Depois de acusar o governo Barack Obama de abandonar Israel no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou a resolução aprovada ontem e prometeu trabalhar com o futuro governo Donald Trump nos Estados Unidos para "anular os efeitos negativos" da decisão, que chamou de absurda.
Pela primeira vez desde a ocupação da Cisjordânia, inclusive o setor oriental de Jerusalém, e da Faixa de Gaza na Guerra dos Seis Dias, em 1967, os Estados Unidos não vetaram um projeto de resolução condenando Israel.
Com a abstenção de Washington, a medida foi aprovada por 14 a 0. Ao defender a posição americana, a embaixadora na ONU, Samantha Power, afirmou que a expansão das colônias judaicas na Cisjordânia mina a segurança de Israel e a possibilidade de uma paz com a coexistência de dois países, um árabe e um judaico, no território histórico da Palestina.
Obama tomou a decisão depois de sucessivos boicotes da direita israelense ao processo de paz iniciado em outubro de 1991 na Conferência de Madri.Os acordos de Oslo foram negociados pelo Partido Trabalhista israelense, de esquerda.
O partido Likud, de Netanyahu, sempre tratou de adiar as negociações alegando que os palestinos não são parceiros confiáveis e ao mesmo tempo ampliou as colônias para criar uma política de fato consumado.
Durante o atual governo dos EUA, o secretário de Estado, John Kerry, tentou várias vezes retomar o processo de paz, mas Netanyahu nunca aceitou a exigência palestina de congelar a colonização como precondição para negociar a paz. O governo direitista de Israel insiste em negociar sem precondições. É uma manobra protelatória para não levar a lugar nenhum.
Nos últimos anos, entraram para o governo israelense partidos defensores dos colonos que querem simplesmente anexar a Cisjordânia. Seria o fim do sonho de uma Palestina independente e um pesadelo para a democracia em Israel, que em poucos anos teria uma população de maioria árabe.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 24 de dezembro de 2016
Governo de Israel rejeita resolução da ONU condenando colônias
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domingo, 20 de novembro de 2016
Esperança de cessar-fogo no Iêmen se esvai
A visita de dois dias do secretário de Estado americano, John Kerry, a Omã na semana passada gerou uma esperança de trégua na guerra civil do Iêmen, o país mais pobre do Oriente Médio, em caos desde a Primavera Árabe. Foi em vão.
O grupo do presidente deposto Abed Rabbo Mansur Hadi, apoiado pela Arábia Saudita e monarquias petroleiras aliados, está profundamente dividido e os combates contra os rebeldes hutis, xiitas zaiditas financiados pelo Irã.
Depois de horas de encontro com os rebeldes, Kerry anunciou um acordo para cessar fogo e iniciar um diálogo para formar um governo de reconciliação nacional. Mas a tentativa de iniciar a trégua à meia-noite de 17 de novembro fracassou.
De acordo com o ministro do Exterior do governo no exílio, Abdulmalik al Mekhlafi, não houve acordo nem planos de abrir um diálogo para formar um governo de união nacional. Na visão do governo, seria uma cessão de poder sem garantias de que os hutis entregariam as armas e os territórios conquistados.
O governo deposto também questiona a legitimidade do Conselho Político Supremo formado pelos hutis e o ex-presidente Ali Abdullah Saleh. Depois de quatro meses de protestos em 2011, Saleh renunciou. Estava no poder há 32 anos.
O grupo do presidente deposto Abed Rabbo Mansur Hadi, apoiado pela Arábia Saudita e monarquias petroleiras aliados, está profundamente dividido e os combates contra os rebeldes hutis, xiitas zaiditas financiados pelo Irã.
Depois de horas de encontro com os rebeldes, Kerry anunciou um acordo para cessar fogo e iniciar um diálogo para formar um governo de reconciliação nacional. Mas a tentativa de iniciar a trégua à meia-noite de 17 de novembro fracassou.
De acordo com o ministro do Exterior do governo no exílio, Abdulmalik al Mekhlafi, não houve acordo nem planos de abrir um diálogo para formar um governo de união nacional. Na visão do governo, seria uma cessão de poder sem garantias de que os hutis entregariam as armas e os territórios conquistados.
O governo deposto também questiona a legitimidade do Conselho Político Supremo formado pelos hutis e o ex-presidente Ali Abdullah Saleh. Depois de quatro meses de protestos em 2011, Saleh renunciou. Estava no poder há 32 anos.
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terça-feira, 4 de outubro de 2016
EUA rompem diálogo com a Rússia sobre a guerra civil na Síria
Diante da intensificação dos bombardeios da Força Aérea da Rússia na Batalha de Alepo, o secretário de Estado americano, John Kerry, anunciou ontem o rompimento do diálogo com Moscou na busca de uma solução negociada para a guerra civil na Síria.
"Juntos, a Rússia e a Síria rejeitaram a diplomacia e parecem continuar perseguindo uma vitória militar sobre corpos destroçados, hospitais bombardeados e crianças traumatizadas numa terra que sofre há muito tempo", desabafou Kerry, citado pelo jornal The New York Times.
Os militares dos dois países vão manter o contato para evitar choques durante "operações antiterrorismo na Síria", esclareceram porta-vozes da diplomacia dos Estados Unidos.
Depois de um breve cessar-fogo no mês passado, a ditadura de Bachar Assad e sua aliada Rússia voltam a apostar numa vitória militar do regime sírio. Em 28 de setembro, o secretário Kerry advertiu o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, que suspenderia o diálogo se o assalto a Alepo não parasse.
A Rússia rejeitou as exigências e acusou os EUA de apoiar terroristas na Síria. O regime de Assad acusa todos os inimigos de terrorismo, embora o maior terrorista na guerra civil síria seja ele, se considerarmos que terrorismo é um ataque indiscriminado contra civis inocentes escolhidos ao acaso para quebrar a fibra moral do inimigo.
Para não entregar o poder, Assad destruiu seu próprio país com a ajuda do Irã e da Rússia, e a conivência indiferente da sociedade internacional.
O Brasil votou sistematicamente com a China e a Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas, evitando a condenação do regime sírio sob a alegação de que serviria de pretexto para uma intervenção militar como a que derrubou o ditador Muamar Kadafi na Líbia.
Quando o presidente Barack Obama mandou a Força Aérea dos EUA bombardear a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante para impedir o genocídio do povo yazidi, em agosto de 2014, a então presidente Dilma Rousseff propôs diálogo durante uma entrevista coletiva em Nova York durante a Assembleia Geral da ONU. Com o Estado Islâmico?
A responsabilidade do presidente Barack Obama também não pode ser ignorada. O presidente americano ameaçou bombardear as forças do regime se Assad usasse armas químicas na guerra.
Depois de um ataque que matou mais de mil pessoas na periferia da capital, Damasco, em agosto de 2013, Obama não cumpriu a ameaça. Aceitou um acordo mediado pela Rússia para supostamente acabar com o arsenal químico da Síria. Os ataques químicos esporádicos continuam até hoje.
Dois anos depois da hesitação de Obama, em 30 de setembro de 2015, a Força Aérea da Rússia entrou na guerra civil da Síria a pretexto de combater o terrorismo com uma política de terra arrasada semelhante à usada pelo protoditador Vladimir Putin na Guerra da Chechênia.
Na prática, a Rússia interveio para sustentar o regime e voltar a ser um ator geopolítico importante no Oriente Médio, o que a antiga União Soviética deixara de ser em 1977, quando o então presidente do Egito, Anuar Sadat, abandonou Moscou e se aliou a Washington para recuperar a Península do Sinai, ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
No momento, há pouco que os EUA possam fazer além de criticar a Rússia. Não vão correr o risco de uma guerra nuclear para defender a Síria. Mas junto com seus aliados na região vão continuar armando alguns grupos rebeldes ditos moderados.
Com a revolta da maioria sunita contra Assad, é altamente improvável uma paz estável na Síria sem a saída do ditador e o objetivo da guerra civil desde o começo é manter Assad no poder. A tragédia síria continua.
"Juntos, a Rússia e a Síria rejeitaram a diplomacia e parecem continuar perseguindo uma vitória militar sobre corpos destroçados, hospitais bombardeados e crianças traumatizadas numa terra que sofre há muito tempo", desabafou Kerry, citado pelo jornal The New York Times.
Os militares dos dois países vão manter o contato para evitar choques durante "operações antiterrorismo na Síria", esclareceram porta-vozes da diplomacia dos Estados Unidos.
Depois de um breve cessar-fogo no mês passado, a ditadura de Bachar Assad e sua aliada Rússia voltam a apostar numa vitória militar do regime sírio. Em 28 de setembro, o secretário Kerry advertiu o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, que suspenderia o diálogo se o assalto a Alepo não parasse.
A Rússia rejeitou as exigências e acusou os EUA de apoiar terroristas na Síria. O regime de Assad acusa todos os inimigos de terrorismo, embora o maior terrorista na guerra civil síria seja ele, se considerarmos que terrorismo é um ataque indiscriminado contra civis inocentes escolhidos ao acaso para quebrar a fibra moral do inimigo.
Para não entregar o poder, Assad destruiu seu próprio país com a ajuda do Irã e da Rússia, e a conivência indiferente da sociedade internacional.
O Brasil votou sistematicamente com a China e a Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas, evitando a condenação do regime sírio sob a alegação de que serviria de pretexto para uma intervenção militar como a que derrubou o ditador Muamar Kadafi na Líbia.
Quando o presidente Barack Obama mandou a Força Aérea dos EUA bombardear a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante para impedir o genocídio do povo yazidi, em agosto de 2014, a então presidente Dilma Rousseff propôs diálogo durante uma entrevista coletiva em Nova York durante a Assembleia Geral da ONU. Com o Estado Islâmico?
A responsabilidade do presidente Barack Obama também não pode ser ignorada. O presidente americano ameaçou bombardear as forças do regime se Assad usasse armas químicas na guerra.
Depois de um ataque que matou mais de mil pessoas na periferia da capital, Damasco, em agosto de 2013, Obama não cumpriu a ameaça. Aceitou um acordo mediado pela Rússia para supostamente acabar com o arsenal químico da Síria. Os ataques químicos esporádicos continuam até hoje.
Dois anos depois da hesitação de Obama, em 30 de setembro de 2015, a Força Aérea da Rússia entrou na guerra civil da Síria a pretexto de combater o terrorismo com uma política de terra arrasada semelhante à usada pelo protoditador Vladimir Putin na Guerra da Chechênia.
Na prática, a Rússia interveio para sustentar o regime e voltar a ser um ator geopolítico importante no Oriente Médio, o que a antiga União Soviética deixara de ser em 1977, quando o então presidente do Egito, Anuar Sadat, abandonou Moscou e se aliou a Washington para recuperar a Península do Sinai, ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
No momento, há pouco que os EUA possam fazer além de criticar a Rússia. Não vão correr o risco de uma guerra nuclear para defender a Síria. Mas junto com seus aliados na região vão continuar armando alguns grupos rebeldes ditos moderados.
Com a revolta da maioria sunita contra Assad, é altamente improvável uma paz estável na Síria sem a saída do ditador e o objetivo da guerra civil desde o começo é manter Assad no poder. A tragédia síria continua.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016
EUA e Rússia anunciam trégua e plano de paz para a Síria
Os Estados Unidos e a Rússia chegaram a um acordo para acabar com a guerra civil na Síria que inclui um cessar-fogo no país inteiro e uma transição política, anunciou hoje o secretário de Estado americano, John Kerry, depois de encontro com o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, em Genebra, na Suíça.
Depois de cinco anos de guerra civil em que mais de 400 mil pessoas foram mortas e 5 milhões fugiram do país, Kerry descreveu o acordo como um "momento da virada" para "reduzir a violência, aliviar o sofrimento e retomar o movimento rumo a uma paz negociada e uma transição política na Síria".
A trégua entre a ditadura de Bachar Assad, apoiada pelo Rússia, o Irã e a milícia extremista xiita libanesa Hesbolá, e os diversos grupos rebeldes apoiados pelos Estados Unidos, a Europa, a Turquia, a Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio entra em vigor ao pôr-do-sol da segunda-feira, 12 de setembro de 2016. O cessar-fogo vai permitir a chegada de ajuda humanitária às regiões mais críticas como a parte da cidade de Alepo tomada pelos rebeldes e cercada pelo Exército.
Apesar das divergências, os EUA e a Rússia estão unidos no combate a organizações terroristas como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente de Combate no Levante (Jabhat Fatah al-Cham), criada pela rede terrorista Al Caeda.
O acordo pede o fim dos bombardeios da Força Aérea da Síria e a suspensão de missões de combate contra forças rebeldes, com a exceção das duas milícias terroristas citadas acima. O Estado Islâmico opera sozinho, mas a Frente de Combate no Levante está aliada a outros grupos islamistas no Exército da Conquista. Isso pode permitir a Assad continuar atacando os rebeldes.
A guerra civil da Síria chegou a um impasse. O regime sírio não consegue derrotar os rebeldes nem estes tiveram força para tomar o poder em Damasco. Com a intervenção militar da Rússia, a partir de 30 de setembro de 2015, Assad viu uma esperança de conseguir a vitória no campo de batalha. Fortalecido, não parece disposto a fazer concessões na mesa de negociações a oposicionistas que desqualifica como "terroristas".
Depois de cinco anos de guerra civil em que mais de 400 mil pessoas foram mortas e 5 milhões fugiram do país, Kerry descreveu o acordo como um "momento da virada" para "reduzir a violência, aliviar o sofrimento e retomar o movimento rumo a uma paz negociada e uma transição política na Síria".
A trégua entre a ditadura de Bachar Assad, apoiada pelo Rússia, o Irã e a milícia extremista xiita libanesa Hesbolá, e os diversos grupos rebeldes apoiados pelos Estados Unidos, a Europa, a Turquia, a Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio entra em vigor ao pôr-do-sol da segunda-feira, 12 de setembro de 2016. O cessar-fogo vai permitir a chegada de ajuda humanitária às regiões mais críticas como a parte da cidade de Alepo tomada pelos rebeldes e cercada pelo Exército.
Apesar das divergências, os EUA e a Rússia estão unidos no combate a organizações terroristas como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente de Combate no Levante (Jabhat Fatah al-Cham), criada pela rede terrorista Al Caeda.
O acordo pede o fim dos bombardeios da Força Aérea da Síria e a suspensão de missões de combate contra forças rebeldes, com a exceção das duas milícias terroristas citadas acima. O Estado Islâmico opera sozinho, mas a Frente de Combate no Levante está aliada a outros grupos islamistas no Exército da Conquista. Isso pode permitir a Assad continuar atacando os rebeldes.
A guerra civil da Síria chegou a um impasse. O regime sírio não consegue derrotar os rebeldes nem estes tiveram força para tomar o poder em Damasco. Com a intervenção militar da Rússia, a partir de 30 de setembro de 2015, Assad viu uma esperança de conseguir a vitória no campo de batalha. Fortalecido, não parece disposto a fazer concessões na mesa de negociações a oposicionistas que desqualifica como "terroristas".
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
EUA ameaçam cortar ajuda ao Sudão do Sul
Os Estados Unidos podem cortar a ajuda ao Sudão do Sul se não acabar a guerra civil entre as forças leais ao presidente Salva Kiir Mayardit e os partidários do vice-presidente afastado Riek Machar, advertiu o secretário de Estado americano, John Kerry, citado pelo jornal The Wall Street Journal.
Ao participar de negociações de paz regionais sobre o Sudão do Sul realizadas no vizinho Quênia, Kerry deixou claro que uma ajuda adicional de US$ 138 milhões depende do fim da violência política que matou milhares de pessoas de dezembro de 2013 a agosto de 2015 e centenas nas últimas semanas.
Kerry também defendeu o reforço da missão de paz das Nações Unidas com mais 4 mil soldados dos países da região, medida que não conta com o apoio do presidente Kiir.
Desde o início da guerra civil, os EUA deram mais de US$ 1,6 bilhão ao Sudão do Sul, o país mais novo do mundo, criado em 2011 depois da mais longa guerra civil da África pós-colonial.
Ao participar de negociações de paz regionais sobre o Sudão do Sul realizadas no vizinho Quênia, Kerry deixou claro que uma ajuda adicional de US$ 138 milhões depende do fim da violência política que matou milhares de pessoas de dezembro de 2013 a agosto de 2015 e centenas nas últimas semanas.
Kerry também defendeu o reforço da missão de paz das Nações Unidas com mais 4 mil soldados dos países da região, medida que não conta com o apoio do presidente Kiir.
Desde o início da guerra civil, os EUA deram mais de US$ 1,6 bilhão ao Sudão do Sul, o país mais novo do mundo, criado em 2011 depois da mais longa guerra civil da África pós-colonial.
sábado, 2 de abril de 2016
Armênia e Azerbaijão guerreiam pelo território de Nagorno-Karabakh
A violência explodiu hoje entre os exércitos das ex-repúblicas soviéticas da Armênia e do Azerbaijão no território disputado de Nagorno-Karabakh, noticiou a agência Reuters. Os dois lados se acusam mutuamente pelo início das hostilidades.
O Azerbaijão perdeu 12 soldados, um tanque e um helicóptero Mi-24. A Armênia também sofreu baixas e responsabilizou os azerbaijanos por iniciar as hostilidades. O Azerbaijão repudiou esta versão afirmando que suas forças foram atacadas e reagiram.
O presidente Vladimir Putin, que considera as ex-repúblicas soviéticas parte da esfera de influência russa, divulgou um comunicado declarando que os dois lados aceitaram um cessar-fogo imediato depois que os ministros do Exterior e da Defesa da Rússia entraram em contato com os dois lados.
Em encontro com o presidente azerbaijano, Ilam Aliev, em 30 de março em Washington, o secretário de Estado americano, John Kerry, pediu uma solução definitiva para o conflito.
Nagorno-Karabakh é uma região do Azerbaijão onde a maioria da população é armênia por causa de migrações forçadas ordenadas pelo ditador soviético Josef Stalin. Com a decadência da União Soviética e o ressurgimento dos conflitos nacionalistas internos, o Parlamento de Nagorno-Karabakh votou a favor da integração com a Armênia.
A guerra estourou em fevereiro de 1988 e durou até maio de 1994, deixando quase 6 mil armênios e 11 mil azerbaijanos mortos. Desde então, a Armênia controla o território, um enclave em território do Azerbaijão.
O Azerbaijão perdeu 12 soldados, um tanque e um helicóptero Mi-24. A Armênia também sofreu baixas e responsabilizou os azerbaijanos por iniciar as hostilidades. O Azerbaijão repudiou esta versão afirmando que suas forças foram atacadas e reagiram.
O presidente Vladimir Putin, que considera as ex-repúblicas soviéticas parte da esfera de influência russa, divulgou um comunicado declarando que os dois lados aceitaram um cessar-fogo imediato depois que os ministros do Exterior e da Defesa da Rússia entraram em contato com os dois lados.
Em encontro com o presidente azerbaijano, Ilam Aliev, em 30 de março em Washington, o secretário de Estado americano, John Kerry, pediu uma solução definitiva para o conflito.
Nagorno-Karabakh é uma região do Azerbaijão onde a maioria da população é armênia por causa de migrações forçadas ordenadas pelo ditador soviético Josef Stalin. Com a decadência da União Soviética e o ressurgimento dos conflitos nacionalistas internos, o Parlamento de Nagorno-Karabakh votou a favor da integração com a Armênia.
A guerra estourou em fevereiro de 1988 e durou até maio de 1994, deixando quase 6 mil armênios e 11 mil azerbaijanos mortos. Desde então, a Armênia controla o território, um enclave em território do Azerbaijão.
domingo, 15 de novembro de 2015
EUA e Rússia apresentam cronograma para a paz na Síria
Sob a liderança dos Estados Unidos e da Rússia, 17 países aprovaram hoje em Viena, na Áustria, um cronograma para acabar com a guerra civil na Síria, anunciaram em entrevista coletiva o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, noticiou a agência Bloomberg.
Na primeira etapa, as Nações Unidas vão convocar uma conferência de paz entre o governo sírio e representantes da oposição a ser realizada até 1º de janeiro de 2016. A partir daí, o regime de Bachar Assad e os grupos de oposição reconhecidos internacionalmente teriam seis meses para negociar um cessar-fogo definitivo.
Uma nova Constituição da Síria deve ser redigida dentro de um ano e meio para permitir a realização de eleições em 2017.
Há uma lista de grupos armados que não participação das negociações, como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda na guerra civil síria. Assim, podem ser alvo de ataques depois do cessar-fogo.
O futuro do ditador Bachar Assad, um dos temas de discórdia entre os EUA e a Rússia, não foi mencionado. Há anos, os EUA, a União Europeia, a Turquia, a Arábia Saudita e as outras monarquias petroleiras do Golfo Pérsico exigem a queda de Assad como precondição para qualquer acordo de paz na Síria.
Do outro lado, a Rússia alega que o regime de Assad é o único governo legítimo da Síria e o Irã só aceita a saída do ditador se ele for derrotado nas urnas. Mas parece que a posição russa está mais flexível agora que Moscou e Washington têm um inimigo em comum. O Kremlin estaria disposto a aceitar o afastamento de Assad num período de transição.
Na primeira etapa, as Nações Unidas vão convocar uma conferência de paz entre o governo sírio e representantes da oposição a ser realizada até 1º de janeiro de 2016. A partir daí, o regime de Bachar Assad e os grupos de oposição reconhecidos internacionalmente teriam seis meses para negociar um cessar-fogo definitivo.
Uma nova Constituição da Síria deve ser redigida dentro de um ano e meio para permitir a realização de eleições em 2017.
Há uma lista de grupos armados que não participação das negociações, como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda na guerra civil síria. Assim, podem ser alvo de ataques depois do cessar-fogo.
O futuro do ditador Bachar Assad, um dos temas de discórdia entre os EUA e a Rússia, não foi mencionado. Há anos, os EUA, a União Europeia, a Turquia, a Arábia Saudita e as outras monarquias petroleiras do Golfo Pérsico exigem a queda de Assad como precondição para qualquer acordo de paz na Síria.
Do outro lado, a Rússia alega que o regime de Assad é o único governo legítimo da Síria e o Irã só aceita a saída do ditador se ele for derrotado nas urnas. Mas parece que a posição russa está mais flexível agora que Moscou e Washington têm um inimigo em comum. O Kremlin estaria disposto a aceitar o afastamento de Assad num período de transição.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Kerry festeja em Havana o reatamento com Cuba
Os mesmos fuzileiros navais em que 1961 retiraram a bandeira dos Estados Unidos da embaixada em Cuba quando os dois países romperam relações diplomáticas hastearam a bandeira hoje em Havana diante do secretário de Estado americano, John Kerry, para festejar o reatamento.
"Estamos aqui porque os presidentes Barack Obama e Raúl Castro resolveram deixar de ser reféns da história", declarou Kerry, o primeiro secretário de Estado a visitar Cuba desde antes da revolução liderada por Fidel Castro.
A luta agora é pelo fim do embargo econômico imposto na mesma época para sufocar o regime comunista cubano e pela abertura política em Cuba, onde há centenas de presos políticos. Raúl Castro ensaiou uma abertura econômica autorizando a abertura de microempresas individuais ou familiares, mas não liberalizou o regime político.
"Estamos aqui porque os presidentes Barack Obama e Raúl Castro resolveram deixar de ser reféns da história", declarou Kerry, o primeiro secretário de Estado a visitar Cuba desde antes da revolução liderada por Fidel Castro.
A luta agora é pelo fim do embargo econômico imposto na mesma época para sufocar o regime comunista cubano e pela abertura política em Cuba, onde há centenas de presos políticos. Raúl Castro ensaiou uma abertura econômica autorizando a abertura de microempresas individuais ou familiares, mas não liberalizou o regime político.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
EUA e Cuba reabrem embaixadas ainda neste mês
O presidente Barack Obama anunciou há pouco que os Estados Unidos vão reabrir sua embaixada em Havana a partir de 20 de julho de 2015, reatando formalmente as relações com Cuba, rompidas há 54 anos. A reabertura será feita com a presença do secretário de Estado americano, John Kerry. O governo cubano confirmou.
Durante entrevista nos jardins da Casa Branca, Obama afirmou que o isolamento de Cuba foi improdutivo, não derrubou o regime comunista e só causou mais sofrimento ao povo cubano.
Em nota, o Ministério do Exterior de Cuba citou uma carta do presidente Obama para confirmar a reabertura das embaixadas em Havana e Washington em 20 de julho ou nos dias seguintes.
Obama e o dirigente cubano Raúl Castro anunciaram o reatamento em 17 de dezembro de 2014, depois de um ano e meio de negociações secretas apoiadas pelo Vaticano e o papa Francisco.
Ao longo dos últimos 54 anos, os EUA mantiveram uma seção de negócios dentro da Embaixada da Suécia. Com cerca de 50 funcionários, era maior do que a maioria das embaixadas em Havana. Na prática, os EUA e Cuba tinham muitos problemas comuns a tratar, como tráfico de drogas, navegação no Estreito da Flórida, refugiados e a base naval de Guantânamo, e mantinham relações informalmente em várias áreas.
O embargo econômico em vigor desde 1960 só pode ser revogado pelo Congresso dos EUA, onde a maioria da oposição republicana é contra antes da democratização de Cuba. Mas a reaproximação é irreversível e Obama pediu ao Congresso o fim do embargo.
Durante entrevista nos jardins da Casa Branca, Obama afirmou que o isolamento de Cuba foi improdutivo, não derrubou o regime comunista e só causou mais sofrimento ao povo cubano.
Em nota, o Ministério do Exterior de Cuba citou uma carta do presidente Obama para confirmar a reabertura das embaixadas em Havana e Washington em 20 de julho ou nos dias seguintes.
Obama e o dirigente cubano Raúl Castro anunciaram o reatamento em 17 de dezembro de 2014, depois de um ano e meio de negociações secretas apoiadas pelo Vaticano e o papa Francisco.
Ao longo dos últimos 54 anos, os EUA mantiveram uma seção de negócios dentro da Embaixada da Suécia. Com cerca de 50 funcionários, era maior do que a maioria das embaixadas em Havana. Na prática, os EUA e Cuba tinham muitos problemas comuns a tratar, como tráfico de drogas, navegação no Estreito da Flórida, refugiados e a base naval de Guantânamo, e mantinham relações informalmente em várias áreas.
O embargo econômico em vigor desde 1960 só pode ser revogado pelo Congresso dos EUA, onde a maioria da oposição republicana é contra antes da democratização de Cuba. Mas a reaproximação é irreversível e Obama pediu ao Congresso o fim do embargo.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Jeb Bush também teria invadido o Iraque em 2003
Se estivesse no lugar do irmão na Casa Branca, o ex-governador da Flórida Jeb Bush, aspirante à candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos e, 2016, também invadiria o Iraque atrás das supostas armas de destruição em massa da ditadura de Saddam Hussein, que não existiam.
Em entrevista hoje à televisão Fox News, porta-voz do conservadorismo americano, Jeb alegou que a invasão do Iraque, considerado o maior erro de seu irmão George W. Bush, foi decidida com base em "informações falsas" sobre os programas de armas químicas, biológicas e nucleares do Iraque.
"Eu teria invadido assim como Hillary Clinton teria invadido, só para lembrar a todos. E o mesmo teria feito quase todos os que fossem confrontados com os relatórios de inteligência", declarou Jeb, recordando que Hillary votou a favor da guerra no Iraque.
A seguir, alegou que foi "a inteligência que todo o mundo viu, que o mundo viu, e era falsa. A propósito, adivinha quem pensa que esses erros realmente aconteceram? George W. Bush. Sim, quero dizer então para o mundo dos flashes noticiosos, se estão querendo encontrar diferenças entre mim e meu irmão, este não é um dos pontos", acrescentou Jeb.
No Reino Unido, o governo Tony Blair, maior aliado de George W. na invasão do Iraque, distorceu deliberadamente os relatórios de inteligência, a ponto de afirmar que o governo Saddam Hussein poderia contra-atacar com armas químicas em 45 minutos. Isso foi desmentido por um cientista do Ministério da Defesa que acabou se suicidando.
Quando concorreu à Casa Branca, em 2004, o atual secretário de Estado americano, John Kerry, na época senador, com acesso a relatórios da inteligência, declarou num dos debates com George W. Bush que 34 países representavam ameaças maiores aos EUA do que Iraque.
Em entrevista hoje à televisão Fox News, porta-voz do conservadorismo americano, Jeb alegou que a invasão do Iraque, considerado o maior erro de seu irmão George W. Bush, foi decidida com base em "informações falsas" sobre os programas de armas químicas, biológicas e nucleares do Iraque.
"Eu teria invadido assim como Hillary Clinton teria invadido, só para lembrar a todos. E o mesmo teria feito quase todos os que fossem confrontados com os relatórios de inteligência", declarou Jeb, recordando que Hillary votou a favor da guerra no Iraque.
A seguir, alegou que foi "a inteligência que todo o mundo viu, que o mundo viu, e era falsa. A propósito, adivinha quem pensa que esses erros realmente aconteceram? George W. Bush. Sim, quero dizer então para o mundo dos flashes noticiosos, se estão querendo encontrar diferenças entre mim e meu irmão, este não é um dos pontos", acrescentou Jeb.
No Reino Unido, o governo Tony Blair, maior aliado de George W. na invasão do Iraque, distorceu deliberadamente os relatórios de inteligência, a ponto de afirmar que o governo Saddam Hussein poderia contra-atacar com armas químicas em 45 minutos. Isso foi desmentido por um cientista do Ministério da Defesa que acabou se suicidando.
Quando concorreu à Casa Branca, em 2004, o atual secretário de Estado americano, John Kerry, na época senador, com acesso a relatórios da inteligência, declarou num dos debates com George W. Bush que 34 países representavam ameaças maiores aos EUA do que Iraque.
sábado, 9 de maio de 2015
Arábia Saudita marca início da trégua no Iêmen para 12 de maio
A Arábia Saudita e seus aliados sunitas marcaram para terça-feira próxima, 12 de maio de 2015, o início de uma "trégua humanitária" de cinco dias no Iêmen.
Mais de 1,4 mil pessoas morreram na guerra civil iemenita desde o começo da intervenção militar saudita, em 25 de março de 2015, para conter o avanço dos rebeldes hutis rumo ao porto de Áden. Os últimos bombardeios aéreos se concentraram na província de Saada, um reduto dos hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã.
Os ataques destruíram centros de comando e controle dos rebeldes e danificaram o túmulo de Hussein al-Huti, o fundador do movimento.
Durante visita à Riade há dois dias, o secretário de Estado americano, John Kerry, propôs o cessar-fogo para levar ajuda humanitária aos civis. Os sauditas concordaram, desde que os hutis também cessassem as hostilidades.
Na próxima semana, o presidente Barack Obama promove uma reunião com países do Golfo Pérsico para discutir o acordo nuclear com o Irã e a instabilidade no Oriente Médio. As monarquias petroleiras querem um acordo militar com os EUA que as proteja do Irã, enquanto Washington pretende vender um sistema coordenado de defesa baseado em armas e equipamentos militares americanos.
Mais de 1,4 mil pessoas morreram na guerra civil iemenita desde o começo da intervenção militar saudita, em 25 de março de 2015, para conter o avanço dos rebeldes hutis rumo ao porto de Áden. Os últimos bombardeios aéreos se concentraram na província de Saada, um reduto dos hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã.
Os ataques destruíram centros de comando e controle dos rebeldes e danificaram o túmulo de Hussein al-Huti, o fundador do movimento.
Durante visita à Riade há dois dias, o secretário de Estado americano, John Kerry, propôs o cessar-fogo para levar ajuda humanitária aos civis. Os sauditas concordaram, desde que os hutis também cessassem as hostilidades.
Na próxima semana, o presidente Barack Obama promove uma reunião com países do Golfo Pérsico para discutir o acordo nuclear com o Irã e a instabilidade no Oriente Médio. As monarquias petroleiras querem um acordo militar com os EUA que as proteja do Irã, enquanto Washington pretende vender um sistema coordenado de defesa baseado em armas e equipamentos militares americanos.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
EUA e Arábia Saudita anunciam trégua de cinco dias no Iêmen
Durante visita do secretário de Estado americano, John Kerry, a Riade, os Estados Unidos e a Arábia Saudita anunciaram hoje um cessar-fogo de cinco dias por razões humanitárias no Iêmen, onde uma intervenção militar saudita tenta conter uma ofensiva de rebeldes apoiados pelo Irã, noticiou a agência Associated Press (AP).
A trégua depende agora da concordância dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas que invadiram a capital, Saná, em setembro de 2014 e dissolveram o governo do presidente Abed Rabbo Mansur Hadi em fevereiro de 2015. Um mês e meio depois, os sauditas entraram na guerra civil iemenita liderando uma aliança de países sunitas preocupados com o aumento da influência iraniana no Oriente Médio.
O novo ministro do Exterior saudita, Adel al-Jubeir, prometeu o fim dos bombardeios aéreos e uma ajuda de US$ 274 milhões ao Iêmen. O secretário Kerry convocou as partes a negociar os termos da trégua humanitária, que pode ser prorrogada. É o primeiro passo para a abertura de negociações para pacificar o mais pobre país árabe.
A caminho de Riade, Kerry fez uma escala ontem na República do Djibuti, um pequeno país da região do Chifre da África espremido entre a isolacionista Eritreia e a anárquica Somália - tradicional aliado da Arábia Saudita, situada, assim como o Iêmen, do outro lado do Mar Vermelho.
Depois do fechamento da embaixada dos EUA em Saná, a capital iemenita, em 11 de fevereiro de 2015, as ações militares americanas na região estão sendo realizadas a partir do Campo Lemonnier, próximo ao aeroporto da capital, Djibuti.
É a única base militar dos EUA na África. Desde então, é o centro das operações antiterrorismo, dos ataques de drones contra a rede Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
Hoje foi anunciada a morte de um dos comandantes da rede terrorista meses atrás num ataque de drones.
A trégua depende agora da concordância dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas que invadiram a capital, Saná, em setembro de 2014 e dissolveram o governo do presidente Abed Rabbo Mansur Hadi em fevereiro de 2015. Um mês e meio depois, os sauditas entraram na guerra civil iemenita liderando uma aliança de países sunitas preocupados com o aumento da influência iraniana no Oriente Médio.
O novo ministro do Exterior saudita, Adel al-Jubeir, prometeu o fim dos bombardeios aéreos e uma ajuda de US$ 274 milhões ao Iêmen. O secretário Kerry convocou as partes a negociar os termos da trégua humanitária, que pode ser prorrogada. É o primeiro passo para a abertura de negociações para pacificar o mais pobre país árabe.
A caminho de Riade, Kerry fez uma escala ontem na República do Djibuti, um pequeno país da região do Chifre da África espremido entre a isolacionista Eritreia e a anárquica Somália - tradicional aliado da Arábia Saudita, situada, assim como o Iêmen, do outro lado do Mar Vermelho.
Depois do fechamento da embaixada dos EUA em Saná, a capital iemenita, em 11 de fevereiro de 2015, as ações militares americanas na região estão sendo realizadas a partir do Campo Lemonnier, próximo ao aeroporto da capital, Djibuti.
É a única base militar dos EUA na África. Desde então, é o centro das operações antiterrorismo, dos ataques de drones contra a rede Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
Hoje foi anunciada a morte de um dos comandantes da rede terrorista meses atrás num ataque de drones.
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domingo, 12 de abril de 2015
Negociações entre EUA e Cuba levaram um ano e meio
Quando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o ditador de Cuba, Raúl Castro, apertaram as mãos no funeral do libertador da África do Sul, Nelson Mandela, em 15 de dezembro de 2013, os dois países já negociavam há seis meses o restabelecimento de relações diplomáticas depois de mais de 50 anos. Fizeram questão de manter o silêncio para evitar que os radicais dos dois lados bombardeassem o reatamento, revela o jornal francês Le Monde.
Um ano depois, em 17 de dezembro de 2004, Obama e Castro anunciaram para surpresa do resto do mundo o fim do que o Monde chama de uma "guerra fria tropical e anacrônica". Neste fim de semana, os líderes dos EUA e Cuba se reuniram pela primeira vez desde 1956, na 7ª Cúpula das Américas, realizada no Panamá.
Quando chegou ao poder, Obama estava decidido a adotar uma política de engajamento construtivo com tradicionais inimigos dos EUA como Cuba e o Irã. Em 2009, levantou restrições de viagem e remessas de dinheiro impostas pelo governo George W. Bush em 2003 a Cuba. Mas o caminho teria vários obstáculos, como registra o Conselho de Relações Exteriores dos EUA.
No mesmo ano, Alan Gross, subcontratado pela Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID) para instalar equipamentos de telecomunicação e dar acesso à Internet à comunidade judaica, foi preso e condenado em Havana a 15 anos de prisão sob a acusação de tentar desestabilizar o regime.
O ditador Raúl Castro, dirigente máximo desde que Fidel ficou gravamente doente em 2006, aproveitou a oportunidade para barganhar a libertação dos Cinco de Cuba, agentes presos em Miami em 1998 e condenados em 2001 por espionar os 47 grupos anticastristas suspeitos de organizar ações terroristas em Cuba. Os cinco viraram heróis nacionais na ilha.
Outro obstáculo à reaproximação é a inclusão de Cuba na lista de países que apoiam o terrorismo desde 1982, quando guerrilheiros colombianos foram treinados na ilha. Em 1992, Fidel declarou publicamente que não ajudaria mais grupos rebeldes estrangeiros.
Em 2013, o relatório do Departamento de Estado declarou não haver evidências de que o país estivesse fornecendo armas, dinheiro ou treinamento a insurgentes. O presidente Obama não retirou Cuba da lista. Prometeu estudar o assunto. É uma carta na manga para a negociação sobre a reabertura das embaixadas. Cuba teme que um número maior de diplomatas americanos trabalhe ativamente para mudar o regime.
Mas as violações dos direitos humanos continuam, denuncia a organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos), atingindo quem ousa protestar contra o regime com prisões, espancamento, tortura, restrições de viagem e expulsão do país.
Obama e Castro tinham boas razões para manter o diálogo secreto. Em Washington e Miami, a cólera dos republicanos, especialmente os de origem cubana, bombardearia as negociações. Por isso, Obama concentrou as negociações na Casa Branca, à distância da imensa máquina do Departamento de Estado, onde a notícia poderia vazar.
Por outro lado, em Cuba, os grupos mais radicais contrários a uma abertura econômica, os serviços secretos, a polícia política e a burocracia têm interesse na manutenção do status quo e muito a perder com o fim da ditadura e de uma economia estatizada - e o apoio discreto do comandante Fidel Castro.
A máquina de segurança do Estado teme o revanchismo de suas vítimas e "a propaganda usa a existência de um inimigo externo formidável, os EUA, para dissimular o regime autoritário", acusa o história e dissidente social-democrata Manuel Cuesta Morúa.
O primeiro encontro aconteceu em junho de 2013. A delegação americana foi chefiada por Benjamin Rhodes, coautor dos famosos discursos de Obama que se tornou assessor presidencial para o Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional dos EUA. Fazia parte da equipe o ex-encarregado de negócios dos EUA em Havana Ricardo Zuniga, de origem hondurenha.
Apesar da ruptura, os dois países nunca cortaram totalmente o contato. Na antiga embaixada americana, nota o Monde, os diplomatas americanos e até mesmo fuzileiros navais uniformizados trabalham no que seria apenas uma seção de interesses ligada à embaixada da Suíça. Na verdade, é a maior representação diplomática em Havana e não há suíços por ali.
A imigração era tema de encontros diplomáticos. Na base de Guantânamo, os militares dos dois países mantêm contatos regulares para evitar incidentes. Diplomatas e militares apoiariam a normalização das relações mais do que outros setores da diplomacia cubana.
A ampliação do porto de Porto Mariel, um projeto estratégico do regime financiado e construído pelo Brasil, não se justifica sem o fim do embargo americano, e Raúl é há décadas o "inamovível ministro das Forças Armadas revolucionárias", lembra o jornal francês.
O Vaticano, que nunca rompeu com Cuba, teve um papel decisivo. As visitas de Fidel a Roma em 1996 e a Cuba dos papas João Paulo II, em 1998, e Bento XVI, em 2012, testemunham a importância que o regime passou a dar às relações com a Santa Sé.
Depois da libertação, em 2011, de 75 prisioneiros condenados a longas penas de prisão pela Primavera Negra de 2003, deputados americanos procuraram o Vaticano em 2012 para intermediar as negociações para libertar Alan Gross. Sabiam que ele não seria solto sem contrapartidas.
Dois dias depois do aperto de mãos no funeral de Mandela, em 17 de dezembro de 2013, o encarregado de Cuba no Arquivo de Segurança Nacional da Universidade George Washington, Peter Kornbluth, chegava a Havana com os maiores especialistas americanos em Cuba, inclusive um veterano do Departamento de Estado, Wayne Smith, encarregado de negócios americano na ilha nos governos Jimmy Carter e Ronald Reagan.
O fator Gross foi decisivo. Quando Kornbluth visitou-o na prisão, ele disse: "Sou uma bomba-relógio." Com a saúde precária, Gross corria o risco de morrer na cadeira da ditadura cubana. Isso retardaria o reatamento em mais alguns anos. Era preciso agir logo.
Em 13 de janeiro de 2014, o secretário de Estado americano, John Kerry, se encontrou com o papa Francisco. Obama foi a Roma em 27 de março do mesmo ano. Logo depois, Francisco enviou cartas aos dois presidentes sugerindo uma troca de prisioneiros.
Dos Cinco de Cuba, que o jornalista brasileiro chamou de Os últimos soldados da Guerra Fria em livro com este título, três ainda estavam presos. Eles foram soltos em 17 de dezembro de 2014, quando Obama e Raúl anunciaram o histórico restabelecimento de relações entre os dois países, em troca de Alan Gross e de Rolando Sarraff Trujillo, um espião americano preso há 20 anos em Havana.
Raúl apresentou o acordo como "uma vitória cubana": "Gerardo, Tony e Ramón foram libertados há alguns minutos e embarcaram para Havana." As negociações secretas haviam funcionado. A reconciliação vai enfrentar a mesma sorte de obstáculos.
Um ano depois, em 17 de dezembro de 2004, Obama e Castro anunciaram para surpresa do resto do mundo o fim do que o Monde chama de uma "guerra fria tropical e anacrônica". Neste fim de semana, os líderes dos EUA e Cuba se reuniram pela primeira vez desde 1956, na 7ª Cúpula das Américas, realizada no Panamá.
Quando chegou ao poder, Obama estava decidido a adotar uma política de engajamento construtivo com tradicionais inimigos dos EUA como Cuba e o Irã. Em 2009, levantou restrições de viagem e remessas de dinheiro impostas pelo governo George W. Bush em 2003 a Cuba. Mas o caminho teria vários obstáculos, como registra o Conselho de Relações Exteriores dos EUA.
No mesmo ano, Alan Gross, subcontratado pela Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID) para instalar equipamentos de telecomunicação e dar acesso à Internet à comunidade judaica, foi preso e condenado em Havana a 15 anos de prisão sob a acusação de tentar desestabilizar o regime.
O ditador Raúl Castro, dirigente máximo desde que Fidel ficou gravamente doente em 2006, aproveitou a oportunidade para barganhar a libertação dos Cinco de Cuba, agentes presos em Miami em 1998 e condenados em 2001 por espionar os 47 grupos anticastristas suspeitos de organizar ações terroristas em Cuba. Os cinco viraram heróis nacionais na ilha.
Outro obstáculo à reaproximação é a inclusão de Cuba na lista de países que apoiam o terrorismo desde 1982, quando guerrilheiros colombianos foram treinados na ilha. Em 1992, Fidel declarou publicamente que não ajudaria mais grupos rebeldes estrangeiros.
Em 2013, o relatório do Departamento de Estado declarou não haver evidências de que o país estivesse fornecendo armas, dinheiro ou treinamento a insurgentes. O presidente Obama não retirou Cuba da lista. Prometeu estudar o assunto. É uma carta na manga para a negociação sobre a reabertura das embaixadas. Cuba teme que um número maior de diplomatas americanos trabalhe ativamente para mudar o regime.
Mas as violações dos direitos humanos continuam, denuncia a organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos), atingindo quem ousa protestar contra o regime com prisões, espancamento, tortura, restrições de viagem e expulsão do país.
Obama e Castro tinham boas razões para manter o diálogo secreto. Em Washington e Miami, a cólera dos republicanos, especialmente os de origem cubana, bombardearia as negociações. Por isso, Obama concentrou as negociações na Casa Branca, à distância da imensa máquina do Departamento de Estado, onde a notícia poderia vazar.
Por outro lado, em Cuba, os grupos mais radicais contrários a uma abertura econômica, os serviços secretos, a polícia política e a burocracia têm interesse na manutenção do status quo e muito a perder com o fim da ditadura e de uma economia estatizada - e o apoio discreto do comandante Fidel Castro.
A máquina de segurança do Estado teme o revanchismo de suas vítimas e "a propaganda usa a existência de um inimigo externo formidável, os EUA, para dissimular o regime autoritário", acusa o história e dissidente social-democrata Manuel Cuesta Morúa.
O primeiro encontro aconteceu em junho de 2013. A delegação americana foi chefiada por Benjamin Rhodes, coautor dos famosos discursos de Obama que se tornou assessor presidencial para o Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional dos EUA. Fazia parte da equipe o ex-encarregado de negócios dos EUA em Havana Ricardo Zuniga, de origem hondurenha.
Apesar da ruptura, os dois países nunca cortaram totalmente o contato. Na antiga embaixada americana, nota o Monde, os diplomatas americanos e até mesmo fuzileiros navais uniformizados trabalham no que seria apenas uma seção de interesses ligada à embaixada da Suíça. Na verdade, é a maior representação diplomática em Havana e não há suíços por ali.
A imigração era tema de encontros diplomáticos. Na base de Guantânamo, os militares dos dois países mantêm contatos regulares para evitar incidentes. Diplomatas e militares apoiariam a normalização das relações mais do que outros setores da diplomacia cubana.
A ampliação do porto de Porto Mariel, um projeto estratégico do regime financiado e construído pelo Brasil, não se justifica sem o fim do embargo americano, e Raúl é há décadas o "inamovível ministro das Forças Armadas revolucionárias", lembra o jornal francês.
O Vaticano, que nunca rompeu com Cuba, teve um papel decisivo. As visitas de Fidel a Roma em 1996 e a Cuba dos papas João Paulo II, em 1998, e Bento XVI, em 2012, testemunham a importância que o regime passou a dar às relações com a Santa Sé.
Depois da libertação, em 2011, de 75 prisioneiros condenados a longas penas de prisão pela Primavera Negra de 2003, deputados americanos procuraram o Vaticano em 2012 para intermediar as negociações para libertar Alan Gross. Sabiam que ele não seria solto sem contrapartidas.
Dois dias depois do aperto de mãos no funeral de Mandela, em 17 de dezembro de 2013, o encarregado de Cuba no Arquivo de Segurança Nacional da Universidade George Washington, Peter Kornbluth, chegava a Havana com os maiores especialistas americanos em Cuba, inclusive um veterano do Departamento de Estado, Wayne Smith, encarregado de negócios americano na ilha nos governos Jimmy Carter e Ronald Reagan.
O fator Gross foi decisivo. Quando Kornbluth visitou-o na prisão, ele disse: "Sou uma bomba-relógio." Com a saúde precária, Gross corria o risco de morrer na cadeira da ditadura cubana. Isso retardaria o reatamento em mais alguns anos. Era preciso agir logo.
Em 13 de janeiro de 2014, o secretário de Estado americano, John Kerry, se encontrou com o papa Francisco. Obama foi a Roma em 27 de março do mesmo ano. Logo depois, Francisco enviou cartas aos dois presidentes sugerindo uma troca de prisioneiros.
Dos Cinco de Cuba, que o jornalista brasileiro chamou de Os últimos soldados da Guerra Fria em livro com este título, três ainda estavam presos. Eles foram soltos em 17 de dezembro de 2014, quando Obama e Raúl anunciaram o histórico restabelecimento de relações entre os dois países, em troca de Alan Gross e de Rolando Sarraff Trujillo, um espião americano preso há 20 anos em Havana.
Raúl apresentou o acordo como "uma vitória cubana": "Gerardo, Tony e Ramón foram libertados há alguns minutos e embarcaram para Havana." As negociações secretas haviam funcionado. A reconciliação vai enfrentar a mesma sorte de obstáculos.
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quinta-feira, 2 de abril de 2015
Secretário de Estado dos EUA promete implementar acordo por fases
Para tentar acalmar os aliados árabes e Israel, que suspeitam do acordo nuclear das cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da Alemanha com o Irã, o secretário de Estado americano, John Kerry, anunciou em Lausanne, na Suíça, que a implementação será gradual. A cada etapa, o cumprimento do acordo pelo Irã será avaliado, acrescentou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos.
A intenção é reduzir e limitar o programa nuclear iraniano para impedir o país de fazer a bomba atômica, dando amplos poderes para a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas, para inspecionar suas instalações. Em troca, a república islâmica exige o fim das sanções internacionais.
Os principais pontos do acordo são:
• A central nuclear iraniana de Natanz será a única autorizada a continuar enriquecendo urânio, mas a teores usados em usinas de produção de energia atômica, de no máximo 3,67%.
• Os estoques de urânio enriquecidos acima disso serão diluídos e o combustível nuclear usado será enviado ao exterior.
• O estoque de urânio que ficará no Iraque será reduzido de 10 mil para 300 quilos.
• O número total de centrífugas será reduzido de 19 mil para 6 mil.
• A usina nuclear subterrânea de Fordo será convertida numa instalação de pesquisas. Ela foi escondida pelo regime fundamentalista iraniano. Só foi descoberta pela espionagem dos EUA.
• O reator de água pesada de Arak, uma das grandes preocupações da França, será redesenhado para que não possa produzir plutônio, outra carga usada em armas atômicas, além do urânio enriquecido.
• Estas três centrais nucleares estarão sujeitas a inspeções rigorosas sem aviso prévio da AIEA.
• Quando o Conselho de Segurança da ONU, os EUA e a União Europeia se certificarem de que o acordo está sendo cumprido, as sanções internacionais serão suspensas
As negociações foram prorrogadas por dois dias porque os EUA exigem que os detalhes estivessem neste acordo preliminar. Até 30 de junho de 2015, precisa haver um acordo definitivo.
A intenção é reduzir e limitar o programa nuclear iraniano para impedir o país de fazer a bomba atômica, dando amplos poderes para a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas, para inspecionar suas instalações. Em troca, a república islâmica exige o fim das sanções internacionais.
Os principais pontos do acordo são:
• A central nuclear iraniana de Natanz será a única autorizada a continuar enriquecendo urânio, mas a teores usados em usinas de produção de energia atômica, de no máximo 3,67%.
• Os estoques de urânio enriquecidos acima disso serão diluídos e o combustível nuclear usado será enviado ao exterior.
• O estoque de urânio que ficará no Iraque será reduzido de 10 mil para 300 quilos.
• O número total de centrífugas será reduzido de 19 mil para 6 mil.
• A usina nuclear subterrânea de Fordo será convertida numa instalação de pesquisas. Ela foi escondida pelo regime fundamentalista iraniano. Só foi descoberta pela espionagem dos EUA.
• O reator de água pesada de Arak, uma das grandes preocupações da França, será redesenhado para que não possa produzir plutônio, outra carga usada em armas atômicas, além do urânio enriquecido.
• Estas três centrais nucleares estarão sujeitas a inspeções rigorosas sem aviso prévio da AIEA.
• Quando o Conselho de Segurança da ONU, os EUA e a União Europeia se certificarem de que o acordo está sendo cumprido, as sanções internacionais serão suspensas
As negociações foram prorrogadas por dois dias porque os EUA exigem que os detalhes estivessem neste acordo preliminar. Até 30 de junho de 2015, precisa haver um acordo definitivo.
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sábado, 21 de março de 2015
Supremo Líder e presidente do Irã divergem sobre acordo nuclear
A República Islâmica do Irã manda sinais contraditórios sobre as negociações com as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) para desarmar o programa nuclear iraniano. Enquanto o presidente Hassan Rouhani acredita que um anteprojeto de acordo possa ser feito até o fim deste mês, o Supremo Líder, aiatolá Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos de "coação", informa a agências Reuters.
Depois de negar mais uma vez que o regime dos aiatolás esteja desenvolvendo armas atômicas, Khamenei manifestou desconfiança em relação às intenções dos EUA ao negociar.
O secretário de Estado americano, John Kerry, declarou haver um "progresso genuíno" rumo a um acordo, mas insistiu que o Irã deve tomar "decisões difíceis". A França mostrou ceticismo. Para o ministro do Exterior francês, Laurent Fabius, qualquer acordo precisa incluir garantias de que o Irã não terá armas atômicas.
Diante das repetidas ressalvas feitas pelo Líder Supremo, fica evidente que a reaproximação entre EUA e Irã ainda não gerou a confiança necessária, especialmente entre a linha-dura representada por Khamenei e a Guarda Revolucionária Iraniana, o braço armado do regime teocrático dos aiatolás. Rouhani está mais interessado no fim das sanções e no desenvolvimento econômico, enquanto Khamenei prefere continuar demonizando os EUA e acusando-o por todos os males do país.
As negociações devem levar a um acordo preliminar até o fim de março e um acordo definitivo até 30 de junho de 2015.
Depois de negar mais uma vez que o regime dos aiatolás esteja desenvolvendo armas atômicas, Khamenei manifestou desconfiança em relação às intenções dos EUA ao negociar.
O secretário de Estado americano, John Kerry, declarou haver um "progresso genuíno" rumo a um acordo, mas insistiu que o Irã deve tomar "decisões difíceis". A França mostrou ceticismo. Para o ministro do Exterior francês, Laurent Fabius, qualquer acordo precisa incluir garantias de que o Irã não terá armas atômicas.
Diante das repetidas ressalvas feitas pelo Líder Supremo, fica evidente que a reaproximação entre EUA e Irã ainda não gerou a confiança necessária, especialmente entre a linha-dura representada por Khamenei e a Guarda Revolucionária Iraniana, o braço armado do regime teocrático dos aiatolás. Rouhani está mais interessado no fim das sanções e no desenvolvimento econômico, enquanto Khamenei prefere continuar demonizando os EUA e acusando-o por todos os males do país.
As negociações devem levar a um acordo preliminar até o fim de março e um acordo definitivo até 30 de junho de 2015.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Rebeldes apoiados pela Rússia avançam na Ucrânia
Os rebeldes teleguiados pelo Kremlin cercaram as forças do governo da Ucrânia na cidade de Debaltseve e parecem ter assumido o controle de Vuhlehirsk, noticiou a agência Reuters. Os militares ucranianos disseram ainda estar resistindo, mas os repórteres não viram mais sua presença na cidade.
Mais cedo, um tiro de canhão atingiu em Donetsk, capital da província do mesmo nome. Pelo menos cinco pessoas morreram. É uma das duas regiões do Leste da Ucrânia declaradas "repúblicas populares" pelos rebeldes étnica e linguisticamente russos.
Amanhã, o secretário de Estado americano, John Kerry, visita Kiev, a capital da Ucrânia, onde vai discutir o envio de armas dos Estados Unidos à Ucrânia. Isso pode reforçar o discurso da propaganda oficial do protoditador Vladimir Putin, que apresenta o Exército ucraniano como uma força mercenária a serviço da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Mais de 5,8 mil pessoas morreram na guerra deflagrada por Putin na Ucrânia a partir de abril de 2014, depois de ter anexado ilegalmente a península da Crimeia no mês anterior.
Depois de um cessar-fogo acertado no ano passado, o conflito havia diminuído, mas o profundo declínio da economia da Rússia diante das sanções internacionais em retaliação contra a intervenção na Ucrânia e da queda nos preços do petróleo, Putin retomou o conflito em busca da popularidade perdida. Com o dinheiro no bolso dos russos perdendo rapidamente o valor, o truque sanguinário não vai funcionar.
Mais cedo, um tiro de canhão atingiu em Donetsk, capital da província do mesmo nome. Pelo menos cinco pessoas morreram. É uma das duas regiões do Leste da Ucrânia declaradas "repúblicas populares" pelos rebeldes étnica e linguisticamente russos.
Amanhã, o secretário de Estado americano, John Kerry, visita Kiev, a capital da Ucrânia, onde vai discutir o envio de armas dos Estados Unidos à Ucrânia. Isso pode reforçar o discurso da propaganda oficial do protoditador Vladimir Putin, que apresenta o Exército ucraniano como uma força mercenária a serviço da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Mais de 5,8 mil pessoas morreram na guerra deflagrada por Putin na Ucrânia a partir de abril de 2014, depois de ter anexado ilegalmente a península da Crimeia no mês anterior.
Depois de um cessar-fogo acertado no ano passado, o conflito havia diminuído, mas o profundo declínio da economia da Rússia diante das sanções internacionais em retaliação contra a intervenção na Ucrânia e da queda nos preços do petróleo, Putin retomou o conflito em busca da popularidade perdida. Com o dinheiro no bolso dos russos perdendo rapidamente o valor, o truque sanguinário não vai funcionar.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
EUA aumentam ajuda à Jordânia
O secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro do Exterior jordaniano, Nasser Judeh, assinaram um acordo hoje para aumentar de US$ 660 milhões para US$ 1 bilhão nos próximos dois anos a ajuda dos Estados Unidos à Jordânia.
Como esse dinheiro, a Jordânia deve financiar projetos domésticos e lidar com a massa de refugiados vinda da guerra civil na Síria.
A Jordânia é uma importante aliada dos EUA na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que hoje divulgou vídeo com imagens do piloto jordaniano Muath al Kasseasbeh sendo queimado vivo dentro de uma jaula, uma atrocidade sem precedentes na história sanguinária do grupo.
Em Amã, a expectativa é que a terrorista iraquiana Sajida al-Richawi seja executada nas próximas horas. Na semana passada, o Estado Islâmico exigiu sua libertação para não matar o piloto. A Jordânia exigiu uma prova de que ele estava vivo. Não consegui.
Richawi foi condenada à morte por um atentado terrorista suicida cometido contra um hotel de luxo da capital jordaniana em 2005 em que 38 pessoas foram mortas. Suas bombas não explodiram. O ataque foi realizado pela rede terrorista Al Caeda no Iraque, que depois se transformaria no Estado Islâmico do Iraque e Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que recentemente passou a se chamar apenas de Estado Islâmico para reivindicar a soberania sobre todo o planeta.
Como esse dinheiro, a Jordânia deve financiar projetos domésticos e lidar com a massa de refugiados vinda da guerra civil na Síria.
A Jordânia é uma importante aliada dos EUA na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que hoje divulgou vídeo com imagens do piloto jordaniano Muath al Kasseasbeh sendo queimado vivo dentro de uma jaula, uma atrocidade sem precedentes na história sanguinária do grupo.
Em Amã, a expectativa é que a terrorista iraquiana Sajida al-Richawi seja executada nas próximas horas. Na semana passada, o Estado Islâmico exigiu sua libertação para não matar o piloto. A Jordânia exigiu uma prova de que ele estava vivo. Não consegui.
Richawi foi condenada à morte por um atentado terrorista suicida cometido contra um hotel de luxo da capital jordaniana em 2005 em que 38 pessoas foram mortas. Suas bombas não explodiram. O ataque foi realizado pela rede terrorista Al Caeda no Iraque, que depois se transformaria no Estado Islâmico do Iraque e Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que recentemente passou a se chamar apenas de Estado Islâmico para reivindicar a soberania sobre todo o planeta.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Exército do Iraque não está pronto, admite ministro britânico
Durante encontro interministerial de 21 países para discutir o combate ao terrorismo internacional, o ministro da Defesa do Reino Unido, Philip Hammond, reconheceu hoje em Londres que as Forças Armadas do Iraque não terão condições de expulsar do país a milícia extremista Estado Islâmico em menos de um a dois anos mesmo com ajuda internacional.
Na reunião, o secretário de Estado americano, John Kerry, declarou que a guerra aérea liderada pelos Estados Unidos matou cerca de 6 mil milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a metade de seus comandantes militares. O ministro britânico elogiou a guerra aérea, dizendo que parou o avanço do Estado Islâmico.
As declarações de Kerry foram criticadas nos EUA pela CNN, que lembrou que na Guerra de Vietnã o comando militar americano apresentava dados sobre número de mortos para indicar que estava ganhando.
O novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, lamentou a queda nos preços internacionais do petróleo, afirmando que ela reduz a capacidade de financiar a guerra contra o terrorismo.
Na reunião, o secretário de Estado americano, John Kerry, declarou que a guerra aérea liderada pelos Estados Unidos matou cerca de 6 mil milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a metade de seus comandantes militares. O ministro britânico elogiou a guerra aérea, dizendo que parou o avanço do Estado Islâmico.
As declarações de Kerry foram criticadas nos EUA pela CNN, que lembrou que na Guerra de Vietnã o comando militar americano apresentava dados sobre número de mortos para indicar que estava ganhando.
O novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, lamentou a queda nos preços internacionais do petróleo, afirmando que ela reduz a capacidade de financiar a guerra contra o terrorismo.
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sexta-feira, 5 de setembro de 2014
OTAN faz coalizão contra Estado Islâmico
Os Estados Unidos aproveitaram a reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para articular uma aliança para combater o Estado Islâmico. A Austrália, o Reino Unido, a França, o Canadá, a Alemanha, a Turquia, a Itália, a Polônia e a Dinamarca concordaram em apoiar grupos que lutam contra o EI no Iraque e na Síria.
"Não é uma política de contenção", esclareceu o secretário de Estado americano, John Kerry. O objetivo é acabar com o EI, descrito como um grupo "ambicioso e genocida, com um califado, quase um Estado e um exército irregular". Permitir sua sobrevivência "seria deixar um câncer que vai voltar para nos aterrorizar".
No momento, a proposta é apoiar as forças de segurança do Iraque e os guerrilheiros curdos, os peshmerga, e rebeldes moderados da Síria. Ao todo, estes grupos devem receber US$ 500 milhões dos EUA já em outubro. Depende apenas da aprovação do Congresso, praticamente certa depois que os jihadistas degolaram dois jornalistas americanos.
"Não é uma política de contenção", esclareceu o secretário de Estado americano, John Kerry. O objetivo é acabar com o EI, descrito como um grupo "ambicioso e genocida, com um califado, quase um Estado e um exército irregular". Permitir sua sobrevivência "seria deixar um câncer que vai voltar para nos aterrorizar".
No momento, a proposta é apoiar as forças de segurança do Iraque e os guerrilheiros curdos, os peshmerga, e rebeldes moderados da Síria. Ao todo, estes grupos devem receber US$ 500 milhões dos EUA já em outubro. Depende apenas da aprovação do Congresso, praticamente certa depois que os jihadistas degolaram dois jornalistas americanos.
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domingo, 13 de julho de 2014
EUA fazem acordo entre candidatos no Afeganistão
Diante de denúncias de fraude de parte a parte e do risco de um impasse político, o secretário de Estado americano, John Kerry, mediou um acordo entre os dois candidatos que disputaram o segundo turno da eleição presidencial no Afeganistão um mês atrás para uma auditoria de todos os votos.
"Será a primeira vez que todos os votos serão auditados", afirmou Achraf Ghani Ahmadzai, segundo colocado no primeiro turno, apontado como líder na apuração preliminar do segundo turno. Seu adversário é o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah, derrotado nas eleições anteriores pelo atual presidente, Hamid Karzai.
Achraf Ghani é da etnia pachtum, maioria relativa no Afeganistão, à qual também pertencem Karzai e a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes), que boicotou a votação. Os Talebã querem recriar o emirado islâmico que se beneficiou do caos deixado pela derrota da invasão soviética (1979-89) para impor um regime extremista muçulmano de 1996 até a invasão americana de 2001 para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
Naquela época, a rede terrorista Al Caeda mantinha suas bases e sua liderança no Afeganistão, sob a proteção dos Talebã. Como esta é a guerra mais longa da história dos Estados Unidos, desde sua primeira campanha presidencial, em 2008, o presidente Barack Obama prometeu retirar os soldados americanos do Afeganistão. A data marcada é o fim deste ano.
Se a frágil democracia imposta depois da invasão americana fracassar, o Afeganistão não vai conseguir se livrar de uma guerra que já dura mais de 35 anos, arrasou o país e o transformou em terreno fértil para o jihadismo e centro de treinamento de terroristas.
O futuro presidente deverá negociar a manutenção de uma força militar dos EUA para treinar as forças de segurança locais e assessorá-las no combate ao terrorismo.
"Será a primeira vez que todos os votos serão auditados", afirmou Achraf Ghani Ahmadzai, segundo colocado no primeiro turno, apontado como líder na apuração preliminar do segundo turno. Seu adversário é o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah, derrotado nas eleições anteriores pelo atual presidente, Hamid Karzai.
Achraf Ghani é da etnia pachtum, maioria relativa no Afeganistão, à qual também pertencem Karzai e a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes), que boicotou a votação. Os Talebã querem recriar o emirado islâmico que se beneficiou do caos deixado pela derrota da invasão soviética (1979-89) para impor um regime extremista muçulmano de 1996 até a invasão americana de 2001 para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
Naquela época, a rede terrorista Al Caeda mantinha suas bases e sua liderança no Afeganistão, sob a proteção dos Talebã. Como esta é a guerra mais longa da história dos Estados Unidos, desde sua primeira campanha presidencial, em 2008, o presidente Barack Obama prometeu retirar os soldados americanos do Afeganistão. A data marcada é o fim deste ano.
Se a frágil democracia imposta depois da invasão americana fracassar, o Afeganistão não vai conseguir se livrar de uma guerra que já dura mais de 35 anos, arrasou o país e o transformou em terreno fértil para o jihadismo e centro de treinamento de terroristas.
O futuro presidente deverá negociar a manutenção de uma força militar dos EUA para treinar as forças de segurança locais e assessorá-las no combate ao terrorismo.
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