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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Ditador deposto será julgado no Sudão, promete junta militar

A junta militar que derrubou ontem o ditador Omar Bachir, que estava no poder havia 30 anos, anunciou hoje que ele será julgado no Sudão e não extraditado para responder a processo no Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda, onde foi denunciado por crimes contra a humanidade e crimes de guerra por causa do genocídio de Darfur.

Sob pressão das ruas, o novo homem-forte do país, general Omar Zain al-Abidin, prometeu realizar eleições em dois anos. Ele afirmou que os militares que derrubaram Bachir "não têm fome de poder" e serão "guardiães das demandas do povo".

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, o general convocou ao diálogo todos os partidos do Sudão, menos o Congresso Nacional, de Bachir, acusando-se de ser "responsável pelo que aconteceu".

A Associação dos Profissionais Sudaneses, uma das organizações da sociedade civil organizadora das manifestações de rua, rejeitou o convite ao diálogo alegando que a junta militar "não é capaz de promover a mudança".

O porta-voz da associação, Rachid Said, disse: "Fomos enganados por uma grupo de pessoas que tomou o poder do Exército. Este é um pequeno grupo ligado ao regime de Bachir. Tomaram o poder com a concordândia de Bachir."

Como várias facções do Exército, várias milícias e o poderoso Serviço Nacional de Segurança e Inteligência estavam comprometidos com o antigo regime, há fortes suspeitas em relação ao diálogo e a uma mudança efetiva.

Pelo menos 11 pessoas foram mortas ontem, sendo oito na província de Darfur, no Leste do Sudão, local de um genocídio no início do século. O total de mortes desde que os protestos começaram, em dezembro, chegou a 90.

O TPI denunciou Bachir por cinco acusações de crimes contra a humanidade, duas de crimes de guerra e três de genocídio supostamente ocorridos em Darfur entre 2003 e 2008.

A crise econômica, agravada pelas sanções impostas pelos Estados Unidos, e a perda da renda do petróleo com a independência do Sudão do Sul, em 2011, contribuíram para o fim da ditadura de Bachir.

Com a queda do ditador sudanês e de Abdelaziz Bouteflika, que estava no poder há 20 anos na Argélia, fica no ar a dúvida de estar ocorrendo uma segunda Primavera Árabe como a de 2011, quando caíram ditaduras na Tunísia, no Egito, na Líbia e no Iêmen, e teve início a guerra civil na Síria.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Anistia acusa Sudão de usar armas químicas em Darfur

O governo islamista do Sudão usou armas químicas dezenas de vezes desde o início de 2016 em ataques contra os rebeldes da província de Darfur, matando centenas de civis, denunciou ontem a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, citada pela televisão pública britânica BBC.

Num relatório que inclui imagens de satélites, fotografias e depoimentos de vítimas, especialistas em armas químicas confirmaram os ataques. Com base nos relatos dos sobreviventes, a Anistia estima que entre 200 e 250 pessoas foram mortas em mais de 30 ataques.

Em Cartum, o governo do ditador Omar Bachir negou tudo. Os ataques podem minar as tentativas do Sudão de se reaproximar do Ocidente, especialmente dos Estados Unidos.

Pela estimativa das Nações Unidas, desde 2003, pelo menos 300 mil pessoas foram mortas na província sudanesa de Darfur, no foi descrito como um genocídio, a tentativa de exterminar todo um povo. Para o movimento Mundo sem Genocídio, o total de mortos já passa de 480 mil.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Guerra volta a explodir no país mais novo do mundo

O Sudão do Sul, país mais jovem do mundo, deveria festejar ontem cinco anos de independência do Sudão, pondo fim à mais longa guerra civil da África. Mas com 272 mortes desde quinta-feira, o Sudão do Sul reinicia sua própria guerra civil.

Os partidários do vice-presidente Riek Machar acusam forças leais ao presidente Salva Kiir Mayardit por ataques contra suas posições na capital.

As duas facções entraram em guerra em 15 de dezembro de 2013, quando Kiir mandou desarmar todas as etnias da Guarda Presidencial e rearmou apenas sua tribo dinka. Machar denunciou a discriminação da etnia nuer, que também se rearmou a foi à luta.

Desde então, o total de mortos no Sudão do Sul é estimado entre 50 e 300 mil, contando também as mortes por fome ou doenças causadas pela guerra. Em agosto de 2015, as duas partes assinaram um acordo de paz. Machar reassumiu a vice-presidência em maio de 2016, mas o conflito voltou a explodir agora.

A Primeira Guerra Civil Sudanesa, entre o Norte majoritariamente islâmico e o Sul cristão e animista, foi de 1955 a 1972. A Segunda Guerra Civil Sudanesa durou de 1983 a 2005 e terminou com um acordo de paz que previa a realização de um plebiscito sobre a independência, realizado de 9 a 15 de janeiro de 2011, com 98,83% dos votos a favor.

Além do conflito histórico entre Norte e Sul, que terminou com a independência do Sudão do Sul, o Sudão foi palco do genocídio de Darfur, uma província do Oeste do país, onde milícias leais ao governo islamita de Cartum massacraram povos não muçulmanos, matando mais de 300 mil pessoas pela estimativa das Nações Unidas.

domingo, 14 de junho de 2015

Tribunal da África do Sul impede ditador do Sudão de sair do país

Um tribunal da África do Sul baixou uma ordem impedindo o ditador do Sudão, Omar Bachir, de sair do país, onde ele participa de uma reunião de cúpula da União Africana realizada em Joanesburgo, noticiou hoje a televisão estatal britânica BBC.

Por força da ordem judicial, Bachir terá de ficar na África do Sul até que a Justiça do país decida se aceita ou não uma petição para entregar o ditador ao Tribunal Penal Internacional (TPI), onde é acusado de crimes de guerra em conexão com a guerra civil e o genocídio na província sudanesa de Darfur.

Omar Bachir, no poder no Sudão desde 1989, foi denunciado em 4 de março de 2009 por:
• ataques contra a população civil;
• pilhagem,
• assassinato,
• extermínio,
• transferência forçada de populações,
• tortura
• e estupro.

Em 12 de julho de 2010, foram acrescentadas três acusações de genocídio, a tentativa de exterminar povos inteiros:
• massacres,
• causar sérios danos físicos e mentais,
• e infligir deliberadamente condições de vida calculadas para levar à destruição física.

Várias organizações de defesa dos direitos humanos e o principal partido de oposição sul-africano estão pressionando o governo a entrar o ditador à Justiça internacional. Cerca de 400 mil pessoas foram mortas e 2 milhões fugiram de casa desde o início da guerra civil em Darfur, em 2003.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Genocídio de Darfur está em andamento, denuncia George Clooney

Mais de 450 mil pessoas foram mortas e quase 3 milhões fugiram de suas casas desde que o governo fundamentalista do Sudão e milícias aliadas começaram a massacrar populações locais não muçulmanas acusadas de apoiar grupos rebeldes na província de Darfur, no Oeste do país, em 2003. O genocídio de Darfur ainda não parou, adverte o ator e ativista George Clooney em artigo publicado hoje no jornal The New York Times.

"Na semana passada", protesta o superastro de Hollywood, "o regime supostamente convenceu a missão internacional de paz se retirar de áreas que o governo considera estáveis, esperando que ninguém veja de perto. Em consequência, atrocidades em massa continuam acontecendo em Darfur sem testemunhas externas. Este também é o caso nas regiões do [rio] Nilo Azul e das Montanhas da Núbia, duas regiões devastadas pela política de terra arrasada do governo."

Sob pressão da ditadura de Omar Bachir, no poder há 25 anos, a ONU fechou o escritório do Alto Comissariado para Direitos Humanos em Cartum, a capital sudanesa. A ditadura islamita também impede o acesso de jornalistas a Darfur, restringe a entrada de agências e organizações não governamentais de ajuda humanitária e pressiona a ONU e a União Africana a retirar a missão de paz.

O governo sudanês criou assentamentos para abrir os desajolados pela guerra civil em Darfur, mas eles não se livram do medo e do terror. A ONG Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos) denunciou um estupro em massa na vila de Tabit.

"Depois de colher os depoimentos de mais de 130 sobreviventes e testemunhas, seus pesquisadores concluíram que pelo menos 221 mulheres foram violentadas por soldados do Exército do Sudão durante 36 horas num período de 36 horas em outubro do ano passado", acrescenta Clooney.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Sudão pede retirada de missão de paz da ONU

O regime fundamentalista muçulmano do Sudão pediu à missão de paz conjunta das Nações Unidas e da União Africana que se retire do país. A tensão entre o governo sudanês e a força internacional de paz aumentou por causa de uma investigação sobre suspeitas de que tropas governamentais cometeram estupros em massa numa vila da província de Darfur.

O mandato da força de paz vai até março de 2015, mas a expectativa agora é de uma retirada até fevereiro.

A província de Darfur é uma região sudanesa do tamanho da França com cerca de 6 milhões de habitantes de 100 povos diferentes, todos muçulmanos.

Em 2003, dois grupos, o Exército de Libertação do Sudão e o Movimento por Justiça e Igualdade, se rebelaram contra o governo central de Cartum, que respondeu com a milícia conhecida como Janjaweed, responsável um genocídio.

Mais de 400 aldeias foram arrasadas, 400 mil pessoas foram mortas e 2,5 milhões fugiram de suas casas. Até hoje, cerca de 5 mil pessoas são assassinadas por mês, denuncia o Conselho de Direitos Humanos da ONU. O governo sudanês rejeita essas estatísticas e nega qualquer relação com a milícia genocida.

Em 4 de março de 2009, o presidente Omar Bachir tornou-se o primeiro chefe de Estado no exercício do cargo a ser denunciado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Ele ainda está no poder e o genocídio continua.

domingo, 11 de agosto de 2013

Conflito tribal mata pelo menos 100 em Darfur

Pelo menos 100 pessoas foram mortas em conflitos entre tribos árabes rivais na região de Adila, no estado de Darfur do Sul, no Sudão, informou hoje a agência de notícias oficial Nova China. O clima na região é de guerra.

A província de Darfur foi cenário de um genocídio cometido pelo governo fundamentalista sudanês e milícias muçulmanas aliadas em que cerca de 350 mil pessoas foram mortas e 2 milhões fugiram de casa, desde 2003.

domingo, 25 de abril de 2010

Confronto em Darfur deixa 55 mortos

Pelo menos 55 morreram e outras 85 saíram feridas de choques entre nômades árabes e o Exército Popular de Libertação do Sudão, do Sul do país, na divisa da província de Darfur.

O exército rebelde confirmou ter sido atacado no sábado, mas atribuiu a ação ao Exército Nacional, dominado pelo regime islamita de Cartum e o presidente Omar Bachir, no poder desde 1989.

Maior país da África, o Sudão viveu sob guerra civil a maior parte do tempo desde a independência do Império Britânico, em 1955. A primeira guerra civil entre Norte e Sul durou até 1972. Recomeçou em 1983 e só terminou em 2006.

O governo acaba de realizar eleições, boicotadas pelas forças políticas do Sul, cristão e animista, em contraste com o Norte, muçulmano, que domina o Sudão desde a independência.

Para a revista britânica The Economist, o melhor resultado possível das eleições sudanesas seria encaminhar um plebiscito para uma divisão do país.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Pirataria na África é fruto de anarquia e omissão

Os piratas que atacam perto da costa Nordeste e agora também no Leste da África são produto da total anarquia na Somália, um país que não tem governo desde a queda do ditador Mohammed Siad Barre, em 1991.

A situação era tão grave, com milhões de pessoas ameaçadas de morrer de fome, que, depois de perder a reeleição para Bill Clinton, em dezembro de 1992, o presidente George Bush sr. mandou soldados americanos para a Somália em missão humanitária para proteger a distribuição de alimentos pelas Nações Unidas a populações famintas.

No governo Clinton, o objetivo foi mudado para pacificar o país. Os americanos acabaram entrando na guerra civil somaliana contra o senhor da guerra que dominava a região da capital, Mogadíscio, Mohammed Farah Aidid.

Como ele era líder de um clã, os americanos passaram a ser vistos como inimigos por uma parte da população. Acabaram sendo vítimas de uma embosca na Batalha de Mogadíscio, em 3 e 4 de outubro de 1993. Pelo menos 18 fuzileiros navais dos EUA foram mortos e alguns corpos arrastadas pelas ruas da capital somaliana.

Aquela derrota humilhante de uma força que não tinha os meios necessários para fazer a guerra levou Clinton a retirar os soldados americanos da Somália e a rejeitar o princípio de intervenção militar por razões humanitárias na África.

Quando caiu o governo de Ruanda, em abril de 1994, os EUA vetaram qualquer intervenção do Conselho de Segurança da ONU.

A missão de paz liderada por belgas caiu fora diante de falta de meios para resistir à guerra civil. Ficou só a Operação Turquesa, da França, acusada até hoje pelo novo governo de Ruanda de acobertar a fuga do Exército hutu derrotado e das milícias hutus responsáveis pelo genocídio de 800 mil pessoas.

Os hutus em fuga entraram em conflito com os baniamulengues do Congo, que são da etnia tútsi, provocando o início da guerra civil congolesa. Em 1997, caiu o ditador Joseph Mobutu e o Congo, riquíssimo em minerais, virou palco da Primeira Guerra Mundial Africana, envolvendo exércitos de nove países e centenas de grupos irregulares.

Entre 1998 e 2003, estima-se que 5,4 milhões de pessoas morreram no Congo. Em agosto, um general rebelde tútsi que rompeu com o governo central de Kinshasa, começou a atacar o Exército, acusando-o de cumplicidade com a Frente Democrática para a Libertação de Ruanda, que reúne os hutus no exílio no Congo.

A omissão da sociedade internacional depois da humilhação dos americanos na Batalha de Mogadíscio e diante do genocídio em Ruanda abriu espaço para duas situações explosivas que atormentam a África e o resto do mundo hoje.

Na Somália, foi negociado um acordo de paz, mas o governo provisório nunca assumiu o controle do território. Desde 2006, o grupo extremista muçulmano União dos Tribunais Islâmicos controla a maior parcela do território somaliano.

Isso provocou uma intervenção militar da Etiópia, apoiada pelos EUA, para que o país não caia nas mãos de uma milícia alinhada ideologicamente com Al Caeda. Os muçulmanos ameaçam atacar os piratas para libertar o superpetroleiro saudita Sirius Star, um “navio islâmico”, carregado com 2 milhões de barris de petróleo, um quarto da produção diária da Arábia Saudita.

Mas os piratas têm o apoio de senhores da guerra que fornecem armas e os deixam atracar os navios e acomodar os reféns. Nos últimos 12 meses, ganharam US$ 150 milhões.

Lição da História: a África precisa de ajuda da sociedade internacional para resolver seus problemas, muitos herdados do passado colonial, e a omissão só agrava os problemas e aumenta o preço em vidas e dinheiro.

Quando a África do Sul acabou com ditadura da minoria branca, em 1994, o presidente Nelson Mandela prometeu que os direitos humanos seriam uma pedra fundamental na política externa do governo democrático.

Mas o governo sul-africano tem sido tolerante e omisso com o genocídio em Darfur, cometido pelo regime islamita do Sudão, e com as fraudes eleitorais e abusos e poder do ditador do Zimbábue, Robert Mugabe, para só citar dois casos.

Os militantes indignados dizem que, se a maioria negra da África do Sul ainda estivesse lutando contra o regime segregacionista do apartheid, não teria o apoio do atual governo sul-africano.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

TPI pede prisão do presidente do Sudão

LONDRES - Como estava previsto, o procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, pediu hoje formalmente a prisão do presidente do Sudão, Omar Bachir, denunciado por crimes contra a humanidade e genocídio em relação ao conflito na província de Darfur. Ele é acusado de tentar exterminar três tribos.

As Nações Unidas estimam que pelo menos 300 mil pessoas foram mortas na província sudanesa de Darfur nos últimos quatro anos e 2,5 milhões foram expulsas de suas casas pelo Exército e milícias leais ao governo islamita de Cartum.

Com medo da reação do governo sudanês, a ONU está retirando seu pessoal não-essencial do país.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Sudão está à beira de outra guerra civil

O maior país da África é também o mais castigado pela guerra. Desde 1955, o Sudão só viveu 11 anos sem guerra. O Norte e o Sul estiveram em guerra de 1955 a 1972 e de 1983 a 2005.

Neste momento em que o genocídio na província de Darfur, no Leste do Sudão, iniciado em 2003, é a pior tragédia humanitária em andamento no mundo, o Movimento Popular de Libertação do Sudão, que representa os povos do Sul do país, adverte para o risco de reinício da guerra civil.

"Estamos à beira da guerra. Já houve choques", advertiu o general Pagan Amum, do MPLS. "Tenho certeza que isso merecerá uma resposta do Exército Popular de Libertação do Sudão". O EPLS é a ala militar do MPLS.

Em 2005, depois de 22 anos de guerra, o Norte muçulmano e o Sul cristão e animista chegaram a um acordo de paz, negociado pelo então líder do EPLS, John Garang, que se tornou vice-presidente e morreu num acidente de avião em 30 de julho do mesmo ano.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

China acusa Spielberg de não ter espírito olímpico


A China criticou o diretor de cinema americano Steven Spielberg, que abandonou as funções de assessor artístico da Olimpíada de Beijim acusando o regime comunista chinês de não fazer nada contra o genocídio da população não-muçulmana de Darfur, no Sudão, o maior país da África.

Spielberg seria um dos criadores das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Beijim. Em abril do ano passado, enviou carta pedindo audiência com o presidente Hu Jintao para discutir a questão de Darfur. Não teve resposta.

Na terça-feira, Spielberg enviou nova carta, assinada também por 10 ganhadores do Prêmio Nobel da Paz, cobrando uma atitude da China contra o genocídio de Darfur, a pior tragédia humanitária hoje no mundo.

O diretor de Tubarão, Caçadores da Arca Perdida e Parque dos Dinossauros é judeu e ganhou os Oscars de melhor filme e melhor diretor com A Lista de Schindler, um filme sobre o Holocausto, a tentativa da Alemanha nazista de exterminar o povo judeu na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Ele disse que lutar contra o genocídio em Darfur é mais importante do que ficar criando cerimônias olímpicas.

A China denunciou a ligação entre esporte e política como uma "quebra do espírito olímpico". O Comitê Olímpico da China declarou que o país faz "incessantes esforços" pela paz naquele região.

O Sudão é um dos maiores fornecedores de petróleo à China, que em troca vende armas para o regime fundamentalista de Cartum.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Milhares de civis fogem do Chade

Milhares de chadianos cruzaram uma ponte que liga a capital do Chade, Ndjamena, à vizinha república de Camarões, para fugir de uma ofensiva rebelde contra o presidente Idriss Déby.

Os rebeldes de três grupos invadiram a capital chadiana no sábado. Chegaram a cercar o palácio presidencial. Mas, com tanques e helicópteros, as forças leais a Déby, no poder desde 1990, resistiram.

Na segunda-feira, os rebeldes saíram da capital anunciando é apenas um recuo tático para lançar outro assalto em breve.

O Conselho de Segurança das Nações e a França, a antiga potência colonial, apoiaram o presidente, que chegou ao poder num golpe de Estado mas depois se submeteu a eleições, a última em 2006.

Déby governa um dos países mais corruptos do mundo. Aliado do Ocidente, o Chade serviria de base para a força internacional de paz da União Africana e da ONU que tentaria conter o genocídio na província de Darfur, no vizinho Sudão.

Por ora, o envio da força de paz de Darfur fica adiado.

Como isto serve os interesses do regime fundamentalista do Sudão, e o governo do Chade alega que está atrás da invasão rebelde, que saiu de lá, o objetivo oculto da ofensiva talvez seja atrapalhar a intervenção internacional em Darfur.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Forças leais ao presidente do Chade reagem

Com tanques e helicópteros, tropas leais ao presidente Idriss Déby contra-atacaram os rebeldes que tomaram parte da capital, Ndjamena, e cercaram o palácio do governo. A cidade está dividida: os rebeldes dominam o Oeste e o governo controla o Leste.

O ministro chadiano das Minas e Energia, general Mahamat Ali Abdallah Nassour, acusou o vizinho Sudão de ter feito um ataque por terra e ar equivalente a "uma declaração de guerra" contra a cidade de Adra. Ela fica na região do Chade que faz fronteira com a província de Darfur, onde o governo fundamentalista sudanês é acusado de cometer genocídio contra a população não-muçulmana.

Genocídio, a tentativa de exterminar todo um povo, como os nazistas quiseram fazer com os judeus na Segunda Guerra Mundial, é um crime contra a humanidade proibido por uma convenção das Nações Unidas. Todos os países signatários da convenção têm a obrigação de intervir para impedir um genocídio.

Desde 2003, cerca de 250 mil pessoas foram mortas e outros 2 milhões fugiram de Darfur. De lá, saíram os rebeldes que invadiram no sábado a capital chadiana.

Em sua defesa, o governo do Sudão alegou que a crise é um problema interno do Chade.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

ONU protesta contra Sudão

As Nações Unidas fizeram um protesto junto ao governo do Sudão depois que um comboio com suprimentos para sua missão de paz na província de Darfur foi alvo de uma emboscada de tropas sudanesas.

Um motorista sudanês foi gravamente ferido, com sete tiros.

Leia mais no site da BBC.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Malnutrição de crianças de Darfur piora

A malnutrição das crianças da província sudanesa de Darfur, em guerra civil desde 2003, agravou-se dramaticamente, apesar da região ser alvo da maior operação de ajuda humanitária no momento, revela um relatório das Nações Unidas.

Mais de 16% das crianças de Darfur sofrem de malnutrição aguda, em contraste com cerca de 13% no ano passado. Pela primeira vez desde 2004, esse índice ultrapassa o limite que a ONU considera emergencial.

Desde 2003, o governo islamita de Cartum e milícias armadas e sustentadas por ele travam uma guerra contra a população não-muçulmana de Darfur, numa operação de purificação étnica considerada genocídio.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Chade condena fraceses por tráfico de menores

A Justiça do Chade, um país do centro da África, condenou hoje a oito anos de cadeia com trabalhos forçados seis franceses da organização não-governamental Arca de Zoé por tráfico de crianças. Um chadiano e um sudanês pegaram quatro anos de prisão. Outros três chadianos foram absolvidos.

Eles foram acusados pelo seqüestro de 103 crianças e jovens que descreveram como refugiados da guerra civil na província sudanesa de Darfur. Mas muitos tinham família e alguns não eram do Sudão.

domingo, 4 de novembro de 2007

Chade liberta quatro aeromoças e três jornalistas

A Justiça do Chade soltou hoje quatro aeromoças espanholas e três jornalistas franceses presos desde 25 de outubro como parte de um grupo de 17 europeus acusados de seqüestro e tráfico de menores, quando tentavam embarcar para a Europa com 103 crianças e jovens, supostamente vítimas da guerra civil na província de Darfur, no Sudão.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi a N'Djamena para negociar pessoalmente a libertação dos europeus e já está voltando para a Europa com eles. Continuam detidos os funcionários da organização não-governamental Arca de Zoé

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

França negocia libertação de franceses no Chade

O governo da França tenta libertar um grupo de estrangeiros, entre eles nove franceses, presos no Chade sob a acusação de aliciamento, seqüestro e tráfico de menores ao tentar levar crianças e jovens, supostamente órfãos da guerra civil em Darfur, no Sudão, para serem adotados na Europa. Duas agências das Nações Unidos disseram hoje que muitos não são órfãos, como alegavam os presos

Estão detidos membros da organização não-governamental francesa Arca de Zoé, jornalistas franceses, a tripulação, formada por sete espanhóis, e um piloto belba do avião fretado pela ONG. Eles podem ser condenados a até 20 anos de cadeia e trabalhos forçados.

As autoridades francesas têm duas preocupações centrais:

• manter boas relações com o ditador chadiano Idriss Déby, necessária para que uma força militar européia seja enviada para o Leste do Chade, junto à fronteira com o Sudão, para tentar conter a crise humanitária provocada pelo genocídio na província sudanesa de Darfur; e

• conseguir a transferência dos presos para a França, evitando um longo processo judicial que daria instrumentos de pressão ao governo chadiano e poderia envenenar as relações entre Paris e N'Djamena.

Em telefonema a Déby, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu a aplicação do princípio da "presunção da inocência" - todo o mundo é inocente até sentença definitiva em contrário -, especialmente para os jornalistas e tripulantes, que "aparentemente não eram parte nas ações dessa associação".

Os europeus foram detidos em 25 de outubro em Abéché, no Leste do Chade, quando tentavam embarcar com 103 menores africanos num Boeing que os levaria para a França.

Dois dias depois, o ditador do Chade os acusou de tráfico de menores para "vendê-los" ou "matá-los para vender seus órgãos".

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Brown e Bush reafirmam relação especial

Em seu primeiro encontro com o presidente George Walker Bush como primeiro-ministro britânico, Gordon Brown reafirmou nesta segunda-feira em Washington seu apoio à luta contra o terrorismo e a guerra na Iraque.

Como foi a ocupação do Iraque que derrubou seu antecessor, Tony Blair, Brown foi frio, numa mudança de Blair, que foi chamado de poodle de Bush. Falou de países e não de uma relação pessoal com o presidente americano, extremamente impopular nos Estados Unidos e no resto do mundo.

Brown e Bush prometeram cooperar ainda na luta contra a proliferação nuclear, na contenção do Irã, no controle do aquecimento global, no desenvolvimento da África, no combate ao genocídio em Darfur e na retomada das negociações de liberalização comercial da Organização Mundial do Comércio (OMC).