Com apenas 39% de aprovação, Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos com a pior avaliação no fim do primeiro ano de governo, 10 pontos percentuais abaixo de Bill Clinton. O ano foi marcado pelas mentiras de Trump e declarações intempestivas e agressivas que não se esperam de um presidente dos EUA e exacerbaram as divisões no país.
Depois de Trump chamar El Salvador, o Haiti e países da África de "buracos de merda", até a sanidade mental do presidente foi questionada. Ontem, um médico da Casa Branca declarou que Trump está bem de saúde e "não tem problemas cognitivos".
No livro Fogo e Fúria, o jornalista Michael Wolff descreveu uma Casa Branca caótica cheia de incompetentes e ególatras que ficam brigando entre si e não teriam capacidade, assim como Trump, de governar o país mais poderoso da Terra.
Cerca de 57% dos americanos reprovam o governo Trump; 37% acreditam que ele está ajudando a economia. A maior apoio vem do eleitorado republicano (83%). Ele tomou posse em 20 de janeiro de 2017.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
domingo, 29 de outubro de 2017
Trump tem pior avaliação desde a posse
A popularidade do presidente Donald Trump caiu ao menor nível desde a posse, em 20 de janeiro, com rejeição ao seu desempenho como comandante supremo das Forças Armadas e outras políticas, mas apoio à condução da economia, indica uma nova pesquisa do jornal The Wall Street Journal e da rede de televisão NBC.
Cerca de 38% dos eleitores americanos aprovam o trabalho de Trump, enquanto 58% o reprovam. Entre os republicanos, quase 80% têm uma visão favorável do presidente, mas há uma queda de prestígio em algumas bases eleitorais de Trump.
A maior baixa foi entre mulheres brancas sem curso superior. No mês passado, 50% eram a favor de Trump e 46%, não. Agora, 54% desaprovam o presidente e 40% apoiam seu desempenho na Casa Branca.
Por uma margem de cinco pontos percentuais, 42% a 37%, as políticas econômicas passaram no teste. A pesquisa foi feita depois da notícia de que a economia dos EUA cresceu em ritmo de 3% ao ano no terceiro trimestre de 2017, depois de avançar em ritmo de 3,1% no segundo trimestre.
Se a economia se enfraquecer, a popularidade de Trump vai junto.
O grande apoio ao presidente vem do eleitorado tradicional republicano. Só 36% dos americanos têm uma imagem positiva do presidente. Entre os republicanos, essa aprovação quase chega a 80%.
Depois de bater boca com uma viúva negra de 24 anos grávida de um soldado morto por terroristas no Níger, na África, 53% reprovaram sua atuação como comandante das Forças Armadas e 35% aprovaram. A troca de acusações com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, não ajudou.
Por 45% a 24%, os americanos preferem manter o acordo de 2015 assinado entre as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Alemanha e o Irã para desarmar o programa nuclear iraniano. Trump ameaça romper o acordo.
A resposta aos furacões Harvey e Irma, que atingiram o território continental dos EUA, foi considerada positiva por 49% e reprovada por 28%, mas a ajuda federal a Porto Rico depois do furacão Maria foi aprovada por 29% e considerada insuficiente por 54%.
Outro problema para a imagem de Trump foi sua reação diante dos jogadores de futebol americano que se ajoelharam na hora do hino nacional em protesto contra a violência policial contra os negros e a impunidade de policiais que matam negros. Nesta questão, o presidente perdeu por 59% a 30%.
Com eleições daqui a um ano, 48% gostariam de ver o Partido Democrata reassumir o controle da Câmara e do Senado, e 41% estão satisfeitos com a maioria republicana.
Sobre as razões dessa decisão, 46% querem eleger mais democratas para que "controlem e equilibrem as ações de Trump e dos republicanos no Congresso". Por outro lado, 28% querem "mais republicanos para ajudar Donald Trump a aprovar seu programa legislativo".
Se forem considerados apenas os eleitores com partido definido, 79% dos democratas querem mais controle sobre Trump e 71% dos republicanos querem ajudar na aprovação das propostas do presidente.
Cerca de 38% dos eleitores americanos aprovam o trabalho de Trump, enquanto 58% o reprovam. Entre os republicanos, quase 80% têm uma visão favorável do presidente, mas há uma queda de prestígio em algumas bases eleitorais de Trump.
A maior baixa foi entre mulheres brancas sem curso superior. No mês passado, 50% eram a favor de Trump e 46%, não. Agora, 54% desaprovam o presidente e 40% apoiam seu desempenho na Casa Branca.
Por uma margem de cinco pontos percentuais, 42% a 37%, as políticas econômicas passaram no teste. A pesquisa foi feita depois da notícia de que a economia dos EUA cresceu em ritmo de 3% ao ano no terceiro trimestre de 2017, depois de avançar em ritmo de 3,1% no segundo trimestre.
Se a economia se enfraquecer, a popularidade de Trump vai junto.
O grande apoio ao presidente vem do eleitorado tradicional republicano. Só 36% dos americanos têm uma imagem positiva do presidente. Entre os republicanos, essa aprovação quase chega a 80%.
Depois de bater boca com uma viúva negra de 24 anos grávida de um soldado morto por terroristas no Níger, na África, 53% reprovaram sua atuação como comandante das Forças Armadas e 35% aprovaram. A troca de acusações com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, não ajudou.
Por 45% a 24%, os americanos preferem manter o acordo de 2015 assinado entre as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Alemanha e o Irã para desarmar o programa nuclear iraniano. Trump ameaça romper o acordo.
A resposta aos furacões Harvey e Irma, que atingiram o território continental dos EUA, foi considerada positiva por 49% e reprovada por 28%, mas a ajuda federal a Porto Rico depois do furacão Maria foi aprovada por 29% e considerada insuficiente por 54%.
Outro problema para a imagem de Trump foi sua reação diante dos jogadores de futebol americano que se ajoelharam na hora do hino nacional em protesto contra a violência policial contra os negros e a impunidade de policiais que matam negros. Nesta questão, o presidente perdeu por 59% a 30%.
Com eleições daqui a um ano, 48% gostariam de ver o Partido Democrata reassumir o controle da Câmara e do Senado, e 41% estão satisfeitos com a maioria republicana.
Sobre as razões dessa decisão, 46% querem eleger mais democratas para que "controlem e equilibrem as ações de Trump e dos republicanos no Congresso". Por outro lado, 28% querem "mais republicanos para ajudar Donald Trump a aprovar seu programa legislativo".
Se forem considerados apenas os eleitores com partido definido, 79% dos democratas querem mais controle sobre Trump e 71% dos republicanos querem ajudar na aprovação das propostas do presidente.
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Maioria dos americanos vê Trump dividindo o país
Cerca de 62% dos eleitores americanos entendem que o presidente Donald Trump está dividindo os Estados Unidos, enquanto 31% acreditam que ele está unindo o país, indica uma pesquisa nacional divulgada ontem pela Universidade Quinnipiac.
A aprovação de Trump caiu de 39,57% em 17 de agosto para 35,59%. Eleitores de todos os partidos, gêneros, níveis educacionais, idades e grupos raciais desaprovam o presidente, à exceção dos republicanos. Entre os eleitores do seu partido, Trump tem 77,14% de apoio.
O presidente consegue maiorias escassas no eleitorado branco sem curso superior (52,4%) e entre os homens brancos (50,46%).
Depois dos conflitos racistas provocados por neonazistas em Charlottesville, na Virgínia, quando Trump culpou primeiro "muitos lados" e "ambos os lados", 60,32% não gostaram da reação do presidente.
Para 59% dos entrevistados na pesquisa, 59% concordaram que as declarações, as decisões e o comportamento de Trump encorajam os supremacistas brancos, enquanto 3% disseram que desencoraja e 35% que não têm maior impacto.
A aprovação de Trump caiu de 39,57% em 17 de agosto para 35,59%. Eleitores de todos os partidos, gêneros, níveis educacionais, idades e grupos raciais desaprovam o presidente, à exceção dos republicanos. Entre os eleitores do seu partido, Trump tem 77,14% de apoio.
O presidente consegue maiorias escassas no eleitorado branco sem curso superior (52,4%) e entre os homens brancos (50,46%).
Depois dos conflitos racistas provocados por neonazistas em Charlottesville, na Virgínia, quando Trump culpou primeiro "muitos lados" e "ambos os lados", 60,32% não gostaram da reação do presidente.
Para 59% dos entrevistados na pesquisa, 59% concordaram que as declarações, as decisões e o comportamento de Trump encorajam os supremacistas brancos, enquanto 3% disseram que desencoraja e 35% que não têm maior impacto.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Obama consegue apoio para aprovar acordo nuclear com o Irã
BOSTON, EUA - O presidente Barack Obama garantiu ontem o apoio de pelo menos 34 senadores do Partido Democrata, o mínimo necessário para aprovar o acordo para desarmar o programa nuclear do Irã, evitando que o país faça a bomba atômica, noticiou o jornal The Wall Street Journal.
O Senado deve votar a questão ainda neste mês. Se o governo perder, Obama vai vetar a decisão, que então só poderá ser derrubada por 67 senadores. Como são 100 ao todo, 34 votos bastam para manter o veto.
Um dos elementos centrais da política externa do governo Obama, o acordo foi negociado entre as cinco grandes potências com direito de veto nas Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia), a Alemanha e a República Islâmica do Irã. Prevê um congelamento por dez anos do programa nuclear iraniano a ser fiscalizado por um regime de inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O Senado deve votar a questão ainda neste mês. Se o governo perder, Obama vai vetar a decisão, que então só poderá ser derrubada por 67 senadores. Como são 100 ao todo, 34 votos bastam para manter o veto.
Um dos elementos centrais da política externa do governo Obama, o acordo foi negociado entre as cinco grandes potências com direito de veto nas Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia), a Alemanha e a República Islâmica do Irã. Prevê um congelamento por dez anos do programa nuclear iraniano a ser fiscalizado por um regime de inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Popularidade de Hollande cai a recorde negativo de 12%
A popularidade do presidente socialista François Hollande bateu hoje novo recorde negativo na França. Em pesquisa do instituto YouGov France, do jornal digital Le Huffington Post e da televisão digital i-Télé, Hollande teve a aprovação de apenas 12% dos franceses, a menor de um presidente da 5ª República, fundada em 1958 pelo general Charles de Gaulle.
O presidente perdeu mais pontos junto aos aliados de sua coalizão, que reúne socialistas e os verdes, caindo de 43% para 32%. Cerca de 83% dos franceses têm uma visão negativa de Hollande, informa o jornal esquerdista Libération.
A aprovação ao primeiro-ministro Manuel Valls, da ala mais à direita do Partido Socialista, baixou de 24% para 22%.
Entre as políticas mais criticadas, os eleitores franceses apontam a luta contra o desemprego (76%), a reforma educacional (66%) e a intervenção militar no Mali (47%). Os maiores sucessos do governo seriam a criação de uma autoridade superior para a transparência na vida pública (60%), o restabelecimento parcial dos 60 anos como idade para aposentadoria (51%) e a Lei Duflot para aumentar a oferta de imóveis residenciais (50%).
Para os dois anos e meio que restam da presidência de Hollande, os eleitores franceses indicam como prioridades cortes de impostos (82%), redução do déficit orçamentário (68%) e a dissolução da Assembleia Nacional (46%), com a realização de novas eleições. Dada a impopularidade do governo, não existe a menor chance de Hollande antecipar as eleições, que seriam arrasadoras para o PS.
O presidente perdeu mais pontos junto aos aliados de sua coalizão, que reúne socialistas e os verdes, caindo de 43% para 32%. Cerca de 83% dos franceses têm uma visão negativa de Hollande, informa o jornal esquerdista Libération.
A aprovação ao primeiro-ministro Manuel Valls, da ala mais à direita do Partido Socialista, baixou de 24% para 22%.
Entre as políticas mais criticadas, os eleitores franceses apontam a luta contra o desemprego (76%), a reforma educacional (66%) e a intervenção militar no Mali (47%). Os maiores sucessos do governo seriam a criação de uma autoridade superior para a transparência na vida pública (60%), o restabelecimento parcial dos 60 anos como idade para aposentadoria (51%) e a Lei Duflot para aumentar a oferta de imóveis residenciais (50%).
Para os dois anos e meio que restam da presidência de Hollande, os eleitores franceses indicam como prioridades cortes de impostos (82%), redução do déficit orçamentário (68%) e a dissolução da Assembleia Nacional (46%), com a realização de novas eleições. Dada a impopularidade do governo, não existe a menor chance de Hollande antecipar as eleições, que seriam arrasadoras para o PS.
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