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terça-feira, 30 de abril de 2019

Estado Islâmico reivindica ataque a bomba em Bangladesh

A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria de um atentado que feriu três policiais ontem em Daca, a capital de Bangladesh, a República de Bengala. Desde 2017, o grupo não assumia a responsabilidade por um ataque neste país.

É mais um sinal de que o Estado Islâmico tenta expandir seu raio de ação depois dos atentados do Domingo de Páscoa no Sri Lanka e da divulgação de um vídeo de seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, declarando que a luta continua, apesar da destruição do califado proclamado há cinco anos em terras da Síria e do Iraque.

Um grupo extremista muçulmano de Bangladesh, Jamaatul Mujahedin, realizou uma série de atentados no país entre 2015 e 2017, mas foi desbaratado pela polícia.

Al-Baghdadi não aparecia em vídeo desde que proclamou o califado na mesquita central de Mossul, no Iraque, em 29 de junho de 2014. Está envelhecido e sem a pose principesca de sua declaração como emir.

A aparição serviu para desmentir boatos sobre sua morte durante a campanha dos Estados Unidos e aliados para acabar com o califado. A expectativa é que sua convocação para uma "batalha longa" contra os cristãos e o Ocidente provoque uma ampla resposta dos jihadistas e candidatos a homem-bomba.

sábado, 23 de março de 2019

Forças Democráticas Sírias declaram vitória sobre Estado Islâmico

O último bolsão de resistência do califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder Abu Baker al-Baghdadi caiu. As Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda sustentada pelos Estados Unidos, declararam hoje vitória sobre o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

No seu momento de maior expansão, o Estado Islâmico dominava uma área do tamanho do Reino Unido no Leste da Síria e no Iraque, até as cercanias de Bagdá, com 10 milhões de habitantes, e pretendia se tornar um verdadeiro império do terror. Cerca de 40 mil jovens ocidentais migraram para lá sonhando com a utopia de uma sociedade islâmica pura.

Sua derrota no Oriente Médio acaba com o califado, mas não com sua ideologia brutalmente sanguinária. Seguidores do EI dominam parte da Península do Sinai, no Egito, estão no Afeganistão, nas Filipinas e no Nordeste da Nigéria, onde a milícia jihadista Boko Haram se declarou em 2015 a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

A maior vitória do EI foi a conquista de Mossul, uma das maiores cidades do Iraque, em 10 de junho de 2014. Humilhado e derrotado, o Exército iraquiano debandou, deixando para trás armas fabricadas nos EUA.  Foi lá que Al-Baghdadi proclamou seu califado.

Pouco depois, o EI iniciou um genocídio contra o povo yazidi, provocando a intervenção militar americana, em agosto de 2014, com bombardeios aéreos e ajuda humanitária às vítimas. Quando o grupo começou a degolar refé.ns ocidentais, o governo Barack Obama declarou guerra ao EI.

Para não enviar soldados americanos para uma operação terrestre, os EUA armaram, treinaram e financiaram as FDS, de maioria curda.

A Rússia entrou na guerra civil da Síria em 30 de setembro de 2015, a pretexto de combater o terrorismo, quando na verdade queria sustentar a ditadura de Bachar Assad, seu principal aliado no Oriente Médio. Um atentado terrorista contra um avião russo no Deserto do Sinai levou a Força Aérea da Rússia a também bombardear o EI.

Em 13 de novembro de 2015, o EI realizou sua ação mais espetacular no Ocidente. Os atentados em Paris mataram 130 pessoas, mas o grupo já estava perdendo a guerra. É praticamente impossível resistir aos bombardeios das duas forças aéreas mais poderosas do mundo.

O objetivo inicial do EI era criar um califado no Oriente Médio e não aterrorizar as potências ocidentais, como fez Al Caeda, especialmente nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA. Sob ataque da Rússia, dos EUA e seus aliados, inclusive a França e o Reino Unido, o EI partiu para a retaliação, mas o califado estava condenado.

Quando o presidente Donald Trump assumiu, em 20 janeiro de 2017, levantou as restrições impostas por Obama para proteger a população civil, dando plena liberdade aos generais para agirem como quisessem.

Desde então, era uma questão de tempo. A queda de Mossul e Rakka, na Síria, declarada capital do califado, foi o prenúncio do fim, que chegou hoje depois de muito sangue suor e lágrimas.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Iraque anuncia bombardeio ao Estado Islâmico em Tal Afar

Com o apoio da coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos, o governo do Iraque começou a bombardear a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na cidade de Tal Afar, noticiou o jornal Daily Sabah. Quando a campanha estiver concluída, começará a ofensiva por terra.

Tal Afar está em poder do Estado Islâmico desde 2014. Depois da queda de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que também havia sido conquistada há três anos, Tal Afar é um dos últimos redutos da milícia extremista muçulmana no Iraque.

Em 29 de junho, depois de nove meses de batalha, a televisão estatal iraquiana anunciou com orgulho: "O mito do Califado do Estado Islâmico acabou." Mas a guerra não terminou.

Sem Tal Afar, o Estado Islâmico não terá mais nenhum território importante sob controle. Para sobreviver, deve recuar a grupo terrorista clandestino e realizar atentados terroristas suicidas nas cidades do Iraque, especialmente nas áreas que um dia dominou.

No deserto, ainda há bolsões no Estado Islâmico. Por isso, parte das forças usadas na ofensiva contra Mossul foi deslocada para a província de Ambar, junto à fronteira com a Síria, onde as Forças Democráticas Sírias, uma aliança árabe-curda apoiada pelos EUA, travam a Batalha de Rakka para tomar a chamada capital do Estado Islâmico.

Depois de ganhar a guerra, o governo iraquiano terá pela frente a tarefa formidável de conquistar a paz. O país está arrasado. As milícias que apoiam o Exército do Iraque vão cobrar seu preço.

A maioria xiita está dividida entre partidários do primeiro-ministro Haider al-Abadi, do ex-primeiro-ministro Nuri al-Maliki e do clérigo radical Muktada al-Sader. Os sunitas se consideram marginalizados desde a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003. O desafio democrático do Iraque é integrar os árabes sunitas. E os curdos convocaram um plebiscito sobre a independência para 25 de setembro.

sábado, 22 de julho de 2017

Estado Islâmico teve acesso a material para fazer bomba radioativa

Quando tomou Mossul, há pouco mais de três anos, diante do colapso do Exército do Iraque, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante teve acesso a uma série de armas americanas de última geração e até mesmo de material radioativo que permite fazer uma bomba nuclear suja, revelou o jornal The Washington Post.

Num campus da Universidade de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, estavam guardadas duas caixas de cobalto-60, um elemento altamente radioativo. Em medicina nuclear, o cobalto-60 é usado para tratamentos de radioterapia contra o câncer.  Nas mãos dos terroristas, pode ser uma arma perigosa.

A chamada bomba suja não explode como a verdadeira bomba atômica. Espalha no ambiente um material radioativo para matar a causar pânico. Os serviços secretos ocidentais sabiam do cobalto-60. Nos últimos três anos, observaram ansiosamente à espera de sinais de que o Estado Islâmico tentasse usar o material para fabricar armas.

Durante a Batalha de Mossul, no início deste ano, o governo iraquiano conseguiu entrar no campus. As caixas de cobalto-60 estavam no mesmo lugar de antes da invasão. Os especialistas dos Estados Unidos acreditam que os milicianos temeram contaminar a si mesmos ao manipular o cobalto-60. Não tiveram capacidade técnica para produzir um artefato nuclear.

domingo, 2 de julho de 2017

Forças Democráticas Sírias tomam parte de Rakka

Com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos, a milícia árabe-curda Forças Democráticas Sírias (FDS) conquistou ontem uma parte do Norte da cidade de Rakka, na Síria, capital do califado autoproclamado há três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil no país.

Na sexta-feira, os milicianos do Estado Islâmico haviam retomado o distrito estratégico de Al-Siná, que fica junto à Cidade Antiga de Rakka e estava em poder das FDS, mas ontem as FDS reassumiram o controle de mais da metade do distrito.

Desde 6 de junho, a FDS trava a decisiva Batalha de Rakka. A aliança curdo-árabe também avança nos distritos de Al-Kadíssia, Al-Baride e Hatin, no Oeste de Rakka.

Com a derrota na Batalha de Mossul, no Iraque, e em breve em Rakka, o califado está praticamente extinto. O Estado Islâmico voltará a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso. Nos últmos meses, o EI fez 1.486 ataques em 16 cidades sírias e iraquianas liberadas de sua utopia totalitária e sanguinária.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Estado Islâmico regride a grupo terrorista sem base territorial

Com a derrota na Batalha de Mossul, no Iraque, e a derrota iminente na Batalha de Rakka, na Síria, o califado proclamado há três anos pelo líder Abu Baker al-Baghdadi está extingo na prática. O Estado Islâmico do Iraque e do Levante volta a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso, como o mundo inteiro viu a partir dos atentados que mataram 130 pessoas em Paris em 13 de novembro de 2015.

Nos últimos meses, o Estado Islâmico fez cerca de 1.468 ataques contra 16 cidades do Iraque e da Síria liberadas dos milicianos, adverte um relatório divulgado ontem pelo Centro de Combate do Terrorismo da Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The York Times.

O relatório A Luta Continua adverte que as vitórias militares no campo de batalha precisam ser completadas com esforços para restaurar a segurança, a governabilidade e a economia nos territórios que estavam sob o domínio do Estado Islâmico.

"Tirar o Estado Islâmico da posição de partido governante de um território não é suficiente para acabar com a habilidade do grupo de cometer violências contra indivíduos no Iraque e na Síria", alerta o relatório de 20 páginas.

 Daqui para a frente, será um novo desafio: "O EI esperava o fim de seu governo há mais de um ano", observa William McCants, pesquisador da Brookings Institution e autor de O Apocalipse do EIIL: a história, a estrategia e a visão apocalíptica do Estado Islâmico. "Ele está preparado para travar uma guerra nas sombras para ressuscitar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Iraque retoma aeroporto de Mossul

Com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos, o Exército do Iraque e milícias aliadas tomaram o aeroporto de Mossul, a segunda maior cidade do país, que estava em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde 10 de junho de 2014.

Depois de meses de uma batalha feroz, as forças iraquianas tomaram o lado leste da cidade. O aeroporto fica no oeste, onde vivem mais de 700 mil pessoas. A milícia terrorista resiste com atentados suicidas e carros-bomba.

De posse do aeroporto, o governo iraquiano e aliados podem transportar armas e equipamentos para a frente de combate de modo a reassumir o controle total da cidade.

Se o Estado Islâmico perder Mossul e a cidade de Rakka, na Síria, sua capital, deixará de ser um protoestado, regredindo para grupo terrorista. Isso não o torna menos perigoso. O terror voltará a ser sua principal arma e o inimigo distante, as grandes potências que atacam do ar, destruindo o sonho do califado, voltam a ser alvos preferenciais. Os atentados de 13 de novembro de 2015 foram um marco importante nesta virada estratégica.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Carros-bomba do Estado Islâmico matam 30 pessoas em Mossul

As explosões de três carros-bomba mataram pelo menos 30 pessoas em Gogjali, um dos primeiros distritos da cidade de Mossul retomados pelo governo do Iraque, informou hoje a agência Reuters. O governo iraquiano decretou toque de recolher noturno na área.

Os combates continuam na batalha pela segunda maior cidade do Iraque, tomada pelo Estado Islâmico em 10 de junho de 2014 numa ofensiva que surpreendeu e assustou o mundo. Pelo menos sete civis e quatro funcionários das Nações Unidas morreram no fogo cruzado no Leste da cidade.

Para os analistas estratégicos, o Estado Islâmico está cercado e vai perder a batalha, mas a operação deve durar meses. Depois de mais um ano de preparativos, o Exército do Iraque e milícias aliadas finalmente penetraram na zona urbana, onde os jihadistas fazem uma resistência feroz com carros-bomba e terroristas suicidas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Al-Baghdadi está escondido em Mossul, diz The Independent

O líder supremo da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Baker al-Baghdadi, está escondido em Mossul quando começa uma batalha pelo controle da cidade, afirmou um alto funcionário do governo autônomo do Curdistão iraquiano, citado pelo jornal inglês The Independent.

Em matéria do laureado correspondente Patrick Cockburn, autor do livro As Origens do Estado Islâmico: o fracasso da guerra ao terror, ele cita Fuad Hussein, o ministro-chefe da Casa Civil do presidente Massoud Barzani, para afirmar, "com base em múltiplas fontes, que Baghdadi está lá e, se ele for morto, será o colapso do todo o sistema do ISIS" (sigla em inglês).

A milícia teria de escolher um novo califa em meio a uma batalha decisiva para sua presença no Iraque. Seu quartel-general na Síria, Rakka, também está sob ameaça e pode ser alvo de uma próxima ofensiva.

Nenhum outro líder teria o prestígio de Al-Baghdadi, que proclamou, em 29 de junho de 2014, depois da tomada de Mossul, um califado com jurisdição sobre o mundo inteiro.

O alto funcionário curdo assegura que Al-Baghdadi está escondido há oito ou nove meses. Sua segurança depende dos comandantes do Estado Islâmico em Mossul e Tal Afar, diretamente envolvidos na Batalha de Mossul.

A presença do líder supremo complica ainda mais a batalha pela segunda maior cidade do Iraque, tomada pelo Estado Islâmico em 10 de junho de 2014 com relativa facilidade, diante de um Exército iraquiano que debandou, entregando ao inimigo armas de fabricação americana de última geração.

Sua vida vale muito, o que pressupõe uma resistência obstinada. As forças especiais do Exército do Iraque entraram ontem em Mossul e tomaram a emissora de televisão da cidade, situada na margem oriental do Rio Tigre.

Há cinco pontes sobre o Rio Tigre, que com o Eufrates forma a Mesopotâmia, um dos berços da civilização. Em sua estratégia de defesa, o Estado Islâmico pode ter minado as pontes para tentar conter o avanço do inimigo.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Exército do Iraque e aliados penetram em Mossul

Com o apoio de uma coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos, de guerrilheiros curdos e milícias aliadas, o Exército do Iraque anunciou hoje ter penetrado hoje na cidade de Mossul, que está em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde 10 de junho de 2014.

"Terminamos de fazer uma varredurra na vila de Gogjali e assumimos o controle da emissora de televisão de Mossul", declarou o general Abdelwahab al-Saadi, comandante das forças de elite antiterrorismo que estão na linha de frente da ofensiva lançada em 17 de outubro de 2016.

Os correspondentes de guerra confirmam que as forças de segurança iraquianas consolidaram suas posições nas vilas ao redor de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque. O comando conjunto da ofensiva afirmou que "as Forças Armadas do Iraque penetraram em setores da margem esquerda da cidade de Mossul".

É um passo importante, mas as unidades da linha de frente devem aguardar reforços antes de avançar rumo ao centro da cidade.

"Vamos reforçar nosso cerco ao grupo Estado Islâmico por todos os lados", declarou o primeiro-ministro Haider al-Abadi em pronunciamento na televisão iraquiana. "Os jihadistas não têm escapatória. Só podem morrer ou se render."

A queda de Mossul será um marco do fim do califado proclamado lá pelo líder do Estado Islâmico, Abu Baker al-Baghdadi, numa rara aparição pública na mesquita central da cidade, em 29 de junho de 2014. Seu quartel-general na Síria, Rakka, também está sob ameaça de guerrilheiros curdos apoiados pela Força Aérea dos EUA.

sábado, 22 de outubro de 2016

Exército do Iraque e aliados avançam nos arredores de Mossul

Com a cobertura aérea da coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos, unidades do Exército do Iraque tomaram hoje a cidade majoritariamente cristã de Karakoche e avançaram na vizinha Karamless dentro da ofensiva para reconquistar Mossul, noticiou a agência Reuters citando fontes militares iraquianas.

Um pouco mais ao norte, Bartela já havia sido retomada. Dezenas de militantes continuam entrincheirados em Karakoche. As três cidades estavam sob o controle do Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde a queda de Mossul, em 10 de junho de 2014.

O secretário da Defesa dos EUA, Ash Carter, se encontrou hoje em Bagdá com o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, para avaliar o andamento da ofensiva. Ontem, em Ancara, Carter anunciou um acordo preliminar entre a Turquia e o Iraque para forças turcas participarem da Batalha de Mossul. Hoje, Al-Abadi declarou que a ajuda será pedida, se for necessária.

Desde o início da ofensiva, em 17 de outubro, o Iraque reconquistou mais de 50 vilas e pequenas cidades. As forças iraquianas estimam que haja cerca de 6 mil combatentes do Estado Islâmico estejam em Mossul.

O custo político e humanitário para retomar a segunda maior cidade iraquiana será elevado.

Iraque acusa Estado Islâmico de matar centenas de homens em Mossul

Sob pressão da ofensiva do Exército do Iraque e milícias aliadas para retomar a cidade de Mossul com o apoio da coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante prendeu a matou pelo menos 284 jovens e adultos, sendo 61 menores, denunciou a televisão americana CNN citando como fonte um oficial iraquiano.

Os homens e meninos haviam sido usados como escudos humanos contra a ofensiva iraquiana. Teriam sido detidos e executados sumariamente na quinta e na sexta-feira. Os corpos foram jogados em covas rasas.

Na sexta-feira, as Nações Unidas advertiram que o Estado Islâmico deteve centenas de civis em Mossul e os colocou em posições próximas a combatentes do grupo para usá-los como escudos humanos contra o Exército do Iraque e os guerrilheiros curdos que lideram a operação terrestre.

"Há um grande risco de que milicianos do Estado Islâmico não apenas usem pessoas vulneráveis como escudos humanos, mas que também as matem para evitar que sejam libertadas", declarou o príncipe jordaniano Zeid Ra'ad al-Hussein, o primeiro árabe a chefiar o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos.

Pelo menos 550 famílias foram obrigadas a ir para Mossul na semana passada, numa medida aparentemente destinada a evitar que civis fujam para áreas retomadas pelo Exército do Iraque.

Por telefone, a chefe de ajuda humanitária da ONU no Iraque, Lise Grande, estimou que pelo menos 200 mil civis tentarão fugir da cidade antes e durante a Batalha de Mossul. O total pode chegar a um milhão de pessoas.

Segunda maior cidade iraquiana, Mossul está em poder dos jihadistas desde 10 de junho de 2014. Depois da reconquista de Faluja, Tikrit e Hamadi, é o último bastião do Estado Islâmico no país.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Estado Islâmico contra-ataca em Kirkuk ante ofensiva contra Mossul

Diante da ofensiva do Exército do Iraque e milícias aliadas para retomar a cidade de Mossul, com o apoio de uma coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante lançou um contra-ataque à cidade de Kirkuk, situada a 160 quilômetros de distância.

A reação é uma tentativa de dividir as forças concentradas no assalto a Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que está em poder dos jihadistas desde 10 de junho de 2014.

Por volta da meia-noite pela hora local, os terroristas invadiram a cidade por vários flancos e explodiram três carros-bomba. Pelo menos 20 pessoas foram mortas, inclusive policiais e trabalhadores de uma central elétrica atacada, mas os extremistas não conseguiram tomar as instalações petrolíferas de Kirkuk.

O governador de província de Kirkuk, Nachmeldin Karin, impôs um toque de recolher e declarou que a situação está sob controle, mas ainda há enfrentamentos entre os jihadistas e as forças de segurança nos bairros do sul da cidade.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Iraque recaptura cidade de Chircate do Estado Islâmico

O Comando Conjunto de Operações do Iraque anunciou hoje a que forças governamentais reconquistaram a cidade de Chircate, que estavam em poder da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informaram a agência de notícias local Al Iraqia e a televisão pública britânica BBC.

A bandeira do Iraque voltou a ser hasteada nos prédios públicos da cidade, anunciou um porta-voz militar. Dezenas de milicianos do Estado Islâmico teriam morrido em bombardeios da coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos.

Ainda há jihadistas em ação nos arredores da cidade e na província de Saladino, mas a vitória é mais um passo rumo à retomada de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, conquistada pelo Estado Islâmico em 10 de junho de 2014 e virtual capital no Iraque do califado proclamado pelo grupo.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Estado Islâmico metralha 12 mulheres que protestavam em Mossul

Pela primeira vez desde que a milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante tomou a segunda maior cidade do Iraque, Mossul, em 10 de junho de 2014, um grupo de mulheres protestou ontem contra as práticas da organização terrorista. Doze manifestantes foram fuziladas e outras presas, informou o presidente do Partido Democrático do Curdistão em Mossul, Said Mamozini.

No campo de batalha, depois de horas de combate, o Exército do Iraque e milícias aliadas reassumiram o controle de Awsajah, a sudeste de Mossul.

"Um amplo ataque vindo de duas direções foi realizado pela liberar Al Awsajah, com apoio aéreo da coligação liderada pelos Estados Unidos", relatou o porta-voz militar iraquiano Amin Chekhani. "Durante a operação, oito soldados foram feridos, mas as forças continuaram avançando até libertar a região dos combatentes do Estado Islâmico."

O porta-voz militar do Iraque acrescentou que a vila estava praticamente vazia quando o ataque começou ontem. Os moradores fugiram nos dias anteriores ao ataque. Pelo menos 20 rebeldes morreram na operação.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Estado Islâmico derruba avião de guerra da Síria

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante derrubou hoje um avião de guerra da Síria perto da cidade de Deir el-Zur, noticiou a agência Reuters citando como fontes o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora a guerra civil no país, e a agência de notícias dos jihadistas.

O avião foi abatido a cerca de cinco quilômetros do aeroporto militar de Deir el-Zur.  Um vídeo da Amaq, a agência de notícias do Estado Islâmico na Internet mostra os destroços de um avião pegando fogo e um cadáver que seria do piloto.

Ainda não se sabe como o avião foi derrubado. O Estado Islâmico controla a maioria da província de Deir el-Zur. Embora esteja perdendo territórios na Síria e no Iraque, a milícia ainda é muito perigosa.

Em três anos, o Estado Islâmico passou de braço da rede Al Caeda na guerra civil do Iraque à maior organização terrorista não estatal da história. Depois de tomar Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em 10 de junho de 2014, seu líder Abu Baker al-Baghdadi proclamou um califado de jurisdição universal em 29 de junho daquele ano.

Naquela época, o califado tinha uma área do tamanho da Grã-Bretanha onde viviam cerca de 8 milhões de pessoas. Ia da província de Diala, no Leste do Iraque, à província de de Alepo, no Norte da Síria, ignorando as fronteiras estabelecidas pelas potências ocidentais no Oriente Médio depois da derrocada do Império Otomano (turco) no fim da Primeira Guerra Mundial.

Essa rápida expansão, a perseguição às minorias e as execuções de reféns ocidentais diante das câmeras, logo divulgadas pela Internet, levaram a uma nova intervenção militar dos Estados Unidos e seus aliados ocidentais e árabes no Iraque e depois na Síria.

Desde 30 de setembro do ano passado, a Rússia intervém militarmente na guerra civil síria a pretexto de combater o Estado Islâmico, embora na prática ataque muito mais os grupos rebeldes apoiados pelo Ocidente.

A Turquia também entrou na guerra contra o Estado Islâmico por ser alvo de vários atentados terroristas depois de ser tolerante a conivente com o tráfico de armas, a passagem de voluntários e o contrabando de petróleo através de sua fronteira.

Hoje o Estado Islâmico controla apenas enclaves isolados na Síria, na província de Alepo, em Deir el-Zur e em Rakka, considerada a capital do califado, e áreas desérticas. Sem condições de sustentar os territórios conquistas, recorre cada vez mais a táticas de guerrilha e ao terrorismo.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

EUA enviam mais 560 soldados para guerra contra o Estado Islâmico

Os Estados Unidos vão mandar mais 560 soldados ao Iraque para a campanha contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, anunciou hoje o secretário de Estado, Ash Carter, citado pela agência Associated Press (AP).

A maioria dos novos soldados vai apoiar as tropas iraquianas na criação de um centro de operações na base aérea de Kayara, recapturada em 9 de julho. Os militares americanos inspecionaram ontem a base, que será importante na ofensiva para retomar Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, ocupada pelo Estado Islâmico desde 10 de junho de 2014.

Carter acrescentou que assessores dos EUA poderão acompanhar as forças iraquianas na ofensiva sobre Mossul, mas não revelou mais detalhes. A retomada de Mossul será a batalha decisiva para expulsar o Estado Islâmico do país, negando-lhe uma base territorial.

domingo, 26 de junho de 2016

Iraque toma último distrito de Faluja em poder do Estado Islâmico

Depois de uma batalha de cinco semanas, com o apoio aéreo dos Estados Unidos e aliados, o Exército do Iraque e milícias aliadas recapturaram hoje o último distrito da cidade de Faluja ainda em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a agência Reuters citando como fonte o comandante militar iraquiano.

Pelo menos 1,8 mil milicianos do Estado Islâmico foram mortos e outros fugiram, assim como 85 mil moradores de Faluja, sobrecarregando os campos de desalojados criados pelo governo. As Nações Unidas receberam denúncias de abusos cometidos contra civis por milícias xiitas.

O primeiro-ministro Haider al-Abadi declarou que a retomada de Faluja, que estava sob o controle do Estado Islâmico desde janeiro de 2014, abre caminho para a reconquista de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, tomada pelos jihadistas há dois anos.

sábado, 4 de junho de 2016

Forças do regime sírio entram na província de Rakka

Forças da ditadura de Bachar Assad entraram hoje na província da Rakka, principal reduto da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria. Pelo menos nove soldados sírios e 26 jihadistas foram mortos, noticiou a agência Reuters.

Ontem, a Força Aérea da Rússia bombardeou posições ao longo da divisa entre as províncias de Hama e Rakka, abrindo caminho para a ofensiva governista. O objetivo é chegar até a cidade de Rakka, a capital do Estado Islâmico.

As Forças Democráticas da Síria, formada principalmente por guerrilheiros curdos apoiados pelos Estados Unidos, lançaram uma ofensiva contra Rakka em outra frente. Por causa da importância estratégica da cidade, o Estado Islâmico deve usar todos os recursos possíveis para se defender.

No Iraque, o Estado Islâmico enfrenta uma ofensiva na cidade de Faluja. Se o Exército reconquistar a cidade, o próximo alvo será Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em poder dos jihadistas há dois anos.

Se Rakka e Mossul forem retomadas, será o fim do protoestado proclamado pelo Estado Islâmico e de seu califado. A milícia voltaria a ser apenas um grupo terrorista. Isso não a torna menos perigosa porque já demonstrou capacidade de atacar em diversos locais do planeta.

domingo, 29 de maio de 2016

Curdos lançam ofensiva contra o Estado Islâmico perto de Mossul

Cerca de 5,5 mil guerrilheiros curdos iniciaram uma nova ofensiva hoje no Norte do Iraque para retomar vilas a leste à cidade de Mossul dominadas pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência Reuters.

Num sinal de envolvimento crescente com as operações terrestres contra o Estado Islâmico, soldados da aliança liderada pelos Estados Unidos foram visto perto da linha de frente.

Mossul, que está na origem da palavra muçulmano, é a segunda maior cidade do Iraque e a maior em poder do Estado Islâmico. Foi tomada há dois anos, em 10 de junho de 2014.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, espera reconquistar Mossul ainda em 2016, mas o comando militar americano não compartilha este otimismo. Os recentes protestos em Bagdá do aiatolá xiita Muktada al-Sader enfraqueceram a coalizão de governo, abalando a união necessária na luta contra os extremistas sunitas.

Enquanto isso, o Exército do Iraque e milícias aliadas, com o apoio da coalizão aérea liderada pelos EUA, está fechando o cerco sobre a cidade de Faluja, iniciado em 23 de maio, noticiou hoje a televisão estatal. Quando o cerco estiver fechado, forças antiterroristas devem desfechar ataques dentro da cidade.