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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Estado Islâmico volta a atacar nos arredores de Bagdá

A organização terrorista Estado Islâmico está lançando ataques noturnos no Norte e no Oeste do Iraque e chegou à região de Tarmia, que fica no chamado cinturão de Bagdá, a capital do Iraque. O grupo terrorista chamou as ações de "invasões do Ramadã", o nome do mês sagrado para os muçulmanos.

Numa demonstração de força, pela primeira vez em meses, milicianos do Estado Islâmico invadiram a vila de Tarmia, sequestrou e matou um agente de segurança. Também houve ações terroristas no sábado nas províncias de Diala e Saladino, e na cidade de Samarra, onde quatro membros da mesma família foram trucidados.

Na sexta-feira à noite, o alvo foi um posto policial no Nordeste de Bagdá. As Forças de Mobilização Popular, milícias de maioria xiita financiadas e treinadas pelo Irã e pelo governo do Iraque, disseram que o ataque em Diala deixou um morto e dez feridos.

O Exército do Iraque, a Polícia de Diala e as Forças de Mobilização fizeram uma operação atrás dos terroristas na região de Buhriz. O deputado Bader al-Ziyadi, da Comissão de Segurança e Defesa da Assembleia Nacional, revelou que nos próximos dias haverá uma grande operação para conter o Estado Islâmico.

"Várias medidas serão tomadas para erradicar as células e posições do Estado Islâmico na região", declarou o deputado. "As operações planejadas em áreas onde o grupo terrorista reemergiu serão lançadas assim que todos os procedimentos preparatórios forem concluídos.

A Força Aérea do Iraque pode participar do combate aos terroristas.

Há seis anos, o Estado Islâmico tomou a cidade de Mossul, uma das mais importantes do Iraque, e proclamou a fundação de um califado unindo territórios iraquianos com os que ocupara durante a guerra civil na Síria. No ano passado, caiu o último bastião do califado. Desde então, o grupo terrorista age na clandestinidade.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Estado Islâmico reivindica ataque a bomba em Bangladesh

A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria de um atentado que feriu três policiais ontem em Daca, a capital de Bangladesh, a República de Bengala. Desde 2017, o grupo não assumia a responsabilidade por um ataque neste país.

É mais um sinal de que o Estado Islâmico tenta expandir seu raio de ação depois dos atentados do Domingo de Páscoa no Sri Lanka e da divulgação de um vídeo de seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, declarando que a luta continua, apesar da destruição do califado proclamado há cinco anos em terras da Síria e do Iraque.

Um grupo extremista muçulmano de Bangladesh, Jamaatul Mujahedin, realizou uma série de atentados no país entre 2015 e 2017, mas foi desbaratado pela polícia.

Al-Baghdadi não aparecia em vídeo desde que proclamou o califado na mesquita central de Mossul, no Iraque, em 29 de junho de 2014. Está envelhecido e sem a pose principesca de sua declaração como emir.

A aparição serviu para desmentir boatos sobre sua morte durante a campanha dos Estados Unidos e aliados para acabar com o califado. A expectativa é que sua convocação para uma "batalha longa" contra os cristãos e o Ocidente provoque uma ampla resposta dos jihadistas e candidatos a homem-bomba.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Líder do Estado Islâmico reaparece em vídeo para mostrar que está vivo

Para mostrar que sobreviveu à destruição do califado que proclamou há cinco anos, o líder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Baker al-Baghdadi, apareceu num vídeo em que comenta a recente Batalha de Baguz e cumprimenta os homens-bomba que atacaram o Sri Lanka no Domingo de Páscoa.

Aparentemente bem de saúde, sentado ao lado de um fuzil Kalachnikov, Al-Baghdadi declarou no vídeo de 40 segundos que a luta continua: "Em verdade, a batalha do Islã e seu povo contra a cruz e seu povo é uma batalha longa. A Batalha de Baguz acabou. Mas mostrou a selvageria, a brutalidade e as intenções malignas dos cristãos em relação à comunidade muçulmana."

Com o colapso do protoestado que fundou depois de tomar uma área da Síria e do Iraque do tamanho do Reino Unido, o Estado Islâmico volta a ser uma organização terrorista clandestina, sem base territorial.

A própria liderança de Al-Baghdadi estaria sendo contestada. Ele teria fugido da Síria em 7 de janeiro, depois de um tiroteio entre seus seguidores e dissidentes, revela reportagem do jornal britânico The Guardian. Estaria refugiado na província de Ambar, no Iraque.

Apesar do colapso do califado, o Estado Islâmico ainda teria de 30 a 40 mil militantes espalhados pelo mundo e busca alianças com outros grupos extremistas muçulmanos na África, no Afeganistão, nas Filipinas e também no Sri Lanka, onde o governo inicialmente acusou um grupo local, mas logo admitiu que um ataque de tal magnitude não poderia ser realizado sem ajuda externa.

sábado, 23 de março de 2019

Forças Democráticas Sírias declaram vitória sobre Estado Islâmico

O último bolsão de resistência do califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder Abu Baker al-Baghdadi caiu. As Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda sustentada pelos Estados Unidos, declararam hoje vitória sobre o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

No seu momento de maior expansão, o Estado Islâmico dominava uma área do tamanho do Reino Unido no Leste da Síria e no Iraque, até as cercanias de Bagdá, com 10 milhões de habitantes, e pretendia se tornar um verdadeiro império do terror. Cerca de 40 mil jovens ocidentais migraram para lá sonhando com a utopia de uma sociedade islâmica pura.

Sua derrota no Oriente Médio acaba com o califado, mas não com sua ideologia brutalmente sanguinária. Seguidores do EI dominam parte da Península do Sinai, no Egito, estão no Afeganistão, nas Filipinas e no Nordeste da Nigéria, onde a milícia jihadista Boko Haram se declarou em 2015 a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

A maior vitória do EI foi a conquista de Mossul, uma das maiores cidades do Iraque, em 10 de junho de 2014. Humilhado e derrotado, o Exército iraquiano debandou, deixando para trás armas fabricadas nos EUA.  Foi lá que Al-Baghdadi proclamou seu califado.

Pouco depois, o EI iniciou um genocídio contra o povo yazidi, provocando a intervenção militar americana, em agosto de 2014, com bombardeios aéreos e ajuda humanitária às vítimas. Quando o grupo começou a degolar refé.ns ocidentais, o governo Barack Obama declarou guerra ao EI.

Para não enviar soldados americanos para uma operação terrestre, os EUA armaram, treinaram e financiaram as FDS, de maioria curda.

A Rússia entrou na guerra civil da Síria em 30 de setembro de 2015, a pretexto de combater o terrorismo, quando na verdade queria sustentar a ditadura de Bachar Assad, seu principal aliado no Oriente Médio. Um atentado terrorista contra um avião russo no Deserto do Sinai levou a Força Aérea da Rússia a também bombardear o EI.

Em 13 de novembro de 2015, o EI realizou sua ação mais espetacular no Ocidente. Os atentados em Paris mataram 130 pessoas, mas o grupo já estava perdendo a guerra. É praticamente impossível resistir aos bombardeios das duas forças aéreas mais poderosas do mundo.

O objetivo inicial do EI era criar um califado no Oriente Médio e não aterrorizar as potências ocidentais, como fez Al Caeda, especialmente nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA. Sob ataque da Rússia, dos EUA e seus aliados, inclusive a França e o Reino Unido, o EI partiu para a retaliação, mas o califado estava condenado.

Quando o presidente Donald Trump assumiu, em 20 janeiro de 2017, levantou as restrições impostas por Obama para proteger a população civil, dando plena liberdade aos generais para agirem como quisessem.

Desde então, era uma questão de tempo. A queda de Mossul e Rakka, na Síria, declarada capital do califado, foi o prenúncio do fim, que chegou hoje depois de muito sangue suor e lágrimas.

domingo, 3 de março de 2019

Milícia árabe-curda faz ofensiva contra último reduto do Estado Islâmico

As Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda treinada, apoiada e armada pelos Estados Unidos, invadiram o pequeno povoado de Baguz, o último reduto do Estado Islâmico na Síria, situado à margem direita do Rio Eufrates, na fronteira com o Iraque, noticiou a Agência France Presse.

Numa resistência desesperada, os últimos milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante se movem entre prédios abandonados e um acampamento improvisado na periferia do povoado, entre as palmeiras do beira do Eufrates.

"A luta é intensa no momento", descreveu um comandante das FDS. "Nossas forças avançam em duas direções."

Depois de uma semana de cerco para permitir a fuga dos civis, as FDS lançaram na sexta-feira o que esperam que seja a ofensiva final contra a organização terrorista que, em 2014, proclamou um califado do tamanho do Reino Unido no Leste da Síria e no Oeste do Iraque.

Mais de 50 mil pessoas conseguiram escapar do que resta do califado proclamado pelo líder Abu Baker Al-Baghdadi em 29 de junho de 2014, depois da tomada de Mossul, uma das maiores cidades do Iraque, 19 dias antes. Entre os civis, pode haver milicianos tentando escapar da morte ou da prisão.

O colapso do califado começou em 2017, com a retomada de suas capitais, Rakka, na Síria, e Mossul, no Iraque.

Sob intensa pressão, o Estado Islâmico usa túneis, armadilhas e terroristas suicidas para tentar resistir ao avanço do inimigo.

"Não podemos dar um prazo para esta batalha. Pode ser uma semana, duas semanas, três semanas. Depende das surpresas que encontramos no caminho", declarou Adnan Afrin, porta-voz das FDS. "Quem não se entregou até agora vai encontrar aqui seu destino."

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Arábia Saudita promete US$ 100 milhões para reconstruir a Síria

O reino da Arábia Saudita prometeu US$ 100 milhões para reconstruir áreas do Nordeste da Síria que estavam sob controle da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, inclusive Rakka, a capital do extinto califado que os extremistas muçulmanos fundaram em 2014.

É a primeira proposta concreta para atender ao desejo do governo Donald Trump de retirar as tropas e o financiamento dos Estados Unidos da guerra civil da Síria e entregar a região tomada dos jihadistas aos países árabes do Golfo Pérsico, liderados pelos sauditas.

Trump quer reduzir o ônus dos EUA na Síria. Hoje, foi revelado que vetou gastos de US$ 200 bilhões destinados ao país. Mas o dinheiro saudita não basta. Os EUA esperam que os países do Golfo ofereçam tropas para ocupar a região.

Neste caso, entrariam em confronto direto com o Exército da Síria e milícias aliadas, que têm o apoio da Rússia e do Irã. Depois de sete anos e cinco meses de guerra civil e mais de 500 mil mortes, o ditador Bachar Assad ainda enfrenta bolsões de resistência na província de Idlibe, no Centro do país, mas pretende reassumir logo o controle de todo o território nacional.

Quando os rebeldes apoiados pela Turquia se renderem, faltará a região Nordeste, dominada pelas Forças Democráticas da Síria (FDS), uma milícia árabe-curda financiada, treinada e armada pelos EUA. Foi a tropa terrestre na guerra contra o Estado Islâmico.

Se os EUA e a Rússia não chegarem a um acordo para levar a paz à Síria, há um sério risco de confronto. Assad vai querer retomar a região. Isso explica por que as monarquias petroleiras do Golfo estão prontas a dar dinheiro, mas relutam em mandar soldados.

sábado, 12 de maio de 2018

Terrorista mata um e fere mais quatro a facadas em Paris

Um homem armado com uma faca matou uma pessoa e feriu outras quatro hoje à noite no 2º distrito de Paris, perto da Ópera Garnier. Dois feridos estão em estado grave. De acordo com testemunhas, o terrorista teria gritado "Alá é grande!", indicando se tratar de extremista muçulmano, noticiou o jornal francês Le Monde.

O ataque ocorreu por volta das 21h (16h em Brasília) na rua Monsigny, a centenas de metros do teatro da Ópera Garnier. Quando a polícia chegou, tentou dominar o agressor com arma de choque. Ele foi baleado duas vezes e morreu no local.

O procurador da República em Paris, François Moulins, abriu inquérito sobre "associação de malfeitores terrorista" e "assassinato e tentativa de assassinato de pessoa investida de autoridade pública com intenção terrorista".

A investigação será realizada pela Brigada Criminal da Polícia Judiciária de Paris, a Direção Geral de Segurança Interior (DGSI) e a Subdireção Antiterrorista (SDAT) da Polícia Judiciária.

Através de sua agência de propaganda Amaq, a organização terrorista Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque, atribuindo-o a um "soldado do Califado", mas costuma fazer isso sempre, mesmo quando não tem relação operacional com o terrorista.

O presidente Emmanuel Macron lamentou que "a França pague mais uma vez um preço de sangue, mas não ceder um centímetro aos inimigos da liberdade. (...) Saúdo em nome de todos os franceses a coragem dos policiais que neutralizaram o terrorista".

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Síria retoma última cidade grande dominada pelo Estado Islâmico

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante sofreu hoje dois golpes que tiram do mapa o califado proclamado em junho de 2014, depois da tomada de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana. 

O Exército da Síria e milícias aliadas conquistaram Deir el-Zur, a última cidade grande em poder do grupo, enquanto forças do Iraque tomavam o posto de fronteira de Hussaibá, informou o jornal britânico The Guardian.

"As Forças Armadas restauraram a estabilidade e a segurança em Deir el-Zur", anunciou um porta-voz militar sírio na televisão estatal. "Deir el-Zur representa a fase final da completa eliminação do Daech", a maneira pejorativa de se referir ao Estado Islâmico em árabe.

A cidade, acrescentou, "era o quartel-general da liderança da organização. Perdendo-o, eles perdem a capacidade de dirigir operações terroristas."

Deir el-Zur é a sétima maior cidade síria, a maior do Leste do país e o centro da principal região produtora de petróleo da Síria. Seca assim também uma fonte de recursos para o Estado Islâmico. Agora, Abu Kamal, do lado sírio da fronteira, é a única cidade com alguma importância ainda dominada pelo EI.

No seu auge, o califado controlava uma área do tamanho da Grã-Bretanha, com cerca de 8 milhões de pessoas. Em outubro, caiu sua capital, Rakka, na Síria. À medida que são liberadas desse reino do terror, suas vítimas revelam histórias macabras.

Com a intervenção militar da Rússia e sua poderosa Força Aérea, a partir de 30 de setembro de 2015, a ditadura de Bachar Assad retomou a iniciativa na guerra civil iniciada em março de 2011. Hoje, controla a maior parte do país.

Uma exceção é uma faixa na fronteira norte com a Turquia onde as Forças Democráticas Sírias, uma milícia majoritariamente curda apoiada pelos EUA. Com o colapso do Estado Islâmico, em breve estas forças vão se encontrar.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Alto comando do Estado Islâmico foge para enclave perto de Israel

Com a destruição do califado no Norte da Síria e no Iraque, vários altos comandantes da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante se reagruparam no Sul da Síria, perto da fronteira de Israel nas Colinas do Golã, ocupadas na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexadas em 1981, noticiou o Canal 2 da televisão israelense.

O Estado Islâmico montou um centro de treinamento com cerca de 300 jovens recrutados entre a população local. Entre os comandantes, está Abu Hamam Jazrawi, um dos principais responsáveis pelo recrutamento de novos voluntários para a "guerra santa" e o martírio.

A base também está sendo usada para as campanhas de propaganda do Estado Islâmico na Internet, antes centralizadas em Rakka, na Síria, o capital do califado, praticamente tomada pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda financiada, armada e treinada pelos Estados Unidos.

Desde o início da guerra civil na Síria, em março de 2011, Israel promete impedir grupos extremistas muçulmanos de montar bases perto de suas fronteiras.

Em novembro do ano passado, o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu reafirmou que "Israel não vai permitir que o Estado Islâmico ou qualquer outro inimigo, sob a cobertura da guerra na Síria, se estabeleça perto das nossas fronteiras."

Naquela época, houve o primeiro confronto direto entre o Estado Islâmico e as Forças de Defesa de Israel, uma troca de tiros ao longo das Colinas do Golã seguida de um bombardeio aéreo que matou quatro milicianos.

Duas milícias extremistas muçulmanas tem há anos bases na Síria perto da fronteira com Israel: o Exército de Khaled ibn al-Walid, ligado do Estado Islâmico; e Jabhat Fatah al-Sham (Frente de Combate do Levante), a antiga Frente al-Nusra, afiliada à rede terrorista al Caeda.

Apesar da relativa tolerância, Israel está atento. Respondeu a todos os ataques que extravazaram as fronteiras sírias durante a guerra civil. Está preparado para reagir a quaisquer ataques através das fronteiras.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Estado Islâmico divulga áudio do líder Abu Baker al-Baghdadi

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante divulgou hoje uma gravação de som de seu líder supremo, Abu Baker al-Baghdadi. O autoproclamado Califa Ibrahim estava em silêncio há quase um ano. 

Nesse período, o grupo perdeu quase todos os territórios que ocupava no Iraque e na Síria. Com a queda iminente de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico, o califado proclamado há três anos e três meses praticamente desaparece.

A data da gravação não foi revelada, mas é relativamente recente. Tem 46 minutos. Al-Baghdadi fala das ameaças da Coreia do Norte aos Estados Unidos e ao Japão, conclama os partidários à "guerra santa" contra os "infiéis" e faz longas citações ao Corão e outros textos sagrados dos muçulmanos.

O comunicado anterior do líder jihadista foi feito no início de novembro de 2016, quando começava a Batalha de Mossul. Na época, ele convocou seus seguidores a lutar contra os "infiéis" e "fazer seu sangue correr como rios".

Com o apoio das forças aéreas dos EUA e outros 65 países, e de milícias curdas, o Exército do Iraque reconquistou Mossul, uma cidade de 2 milhões de habitantes, sua maior perda na guerra contra o Estado Islâmico e a maior vitória de Al-Baghdadi

Enquanto a organização jihadista tenta se reagrupar na Líbia, o paradeiro de Al-Baghdadi é desconhecido. A principal suspeita é que esteja na região desértica e pouco povoada entre Rakka, na Síria, e Mossul, no Iraque, onde tentou derrubar as fronteiras traçadas pelo imperialismo ocidental depois da Primeira Guerra Mundial para erguer seu califado.

domingo, 2 de julho de 2017

Forças Democráticas Sírias tomam parte de Rakka

Com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos, a milícia árabe-curda Forças Democráticas Sírias (FDS) conquistou ontem uma parte do Norte da cidade de Rakka, na Síria, capital do califado autoproclamado há três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil no país.

Na sexta-feira, os milicianos do Estado Islâmico haviam retomado o distrito estratégico de Al-Siná, que fica junto à Cidade Antiga de Rakka e estava em poder das FDS, mas ontem as FDS reassumiram o controle de mais da metade do distrito.

Desde 6 de junho, a FDS trava a decisiva Batalha de Rakka. A aliança curdo-árabe também avança nos distritos de Al-Kadíssia, Al-Baride e Hatin, no Oeste de Rakka.

Com a derrota na Batalha de Mossul, no Iraque, e em breve em Rakka, o califado está praticamente extinto. O Estado Islâmico voltará a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso. Nos últmos meses, o EI fez 1.486 ataques em 16 cidades sírias e iraquianas liberadas de sua utopia totalitária e sanguinária.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Estado Islâmico regride a grupo terrorista sem base territorial

Com a derrota na Batalha de Mossul, no Iraque, e a derrota iminente na Batalha de Rakka, na Síria, o califado proclamado há três anos pelo líder Abu Baker al-Baghdadi está extingo na prática. O Estado Islâmico do Iraque e do Levante volta a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso, como o mundo inteiro viu a partir dos atentados que mataram 130 pessoas em Paris em 13 de novembro de 2015.

Nos últimos meses, o Estado Islâmico fez cerca de 1.468 ataques contra 16 cidades do Iraque e da Síria liberadas dos milicianos, adverte um relatório divulgado ontem pelo Centro de Combate do Terrorismo da Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The York Times.

O relatório A Luta Continua adverte que as vitórias militares no campo de batalha precisam ser completadas com esforços para restaurar a segurança, a governabilidade e a economia nos territórios que estavam sob o domínio do Estado Islâmico.

"Tirar o Estado Islâmico da posição de partido governante de um território não é suficiente para acabar com a habilidade do grupo de cometer violências contra indivíduos no Iraque e na Síria", alerta o relatório de 20 páginas.

 Daqui para a frente, será um novo desafio: "O EI esperava o fim de seu governo há mais de um ano", observa William McCants, pesquisador da Brookings Institution e autor de O Apocalipse do EIIL: a história, a estrategia e a visão apocalíptica do Estado Islâmico. "Ele está preparado para travar uma guerra nas sombras para ressuscitar.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Milícia árabe-curda apoiada pelos EUA invade capital do Estado Islâmico

As Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia formada por combatentes árabes e curdos com apoio financeiro, armas e cobertura aérea dos Estados Unidos, invadiram hoje a cidade de Rakka, na Síria, declarada capital do califado proclamado há três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

"Nossas forças entraram no bairro de Mechlebe, no Leste da cidade", declarou a comandante curda Rojda Felat à Agência France Presse (AFP). O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria, confirmou a invasão.

A Batalha de Rakka começa enquanto o Estado Islâmico ainda resiste em algumas áreas de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, cenário de uma batalha sangrenta há nove meses. Com a queda destas duas cidades, o califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder supremo Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim.

Sem um protoestado para chamar de seu no Oriente Médio, o Estado Islâmico regride a um movimento clandestino que tem no terrorismo seu principal instrumento de propaganda e ação. Os órfãos do califado são homens-bomba em potencial.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Estado Islâmico derruba helicóptero do Iraque na Batalha de Mossul

A milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante abateu hoje um helicóptero do Exército do Iraque na Batalha de Mossul, a segunda maior cidade do país, tomada em 10 de junho de 2014 pela organização terrorista. Os dois tripulantes morreram, declarou o Ministério da Defesa, citado pela agência de notícias Associated Press (AP).

A Força Aérea e helicópteros do Exército do Iraque têm uma atuação importante na batalha iniciada em outubro de 2016 para retomar a principal base do Estado Islâmico no país.

Se perder Mossul e Rakka, na Síria, a capital do califado autoproclamado pelo líder do grupo, Abu Baker al-Baghdadi, seu protoestado desaparece na prática. O Estado Islâmico volta a ser apenas uma organização terrorista. Isso não o torna menos perigoso.

Talvez o terrorismo jihadista se torne mais difuso, com a dispersão dos milhares de voluntários dos quatro cantos do mundo seduzidos pelo sonho do califado. Mesmo sem território, a guerra ideológica via Internet e o terrorismo continuarão, sem força suficiente para tomar o poder, mas com capacidade para realizar massacres e causar grandes danos.

quinta-feira, 9 de março de 2017

EUA enviam tropas para guerra contra o Estado Islâmico

Uma força anfíbia de fuzileiros navais dos Estados Unidos estabeleceu uma posição para apoiar aliados na Batalha de Rakka, a cidade síria que virou capital do Estado Islâmico do Iraque, noticiou ontem o jornal The Washington Post.

Os soldados fazem parte da 11ª Unidade Expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais, uma das quatro armas das Forças Armadas dos EUA, ao lado do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Com baterias de artilharia, eles vão intensificar o fogo contra o inimigo, em apoio às forças terrestres encarregada de retomar a cidade.

Entre os principais aliados, está a milícia árabe-curda Forças Democráticas da Síria. A Turquia, aliada dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), quer conter a ação dos curdos para evitar que se unem ao governo semiautônomo curdo no Iraque para lutar pela independência do Curdistão.

Desde já, começa a disputa pelo futuro de Rakka. Se o Estado Islâmico perder Rakka e a cidade de Mossul, que deve ser reconquistada em semanas pelo Exército do Iraque e aliados, será o fim do califado proclamado por seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, no fim de junho de 2014. O Estado Islâmico voltará a ser apenas uma organização terrorista.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Bandeira do Iraque tremula na sede do governo provincial em Mossul

O Exército do Iraque e milícias aliadas retomaram hoje a sede do governo da província de Nínive, na cidade de Mossul, e hastearam a bandeira do país, noticiou a televisão saudita Al Arabiya citando como fonte um alta funcionária do Departamento da Defesa dos Estados Unidos. Mossul estava sob o controle da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde 10 de junho de 2014.

A atual secretária adjunta da Defesa para questões internacionais, Elissa Slotkin, acrescentou em entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono, na Virgínia, que uma equipe de ligação das Forças Armadas dos EUA está em contato com a Turquia.

O Exército da Turquia invadiu o Norte da Síria a pretexto de combater o Estado Islâmico, mas também quer evitar a união de territórios curdos da Síria e do Iraque para criar o Curdistão, que reivindicaria soberania sobre a região Sudeste da Turquia, de maioria curda.

"Estamos engajados em bases permanentes, hora a hora, com os turcos na campanha contra o Estado Islâmico na Síria", declarou Slotkin. "Temos uma equipe de ligação residente em Ancara. Eles estão totalmente engajados na coalizão de 65 países liderada pelos EUA na guerra contra o Estado Islâmico."

Com a derrota inevitável em Mossul, o Estado Islâmico perde na prática sua base territorial no Iraque, enquanto a ofensiva na Síria se aproxima de Rakka, a capital do Califado proclamado pelo líder Abu Baker al-Baghdadi em junho de 2014, depois da conquista de Mossul.

Sem território, o Estado Islâmico deixa de ser um protoestado e volta a ser apenas um grupo terrorista, o que não o torna menos perigoso.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Al-Baghdadi está escondido em Mossul, diz The Independent

O líder supremo da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Baker al-Baghdadi, está escondido em Mossul quando começa uma batalha pelo controle da cidade, afirmou um alto funcionário do governo autônomo do Curdistão iraquiano, citado pelo jornal inglês The Independent.

Em matéria do laureado correspondente Patrick Cockburn, autor do livro As Origens do Estado Islâmico: o fracasso da guerra ao terror, ele cita Fuad Hussein, o ministro-chefe da Casa Civil do presidente Massoud Barzani, para afirmar, "com base em múltiplas fontes, que Baghdadi está lá e, se ele for morto, será o colapso do todo o sistema do ISIS" (sigla em inglês).

A milícia teria de escolher um novo califa em meio a uma batalha decisiva para sua presença no Iraque. Seu quartel-general na Síria, Rakka, também está sob ameaça e pode ser alvo de uma próxima ofensiva.

Nenhum outro líder teria o prestígio de Al-Baghdadi, que proclamou, em 29 de junho de 2014, depois da tomada de Mossul, um califado com jurisdição sobre o mundo inteiro.

O alto funcionário curdo assegura que Al-Baghdadi está escondido há oito ou nove meses. Sua segurança depende dos comandantes do Estado Islâmico em Mossul e Tal Afar, diretamente envolvidos na Batalha de Mossul.

A presença do líder supremo complica ainda mais a batalha pela segunda maior cidade do Iraque, tomada pelo Estado Islâmico em 10 de junho de 2014 com relativa facilidade, diante de um Exército iraquiano que debandou, entregando ao inimigo armas de fabricação americana de última geração.

Sua vida vale muito, o que pressupõe uma resistência obstinada. As forças especiais do Exército do Iraque entraram ontem em Mossul e tomaram a emissora de televisão da cidade, situada na margem oriental do Rio Tigre.

Há cinco pontes sobre o Rio Tigre, que com o Eufrates forma a Mesopotâmia, um dos berços da civilização. Em sua estratégia de defesa, o Estado Islâmico pode ter minado as pontes para tentar conter o avanço do inimigo.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Exército do Iraque e aliados penetram em Mossul

Com o apoio de uma coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos, de guerrilheiros curdos e milícias aliadas, o Exército do Iraque anunciou hoje ter penetrado hoje na cidade de Mossul, que está em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde 10 de junho de 2014.

"Terminamos de fazer uma varredurra na vila de Gogjali e assumimos o controle da emissora de televisão de Mossul", declarou o general Abdelwahab al-Saadi, comandante das forças de elite antiterrorismo que estão na linha de frente da ofensiva lançada em 17 de outubro de 2016.

Os correspondentes de guerra confirmam que as forças de segurança iraquianas consolidaram suas posições nas vilas ao redor de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque. O comando conjunto da ofensiva afirmou que "as Forças Armadas do Iraque penetraram em setores da margem esquerda da cidade de Mossul".

É um passo importante, mas as unidades da linha de frente devem aguardar reforços antes de avançar rumo ao centro da cidade.

"Vamos reforçar nosso cerco ao grupo Estado Islâmico por todos os lados", declarou o primeiro-ministro Haider al-Abadi em pronunciamento na televisão iraquiana. "Os jihadistas não têm escapatória. Só podem morrer ou se render."

A queda de Mossul será um marco do fim do califado proclamado lá pelo líder do Estado Islâmico, Abu Baker al-Baghdadi, numa rara aparição pública na mesquita central da cidade, em 29 de junho de 2014. Seu quartel-general na Síria, Rakka, também está sob ameaça de guerrilheiros curdos apoiados pela Força Aérea dos EUA.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Iraque recaptura cidade de Chircate do Estado Islâmico

O Comando Conjunto de Operações do Iraque anunciou hoje a que forças governamentais reconquistaram a cidade de Chircate, que estavam em poder da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informaram a agência de notícias local Al Iraqia e a televisão pública britânica BBC.

A bandeira do Iraque voltou a ser hasteada nos prédios públicos da cidade, anunciou um porta-voz militar. Dezenas de milicianos do Estado Islâmico teriam morrido em bombardeios da coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos.

Ainda há jihadistas em ação nos arredores da cidade e na província de Saladino, mas a vitória é mais um passo rumo à retomada de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, conquistada pelo Estado Islâmico em 10 de junho de 2014 e virtual capital no Iraque do califado proclamado pelo grupo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Cristãos viram alvos prioritários do Estado Islâmico

Na sua 15ª edição, sob o título Quebrando a Cruz, a revista Dabiq, porta-voz da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, declara guerra ao cristianismo e a ideologias ocidentais como o liberalismo, o secularismo, o ateísmo e o feminismo, revelou o Clarion Project, que combate o extremismo muçulmano. 

Sem dúvida, isso tende a estimular ataques como o assassinato de um padre na cidadezinha de Saint-Etienne-du-Rouvray, na França, na semana passada.

Por um lado, a revista pressiona a população da Europa a "abandonar sua infidelidade e aceitar o Islã, a religião da sinceridade e da submissão ao Senhor dos Céus e da Terra".

De outro, promete uma guerra santa permanente aos infiéis que não aceitarem sua versão sanguinária do islamismo: "Convocamos vocês a refletirem sobre estas questões enquanto os cavaleiros sedentos de sangue do Califado continuam sua guerra justa de terror contra vocês."

Os artigos e reportagens da última Dabiq incluem Por que odeio vocês e luto contra vocês e uma história de conversão, Por que vim para o Islã, em que a personagem é uma cristã finlandesa que adere ao Islã. O texto destaca inconsistências do cristianismo diante da suposta pureza e simplicidade do Islã.

No desafio teológico ao cristianismo, o Estado Islâmico investe contra o que considera o "absurdo" da Santíssima Trindade (pai, filho e espírito santo) e contra uma suposta corrupção da Bíblia ao longo da história por judeus e cristãos. Na tradição muçulmana, o Corão foi ditado por Alá ao profeta Maomé, assim é a expressão direta da palavra de Deus.

O ataque aos cruzados, uma reminiscência da Cruzadas, as guerras dos cristãos para tentar reconquistar Jerusalém durante a Idade Média, acontece no momento em que o Estado Islâmico perde territórios nas guerras civis no Iraque e na Síria e aumenta os atentados terroristas no resto do mundo, especialmente na Europa, mas não só lá.

A Olimpíada do Rio de Janeiro é um alvo potencial por causa da presença de estrangeiros visados e do clima de confraternização universal e competição sadia pelo esporte, contrários à ideologia salafista do Estado Islâmico, que gostaria de recriar o mundo no modelo da Arábia do século 7, no tempo do profeta Maomé.