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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 28 de Maio

REINO CRISTÃO DE JERUSALÉM

    Em 1291, os mamelucos tomam a cidade de Acre, último reduto do Reino Cristão de Jerusalém, criado em 1099 pela Primeira Cruzada, acabando com o domínio cristão na Palestina.

O papa Urbano II lança as Cruzadas em discurso em Clermont, na França, em 27 de novembro de 1095. Manda os cristãos pararem com as guerras na Europa e se unir para matar os infiéis e tomar a Terra Santa, dominada por muçulmanos do Império Seljúcida. Os cruzados tomam Jerusalém em 1099 e fundam o reino.

Na Terceira Cruzada, em 1187, o sultão Saladino toma Jerusalém. O Reino Cristão muda a capital para Acre e sobrevive mais um século. Quem acaba com o reino é o sultão mameluco do Egito e da Síria Baibars Bundukdari, que chega a ser preso e vendido como escravo.

Baibars, cruel e impiedoso, conhecido como a Besta, é o primeiro a derrotar o até então invencível Império Mongol em batalhas importantes na Anatólia e no Norte da Síria. Vai pouco a pouco tomando os territórios dos cristãos até destruir o reino. É o fim do sonho cristão de conquistar a Terra Santa.

PAPÉIS FEDERALISTAS

    Em 1788, uma série de 85 ensaios escritos por Alexander Hamilton, James Madison e John Jay para convencer os eleitores do estado de Nova York a ratificar a Constituição dos Estados Unidos é publicada no livro O Federalista.

Os ensaios são sobre os temas em debate na Convenção Constitucional que redige a Constituição dos EUA. Madison funda o Partido Republicano, que não é o mesmo de hoje, junto com Thomas Jefferson, que se torna o terceiro presidente dos EUA. Hamilton é o primeiro secretário do Tesouro e escreve 51 artigos.

Há três ideias centrais nos Papéis Federalistas: o federalismo em oposição ao confederalismo, que criaria um país fraco; a natureza humana, a separação de poderes e o governo misto; e a república como forma de governo e o faccionalismo. São reflexões sobre justiça, bem-estar social e direitos individuais.

CARRO DO POVO

    Em 1937, a fábrica de automóveis Volkswagen lança na Alemanha Nazista um modelo barato, o fusca, para ser o "carro do povo".

A companhia, fundada pelo regime de Adolf Hitler em 1937, é inicialmente operada pela Frente Trabalhista Alemã, ligada do Partido Nazista. O projeto original do carro é do engenheiro austríaco Ferdinand Porsche.

A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa em 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha invade a Polônia, antes do início da produção em massa do Sedan VW. Com a guerra, a fábrica é reconvertida para a produção de equipamentos e veículos militares.

ANISTIA PARA PRESOS POLÍTICOS

    Em 1961, o advogado britânico Peter Benenson publica na primeira página no jornal The London Observer o artigo Os Prisioneiros Esquecidos e lança o Apelo pela Anistia 1961.

A campanha pede a libertação de todos os prisioneiros de consciência, presos políticos detidos pela manifestação pacífica de suas ideias. 

Benenson é inspirado por dois estudantes portugueses presos por fazerem um brinde à liberdade durante a ditadura salazarista. O movimento dá origem à organização não governamental de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional. 

BOMBA PAQUISTANESA

    Em 1998, o Paquistão faz uma série de explosões nucleares subterrâneas e se torna o sétimo país do mundo a fabricar armas atômicas e assumir a condição de potência nuclear.

O Paquistão começa a desenvolver armas nucleares em 20 de janeiro de 1972, quando o primeiro-ministro Zulfikar ali Bhutto reúne cientistas e engenheiros, e pede que façam a bomba em três anos para garantir a sobrevivência do país depois da derrota em 1971 na Guerra da Independência de Bangladesh. 

Sem apoio suficiente de aliados como a China e os EUA, o Paquistão perde 150 mil quilômetros quadrados de território e cerca da metade da população para um novo país, Bangladesh. Sente-se isolado internacionalmente. 

Quando a arqui-inimiga Índia faz sua primeira explosão atômica, Buda Sorridente, em 1974, o Paquistão acelera o programa nuclear, que ganha impulso em 1974, com a adesão Abdul Qadir Khan, considerado o pai da bomba atômica paquistanesa. Em 1984, o Paquistão atinge a capacidade nuclear.

Depois que a Índia faz dois testes nucleares em maio de 1998, o Paquistão decide assumir publicamente a condição de potência atômica.

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quarta-feira, 28 de maio de 2025

Hoje na História do Mundo: 28 de Maio

REINO CRISTÃO DE JERUSALÉM

    Em 1291, os mamelucos tomam a cidade de Acre, último reduto do Reino Cristão de Jerusalém, criado em 1099 pela Primeira Cruzada, acabando com o domínio cristão na Palestina.

O papa Urbano II lança as Cruzadas em discurso em Clermont, na França, em 27 de novembro de 1095. Manda os cristãos pararem com as guerras na Europa e se unirem para matar os infiéis e tomar a Terra Santa, dominada por muçulmanos do Império Seljúcida. Os cruzados tomam Jerusalém em 1099 e fundam o reino.

Na Terceira Cruzada, em 1187, o sultão Saladino toma Jerusalém. O Reino Cristão muda a capital para Acre e sobrevive mais um século. Quem acaba com o reino é o sultão mameluco do Egito e da Síria Baibars Bundukdari, que chega a ser preso e vendido como escravo.

Baibars, cruel e impiedoso, conhecido como a Besta, é o primeiro a derrotar o até então invencível Império Mongol em batalhas importantes na Anatólia e no Norte da Síria. Vai pouco a pouco tomando os territórios dos cristãos até destruir o reino. É o fim do sonho cristão de conquistar a Terra Santa.

PAPÉIS FEDERALISTAS

    Em 1788, uma série de 85 ensaios escritos por Alexander Hamilton, James Madison e John Jay para convencer os eleitores do estado de Nova York a ratificar a Constituição dos Estados Unidos é publicada no livro O Federalista.

Os ensaios são sobre os temas em debate na Convenção Constitucional que redige a Constituição dos EUA. Madison funda o Partido Republicano, que não é o mesmo de hoje, junto com Thomas Jefferson, que se torna o terceiro presidente dos EUA. Hamilton é o primeiro secretário do Tesouro e escreve 51 artigos.

Há três ideias centrais nos Papéis Federalistas: o federalismo em oposição ao confederalismo, que criaria um país fraco; a natureza humana, a separação de poderes e o governo misto; e a república como forma de governo e o faccionalismo. São reflexões sobre justiça, bem-estar social e direitos individuais.

CARRO DO POVO

    Em 1937, a fábrica de automóveis Volkswagen lança na Alemanha Nazista um modelo barato, o fusca, para ser o "carro do povo".

A companhia, fundada pelo regime de Adolf Hitler em 1937 é inicialmente operada pela Frente Trabalhista Alemã, ligada do Partido Nazista. O projeto original do carro é do engenheiro austríaco Ferdinand Porsche.

A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa em 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha invade a Polônia, antes do início da produção em massa do Sedan VW. Com a guerra, a fábrica é reconvertida para a produção de equipamentos e veículos militares.

ANISTIA PARA PRESOS POLÍTICOS

    Em 1961, o advogado britânico Peter Benenson publica na primeira página no jornal The London Observer o artigo Os Prisioneiros Esquecidos e lança o Apelo pela Anistia 1961.

A campanha pede a libertação de todos os prisioneiros de consciência, presos políticos detidos pela manifestação pacífica de suas ideias. 

Benenson é inspirado por dois estudantes portugueses presos por fazerem um brinde à liberdade durante a ditadura salazarista. O movimento dá origem à organização não governamental Anistia Internacional. 

BOMBA PAQUISTANESA

    Em 1998, o Paquistão faz uma série de explosões nucleares subterrâneas e se torna o sétimo país do mundo a fabricar a bomba atômica.

O Paquistão começa a desenvolver armas nucleares em 20 de janeiro de 1972, quando o primeiro-ministro Zulfikar ali Bhutto reúne cientistas e engenheiros, e pede que façam a bomba em três anos para garantir a sobrevivência do país depois da derrota em 1971 na Guerra da Independência de Bangladesh. 

Sem apoio suficiente de aliados como a China e os EUA, o Paquistão perde 150 mil quilômetros quadrados de território e cerca da metade da população para um novo país, Bangladesh. Sente-se isolado internacionalmente. 

Quando a arqui-inimiga Índia faz sua primeira explosão atômica, Buda Sorridente, em 1974, o Paquistão acelera o programa nuclear, que ganha impulso em 1974, com a adesão Abdul Qadir Khan, considerado o pai da bomba atômica paquistanesaEm 1984, o Paquistão atinge a capacidade nuclear.

Depois que a Índia faz dois testes nucleares em maio de 1998, o Paquistão decide assumir publicamente a condição de potência atômica.

terça-feira, 28 de maio de 2024

Hoje na História do Mundo: 28 de Maio

REINO CRISTÃO DE JERUSALÉM

    Em 1291, os mamelucos tomam a cidade de Acre, último reduto do Reino Cristão de Jerusalém, criado em 1099 pela Primeira Cruzada, acabando com o domínio cristão na Palestina.

O papa Urbano II manda os cristãos para com as guerras na Europa e se unir matar os infiéis e tomar a Terra Santa, dominada por muçulmanos do Império Seljúcida, em discurso em Clermont-Ferrand, na França, em 27 de novembro de 1095. Os cruzados tomam Jerusalém em 1099 e fundam o reino.

Na Terceira Cruzada, em 1187, o sultão Saladino toma Jerusalém, mas o Reino Cristão muda a capital para Acre e sobrevive mais um século. Quem acaba com o reino é o sultão mameluco do Egito e da Síria Baibars Bundukdari, que chega a ser preso e vendido como escravo.

Baibars, cruel e impiedoso, conhecido como a Besta, é o primeiro a derrotar o até então invencível Império Mongol em batalhas importantes na Anatólia e no Norte da Síria. Vai pouco a pouco tomando os territórios dos cristãos até destruir o reino. É o fim do sonho cristão de conquistar a Terra Santa.

PAPÉIS FEDERALISTAS

    Em 1788, uma série de 85 ensaios escritos por Alexander Hamilton, James Madison e John Jay para convencer os eleitores do estado de Nova York a ratificar a Constituição dos Estados Unidos é publicada no livro O Federalista.

Os ensaios são sobre os temas em debate na Convenção Constitucional que redigiu a Constituição dos EUA. Madison funda o Partido Republicano, que não é o mesmo de hoje, junto com Thomas Jefferson, que se torna o terceiro presidente dos EUA. Hamilton é o primeiro secretário do Tesouro e escreve 51 artigos.

Há três ideias centrais nos Papéis Federalistas: o federalismo em oposição ao confederalismo, que criaria um país fraco; a natureza humana, a separação de poderes e o governo misto; e a república como forma de governo e o faccionalismo. São reflexões sobre justiça, bem-estar social e direitos individuais.

CARRO DO POVO

    Em 1937, a fábrica de automóveis Volkswagen lança na Alemanha Nazista um modelo barato, o fusca, para ser o "carro do povo".

A companhia, fundada pelo regime de Adolf Hitler em 1937 é inicialmente operada pela Frente Trabalhista Alemã, ligada do Partido Nazista. O projeto original do carro é do engenheiro austríaco Ferdinand Porsche.

A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa em 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha invade a Polônia, antes o início da produção em massa do Sedan VW. Com a guerra, a fábrica é reconvertida para a produção de equipamentos e veículos militares.

ANISTIA PARA PRESOS POLÍTICOS

    Em 1961, o advogado britânico Peter Benenson publica na primeira página no jornal The London Observer o artigo Os Prisioneiros Esquecidos e lança o Apelo pela Anistia 1961.

A campanha pede a libertação de todos os prisioneiros de consciência, presos políticos detidos pela manifestação pacífica de suas ideias. 

Benenson é inspirado por dois estudantes portugueses presos por fazerem um brinde à liberdade durante a ditadura salazarista. O movimento dá origem à organização não governamental Anistia Internacional. 

BOMBA PAQUISTANESA

    Em 1998, o Paquistão faz uma série de explosões nucleares subterrâneas e se torna o sétimo país do mundo a fabricar a bomba atômica.

O Paquistão começa a desenvolver armas nucleares em 20 de janeiro de 1972, quando o primeiro-ministro Zulfikar ali Bhutto reúne cientistas e engenheiros, e pede que façam a bomba em três anos para garantir a sobrevivência do país depois da derrota em 1971 na Guerra da Independência de Bangladesh. 

Sem apoio suficiente de aliados como a China e os EUA, o Paquistão perde 150 mil quilômetros quadrados de território e cerca da metade da população para um novo país, Bangladesh. Sente-se isolado internacionalmente. 

Quando a arqui-inimiga Índia faz sua primeira explosão atômica, Buda Sorridente, em 1974, o Paquistão acelera o programa nuclear, que ganha impulso em 1974, com a adesão Abdul Qadir Khan, considerado o pai da bomba atômica paquistanesaEm 1984, o Paquistão atinge a capacidade nuclear.

Depois que a Índia faz dois testes nucleares em maio de 1998, o Paquistão decide assumir publicamente a condição de potência atômica.

domingo, 28 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 28 de Maio

ANISTIA PARA PRESOS POLÍTICOS
    Em 1961, o advogado britânico Peter Benenson publica na primeira página no jornal The London Observer o artigo Os Prisioneiros Esquecidos e lança o Apelo pela Anistia 1961.

A campanha pede a libertação de todos os prisioneiros de consciência, presos políticos detidos pela manifestação pacífica de suas ideias. 

Benenson é inspirado por dois estudantes portugueses presos por fazerem um brinde à liberdade durante a ditadura salazarista. O movimento deu origem à organização não governamental Anistia Internacional. 

sábado, 28 de maio de 2022

Hoje na História do Mundo: 28 de Maio

ANISTIA PARA PRESOS POLÍTICOS
    Em 1961, o advogado britânico Peter Benenson publicA na primeira página no jornal The London Observer o artigo Os Prisioneiros Esquecidos, lançando o Apelo pela Anistia 1961. 

A campanha pede a libertação de todos os prisioneiros de consciência, presos políticos detidos pela manifestação pacífica de suas ideias. 

Benenson é inspirado por dois estudantes portugueses presos por fazerem um brinde à liberdade durante a ditadura salazarista. O movimento deu origem à organização não governamental Anistia Internacional.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Hoje na História do Mundo: 28 de Maio

    Em 1961, o advogado britânico Peter Benenson publicou na primeira página no jornal The London Observer o artigo Os Prisioneiros Esquecidos, lançando o Apelo pela Anistia 1961. A campanha pedia a libertação de todos os prisioneiros de consciência, presos políticos detidos pela manifestação pacífica de suas ideias. Benenson foi inspirado por dois estudantes portugueses presos por fazerem um brinde à liberdade durante a ditadura salazarista. O movimento deu origem à organização não governamental Anistia Internacional.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Repressão a protestos deixa mais de 100 mortos no Irã

A ditadura teocrática do Irã matou pelo menos 106 pessoas para conter uma onda de manifestações de protesto. Centenas de pessoas saíram feridas e mais de mil foram presas, denuncia a organização não governamental de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional.

As manifestações irromperam há cinco dias e se espalharam por 21 cidades de quase todas as províncias iranianas. São mais intensas na capital, Teerã, e nas cidades de Isfahan e Ahvaz. As agências oficiais de notícias da República Islâmica confirmam apenas 12 mortes.

As forças de segurança acusam os manifestantes pelas mortes de dois policiais, cinco membros da Guarda Revolucionária Iraniana e um da força paramilitar Bassij, que costuma fazer o trabalho sujo para a Guarda. Meu comentário:

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Boko Haram matou 381 civis nos últimos cinco meses

A milícia terrorista Boko Haram matou pelo menos 381 civis nos últimos cinco meses na Nigéria em Camarões, países da África Ocidental, denunciou ontem a organização não governamental de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional

O aumento no número de mortos é atribuído a atentados terroristas suicidas cometidos por mulheres e meninas. Milhões de pessoas na região do Lago Chade precisam de proteção e ajuda humanitária. Mais de 7 milhões correm risco de passar fome.

"Mais uma vez, o Boko Haram está cometendo crimes de guerra em grande escala, exemplificados pela depravação de forçar meninas de carregar explosivos com a única intenção de matar o maior número de pessoas possível", acusou Alioune Tine, diretor da AI para África Central e Ocidental.

Desde abril, foram pelo menos 223 mortos na Nigéria e 158 em Camarões, quatro vezes do que nos cinco meses precedentes, sendo 100 só em agosto. O pior ataque foi em 25 de julho, quando os rebeldes islamistas mataram 40 pessoas e sequestraram três de uma equipe de exploração de petróleo em Magumere, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria.

Em Camarões, o pior ataque foi em 12 de julho em Waza, onde 16 civis foram mortos e outros 34 feridos num atentado terrorista suicida cometido por uma menina-bomba num local de jogos eletrônicos cheio de gente.

Com a guerra civil deflagrada pelos jihadistas em 2009, que matou cerca de 15 mil pessoas, cerca de 2,3 milhões de fugiram de suas casas. Um milhão e 600 mil desalojados ficaram na Nigéria e 303 mil em Camarões, enquanto 374 mil fugiram para os vizinhos Chade e Níger.

"A onda de choque da violência do Boko Haram mostra a necessidade urgente de proteção e ajuda para milhões de civis na região do Lago Chade", apelou o diretor da Anistia. Cinco milhões estão ameaçados pela fome na Nigéria e 1,6 milhão em Camarões. Cerca de 515 mil crianças sofrem de desnutrição aguda, mais de 85% na Nigéria.

O Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental, declarou em 2015 lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Desde então, apresenta-se como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Vice-presidente das Filipinas adere à oposição

A vice-presidente Leni Robredo, eleita independentemente, anunciou hoje que vai sair do governo das Filipinas e líderar a oposição a políticas controvertidas do presidente Rodrigo Duterte, como sua guerra contra as drogas, noticiou o jornal filipino Manila Times.

Depois de entrar várias vezes em choque com o presidente, Leni Robredo foi proibida de participar de reuniões ministeriais. Fora do governo, sente-se livre para contra-atacar: "Terei uma voz mais forte de oposição a todas as políticas em detrimento do povo como a pena de morte, a redução da maioridade penal, execuções extrajudiciais e o tratamento discriminatório das mulheres."

Na eleição presidencial de maio de 2016, Robredo derrotou por pequena margem Ferdinand Marcos Jr., filho do ditador do mesmo nome, que dirigiu o país com mão de ferro durante a Guerra Fria, de 1965 a 1986.

Como vice independente, Robredo estabeleceu suas próprias prioridades: segurança alimentar e combate à fome, educação, desenvolvimento internacional, empoderamento e cobertura universal de saúde. Ela acusa as políticas de combate ao crime de Duterte de ignorar o verdadeiro problema das Filipinas, a miséria de grande parte da população.

Marcos Júnior, aliado de Duterte, que reenterrou o ditador no Cemitério dos Heróis, acusou Leni Robredo de fraudar a eleição e seu Partido Liberal de conspirar para derrubar o presidente.

Há rumores persistentes de golpe de Estado em Manila, mas a empresa de consultoria e análise estratégica americana Strafor não acredita em golpe, "a não ser que uma ampla parcela da sociedade e do Congresso se mobilizem contra Duterte."

Cerca de 4 mil pessoas morreram em seis meses da guerra de Duterte contra as drogas, criticada por organizações não governamentais de defesa dos direitos humanos. O presidente instigou a população a fazer justiça por conta própria, matando traficantes e usuários de drogas. Um agente denunciou à Anistia Internacional que basta colocar uma fita crepe ao redor da cabeça do morto e escrever caso de drogas para a morte não ser investigada.

Duterte chegou a ofender o presidente Barack Obama com palavrões por críticas à sua guerra contra as drogas. O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, falou com ele por telefone. Na versão do governo filipino, Trump teria elogiado a política de guerra às drogas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Rússia fecha escritório da Anistia Internacional em Moscou

A polícia da Rússia fechou o escritório da organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional em Moscou. As fechaduras e trancas foram trocadas, e a energia elétrica cortada, noticiou hoje o jornal americano The Washington Post.

A medida foi tomada um dia depois que dirigentes da Anistia pediram a libertação do dissidente político Ildar Dadin, que alega ter sido torturado na prisão. O Kremlin não comentou o caso.

O governo russo pressiona e ameaça regularmente as organizações não governamentais de defesa dos direitos humanos e outras ONGs estrangeiras em atuação no país.

Essa intimidação se tornou mais forte desde as manifestações de massa denunciando fraude nas eleições parlamentares de dezembro de 2011, que o presidente Vladimir Putin tomou como uma tentativa de promover uma primavera árabe na Rússia.

As relações entre Moscou e o Ocidente se deterioraram nos últimos anos com as intervenções militares russas na Ucrânia, em 2014, e na Síria, a partir de 2015.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Anistia acusa Sudão de usar armas químicas em Darfur

O governo islamista do Sudão usou armas químicas dezenas de vezes desde o início de 2016 em ataques contra os rebeldes da província de Darfur, matando centenas de civis, denunciou ontem a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, citada pela televisão pública britânica BBC.

Num relatório que inclui imagens de satélites, fotografias e depoimentos de vítimas, especialistas em armas químicas confirmaram os ataques. Com base nos relatos dos sobreviventes, a Anistia estima que entre 200 e 250 pessoas foram mortas em mais de 30 ataques.

Em Cartum, o governo do ditador Omar Bachir negou tudo. Os ataques podem minar as tentativas do Sudão de se reaproximar do Ocidente, especialmente dos Estados Unidos.

Pela estimativa das Nações Unidas, desde 2003, pelo menos 300 mil pessoas foram mortas na província sudanesa de Darfur, no foi descrito como um genocídio, a tentativa de exterminar todo um povo. Para o movimento Mundo sem Genocídio, o total de mortos já passa de 480 mil.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Número de execuções cresceu 54% em 2015

O total de pessoas executadas no ano passado no mundo inteiro aumentou 54% em relação a 2014, o maior número desde 1989, denuncia o relatório anual sobre o tema da organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, que faz campanha para acabar com a pena de morte.

Também aumentou o número de países que aplicaram a pena de morte, de 22 em 2014 para 25 em 2015. Três países muçulmanos lideram a lista, com 89% do total de execuções - Irã, Paquistão e Arábia Saudita -, mas a China foi excluída porque as execuções são consideradas segredo de Estado. Estima-se em mais de mil o total de execuções no país no ano passa

No Irã, 977 foram executadas em 2015, em comparação com 743 em 2014. A maioria foi condenada com base na lei contra as drogas. A República Islâmica é um dos poucos países que ainda aplica a pena de morte a menores de idade, contrariando o direito internacional. Pelo menos quatro executados eram menores quando cometeram as infrações punidas com a morte.

O Paquistão executou 326 pessoas no ano passado, um recorde para o país. Em dezembro de 2014, foi suspensa uma moratória contra a execução de civis.

A Arábia Saudita registrou um aumento de 76% em 2015, executando 158 pessoas. A maioria foi decapitada. Em alguns casos, os cadáveres foram expostos em público.

Houve um forte aumento de execuções em outros países, como o Egito, onde 102 pessoas foram condenadas à morte no ano passado, e a Somália. Pelo menos seis países que não executaram ninguém em 2014 aplicaram a pena de morte em 2015. O Chade realizou as primeiras execuções em dez anos.

Nos Estados Unidos, o único país desenvolvido que ainda aplica a pena de morte, o total de execuções (28) foi o menor desde 1991. O número de condenações à morte (52) foi o menor desde 1977. Além dos EUA, na América, só Trinidad-Tobago proferiu sentenças de morte.

Em 2015, quatro países aboliram a pena de morte: Congo (antigo Congo Francês), Fíji, Madagascar e Suriname. A Mongólia reformou o Código Penal a vai acabar com a pena fatal neste ano.

Pela primeira vez, a maioria dos países do mundo (102) aboliu a pena de morte e outros 38 não a aplicam na prática.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Arábia Saudita rompe relações com Irã após executar clérigo xiita

A Arábia Saudita anunciou ontem o rompimento de relações diplomáticas com o Irã, depois que manifestantes atacaram a embaixada saudita em Teerã em protesto contra a execução do clérigo Nimr al-Nimr e outros ativistas xiitas condenados por "terrorismo".

Hoje o o Bahrein e o Sudão romperam com o Irã em apoio à posição saudita.

A execução de 47 pessoas "só aumenta as manchas da problemática relação saudita com os direitos humanos", deplorou Sarah Leah, diretora de Oriente Médio da organização não governamental americana Human Rights Watch. A Anistia Internacional também condenou as execuções, acusando a Arábia Saudita de "usar o antiterrorismo para resolver diferenças políticas".

Nunca a monarquia petroleira da Arábia Saudita, sunita, e a República Islâmica do Irã, xiita, estiveram tão perto de uma guerra capaz de conflagrar o Oriente Médio.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Anistia Internacional considera ilegal prisão do prefeito de Caracas

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional considerou inaceitável a prisão do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, ontem pelo serviço secreto da Venezuela sem ordem judicial, noticia o jornal El Nacional. Em nota, a Anistia qualificou como "inaceitável" prender pessoas sem prova de que tenham cometido algum delito.

Sem provas concretas, o presidente Nicolás Maduro o acusou de conspirar com os Estados Unidos para derrubar seu governo.

"No atual contexto venezuelano, nada mais resta se não presumir uma vez mais que às autoridades não interessa dar prioridade à proteção dos direitos, mas, sim, calar vozes críticas", acrescenta a nota.

"Num Estado de Direito, em que se devem defender os direitos de todas as pessoas", prossegue o texto, "é inaceitável que se detenham indivíduos sem prova admissível de que tenham cometido algum delito. No último ano, foram presas arbitrariamente pessoas pelo simples fato de serem opositores ou terem uma visão crítica do governo. A prisão do prefeito de Caracas soma mais uma pessoa à lista de prisões com motivação política.

"Além do mais, na semana passada, a Anistia Internacional teve conhecimento de que foi detido o juiz Alí Fabricio Paredes, supostamente em consequência da sentença que proferiu em um caso de alta repercussão e que não haveria satisfeito os desejos do Executivo. Também foi detido o advogado Tadeu Arriechi como represália pelo desempenho de funções ao trabalhar como advogado de uma empresa acusada de desestabilizar a economia.

"Enquanto as autoridades venezuelanas não tomarem a sério a prioridade aos direitos humanos e entenderam que no Estado de Direito se deve dar espaço à dissidência, o país continuará numa espiral de deterioração que afetará sobretudo as pessoas mais vulneráveis."

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Iraniana é condenada a um ano de prisão por ir a jogo de vôlei

Ghoncheh Ghavami

Uma advogada iraniana de 25 anos residente em Londres foi condenada a um ano de prisão anteontem no Irã depois de ser presa por ir a um jogo de vôlei masculino, em 20 de junho de 2014, informou a televisão pública britânica BBC. Desde ontem, faz greve de fome.

Ghoncheh Ghavami foi acusada de fazer propaganda contra o regime fundamentalista iraniano por participar de uma manifestação diante do ginásio onde o Irã enfrentava a Itália pelo direito de mulheres assistirem a espetáculos esportivos masculinos.

As mulheres já eram proibidas de ir a jogos de futebol na República Islâmica do Irã. Desde 2012, o vôlei masculino foi incluído na lista negra.

Ghavami, formada em direito pela Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, tem dupla nacionalidade, é britânico-iraniana, mas o regime dos aiatolás não reconhece a cidadania britânica. Ela foi ao Irã visitar a família.

Em protesto por ter sido colocada em isolamento, Ghavami fez duas semanas de greve de fome a partir de 1º de outubro. A família anunciou ontem que ela voltou a fazer greve de fome contra a "prisão ilegal".

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional a considera uma presa política. Mais de 700 mil pessoas já assinaram uma petição online pela sua libertação.

Seu caso se insere na queda de braço entre conservadores e moderados sobre o futuro do Irã e de sua revolução islâmica. O país se ocidentalizou durante a ditadura do xá Reza Pahlevi (1953-79). A revolução foi uma reação.

Depois da queda do xá, em 11 de fevereiro de 1979, houve uma luta pelo poder dentro da revolução. O clero conservador, única instituição não governamental organizada no país, afastou os grupos liberais e socialistas em batalhas campais épicas.

Os Estados Unidos, que apoiaram o golpe de 1953 contra o primeiro-ministro nacionalista Mossadegh, foram demonizados pelos aiatolás e vistos como fontes de todo o mal. Em 4 de novembro de 1979, militantes revolucionários tomaram a Embaixada dos EUA em Teerã e mantiveram 52 pessoas como reféns durante 444 dias. Os dois países jamais reataram relações diplomáticas.

Sob suspeita de estar desenvolvendo armas atômicas em seu programa nuclear, o Irã está sob a ameaça de um bombardeio israelense que depende do aval e do apoio dos EUA. É alvo de sanções internacionais lideradas pelos EUA e a União Europeia. Desde 2011, o Banco Central do Irã não pode nem fazer a compensação de operações em dólar.

Com a economia em crise, em junho de 2013, foi eleito presidente o aiatolá moderado Hassan Rouhani com a proposta de se reaproximar dos EUA e negociar a questão nuclear em troca do fim das sanções. Depois de um discurso conciliatório na Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro do ano passado, as negociações começaram.

Há um prazo-limite, 24 de novembro de 2014, para concluir as negociações. As grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança da ONU (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido) e a Alemanha exigem que o Irã pare de enriquecer urânio e abra suas instalações a inspeções irrestritas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O regime teocrático iraniano nega estar fazendo a bomba e insiste no direito de enriquecer urânio para fins pacíficos.

É improvável um acordo no fim deste mês, mas EUA e Irã parecem decididos a não desperdiçar a oportunidade para se reaproximar. A linha dura do regime dos aiatolás é contra. Considera a bomba atômica essencial para garantir a sobrevivência da revolução islâmica. E o fim das sanções reabriria o país, tirando-o do isolamento que afasta as influências estrangeiras.

Neste contexto, a condenação de Ghavami pode ser interpretada como parte da reação conservadora à reaproximação com o Ocidente. A polícia religiosa a prendeu porque ela representa a mulher livre, cosmopolita e ocidentalizada que luta pelos seus direitos contra uma sociedade machista e conservadora onde as mulheres ainda são responsabilizadas por seus próprios estupros.

Apesar da censura, da discriminação e do uso obrigatório do véu islâmico, as mulheres árabes que visitam Teerã se sentem muito mais livres no Irã do que nos seus países de origem. Na Arábia Saudita, não podem nem dirigir. No Afeganistão dos Talebã, que seguem a mesma corrente religiosa do Estado Islâmico, as mulheres não podiam trabalhar fora nem sair de casa desacompanhadas de um homem da família. Num país em guerra, muitas passaram fome.

O Irã é assim um misto de modernidade e conservadorismo religioso com uma classe média vibrante e ocidentalizada, que acredita na educação como meio de subir na vida. Se na Arábia Saudita, a maioria dos jovens se volta para o islamismo radical como solução para os problemas do mundo contemporâneo, no Irã, a juventude se inspira no Ocidente e admira seu desenvolvimento científico e tecnológico.

A maior esperança de melhoria da condição feminina no Irã está num acordo nuclear com as potências ocidentais, na reaproximação com a Europa e os EUA, e em reformas graduais promovidas pelos interessados em normalizar o país.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Austrália nega visto para pessoas de países com epidemia de ebola

A decisão do governo conservador da Austrália de proibir a entrada de pessoas dos países mais afetados pela atual epidemia de ebola na África Ocidental foi considerada hoje "discriminatória" e "contraproducente" por Serra Leoa. Também foi criticada pela organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional e pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, informa a televisão pública britânica BBC.

Cerca de 5 mil pessoas morreram da doença nesta epidemia, quase todas na Libéria, na Guiné e em Serra Leoa. A pretexto de se proteger, a Austrália cancelou hoje todos os vistos temporários e não permanentes. Os novos pedidos de imigração foram cancelados. Quem já tiver o visto de residência permanente e vier desses três países terá de se submeter a uma quarentena de 21 dias, período de incubação da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) teme que esse tipo de atitude leve as pessoas a esconderem sua origem ou passagem por países com alta incidência de casos, dificultando o rastreamento do vírus ebola e o controle da doença.

Como os países mais atingidos são muito pobres, é mais eficiente para um país rico como a Austrália enviar recursos para acabar com a doença no nascedouro antes que a epidemia saia de controle. Já houve 10 mil casos e há o medo de que daqui a um mês haja 10 mil novos casos. Na Libéria, cada doente está infectando 2,2 pessoas. O vírus ebola está se propagando em progressão geométrica.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Ministro do Esporte mente ao acusar Anistia

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, aquele comunista que se aliou ao latifúndio para aprovar o Código (Anti)Florestal e anistiar desmatadores, investe agora contra a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, que faz campanha para defender o direito de realização de manifestações pacíficas durante a Copa. Mente descaradamente ao povo brasileiro ao dizer que a Anistia prega a violência.

A quem o Sr. quer enganar, ministro?

É um princípio básico da Anistia repudiar o uso da força. A Anistia nunca defendeu prisioneiros envolvidos em crimes de sangue. Repudia a anistia acordada no fim do regime militar porque ela contraria tratados internacionais firmados pelo Brasil que consideram tortura e desaparecimento de pessoas crimes contra a humanidade, imprescritíveis como os crimes do nazismo.

Como stalinista, Rebelo deve achar que a repressão faz bem à sociedade, impondo ordem e disciplina. Entre os alvos dos manifestantes violentos, exclui os bancos. Como comunista, deve achar justificado atacar bancos, símbolos maiores do capitalismo. Na prática, repete o discurso autoritário da ditadura militar contra a Anistia.

Se o ministro conseguir provar uma única das muitas acusações que faz nO Globo de hoje, que a "Anistia quer que o mundo diga às autoridades do Rio de Janeiro que não é crime explodir coquetel molotov em atos a que pessoas de boa fé levam os filhos para defender as causas justas do povo", que a ONG alega que "não é crime matar cinegrafista que registra o desempenho dos manifestantes" e que aplaude saques, atos de vandalismo, depredações e ataques a jornalistas e policiais, pedirei desculpas publicamente a Aldo Rebelo.

Mas ele não vai conseguir. O que escreve nO Globo de hoje não passa de um festival de mentiras. 

Este é o ministro responsável pela Copa com 10 dos 20 estádios mais caros da história do planeta, em mais uma rodada de benesses às empreiteiras que corrompem as campanhas eleitorais e os governos, e das obras de mobilidade que nunca saíram do papel, em que a maioria assiste mais uma vez ao banquete dos poderosos pago com dinheiro público.

Que a Seleção Brasileira tenha sorte e bom futebol para fazer o que o governo não conseguiu: ganhar a Copa!

Quanto ao ministro, tem lugar na lata de lixo da história ao lado da ideologia autoritária que professa. A corrupção só vai acabar quando o eleitorado parar de votar em quem mente e engana descaradamente o povo brasileiro, seja no debate sobre o Código Florestal ou na Copa do Mundo.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), partido de Rebelo, não estava envolvido em escândalos de corrupção com desvio de verbas destinadas a promover o esporte nas escolas? Que fim levaram as investigações? Caiu o ministro, mas o partido não perdeu a boquinha. Brasiilll!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Pena de morte cai mas ainda é usada em 21 países

Alguns países que não aplicavam a pena de morte há anos, como Gâmbia, Índia, Japão e Paquistão, voltaram a executar condenados em 2012, mas o uso da pena capital está em queda no mundo, onde ainda existe em 21 países.

Os maiores executores são a China, o Irã, o Iraque, a Arábia Saudita e os Estados Unidos.

Em seu relatório anual sobre o tema, a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional registra que a Letônia tornou-se o 97º país a abolir as condenações à morte; há dez anos, eram 80 países. Na prática, 140 países não aplicam a pena de morte, conclui o relatório.

No ano passado, pelo menos 1.722 pessoas foram condenadas à morte em 58 países, uma queda em relação aos 1.923 condenados em 63 países em 2011 e às 2.024 sentenças de morte em 67 países em 2011.

Na prática, houve 682 execuções em 21 países em 2012. Ainda que a Síria em guerra civil tenha ficado fora da lista, houve uma queda em comparação aos 28 países de 2003.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Milícias da Líbia estão fora de controle, alerta Anistia

Os grupos armados que derrubaram o coronel Muamar Kadafi estão fora de controle e ameaçam o futuro da revolução na Líbia, advertiu hoje a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional.

"Centenas de milícias armadas, amplamente apresentadas como heroínas por seu papel na queda do antigo regime, estão fora de controle", alerta o relatório Fora de Controle, divulgado hoje em Londres e citado pela televisão americana CNN. Pelo menos 12 pessoas foram torturadas até a morte desde setembro de 2011, quando os rebeldes assumiram o controle do país.

As milícias torturam suspeitos de ligação com o antigo regime, perseguem migrantes e removeram comunidades inteiras com ataques vingativos, denuncia a Anistia um ano depois do início da revolta popular que acabou com uma ditadura de 42 anos. Cerca de 2,4 mil presos estariam detidos em campos.

Em entrevista à BBC, o embaixador do novo governo líbio em Londres negou envolvimento do Conselho Nacional de Transição, alegando que as violações acontecem em áreas que não estão sob seu controle direto.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Anistia pede prisão de Bush ao Canadá

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional pediu ao Canadá a prisão do ex-presidente americano George Walker Bush "por crimes contra o direito internacional, inclusive a tortura". Bush deve visitar o país vizinho em 20 de outubro.

"O Canadá tem, por força de suas obrigações internacionais, de prender e processar o ex-presidente Bush", declarou Susan Lee, diretora da Anistia para a América.

As principais acusações da AI contra Bush se referem ao programa de voos clandestinos da Agência Central de Inteligência (CIA), o serviço de espionagem dos EUA, que levou suspeitos de terrorismo presos ou sequestrados para países como a Arábia Saudita, o Egito e a Líbia, onde eles foram torturados.

"Como as autoridades dos Estados Unidos não levaram até o presente o ex-presidente Bush à Justiça, a comunidade internacional deve intervir", acrescentou a nota divulgada pela ONG. "Se o Canadá se abstiver de agir durante sua visita, isto constituirá uma violação da Convenção das Nações Unidas contra a Tortura e será uma manifestação de desprezo pelos direitos humanos fundamentais."