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segunda-feira, 25 de abril de 2016

EUA enviam mais 250 soldados de forças especiais à Síria

O presidente Barack Obama anunciou ontem em Hanôver, na Alemanha, o envio de mais 250 comandos de elite para a Síria, aumentando o total de forças especiais dos Estados Unidos no país para 300 soldados. Eles não devem entrar diretamente em combate, mas ajudar grupos que lutam contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

A medida intensifica a guerra contra o Estado Islâmico no momento em que o enviado especial das Nações Unidas estima que o total de mortos em cinco anos de guerra civil na Síria chegou a 400 mil. Apesar das alegações oficiais de sucesso e da perda de territórios pelos jihadistas, o resultado está aquém do esperado.

Com forças do Exército da Síria e milícias aliadas cercando a cidade de Alepo com o apoio da Rússia, a oposição abandonou as negociações de paz mediadas pela ONU em Genebra, na Suíça.

Pelo menos três civis foram mortos e 17 feridos em bombardeio rebelde a áreas dominadas pelo governo em Alepo. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos registrou mais 13 mortes num bombardeio do regime contra a cidade de Duma, dominada por rebeldes.

Além dos 400 mil mortos, 5 milhões de sírios saíram do país e outros 6 milhões fugiram de casa e são desalojados internamente.

"Tínhamos esse número de 250 mil mortos há dois anos", declarou o enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, para justificar o aumento para 400 mil. "Bem, dois anos atrás são dois anos atrás."

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Comandos dos EUA atacam líderes do Estado Islâmico

Um comando de operações especiais das Forças Armadas dos Estados Unidos atacou uma base aérea perto de Mossul, no Norte do Iraque, matando três milicianos e prendendo sete, noticiou hoje a agência de notícias iraquiana Shafaq News.

A ação no aeroporto de Tal Afar foi baseada em informações sobre a presença de altos dirigentes da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Durou apenas meia hora. Nenhum soldado americano saiu ferido.

Ainda não está claro se os militantes mortos ou presos eram líderes importantes do Estado Islâmico. Os EUA confiscaram equipamentos eletrônicos em busca de informações valiosas. Washington ainda não confirmou a operação, que seria um duro golpe no Estado Islâmico.

Sob pressão dos bombardeios aéreos dos EUA e da Rússia, e de forças terrestres iraquianas, curdas e sírias, a milícia enfrenta duras perdas no Iraque e na Síria.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Bomba explode em carro de comandante militar da Ucrânia

Um atentado a bomba atingiu hoje na cidade de Cracóvia o carro de um comandante das forças especiais do Ministério do Interior da Ucrânia, informou o sítio de notícias ucraniano Leviy Bereg. O comandante e sua mulher sobreviveram ao ataque e foram hospitalizados.

A polícia da cidade do Leste da Ucrânia revelou duas minas magnéticas foram colocadas na parte inferior do veículo.

Um ataque a bomba realizado pelos rebeldes apoiados pela Rússia matou três civis em Cracóvia em 22 de fevereiro de 2015, um ano depois da queda e fuga do país do presidente Viktor Yanukovich, apoiado pelo Kremlin. Desde então, o presidente russo, Vladimir Putin, fomenta uma guerra para desestabilizar o país vizinho e mantê-la na órbita de Moscou.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Governo afegão proíbe forças dos EUA em província

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, proibiu hoje as forças de elite dos Estados Unidos de agir na província de Maidan Wardak, vizinha da capital, Cabul, sob a alegação de que afegãos que atuavam junto são acusados de tortura e assassinato. A medida entra em vigor em duas semanas.

A decisão foi tomada depois que o comando militar americano não prestou esclarecimentos sobre casos de tortura, morte e desaparecimento de pessoas em Maidan Wardak, alegou o porta-voz do governo afegão, Aimal Faizi, citado pelo jornal The New York Times.

Ao ver as primeiras provas do inquérito semanas atrás, os chefes da coalizão liderada pelos EUA  pareciam dispostos a cooperar, acrescentou o assessor do presidente Karzai. Depois, teriam mudado de posição, passando a dizer que os afegãos suspeitos tinham ido embora da região e nunca tinham trabalhado para as Forças Armadas dos EUA.

Para o governo afegão, os abusos de direitos humanos cometidos por soldados americanos e seus aliados na região são evidentes: "Muita gente da província, anciãos das aldeias, foram várias vezes a Cabul com fotos e vídeos de membros de suas famílias que foram torturados". Por isso, foi aberto um inquérito.

"Vamos imaginar que as forças especiais dos EUA não estejam envolvidas", ponderou o porta-voz. "Não sabiam o que estava acontecendo e quem estava fazendo isso? Nunca tinham ouvido falar?"

Faizi concluiu: "É melhor retirar as forças especiais da província e deixar o pessoal entender que a segurança agora será feita pelas forças de segurança do Afeganistão". Ele as considerou capazes de enfrentar a milícia fundamentalista dos Talebã, que governou o país de 1996 até a invertenção militar americana, em outubro de 2001, para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro.

A Guerra do Afeganistão é a mais longa da História dos EUA. O presidente Barack Obama promete retirar as tropas americanas até o fim de 2014.