A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria de um atentado que feriu três policiais ontem em Daca, a capital de Bangladesh, a República de Bengala. Desde 2017, o grupo não assumia a responsabilidade por um ataque neste país.
É mais um sinal de que o Estado Islâmico tenta expandir seu raio de ação depois dos atentados do Domingo de Páscoa no Sri Lanka e da divulgação de um vídeo de seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, declarando que a luta continua, apesar da destruição do califado proclamado há cinco anos em terras da Síria e do Iraque.
Um grupo extremista muçulmano de Bangladesh, Jamaatul Mujahedin, realizou uma série de atentados no país entre 2015 e 2017, mas foi desbaratado pela polícia.
Al-Baghdadi não aparecia em vídeo desde que proclamou o califado na mesquita central de Mossul, no Iraque, em 29 de junho de 2014. Está envelhecido e sem a pose principesca de sua declaração como emir.
A aparição serviu para desmentir boatos sobre sua morte durante a campanha dos Estados Unidos e aliados para acabar com o califado. A expectativa é que sua convocação para uma "batalha longa" contra os cristãos e o Ocidente provoque uma ampla resposta dos jihadistas e candidatos a homem-bomba.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 30 de abril de 2019
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Suprema Corte recusa ação de Trump contra DACA
Em mais uma derrota na Justiça do presidente Donald Trump, a Suprema Corte dos Estados Unidos se recusou a examinar uma apelação do governo para anular uma decisão de um tribunal inferior que impede o fim do programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA), criado por seu antecessor, Barack Obama.
Foi mais um duro golpe para o governo Trump, que considera a DACA inconstitucional. O programa permite a imigrantes que entraram no país ilegalmente quando eram menores de idade estudar e trabalhar nos EUA e os protege contra a ameaça de deportação.
Ao anunciar a intenção de acabar com o programa, Trump deu a data-limite de 5 de março para o Congresso aprovar uma lei para substituir a DACA.
O apelo do Departamento da Justiça é incomum porque o caso ainda não foi examinado pelo Tribunal Federal de Recursos da 9ª Região, a primeira corte revisora da decisão da primeira instância. A decisão da Suprema Corte não significa que o supremo tribunal dos EUA não julgue o caso depois da tramitação por instâncias inferiores. O TFR-9 deve tomar sua decisão em junho ou julho.
A reação da Casa Branca foi reafirmar que o programa é "claramente ilegal" e beneficia os "imigrantes ilegais em massa": "A decisão unilateral do juiz de primeira instância de reimpor um programa que o Congresso tinha explícita e repetidamente rejeitado é uma usurpação da autoridade legislativa", protestou o porta-voz adjunto, Raj Shah.
Em troca de dar uma chance de legalização para cerca de 800 mil imigrantes ilegais que entraram nos EUA quando menores, o governo Trump exige US$ 20 bilhões para erguer um muro na fronteira com o México, o fim da loteria de imigração e do direito de imigração de parentes que não pertençam à família nuclear dos imigrantes.
Cerca de 20 mil beneficiários da DACA perderam seus benefícios por não terem pedido uma renovação por dois anos de seu direito de permanência nos EUA. Eles temiam ser deportados. Outros 100 mil deixaram o país.
Foi mais um duro golpe para o governo Trump, que considera a DACA inconstitucional. O programa permite a imigrantes que entraram no país ilegalmente quando eram menores de idade estudar e trabalhar nos EUA e os protege contra a ameaça de deportação.
Ao anunciar a intenção de acabar com o programa, Trump deu a data-limite de 5 de março para o Congresso aprovar uma lei para substituir a DACA.
O apelo do Departamento da Justiça é incomum porque o caso ainda não foi examinado pelo Tribunal Federal de Recursos da 9ª Região, a primeira corte revisora da decisão da primeira instância. A decisão da Suprema Corte não significa que o supremo tribunal dos EUA não julgue o caso depois da tramitação por instâncias inferiores. O TFR-9 deve tomar sua decisão em junho ou julho.
A reação da Casa Branca foi reafirmar que o programa é "claramente ilegal" e beneficia os "imigrantes ilegais em massa": "A decisão unilateral do juiz de primeira instância de reimpor um programa que o Congresso tinha explícita e repetidamente rejeitado é uma usurpação da autoridade legislativa", protestou o porta-voz adjunto, Raj Shah.
Em troca de dar uma chance de legalização para cerca de 800 mil imigrantes ilegais que entraram nos EUA quando menores, o governo Trump exige US$ 20 bilhões para erguer um muro na fronteira com o México, o fim da loteria de imigração e do direito de imigração de parentes que não pertençam à família nuclear dos imigrantes.
Cerca de 20 mil beneficiários da DACA perderam seus benefícios por não terem pedido uma renovação por dois anos de seu direito de permanência nos EUA. Eles temiam ser deportados. Outros 100 mil deixaram o país.
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Senado faz acordo para reabrir governo federal dos EUA
Com a promessa do Partido Republicano de que vai examinar legislação para proteger os imigrantes ilegais que entraram no país quando eram menores, o Senado dos Estados Unidos aprovou por 81 a 18 votos uma lei para autorizar o financiamento do governo federal por três semanas até 8 de fevereiro. Acaba assim a paralisação das atividades não essenciais, que durou três dias.
Pouco depois, a Câmara dos Representantes aprovou a medida por 266 a 170 votos. Basta a assinatura do presidente Donald Trump para o governo federal americano retomar suas atividades normais.
O acordo foi rejeitado pela ala mais esquerdista do Partido Democrata, que exigia uma solução definitiva para os chamados sonhadores, cerca de 800 mil imigrantes ilegais que eram menores quando entraram nos EUA. Quinze democratas, inclusive os senadores Bernie Sanders, Elizabeth Warren e Kamala Harris, e três republicanos votaram contra.
A contrapartida de não deportar os sonhadores seria destinar US$ 20 bilhões para a construção de um muro na fronteira com o México, uma promessa da campanha de Trump. O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, prometeu apresentar um projeto para resolver a situação dos sonhadores e a "segurança nas fronteiras", a expressão usada para falar do muro.
"Embora esse procedimento não satisfaça a todos nos dois lados, é um avanço", declarou o líder da minoria democrata, senador Chuck Schumer. O presidente Trump manteve distância das negociações na maior parte do tempo. Seu negociador, Stephen Miller, é conhecido há anos por suas posições duras contra a imigração. O senador republicano moderado Lindsay Graham advertiu que Miller estava atrapalhando as negociações.
Em nota, Trump prometeu continuar trabalhando para resolver o problema "muito injusto da imigração ilegal". O governo suspendeu o programa DACA (Ação Diferida para Chegadas na Infância) em setembro e deu seis meses de prazo ao Congresso para apresentar uma solução.
Depois que o presidente rejeitou um acordo bipartidário sobre imigração, na sexta-feira à meia-noite, a máquina federal dos EUA parou para atividades não essenciais por falta de orçamento. Os militares, agentes federais, aduaneiros e de fronteiras continuaram trabalhando, mas não poderiam receber pagamentos.
No domingo à noite, McConnell anunciou a intenção de apresentar um projeto sobre imigração, numa tentativa de resolver o problema antes do primeiro dia útil da semana. Os democratas aceitaram a proposta depois de um encontro reservado hoje da manhã.
Pouco depois, a Câmara dos Representantes aprovou a medida por 266 a 170 votos. Basta a assinatura do presidente Donald Trump para o governo federal americano retomar suas atividades normais.
O acordo foi rejeitado pela ala mais esquerdista do Partido Democrata, que exigia uma solução definitiva para os chamados sonhadores, cerca de 800 mil imigrantes ilegais que eram menores quando entraram nos EUA. Quinze democratas, inclusive os senadores Bernie Sanders, Elizabeth Warren e Kamala Harris, e três republicanos votaram contra.
A contrapartida de não deportar os sonhadores seria destinar US$ 20 bilhões para a construção de um muro na fronteira com o México, uma promessa da campanha de Trump. O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, prometeu apresentar um projeto para resolver a situação dos sonhadores e a "segurança nas fronteiras", a expressão usada para falar do muro.
"Embora esse procedimento não satisfaça a todos nos dois lados, é um avanço", declarou o líder da minoria democrata, senador Chuck Schumer. O presidente Trump manteve distância das negociações na maior parte do tempo. Seu negociador, Stephen Miller, é conhecido há anos por suas posições duras contra a imigração. O senador republicano moderado Lindsay Graham advertiu que Miller estava atrapalhando as negociações.
Em nota, Trump prometeu continuar trabalhando para resolver o problema "muito injusto da imigração ilegal". O governo suspendeu o programa DACA (Ação Diferida para Chegadas na Infância) em setembro e deu seis meses de prazo ao Congresso para apresentar uma solução.
Depois que o presidente rejeitou um acordo bipartidário sobre imigração, na sexta-feira à meia-noite, a máquina federal dos EUA parou para atividades não essenciais por falta de orçamento. Os militares, agentes federais, aduaneiros e de fronteiras continuaram trabalhando, mas não poderiam receber pagamentos.
No domingo à noite, McConnell anunciou a intenção de apresentar um projeto sobre imigração, numa tentativa de resolver o problema antes do primeiro dia útil da semana. Os democratas aceitaram a proposta depois de um encontro reservado hoje da manhã.
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
Juiz proíbe Trump de deportar ilegais que chegaram quando crianças
Durante um encontro com líderes do Congresso na Casa Branca, o presidente Donald Trump prometeu apoiar um projeto bipartidário para resolver a situação de cerca de 900 mil imigrantes ilegais que entraram nos Estados Unidos. À noite, um juiz federal de São Francisco, na Califórnia proibiu o governo tirar a proteção dos chamados sonhadores enquanto a questão não for decidida pela Justiça.
Em decisão liminar, o juiz William Alsup chamou a decisão do Departamento de Segurança Interna de "rescindir a DACA [Ação Diferida para Chegadas na Infância] se baseia numa premissa legal falsa".
Com a decisão, os sonhadores que não se registraram no fim do ano passado terão uma nova chance de apresentar seus requerimentos para se beneficiar do programa, mas não serão aceitos novos pedidos.
"As vidas dos sonhadores foram transformadas num caos quando o governo Trump decidiu encerrar o programa sem obedecer à lei", alegou o procurador-geral da Califórnia, Xavier Bacerra. "A decisão de hoje é um grande passo. Os EUA são o lar de sonhadores que tiveram a coragem de se apresentar pedir acesso à DACA e fizeram tudo o que o governo federal pediu."
Na opinião do chefe do Ministério Público Estadual da Califórnia, "eles seguiram as regras da DACA, fizeram sucesso na escola, no trabalho e nos negócios e contribuíram para construir um país melhor. Vamos lutar por seus direitos a cada etapa para defender seus direitos e oportunidades de contribuir com os EUA."
O governo Trump anunciou em setembro a intenção de acabar com a DACA. Quando a oposição democrata reagiu, o presidente acenou com a possibilidade de manter o programa se os democratas concordassem em alocar US$ 18 bilhões do orçamento para a construção de um muro na fronteira com o México.
É uma das principais promessas de campanha de Trump, que afirmou que o México pagaria a conta. O México não vai pagar nada e, se Trump endurecer nas negociações sobre o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), pode ajudar a eleger o esquerdista radical Andrés Manuel López Obrador.
Em decisão liminar, o juiz William Alsup chamou a decisão do Departamento de Segurança Interna de "rescindir a DACA [Ação Diferida para Chegadas na Infância] se baseia numa premissa legal falsa".
Com a decisão, os sonhadores que não se registraram no fim do ano passado terão uma nova chance de apresentar seus requerimentos para se beneficiar do programa, mas não serão aceitos novos pedidos.
"As vidas dos sonhadores foram transformadas num caos quando o governo Trump decidiu encerrar o programa sem obedecer à lei", alegou o procurador-geral da Califórnia, Xavier Bacerra. "A decisão de hoje é um grande passo. Os EUA são o lar de sonhadores que tiveram a coragem de se apresentar pedir acesso à DACA e fizeram tudo o que o governo federal pediu."
Na opinião do chefe do Ministério Público Estadual da Califórnia, "eles seguiram as regras da DACA, fizeram sucesso na escola, no trabalho e nos negócios e contribuíram para construir um país melhor. Vamos lutar por seus direitos a cada etapa para defender seus direitos e oportunidades de contribuir com os EUA."
O governo Trump anunciou em setembro a intenção de acabar com a DACA. Quando a oposição democrata reagiu, o presidente acenou com a possibilidade de manter o programa se os democratas concordassem em alocar US$ 18 bilhões do orçamento para a construção de um muro na fronteira com o México.
É uma das principais promessas de campanha de Trump, que afirmou que o México pagaria a conta. O México não vai pagar nada e, se Trump endurecer nas negociações sobre o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), pode ajudar a eleger o esquerdista radical Andrés Manuel López Obrador.
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terça-feira, 10 de outubro de 2017
Trump cobra caro para proteger "sonhadores"
O governo Donald Trump enviou domingo ao Congresso uma proposta de política anti-imigração ilegal com medidas duras em troca de qualquer acordo para proteger os chamados "sonhadores", crianças e jovens que eram menores de idade quando entraram ilegalmente com suas famílias nos Estados Unidos.
Em 5 de setembro, o secretário da Justiça, Jeff Session, anunciou a revogação da Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA), um programa do governo Barack Obama para proteger 800 mil jovens ilegais. Muitos passaram a maior parte de suas vidas nos EUA e não têm grande ligação com seu país de origem.
Entre as exigências de Trump, estão dinheiro para construir um muro na fronteira com o México, verba para contratar mais 10 mil guardas de fronteira, regras mais duras para concessão de asilo político e o fim da ajuda federal para "cidades santuários", que não colaboram com as autoridades federais na caçada aos imigrantes ilegais. O México não vai pagar pelo muro como o presidente prometeu na campanha.
A Casa Branca também exige que as empresas usem o sistema de verificação E-Verify para não contratar imigrantes ilegais, impedir o acesso aos EUA da família extensa (avós, tios e primos) dos imigrantes que regularizaram a situação e fechar a fronteira para centenas de milhares que menores que fugiram da violência na América Central nos últimos anos.
Com a guerra do México contra as drogas, vários cartéis do tráfico transferiram parte de suas atividades para a América Central, onde países muito menores não tem recursos para enfrentar o seu poder financeiro e seu poder de fogo.
Honduras e El Salvador estão hoje entre os países mais violentos do mundo fora de zonas de guerra. Isso gerou uma migração de menores centro-americanos para os EUA.
Pelas regras atuais, se entrarem em território americano, esses menores têm o direito a uma audiência na Justiça para contar sua história e pedir asilo, num processo que pode durar até dois anos. Trump quer o direito de bloquear a entrada ou deportar sumariamente essas crianças.
Em 5 de setembro, o secretário da Justiça, Jeff Session, anunciou a revogação da Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA), um programa do governo Barack Obama para proteger 800 mil jovens ilegais. Muitos passaram a maior parte de suas vidas nos EUA e não têm grande ligação com seu país de origem.
Entre as exigências de Trump, estão dinheiro para construir um muro na fronteira com o México, verba para contratar mais 10 mil guardas de fronteira, regras mais duras para concessão de asilo político e o fim da ajuda federal para "cidades santuários", que não colaboram com as autoridades federais na caçada aos imigrantes ilegais. O México não vai pagar pelo muro como o presidente prometeu na campanha.
A Casa Branca também exige que as empresas usem o sistema de verificação E-Verify para não contratar imigrantes ilegais, impedir o acesso aos EUA da família extensa (avós, tios e primos) dos imigrantes que regularizaram a situação e fechar a fronteira para centenas de milhares que menores que fugiram da violência na América Central nos últimos anos.
Com a guerra do México contra as drogas, vários cartéis do tráfico transferiram parte de suas atividades para a América Central, onde países muito menores não tem recursos para enfrentar o seu poder financeiro e seu poder de fogo.
Honduras e El Salvador estão hoje entre os países mais violentos do mundo fora de zonas de guerra. Isso gerou uma migração de menores centro-americanos para os EUA.
Pelas regras atuais, se entrarem em território americano, esses menores têm o direito a uma audiência na Justiça para contar sua história e pedir asilo, num processo que pode durar até dois anos. Trump quer o direito de bloquear a entrada ou deportar sumariamente essas crianças.
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sábado, 2 de julho de 2016
Ataque terrorista em Bangladesh termina com 20 civis mortos
O assalto de uma tropa de elite do Exército de Bangladesh ao restaurante Holey Artisan, tomado por terroristas no bairro diplomático de Daca, a capital do país, na manhã de hoje terminou com 13 reféns resgatados e 20 reféns mortos, seis terroristas mortos e um preso.
O comando terrorista tomou o restaurante, café e padaria muito frequentado por estrangeiros por volta das 21h (12h em Brasília) da sexta-feria, 1º de julho, e se negou a negociar a rendição. Depois de mais dez horas, os soldados invadiram o local. Dos mortos, 18 eram estrangeiros: nove italianos, sete japoneses, um americano e um indiano.
Em mensagem na Internet, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reinvidicou ontem a responsabilidade pelo atentado. Mas há suspeitas de que possa ter sido um grupo ligado à rede Al Caeda no Subcontinente Indiano, mais ativa em Bangladesh. O fato de fotos de dentro do restaurante aparecerem em páginas do Estado Islâmico na Internet reforçou a hipótese de autoria da milícia.
A primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, denunciou o atentado como "um ato odioso" cometido por "pessoas sem religião" e prometeu "erradicar o terrorismo".
Nos últimos 14 meses, houve 35 ataques atribuídos a extremistas muçulmanos contra artistas, blogueiros, gays, jornalistas e intelectuais liberais, muitos assassinados. O governo acusa o Partido Nacionalista de Bangladesh, o maior da oposição, e seus aliados islamistas.
Em junho, a polícia bengalesa lançou uma operação contra grupos jihadistas locais. Mais de 11 mil suspeitos foram presos. Várias organizações de defesa dos direitos humanos criticaram as prisões considerando-as arbitrárias e destinadas a calar a oposição.
O comando terrorista tomou o restaurante, café e padaria muito frequentado por estrangeiros por volta das 21h (12h em Brasília) da sexta-feria, 1º de julho, e se negou a negociar a rendição. Depois de mais dez horas, os soldados invadiram o local. Dos mortos, 18 eram estrangeiros: nove italianos, sete japoneses, um americano e um indiano.
Em mensagem na Internet, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reinvidicou ontem a responsabilidade pelo atentado. Mas há suspeitas de que possa ter sido um grupo ligado à rede Al Caeda no Subcontinente Indiano, mais ativa em Bangladesh. O fato de fotos de dentro do restaurante aparecerem em páginas do Estado Islâmico na Internet reforçou a hipótese de autoria da milícia.
A primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, denunciou o atentado como "um ato odioso" cometido por "pessoas sem religião" e prometeu "erradicar o terrorismo".
Nos últimos 14 meses, houve 35 ataques atribuídos a extremistas muçulmanos contra artistas, blogueiros, gays, jornalistas e intelectuais liberais, muitos assassinados. O governo acusa o Partido Nacionalista de Bangladesh, o maior da oposição, e seus aliados islamistas.
Em junho, a polícia bengalesa lançou uma operação contra grupos jihadistas locais. Mais de 11 mil suspeitos foram presos. Várias organizações de defesa dos direitos humanos criticaram as prisões considerando-as arbitrárias e destinadas a calar a oposição.
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Polícia invade restaurante em Bangladesh
Cerca de cem soldados do Exército de Bangladesh participaram há pouco do ataque a um restaurante, café e padaria onde terroristas mantinham reféns há várias horas. Houve intensa troca de tiros e depois silêncio.
O governo de Bangladesh não divulgou o resultado da operação, mas o governo do Japão disse que 12 reféns foram resgatados citando como fonte autoridades bengalesas. Cinco terroristas foram mortos e um preso. A operação ainda não terminou porque a polícia suspeita que há dois terroristas soltos.
Mais cedo, quando a polícia cercou o local, os terroristas reagiram matando dois policiais. O restaurante estava cheio no início da noite, quando os muçulmanos quebram o jejum que são obrigados a manter durante o dia no mês sagrado do Ramadã.
O restaurante fica num bairro nobre de Daca, a capital de Bangladesh, onde há várias embaixadas e residências de estrangeiros. Vários reféns seriam estrangeiros.
Na Internet, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do atentado, mas o Departamento da Defesa dos Estados Unidos também suspeita de grupos ligados à rede terrorista Al Caeda.
O governo de Bangladesh não divulgou o resultado da operação, mas o governo do Japão disse que 12 reféns foram resgatados citando como fonte autoridades bengalesas. Cinco terroristas foram mortos e um preso. A operação ainda não terminou porque a polícia suspeita que há dois terroristas soltos.
Mais cedo, quando a polícia cercou o local, os terroristas reagiram matando dois policiais. O restaurante estava cheio no início da noite, quando os muçulmanos quebram o jejum que são obrigados a manter durante o dia no mês sagrado do Ramadã.
O restaurante fica num bairro nobre de Daca, a capital de Bangladesh, onde há várias embaixadas e residências de estrangeiros. Vários reféns seriam estrangeiros.
Na Internet, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do atentado, mas o Departamento da Defesa dos Estados Unidos também suspeita de grupos ligados à rede terrorista Al Caeda.
Estado Islâmico toma reféns em restaurante em Bangladesh
Um grupo de cinco a oito terroristas supostamente ligados ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante invadiu um restaurante e tomou cerca de 20 pessoas como reféns hoje em Daca, a capital de Bangladesh. Dois policiais morreram no ataque e 40 pessoas estariam feridas.
Como hoje é sexta-feira e este é o mês sagrado do Ramadã, quando os muçulmanos devem jejuar durante o dia e fazem grandes refeições à noite, o restaurante estava lotado. Os terroristas não fizeram nenhuma exigência, sinal de que estão prontos para o sacrifício.
A agência de notícias do Estado Islâmico na Internet reivindicou a responsabilidade pelo ataque, mas o Departamento da Defesa dos Estados Unidos não confirmou, alegando que há muitos grupos extremistas muçulmanos que poderiam estar envolvidos, inclusive da rede terrorista Al Caeda.
Numa onda de intolerância religiosa, extremistas muçulmanos atacaram, geralmente a facadas, blogueiros, escritores, gays e intelectuais liberais 35 vezes nos últimos 14 meses.
Um dos países mais pobres do mundo, Bangladesh, o antigo Paquistão Oriental, independente desde 1971, é marcado pela violência política e agora também pelo extremismo de inspiração religiosa. O atentado confirma que o Estado Islâmico estendeu seus tentáculos até o Sul da Ásia.
Como hoje é sexta-feira e este é o mês sagrado do Ramadã, quando os muçulmanos devem jejuar durante o dia e fazem grandes refeições à noite, o restaurante estava lotado. Os terroristas não fizeram nenhuma exigência, sinal de que estão prontos para o sacrifício.
A agência de notícias do Estado Islâmico na Internet reivindicou a responsabilidade pelo ataque, mas o Departamento da Defesa dos Estados Unidos não confirmou, alegando que há muitos grupos extremistas muçulmanos que poderiam estar envolvidos, inclusive da rede terrorista Al Caeda.
Numa onda de intolerância religiosa, extremistas muçulmanos atacaram, geralmente a facadas, blogueiros, escritores, gays e intelectuais liberais 35 vezes nos últimos 14 meses.
Um dos países mais pobres do mundo, Bangladesh, o antigo Paquistão Oriental, independente desde 1971, é marcado pela violência política e agora também pelo extremismo de inspiração religiosa. O atentado confirma que o Estado Islâmico estendeu seus tentáculos até o Sul da Ásia.
sábado, 24 de outubro de 2015
Estado Islâmico reivindica autoria de atentado em Bangladesh
A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu a responsabilidade por um atentado a bomba contra um santuário xiita em Daca, a capital de Bangladesh, acusando-o no Twitter de "politeísta", noticiou a agência Reuters. Um menino morreu e 80 pessoas saíram feridas.
O alvo do ataque foi o santuário de Hossaini Dalan, que fica no bairro de Mughal, durante a procissão do Dia da Achura, a data mais importante do calendário xiita. É um festival do sacrifício, a celebração religiosa do martírio do imã Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé, na Batalha de Carbalá, hoje parte do Iraque, em 10 de outubro de 680 depois de Cristo. Neste dia, alguns xiitas se autoflagelam até sangrar.
Três suspeitos foram detidos para interrogatório, revelou o inspetor Mohammad Murad. A polícia suspeita que a bomba fosse de fabricação caseira. Pode ter sido uma ação de uma pequena célula da extremistas muçulmanos sunitas sem ligação direta com o comando central do EI. Mas o grupo jihadista se infiltrou no Afeganistão e tenta penetrar no Sul da Ásia, que também a Índia, o Paquistão e o Sri Lanka.
Nos últimos dois anos, houve ataques em Bangladesh contra sufis, hindus e cristãos. Esse foi o primeiro contra xiitas. Cerca de 20 mil xiitas que estavam concentrados perto do santuário continuaram a procissão.
O alvo do ataque foi o santuário de Hossaini Dalan, que fica no bairro de Mughal, durante a procissão do Dia da Achura, a data mais importante do calendário xiita. É um festival do sacrifício, a celebração religiosa do martírio do imã Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé, na Batalha de Carbalá, hoje parte do Iraque, em 10 de outubro de 680 depois de Cristo. Neste dia, alguns xiitas se autoflagelam até sangrar.
Três suspeitos foram detidos para interrogatório, revelou o inspetor Mohammad Murad. A polícia suspeita que a bomba fosse de fabricação caseira. Pode ter sido uma ação de uma pequena célula da extremistas muçulmanos sunitas sem ligação direta com o comando central do EI. Mas o grupo jihadista se infiltrou no Afeganistão e tenta penetrar no Sul da Ásia, que também a Índia, o Paquistão e o Sri Lanka.
Nos últimos dois anos, houve ataques em Bangladesh contra sufis, hindus e cristãos. Esse foi o primeiro contra xiitas. Cerca de 20 mil xiitas que estavam concentrados perto do santuário continuaram a procissão.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Prédio que ruiu em Bangladesh era construção irregular
O dono do edifício Rana Plaza, que desabou ontem na periferia de Daca, a capital de Bangladesh, matando pelo menos 237 pessoas, construiu o prédio de oito andares em 2007 sobre terreno instável, sem a devida licença, admitiram funcionários da prefeitura da cidade.
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