Mostrando postagens com marcador invasão soviética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador invasão soviética. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 2 de Janeiro

 RECONQUISTA DA PENÍNSULA IBÉRICA

    Em 1492, com a queda de Granada, é o fim do Império Andaluz e da reconquista da Espanha, sob a liderança dos reis católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que patrocinam a viagem de Cristóvão Colombo para descobrir a América para os europeus, iniciada em 3 de agosto do mesmo ano.

Os árabes invadem a Península Ibérica em 711 e avançam pela Europa até serem derrotados pelo rei franco Carlos Martel em 732 na Batalha de Poitiers.

Durante séculos, os muçulmanos dominam a Península Ibérica com o Império Andaluz. Portugal e Espanha são frutos da Reconquista.

PRIMEIRA FOTO DA LUA

    Em 1839, o artista e químico francês Louis Daguerre, um dos inventores da fotografia, da daguerreotipia, tira a primeira foto da Lua. É destruída quando seu escritório pega fogo pouco tempo depois.


A primeira foto da natureza é feita em 1826 ou 1827 pelo francês Nicéphore Niépce. Mas é de má qualidade e exige um tempo de exposição de 8 horas.

Louis Daguerre nasce em Louis-Jacques-Mandé em 18 de novembro de 1787. Ele é fiscal do imposto de renda e pintor de cenários para ópera.

Desde 1814, Niépce tenta obter imagens permanentes gravadas pelo Sol. Em 1824, fica sabendo dos esforços de Daguerre no mesmo sentido. De 1829 até a morte de Niépce, em 1833, eles desenvolvem a heliografia.

Daguerra prossegue com suas pesquisas, Descobre que expor sal de prata iodado numa câmera resulta numa imagem latente que pode ser revelada se exposta a fumaça de mercúrio e fixada por uma solução de sal de cozinha comum.

Em 9 de janeiro de 1839, uma descrição minuciosa da daguerreotipia é apresentada à Academia de Ciências da França pelo astrônomo e físico François Arago. Daguerre entra para a Legião de Honra.

GUERRA RUSSO-JAPONESA

    Em 1905, a Rússia se rende em Port Arthur, hoje parte da cidade de Dalian, na China, durante a Guerra Russo-Japonesa (1904-5).

A guerra contém a expansão da Rússia, que assume o controle da Sibéria no século 17 e tenta avançar rumo ao sul e dominar a Manchúria e a Coreia. Termina em 5 de setembro de 1905 a vitória do Japão. 

A derrota deflagra a Revolução de 1905 na Rússia, precursora das revoluções de 1917, que acabam com o regime monárquico e implantam o comunismo.

FIM DA DÉTENTE

    Em 1980, o presidente Jimmy Carter reage à invasão da União Soviética ao Afeganistão dizendo ao Congresso dos Estados Unidos para suspender o debate sobre a ratificação do Segundo Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT-2) e retira o embaixador norte-americano em Moscou, acabando com o degelo na Guerra Fria iniciado com as viagens do presidente Richard Nixon à China e à URSS, em 1972.

É o início da Segunda Guerra Fria, que vai até a ascensão de Mikhail Gorbachev à Secretaria-Geral do Partido Comunista da URSS, em 11 março de 1985.

Como a URSS se nega a se retirar, Carter suspende as exportações de grãos e de alta tecnologia, e decide boicotar a Olimpíada de Moscou, em 1980.

No governo Ronald Reagan, em aliança com a Arábia Saudita, a China e os Paquistão, os EUA armam um exército guerrilheiro muçulmano para fazer do Afeganistão o Vietnã da URSS. Os soviéticos se retiram em 1989, depois de perderem 15 mil homens. 

Os mujahedin, os árabes afegãos, criam em 1988 a rede terrorista Al Caeda, sob a liderança do saudita Ossama ben Laden e do egípcio Ayman al-Zawahiri, que ataca os EUA nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 24 de Dezembro

TRATADO DE GHENT

    Em 1814, os Estados Unidos e o Reino Unido assinam o Tratado de Ghent, na Bélgica, pondo fim à Guerra de 1812, uma tentativa do Império Britânico de recolonizar os EUA que reafirma a independência do país.

Quando Napoleão Bonaparte decreta o Bloqueio Continental a países que negociam com o Reino Unido, os EUA ignoram e continuam comerciando com os dois. Seguem a orientação do Discurso de Despedida do primeiro presidente norte-americano, George Washington, comerciar com todos os países e não se envolver em conflitos externos.

A França modera sua atuação a partir de 1810. Quando o Reino Unido começa a instigar indígenas do Canadá na fronteira, o Congresso dos EUA declara guerra. As colônias britânicas Canadá Superior, Canadá Inferior, Nova Escócia e Terra Nova, que formariam o Canadá, lutam pelo Reino Unido.

Os britânicos chegam a tomar Washington e incendeiam a Casa Branca. O Hino dos EUA é um poema musicado que descreve a noite em que a sede do governo arde em chamas, mas ao amanhecer a bandeira salpicada de estrelas continua lá.

EDISON PATENTEIA O FONÓGRAFO

    Em 1877, o Escritório de Patentes dos Estados Unidos recebe um pedido do inventor Thomas Alva Edison para registrar o "fonógrafo ou máquina falante".

Edison apresenta a invenção duas semanas antes em Nova York, quando ele apresenta sua gravação às vezes ininteligível.

Maior inventor da história, Edison registra mais de mil patentes nos EUA e mais de 2 mil no mundo inteiro, inclusive do cinematógrafo e da lâmpada elétrica.

COMANDANTE EISENHOWER

Em 1943, o general Dwight Eisenhower é nomeado comandante militar supremo das forças dos aliados ocidentais na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Terceiro de uma família com sete filhos, Dwight David Eisenhower nasce em Denison, no Texas, em 14 de outubro de 1890. Ike estuda na Academia Militar de West Point e se forma na turma de 1915 com um desempenho acadêmico nada invejável. Entre os 164 formandos, é o 61º nos estudos acadêmicos e 125º em disciplina.

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Ike comanda um centro de treinamento de tanques. É promovido a capitão. Está para ser mandado para a guerra na Europa quando a guerra acaba.

De 1922 a 1924, Ike serve na Zona do Canal do Panamá. Promovido a major, tira o primeiro lugar numa turma de 275 em 1926. Dois anos mais tarde, se forma na Escola de Guerra do Exército. Então, serve na França, onde escreve um guia sobre campos de batalha da Primeira Guerra Mundial.

Em 1933, Eisenhower se torna assessor do comandante do Exército, general Douglas MacArthur. Dois anos depois, vai com MacArthur para as Filipinas, onde ajuda a reorganizar as Forças Armadas da então colônia dos EUA.

Ike volta aos Estados Unidos pouco depois da invasão da Polônia pela Alemanha Nazista, em 1º de setembro de 1939, que marca o início da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Em março de 1941, é promovido a coronel. Três meses depois, vira chefe de pessoal do Terceiro Exército e chama a atenção do comandante do Exército, general George Marshall ao planejar jogos de guerra com 500 mil soldados.

Quando os EUA entram na Segunda Guerra Mundial, depois do ataque japonês à Frota do Pacífico, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, Marshall nomeia Eisenhower para a divisão de planos de guerra que prepara a invasão aliada à Europa. 

Em março de 1942, ele é promovido a general de exército. Em junho, Marshall o nomeia comandante militar dos EUA na Europa. Além de profundo conhecedor de estratégias militares e capacidade de organização, Ike tem grande talento para a persuasão e se destaca por ser humilde, amigável e um otimista persistente.

Eisenhower comanda a Operação Tocha, a invasão aliada da África Equatorial Francesa, em julho de 1942. A primeira ofensiva dos aliados na guerra começa em 8 de novembro de 1942 e vai até maio de 1943. Ele lidera a invasão da Sicília e do território continental da Itália, o que leva à queda do regime fascista em Roma em 4 de junho de 1944.

Como comandante militar aliado, ele lidera a maior operação de assalto anfíbio da história, a Invasão da Normandia no Dia D, 6 de junho de 1944, com 156 mil soldados. Em 25 de agosto daquele ano, os aliados libertam Paris. 

No inverno, os aliados derrotam a última ofensiva alemã na frente ocidental na Batalha de Ardenas e cruzam o Rio Reno para invadir a Alemanha em 7 de março de 1945. A guerra na Europa termina em 8 de maio, quando o Exército Vermelho da União Soviética toma Berlim avançando pela frente oriental.

Em maio de 1948, Eisenhower deixa o Exército como o mais popular e prestigiado soldado dos EUA. Dois anos depois, o presidente Harry Truman o convence a assumir o comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Durante um ano e três meses, ele organiza a aliança militar criada para conter o expansionismo soviético na Europa.

Desde 1943, é citado como possível candidato à Casa Branca. Em junho de 1952, deixa o Exército após 37 anos e é eleito presidente dos EUA pelo Partido Republicano com uma ampla vitória em plena Guerra Fria, durante o macartismo, quando o senador Joseph McCarthy denuncia infiltração comunista na máquina do Estado, em Hollywood e até no Exército. O Partido Republicano conquista maioria na Câmara e no Senado, mas perde dois anos depois e fica sem maioria na Câmara por 40 anos.

Com a morte do ditador soviético Josef Stalin, em 5 de março de 1953, Eisenhower consegue negociar um armistício na Guerra da Coreia (1950-53) a partir de 27 de julho daquele ano. Em dezembro, Ike faz o discurso Átomos para a Paz, que leva à criação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em 1957. Ao mesmo tempo, adota a doutrina de retaliação maciça em caso de um ataque nuclear da URSS.

A campanha à reeleição em 1956 é perturbada pela Guerra de Suez, quando o ditador egípcio Gamal Abdel Nasser nacionaliza o Canal de Suez e é atacado por Israel, França e Reino Unido na mesma época da invasão soviética à Hungria para esmagar uma tentativa de liberalização do regime comunista.

Em 4 de outubro de 1957, a URSS lança o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik, sai na frente na corrida espacial e assusta os EUA com a perspectiva de poder lançar uma bomba atômica em território norte-americano. Isto leva à criação da NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço).

Para melhorar as relações com a URSS, Eisenhower convida o primeiro-ministro Nikita Kruschev para visitar os EUA em setembro de 1959, mas o abate de um avião-espião U-2 em território soviético, em 1º de maio de 1960, num dos momentos de alta tensão na Guerra Fria atrapalha a visita.

No fim do governo, em janeiro de 1961, os EUA rompem relações diplomáticas com Cuba dois anos depois da vitória da revolução liderada por Fidel Castro. Em seu discurso de despedida, Ike adverte para o poderio crescente do "complexo industrial-militar", a influência no governo da indústria do setor de defesa.

INVASÃO DO AFEGANISTÃO

    Em 1979, pouco antes da meia-noite, uma ponte aérea com 280 aviões de transporte militar da União Soviética desembarca em Cabul três divisões, cada uma com cerca de 8,5 mil homens, que três dias depois depõem o líder do regime comunista afegão, com pouca resistência, e instalam no poder Babrak Karmal, da ala pró-Moscou do Partido Popular Democrático do Afeganistão.

Mas dominar Cabul não significa controlar o Afeganistão, um país tribal e montanhoso, com um relevo que favorece a ação guerrilheira.

A invasão soviética acaba com o período da détente entre as superpotências, um degelo na Guerra Fria que começa em 1972 com as visitas do presidente norte-americano Richard Nixon à URSS e à China, e a retirada dos Estados Unidos do Vietnã. Começa a Segunda Guerra Fria, que vai até a ascensão do reformista Mikhail Gorbachev à liderança do Partido Comunista da URSS, em 11 de março de 1985.

O presidente Jimmy Carter e países aliados dos EUA boicotam a Olimpíada de Moscou, em 1980. A URSS retribui boicotando a Olimpíada de Los Angeles, em 1984.

Logo se forma uma aliança entre os EUA, que fornece as armas; a Arábia Saudita, que entra com homens e petrodólares; o Paquistão, por onde passam o dinheiro e as armas; e a China, que dá apoio politico. O objetivo é fazer do Afeganistão do Vietnã da URSS.

Cerca de 2,8 milhões de afegãos fogem para o Paquistão, onde os homens são doutrinados nas madrassas, as escolas religiosas que só ensinam o Corão, o livro sagrado do islamismo, a língua árabe, os provérbios do profeta Maomé (hádices) e a história do Islã. Outro 1,5 milhão se refugia no Irã.

A introdução de mísseis antiaéreos norte-americanos portáteis sustentados no ombro vira o jogo a partir de 1981 e acaba com a superioridade aérea soviética. A retirada soviética começa em 1988 e termina em 1989.

Os chamados árabes afegãos, mujahedin que lutam contra a URSS, criam em 1988 a rede terrorista Al Caeda sob a liderança do saudita Ossama ben Laden e do egípcio Ayman al-Zawahiri. O terrorismo muçulmano é um detrito da Guerra Fria.

Com a retirada soviética, diferentes grupos islamistas disputam o poder até que a milícia fundamentalista sunita dos Talebã (Estudantes) se impõe, em 1996, com o apoio do Paquistão. 

Depois de ataques às embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, o presidente Bill Clinton manda bombardear bases d'al Caeda no Afeganistão. A resposta feroz vem nos atentados de 11 de setembro de 2001.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 2 de Janeiro

RECONQUISTA DA PENÍNSULA IBÉRICA

    Em 1492, com a queda de Granada, é o fim do Império Andaluz e da reconquista da Espanha, sob a liderança dos reis católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que patrocinam a viagem de Cristóvão Colombo para descobrir a América para os europeus, iniciada em 3 de agosto do mesmo ano.

Os árabes invadem a Península Ibérica em 711 e avançam pela Europa até serem derrotados pelo rei franco Carlos Martel em 732 na Batalha de Poitiers.

Durante séculos, os muçulmanos dominam a Península Ibérica com o Império Andaluz. Portugal e Espanha são frutos da Reconquista.

GUERRA RUSSO-JAPONESA

    Em 1905, a Rússia se rende em Port Arthur, hoje parte da cidade de Dalian, na China, durante a Guerra Russo-Japonesa (1904-5).

A guerra contém a expansão da Rússia, que assume o controle da Sibéria no século 17 e tenta avançar rumo ao sul e dominar a Manchúria e a Coreia. Termina em 5 de setembro de 1905 a vitória do Japão. 

A derrota deflagra a Revolução de 1905 na Rússia, precursora das revoluções de 1917, que acabam com o regime monárquico e implantam o comunismo.

FIM DA DÉTENTE

    Em 1980, o presidente Jimmy Carter reage à invasão da União Soviética ao Afeganistão dizendo ao Congresso dos Estados Unidos para suspender o debate sobre a ratificação do Segundo Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT-2) e retira o embaixador norte-americano em Moscou, acabando com o degelo na Guerra Fria iniciado com as viagens do presidente Richard Nixon à China e à URSS, em 1972.

É o início da Segunda Guerra Fria, que vai até a ascensão de Mikhail Gorbachev à Secretaria-Geral do Partido Comunista da URSS, em 11 março de 1985.

Como a URSS se nega a se retirar, Carter suspende as exportações de grãos e de alta tecnologia, e decide boicotar a Olimpíada de Moscou, em 1980.

No governo Ronald Reagan, em aliança com a Arábia Saudita, a China e os Paquistão, os EUA armam um exército guerrilheiro muçulmano para fazer do Afeganistão o Vietnã da URSS. Os soviéticos se retiram em 1989, depois de perderem 15 mil homens. 

Os mujahedin, os árabes afegãos, criam em 1988 a rede terrorista Al Caeda, sob a liderança do saudita Ossama ben Laden e do egípcio Ayman al-Zawahiri, que ataca os EUA nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. 

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 24 de Dezembro

 TRATADO DE GHENT

    Em 1814, os Estados Unidos e o Reino Unido assinam o Tratado de Ghent, na Bélgica, pondo fim à Guerra de 1812, uma tentativa do Império Britânico de recolonizar os EUA que reafirma a independência do país.

Quando Napoleão Bonaparte decreta o Bloqueio Continental a países que negociam com o Reino Unido, os EUA ignoram e continuam comerciando com os dois. Seguem a orientação do Discurso de Despedida do primeiro presidente norte-americano, George Washington, comerciar com todos os países e não se envolver em conflitos externos.

A França modera sua atuação a partir de 1810. Quando o Reino Unido começa a instigar indígenas do Canadá na fronteira, o Congresso dos EUA declara guerra. As colônias britânicas Canadá Superior, Canadá Inferior, Nova Escócia e Terra Nova, que formariam o Canadá, lutam pelo Reino Unido.

Os britânicos chegam a tomar Washington e incendeiam a Casa Branca. O Hino dos EUA é um poema musicado que descreve a noite em que a sede do governo arde em chamas, mas ao amanhecer a bandeira salpicada de estrelas continua lá.

COMANDANTE EISENHOWER

Em 1943, o general Dwight Eisenhower é nomeado comandante militar supremo das forças dos aliados ocidentais na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Terceiro de uma família com sete filhos, Dwight David Eisenhower nasce em Denison, no Texas, em 14 de outubro de 1890. Ike estuda na Academia Militar de West Point e se forma na turma de 1915 com um desempenho acadêmico nada invejável. Entre os 164 formandos, é o 61º nos estudos acadêmicos e 125º em disciplina.

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Ike comanda um centro de treinamento de tanques. É promovido a capitão. Está para ser mandado para a guerra na Europa quando a guerra acaba.

De 1922 a 1924, Ike serve na Zona do Canal do Panamá. Promovido a major, tira o primeiro lugar numa turma de 275 em 1926. Dois anos mais tarde, se forma na Escola de Guerra do Exército. Então, serve na França, onde escreve um guia sobre campos de batalha da Primeira Guerra Mundial.

Em 1933, Eisenhower se torna assessor do comandante do Exército, general Douglas MacArthur. Dois anos depois, vai com MacArthur para as Filipinas, onde ajuda a reorganizar as Forças Armadas da então colônia dos EUA.

Ike volta aos Estados Unidos pouco depois da invasão da Polônia pela Alemanha Nazista, em 1º de setembro de 1939, que marca o início da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Em março de 1941, é promovido a coronel. Três meses depois, vira chefe de pessoal do Terceiro Exército e chama a atenção do comandante do Exército, general George Marshall ao planejar jogos de guerra com 500 mil soldados.

Quando os EUA entram na Segunda Guerra Mundial, depois do ataque japonês à Frota do Pacífico, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, Marshall nomeia Eisenhower para a divisão de planos de guerra que prepara a invasão aliada à Europa. 

Em março de 1942, ele é promovido a general de exército. Em junho, Marshall o nomeia comandante militar dos EUA na Europa. Além de profundo conhecedor de estratégias militares e capacidade de organização, Ike tem grande talento para a persuasão e se destaca por ser humilde, amigável e um otimista persistente.

Eisenhower comanda a Operação Tocha, a invasão aliada da África Equatorial Francesa, em julho de 1942. A primeira ofensiva dos aliados na guerra começa em 8 de novembro de 1942 e vai até maio de 1943. Ele lidera a invasão da Sicília e do território continental da Itália, o que leva à queda do regime fascista em Roma em 4 de junho de 1944.

Como comandante militar aliado, ele lidera a maior operação de assalto anfíbio da história, a Invasão da Normandia no Dia D, 6 de junho de 1944, com 156 mil soldados. Em 25 de agosto daquele ano, os aliados libertam Paris. 

No inverno, os aliados derrotam a última ofensiva alemã na frente ocidental na Batalha de Ardenas e cruzam o Rio Reno para invadir a Alemanha em 7 de março de 1945. A guerra na Europa termina em 8 de maio, quando o Exército Vermelho da União Soviética toma Berlim avançando pela frente oriental.

Em maio de 1948, Eisenhower deixa o Exército como o mais popular e prestigiado soldado dos EUA. Dois anos depois, o presidente Harry Truman o convence a assumir o comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Durante um ano e três meses, ele organiza a aliança militar criada para conter o expansionismo soviético na Europa.

Desde 1943, é citado como possível candidato à Casa Branca. Em junho de 1952, deixa o Exército após 37 anos e é eleito presidente dos EUA pelo Partido Republicano com uma ampla vitória em plena Guerra Fria, durante o macartismo, quando o senador Joseph McCarthy denuncia infiltração comunista na máquina do Estado, em Hollywood e até no Exército. O Partido Republicano conquista maioria na Câmara e no Senado, mas perde dois anos depois e fica sem maioria na Câmara por 40 anos.

Com a morte do ditador soviético Josef Stalin, em 5 de março de 1953, Eisenhower consegue negociar um armistício na Guerra da Coreia (1950-53) a partir de 27 de julho daquele ano. Em dezembro, Ike faz o discurso Átomos para a Paz, que leva à criação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em 1957. Ao mesmo tempo, adota a doutrina de retaliação maciça em caso de um ataque nuclear da URSS.

A campanha à reeleição em 1956 é perturbada pela Guerra de Suez, quando o ditador egípcio Gamal Abdel Nasser nacionaliza o Canal de Suez e é atacado por Israel, França e Reino Unido na mesma época da invasão soviética à Hungria para esmagar uma tentativa de liberalização do regime comunista.

Em 4 de outubro de 1957, a URSS lança o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik, sai na frente na corrida espacial e assusta os EUA com a perspectiva de poder lançar uma bomba atômica em território norte-americano. Isto leva à criação da NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço).

Para melhorar as relações com a URSS, Eisenhower convida o primeiro-ministro Nikita Kruschev para visitar os EUA em setembro de 1959, mas o abate de um avião-espião U-2 em território soviético, em 1º de maio de 1960, num dos momentos de alta tensão na Guerra Fria atrapalha a visita.

No fim do governo, em janeiro de 1961, os EUA rompem relações diplomáticas com Cuba dois anos depois da vitória da revolução liderada por Fidel Castro. Em seu discurso de despedida, Ike adverte para o poderio crescente do "complexo industrial-militar", a influência no governo da indústria do setor de defesa.

INVASÃO DO AFEGANISTÃO

    Em 1979, pouco antes da meia-noite, uma ponte aérea com 280 aviões de transporte militar da União Soviética desembarca em Cabul três divisões, cada uma com cerca de 8,5 mil homens, que três dias depois depõem o líder do regime comunista afegão, com pouca resistência, e instalam no poder Babrak Karmal, da ala pró-Moscou do Partido Popular Democrático do Afeganistão.

Mas dominar Cabul não significa controlar o Afeganistão, um país tribal e montanhoso, com um relevo que favorece a ação guerrilheira.

A invasão soviética acaba com o período da détente entre as superpotências, um degelo na Guerra Fria que começa em 1972 com as visitas do presidente norte-americano Richard Nixon à URSS e à China, e a retirada dos Estados Unidos do Vietnã. Começa a Segunda Guerra Fria, que vai até a ascensão do reformista Mikhail Gorbachev à liderança do Partido Comunista da URSS, em 11 de março de 1985.

O presidente Jimmy Carter e países aliados dos EUA boicotam a Olimpíada de Moscou, em 1980. A URSS retribui boicotando a Olimpíada de Los Angeles, em 1984.

Logo se forma uma aliança entre os EUA, que fornece as armas; a Arábia Saudita, que entra com homens e petrodólares; o Paquistão, por onde passam o dinheiro e as armas; e a China, que dá apoio politico. O objetivo é fazer do Afeganistão do Vietnã da URSS.

Cerca de 2,8 milhões de afegãos fogem para o Paquistão, onde os homens são doutrinados nas madrassas, as escolas religiosas que só ensinam o Corão, o livro sagrado do islamismo, a língua árabe, os provérbios do profeta Maomé (hádices) e a história do Islã. Outro 1,5 milhão se refugia no Irã.

A introdução de mísseis antiaéreos norte-americanos portáteis sustentados no ombro vira o jogo a partir de 1981 e acaba com a superioridade aérea soviética. A retirada soviética começa em 1988 e termina em 1989.

Os chamados árabes afegãos, mujahedin que lutam contra a URSS, criam em 1988 a rede terrorista Al Caeda sob a liderança do saudita Ossama ben Laden e do egípcio Ayman al-Zawahiri. O terrorismo muçulmano é um detrito da Guerra Fria.

Com a retirada soviética, diferentes grupos islamistas disputam o poder até que a milícia fundamentalista sunita dos Talebã (Estudantes) se impõe, em 1996, com o apoio do Paquistão. 

Depois de ataques às embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, o presidente Bill Clinton manda bombardear bases d'al Caeda no Afeganistão. A resposta feroz vem nos atentados de 11 de setembro de 2001.

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 2 de Janeiro

 RECONQUISTA DA PENÍNSULA IBÉRICA

    Em 1492, com a queda de Granada, é o fim do Império Andaluz e da reconquista da Espanha, sob a liderança dos reis católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que patrocinam a viagem de Cristóvão Colombo para descobrir a América para os europeus, iniciada em 3 de agosto do mesmo ano.

Os árabes invadem a Península Ibérica em 711 e avançam pela Europa até serem derrotados pelo rei franco Carlos Martel em 732 na Batalha de Poitiers.

Durante séculos, os muçulmanos dominam a Península Ibéria com o Império Andaluz. Portugal e Espanha são frutos da Reconquista.

GUERRA RUSSO-JAPONESA

    Em 1905, a Rússia se rende em Port Arthur, hoje parte da cidade de Dalian, na China, durante a Guerra Russo-Japonesa (1904-5).

A guerra contém a expansão da Rússia, que assume o controle da Sibéria no século 17 e tenta avançar rumo ao sul e dominar a Manchúria e a Coreia. Termina em 5 de setembro de 1905 a vitória do Japão. 

A derrota deflagra a Revolução de 1905 na Rússia, precursora das revoluções de 1917, que acabam com o regime monárquico e implantam o comunismo.

FIM DA DÉTENTE

    Em 1980, o presidente Jimmy Carter reage à invasão da União Soviética ao Afeganistão dizendo ao Congresso dos Estados Unidos para suspender o debate sobre o Segundo Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT II) e retira o embaixador norte-americano em Moscou, acabando com o degelo na Guerra Fria iniciado com as viagens do presidente Richard Nixon à China e à URSS, em 1972.

É o início da Segunda Guerra Fria, que vai até a ascensão de Mikhail Gorbachev à Secretaria-Geral do Partido Comunista da URSS, em 11 março de 1985.

Como a URSS se nega a se retirar, Carter suspende as exportações de grãos e de alta tecnologia, e decide boicotar a Olimpíada de Moscou, em 1980.

No governo Ronald Reagan, em aliança com a Arábia Saudita, a China e os Paquistão, os EUA armam um exército guerrilheiro para fazer do Afeganistão o Vietnã da URSS. Os soviéticos se retiram em 1989, depois de perderem 15 mil homens. 

Os mujahedin, os árabes afegãos, criam em 1988 a rede terrorista Al Caeda, sob a liderança do saudita Ossama ben Laden e do egípcio Ayman al-Zawahiri, que ataca os EUA nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. 

domingo, 24 de dezembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 24 de Dezembro

TRATADO DE GHENT

    Em 1814, os Estados Unidos e o Reino Unido assinam o Tratado de Ghent, na Bélgica, pondo fim à Guerra de 1812, uma tentativa do Império Britânico de recolonizar os EUA que reafirma a independência do país.

Quando Napoleão Bonaparte decreta o Bloqueio Continental a países que negociam com o Reino Unido, os EUA ignoram e continuam comerciando com os dois. Seguem a orientação do Discurso de Despedida do primeiro presidente norte-americano, George Washington.

A França modera sua atuação a partir de 1810. Quando o Reino Unido começa a instigar indígenas do Canadá na fronteira, o Congresso dos EUA declara guerra. As colônias britânicas Canadá Superior, Canadá Inferior, Nova Escócia e Terra Nova, que formariam o Canadá, lutam pelo Reino Unido.

Os britânicos chegam a tomar Washington e incendeiam a Casa Branca. O Hino dos EUA é um poema musicado que descreve a noite em que a sede do governo ardeu em fogo, mas ao amanhecer a bandeira salpicada de estrelas continua lá.

COMANDANTE EISENHOWER

Em 1943, o general Dwight Eisenhower é nomeado comandante militar supremo das forças dos aliados ocidentais na Segunda Guerra Mundial.

Terceiro de uma família com sete filhos, Dwight David Eisenhower nasce em Denison, no Texas, em 14 de outubro de 1890. Ike estuda na Academia Militar de West Point e se forma na turma de 1915, que produz 59, com um desempenho acadêmico nada invejável. Entre os 164 formandos, é o 61º nos estudos acadêmica e 125º em disciplina.

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Ike comanda um centro de treinamento de tanques. É promovido a capitão. Está para ser mandado para a guerra na Europa quando a guerra acaba.

De 1922 a 1924, Ike serve na Zona do Canal do Panamá. Promovido a major, tira o primeiro numa turma de 275 em 1926. Dois anos mais tarde, se forma na Escola de Guerra do Exército. Então, serve na França, onde escreve um guia sobre campos de batalha da Primeira Guerra Mundial.

Em 1933, Eisenhower se torna assessor do comandante do Exército, general Douglas MacArthur. Dois anos depois, vai com MacArthur para as Filipinas, onde ajuda a reorganizar as Forças Armadas da então colônia dos EUA.

Ike volta aos Estados Unidos pouco depois da invasão da Polônia pela Alemanha Nazista, em 1º de setembro de 1939, que marca o início da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Em março de 1941, é promovido a coronel. Três meses depois, vira chefe de pessoal do Terceiro Exército e chama a atenção do comandante do Exército, general George Marshall, ao planejar jogos de guerra com 500 mil soldados.

Quando os EUA entram na Segunda Guerra Mundial, depois do ataque japonês à Frota do Pacífico, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, Marshall nomeia Eisenhower para a divisão de planos de guerra que prepara a invasão aliada à Europa. 

Em março de 1942, é promovido a general de exército. Em junho, Marshall o nomeia comandante militar dos EUA na Europa. Além de profundo conhecer de estratégias militares e capacidade de organizados, tem grande talento para a persuasão e se destaca por ser humilde, amigável e um otimista persistente.

Eisenhower comanda a Operação Tocha, a invasão aliada da África Equatorial Francesa, em julho de 1942. A primeira ofensiva dos aliados na guerra começa em 8 de novembro de 1942 e vai até maio de 1943. Ele lidera a invasão da Sicília e do território continental da Itália, o que leva à queda do regime fascista em Roma em 4 de junho de 1944.

Como comandante militar aliado, ele lidera a maior operação de assalto anfíbio da história, a Invasão da Normandia no Dia D, 6 de junho de 1944, com 156 mil soldados. Em 25 de agosto daquele ano, os aliados libertam Paris. No inverno, os aliados derrotam a última ofensiva alemã na frente ocidental na Batalha de Ardenas e cruzam o Rio Reno para invadir a Alemanha em 7 de março de 1945. A guerra na Europa termina em 8 de maio, quando o Exército Vermelho da União Soviética toma Berlim.

Em maio de 1948, ele deixa o Exército como o mais popular e prestigiado soldado dos EUA. Dois anos depois, o presidente Harry Truman o convence a assumir o comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Durante um ano e três meses, ele organiza a aliança militar criada para conter o expansionismo soviético na Europa.

Desde 1943, é citado como possível candidato à Casa Branca. Em junho de 1952, deixa o Exército após 37 anos e é eleito presidente dos EUA pelo Partido Republicano com uma ampla vitória em plena Guerra Fria, durante o macarthismo, quando o senador Joseph McCarthy denuncia infiltração comunista na máquina do Estado, em Hollywood e até no Exército. O Partido Republicano conquista maioria na Câmara e no Senado, mas perde dois anos depois e fica sem maioria na Câmara por 40 anos.

Com a morte do ditador soviético Josef Stalin, em 5 de março de 1953, Eisenhower consegue negociar um armistício na Guerra da Coreia (1950-53) a partir de 27 de julho daquele ano. Em dezembro, Ike faz o discurso Átomos para a Paz, que leva à criação da Agência Internacional de Energia Atômica, em 1957. Ao mesmo tempo, adota a doutrina de retaliação maciça em caso de um ataque nuclear da URSS.

A campanha à reeleição em 1956 é perturbada pela Guerra de Suez, quando o ditador egípcio Gamal Abdel Nasser nacionaliza o Canal de Suez e é atacado por Israel, França e Reino Unido, na mesma época da invasão soviética à Hungria para esmagar uma tentativa de liberalização do regime comunista. Os EUA retiram o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) durante uma corrida especulativa contra a libra esterlina e o franco francês, ainda abalados por causa da guerra, e a Franá e o Reino Unido recuam.

Em 4 de outubro de 1957, a URSS lança o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik, sai na frente na corrida espacial e assusta os EUA com a perspectiva de poder lançar uma bomba atômica em território norte-americano. Isto leva à criação da NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço).

Para melhorar as relações com a URSS, Eisenhower convida o primeiro-ministro Nikita Kruschev para visitar os EUA em setembro de 1959, mas o abate de um avião-espião U-2 em território soviético, em 1º de maio de 1960, num dos momentos de alta tensão na Guerra Fria.

No fim do governo, em janeiro de 1961, os EUA rompem relações diplomáticas com Cuba dois anos depois da vitória da revolução liderada por Fidel Castro. Em seu discurso de despedida, Ike adverte para o poderio crescente do "complexo industrial-militar", a influência no governo da indústria do setor de defesa.

INVASÃO DO AFEGANISTÃO

    Em 1979, pouco antes da meia-noite, uma ponte aérea com 280 aviões de transporte militar da União Soviética desembarca em Cabul três divisões, cada uma com cerca de 8,5 mil homens, que três dias depois depõem o líder do regime comunista afegão, com pouca resistência, e instalam no poder Babrak Karmal, da ala pró-Moscou do Partido Popular Democrático do Afeganistão.

Mas dominar Cabul não significa controlar o Afeganistão, um país tribal e montanhoso, com um relevo que favorece a ação guerrilheira.

A invasão soviética acaba com o período da détente entre as superpotências, um degelo na Guerra Fria que começa em 1972 com as visitas do presidente norte-americano Richard Nixon à URSS e à China, e a retirada dos EUA do Vietnã. Começa a Segunda Guerra Fria, que vai até a ascensão do reformista Mikhail Gorbachev à liderança do Partido Comunista da URSS, em 11 de março de 1985.

O presidente Jimmy Carter e países aliados dos EUA boicotam a Olimpíada de Moscou, em 1980. A URSS retribui boicotando a Olimpíada de Los Angeles, em 1984.

Logo se forma uma aliança entre os Estados Unidos, que fornece as armas; a Arábia Saudita, que entra com homens e petrodólares; o Paquistão, por onde passam o dinheiro e as armas; e a China, que dá apoio politico. O objetivo é fazer do Afeganistão do Vietnã da URSS.

Cerca de 2,8 milhões de afegãos fogem para o Paquistão, onde os homens são doutrinados nas madrassás, as escolas religiosas que só ensinam o Corão, livro sagrado do islamismo. Outro 1,5 milhão se refugia no Irã.

A introdução de mísseis antiaéreos norte-americanos portáteis sustentados no ombro vira o jogo e acaba com a superioridade aérea soviética. A retirada soviética começa em 1988 e termina em 1989.

Os chamados árabes afegãos, mujahedin que lutaram contra a URSS, criam em 1988 a rede terrorista Al Caeda sob a liderança de Ossama ben Laden e Ayman al-Zawahiri. O terrorismo muçulmano é um detrito da Guerra Fria.

Com a retirada soviética, diferentes grupos islamistas disputam o poder até que a milícia fundamentalista sunita dos Talebã (Estudantes) se impõe, em 1996, com o apoio do Paquistão. 

Depois de ataques às embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, o presidente Bill Clinton manda bombardear bases d'al Caeda no Afeganistão. A resposta feroz vem nos atentados de 11 de setembro de 2001.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 15 de Maio

RETIRADA SOVIÉTICA

    Em 1988, na era das reformas do líder Mikhail Gorbachev, começa a saída das forças da União Soviética do Afeganistão, invadido mais de oito anos antes, no Natal de 1979, para Moscou impor seus favoritos no regime comunista afegão.

Antes da invasão, há uma revolta incipiente da população muçulmana, que não aceita o comunismo. Disso se aproveitam os Estados Unidos, a Arábia Saudita, a China e o Paquistão, decididos a fazer do Afeganistão o Vietnã da URSS.

Com armas como os mísseis antiaéreos Stinger, enviados pelos EUA, os mujahedin conseguem derrotar o invasor, que nunca assume o controle do interior do país. Cerca de 15 mil soldados soviéticos morrem no Afeganistão, menos do que a Rússia perdeu em 80 dias de invasão da Ucrânia.

Também em 1988, os chamados árabes afegãos, liderados pelo saudita Ossama ben Laden, fundam a rede terrorista Al Caeda (A Base), que ataca os EUA em 11 de setembro de 2001, levando as guerras do Oriente Médio para o território norte-americano.

A rebelião muçulmana derruba em 1992 o ditador Mohamed Najibullah, entronizado pela URSS. O Afeganistão vive um período de anarquia até que a Milícia dos Estudantes (Talebã), criada em 1994 com o apoio do serviço secreto militar do Paquistão, assume o poder em Cabul (nunca controla todo o país) em 1996.

Depois dos atentados de 11 de setembro, os EUA invadem o Afeganistão, derrubam o regime dos talebã e chegam a cercar a liderança da Caeda na Batalha de Tora Bora, em dezembro de 2001, mas Ben Laden consegue fugir para o Paquistão, onde é morto por uma operação de comandos de elite da Marinha dos EUA em 2 de maio de 2011.

Com a retirada das forças internacionais e o fim da guerra, a mais longa da história dos EUA, em 30 de agosto de 2021, os Talebã retomam o poder no Afeganistão e, ao contrário das promessas, voltam a reprimir as mulheres, proibidas de estudar, trabalhar, viajar sem um parente e obrigadas a cobrir o rosto ao sair à rua. 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Atentado terrorista mata 28 pessoas na capital do Afeganistão

A explosão de um caminhão-bomba seguida de um ataque com fuzis e metralhadoras causou a morte de pelo menos 28 pessoas e deixou mais de 300 feridas na manhã de hoje em Cabul, a capital do Afeganistão. O milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) reivindicou a autoria do atentado.

Com o fim do rigoroso inverno afegão, os Talebã anunciaram na semana passada o lançamento de sua "ofensiva de primavera". O alvo hoje foi o bairro de Pul-e-Mahmud, onde ficam o Ministério da Defesa, outros ministérios e quartéis, em meio a residências, lojas, mesquitas e escolas.

A primeira explosão foi tão violenta que um policial declarou ter ficado surdo por 20 minutos. Vidraças foram quebradas a até 1,6 quilômetro de distância. O objetivo foi gerar uma situação de caos na hora de maior movimento da manhã para facilitar a ação do resto do grupo.

"Um terrorista suicida detonou um caminhã-bomba parado num estacionamento público próximo a um prédio público", descreveu o chefe da polícia de Cabul, Abdul Rahman Rahimi, em entrevista à Agência France Presse (AFP). "O segundo atacante iniciou em seguida um tiroteio com a polícia até ser baleado e morto."

O Afeganistão está em guerra há 37 anos, desde a invasão soviética no Natal de 1979. A Milícia dos Talebã surgiu em 1994, no vácuo de poder deixado pela retirada da União Soviética, em 1989. A partir daí, grupos extremistas muçulmanos apoiados pelos Estados Unidos, Arábia Saudita, a China e o Paquistão começaram a disputar o poder.

Com o apoio do serviço secreto do Paquistão, os Talebã impuseram alguma ordem e tomaram o poder na capital em 1996. Em outubro de 2001, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão para vingar os atentados de 11 de setembro, cometidos pela rede terrorista Al Caeda, que tinha suas bases no país.

A Guerra do Afeganistão é a mais longa da história dos EUA. Desde sua primeira campanha presidencial, em 2008, o presidente Barack Obama promete retirar as forças americanas do país. Com o caos na Líbia, no Iraque e na Síria, e a infiltração do Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Afeganistão, Obama decidiu manter 9,8 mil soldados americanos no país.

Desde a retirada da maioria das forças internacionais lideradas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em 2014, os talebã se fortaleceram.

domingo, 13 de julho de 2014

EUA fazem acordo entre candidatos no Afeganistão

Diante de denúncias de fraude de parte a parte e do risco de um impasse político, o secretário de Estado americano, John Kerry, mediou um acordo entre os dois candidatos que disputaram o segundo turno da eleição presidencial no Afeganistão um mês atrás para uma auditoria de todos os votos.

"Será a primeira vez que todos os votos serão auditados", afirmou Achraf Ghani Ahmadzai, segundo colocado no primeiro turno, apontado como líder na apuração preliminar do segundo turno. Seu adversário é o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah, derrotado nas eleições anteriores pelo atual presidente, Hamid Karzai.

Achraf Ghani é da etnia pachtum, maioria relativa no Afeganistão, à qual também pertencem Karzai e a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes), que boicotou a votação. Os Talebã querem recriar o emirado islâmico que se beneficiou do caos deixado pela derrota da invasão soviética (1979-89) para impor um regime extremista muçulmano de 1996 até a invasão americana de 2001 para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Naquela época, a rede terrorista Al Caeda mantinha suas bases e sua liderança no Afeganistão, sob a proteção dos Talebã. Como esta é a guerra mais longa da história dos Estados Unidos, desde sua primeira campanha presidencial, em 2008, o presidente Barack Obama prometeu retirar os soldados americanos do Afeganistão. A data marcada é o fim deste ano.

Se a frágil democracia imposta depois da invasão americana fracassar, o Afeganistão não vai conseguir se livrar de uma guerra que já dura mais de 35 anos, arrasou o país e o transformou em terreno fértil para o jihadismo e centro de treinamento de terroristas.

O futuro presidente deverá negociar a manutenção de uma força militar dos EUA para treinar as forças de segurança locais e assessorá-las no combate ao terrorismo.