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segunda-feira, 1 de agosto de 2022

EUA matam sucessor de Ben Laden na liderança d'al Caeda

Um ataque de drones dos Estados Unidos matou no domingo em Cabul, a capital do Afeganistão, o terrorista mais procurado do mundo, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, fundador e líder da rede terrorista Al Caeda, anunciou nesta segunda-feira o presidente Joe Biden. 

É o maior golpe na organização responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001 depois da morte de Ossama ben Laden numa ação de uma força de elite da Marinha dos EUA, em Abotabade, no Paquistão, em 2 de maio de 2011, no governo Barack Obama.

Al-Zawahiri tinha uma longa folha corrida como terrorista. Havia um prêmio de US$ 25 milhões por informações que levassem a sua captura ou morte. Ele nasceu em Giza, em 19 de junho de 1951, numa família de classe média importante. Seu tio-avô foi imã da Mesquita de Al-Azhar, uma das mais importantes do Islã.

Ao 14 anos, em 1965, entrou para a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico, fundado em 1928 no Egito por Hassan al-Banna para reislamizar a umma, o conjunto de todos os muçulmanos, combatendo a influência do imperialismo ocidental. 

No ano seguinte, cria uma célula clandestina para derrubar o governo secularista do Egito e implantar um Estado islâmico.

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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Atentados terroristas deixam 38 mortos no Afeganistão

Um duplo atentado terrorista matou pelo menos 26 pessoas hoje em Cabul, a capital do Afeganistão, inclusive nove jornalistas que foram para o local depois da primeira explosão. Um homem-bomba disfarçado de cinegrafista se infiltrou entre os repórteres para matá-los. A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque, noticiou a agência Reuters.

O duplo atentado foi realizado na chamada Zona Verde da capital afegã, onde ficam a Embaixada dos Estados Unidos e o quartel-general da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no Afeganistão. O alvo seria o serviço secreto afegão. É mais um sinal das ofensivas de grupos terroristas como o Estado Islâmico e os Talebã, que retomaram a guerra na primavera depois de uma trégua forçada pelo inverno.

O representante das Nações Unidas no país, Tadamichi Yamamoto, deplorou o ataque deliberado contra jornalistas. Oito repórteres mortos eram afegãos, informou a televisão americana CNN.

As duas explosões, onze dias depois de um ataque que matou 60 pessoas numa fila de alistamento eleitoral, revelam a insegurança na cidade 16 anos e meio depois da intervenção militar americana para punir os responsáveis pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Horas antes dos atentados em Cabul, um terrorista suicida atacou um comboio militar na província de Kandahar, no Sul do Afeganistão, matando 11 crianças de uma escola religiosa próxima.

Num incidente isolado, Ahmed Shah, um jornalista afegão que trabalhava para a rádio e televisão pública britânica BBC foi morto a tiros na província de Khost.

domingo, 22 de abril de 2018

Terrorista suicida do Estado Islâmico mata 57 pessoas no Afeganistão

Pelo menos 57 pessoas que faziam fila para se alistar como eleitores foram mortas hoje por um homem-bomba em Cabul, a capital do Afeganistão. Outras 119 saíram feridas, informou o Ministério da Saúde Pública. A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado.

O ataque aconteceu no fim da manhã no bairro de Dasht-i-Barchi, onde a maioria da população pertence à minoria xiita hazara. O Estado Islâmico é uma milícia extremista sunita. Já atingiu mesquitas, santuários, escolas e outros alvos xiitas. Na Internet, declarou ter atacado "apóstatas", como se refere aos xiitas.

Foi o pior ataque desde uma onda de atentado em janeiro, quando uma ambulância-bomba matou mais de 100 pessoas e feriu outras 235.

Cerca de 14 milhões de afegãos podem se registrar para votar nas eleições parlamentares e municipais de 20 de outubro. A inscrição pode ser feita em uma das 7,3 mil zonas e seções eleitorais, das quais 948 estão situadas em locais fora do controle governamental.

A inscrição eleitoral começou em 14 de abril. Até agora, o ritmo de alistamento é lento, talvez por causa da desesperança do eleitor diante da corrupção generalizada e do não cumprimento de promessas de melhoria das condições de segurança e nos serviços públicos.

Os salafistas, que pregam o retorno à "pureza" do Islã do tempo do profeta Maomé (571-632), dos Talebã ao Estado Islâmico, repudiam eleições democráticas. Só aceitam a "lei de Deus", sua interpretação do livro sagrado dos muçulmanos, o Corão, de acordo com a religião ditado por Alá ao profeta.

"Os hazaras não vão desistir nunca", reagiu Mohammad Zia Feroz, de 26 anos, empregados do Crescente Vermelho, o equivalente à Cruz Vermelha nos países muçulmanos. "Ameaças não vão nos parar. Não há alternativa além de participar das eleições."

Desde a derrota do Califado que tentou criar no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico se infiltrou em países que vivem sob anarquia e guerra civil, especialmente na Líbia e no Afeganistão.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Estado Islâmico reivindica autoria de ataque contra academia militar do Afeganistão

A milícia jihadista Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade por um ataque de cinco terroristas suicidas à Academia Militar Marechal Fahim, em Cabul, a capital do Afeganistão, na madrugada de hoje. Pelo menos 11 soldados morreram e 16 saíram feridos, informa a agência de notícias afegão Pajhwok News.

Eram cerca de cinco horas da madrugada pela hora local (23h de ontem em Brasília) quando cinco terroristas atacaram a 111ª Unidade Militar, no bairro de Gargha, na capital afegã, dando início a uma batalha. Quatro morreram no ataque e um foi preso, revelou o general Dawlat Waziri, porta-voz do Ministério da Defesa do Afeganistão.

Foi o terceiro grande ataque terrorista em Cabul nos últimos 10 dias. No sábado, um ataque suicida com uma ambulância-bomba carregada de explosivos matou mais de 100 pessoas. Os outros ataques foram atribuídos à milícia extremista muçulmana dos Talebã e à rede Hakkani, sua aliada.

A onda terrorista é uma resposta à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reforçar o contingente americano para combater grupos extremistas muçulmanos e de cortar a ajuda militar ao Paquistão, suspeito de apoiar os Talebã e outras milícias jihadistas, como a Rede Hakkani, considerado o braço armado do Exército paquistanês na guerra civil do Afeganistão.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Ambulância-bomba mata 103 pessoas no Afeganistão

Um terrorista suicida explodiu hoje uma ambulância cheia de explosivos numa área movimentada do centro de Cabul, a capital do Afeganistão. Pelo menos 103 pessoas morreram e outras 235 saíram feridas, informou a agência Associated Press, citando como fonte o Ministério da Saúde afegão.

Foi o terceiro grande ataque no Afeganistão em uma semana. A milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) reivindicou a autoria do atentado e apontou como alvo uma rua que leva ao Ministério do Interior.

Seis dias atrás, milicianos dos Talebã invadiram um hotel de luxo em Cabul e resistiram durante 14 horas, matando 22 pessoas, inclusive 14 estrangeiros, dos quais quatro eram americanos. Na quarta-feira, o alvo foi a organização não governamental Salve as Crianças, na cidade de Jalalabade, no Leste do Afeganistão, onde quatro pessoas foram mortas.

"Nunca vi cena tão horrível em toda a minha vida", declarou Mohammad Fahim, de 20 anos, un funcionário da polícia da capital afegã que estava numa mesquita dentro do Ministério do Interior. Um porta-voz dos Talebã, Zabiullah Mujahid, afirmou em nota que o alvo era um posto de polícia próximo ao Ministério do Interior.

Em maio do ano passado, um caminhão-bomba matou 150 pessoas e feriu outras 400 ao ser detonado numa área onde há várias embaixadas. Aquele ataque foi reivindicou pela rede Hakkani, uma milícia aliada dos Talebã, descrita pelo político paquistanês Imran Khan como o "braço armado do Exército do Paquistão na guerra civil do Afeganistão".

A atual onde de ataques coincide com o aumento do contingente de militares dos Estados Unidos no Afeganistão e com a decisão do governo Donald Trump, anunciada em 4 de janeiro, de cortar a ajuda militar ao Paquistão.

Além dos Talebã e de aliados como a rede Hakkani, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante também tenta se infiltrar no Afeganistão, depois do colapso de seu califado no Oriente Médio.

No hospital, o sobrinho de uma vítima observou que "nossos líderes brigam uns com os outros por cargos no governo, enquanto os Talebã e o Daech [Estado Islâmico] tiram proveito da situação."

Com mais de 16 anos de duração, a Guerra do Afeganistão, iniciada um mês depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, é a mais longa da história dos EUA.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Carro-bomba dos Talebã mata 35 pessoas em Cabul

Pelo menos 35 pessoas foram mortas e outras 40 feridas na explosão de um carro-bomba detonado por um terrorista suicida na Zona Oeste de Cabul, a capital do Afeganistão, noticiou a agência Reuters. A polícia cercou a área, próxima à residência do vice-governador Mohammad Mohakik, onde a maioria da população é xiita hazara.

Três veículos civis e 15 lojas foram destruídos. "Estava na minha loja quando se repente ouvi um barulho horrível e as janelas se quebraram", declarou Ali Ahmed, um comerciante do bairro.

Mais de 1,7 mil civis foram mortos desde o início do ano pela violência da guerra civil afegã, onde a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) enfrenta o governo instaurado depois da invasão americana de outubro de 2001 para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro daquele ano. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante também tenta instalar uma base no país.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Atentado terrorista mata 90 e fere outras 480 pessoas no Afeganistão

Um atentado terrorista suicida aparentemente cometido com um caminhão-bomba matou 90 pessoas e deixou outras 480 feridas hoje perto do palácio presidencial e de embaixadas em Cabul, anunciou o Ministério da Saúde Pública do Afeganistão. Até agora, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

A explosão arrasadora acontece no começo do mês sagrado do Ramadã, iniciado no sábado, quando os muçulmanos devem jejuar, não beber e não fumar do amanhecer até o anoitecer para celebrar a revelação da primeira parte do Corão, o livro sagrado do Islã, ao profeta Maomé. Depois do pôr do sol, reúnem-se em grandes festas para quebrar o jejum.

Quinze anos e oito meses depois da invasão americana para vingar os atentados de 11 de setembro de 2001, cometidos pela rede terrorista Al  Caeda, que tinha bases no país, o Afeganistão continua em situação de caos e anarquia. A Guerra do Afeganistão é a mais longa da história dos Estados Unidos.

Todo verão a milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes), deposta pelos Estados Unidos, lança uma ofensiva contra o frágil governo de Cabul, que provavelmente não resistiria sem apoio externo.

Nos últimos anos, os Talebã enfrentam a concorrência da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que busca espaços para se expandir à medida que perde territórios no Oriente Médio.

Horas depois do atentado, a milícia dos Talebã negou qualquer responsabilidade pelo atentado. Há suspeitas de que tenha sido a Rede Hakkani, uma milícia apoiada pelo serviço secreto militar do Paquistão para interferir na guerra civil do Afeganistão.

sábado, 23 de julho de 2016

Estado Islâmico reivindica explosão com 80 mortes no Afeganistão

Um duplo atentado suicida contra uma manifestação pacífica da minoria xiita hazara matou pelo menos 80 pessoas e feriu outras 230 hoje em Cabul, a capital do Afeganistão. A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria.

O Ministério da Saúde espera o aumento do número de mortos. A manifestação pedia a extensão da rede de energia elétrica até a província de Bamiã, onde vive a maioria dos hazaras. Com a extensão da rede, o Afeganistão e o Paquistão vão receber energia do Tajiquistão, Turcomenistão e Usbequistão.

Foi o primeiro ataque reivindicado pelo Estado Islâmico no Afeganistão. O presidente afegão, Achraf Ghani, declarou que amanhã será um dia de luto nacional.

domingo, 5 de junho de 2016

Talebã matam sete em ataque a tribunal no Afeganistão

Pelo menos sete pessoas morreram e mais de 20 saíram feridas quando a milícia dos Talebã (Estudantes) atacou um tribunal em Puli Alam, capital da província de Logar, no Afeganistão. Na capital, um depoutado e outras três pessoas foram mortas com a explosão de uma bomba.

Até agora, nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo atentado em Cabul. O ataque ao tribunal foi uma resposta à execução de seis talebã no mês passado.

Depois de um ataque a Cabul em que 64 pessoas foram mortas em abril, o presidente Achrafi Ghani prometeu uma reação mais dura. As negociações de paz estagnaram. Os Talebã se negam a negociar com o governo.

A situação piorou com a morte do líder da milícia, mulá Akhtar Mansur, num bombardeio de drones dos Estados Unidos em 21 de maio de 2016.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Atentado terrorista mata 28 pessoas na capital do Afeganistão

A explosão de um caminhão-bomba seguida de um ataque com fuzis e metralhadoras causou a morte de pelo menos 28 pessoas e deixou mais de 300 feridas na manhã de hoje em Cabul, a capital do Afeganistão. O milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) reivindicou a autoria do atentado.

Com o fim do rigoroso inverno afegão, os Talebã anunciaram na semana passada o lançamento de sua "ofensiva de primavera". O alvo hoje foi o bairro de Pul-e-Mahmud, onde ficam o Ministério da Defesa, outros ministérios e quartéis, em meio a residências, lojas, mesquitas e escolas.

A primeira explosão foi tão violenta que um policial declarou ter ficado surdo por 20 minutos. Vidraças foram quebradas a até 1,6 quilômetro de distância. O objetivo foi gerar uma situação de caos na hora de maior movimento da manhã para facilitar a ação do resto do grupo.

"Um terrorista suicida detonou um caminhã-bomba parado num estacionamento público próximo a um prédio público", descreveu o chefe da polícia de Cabul, Abdul Rahman Rahimi, em entrevista à Agência France Presse (AFP). "O segundo atacante iniciou em seguida um tiroteio com a polícia até ser baleado e morto."

O Afeganistão está em guerra há 37 anos, desde a invasão soviética no Natal de 1979. A Milícia dos Talebã surgiu em 1994, no vácuo de poder deixado pela retirada da União Soviética, em 1989. A partir daí, grupos extremistas muçulmanos apoiados pelos Estados Unidos, Arábia Saudita, a China e o Paquistão começaram a disputar o poder.

Com o apoio do serviço secreto do Paquistão, os Talebã impuseram alguma ordem e tomaram o poder na capital em 1996. Em outubro de 2001, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão para vingar os atentados de 11 de setembro, cometidos pela rede terrorista Al Caeda, que tinha suas bases no país.

A Guerra do Afeganistão é a mais longa da história dos EUA. Desde sua primeira campanha presidencial, em 2008, o presidente Barack Obama promete retirar as forças americanas do país. Com o caos na Líbia, no Iraque e na Síria, e a infiltração do Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Afeganistão, Obama decidiu manter 9,8 mil soldados americanos no país.

Desde a retirada da maioria das forças internacionais lideradas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em 2014, os talebã se fortaleceram.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Talebã atacam Embaixada da Espanha no Afeganistão

A milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) reivindicou a autoria de um ataque contra a Embaixada da Espanha em Cabul, noticiou a Agência France Presse (AFP). A nota foi divulgada hoje no Twitter, depois de troca de tiros e explosões perto de uma das casas de hóspedes da embaixada.

A explosão de um carro-bomba teria dado início à ação. De acordo com uma agência de notícias local TOLO News, há rebeldes dentro da embaixada. A Espanha confirmou o ataque. As autoridades afegãs anunciaram que há pelo menos sete mortos, entre eles dois guardas da embaixada. A batalha ainda estaria em andamento.

O governo afegão e os Estados Unidos apostavam em negociações de paz, mas uma disputa pela liderança dos Talebã depois da confirmação neste ano da morte de seu líder, o mulá Mohamed Omar, ocorrida em 2013, aumentou a agressividade do grupo terrorista.

Um acordo de paz era a esperança do governo Barack Obama para acabar com a mais longa guerra da história dos EUA.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Ataques terroristas matam 20 pessoas no Afeganistão

Várias ações terroristas mataram pelo menos 20 pessoas hoje em Cabul e na província de Helmand, no Afeganistão, noticiou a televisão pública britânica BBC. As suspeitas recaem sobre a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes).

Pistoleiros de motocicleta mataram 12 caçadores de minas e feriram outros 12 em Helmand. O Exército do Afeganistão contra-atacou, matando quatro rebeldes e capturando outros três.

Na capital, Cabul, um terrorista suicida matou sete soldados num ônibus e um funcionário da Justiça foi morto em outro incidente, elevando o total de mortos para 20.

Os Talebã intensificam os ataques contra alvos ocidentais para declarar vitória com a retirada parcial da força internacional liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que invadiu o Afeganistão para responder aos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e chegou a ter 140 mil soldados no país.

A partir de 2015, ficam no Afeganistão 9,8 mil soldados americanos e um contingente menor de outros países para ajudar as forças de segurança afegãs a defender o governo eleito democraticamente dos extremistas muçulmanos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Talebã matam pelo menos seis pessoas em dois ataques em Cabul

A milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) voltou a atacar hoje a capital da Afeganistão. Uma grande explosão atingiu o centro de Cabul pouco depois de um atentado com carro-bomba contra um veículo da Embaixada Britânica em que seis pessoas morreram, noticiou a televisão saudita Al Arabiya.

Depois das explosões, houve intenso tiroteio no bairro de Cabul onde ficam numerosas embaixadas.

O ataque é mais um desafio às autoridades afegãs às vésperas da retirada do grosso das tropas dos Estados Unidos, que invadiram o país em outubro de 2001 para desmantelar a rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro daquele ano, e derrubar o governo dos Talebã, que a abrigava.

A Guerra do Afeganistão já é a mais longa da história dos EUA. Retirar os soldados americanos é uma promessa do presidente Barack Obama desde a campanha eleitoral de 2008. Diante da ofensiva da milícia terrorista Estado Islâmico no Iraque e na Síria, Obama mudou de posição e autorizou os 9,8 mil militares americanos que ficarão no país a entrar em combate ao lado das frágeis forças de segurança afegãs.

sábado, 5 de julho de 2014

Talebã incendeiam 400 caminhões-tanque no Afeganistão

A milícia fundamentalista muçulmana dos Talebã (Estudantes) tocou fogo hoje no distrito de Paghman, na periferia de Cabul, em cerca de 400 caminhões-tanque com combustíveis para suprir as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), informou a agência de notícias Reuters.

O Afeganistão deve anunciar na segunda-feira os resultados preliminares do segundo turno da eleição presidencial. Os dois candidatos, Achraf Ghani Ahmadzai e Abdullah Abdullah, se acusam mutuamente de fraude e descartam a possibilidade de formar um governo de união nacional.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Fotógrafa alemã é morta no Afeganistão

A fotógrafa alemã Anja Niedringhaus foi baleada e morta por um policial da província de Khost, no Afeganistão, quando cobria os preparativos para a eleição presidencial de amanhã para a agência Associated Press. Sua colega canadense Kathy Gannon foi seriamente ferida.

Elas viajavam num comboio que levava urnas e cédulas de votação para cidades remotas perto da fronteira com o Paquistão quando o carro onde estavam foi atacado. O governo regional disse que o suspeito foi preso na hora e o caso está sendo investigado.

Niedringhaus fez parte de uma equipe de 11 repórteres fotográficos que ganhou em 2005 o Prêmio Pulitzer, o mais importante do jornalismo nos Estados Unidos, pela cobertura da guerra no Iraque.

O ataque faz parte da campanha terrorista da milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) contra a eleição presidencial. Jornalistas ocidentais são alvos preferenciais dos jihadistas, que os veem como soldados inimigos.

Em 11 de março de 2014, o jornalista sueco Nils Horner foi morto a tiros em Cabul. Em 20 de março, Sardar Ahmad, um repórter especial afegão da Agência France Presse foi morto com a mulher e os três filhos num ataque contra o Hotel Serena, em Cabul, um dos mais usados pela imprensa estrangeira e funcionários de agências internacionais.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Atentado contra estrangeiros mata 21 no Afeganistão

O representante do Fundo Monetário Internacional no Afeganistão, quatro funcionários das Nações Unidas e dois americanos estão entre os 21 mortos numa ação de comandos terroristas contra um restaurantes libanês de Cabul frequentado por estrangeiros. A milícia fundamentalista dos Talebã reivindicou a autoria do atentado, noticia a TV americana CNN.

Um terrorista suicida detonou os explosivos que trazia junto ao corpo na porta do restaurante. Em seguida, dois pistoleiros que o acompanhavam invadiram o estabelecimento e atiraram em funcionários e clientes. Eles foram mortos pelas forças de segurança afegãs.

A milícia dos Talebã declarou que o ataque foi uma retaliação a um bombardeio aéreo que matou civis em Paruã. Os Talebã reafirmaram nessa semana a intenção de retomar o poder assim que as forças internacionais lideradas pelos Estados Unidos deixarem o Afeganistão, no fim deste ano.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Governo afegão proíbe forças dos EUA em província

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, proibiu hoje as forças de elite dos Estados Unidos de agir na província de Maidan Wardak, vizinha da capital, Cabul, sob a alegação de que afegãos que atuavam junto são acusados de tortura e assassinato. A medida entra em vigor em duas semanas.

A decisão foi tomada depois que o comando militar americano não prestou esclarecimentos sobre casos de tortura, morte e desaparecimento de pessoas em Maidan Wardak, alegou o porta-voz do governo afegão, Aimal Faizi, citado pelo jornal The New York Times.

Ao ver as primeiras provas do inquérito semanas atrás, os chefes da coalizão liderada pelos EUA  pareciam dispostos a cooperar, acrescentou o assessor do presidente Karzai. Depois, teriam mudado de posição, passando a dizer que os afegãos suspeitos tinham ido embora da região e nunca tinham trabalhado para as Forças Armadas dos EUA.

Para o governo afegão, os abusos de direitos humanos cometidos por soldados americanos e seus aliados na região são evidentes: "Muita gente da província, anciãos das aldeias, foram várias vezes a Cabul com fotos e vídeos de membros de suas famílias que foram torturados". Por isso, foi aberto um inquérito.

"Vamos imaginar que as forças especiais dos EUA não estejam envolvidas", ponderou o porta-voz. "Não sabiam o que estava acontecendo e quem estava fazendo isso? Nunca tinham ouvido falar?"

Faizi concluiu: "É melhor retirar as forças especiais da província e deixar o pessoal entender que a segurança agora será feita pelas forças de segurança do Afeganistão". Ele as considerou capazes de enfrentar a milícia fundamentalista dos Talebã, que governou o país de 1996 até a invertenção militar americana, em outubro de 2001, para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro.

A Guerra do Afeganistão é a mais longa da História dos EUA. O presidente Barack Obama promete retirar as tropas americanas até o fim de 2014.

sábado, 15 de agosto de 2009

Talebã visam quartel da OTAN em Cabul

A menos de uma semana da eleição presidencial de 20 de agosto no Afeganistão, a milicia dos Talebã (Estudantes) detonou um carro-bomba perto do quartel general da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar ocidental liderada pelos Estados Unidos, em Cabul.

Pelo menos sete pessoas morreram e cerca de cem saíram feridas.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Karzai apela aos talebã para votarem

O presidente Hamid Karzai fez hoje um apelo aos ativistas da milícia dos Talebã (Estudantes) para que participem da eleição de 20 de agosto, em vez de atacar o pleito.

A resposta não foi amistosa. Nove foguetes foram disparados contra o bairro das embaixadas em Cabul.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

EUA acusam Paquistão por bomba em Cabul

O Departamento da Defesa dos Estados Unidos concluiu que agentes secretos do Paquistão participaram do atentado contra a Embaixada da Índia em Cabul, a capital do Afeganistão.

Ao rejeitar a acusação, o governo paquistanês pediu aos americanos que apresentem provas da alegação.