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quarta-feira, 31 de julho de 2019

UE e Eurozona cresceram 0,2% no segundo trimestre de 2019

A União Europeia e a Zona do Euro se desaceleraram no segundo trimeste deste ano, com avanço de apenas 0,2%. Nos primeiros três meses do ano, a UE cresceu 0,5% e a Eurozona 0,4%, de acordo com escritório oficial de estatísticas do bloco europeu, EurostatNos últimos 12 meses, a UE teve uma expansão de 1,3% e a Eurozona de 1,1%.

Os dados apontam para uma queda no crescimento causada por problemas internos, como a saída britânica da UE, e externos, como a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, e indicam a necessidade de novas políticas de estímulo, como defende o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

A taxa de desemprego em junho ficou em 7,5% na Eurozona e na UE como um todo em 6,3%. O desemprego é menor na República Tcheca (1,9%) e na Alemanha (3,1%) e maior na Grécia (17,6%) e na Espanha (14%).

A inflação na Zona do Euro caiu de 1,3% em junho para 1,1% ao ano em julho, abaixo da meta do BCE, que é de 2% ao ano.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Desemprego na Zona do Euro é o menor em dez anos

A taxa de desemprego nos 19 países da União Europeia que usam o euro como moeda comum ficou 7,9% no fim do ano passado. É a menor em 16 anos. Nos 28 países da UE como um todo, o desemprego era ainda menor no fim do ano passado, de 6,6%, o menor desde janeiro de 2000, quando a pesquisa começou.

O desemprego baixou em um terço desde setembro de 2013, no auge da Crise do Euro, quando chegou a 12%. A recuperação do mercado de trabalho foi lenta, mas estável.

Há uma variação muito grande entre os países do bloco europeu. A Alemanha, país mais rico da Europa, tinha apenas 3,3% de desempregados no fim de 2018. As três maiores economias depois da Alemanha têm índices bem mais altos: França (9,1%), Itália (10,3%) e Espanha (14,3%).

Mesmo com um desemprego elevado, a situação da Espanha melhorou significativamente desde 2013, quando passou de 25%, com 56% entre os jovens de 16 a 24 anos. A Itália entrou em recessão no fim do ano passado, então a expectativa é de piora.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Primeiro-ministro afirma que Itália não sai da Eurozona nem da UE

Apesar dos desentendimentos com a União Europeia em torno do orçamento, o primeiro-ministro Giuseppe Conte declarou que o atual governo da Itália não pretende deixar a união monetária europeia nem o bloco europeu.

Conte tenta acalmar os mercados diante das críticas da Comissão Europeia, órgão executivo da UE, e do rebaixamento da nota de crédito da dívida soberana da Itália pela agência de classificação de risco Moody's na sexta-feira passada de Baa2 para Baa3, um nível acima de papel podre ou "lixo".

Quando a dívida de um país perde o grau de investimento, fundos de pensão não podem mais investir nos títulos de sua dívida para não colocar em risco as aposentadorias dos pensionistas. Os juros dos bônus da dívida pública italiana subiram para 3,8%.

Um dia antes, na quinta-feira, o comissário Pierre Moscovici entregou pessoalmente uma carta ao governo de Roma denunciando o "descumprimento particularmente grave das obrigações de política orçamentária previstas no Pacto de Estabilidade e Crescimento" que sustenta o euro.

No orçamento para 2019, o governo populista da Itália, formado pelo Movimento 5 Estrelas e a neofascista Liga, prevê um déficit orçamento de 2,4% do produto interno bruto, de US$ 2,2 trilhões. Isto está dentro do limite de 3% previsto pelo pacto de estabilidade, mas a dívida externa italiana está em 131% do PIB, quando o limite é de 60%.

Até 30 de novembro, a Comissão Europeia precisa decidir se aceita a proposta orçamentária da Itália.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Economia da Europa perdeu força no segundo trimestre

Com queda nas exportações e na confiança do empresariado, a economia da Europa manteve a desaceleração registrada no primeiro trimestre de de 2018. Em conjunto, os 19 países da Zona do Euro avançaram 0,3% e a União Europeia como um todo, com 28 países, 0,4%, revelou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas do bloco europeu.

Esses números projetam um crescimento de 1,4% ao ano para a Eurozona e de 1,5% na UE, em contraste com 4,1% ao ano no mesmo período nos Estados Unidos. No primeiro trimestre, tanto a Eurozona como a UE tiveram expansão de 0,4%, depois de 0,7% e 0,6% no fim de 2017.

Na França, o crescimento foi de 0,2% no primeiro e no segundo trimestres. Pela manhã, o ministro de  Economia e Finanças, Bruno Le Maire, reconheceu que a meta do governo de uma alta de 2% no ano não será atingida. Os economistas preveem expansão de 1,5% a 1,7%.

O desemprego na Eurozona ficou estável em 8,3% em junho de 2018 em relação a maio, a menor taxa desde dezembro de 2008. Em junho do ano passado, estava em 9%. Na UE como um todo, se manteve em 6,9% em maio e junho deste ano, abaixo dos 7,6% de junho de 2017.

As menores taxas de desemprego são da República Tcheca (2,4%) e da Alemanha (3,4%), em forte contraste com a Grécia (20,2%) e da Espanha (15,2%). Nos EUA, o desempregou subiu de 3,8% para 4% em junho, mas ficou abaixo dos 4,3% de junho do ano passado.

Em 12 meses, o desemprego baixou de 11% para 8,2% no Chipre, de 9,1% para 6,7% em Portugal e de 11,2% para 9,1% na Croácia.

A inflação anual na Eurozona ficou em 2,1% em julho, levemente acima dos 2% de junho, que é a meta do Banco Central Europeu (BCE), com alta de 9,3% nos preços de energia. Em junho, esse aumento era de 8% num ano. O item comida, álcool e tabaco registrou o segundo maior crescimento de preços, 2,5%.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

UE e Zona do Euro cresceram 0,4% no primeiro trimestre

A União Europeia e a Zona do Euro registram um crescimento de 0,4% no primeiro trimestre de 2018 em relação ao trimestre anterior. Nos últimos 12 meses, a UE avançou 2,4% e a Eurozona, 2,5%, revelou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas do bloco europeu.

No último trimestre de 2017, a UE, formada por 28 países, tinha crescido 0,6% e a Eurozona, de 19 países, 0,7%. Os maiores avanços foram registrados na Polônia (1,6%), na Hungria (1,2%) e na Finlândia (1,1%). Os piores desempenhos foram da Romênia (0%), Reino Unido (0,1%) e Alemanha, Dinamarca, França e Itália (todos com 0,3%).

Os EUA avançaram 0,7% no fim de 2017 e 0,6% no começo de 2018, na comparação trimestral. Com o fortalecimento da economia americana, o dólar está em alta no mundo inteiro.

A Europa começou o ano sob o risco de uma guerra comercial deflagrada pelas políticas protecionistas do governo Donald Trump, com o enfraquecimento da liderança da chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, depois das eleições do ano passado, a discordância da Alemanha ante as propostas de reforma da UE propostas pelo presidente da França, Emmanuel Macron, a expectativa de formação de um governo populista antieuropeu na Itália e o desafio da ascensão do ultranacionalismo na Polônia e na Hungria.

Alemanha cresceu apenas 0,3% no início do ano

O crescimento da Alemanha caiu dramaticamente no primeiro trimestre de 2018, arrastando a Zona do Euro para o risco de estagnação depois de um avanço geral de 2,5% no ano passado, o melhor na Europa desde a crise de 2008, noticiou o jornal britânico Financial Times.

Maior economia da Eurozona, com 30% da produção regional, a Alemanha se desacelerou de 0,6% no fim do ano passado para 0,3% nos três primeiros meses do ano, principalmente por causa da queda nas exportações.

As empresas alemãs temem menor crescimento global por conta do crescimento das tensões geopolíticas e as políticas protecionistas do governo Donald Trump nos EUA.

No mesmo ritmo, a Eurozona cresceu 0,4% no início do ano, depois de avançar 0,7% no fim do ano passado, realimentando a discussão sobre a necessidade de novos estímulos ao crescimento. O Banco Central Europeu (BCE) planeja encerrar em dezembro seu programa de alívio quantitativo, depois de comprar bônus no valor de 2,4 trilhões de euros para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação.

O maior risco no momento vem de um possível governo populista na Itália, formado pelo Movimento 5 Estrelas e a Liga, a antiga Liga Norte, de extrema direita.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Crescimento da Zona do Euro cai no início de 2018

No primeiro trimestre deste ano, o ritmo da atividade econômica no conjunto dos 19 países da Europa que usam o euro como moeda comum foi o mais fraco em um ano e meio, confirmando uma desaceleração na Zona do Euro depois de uma expansão de 2,5% em 2017. 

Desde o verão de 2016, a Eurozona não andava tão devagar. O crescimento nos três primeiros meses de 2018 foi de apenas 0,4%, depois de um avanço de 0,7% no fim do ano passado.

Uma queda nos indicadores de confiança e o fraco desempenho da produção industrial e das exportações da Alemanha, maior economia da Europa e quarta do mundo, são sinais da estagnação.

Os executivos do setor manufatureiro esperam uma desaceleração do crescimento industrial em abril. Na Alemanha, na Holanda, na Itália, na Espanha e na Grécia, o índice dos gerentes de compra aponta um crescimento menor do que em março.

A França, segunda maior economia da Eurozona, também decepcionou, com alta do produto interno bruto de apenas 0,3% no trimestre passado, em comparação com 0,7% no fim de 2017. As exportações caíram 0,1%, depois de forte alta de 2,5% no fim do ano passado. O investimento das empresas subiu apenas 0,6%, quase metade do 1,1% do fim de 2017.

O ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, disse não estar preocupado, mas economistas já duvidam que a meta de crescimento de 2% neste ano seja atingida. Le Maire admite que "há algumas nuvens escuras no horizonte", como o risco de uma guerra comercial com os Estados Unidos e altas nas taxas básicas de juros.

Uma onda de greves contra as reformas liberais do presidente Emmanuel Macron afeta principalmente os transportes aéreos e ferroviários, prejudicando as viagens de milhões de trabalhadores franceses e a distribuição de mercadorias. As greves devem pesar negativamente no PIB do segundo trimestre.

A questão é se a desaceleração será apenas temporária ou a economia está estagnando. Os dados sobre o segundo semestre divergem.

Na semana passada, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, declarou que o banco analisa os dados com cautela, na expectativa de que o crescimento será suficientemente forte para levar o índice de preços ao consumidor para a meta inflacionária do BCE, de 2% ao ano.

segunda-feira, 26 de março de 2018

França cresceu 2% e reduziu déficit público em 2017

O governo Emmanuel Macron festeja: a França teve uma pequena aceleração do crescimento no último trimestre do ano passado, quando a economia avançou 0,7% e fechou o ano com expansão de 2%, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (Insee). 

Pela primeira vez em uma década, o déficit orçamentário caiu abaixo do limite de 3% do produto interno bruto fixado pela União Europeia, noticiou o jornal inglês Financial Times, citando o Insee.

O crescimento de 2,5% nas exportações no fim do ano passado foi responsável pela aceleração do crescimento, elevando o PIB de 2017 para 2%, quase o dobro do 1,1% de 2016. A alta no consumo caiu de 0,5% para 0,2% e os últimos indicadores apontam uma desaceleração no início de 2018.

De acordo com o Insee, o déficit fiscal do ano passado ficou em 2,6% do PIB, abaixo da meta oficial do governo, de 2,9%. Em 2016, antes da eleição de Macron, o déficit foi de 3,4%. Desde 2007, o déficit não ficava abaixo dos 3%, a meta fixada pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro, moeda comum de 19 dos 28 países da UE.

A dívida pública subiu um pouco, de 96,6% para 97% do PIB, bem acima do limite fixado no pacto de sustentabilidade, de 60% do PIB. Ficou em 2,218 trilhões de euros no fim de 2017.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Desemprego na Zona do Euro cai para 10,2%

Com uma aceleração da economia, que dobrou o índice de crescimento no primeiro trimestre para 0,6% e levou a 226 mil contratações, a taxa de desemprego nos 19 países da Zona do Europa baixou em março de 10,4% para 10,2%, revelou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas da União Europeia. 

No bloco europeu como um todo, houve 250 mil contratações em março. O desemprego baixou para 8,8% da população economicamente ativa (15 a 74 anos).

Nos últimos 12 meses, o desemprego diminuiu de 11,2% para 10,2% na Eurozona e de 9,7% para 8,8% na UE como um todo, de 28 países. Neste período, mais de 2 milhões de pessoas conseguiram emprego.

As menores taxas atuais foram registradas na República Tcheca (4,1%), na Alemanha (4,2%) e em Malta (4,7%), e as maiores na Grécia (24,4%), na Espanha (20,4%) e na Croácia (14,9%).

Dos 28 países-membros da UE, 25 tiveram queda no desemprego. Houve aumento na Áustria (de 5,6% a 5,8%), na Letônia (9,8% para 9,9%) e na Finlândia (9,2% para 9,3%). As maiores quedas foram no Chipre (16,2% para 12,1%), na Bulgária (10% para 7,3%) e na Espanha (23% para 20,4%).

Entre os jovens, o desemprego é menor na Alemanha (6,9%), na República Tcheca e em Malta (9,8%). É maior na Grécia (51,9%), na Espanha (45,5%) e na Croácia (39%).

Eurozona cresce 0,6% num trimestre e 1,6% num ano

O conjunto dos 19 países que usam o euro como moeda cresceu 0,6% no primeiro trimestre de 2016 e 1,6% na comparação anual, enquanto a União Europeia como um todo, com 28 países, avançou 0,5% no trimestre e 1,7% nos últimos 12 meses, anunciou hoje o Eurostat, escritório oficial de estatísticas da UE.

A Zona do Euro dobrou seu ritmo de crescimento em relação ao 0,3% registrados no último trimestre de 2015. A expansão de 0,6% no trimestre projeta um crescimento anual de 2,2%, bem acima do 0,5% apurado nos Estados Unidos.

Na UE, a aceleração foi pequena, de 0,4% para 0,5%. Na comparação anual, a alta do produto interno bruto da Eurozona permaneceu estável em 1,6%, caindo na UE de 1,8% para 1,7%.

Uma segunda estimativa da variação do PIB no primeiro trimestre será divulgada em 13 de maio e a terceira em 7 de junho.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Reino Unido anuncia acordo para ficar na Europa

Depois de dois dias de reunião de cúpula da União Europeia, o primeiro-ministro David Cameron anunciou há pouco um acordo para o manter o Reino Unido no bloco comercial sem a obrigação de cumprir algumas cláusulas sociais. Cameron deve anunciar em breve um referendo para o eleitorado britânico decidir.

O primeiro-ministro explicou que o Reino Unido rejeita o princípio de "uma união cada vez maior, nunca vai aderir à moeda comum europeia [euro], nem participar de um superestado europeu, nem do acordo de fronteiras abertas, nem de um Exército europeu."

Se o acordo for aprovado pelos outros 27 países da UE e no referendo no Reino Unido, os cidadãos europeus que se mudarem para o país terão de esperar quatro anos para ter direito aos benefícios sociais. Os britânicos conservadores e eurocéticos acusam europeus de outros países de abusarem do salário-desemprego, do sistema de saúde e de outras garantias sociais.

Ao ficar no bloco, argumentou Cameron, o Reino Unido garantiu o direito de não ser discriminado por decisões econômicas do Grupo do Euro e de não participar de programas de resgate financeiro de países da Zona do Euro em crise, mas vai participar das decisões que lhe interessam no maior mercado do mundo, com mais de 500 milhões de pessoas.

A renegociação das relações com a Europa faz parte de uma jogada de Cameron para pacificar o Partido Conservador britânico em relação à UE. Boa parte do partido é eurocética. Gostaria de deixar o bloco. A questão é fruto de uma guerra interna do partido desde a queda da primeira-ministra Margaret Thatcher, em 1990.

Para acabar com a guerra interna, Cameron prometeu que, se fosse reeleito no ano passado, convocaria até 2017 um referendo para o eleitorado britânico decidir de uma vez por todas se deseja permanecer na UE.

Hoje a Europa fez sua proposta. O Reino Unido é a segunda maior economia do continente. A UE ficaria mais frágil.

Por outro lado, a economia britânica poderia encolher em até 20% fora da UE. Para negociar com o mercado comum europeu, seria obrigada a cumprir todas as suas exigências sem participar da tomada de decisões. E a Escócia, onde os nacionalistas querem convocar novo plebiscito sobre a independência, provavelmente sairia da Grã-Bretanha para ficar na Europa.

Até um novo partido surgiu da extrema direita surgiu para defender o divórcio com a UE. O Partido da Independência do Reino Unido (UKIP, em inglês) foi o mais votado, com 26,6% dos votos, nas eleições de 2014 para o Parlamento Europeu. Em 2015, foi o terceiro mais votado, com 12,6%, mas só elegeu um deputado na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.

No momento, as pesquisas apontam uma ligeira vantagem para a permanência na UE. As próximas vão medir o impacto do acordo anunciado hoje. A imprensa conservadora eurocética britânica, especialmente o grupo de mídia do empresário australiano-americano Rupert Murdoch, deve fazer campanha contra.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Zona do Euro cresceu 1,5% em 2016

Apesar da crise e das políticas de austeridade econômica, os 19 países da Zona do Euro cresceram em conjunto 0,3% no último trimestre de 2015, o que projeta um ritmo anual de 1,1%, revelou hoje o Eurostat, escritório oficial de estatísticas da União Europeia. 

No ano inteiro, a Eurozona avançou 1,5%, mas a desaceleração da economia mundial desde o fim do ano passado pressiona o Banco Central Europeu a adotar novas medidas de estímulo ao crescimento. Na UE como um todo, o crescimento foi de 0,3% no quarto trimestre do ano passado e de 1,8% no ano inteiro.

O anúncio chega num momento de turbulência nos mercados por causa das dúvidas sobre a economia da China e a fragilidade dos bancos da Europa. Os dados sobre inflação e produção industrial indicam que a Eurozona terá dificuldades para manter o ritmo de crescimento em 2016.

"A deterioração da economia internacional tirou o vento das velas da Eurozona", comentou Simon Tilford, subdiretor do Centro para Reforma na Europa, com sede em Londres. "O problema é que a Eurozona ainda não se recuperou da queda anterior."

Em 2015, o crescimento foi maior na Eslováquia (4%), na Romênia (3,8%), na Polônia (3,6%), na Espanha (3,5%) e na Bulgária (3,1%). A Alemanha e a França, as maiores economias da Eurozona, avançaram 1,3%. O Reino Unido, a maior economia europeia fora do euro, 1,9%.

Os piores resultados foram registrados na Grécia (-1,9%) e na Finlândia (-0,2%), os dois únicos países da UE que tiveram recessão.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Desemprego recua para 10,4% na Zona do Euro

O desemprego nos 19 países da Zona do Euro teve uma pequena queda em dezembro de 2015 para 10,4%, o índice mais baixo em mais de quatro anos, desde setembro de 2011, anunciou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas da União Europeia. Em novembro, estava em 10,5%.

Na UE como um todo, a taxa de desemprego ficou estável em 9% em dezembro. Um ano antes, estava em 9,9%. Hoje há 16,75 milhões de desempregados na Eurozona e 21,944 milhões em todo o bloco europeu.

O desemprego é menor na Alemanha e na República Tcheca (4,5%) e no Reino Unido (5,1%), e maior na Grécia (24,5%) e na Espanha (20,8%).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Espanha cresceu 3,2% em 2015

O crescimento da Espanha se acelerou no ano passado, passando de 1,4% em 2014 para 3,2% em 2015, confirmando a recuperação econômica do país depois de uma profunda crise que elevou o desemprego para 25% e acima de 50% entre os jovens, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

No último trimestre de 2015, a expansão foi de 0,8% em relação ao trimestre anterior. O desemprego sofreu uma queda recorde, mas ainda é elevado, baixou de 23,71% para 20,9%.

Quarta maior economia da Zona do Euro, a Espanha passou por cinco anos de recessão e só voltou a crescer em 2014. Agora, o avanço foi sustentado por um aumento do consumo interno, pelo setor de turismo, que responde por 14% do produto interno bruto, pelas baixíssimas taxas de juros da Eurozona e pela queda nos preços do petróleo.

Em 2015, a Espanha recebeu 68,1 milhões de turistas estrangeiros, novo recorde em termos absolutos, numa alta de 4,9% em relação a 2014, quando 65 milhões visitaram o país.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Eurozona cresce apenas 0,3% num trimestre

Com a desaceleração da economia mundial e o fraco crescimento do comércio internacional, a economia dos 19 países da Zona do Euro cresceu apenas 0,3% no terceiro trimestre de 2015, depois de um avanço de 0,4% no segundo, e 1,6% na comparação anual. Essa taxa projeta uma expansão anual de 1,2%.

Na União Europeia como um todo, o avanço foi de 0,4% no terceiro trimestre e de 1,9% em 12 meses, informou hoje o Eurostat, escritório oficial de estatísticas do bloco europeu. Diante desses números, o Banco Central Europeu deve tomar novas medidas de estímulo.

A desaceleração foi puxada pela Alemanha, maior economia do continente, com alta de apenas 0,3% do produto interno bruto, enquanto a Itália dá sinais de estagnação (+0,2%).

Entre as grandes economias da Eurozona, a surpresa positiva foi a França, que saiu da estagnação no segundo trimestre para um crescimento de 0,3% no terceiro trimestre. A Espanha avançou 0,8%, mas ficou abaixo do 1% do período de abril a junho de 2015.

O crescimento foi maior na Romênia (1,4%), na Eslováquia (0,9%) e na Polônia (0,9%). As maiores quedas do PIB na Finlândia (-0,6%), na Estônia (-0,5%) e na Grécia (-0,5%). Portugal ficou estagnado.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Eurozona registrou deflação de 0,1% ao ano em setembro

Depois de uma alta de 0,1% ao ano em agosto, o índice de preços ao consumidor nos 19 países da Zona do Euro sofreu uma queda para -0,1%. Está longe da meta de 2% ao ano perseguida pelo Banco Central Europeu, informou hoje o Eurostat (Escritório Oficial de Estatísticas da União Europeia).

A inflação foi maior no setor de alimentação, álcool e tabaco, subindo de 1,3% para 1,4% ao ano em setembro, seguida dos serviços (1,3%, depois de 1,2% em agosto). Os preços dos bens industriais não energéticos avançaram menos, 0,3% contra 0,4% em agosto.

Por causa da queda nos preços do petróleo, o setor de energia pesou para baixo, de -7,2% em agosto para -8,9% em setembro, causando a queda no índice geral de preços.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Ministros das Finanças da Eurozona aprovam ajuda à Grécia

Os ministros das Finanças dos países da União Europeia que adotam o euro como moeda comum aprovaram hoje em Bruxelas o terceiro programa de ajuda à Grécia, no valor de 86 bilhões de euros (US$ 95,8 bilhões ou R$ 333 bilhões), com um desembolso inicial de 26 bilhões de euros (R$ 100,6 bilhões). 

Com o acordo, a Grécia fica na Zona do Euro, mas ainda enfrenta enormes obstáculos para voltar a crescer e reduzir o desemprego que atinge um quarto da população em idade de trabalhar.

Em troca, terá de fazer uma profunda reforma do Estado, com mais cortes de gastos e aumentos impostos. O acordo divide o governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), um partido de esquerda eleito em 25 de janeiro de 2015, no auge da crise.

Na madrugada de hoje, quando o Parlamento aprovou o acordo, 40 deputados da Syriza votaram contra, inclusive o ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis. O primeiro-ministro Alexis Tsipras precisou de votos da oposição. É grande a chance de realização de novas eleições ainda neste ano.

A Grécia cresceu 0,8% no segundo trimestre, escapando de uma recessão, depois de perder cerca de 25% do produto interno bruto desde o início da crise da dívida pública, em 2009. Apesar da redução de parte da dívida, o total está hoje em 320 bilhões de euros e deve chegar a 200% do PIB.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está exigindo nova redução do montante total da dívida grega para participar deste terceiro programa. Os governos da Eurozona, que detêm hoje mais de 80% da dívida grega, relutam em aceitar um novo corte da dívida, especialmente Alemanha, Finlândia, Holanda e países da Europa Oriental.

domingo, 28 de junho de 2015

Bancos da Grécia não abrem durante uma semana

A Grécia decretou feriado bancário nesta segunda-feira para prevenir o colapso do sistema financeiro do país depois que o Banco Central Europeu (BCE) limitou a quantidade de dinheiro que vai liberar para os bancos gregos suportarem a crise.

Os bancos ficam fechados até 6 de julho. Durante este período, os saques estarão limitados a 60 euros por dia por correntista. A Bolsa de Valores de Atenas também não vai funcionar.

Ao anunciar a imposição de controle de capitais, o primeiro-ministro Alexis Tsipras culpou a União Europeia e afirmou que "querem dobrar a vontade do povo grego. Não vão conseguir."

Como não houve acordo entre o governo radical de esquerda da Grécia e os demais países da Zona do Euro, o BCE parou de garantir a liquidez dos bancos, que enfrentam uma corrida de depositantes interessados em sacar seus euros com medo de que o país deixe a união monetária europeia.

Na sexta-feira, 500 dos 7 mil caixas automáticos da Grécia estavam sem dinheiro depois de retiradas de bilhões de euros. À noite, o primeiro-ministro anunciou a convocação de um referendo para aprovar o acordo com os credores internacionais. O governo vai defender o voto não.

A Grécia precisa da libertação de uma parcela de 7,2 bilhões de euros de um total de 240 bilhões de euros que tomou emprestado desde 2009 para conseguir pagar no dia 30, terça-feira, uma dívida de 1,6 bilhão de euros com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas o governo radical de esquerda eleito em janeiro prometendo acabar com rigoroso o programa de ajuste fiscal imposto pela UE, o FMI e o BCE rejeitou a proposta dos credores alegando não poder impor mais sacrifícios ao povo grego.

Em telefonema à chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu medidas para garantir que a Grécia não vai abandonar o euro.

sábado, 27 de junho de 2015

Eurozona rejeita extensão do programa de ajuda à Grécia

Os ministros das Finanças do Grupo do Euro rejeitaram hoje um pedido para prorrogar por um mês o programa de ajuda econômica à Grécia. O governo esquerdista grego não aceitou as propostas de seus sócios na Zona do Euro, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE), preferindo convocar um referendo em que vai recomendar o voto contrário a um acordo.

A Grécia foi excluída da segunda parte da reunião de hoje, em que os ministros dos outros países da Eurozona estão examinando um plano B para a hipótese de um calote cada vez mais provável no pagamento de uma dívida de 1,6 bilhão de euros com vencimento em 30 de junho de 2015.

O presidente do Grupo do Euro, Jeroen Dijsselbloem, justificou a exclusão alegando que "a Grécia fechou todas as portas para um acordo".

Em pronunciamento na televisão ontem à noite, o primeiro-ministro Alexis Tsipras convocou um referendo para o eleitorado decidir em 5 de julho se aceita se submeter às imposições das instituições internacionais. A alternativa é uma provável saída da Eurozona e talvez até da União Europeia, como advertiu o Banco Central da Grécia na semana passada, com consequências catastróficas como o colapso da economia do país.

Sem condições de refinanciar sua dívida pública no mercado desde 2009, a Grécia recebeu desde então empréstimos de 240 bilhões de euros. Em troca, foi obrigada a aceitar um programa de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos que agravou a crise, provocando uma depressão.

Nos últimos seis anos, o produto interno bruto grego caiu 25%, o desemprego está em 27% para a população em geral e em 58% entre os jovens. Milhares de empresas fecham a cada mês. E os gregos correm para os caixas eletrônicos para sacar bilhões de euros com medo de que a moeda se esgote.

Nesse ambiente econômico de terra arrasada, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) venceu as eleições de 25 de janeiro de 2015 com a promessa de acabar com o programa de austeridade fiscal. Quer negociar uma redução da dívida e um plano de ajuste fiscal baseado no crescimento econômico. Mas não tem dinheiro para isso.

"Não temos um mandato para aceitar esta proposta", alegou hoje o ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis. "Se o povo grego disser que sim, assinamos a linha pontilhada."

Ao defender o voto não, o governo grego praticamente inviabiliza o ajuste fiscal, argumentou o presidente do Grupo do Euro: "É um programa que exige sacrifícios. Se o próprio governo que tem de aplicar o plano é contra, a possibilidade de sucesso é menor."

O governo radical de esquerda da Grécia apostou claramente numa solução política, pressionando sem ceder até o último minuto. Varoufakis manteve o desafio hoje, alertando que o euro e a própria UE serão abalados ao não acatar a decisão democrática do eleitorado grego contra o ajuste fiscal.

Em seu blefe, Varoufakis alegou que os tratados constitucionais da UE não preveem a saída de nenhum país da Eurozona: "É preciso reescrever os tratados antes de expulsar a Grécia." O problema é que os eleitores dos outros países não querem pagar a conta.

Depois da reunião ministerial, o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, declarou que quer manter a Grécia na Eurozona, mas no momento as duas partes parecem inflexíveis.

Grécia convoca referendo sobre o acordo da dívida

Em pronunciamento ontem à noite na televisão, o primeiro-ministro Alexis Tsipras convocou um referendo para 5 de julho de 2015, quando os gregos terão de decidir se querem se submeter a sacrifícios ainda maiores para a Grécia continuar recebendo ajuda financeira dos outros países da Zona do Euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Sob pressão da ala mais à esquerda da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), que o levou ao poder em 25 de janeiro com a promessa de combater as políticas de austeridade fiscal impostas pelos sócios da União Europeia, Tsipras chegou ao limite. Seu mandato é para se opor a novos cortes de gastos, inclusive redução de aposentadorias, pensões e outros benefícios da Previdência Social.

Nas pesquisas, 69% manifestam a intenção de permanecer na Eurozona e na UE. Deixar a união monetária europeia levaria ao colapso da economia e a mais anos e anos de sofrimento para um país onde o produto interno bruto caiu 25% nos últimos seis anos.

A Grécia deve pagar 1,6 milhão de euros em 30 de junho ao FMI. Para isso, precisaria receber uma parcela de 7,2 bilhões de euros de um total de 240 bilhões de euros em empréstimos que recebeu desde 2009. Sem acordo com os credores, não vai levar. Cabe aos gregos decidir nas urnas.