este jornalista liga para Moscou e Kruschev finalmente cede. Em 27 de outubro, a URSS anuncia a retirada dos mísseis de Cuba e os EUA se comprometem a remover os mísseis instalados na Turquia, que eram obsoletos e seriam retirados mesmo, e fazem um acordo tácito para não invadir Cuba.

Depois desta crise, as superpotência instalam o telefone vermelho, uma linha direta entre o Kremlin e a Casa Branca para os líderes resolverem pessoalmente as crises mais graves. Enfraquecido, Kruschev cai dois anos depois por outros motivos, na luta interna do PCUS..

UM MILHÃO DE PRESOS

    Em 1994, a população carcerária dos Estados Unidos chega a 1.012.851 detentos em prisões federais e estaduais, sem contar cerca de 500 mil detidos em prisões municipais.

A grande maioria é de homens condenados por uso ou venda de drogas ilícitas. Os negros são 13% da população norte-americana e mais da metade dos presos. Em 1994, 42% dos que estão no corredor da morte para serem executados são afroamericanos.

Hoje, a população carcerária dos EUA têm 2,3 milhões de presos e 4,75% tiveram a pena suspensa ou estão em liberdade condicional. Mais de 2% dos norte-americanos têm problemas com a Justiça Criminal no país.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Protestos contra aumento do metrô causam dez mortes no Chile

Depois de três dias de protestos violentos e saques, com dez mortes num ataque a supermercado a uma fábrica, o presidente Sebastián Piñera suspendeu um aumento nas passagens do metrô e decretou estado de emergência e toque de recolher noturno na região metropolitana de Santiago do Chile e em outras quatro cidades. Mais de 150 pessoas foram feridas e 1,5 mil foram presas.

"Estamos em guerra contra um inimigo poderoso e implacável, que não respeita nada nem ninguém e que está disposto a usar a violência e a delinquência sem nenhum limite, que está disposto a queimar nossos hospitais, o metrô, os supermercados, com o único objetivo de infligir o maior dano posssível", declarou presidente conservador chileno.

Piñera acusou grupos infiltrados nas manifestações para promover a violência de "estarem em guerra contra todos os chilenos que querem viver na democracia": "Estamos conscientes de que têm um grau de organização e logística que é próprio do crime organizado."

O presidente prometeu um "enorme esforço" para fazer desta segunda-feira um dia normal e pediu "a todos os compatriotas que nos unamos nesta batalha que não podemos perder. Não vamos permitir que os violentos e delinquentes se sintam donos do nosso país."

Diante da vitória com a revogação do aumento nas passagens do metrô de Santiago, os manifestantes exigem agora políticas sociais de combate à miséria.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Polícia britânica prende suspeito do ataque ao metrô de Londres

A polícia britânica, Scotland Yard, prendeu sábado à noite em Hounslow, na periferia de Londres, um homem de 21 anos, o segundo suspeito do ataque ao metrô da capital do Reino Unido que deixou 29 feridos na última sexta-feira.

O primeiro suspeito, detido na sexta-feira no porto de Dover, quando tentava fugir do país, foi identificado como um iraquiano de 18 anos. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelo atentado, mas provavelmente foi apenas inspiradora.

Dois dias depois do ataque, o nível de alerta contra o terrorismo foi rebaixado de máximo para crítico.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Atentado terrorista no metrô de Londres deixa 29 feridos

No quinto atentado terrorista do ano na Inglaterra, uma bomba explodiu parcialmente no metrô de Londres, deixando 29 feridos, inclusive uma brasileira com ferimentos leves que já está em casa.

A bomba caseira foi deixada dentro de um trem do metrô dentro de um pacote com um balde que pegou fogo e acionada por controle remoto depois que o terrorista desembarcou, perto da estação de Parsons Green. A explosão foi apenas parcial. A polícia encontrou o detonador.

Os moradores da área, um bairro de classe média alta do Sudoeste de Londres, no caminho das quadras de tênis de Wimbledon, socorreram os feridos.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, elevou o estado de alerta contra o terrorismo de "grave" para "crítico". Isso significa que a Scotland Yard e os serviços secretos consideram que há o risco iminente de um novo ataque.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Rússia identifica autor do atentado terrorista em São Petersburgo

O principal suspeito pelo atentado terrorista que matou 14 pessoas no metrô de São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, foi identificado. Era Jalilov Akbarjon Akramjanovich, de 22 anos, cidadão russo com origem na ex-república soviética do Quirguistão.

A identidade foi confirma pelo Comitê de Segurança Nacional do Quirguistão, a que as autoridades russas recorreram, informou a agência de notícias Interfax. Sua imagem havia sido mostrada no Canal 5 da televisão em São Petersburgo, a segunda maior cidade russa.

A bomba estaria numa mochila. O total de mortos subiu para 14 pessoas. Outra bomba foi desativada numa estação de metrô próxima do local da explosão, que aconteceu dentro de um trem, entre as estações Praça Sennaya e Instituto de Tecnologia.

Nos últimos quatro anos, com a exceção das repúblicas muçulmanas conflagradas do Norte do Cáucaso, a Rússia não foi alvo. Um mês depois do início da intervenção militar russa na Síria, um atentado terrorista derrubou um avião da companhia aérea Metrojet na rota entre Charm al-Cheikh, no Egito, e São Petersburgo, matando todas as 224 pessoas a bordo, em 31 de outubro de 2015.

Como observa a empresa de consultoria e análise estratégica americana Stratfor, quem quer que seja o responsável favorece a estratégia do presidente Vladimir Putin e do Kremlin na busca de inimigos externos ou internos mas não russos étnicos para justificar os problemas do país.

Putin deve aproveitar para reforçar a segurança e atacar os críticos de seu regime autoritário. Ele nasceu em São Petersburgo, foi vice-prefeito da cidade antes de se tornar primeiro-ministro e presidente, e estava lá na hora do atentado.

Ao aumentar a sensação de vulnerabilidade dos russos, o atentado justificaria novas medidas repressivas.

Em 1999, Putin se firmou como primeiro-ministro e se credenciou para ser presidente, substituindo Boris Yeltsin, depois de uma série de atentados atribuídos a extremistas muçulmanos da região do Cáucaso que levaram à Segunda Guerra da Chechênia, marcada por uma política de terra arrasada semelhante à usada pela Rússia na Síria.

Quando sua popularidade estava em queda, em setembro de 2004, terroristas muçulmanos atacaram uma escola primária em Beslã, matando 385 pessoas, sendo 186 crianças. Putin aproveitou para censurar os meios de comunicação, restringir a atividade de organizações não governamentais, ampliar o conceito de terrorismo e fortalecer os serviços de segurança.

Com a alta nos preços do petróleo antes da Grande Recessão de 2008-9, o governo estabilizou as finanças, fortaleceu a moeda e reestruturou os bancos. A qualidade de vida melhorou para a população em geral.

O partido de Putin, Rússia Unida, conquistou 64% das cadeiras na Duma do Estado, a câmara baixa do Parlamento, nas eleições de 2007. A câmara alta, o Conselho da Federação, é formada pelos governadores das 85 unidades administrativas da Rússia, que o presidente passou a nomear diretamente depois de acabar com as eleições regionais a pretexto de evitar o separatismo.

Na primeira década do reinado de Putin, a Rússia foi do colapso econômico de agosto de 1998 à recuperação parcial da glória do passado de superpotência. O presidente infiltrou seus aliados em toda a máquina estatal e incentivou um culto da personalidade de padrão soviético.

A forte recessão dos últimos anos abalou a imagem de prosperidade do putinismo. Em 2014, ele aproveitou a queda do presidente Viktor Yanukovich numa revolta popular para intervir militarmente na ex-república soviética da Ucrânia e anexar a península da Crimeia, fomentando um conflito com o Ocidente, que impôs sanções à Rússia.

Com a intervenção militar na Síria, a partir de 30 de setembro de 2015, Putin conseguiu sustentar o ditador aliado Bachar Assad no poder. A Rússia voltou a ser uma grande potência no Oriente Médio pela primeira vez desde que o ditador egípcio Anuar Sadat abandonou a União Soviética, em 1977, e se aliou aos EUA para recuperar a península do Sinai, ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Isso aumenta o risco de atentados terroristas de extremistas muçulmanos, que já existia por causa dos conflitos no Norte do Cáucaso.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Serviço secreto da Bélgica recebeu alerta sobre ataque ao aeroporto

Os serviços secretos da Bélgica e de outros países ocidentais foram advertidos de que a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante preparava ataques contra o aeroporto e possivelmente contra o metrô de Bruxelas, afirmou hoje o jornal liberal israelense Haaretz.

A advertência era clara: estavam sendo planejados ataques contra o aeroporto e o metrô. Os serviços de segurança da Bélgica não se preparam para preveni-los. De acordo com o jornal, os atentados foram arquitetados na cidade de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico.

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje a Bélgica de ignorar os alertas turcos. Um dos terroristas suicidas da capital belga, Brahim al-Bakraoui, havia sido deportado da Turquia para a Holanda em junho de 2015 e a Bélgica foi avisada de que se tratava de um militante perigoso

Até o momento, tudo indica que a mesma célula terrorista realizou os atentados de novembro em Paris e de ontem em Bruxelas. A prisão de Salah Abdeslam, o único dos terroristas que atacaram Paris que ainda estava solto, teria acelerado os ataques na Bélgica, que estariam em preparação há meses.

Pelo menos 31 pessoas foram mortas e 260 saíram feridas dos atentados de 22 de março de 2016 em Bruxelas, capital da União Europeia.

terça-feira, 22 de março de 2016

Atentados terroristas matam 31 pessoas na capital da Bélgica

Quatro dias depois da prisão de Salah Abdeslam, um dos terroristas dos ataques de 13 de novembro em Paris, duas explosões mataram pelo menos 11 pessoas hoje no aeroporto de Bruxelas e outra matou ao menos 20 pessoas no metrô da capital belga. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria dos atentados.

Outras 270 pessoas saíram feridas. Todos os transportes públicos da capital belga foram paralisados, inclusive o Eurotrem, que liga a Inglaterra ao continente através do Túnel da Mancha. A Bélgica elevou o nível de alerta sobre terrorismo ao nível máximo. Tarde demais. Deveria ter feito isso quando Abdeslam foi preso.

Há dois meses, um agente secreto do Iraque teria ouvido de uma fonte da cidade de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico, que o grupo preparava ataques contra aeroportos e estações de trem na Europa.

O primeiro ataque foi no aeroporto, por volta de oito da manhã pela hora local (4h em Brasília). Testemunhas disseram que um homem gritou palavras em árabe antes de detonar explosivos escondidos junto ao corpo. Uma terceira bomba foi desativada no aeroporto, onde também foi encontrado um fuzil Kalachnikov e um colete de explosivos não detonado.

Uma hora depois (5h em Brasília), o alvo foi a estação de metrô de Maelbeek, que fica perto da sede da União Europeia, o que faz de Bruxelas a capital do bloco europeu.

Na França, o presidente François Hollande declarou que esta é uma guerra contra a Europa que deve ser travada em conjunto. Ele pediu a extradição de Abdeslam.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Explosão no metrô mata 12 na Bielorrússia

O governo da ex-república soviética da Bielorrússia efetuou hoje as três primeiras prisões de suspeitos do atentado que matou 12 pessoas feriu outras 150 ontem no metrô de Minsk, no pior atentado no país na era moderna.

A Bielorrússia era, ao lado da Rússia e da Ucrânia, parte do núcleo eslavo que dominava a União Soviética. Seu atual presidente Alexander Lukachenko, no poder desde 1994, é considerado o último líder stalinista europeu.

Lukachenko se apressou em denunciar agentes estrangeiros.

O chefe do serviço secreto bielorrusso, que ainda mantém o nome soviético de KGB, Vadim Zaitsev, disse que a polícia procura "um homem corpulento com idade até 27 anos e aparência não eslava, de casaco marrom e gorro de lã". Ele teria sido visto fugindo do local.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Metrô de Londres faz greve contra demissões

Além do frio, os moradores de Londres tiveram de aguentar hoje uma greve do metrô da capital britânica, o mais antigo do mundo, que tem um papel central no sistema de transporte da cidade.

Foi um protesto contra as demissões. Há pouco mais de um mês, o novo governo do Reino Unido, formado por uma coligação dos partidos conservador e liberal-democrata, anunciou cortes orçamentários de 81 bilhões de libras, cerca de R$ 220 bilhões, nos próximos quatro anos. Milhares de funcinoários públicos serão demitidos.

Novas greves do metrô de Londres podem ser convocadas para o início de 2011.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Trem acidentado não fizera revisão de frios

O trem que causou o pior acidente da história do metrô da capital dos Estados Unidos, matando nove pessoas, deveria ter passado por uma revisão no sistema de freios há dois meses.

A colisão aconteceu no fim da tarde de ontem, horário de maior movimento. Um trem não conseguiu parar e entrou na traseiro de outro, que também ia para o Sul.

Ao falar sobre o acidente, o prefeito de Washington, Adrian Fenty, informou que o impacto foi tão forte que alguns vagões foram reduzidos a um terço do tamanho original. Cinco dos nove corpos só foram retirados das ferragens hoje. Outros 76 feridos foram hospitalizados.

Na investigação, uma pergunta fundamental é por que o trem não parou, se as locomotivas do metrô de Washington são dotadas de um equipamento para travamento automático em caso de risco de acidente.

Uma porta-voz do Conselho Nacional de Segurança de Transportes dos EUA, Debbie Hersman, revelou que o trem causador do acidente não tinha gravadores de dados que permitam saber como o contudor tentou impedir a batida. Há cinco anos, a agência tinha recomendado a substituição dos trens mais antigos, que ainda são 30% da frota.