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terça-feira, 14 de julho de 2020

Brasil tem o maior número de mortes num dia em três semanas

O Brasil teve 1.341 mortes em 24 horas, 51 por cento na região Sudeste, e 42.245 casos novos, elevando o total para 74.262 mortes e 1,931 milhão de casos confirmados. A média dos últimos sete dias, 1.056 mortes, foi a maior desde o início da pandemia. 

Depois que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que o Exército é corresponsável pelas atitudes de militar como o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, há uma pressão nas Forças Armadas para que ele passe para a reserva. 

O Brasil está sem ministro da Saúde há 60 dias. Parlamentares reclamam que não atendidos pelo ministro quando ligam pedindo ajuda para suas bases eleitorais.

No mundo inteiro, já são mais de 13,4 milhões de casos confirmados, 581 mil mortes e 7,847 milhões de pacientes curados. Dos casos encerrados, 7% terminaram em morte, um ponto percentual a menos do que na semana passada.

Os Estados Unidos registraram um recorde de 67 mil infecções em 24 horas, um dia depois da notificação de 61.492 casos novos, o terceiro maior número até hoje, sendo 30 mil na Califórnia, na Flórida e no Texas. Chegaram a um total de 3,545 milhões de casos confirmados e 139 mil mortes.

O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Robert Redfield, alerta que o outono e o inverno serão um dos períodos mais difíceis para a saúde nos EUA.

A Academia de Ciências Médicas do Reino Unido adverte para o risco de uma nova onda de contaminação no inverno no Hemisfério Norte.

De Melbourne, segunda maior cidade da Austrália, a Manila, a capital das Filipinas, Hong Kong e Bangalore, o centro da indústria de informática da Índia, várias regiões da Ásia e do Pacífico recuam na reabertura da economia e voltam a adotar medidas rigorosas de confinamento.

A dívida total da China, somando as dívidas de governos, empresas e pessoas, é estimada em 317% do produto interno bruto, que no ano passado passou de US$ 14 trilhões, quase R$ 75 trilhões.

O produto interno bruto dos EUA, de mais de US$ 21,4 trilhões em 2019, mais de R$ 114 trilhões, deve cair 6,89% neste ano. O déficit público dos Estados Unidos nos últimos 12 meses ficou em US$ 3 trilhões, pouco mais de R$ 16 trilhões.

As vendas no varejo subiram 18 por cento em maio nos 19 países da Zona do Euro.

Com os preços do petróleo em torno de 40 dólares, quase 214 reais, por barril, os países do Oriente Médio vão deixar de ganhar 270 bilhões de dólares, cerca de 1 trilhão 444 bilhões de reais neste ano. O produto regional bruto deve cair 7,3 por cento.

A primeira vacina testada nos Estados Unidos, do laboratório Moderna, apresentou bons resultados em 45 voluntários. Agora, será testada em 30 mil pessoas. Meu comentário:

terça-feira, 12 de maio de 2020

Menos isolamento pode levar a 147 mil mortes nos EUA até 4 de agosto

Uma nova projeção da Universidade de Washington prevê 147 mil mortes nos Estados Unidos até 4 de agosto por causa do “aumento explosivo da mobilidade” com a suspensão de medidas de confinamento. 

Cerca de 54% dos americanos criticam a resposta do governo Donald Trump e 52% temem que o pior esteja por vir, indica uma pesquisa da rede de televisão americana CNN. 

Em depoimento à distância ao Congresso dos Estados Unidos, o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, adverte que o risco ainda é enorme, que reabrir a economia cedo demais pode gerar uma nova onda de contaminação e que não se deve pressupor que o vírus não ataca crianças.

No mundo inteiro, o total de casos está perto de 4,340 milhões, com 292.808 mortes e 1,602 milhão pacientes curados. 

Os Estados Unidos têm mais de 1,408 milhão de casos. Com 1.571 mortes em 24 horas, o total nos Estados Unidos passou de 83.400 mortes. 

No Brasil, foram mais 881 mortes num dia, elevando o total para 12.404 óbitos, e 9.258 novos casos. O total de casos confirmados chega a 177.602, superando a Alemanha, onde 7.738 pessoas morreram. Meu comentário:

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Promessas de Macron custam 10 bilhões de euros

Sob pressão do movimento dos coletes amarelos, o presidente Emmanuel Macron anunciou ontem um aumento de cem euros no salário mínimo, a suspensão do aumentos de impostos sobre combustíveis e de aposentados de baixa renda. 

Com um custo de 10 bilhões de euros, essas medidas ameaça o equilíbrio das contas públicas da França, advertiu ontem o comissário europeu para economia e finanças, Pierre Moscovici.

É provável que a França não atinja a meta de reduzir o déficit público para 2,8% do produto interno bruto em 2019. A Comissão Europeia deve cobrar ajustes no orçamento, mas sem ameaçar punições, como fez recentemente com o governo populista da Itália.

A agitação social e manifestações violentas abalam a França há quatro semanas. Os protestos começam em reação ao aumento dos combustíveis a partir de 1º de janeiro. Agora, há pedidos de renúncia do presidente e dissolução da Assembleia Nacional.

As oposições rejeitaram as propostas de Macron como insuficiente. Ele é acusado de ser o "presidente dos ricos", de estar "desconectado" da realidade e de "oferecer migalhas ao povo". As pesquisas de opinião indicam uma divisão entre os que gostaram e não gostaram do discurso de ontem à noite.

Todos os oposicionistas veem uma oportunidade de enfraquecer o presidente, que terá muitas dificuldades para aprovar seu ambicioso programa de reformas para modernizar a economia francesa e recuperar sua competitividade. A extrema direita e a extrema esquerda lideram os protestos violentos.

Hoje houve protestos de estudantes secundaristas em 170 escolas. Vários manifestantes violentos estão sendo processados pelos protestos de sábado passado. A revolta está longe do fim. Uma das exigências dos coletes amarelos é a volta do imposto sobre grandes fortunadas, aprovado no governo François Hollande (2012-17) e revogado por Macron.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Pedidos de seguro-desemprego caem ainda mais nos EUA

Em meados de outubro, o número de americanos demitidos que pediram seguro-desemprego caiu em 5 mil. Está em 210 mil. É o menor em 49 anos. A taxa de desemprego nos Estados Unidos, medida em outra pesquisa, baixou no mês passado para 3,7%, a menor desde dezembro de 1969.

O presidente Donald Trump tenta atrair para si a glória. A realidade é que a economia cresce sem parar desde junho de 2009, no início do governo Barack Obama, que herdou do republicano George Walker Bush a pior crise econômica desde a Grande Depressão (1929-39). O desemprego cai sem parar desde outubro de 2010.

Trump acelerou a economia com seu grande corte de impostos, que incluiu uma redução da alíquota do imposto de renda das empresas de 35% para 21%. Isto aumentou o déficit para US$ 779 bilhões, uma alta de 17% em relação ao ano passado.

Diante destes números, o presidente pediu ao ministério que corte os gastos públicos para reduzir o desequilíbrio fiscal. O Escritório de Orçamento do Congresso, órgão bipartidário, prevê um aumento de US$ 1,5 trilhão em dez anos na dívida pública, hoje em US$ 21,6 trilhões.

segunda-feira, 26 de março de 2018

França cresceu 2% e reduziu déficit público em 2017

O governo Emmanuel Macron festeja: a França teve uma pequena aceleração do crescimento no último trimestre do ano passado, quando a economia avançou 0,7% e fechou o ano com expansão de 2%, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (Insee). 

Pela primeira vez em uma década, o déficit orçamentário caiu abaixo do limite de 3% do produto interno bruto fixado pela União Europeia, noticiou o jornal inglês Financial Times, citando o Insee.

O crescimento de 2,5% nas exportações no fim do ano passado foi responsável pela aceleração do crescimento, elevando o PIB de 2017 para 2%, quase o dobro do 1,1% de 2016. A alta no consumo caiu de 0,5% para 0,2% e os últimos indicadores apontam uma desaceleração no início de 2018.

De acordo com o Insee, o déficit fiscal do ano passado ficou em 2,6% do PIB, abaixo da meta oficial do governo, de 2,9%. Em 2016, antes da eleição de Macron, o déficit foi de 3,4%. Desde 2007, o déficit não ficava abaixo dos 3%, a meta fixada pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro, moeda comum de 19 dos 28 países da UE.

A dívida pública subiu um pouco, de 96,6% para 97% do PIB, bem acima do limite fixado no pacto de sustentabilidade, de 60% do PIB. Ficou em 2,218 trilhões de euros no fim de 2017.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Déficit público de Portugal caiu para 1,9% do PIB no primeiro semestre

Com aumento de 4,3% na arrecadação e de apenas 0,4% nas despesas públicas, o déficit público de Portugal de janeiro e agosto de 2017 ficou em 2,034 bilhões de euros, 1,9 bilhão a menos do que no mesmo período do ano passado, informou o jornal Diário de Notícias. O Ministério das Finanças já aposta no cumprimento da meta do programa de estabilização, de um déficit 1,5% do produto interno bruto.

De acordo com o ministério, o superávit primário, descontado o pagamento de juros, foi de 3,734 bilhões de euros. A receita com impostos subiu 6%, o dobro do previsto no orçamento português, com alta de 7,2% na receita do imposto sobre valor agregado (IVA), de 24,7% no imposto de renda e de 6,2% nas contribuições previdenciárias.

O déficit público de 2016 foi ligeiramente reduzido, de 2% para 1,98% e a previsão de crescimento para este ano elevada para 3%. Mas a dívida pública ainda é elevada. Caiu de 130% do PIB no ano passado para 127,7%.

No ano passado, o PIB de Portugal foi equivalente a US$ 204,6 bilhões, com renda média de US$ 19,8 mil para seus 10,32 milhões de habitantes.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Déficit público cai mas desemprego aumenta na França

A França terminou 2015 com um déficit orçamentário de 3,5% do produto interno bruto, em vez dos 3,8%, anunciou hoje o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos). A dívida pública ficou em 95,7% do PIB, bem acima dos 60% recomendados pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro. Mas o número de desempregados chegou em fevereiro ao recorde 3,591 milhões, com alta de 1,1% no mês, revelou o Ministério do Trabalho.

Mais de 38,4 mil pessoas perderam o emprego na França no mês passado. Foi mais um golpe no governo socialista, depois de uma leve queda no desemprego em janeiro.

Em 2015, o déficit público foi de 77,4 bilhões de euros ou 3,5% do PIB, depois de registrar 4,8% em 2012 e 4% em 2013 e 2014.

Quando foi eleito, em 2012, o presidente François Hollande prometeu reduzir o desemprego a partir do fim de 2013. Recentemente, disse que não disputaria um segundo mandato, em 2017, se não invertesse a tendência de alta no desemprego.

O partido Os Republicanos, o maior da oposição, acusou o governo de ser "um desastre em matéria de emprego" e "um fracasso contínuo".

No início do ano, Hollande declarou "estado de emergência" contra o desemprego, usando a mesma expressão do combate ao terrorismo.

Uma das propostas do governo é a reforma da legislação trabalhista para facilitar contratações e demissões. Enfrenta resistências no próprio Partido Socialista e entre sindicalistas. Ontem houve mais um protesto de rua para exigir a retirada do projeto. As centrais sindicais convocaram novas manifestações de massa para 31 de março.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Peru prevê crescimento de 4,2% em 2016

O governo do Peru espera um crescimento de 4,2% em 2015 e de 5,5% em 2016, revelou uma revisão Marco Macroeconômico Multianual (2015-17) publicada nesta semana pelo Ministério das Finanças. É no momento a economia que mais cresce na América Latina.

Com a desaceleração da economia mundial, os investimentos das empresas em capital fixo deve avançar 3,1% neste ano, menos da metade dos 6,4% previstos na sondagem anterior, de agosto de 2014. A expansão dos gastos públicos também foi reduzida, de 6,2% para 3,1%. E as exportações devem crescer 2,7% em 2015, bem menos do que os 6,5% esperados em agosto passado.

O déficit orçamentário deve ser de 2% do produto interno bruto, em vez do 0,4% do relatório anterior. O déficit em conta corrente deve ficar em 4,6% do PIB.

quinta-feira, 26 de março de 2015

França cresceu 0,4% em 2015

A França, a quinta maior economia do mundo e a segunda da Europa, cresceu apenas 0,4% em 2014, a mesma taxa de 2013, mas o poder de compra das famílias subiu 1,1% no ano passado depois de ficar estagnado no ano anterior, revelou hoje o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).

No último trimestre de 2014, o avanço foi de apenas 0,1%. O consumo privado aumentou 0,6% no ano e 0,2% no fim do ano. O investimento caiu 1,6% no ano, mas registrou alta de 0,7% entre empresas não financeiras. O investimento das famílias baixou 5,9%. Está diretamente relacionado à compra da casa própria.

As exportações francesas cresceram 2,9% em 2014 depois de uma alta de 2,4% em 2013.

O déficit público caiu de 4,1% para 4% do produto interno bruto. Foi menor do que esperado. O pacto de sustentabilidade feito pelos 19 países que usam o euro como moeda limita em 3% o déficit público.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Popularidade de Hollande cai a recorde negativo de 12%

A popularidade do presidente socialista François Hollande bateu hoje novo recorde negativo na França. Em pesquisa do instituto YouGov France, do jornal digital Le Huffington Post e da televisão digital i-Télé, Hollande teve a aprovação de apenas 12% dos franceses, a menor de um presidente da 5ª República, fundada em 1958 pelo general Charles de Gaulle.

O presidente perdeu mais pontos junto aos aliados de sua coalizão, que reúne socialistas e os verdes, caindo de 43% para 32%. Cerca de 83% dos franceses têm uma visão negativa de Hollande, informa o jornal esquerdista Libération.

A aprovação ao primeiro-ministro Manuel Valls, da ala mais à direita do Partido Socialista, baixou de 24% para 22%.

Entre as políticas mais criticadas, os eleitores franceses apontam a luta contra o desemprego (76%), a reforma educacional (66%) e a intervenção militar no Mali (47%). Os maiores sucessos do governo seriam a criação de uma autoridade superior para a transparência na vida pública (60%), o restabelecimento parcial dos 60 anos como idade para aposentadoria (51%) e a Lei Duflot para aumentar a oferta de imóveis residenciais (50%).

Para os dois anos e meio que restam da presidência de Hollande, os eleitores franceses indicam como prioridades cortes de impostos (82%), redução do déficit orçamentário (68%) e a dissolução da Assembleia Nacional (46%), com a realização de novas eleições. Dada a impopularidade do governo, não existe a menor chance de Hollande antecipar as eleições, que seriam arrasadoras para o PS.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Déficits caem mas dívidas sobem na UE

Os déficits públicos dos países da União Europeia diminuíram em em 2013, enquanto as dívidas públicas aumentaram, indicam os dados divulgados hoje pelo Eurostat, o escritório oficial de estatísticas do bloco europeu.

Na Zona do Euro, a relação entre a dívida pública e o produto interno bruto caiu de 3,7% em 2012 para 3%, o limite máximo autorizado pelo Pacto de Estabilidade que sustenta a moeda comum europeia. Na UE como um todo, de 28 países, a queda foi de 3,9% para 3,3%.

Já a razão entre a dívida pública e o PIB subiu no ano passado de 90,7% para 92,6% na Eurozona e de 85,2% para 87,1% em toda a UE. A dívida total da Eurozona soma 8,89 trilhões de euros e na UE, 11,386 trilhões de euros.

Só um país teve saldo positivo nas contas públicas, Luxemburgo (0,1%). A Alemanha equilibrou receita e despesa. A Estônia (-0,2%), a Dinamarca (-0,8%), a Letônia (-1%) e a Suécia (-1,1%) ficaram perto do equilíbrio.

Dez países tiveram déficits superiores a 3% do PIB: Eslovênia (-14,7%), Grécia (12,7%), Irlanda (-7,2%), Espanha (-7,1%), Reino Unido (-5,8%), Chipre (-5,4%), Croácia e Portugal (ambos com -4,9%), França e Polônia (ambas com 4,3%). Em entrevista ao jornal Le Monde, o novo ministro da Economia francês, Michel Sapin, prometeu cortar o déficit para a meta de 3% do PIB em 2015.

As menores dívidas públicas em relação aos PIBs foram da Estônia (10%), Bulgária (18,9%), Luxemburgo (23,1%), Letônia (38,1%), Romênia (38,4%), Lituânia (39,4%) e Suécia (40,6%).

Em 16 países, as dívidas governamentais superam os 60% do PIB, limite recomendado pelo Pacto de Estabilidade. As dívidas percentualmente mais elevadas, acima de todo o valor produzido pelo país num ano, são da Grécia (175,1%), Itália (132,6%), Portugal (129%), Irlanda (123,7%), Chipre (111,7%) e Bélgica (101,5%).

sexta-feira, 29 de março de 2013

França não cumpre metas de dívida e déficit públicos

O déficit público da França caiu de 5,3% para 4,8% do produto interno bruto em 2012. Ficou acima da meta de 4,5% e não deve chegar em 2013 aos 3% exigidos pelo pacto fiscal adotado para sustentar o euro.

A dívida pública francesa atingiu um novo recorde de 90,2% do PIB ou 1,834 trilhão de euros, superando a previsão governamental de 89,9%. Deve chegar a 93,4% em 2013 e a 95% em 2014. noticia hoje o jornal francês Le Monde. O limite recomendado pela União Europeia é de 60%.

Os ministros das Finanças, Pierre Moscovici, e do orçamento, Bernard Cazeneuve, atribuíram essas derrapagens "à recapitalização do banco Dexia, ao orçamento europeu retificador e a um crescimento econômico mais fraco do que previsto".

Moscovici defendeu a atuação do governo socialista, cada vez mais impopular: "Se não fosse pelas medidas corretivas que tomamos desde o verão, com um crescimento nulo em 2012, o déficit seria superior a 5,5% do PIB".

terça-feira, 19 de março de 2013

OCDE reduz previsão de crescimento da França em 2013

A França, quinta maior economia do mundo, deve crescer apenas 0,1% neste ano, afirmou hoje a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Economico (OCDE), revisando para baixo sua previsão anterior, de 0,3%. Para 2014, a expectativa é de expansão de 1,4%.

O índice de desemprego deve aumentar e se estabilizar em 11,25% até o fim de 2013, enquanto o déficit público ficará em 3,5% do produto interno bruto neste ano. Só em 2014 cai para os 3% fixados como limite no pacto de estabilidade acertado para sustentar o euro.

Já a dívida pública da França vai continuar subindo. Vai passar de 91,3% do PIB em 2012 para 96,1% em 2014, bem acima dos 60% estabelecidos como teto pelos países da Zona do Euro.

A OCDE recomenda reformas para estimular a competitividade e gerar empregos, mas isso exige mexer nos direitos, privilégios e conquistas sociais dos trabalhadores, o que dificulta a tarefa do governo socialista.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Buffett: ricaços devem pagar mais impostos nos EUA

Os bilionários e milionários devem pagar mais impostos para que os Estados Unidos consigam superar o atual desequilíbrio fiscal, que levou a déficits públicos federais de mais de US$ 1,1 trilhão, insiste o megainvestidor Warren Buffett.

Em artigo publicado hoje no jornal The New York Times, Buffett defende a imposição de uma alíquota mínima, de um piso mínimo para os ricaços não usarem recursos para pagar muito menos do que a classe média.

Com base nos dados da lista Forbes 400, que faz uma relação dos americanos mais ricos, Buffett observa que a riqueza acumulada pelo grupo subiu de US$ 1,5 trilhão em 2011 para US$ 1,7 trilhão em 2012. É hoje mais de cinco vezes maior do que em 1992, quando somava US$ 300 bilhões.

sábado, 10 de novembro de 2012

Líder republicano mente para rejeitar alta de impostos

Se o presidente Barack Obama aumentar os impostos para os 2% mais ricos, os Estados Unidos vão perder 700 mil empregos por ano, declarou o presidente da Câmara, deputado republicano John Boehner, mantendo sua posição no debate sobre como reduzir o déficit público federal, de mais de US$ 1 trilhão.

Como o principal líder do Partido Republicano citou um estudo da empresa de consultoria Ernst & Young, o jornal The Washington Post foi conferir.

A maior ameaça à recuperação da economia dos EUA no momento é o chamado "abismo fiscal", uma combinação de fim dos impostos da era George W. Bush (2001-9) com cortes automáticos nos gastos públicos que tirariam de circulação US$ 600 bilhões.

Obama quer o fim dos cortes de impostos para quem ganha mais do que US$ 250 mil por ano, mais de R$ 500 mil. Boehner alegou que, na maior parte, os 2% mais ricos são pequenos empresários. Seus negócios sofreriam eliminando empregos para quem mais precisa.

O estudo Impacto macroeconômico de longo prazo do aumento de impostos para contribuintes de renda elevada em 2013 foi preparado no ano passado por dois economistas da E&Y para os Banqueiros Comunitários Independentes da América, a Federação Nacional da Empresas Independentes e a Câmara América de Comércio - entidades de oposição a Obama.

Para o blog Fact Checker, o primeiro problema do documento está no "longo prazo". O impacto não será imediato. Isto torna uma avaliação mais difícil.

A previsão dos economistas, de uma perda anual de 700 mil empregos, merece uma ressalva escamoteada na página 22 do documento: "Para modelos deste tipo, de dois terços a três quartos dos efeitos de longo prazo são sentidos numa década". Ou seja: é preciso esperar dez anos para que 66% a 75% da profecia se cumpram.

Pior ainda é outra confissão: "O uso da arrecadação adicional para reduzir o déficit não foi testado no modelo". Os autores pressupõe que o governo Obama vai gastar toda renda extra em mais despesas públicas.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Alemanha tem saldo positivo nas contas públicas

Depois de registrar um déficit de 1% em 2011, a Alemanha teve um saldo positivo de 0,6% do produto interno bruto ou 8,3 bilhões de euros no primeiro semestre de 2012, anunciou hoje o escritório federal de estatísticas, Destatis.

Graças ao bom desempenho do mercado de trabalho, a Previdência Social teve um excedente que compensou os déficits dos governos federal, estaduais e municipais.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ajuste fiscal aumenta pobreza infantil no Reino Unido

O programa de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos do governo David Cameron para reduzir o déficit público e equilibrar as contas do Reino Unido terá um forte impacto social, com reflexos sobre a miséria das crianças, advertiu ontem o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Toda a redução da pobreza infantil conseguida em treze anos de governos trabalhistas corre o risco de ser anulada, alerta o relatório, considerado chocante pelo jornal inglês The Independent.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Escritor Stephen King quer pagar mais impostos

O escritor Stephen King gasta US$ 4 milhões por ano em doações para instituições beneficentes. Mesmo assim, a exemplo do investidor bilionário Warren Buffett, quer pagar mais impostos para ajudar o governo dos Estados Unidos.

King paga cerca de 28% de sua renda de imposto de renda, mais do que bilionários como Buffett, que paga 17%, e o provável candidato republicano à Presidência dos EUA, Mitt Romney, que paga cerca de 15%.

O autor de livros de suspense de grande sucesso faz doações a bibliotecas, corpos de bombeiros, escolas e entidades que patrocinam as artes. Mas acha pouco: "Não é suficiente. A caridade não vai resolver o problema do aquecimento global nem diminuir em um centavo o preço da gasolina".

Para King, citado pelo jornal inglês The Guardian, é "uma necessidade prática e um imperativo moral" que "aqueles que ganham muito tenham a obrigação de pagar na mesma proporção", se não "as primeiras farpas do descontentamento" que vimos nos protestos do movimento Ocupe Wall St. será só o começo".

Depois da declaração de Warren Buffett, o presidente Barack Obama enviou projeto ao Senado para que ninguém que ganhe acima de US$ 1 milhão por ano pague menos de 30% de imposto de renda.

terça-feira, 20 de março de 2012

Republicanos querem cortar gastos de US$ 5 trilhões

Em pleno ano eleitoral nos Estados Unidos, a oposição republicana lançou mais um salvo na batalha do orçamento. Uma proposta preparada pela maioria oposicionista na Câmara prevê cortes orçamentários de US$ 5,3 trilhões em uma década além do que pretende o presidente Barack Obama.

É uma proposta para um ano eleitoral. Pode equilibrar o orçamento rapidamente, mas a custa de programas sociais como os cupons de alimentação e a assistência médica para os pobres, Medicaid, ao mesmo tempo em que reduz impostos, o que é considerado inaceitável por Obama, observa o jornal The Washington Post.

Os dois lados marcam suas posições para as eleições de 6 de novembro de 2012.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Desemprego no Reino Unido sobe para 8,4%

Sob o impacto do programa de cortes nos gastos públicos para reduzir o déficit fiscal, a taxa de desemprego subiu de 8,3% para 8,4% em novembro no Reino Unido.

Mais 118 mil pessoas foram demitidas, elevando o total de desempregados para 2,68 milhões de pessoas.