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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Bancos gregos não abrem antes de quinta-feira

Os bancos da Grécia, fechados desde 26 de junho de 2015, não vão abrir amanhã e depois de amanhã, anunciou hoje a federação nacional dos bancos. Na melhor das hipóteses, voltam a atender ao público na quinta-feira, 9 de julho. Os saques em caixas automáticos continuam limitados a 60 euros por dia.

As agências bancárias têm aberto excepcionalmente para atender aos aposentados e pensionistas que não têm cartão para fazer saques, mas suas retiradas estão limitadas a 120 euros por semana. O feriado bancário se prolonga.

Desde o rompimento das negociações entre o governo radical de esquerda da Grécia e seus sócios na Zona do Euro, os bancos gregos recebem euros do Banco Central Europeu através de uma linha de crédito chamada de ajuda emergencial da liquidez. Essa ajuda foi congelada.

O BCE depende do aval dos líderes. Se o apoio das instituições europeias for retirado, o sistema financeiro grego entra em colapso.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Itamaraty recomenda levar dinheiro em espécie para a Grécia

Diante do feriado bancário de uma semana decretado ontem pelo governo da Grécia para evitar o colapso do sistema financeiro do país, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil recomendou aos brasileiros que levem dinheiro em espécie. 

Os saques em caixas eletrônicos estão limitados a 60 euros por dia para os gregos. Estrangeiros podem sacar além deste limite, mas os caixas podem ficar sem dinheiro.

Os cartões de crédito e débito são aceitos normalmente. A Grécia não pode parar, assim os comerciantes estão aceitando diferentes formas de pagamento.

Em discurso na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, recomendou aos turistas que forem à Grécia neste verão que levem em mãos todo o dinheiro necessário para as férias.

Grécia vai dar calote no FMI amanhã

A Grécia não vai pagar uma dívida de 1,55 bilhão de euros (US$ 1,73 bilhão) junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) com vencimento amanhã, 30 de junho de 2015, confirmou hoje o governo grego, enquanto líderes da União Europeia apelaram ao eleitorado do país que vote a favor do acordo com os credores no referendo de 5 de julho.

Hoje a chanceler (primeira-ministra) primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, descartou a possibilidade de uma medida de última hora para prorrogar o programa de ajuda econômica à Grécia sem que o país se comprometa a fazer mais cortes de despesas para equilibrar os gastos públicos.

A mensagem da UE aos gregos é clara: eles vão decidir se querem ou não continuar usando o euro como moeda. "Se votarem não, será desastroso", declarou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. "O voto não significa que estão dizendo não à Europa."

Para evitar um colapso do sistema financeiro, o governo decretou ontem feriado bancário até 6 de julho depois que o Banco Central Europeu (BCE) limitou a oferta de euros para os bancos gregos suportarem a corrida bancária dos depositantes com medo de perder seus depósitos e suas poupanças. Cada cliente pode sacar no máximo 60 euros por dia.

Diante do Parlamento, em Atenas, dezenas de milhares de pessoas se concentram para dar apoio ao governo radical de esquerda, eleito em janeiro com a promessa de acabar com o rigoroso programa de ajuste fiscal imposto pela União Europeia, o FMI e o BCE. A alternativa pode ser muito pior.

O governo da Grécia vai apoiar o não no referendo. Se o acordo não for aprovado, é provável que o país deixe de usar o euro como moeda, num colapso econômico pior do que o da Argentina em 2001-2, que jogou 58% dos argentinos abaixo da linha de pobreza. A Argentina tinha sua própria moeda na ressaca da dolarização, o desvalorizado peso argentino. A Grécia terá de recriar o dracma.

domingo, 28 de junho de 2015

Bancos da Grécia não abrem durante uma semana

A Grécia decretou feriado bancário nesta segunda-feira para prevenir o colapso do sistema financeiro do país depois que o Banco Central Europeu (BCE) limitou a quantidade de dinheiro que vai liberar para os bancos gregos suportarem a crise.

Os bancos ficam fechados até 6 de julho. Durante este período, os saques estarão limitados a 60 euros por dia por correntista. A Bolsa de Valores de Atenas também não vai funcionar.

Ao anunciar a imposição de controle de capitais, o primeiro-ministro Alexis Tsipras culpou a União Europeia e afirmou que "querem dobrar a vontade do povo grego. Não vão conseguir."

Como não houve acordo entre o governo radical de esquerda da Grécia e os demais países da Zona do Euro, o BCE parou de garantir a liquidez dos bancos, que enfrentam uma corrida de depositantes interessados em sacar seus euros com medo de que o país deixe a união monetária europeia.

Na sexta-feira, 500 dos 7 mil caixas automáticos da Grécia estavam sem dinheiro depois de retiradas de bilhões de euros. À noite, o primeiro-ministro anunciou a convocação de um referendo para aprovar o acordo com os credores internacionais. O governo vai defender o voto não.

A Grécia precisa da libertação de uma parcela de 7,2 bilhões de euros de um total de 240 bilhões de euros que tomou emprestado desde 2009 para conseguir pagar no dia 30, terça-feira, uma dívida de 1,6 bilhão de euros com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas o governo radical de esquerda eleito em janeiro prometendo acabar com rigoroso o programa de ajuste fiscal imposto pela UE, o FMI e o BCE rejeitou a proposta dos credores alegando não poder impor mais sacrifícios ao povo grego.

Em telefonema à chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu medidas para garantir que a Grécia não vai abandonar o euro.