Depois de três dias de protestos violentos e saques, com dez mortes num ataque a supermercado a uma fábrica, o presidente Sebastián Piñera suspendeu um aumento nas passagens do metrô e decretou estado de emergência e toque de recolher noturno na região metropolitana de Santiago do Chile e em outras quatro cidades. Mais de 150 pessoas foram feridas e 1,5 mil foram presas.
"Estamos em guerra contra um inimigo poderoso e implacável, que não respeita nada nem ninguém e que está disposto a usar a violência e a delinquência sem nenhum limite, que está disposto a queimar nossos hospitais, o metrô, os supermercados, com o único objetivo de infligir o maior dano posssível", declarou presidente conservador chileno.
Piñera acusou grupos infiltrados nas manifestações para promover a violência de "estarem em guerra contra todos os chilenos que querem viver na democracia": "Estamos conscientes de que têm um grau de organização e logística que é próprio do crime organizado."
O presidente prometeu um "enorme esforço" para fazer desta segunda-feira um dia normal e pediu "a todos os compatriotas que nos unamos nesta batalha que não podemos perder. Não vamos permitir que os violentos e delinquentes se sintam donos do nosso país."
Diante da vitória com a revogação do aumento nas passagens do metrô de Santiago, os manifestantes exigem agora políticas sociais de combate à miséria.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2019
sábado, 1 de agosto de 2015
Guarda Nacional reprime protestos e saques na Venezuela
Pelo menos um homem foi morto e 15 pessoas foram presas depois de saques a lojas e ataques a prédios públicos em São Félix, no estado de Bolívia, na Venezuela, informou o jornal Últimas Noticias.
A Guarda Nacional Bolivarista usou veículos blindados para tentar impor a ordem em São Félix. Os saques acontecem em meio a uma crise de hiperinflação e desabastecimento. Nesta semana, o governo ocupou a maior empresa de alimentos do país, a Polar, a pretexto de combater a falta de produtos básicos.
Com a crise, o regime chavista corre o risco de perder, nas eleições de 6 de dezembro de 2015, a maioria na Assembleia Nacional, o parlamento unicameral do país, que tem desde a Assembleia Constituinte convocada por Hugo Chávez logo depois de sua posse, em 1999.
A Guarda Nacional Bolivarista usou veículos blindados para tentar impor a ordem em São Félix. Os saques acontecem em meio a uma crise de hiperinflação e desabastecimento. Nesta semana, o governo ocupou a maior empresa de alimentos do país, a Polar, a pretexto de combater a falta de produtos básicos.
Com a crise, o regime chavista corre o risco de perder, nas eleições de 6 de dezembro de 2015, a maioria na Assembleia Nacional, o parlamento unicameral do país, que tem desde a Assembleia Constituinte convocada por Hugo Chávez logo depois de sua posse, em 1999.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Itamaraty recomenda levar dinheiro em espécie para a Grécia
Diante do feriado bancário de uma semana decretado ontem pelo governo da Grécia para evitar o colapso do sistema financeiro do país, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil recomendou aos brasileiros que levem dinheiro em espécie.
Os saques em caixas eletrônicos estão limitados a 60 euros por dia para os gregos. Estrangeiros podem sacar além deste limite, mas os caixas podem ficar sem dinheiro.
Os cartões de crédito e débito são aceitos normalmente. A Grécia não pode parar, assim os comerciantes estão aceitando diferentes formas de pagamento.
Em discurso na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, recomendou aos turistas que forem à Grécia neste verão que levem em mãos todo o dinheiro necessário para as férias.
Os saques em caixas eletrônicos estão limitados a 60 euros por dia para os gregos. Estrangeiros podem sacar além deste limite, mas os caixas podem ficar sem dinheiro.
Os cartões de crédito e débito são aceitos normalmente. A Grécia não pode parar, assim os comerciantes estão aceitando diferentes formas de pagamento.
Em discurso na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, recomendou aos turistas que forem à Grécia neste verão que levem em mãos todo o dinheiro necessário para as férias.
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terça-feira, 28 de abril de 2015
Baltimore está em chamas
O governo do estado de Maryland, Larry Hogan, decretou estado de emergência e a prefeita da cidade de Baltimore, Stephanie Rawlings-Blake, impôs um toque de recolher noturno de 22h às 5h por uma semana a partir desta terça-feira.
O objetivo é conter uma onda de violentos protestos, saques e incêndios deflagrada pelo enterro de mais um negro assassinado por um policial branco nos Estados Unidos. Pelo menos 15 policiais saíram feridos. Mais de 300 pessoas foram presas.
Ao declarar emergência, o governador convocou a Guarda Nacional. Em entrevista transmitida ao vivo pela televisão americana CNN, ambos disseram ter feito tudo o que estava a seu alcance e afirmaram que a situação estava sob controle. Os incêndios em maisde 100 carros e lojas da cidade os desmentiam no ar.
A prefeita, do Partido Democrata, alegou não ter acionado as autoridades estaduais antes dos protestos violentos e dos saques para não dar a impressão de estar reagindo exageradamente diante da insatisfação popular. As manifestações eram pacíficas, mas, no sábado passado e hoje os protestos degeneraram para ações violentas de jovens negros revoltados.
Filho de uma viciada, Freddie Gray é uma encarnação do pesadelo americano. Nunca teve um emprego nem chamou muito a atenção nos 25 anos de vida na pobre Zona Oeste de Baltimore. Ele morreu em 19 de abril de 2015, uma semana depois de ser jogado ao chão numa esquina, preso e arrastado até uma camionete da polícia, reportou o jornal The Washington Post.
De acordo com a autópsia, Gray sofreu várias lesões na coluna. Seis policiais envolvidos no caso foram afastados do serviço sem remuneração. Várias investigações estão em andamento.
Baltimore, de 660 mil habitantes, é uma cidade histórica onde 25% da população vivem na miséria e na desesperança, a um passo do crime e da violência. O problema lá é a miséria, não é o racismo, alega o repórter Michael Fletcher, do Washington Post, que morou 31 anos na cidade.
"A prefeita é negra, assim como o presidente da Câmara Municipal, o chefe de polícia, o promotor público e muitos outros líderes da cidade são negros
É mais um de muitos casos de negros mortos por policiais brancos. Em agosto de 2014, Michael Brown foi morto em Ferguson, no estado do Missouri. Quando a Justiça decidiu não processar o policial responsável, Darren Wilson, houve uma onda de violência na cidade.
Em dezembro do ano passado, Eric Garner, um vendedor de cigarros avulsos foi sufocado até a morte pela polícia de Nova York, apesar de reclamar que não estava conseguindo respirar. Em 4 de abril de 2015, Walter Scott foi perseguido por causa de um farolete queimado em Charleston do Norte, na Carolina do Norte.
O racismo institucionalizado das polícias municipais e estaduais dos EUA é um desafio para a nova ministra da Justiça, Loretta Lynch, de origem africana como o presidente Barack Obama e as vítimas desta história.
O objetivo é conter uma onda de violentos protestos, saques e incêndios deflagrada pelo enterro de mais um negro assassinado por um policial branco nos Estados Unidos. Pelo menos 15 policiais saíram feridos. Mais de 300 pessoas foram presas.
Ao declarar emergência, o governador convocou a Guarda Nacional. Em entrevista transmitida ao vivo pela televisão americana CNN, ambos disseram ter feito tudo o que estava a seu alcance e afirmaram que a situação estava sob controle. Os incêndios em maisde 100 carros e lojas da cidade os desmentiam no ar.
A prefeita, do Partido Democrata, alegou não ter acionado as autoridades estaduais antes dos protestos violentos e dos saques para não dar a impressão de estar reagindo exageradamente diante da insatisfação popular. As manifestações eram pacíficas, mas, no sábado passado e hoje os protestos degeneraram para ações violentas de jovens negros revoltados.
Filho de uma viciada, Freddie Gray é uma encarnação do pesadelo americano. Nunca teve um emprego nem chamou muito a atenção nos 25 anos de vida na pobre Zona Oeste de Baltimore. Ele morreu em 19 de abril de 2015, uma semana depois de ser jogado ao chão numa esquina, preso e arrastado até uma camionete da polícia, reportou o jornal The Washington Post.
De acordo com a autópsia, Gray sofreu várias lesões na coluna. Seis policiais envolvidos no caso foram afastados do serviço sem remuneração. Várias investigações estão em andamento.
Baltimore, de 660 mil habitantes, é uma cidade histórica onde 25% da população vivem na miséria e na desesperança, a um passo do crime e da violência. O problema lá é a miséria, não é o racismo, alega o repórter Michael Fletcher, do Washington Post, que morou 31 anos na cidade.
"A prefeita é negra, assim como o presidente da Câmara Municipal, o chefe de polícia, o promotor público e muitos outros líderes da cidade são negros
É mais um de muitos casos de negros mortos por policiais brancos. Em agosto de 2014, Michael Brown foi morto em Ferguson, no estado do Missouri. Quando a Justiça decidiu não processar o policial responsável, Darren Wilson, houve uma onda de violência na cidade.
Em dezembro do ano passado, Eric Garner, um vendedor de cigarros avulsos foi sufocado até a morte pela polícia de Nova York, apesar de reclamar que não estava conseguindo respirar. Em 4 de abril de 2015, Walter Scott foi perseguido por causa de um farolete queimado em Charleston do Norte, na Carolina do Norte.
O racismo institucionalizado das polícias municipais e estaduais dos EUA é um desafio para a nova ministra da Justiça, Loretta Lynch, de origem africana como o presidente Barack Obama e as vítimas desta história.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Governo acusa sindicatos por saques na Argentina
Pelo menos três pessoas morreram numa onda de saques a lojas e supermercados iniciada na região de Bariloche, na Argentina. O governo Cristina Kirchner acusa sindicatos que recentemente passaram para a oposição em protesto contra a manipulação dos índices de inflação.
Num desafio, o secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Hugo Moyano, afirmou: "Se tem provas, que me metam em cana", reportou o jornal Clarín. Moyano atribuiu as acusações a "funcionários de quarta" categoria que estariam numa "competição de alcaguetes".
Desde a primeira eleição presidencial de Cristina, em 2007, o instituto nacional de estatísticas (Indec) é suspeito de manipular os índices de crescimento de preços, que oficialmente estão em torno de 10% enquanto a maioria dos economistas independentes estima algo entre 20% e 25%.
Num desafio, o secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Hugo Moyano, afirmou: "Se tem provas, que me metam em cana", reportou o jornal Clarín. Moyano atribuiu as acusações a "funcionários de quarta" categoria que estariam numa "competição de alcaguetes".
Desde a primeira eleição presidencial de Cristina, em 2007, o instituto nacional de estatísticas (Indec) é suspeito de manipular os índices de crescimento de preços, que oficialmente estão em torno de 10% enquanto a maioria dos economistas independentes estima algo entre 20% e 25%.
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