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sábado, 22 de fevereiro de 2020

Líder rebelde volta à Vice-Presidência do Sudão do Sul

O líder rebelde Riek Machar reassumiu hoje o cargo de primeiro-vice-presidente do Sudão do Sul, voltando a fazer parte do governo de onde saiu em 2013, no início de uma sangrenta guerra iniciada dois anos depois da independência.

Machar prestou juramente diante de autoridades e diplomatas estrangeiros, inclusive o novo ditador do Sudão, general Abdel Fattah al-Burhan. O vice-presidente foi um dos pioneiros do Exército Popular de Libertação do Sudão, que travou uma longa guerra pela independência do Sul.

Em julho de 2013, o presidente Salva Kiir Mayardit dissolveu o governo e demitiu o vice-presidente. Machar o acusou de querer implantar uma ditadura. Começava a guerra civil do Sudão do Sul.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

EUA ameaçam cortar ajuda ao Sudão do Sul

Os Estados Unidos podem cortar a ajuda ao Sudão do Sul se não acabar a guerra civil entre as forças leais ao presidente Salva Kiir Mayardit e os partidários do vice-presidente afastado Riek Machar, advertiu o secretário de Estado americano, John Kerry, citado pelo jornal The Wall Street Journal.

Ao participar de negociações de paz regionais sobre o Sudão do Sul realizadas no vizinho Quênia, Kerry deixou claro que uma ajuda adicional de US$ 138 milhões depende do fim da violência política que matou milhares de pessoas de dezembro de 2013 a agosto de 2015 e centenas nas últimas semanas.

Kerry também defendeu o reforço da missão de paz das Nações Unidas com mais 4 mil soldados dos países da região, medida que não conta com o apoio do presidente Kiir.

Desde o início da guerra civil, os EUA deram mais de US$ 1,6 bilhão ao Sudão do Sul, o país mais novo do mundo, criado em 2011 depois da mais longa guerra civil da África pós-colonial.

sábado, 13 de agosto de 2016

Conselho de Segurança da ONU reforça missão no Sudão do Sul

Com 11 votos a favor e quatro abstenções (China, Egito, Rússia e Venezuela), o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou ontem resolução para fortalecer com uma força regional de 4 mil soldados a missão de paz no Sudão do Sul, que já conta com 12 mil homens, e prorrogou seu mandato até 15 de dezembro de 2016.

A resolução manifesta "grave preocupação e alarme" com a crise política, econômica, humanitária e de segurança.

O novo contingente vai se concentrar na proteção das instalações, tropas e trabalhadores da ONU, voluntários que trabalham com ajuda humanitária e a população civil, principalmente na capital do país, Juba, e nos arredores.

Como o governo sul-sudanês não concordou com a presença no país de uma força regional, a resolução invoca o direito de uso da força. Não proíbe o comércio de armas, mas indica que pode impor um embargo.

Para pacificar o Sudão do Sul, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana pediu a saída do recém-nomeado vice-presidente Taban Deng Gai e a devolução do cargo a Riek Machar.

Mais novo país do mundo, o Sudão do Sul foi fundado em julho de 2011. É resultado de um acordo de paz e da divisão do Sudão depois da mais longa guerra civil africana da era moderna. De dezembro de 2013 a agosto de 2015, viveu uma guerra civil em que morreram de 50 a 300 mil pessoas.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Vice-presidente retira tropas da capital do Sudão do Sul

Depois de um fim de semana sangrento, com mais de 300 mortes, o vice-presidente Riek Machar retirou suas forças de Juba, a capital do país mais jovem do mundo, o Sudão do Sul, criado em 2011, no fim de uma longa guerra civil no antigo Sudão, noticiou a agência Reuters.

O cessar-fogo acertado em agosto de 2015 foi reinstaurado depois dos violentos conflitos do fim de semana entre facções leais ao presidente Salva Kiir Mayardit e o vice. As tropas de Machar devem ficar fora da capital até a trégua ser consolidada.

A explosão do último fim de semana acontece num país arrasado, com a economia deprimida pela queda nos preços internacionais do petróleo. Não há recursos para sustentar uma guerra civil, mas o acordo de paz foi seriamente abalado pelos combates dos últimos dias.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

EUA reforçam embaixada no Sudão do Sul

Os Estados Unidos enviaram ontem mais 47 soldados para reforçar a segurança da embaixada do país em Juba, a capital do Sudão do Sul, anunciou hoje o presidente Barack Obama em carta ao Congresso, informou a agência Associated Press (AP).

Mais de 300 pessoas foram mortas no fim de semana em Juba em confrontos entre facções rivais ligadas ao presidente Salva Kiir Mayardit e ao vice-presidente Riek Machar, reiniciando a guerra civil que divide o país mais novo do mundo desde 15 de dezembro de 2013.

As tropas americanas estão equipadas para o combate e vão ficar no Sudão do Sul até as condições de segurança melhorem, informou Obama. Outros 130 soldados dos EUA estão de prontidão no vizinho Djibúti para intervir no Sudão do Sul se for necessário.

No momento, a trégua iniciada em 26 de agosto de 2015 foi reinstaurada, mas a paz ainda é um sonho distante. Entre 50 e 300 mil pessoas morreram em combate, de fome ou doenças provocadas pela guerra civil sul-sudanesa.

Um dos pontos centrais da discórdia é a iniciativa do governo para criar 28 novos estados, uma manobra denunciada pela oposição como uma tentativa de dividir e enfraquecer suas bases de poder.

Os dois líderes são reféns de suas origens e a lealdades tribos. As disputas internas dentro das duas facções impedem Kiir e Machar de adotar qualquer posição contrária a suas bases étnicas. A radicalização exacerbada pela guerra civil conspira contra a paz.

A maior preocupação dos aliados de Machar é que um acordo para reconduzi-lo à vice-presidência leve à divisão de suas terras e seus povos, que seriam governados por partidários de Kiir. Uma oposição enfraquecida seria incapaz de cumprir seu papel.

Com o país arrasado e empobrecido ainda mais pela queda nos preços internacionais do petróleo, nenhum dos dois lados tem interesse no recomeço da guerra civil.

Obrigado a pagar altas taxas de trânsito pelos oleodutos do Sudão, Kiir está sem dinheiro. Os funcionários públicos civis não recebem há meses. O Exército falta de equipamentos e suprimentos.

O presidente chegou a pedir ajuda ao ditador de Uganda, Yoweri Museveni, para defender a capital.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Guerra volta a explodir no país mais novo do mundo

O Sudão do Sul, país mais jovem do mundo, deveria festejar ontem cinco anos de independência do Sudão, pondo fim à mais longa guerra civil da África. Mas com 272 mortes desde quinta-feira, o Sudão do Sul reinicia sua própria guerra civil.

Os partidários do vice-presidente Riek Machar acusam forças leais ao presidente Salva Kiir Mayardit por ataques contra suas posições na capital.

As duas facções entraram em guerra em 15 de dezembro de 2013, quando Kiir mandou desarmar todas as etnias da Guarda Presidencial e rearmou apenas sua tribo dinka. Machar denunciou a discriminação da etnia nuer, que também se rearmou a foi à luta.

Desde então, o total de mortos no Sudão do Sul é estimado entre 50 e 300 mil, contando também as mortes por fome ou doenças causadas pela guerra. Em agosto de 2015, as duas partes assinaram um acordo de paz. Machar reassumiu a vice-presidência em maio de 2016, mas o conflito voltou a explodir agora.

A Primeira Guerra Civil Sudanesa, entre o Norte majoritariamente islâmico e o Sul cristão e animista, foi de 1955 a 1972. A Segunda Guerra Civil Sudanesa durou de 1983 a 2005 e terminou com um acordo de paz que previa a realização de um plebiscito sobre a independência, realizado de 9 a 15 de janeiro de 2011, com 98,83% dos votos a favor.

Além do conflito histórico entre Norte e Sul, que terminou com a independência do Sudão do Sul, o Sudão foi palco do genocídio de Darfur, uma província do Oeste do país, onde milícias leais ao governo islamita de Cartum massacraram povos não muçulmanos, matando mais de 300 mil pessoas pela estimativa das Nações Unidas.

sábado, 26 de março de 2016

Sudão do Sul acusa Sudão de bombardeio aéreo

A Força Aérea do Sudão bombardeou na quinta-feira o estado do Nilo Oriental, no Sudão do Sul, acusou ontem o porta-voz do Exército sul-sudanês, general Lul Ruai Koang, citado pela Agência France Presse (AFP).

Koang afirmou que mais de 12 bombas foram jogadas em posições do Exército do Sudão do Sul. Em 17 de março, o Sudão ameaçou fechar a fronteira entre os dois países, reaberta em janeiro.

A violência na fronteira marca as relações entre os dois países. O Sudão do Sul é o mais jovem país do mundo. Tornou-se independente em 9 de julho de 2011 depois de décadas da mais longa guerra civil da história da África independente.

Quando o Sudão conquistou a independência do Império Britânico, em 1956, os estados do Sul, majoritariamente cristãos ou animistas, se rebeleram contra o Norte, de maioria muçulmana. O conflito durou até 1972 e recomeçou em 1983, terminando em 2005 com o acordo de paz que levou à independência do Sudão do Sul.

Em 2013, começou uma guerra civil no Sudão do Sul entre forças leais ao presidente Salva Kiir Mayardit e rebeldes ligados ao vice-presidente Riek Machar.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Presidente do Sudão do Sul assina acordo de paz

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit, assinou hoje em Juba um acordo de paz com os rebeldes liderados pelo ex-vice-presidente Riek Machar, que já havia aprovado o acordo em Adis Abeba, na Etiópia, em 17 de agosto de 2015.

Pelo acordo, a capital do país será desmilitarizada e a segurança pública será mantida por uma força de paz internacional das Nações Unidas e da União Africana.

País mais jovem do mundo, o Sudão do Sul ficou independente em 2011 depois da mais longa guerra civil africana na era da independência. O conflito começou em 2013, quando Kiir tentou desarmar os militantes do Movimento Popular de Libertação do Sudão de outras etnias que não a sua.

Desde então, milhares de pessoas morreram em combate e de fome.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Presidente do Sudão do Sul adia assinatura de acordo de paz

Apesar das pressões internacionais, o presidente do país mais novo do mundo, o Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit, pediu tempo para assinar um acordo de paz com os rebeldes liderados por seu ex-vice-presidente Riek Machar, informou a agência de notícias Reuters.

O governo pediu mais 15 dias para examinar os termos do acordo. As divisões internas nos dois lados prolongaram a guerra civil do Sudão do Sul, que surgiu da divisão do Sudão, em 2011, depois da mais longa guerra civil da história da África independente.

A guerra civil começou em 15 de dezembro de 2013, quando o vice-presidente Machar, Pagan Amum e Rebecca Nyandeng boicotaram uma reunião do Conselho de Libertação Nacional e passaram para a oposição.

Salva Kiir mandou desarmar os soldados de todas as etnias do Movimento Popular de Libertação do Sudão e em seguida rearmou os do povo dinka, enquanto os nuêres se rearmaram por conta própria. Quando os soldados dinkas atacaram civis do povo nuer, a guerra civil estava deflagrada.

Desde então, milhares de pessoas morreram em combate, de fome e de doenças provocadas pela guerra civil. Kiir está sob a ameaça de sanções internacionais se não assinar logo o acordo de paz.

Presidente do Sudão do Sul negocia paz na Etiópia

O presidente do país mais novo do mundo, o Sudão do Sul, Salva Kiir, viajou para a Etiópia para negociar a paz com os rebeldes liderados pelo ex-vice-presidente Riek Machar, sob a mediação de presidentes africanos.

Na opinião do chefe da Casa Civil do Sudão do Sul, um acordo de paz só será possível se todas as facções rebeldes aderiram ao processo de paz.

O governo sul-sudanês está sob pressão internacional para assinar um acordo de paz ainda hoje. Caso contrário, poderá ser submetido a sanções econômicas.

Milhares de pessoas morreram na guerra civil do mais novo país do mundo - e um dos mais pobres -, nascido em 2011 depois de mais de meio século de guerra civil no Sudão, que antes de se dividir era o maior país da África.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Rebeldes tomam campo e refinaria de petróleo no Sudão do Sul

Numa tentativa de atingir financeiramente o governo, o Exército de Libertação do Sudão do Sul conquistou um campo de exploração de petróleo e uma refinaria no estado do Alto Nilo, anunciou um porta-voz rebelde citado pelo sítio de notícias turco World Bulletin.

O grupo rebelde advertiu as companhias de petróleo que operam no Alto Nilo para parar suas atividades e remover seu pessoal da área imediatamente para escapar do fogo cruzado.

"Em resposta à ofensiva governamental em grande escala contra nossas posições em três estados da região do Alto Nilo, decidimos assumir o controle dos campos petrolíferos para impedir [o presidente] Salva Kiir de usar os recursos do petróleo para perpetuar a guerra", declarou o porta-voz James Dak.

O Sudão era o maior país da África depois da independência e enfrentou duas longas guerras civis entre Norte e Sul, de 1955 a 1972 e de 1983 a 2005. O país foi dividido no acordo de paz, com a criação, em 9 de julho de 2011, do Sudão do Sul.

A guerra civil no Sudão do Sul começou em 15 de dezembro de 2013 com a ruptura entre o presidente Salva Kiir e o vice-presidente Riek Machar. O total de mortos desde então é estimado em pelo menos 10 mil pessoas.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Governo e rebeldes acertam cessar-fogo no Sudão do Sul

Depois de mais de mil mortes, o governo e os rebeldes do Sudão do Sul assinaram hoje em Adis Abeba, na Etiópia, um acordo para cessar fogo na guerra civil que ameaça o país mais novo do mundo.

Cerca de 2 mil pessoas foram mortas e centenas de milhares fugiram de casa para escapar do conflito entre o presidente Salva Kiir e os rebeldes, liderados pelo ex-vice-presidente Riek Machar.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Presidente e rebelde do Sudão do Sul negociam a paz

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e o ex-vice-presidente e líder rebelde Riek Machar, concordaram em iniciar negociações de paz através de representantes, em Adis Abeba, a capital da vizinha Etiópia, para acabar com uma guerra civil que matou mais de mil pessoas nas últimas duas semanas.

Há expectativa de acerto de um cessar-fogo imediato para evitar uma tragédia ainda maior no país mais novo do mundo.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Rebeldes tomam capital de estado no Sudão do Sul

O país mais novo do mundo, independente desde 9 de julho de 2011, está à beira de uma guerra civil potencialmente devastadora. As forças rebeldes leais ao vice-presidente Riek Machar tomaram Bentiu, capital do estado petroleirode Unidade. O conflito com as tropas do presidente Salva Kiir Mayardit tem origens tribais.

A missão das Nações Unidas no Sudão do Sul mandou todos os funcionários não essenciais neste momento saírem do Sudão do Sul, enquanto enviados especiais dos Estados Unidos e da Nigéria tentam evitar um agravamento do conflito em que mais de 500 pessoas foram mortas.