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sábado, 29 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 29 de Agosto

FIM DO IMPÉRIO INCA

    Em 1533, o conquistador espanhol do Peru, Francisco Pizarro, executa o 13º e último imperador inca, Ataualpa, marco do fim de 300 anos da maior civilização pré-colombiana da América do Sul. Os incas ergueram um império com 14 milhões de súditos que, no seu auge, ia do Sul da Colômbia ao Norte do Chile.

Eles constroem sua civilização, o Império Inca ou Tahuantinsuyo, seu nome na língua quêchua, no altiplano da Cordilheira dos Andes, inicialmente no Peru. Não têm escrita, mas criam um governo sofisticado, com método estatístico, um sistema agrícola brilhante, grandes obras públicas e construções monumentais. Até hoje, a engenharia não explica como moveram pedras de toneladas.

Cinco anos antes de chegada dos conquistadores, uma disputa pela sucessão causa uma guerra civil ruinosa. Em 1532, Ataualpa vence o irmão Huáscar numa batalha perto de Cusco, a capital do império. Está consolidando o poder quando Pizarro chega com 180 homens.

Filho da aristocracia espanhola, Pizarro trabalha como criador de porcos quando jovem. Em 1502, se torna um soldado e vai para Hispaniola, a ilha hoje dividida entre Haiti e República Dominicana, onde Cristóvão Colombo começa a colonização da América em 1492.

Pizarro serve ao conquistador Alejandro de Ojeda na expedição à Colômbia, em 1510, e a Vasco Núñez Balboa quando este descobre o Oceano Pacífico, no Panamá, em 1513. 

Ao saber da grande riqueza do Império Inca, Pizarro se une a Diego de Almagro. Em 1524, eles saem do atual Panamá, mas só vão até onde hoje é o Equador. Na segunda expedição, entram no que hoje é território peruano, batizam a terra de Peru e a reivindicam para a coroa espanhola.

De volta ao Panamá, Pizarro planeja conquistar o Peru, mas não tem o apoio do governo colonial espanhol na América. Depois da conquista do México por Hernán Cortez, em 1521, Pizarro vai à Espanha em 1528 e consegue apoio do imperador Carlos I da Espanha e Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico, que sonha em criar uma monarquia universal.

Em 15 de dezembro de 1532, o pequeno exército de Pizarro, com 180 soldados, chega a Cajamarca, onde Ataualpa relaxa em águas termais antes de marchar rumo a Cusco, a capital do irmão. O conquistador convida o imperador para uma festa.

Com um exército de 30 mil homens, logo depois de vencer a maior batalha da história inca, Ataualpa não teme os homens de Pizarro. É alvo de uma emboscada.

Ataualpa vai ao local do encontro com um séquito de milhares de homens aparentemente desarmados. Pizarro envia um padre como emissário e intima Ataualpa a aceitar a soberania do imperador Carlos V e o cristianismo. 

Quando o imperador inca rejeita e joga a Bíblia no chão, Pizarro ordena o ataque com arcabuzes, canhões e cavalaria, armas que os incas desconhecem. Milhares de incas são massacrados e Ataualpa é preso.

Mesmo pagando o maior resgate da história, Ataualpa é processado pela morte do irmão, por conspirar contra a coroa espanhola e outros delitos menores. Amarrado a um poste, tem a última escolha: ser queimado vivo ou se converter ao cristianismo e morrer pelo garrote vil. Na esperança de preservar seu corpo para mumificação, escolhe o garrote.

INÍCIO DA GUERRA DOS SETE ANOS

    Em 1756, a tentativa do Império Austríaco dos Habsburgo de reconquistar a Silésia, uma província oriental alemã tomada por Frederico II, da Prússia, na Guerra da Sucessão Austríaca (1740-48), dá início à Guerra dos Sete Anos (1756-63).

É a última grande guerra na Europa antes da Revolução Francesa. A Áustria, a França, a Rússia, a Saxônia e a Suécia enfrentam a Prússia, o Reino Unido, Portugal e Hanôver, que saem vencedores. Na América do Norte, a Guerra Franco-Indígena (1754-63) começa dois anos antes com uma guerra indígena em que algonquinos e hurões se aliam aos franceses e os iroqueses aos britânicos.

Em consequência da derrota, o Império Francês perde suas possessões na Índia e a maior parte das colônias na América do Norte para o Império Britânico. É uma guerra mundial, assim como a Guerra dos Trinta Anos (1618-48), quando a Holanda invade o Nordeste do Brasil.

A Guerra dos Sete Anos é uma das causas da independência dos Estados Unidos (1776) e da Revolução Francesa de 1789. Quando a coroa britânica aumenta impostos para recuperar as finanças abaladas pela guerra, os colonos norte-americanos, que sustentaram o esforço de guerra do Império Britânico com vidas e recursos materiais, se rebelam. Na França, além do custo econômico da guerra, invernos rigorosos reduzem a produção de alimentos e provocam fome. 

CHINA CEDE HONG KONG

    Em 1842, no fim da Primeira Guerra do Ópio (1839-42), no Tratado de Nanquim, o imperador Dauguang, da Dinastia Ching (manchu), cede Hong Kong e paga indenização de US$ 21 milhões ao Império Britânico pelas vidas perdidas, abre cinco portos ao comércio, limita as tarifas de importação e exportação, e dá aos britânicos que cometam crimes em território chinês o direito de serem julgados por tribunais do Reino Unido.

É a primeira derrota e o primeiro tratado desigual do que os chineses chamam de "século da humilhação" diante dos imperialismos ocidental e japonês.

O tratado é assinado pelos cônsules negociadores Henry Pottinger, Chi Ying e Yi Libu a bordo do navio Cornwallis. As negociações começam depois que os britânicos tomam o porto de Zhenjiang em 23 de junho de 1839. São rápidas por causa da pouca experiência dos chineses em política externa e acordos comerciais. As cidades abertas a súditos da rainha Vitória são Cantão, Fuzhou, Ningbo, Xangai e Xiamei.

A China perde a Segunda Guerra do Ópio (1856-60) e a Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-95) para o Japão, que invade a Manchúria em 1931 e as principais cidades da China em 1937 na Segunda Guerra Sino-Japonesa. A ocupação vai até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O "século da humilhação" termina com a vitória da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung em 1º de outubro de 1949. Mao vai a Moscou assinar o Tratado de Aliança, Cooperação e Amizade com a União Soviética, em 14 de fevereiro de 1950, mas precisa esperar 50 dias no gelado inverno russo para ser recebido por Josef Stalin, que dita os termos do acordo.

Em 1º de julho de 1997, o Reino Unido devolve Hong Kong à China com a promessa de que o regime chinês manteria a autonomia do território durante 50, mas o ditador Xi Jinping rompe o compromisso ao impor uma Lei de Segurança Nacional draconiana em 30 de junho de 2020. Acaba assim com a fórmula "um país, dois sistemas", criada pelo então líder supremo Deng Xiaoping tendo em vista também a reunificação com Taiwan.

BOMBA NUCLEAR SOVIÉTICA

    Em 1949, a União Soviética explode sua primeira bomba atômica, chamada de Primeiro Raio, num remoto campo de testes em Semipalatinisk, no Casaquistão, acabando com o monópolio dos Estados Unidos em armas nucleares.

Desde 1939, o físico soviético Gueorgui Flyorov suspeita que as potências ocidentais estão desenvolvendo uma superbomba. Ele escreve uma carta ao ditador Josef Stalin propondo que a URSS faça a bomba atômica. O projeto é adiado pela invasão da Alemanha Nazista à URSS, em 22 de junho de 1941. No início, se limita a espionagem do Projeto Manhattan nos EUA.

Com a explosão das bombas de Hiroxima e Nagasáki pelos EUA no Japão em 6 a 9 de agosto de 1945, a URSS acelera o projeto com a captura de cientistas ligados ao projeto da bomba atômica da Alemanha e a espionagem nos EUA.

Para avaliar o impacto da explosão atômica de plutônio, feita com base na bomba de Nagasáki (Homem Gordo), os cientistas soviéticos constroem edifícios, pontes e outras estruturas urbanas. Também colocam mamíferos perto do local da explosão para ver o efeito da radiação. 

A bomba tem a força de 20 quilotons (20 mil toneladas de dinamite), mas ou menos a mesma potência da Trinity (Trindade), a primeira bomba detonada experimentalmente pelos EUA, em Alamogordo, no Novo México, em 16 de julho de 1945.

Começa o equilíbrio do terror nuclear.

FURACÃO KATRINA ARRASA

    Em 2005, o furacão de Katrina, de categoria 5 sobre o Oceano Atlântico e 3 ao chegar em terra, arrasa uma região do Sul dos Estados Unidos, especialmente a cidade de Nova Orleans, que é alagada em 80% de sua área, causando a morte de 1.836 pessoas, principalmente nos estados da Louisiana e do Mississípi, e prejuízos de mais de US$ 125 bilhões.

Outras 135 pessoas estão desaparecidas até hoje. Mesmo sendo apenas o terceiro furacão mais forte da temporada, é o terceiro pior da história dos EUA. Com a enchente, Nova Orleans vira uma terra sem lei. Gangues invadem casas abandonadas para roubar e atacam moradores que ficam na cidade.

Diante da omissão do governo George W. Bush com uma população flagelada majoritariamente negra, o jovem senador Barack Obama se destaca na linha de frente da ajuda às vítimas.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 6 de Agosto

EUA DEBATEM CONSTITUIÇÃO

    Em 1787, a Convenção Constitucional começa a discutir o primeiro anteprojeto completo da Constituição dos Estados Unidos.

Meses antes da rendição do Império Britânico, em Yorktown, a ratificação dos Artigos da Confederação cria normas legais para os EUA. O Congresso tem amplos poderes para governar o país, mas não tem autoridade para pedir dinheiro e tropas aos estados. 

Para consolidar a União, em 25 de maio de 1787, a Convenção Constitucional se reúne pela primeira vez na Casa de Governo do Estado da Pensilvânia, na cidade da Filadélfia, onde fora escrita a Declaração da Independência.

INDEPENDÊNCIA DA BOLÍVIA

    Em 1825, a Bolívia conquista a independência do Império Espanhol.

A Bolívia é o centro da cultura tiahuanacota, que se espalha por Argentina, Bolívia, Chile e Peru. Tem como capital Tiahuanaco, hoje um dos principais sítios arqueológicos da Bolívia. Chega ao apogeu por volta do ano 800 e desaparece perto do ano 1000. Do século 15 ao início do século 16, é parte do Império Inca, a grande civilização pré-colombiana da América do Sul.

Com a conquista espanhola, que começa com a queda do imperador Ataualpa em 1532 numa guerra que vai até 1572, a Bolívia passa a ser parte do Vice-Reino do Peru, que no início inclui toda a parte espanhola da América do Sul.

Em 1545, um indígena faz uma fogueira para se proteger do frio da Cordilheira dos Andes. Uma pedra derrete e brilha à luz da Lua. É prata do Cerro Rico de Potosí, uma montanha de prata, a maior jazida de prata da história. De lá, saem 80% da prata de todo o planeta. Com 150 mil habitantes, Potosí é uma das maiores cidades do Novo Mundo. O mundo fica mais rico, mas a Bolívia continua pobre.

Com a criação do Vice-Reino do Prata, com capital em Buenos Aires, em 1776, a Bolívia passa a fazer parte. É chamada pelos platinos de Alto Peru.

A independência dos países da América Latina é consequência da invasão da França de Napoleão Bonaparte a Portugal (1807) e Espanha (1808). A Bolívia proclama a independência em 1809, mas só a conquista em 1825 com o nome de República de Bolívar, homenagem ao libertador Simón Bolívar, depois de vitória do general Antonio José de Sucre sobre os últimos monarquistas.

Apesar da riqueza da prata e também de estanho, explorado mais recentemente, a Bolívia se torna um dos países mais pobres da América. Seu exército, um dos mais incompetentes do mundo, perde todas as guerras. 

A Bolívia perde a saída para o mar na Guerra do Pacífico (1879-83) com o Chile. Perde o Acre na Guerra do Acre (1899-1902) com o Brasil e parte da província do Chaco para o Paraguai na Guerra do Chaco (1932-35). Os militares bolivianos dão um recorde de 194 golpes de Estado.

A eleição de Evo Morales como primeiro presidente indígena da Bolívia em dezembro de 2005 leva à transformação do país em "Estado plurinacional" num reconhecimento dos direitos dos povos originários e acelera o desenvolvimento econômico.

URSS ANEXA ESTÔNIA

    Em 1940, a União Soviética de Josef Stalin anexa a Estônia.

A primeira referência aos estonianos é do historiador romano Tácito no primeiro século da era cristã. Os vikings são os primeiros a invadir o país, no século 9, o que se repete ao longo da história. Nos séculos 11 e 12, os dinamarqueses e os suecos tentam impor o cristianismo. De 1030 a 1192, os russos invadem a Estônia 13 vezes sem conseguir dominar o país. Os alemães também invadem e dominam parte da Estônia.

No fim do século 15, duas potências emergem na região: a Comunidade Polaco-Lituana e o Principado de Moscou, embrião da Rússia. O czar Ivã IV, o Terrível, invade em 1558. Os russos são expulsos pelos suecos em 1581.

Em 1629, o Tratado de Altmark acaba com a guerra entre a Suécia e a Comunidade Polaco-Lituana, que cede a maior parte da Livônia. Todas as terras da Estônia passam ao controle sueco. 

Na Grande Guerra do Norte (1700-21), a Rússia, a Dinamarca-Noruega e a Saxônia-Polônia desafiam a supremacia da Suécia na região do Mar Báltico. A Suécia entra em declínio e a Rússia se torna a potência dominante na região. No tratado de paz de Nystad, a Suécia cede à Rússia todas as suas províncias bálticas.

O movimento nacionalista ressurge no fim do século 19 em resposta à russificação promovida pelo czar Alexandre III. A Revolução de 1905, depois da derrota da Rússia para o Japão na Guerra do Pacífico (1904-5), chega à Estônia. Jaan Tönisson funda o Partido Liberal Nacional. O partido se divide entre entre liberais e radicais. A Rússia impõe a lei marcial e executa 328 estonianos.

A Estônia conquista a independência com as revoluções de 1917 na Rússia. O Conselho Nacional Estoniano se reúne em 14 de julho e 12 de outubro, e forma um governo provisório com Konstantin Päts como primeiro-ministro.

Em 28 de novembro de 1917, depois do golpe de Estado dos bolcheviques (comunistas) contra o governo provisório de Alexander Kerenski na Rússia, o Parlamento da Estônia decide se separar da Rússia. Os comunistas do Conselho de Comissários do Povo da Rússia nomeiam o governo-fantoche de Jaan Anvelt. Ele toma o poder na capital, Tallinn, mas não consegue controlar todo o país.

A Alemanha invade a Estônia em fevereiro de 1918. Os comunistas fogem. Em 24 de fevereiro, o Conselho Nacional Estoniano proclama a independência. O domínio alemão acaba com a rendição da Alemanha e o fim a Primeira Guerra Mundial (1914-18), em 11 de novembro de 1918.

O Exército Vermelho da URSS invade a Estônia em 28 de novembro. O coronel Johan Laidoner lança uma contraofensiva em janeiro de 1919 com o apoio dos aliados, de uma esquadra britânica e de uma força de 2,7 mil voluntários finlandeses. No fim de fevereiro, todo o território da Estônia é recuperado.

Em 1º de dezembro de 1924, uma conspiração de 300 russos tenta submeter a Estônia. O Partido Comunista é colocado na ilegalidade.

O fim da independência é fruto do Pacto Germano-Soviético, um pacto de não agressão fechado por Adolf Hitler e Josef Stalin em 23 de agosto de 1939. Primeiro, a Alemanha e a URSS dividem a Polônia. Em 28 de setembro, Stalin impõe um acordo de "assistência recíproca" e ocupa várias bases militares estonianas. Em 6 de agosto de 1940, o Soviete Supremo da URSS anexa a Estônia como uma república soviética.

Depois que a Alemanha Nazista invade a URSS, em 22 de junho de 1941, a Estônia fica sob ocupação alemã até fevereiro de 1944, quando é invadida de novo pelo Exército Vermelho.

Com o declínio terminal da URSS, em março de 1990, os partidários da independência vencem as eleições legislativas, fruto das reformas do líder soviético Mikhail Gorbachev. A independência é declarada formalmente em agosto de 1991, quando a linha-dura soviética dá um golpe contra Gorbachev, e reconhecida no mês seguinte. 

BOMBA DE HIROXIMA 

    Em 1945, há 81 anos, às 8h15, o avião bombardeiro Enola Gay, dos Estados Unidos, joga a primeira bomba atômica, em Hiroxima, no Japão, e mata imediatamente pelo menos 80 mil pessoas, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

Três dias depois, os EUA jogam uma segunda bomba atômica, em Nagasáki, matando 40 mil pessoas na hora e 70 mil até o fim do ano. O Japão se rende em 15 de agosto. Com as vítimas que morrem até hoje de doenças causadas pela radiação, o total de mortes passa de 300 mil.

A justificativa do bombardeio nuclear é a necessidade de obrigar o Japão a se render incondicionalmente. A julgar pelas batalhas de Iwo Jima e Okinawa, a invasão das quatro principais ilhas do arquipélago japonês pode custar um milhão de vidas. Por outro lado, quem condena o ataque alega que o Japão já negociava a paz através da Suíça.

O plano para fazer uma bomba nuclear de urânio começa em 2 de agosto de 1939, quando Albert Einstein e outros cientistas enviam uma carta ao presidente Franklin Roosevelt advertindo para o risco de que uma reação nuclear descontrolada, em cadeia, tenha um grande potencial para ser a base de uma arma de destruição em massa e de que a Alemanha Nazista faça armas atômica. 

Pouco depois, o físico italiano Enrico Fermi se encontra na Universidade de Colúmbia com oficiais da Marinha dos EUA para discutir o uso militar da fissão nuclear. Daí, nasce o Projeto Manhattan, com objetivo de criar uma bomba atômica antes da Alemanha nazista. 

Na Alemanha, o projeto é chefiado por Werner von Heisenberg, um dos maiores físicos teóricos do século 20, formulador do Princípio de Incerteza. Felizmente, ele fracassa na prática ao não chegar ao conceito de massa crítica, a quantidade de material físsil necessária para manter uma reação nuclear em cadeia autossustentada, de 47 quilos para o urânio-235 e 10 kg para o plutônio-239, os explosivos nucleares usados em Hiroxima e Nagasáki. 

Falta apoio do Estado-Maior e da cúpula do Partido Nacional-Socialista Trabalhista Alemão (Nazista). Albert Speer, arquiteto-chefe e ministro dos Armamentos da Alemanha, se reúne cerca de 2,2 mil vezes com o ditador Adolf Hitler. Só em duas ocasiões, Hitler fala em armas nucleares. 

O Führer acredita que um dia haverá uma arma capaz de tocar fogo na terra, mas imagina que isso só acontecerá muito depois de sua morte. Comete suicídio em 30 de abril. Em 16 de julho, os EUA fazem o primeiro teste nuclear, em Alamogordo, no estado do Novo México. 

Apesar do sigilo que envolve o Projeto Manhattan, espiões conseguem roubar os segredos. Em 29 de agosto de 1949, a União Soviética faz seu primeiro teste nuclear. O Reino Unido explode a bomba em 3 de outubro de 1952. A França detona a primeira arma nuclear em 13 de fevereiro de 1960. E a China entra para o clube atômico em 16 de outubro de 1964. 

Pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear, de 1968, só estas grandes potências podem ter armas nucleares. Não por coincidência são os cinco membros permanentes com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Rússia herda o arsenal nuclear e a vaga da URSS. 

Israel fez a primeira arma nuclear operacional em dezembro de 1966, mas não admite publicamente que tenha um arsenal atômico. A Índia e o Paquistão assumem o status de potências nucleares com testes em maio de 1998. A África do Sul é o primeiro e único país e fabricar e abandonar as armas nucleares, desmanteladas a partir de 1989. A Coreia do Norte faz seu primeiro teste nuclear em 2006.

Na prática, por mais terríveis que sejam, as bombas atômicas evitam as guerras entre as grandes potência, que seriam destruição mutuamente assegurada. Com o abandono de tratados de controle de armas, a China construindo novos silos para se equiparar aos EUA e à Rússia, e novas potências nucleares como a Coreia do Norte, outros países com ambições nucleares como o Irã e a guerra da Rússia contra a Ucrânia, o risco de uma guerra atômica é o maior hoje desde o fim da Guerra Fria.

INDEPENDÊNCIA DA JAMAICA

    Em 1962, depois 300 anos de domínio pela Inglaterra e o Império Britânico, a Jamaica se torna um país independente e uma monarquia constitucional dentro da Comunidade (ex-Britânica) das Nações com um regime parlamentarista e o rei ou rainha do Reino Unido como chefe de Estado.

A Jamaica é a terceira maior ilha do Mar do Caribe, atrás de Cuba e de Hispaniola, a ilha dividida entre Haiti e a República Dominicana. O descobridor da América para os europeus, Cristóvão Colombo, chega à Jamaica em 1494, a descreve como "a ilha mais linda jamais vista" e a chama de Santiago. Mas o nome original dos povos indígenas, Jamaica ou Xaymaca, prevalece.

Em 1655, uma expedição inglesa sob o comando do almirante William Penn e do general Robert Venables toma a ilha e começa a expulsar os espanhóis. Com medo de ataques da Espanha, o governador militar convida os piratas a ir para a Jamaica, que se torna um refúgio seguro para eles.

Quando a Espanha aceita a reivindicação inglesa sobre a Jamaica no Tratado de Madri (1670), a Inglaterra começa a expulsar os piratas. Em 1672, nasce a Royal Africa Company, que tem o monopólio do tráfico de escravos para a Inglaterra. Logo o número de escravizados é cinco vezes maior do que o de europeus.

A Jamaica se torna uma das mais valiosas colônias inglesas para a produção agrícola de açúcar, algodão e cacau.  A produção de açúcar atinge o auge no século 18. No fim do século, o café começa a rivalizar com o açúcar.

Em 1782, uma grande esquadra da França tenta invadir a Jamaica com o apoio da Espanha, mas é repelida. Em 1806, o almirante John Duckworth derrota a última tentativa de invasão francesa. No ano seguinte, com a Revolução Industrial, o Parlamento Britânico proíbe o tráfico de escravos transatlântico e a escravidão no Reino Unido. 

A escravidão nas colônias só acaba em 1838, depois de uma grande revolta de escravos na Jamaica. No Natal de 1831, 60 dos 300 mil escravos da Jamaica se revoltam com o apoio da Igreja Batista para exigir liberdade e pagamento pela o trabalho. É a Guerra Batista ou Rebelião do Natal.

Quando a Jamaica se torna uma colônia real, em 1866, o governador John Peter Grant cria uma força policial, um serviço médico, um departamento de obras públicas e um banco público, e reforma o sistema judiciário. No fim do século 19, a banana se torna o principal produto de exportação da ilha.

Em 1914, o líder jamaicano Marcus Garvey funda a Associação Universal para Avanço Negro para defender o nacionalismo negro e o pan-africanismo. A deterioração da economia com a Grande Depressão (1929-39) gera revolta e motins em 1938. Surgem os primeiros sindicatos, que exigem autodeterminação.

A Jamaica é pouco afetada pela primeira e a segunda guerras mundiais. A Constituição de 1944 cria uma Câmara dos Representantes eleita pelo voto popular com um Conselho Legislativo nomeado como câmara revisora. Em 1959, a Jamaica conquista o direito de se autogovernar internamente, último passo antes da independência. 

DIREITO DE VOTO

    Em 1965, o presidente Lyndon Johnson sanciona a Lei dos Direitos de Voto, uma das mais importantes legislações de direitos civis dos Estados Unidos, aprovada para vencer barreiras impostas por governos estaduais e municipais ao voto dos negros.

Depois da Guerra da Secessão ou Guerra Civil Americana (1861-65), em que o Sul tenta se separar da União para manter a escravidão, o Congresso aprova as emendas constitucionais nº 14, ratificada em 1868, que dá cidadania a todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos EUA, inclusive ex-escravos, garantindo a todos "proteção igual perante a lei"; e a nº 15, ratificada em 1870, que dá direito de voto aos homens negros.

Há uma forte reação da maioria branca. Através de intimidação ou fraude, há várias tentativas de impedir os negros de se registrar e de votar. Testes de alfabetização, eleições primárias só para brancos e outras medidas também barram o acesso dos negros às urnas e aos cargos eletivos.

Em consequência, no início do século 20, a imensa maioria dos negros não vota. A Suprema Corte considera algumas medidas inconstitucionais, mas até o início dos anos 1960 os negros são marginalizados. O presidente John Kennedy se empenha em garantir os direitos dos negros. Depois de sua morte, o Congresso aprova a Lei dos Direitos Civis (1964) e a Lei dos Direitos de Voto (1965).

No século 21, a maioria conservadora da Suprema Corte enfraquece esses direitos sob a alegação de que a discriminação que havia nos anos 1960 está praticamente eliminada.

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 16 de Julho

CISMA DO ORIENTE

    Em 1054, o monge, cardeal e núncio papal francês Humberto da Silva Candida excomunga o patriarca de Constantinopla, Miguel I Cerulário, que retália excomungando o cardeal. É o início do Grande Cisma do Oriente, com ruptura entre as igrejas cristãs de Roma e da Constantinopla.

Sob Leão IX, Humberto se torna arcebispo da Sicília e o principal secretário do papa. Em viagem pela Apúlia em 1053, ele recebe de João, bispo de Trâni, uma carta de Leão de Ácrida criticando os costumes e as liturgias ocidentais.

O cardeal traduz a carta do grego para o latim e a entrega ao papa, que mandar dar uma resposta. Uma missão liderada por Humberto com participação Frederico de Lorena, futuro papa Estêvão IX, e Pedro, bispo de Amálfi, vai a Constantinopla exigir explicações do patriarca.

Humberto é recebido cordialmente pelo imperador bizantino Constantino IX, mas é ignorado pelo patriarca Miguel I Cerulário. Apesar da morte de Leão IX, que lhe tira a autoridade, Humberto deixa uma bula de excomunhão no altar-mor da Basílica de Santa Sofia.

A Reforma da Igreja do Ocidente começa quando o monge alemão Martinho Lutero prega suas 95 teses sobre Poder e Eficácia das Indulgências na porta da Igreja de Todos os Santos, em Wittenberg, e as envia por carta ao arcebispo de Mainz, Alberto de Brandenburgo, em 31 de outubro de 1517. É o  Cisma do Ocidente. Surgem as igrejas protestantes.

Em 1964, durante encontro em Jerusalém, o papa Paulo VI e o patriarca Atenágoras I de Constantinopla anularam a excomunhão mútua dos líderes da Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Cristã Ortodoxa. 

FUNDAÇÃO DE WASHINGTON

    Em 1790, o Congresso decide que uma área úmida, pantanosa, barrenta e infestada de mosquitos junto ao Rio Potomac entre os estados de Maryland e da Virgínia será o local da futura capital dos Estados Unidos, com o nome de Washington, em homenagem ao líder da luta pela independência e primeiro presidente do país.

Washington convida o arquiteto e urbanista francês Pierre Enfant para fazer o projeto. Em 1793, é lançada a pedra fundamental do palácio presidencial, mais tarde batizado como Casa Branca. O prédio só se torna habitável em 1800. O segundo presidente John Adams, vive lá menos de um ano. Perde a reeleição para Thomas Jefferson.

O Distrito de Colúmbia é criado em 1801.

COMUNISTAS EXECUTAM OS ROMANOV 

    Em 1918, o czar Nicolau II, a imperatriz Alexandra e toda a família são executados pelos bolcheviques em Ecaterimburgo, selando o fim de três séculos de domínio da Dinastia Romanov na Rússia.

Nicolau II, o Sanguinário, é coroado em 1896 e enfrenta a primeira revolução em 1905, depois da humilhante derrota da Rússia para o Japão na Guerra do Pacífico (1904-5). Depois de outra derrota humilhante na Primeira Guerra Mundial (1914-18), é derrubado pela Revolução de Fevereiro de 1917 (março pelo calendário atual).

Os bolcheviques, liderados por Vladimir Lenin, tomam o poder na Revolução de Outubro (novembro pelo calendário atual) e decidem executar a família imperial em meio à Guerra Civil Russa (1917-22) para impedir qualquer tentativa contrarrevolucionária de restaurar a monarquia.

PRIMEIRO PARQUÍMETRO

    Em 1935, o primeiro parquímetro é instalado na esquina sudoeste entre a Rua Primeira e a Avenida Robinson na Cidade de Oklahoma, nos Estados Unidos.

Holger George Thuesen e Gerald Hale, professores de engenharia da Universidade Estadual de Oklahoma, começam a trabalhar no projeto em 1933 a pedido da Prefeitura Municipal da Cidade de Oklahoma. A produção em escala industrial inicia em 1936.

DETENÇÃO NO VELÓDROMO RUMO À DEPORTAÇÃO

    Em 1942, sob a ocupação nazista, começa a detenção em massa de judeus no Velódromo de Inverno, em Paris. É o maior aprisionamento coletivo de judeus na França durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A cúpula do regime nazista aprova a "solução final da questão judaica", o genocídio, o extermínio do povo judeu, na Conferência de Wannsee, em Berlim, em 20 de janeiro de 1942.

Por ordem do governo colaboracionista de Vichy, 7 mil guardas e policiais franceses participam da verdadeira caçada aos judeus em 16 e 17 de julho daquele ano.

Ao todo, 13.152 judeus são presos. Quase um terço é de crianças. Pelo menos 8.160 ficam quatro dias no Velódromo de Inverno. 

Em 18 de julho, começa a deportação para campos de concentração. Quase todos morrem no Holocausto. Menos de 100 sobrevivem.

PRIMEIRA EXPLOSÃO ATÔMICA

     Em 1945, os Estados Unidos fazem às 5h29min45seg o primeiro teste de uma bomba atômica, em Alamogordo, no deserto do Novo México.

As armas nucleares são usadas contra o Japão em Hiroxima e Nagasaki, em 6 e 9 de agosto, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. Cerca de 80 mil pessoas morrem na hora em Hiroxima e 60 mil em Nagasaki. Com as doenças causadas pela radiação, o total de mortes até hoje passa de 300 mil.

O plano para fazer uma bomba nuclear de urânio começa em 1939, quando o físico italiano Enrico Fermi se encontra na Universidade de Colúmbia com oficiais da Marinha dos EUA para discutir o uso militar da fissão nuclear.

Naquele ano, em carta ao presidente Franklin Roosevelt, o genial cientista alemão Albert Einstein defende a teoria de que uma reação nuclear descontrolada, em cadeia, tem um grande potencial para ser a base de uma arma de destruição em massa. Daí, nasce o Projeto Manhattan, com objetivo de criar uma bomba atômica antes da Alemanha Nazista.

Na Alemanha, o projeto é chefiado por Werner von Heisenberg, um dos maiores físicos teóricos do século 20, criador do Princípio de Incerteza. Felizmente, ele fracassa na prática ao não chegar ao conceito de massa crítica. É a quantidade de material físsil concentrado necessária para manter uma reação nuclear em cadeia autossustentada, de 47 quilos para o urânio-235 e 10 kg para o plutônio-239, os explosivos nucleares usados em Hiroxima e Nagasáki.

Falta apoio do Estado-Maior e da cúpula do Partido Nacional-Socialista Trabalhista Alemão (Nazista). Albert Speer, arquiteto-chefe e ministro de Armamentos da Alemanha, se reúne cerca de 2,2 mil vezes com o ditador Adolf Hitler. Só em duas ocasiões, Hitler fala em armas nucleares.

O Führer acredita que um dia haverá uma arma capaz de tocar fogo na terra, mas imagina que isso só acontecerá muito depois de sua morte. Comete suicídio em 30 de abril. Um mês e meio depois, os EUA explodem a bomba atômica.

Apesar do sigilo que envolve o Projeto Manhattan, espiões conseguem roubar os segredos. Em 29 de agosto de 1949, a União Soviética faz seu primeiro teste nuclear. O Reino Unido explode a bomba em 3 de outubro de 1952. A França detona a primeira arma nuclear em 13 de fevereiro de 1960. E a China entra para o clube atômico em 16 de outubro de 1964.

Pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear, de 1968, só estas grandes potências podem ter armas nucleares. Não por coincidência são os cinco membros permanentes com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Rússia herda o arsenal nuclear e a vaga da URSS.

Israel fez a primeira arma nuclear operacional em dezembro de 1966, mas não admite publicamente que tenha um arsenal atômico. A Índia e o Paquistão assumem o status de potências nucleares com testes em maio de 1998. A África do Sul foi o primeiro e único país e fabricar e abandonar as armas nucleares, desmanteladas a partir de 1989. A Coreia do Norte fez seu primeiro teste nuclear em 2006 e pelo menos mais cinco desde então.

APOLO 11 DECOLA

    Em 1969, a nave Apolo 11 parte de Cabo Canaveral, na Flórida, com a primeira missão tripulada que pousa na Lua. 

Depois de viajar 384 mil quilômetros em 76 horas, a espaçonave entra na órbita da Lua.

No dia seguinte, o módulo lunar Águia se separa da nave-mãe, onde fica o terceiro astronauta, Michael Collins, e desce com os astronautas Neil Armstrong e Edward Aldrin. Três horas e dois minutos depois, pousa no Mar da Tranquilidade e a missão manda a mensagem histórica: "A Águia pousou." 

Dezessete minutos mais tarde, Armstrong toca o solo do satélite da Terra e pronuncia outra frase histórica: "É um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade." 

Aldrin desce 15 minutos depois. Os dois hasteiam a bandeira dos EUA, tiram fotos e recolhem amostras da superfície lunar. Duas horas e 58 minutos depois que Armstrong pisa na Lua, os dois voltam ao módulo lunar e sobem rumo à Apolo 11, que chega à Terra em 24 de julho.

AMAZON NASCE COMO LIVRARIA VIRTUAL

    Em 1995, a Amazon começa a funcionar como uma livraria virtual em Seattle, nos Estados Unidos. No primeiro mês, envia livros para todos os 50 estados americanos e 45 países.

Jeff Bezos se forma em engenharia eletrônica e ciências da computação na Universidade de Princeton, em Nova Jérsei, em 1986, e trabalha oito anos no centro financeiro de Nova York. Em 1994, ao perceber as oportunidades de negócios criadas pela Internet, se muda para o estado de Washington e funda a Amazon.

 Como o lema do fundador era "fique grande logo", a Amazon cresce e revoluciona a maneira como as pessoas fazem compras e se torna uma líder do comércio eletrônico. Em dezembro de 1999, mandara 20 milhões de itens para 150 países. Hoje, vende de gêneros alimentícios a serviços de streaming de música e vídeo.

Bezos compra outras empresas, inclusive jornal The Washington Post e a rede de supermercados Whole Foods. Um dos homens mais ricos do mundo, ele deixa a direção da Amazon para se dedicar à sua companhia aeroespacial para turismo no espaço.

JFK JR. E A TRAGÉDiA DOS KENNEDY 

    Em 1999, John Kennedy Jr., sua mulher, Carolyn Bassett Kennedy, e a irmã dela, Lauren Bassett, morrem quando o avião monomotor que ele pilota cai no Oceano Atlântico perto de Martha Vineyard, no estado de Massachusetts.

JFK Jr. nasce em 25 de novembro de 1960, semanas depois da eleição do pai para a Presidência dos EUA. Tem pouco menos de 3 anos quando Kennedy é assassinado à bala em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

O tio Robert Kennedy, ministro da Justiça de JFK, é baleado em 5 de junho de 1968, quando vence a eleição primária da Califórnia e conquista a candidatura democrata à Casa Branca. Morre no dia seguinte. 

Um acidente de carro em que morre a secretária e amante Mary Joe Kopechne, em 1969, tira as chances do tio mais moço, Edward Kennedy, de chegar à Casa Branca. Ele dirige o carro, que cai num riacho, e só se apresenta à polícia no dia seguinte.

Depois de se formar em direito na Universidade de Nova York, JFK Jr. trabalha como promotor adjunto e ganha todos os seis casos em que atua. Em 1995, funda a revista política George, que chega a uma circulação de 400 mil exemplares. A revista indica uma intenção de entrar na política. É apontado como possível candidato à Casa Branca.

Com apenas 300 horas de voo, ele sai de um aeroporto em Nova Jérsei com um monomotor, uma temeridade. Na Amazônia, monomotores só podem voar um cima de estradas. Em caso de pane no único motor, o piloto pode pousar na estrada. JFK Jr. não teve esta chance. Não dá para pousar no mar.

O Conselho Nacional de Segurança de Transportes não encontra problemas mecânicos ou de navegação no aparelho, um Piper Saratoga. Conclui que a causa do acidente foi a inexperiência do piloto, que se confundiu na escuridão da noite.

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 28 de Maio

REINO CRISTÃO DE JERUSALÉM

    Em 1291, os mamelucos tomam a cidade de Acre, último reduto do Reino Cristão de Jerusalém, criado em 1099 pela Primeira Cruzada, acabando com o domínio cristão na Palestina.

O papa Urbano II lança as Cruzadas em discurso em Clermont, na França, em 27 de novembro de 1095. Manda os cristãos pararem com as guerras na Europa e se unir para matar os infiéis e tomar a Terra Santa, dominada por muçulmanos do Império Seljúcida. Os cruzados tomam Jerusalém em 1099 e fundam o reino.

Na Terceira Cruzada, em 1187, o sultão Saladino toma Jerusalém. O Reino Cristão muda a capital para Acre e sobrevive mais um século. Quem acaba com o reino é o sultão mameluco do Egito e da Síria Baibars Bundukdari, que chega a ser preso e vendido como escravo.

Baibars, cruel e impiedoso, conhecido como a Besta, é o primeiro a derrotar o até então invencível Império Mongol em batalhas importantes na Anatólia e no Norte da Síria. Vai pouco a pouco tomando os territórios dos cristãos até destruir o reino. É o fim do sonho cristão de conquistar a Terra Santa.

PAPÉIS FEDERALISTAS

    Em 1788, uma série de 85 ensaios escritos por Alexander Hamilton, James Madison e John Jay para convencer os eleitores do estado de Nova York a ratificar a Constituição dos Estados Unidos é publicada no livro O Federalista.

Os ensaios são sobre os temas em debate na Convenção Constitucional que redige a Constituição dos EUA. Madison funda o Partido Republicano, que não é o mesmo de hoje, junto com Thomas Jefferson, que se torna o terceiro presidente dos EUA. Hamilton é o primeiro secretário do Tesouro e escreve 51 artigos.

Há três ideias centrais nos Papéis Federalistas: o federalismo em oposição ao confederalismo, que criaria um país fraco; a natureza humana, a separação de poderes e o governo misto; e a república como forma de governo e o faccionalismo. São reflexões sobre justiça, bem-estar social e direitos individuais.

CARRO DO POVO

    Em 1937, a fábrica de automóveis Volkswagen lança na Alemanha Nazista um modelo barato, o fusca, para ser o "carro do povo".

A companhia, fundada pelo regime de Adolf Hitler em 1937, é inicialmente operada pela Frente Trabalhista Alemã, ligada do Partido Nazista. O projeto original do carro é do engenheiro austríaco Ferdinand Porsche.

A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa em 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha invade a Polônia, antes do início da produção em massa do Sedan VW. Com a guerra, a fábrica é reconvertida para a produção de equipamentos e veículos militares.

ANISTIA PARA PRESOS POLÍTICOS

    Em 1961, o advogado britânico Peter Benenson publica na primeira página no jornal The London Observer o artigo Os Prisioneiros Esquecidos e lança o Apelo pela Anistia 1961.

A campanha pede a libertação de todos os prisioneiros de consciência, presos políticos detidos pela manifestação pacífica de suas ideias. 

Benenson é inspirado por dois estudantes portugueses presos por fazerem um brinde à liberdade durante a ditadura salazarista. O movimento dá origem à organização não governamental de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional. 

BOMBA PAQUISTANESA

    Em 1998, o Paquistão faz uma série de explosões nucleares subterrâneas e se torna o sétimo país do mundo a fabricar armas atômicas e assumir a condição de potência nuclear.

O Paquistão começa a desenvolver armas nucleares em 20 de janeiro de 1972, quando o primeiro-ministro Zulfikar ali Bhutto reúne cientistas e engenheiros, e pede que façam a bomba em três anos para garantir a sobrevivência do país depois da derrota em 1971 na Guerra da Independência de Bangladesh. 

Sem apoio suficiente de aliados como a China e os EUA, o Paquistão perde 150 mil quilômetros quadrados de território e cerca da metade da população para um novo país, Bangladesh. Sente-se isolado internacionalmente. 

Quando a arqui-inimiga Índia faz sua primeira explosão atômica, Buda Sorridente, em 1974, o Paquistão acelera o programa nuclear, que ganha impulso em 1974, com a adesão Abdul Qadir Khan, considerado o pai da bomba atômica paquistanesa. Em 1984, o Paquistão atinge a capacidade nuclear.

Depois que a Índia faz dois testes nucleares em maio de 1998, o Paquistão decide assumir publicamente a condição de potência atômica.

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