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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Estado Islâmico divulga áudio do líder Abu Baker al-Baghdadi

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante divulgou hoje uma gravação de som de seu líder supremo, Abu Baker al-Baghdadi. O autoproclamado Califa Ibrahim estava em silêncio há quase um ano. 

Nesse período, o grupo perdeu quase todos os territórios que ocupava no Iraque e na Síria. Com a queda iminente de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico, o califado proclamado há três anos e três meses praticamente desaparece.

A data da gravação não foi revelada, mas é relativamente recente. Tem 46 minutos. Al-Baghdadi fala das ameaças da Coreia do Norte aos Estados Unidos e ao Japão, conclama os partidários à "guerra santa" contra os "infiéis" e faz longas citações ao Corão e outros textos sagrados dos muçulmanos.

O comunicado anterior do líder jihadista foi feito no início de novembro de 2016, quando começava a Batalha de Mossul. Na época, ele convocou seus seguidores a lutar contra os "infiéis" e "fazer seu sangue correr como rios".

Com o apoio das forças aéreas dos EUA e outros 65 países, e de milícias curdas, o Exército do Iraque reconquistou Mossul, uma cidade de 2 milhões de habitantes, sua maior perda na guerra contra o Estado Islâmico e a maior vitória de Al-Baghdadi

Enquanto a organização jihadista tenta se reagrupar na Líbia, o paradeiro de Al-Baghdadi é desconhecido. A principal suspeita é que esteja na região desértica e pouco povoada entre Rakka, na Síria, e Mossul, no Iraque, onde tentou derrubar as fronteiras traçadas pelo imperialismo ocidental depois da Primeira Guerra Mundial para erguer seu califado.

sábado, 26 de agosto de 2017

ONU pede trégua na Batalha de Rakka para resgatar 25 mil civis

A Organização das Nações Unidas pediu à coalizão de 68 países liderada pelos Estados Unidos um cessar-fogo na Batalha de Rakka, a capital da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, na Síria, para resgatar cerca de 25 mil civis que estariam encurralados na cidade, alvo de 250 ataques aéreos em uma semana.

"Não consigo pensar num lugar pior hoje na Terra", declarou em Genebra, na Suíça, o diplomata norueguês Jan Egeland, ex-secretário-geral adjunto da ONU para ajuda humanitária. "As pessoas não podem fugir por causa do risco de bombardeios aéreos. É hora de pensar nas possibilidades de uma trégua que possa facilitar a saída dos civis."

Desde que a batalha começou, em junho de 2017, centenas de civis foram mortos, estima a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional. O Estado Islâmico tenta impedir a fuga dos civis para usá-los como escudos humanos.

Os sobreviventes enfrentaram minas e armadilhas do Estado Islâmico, além de atiradores alvejando quem tentava escapar, uma barragem de artilharia e bombardeios aéreos. Ao sul do Rio Eufrates, vilas e campos de refugiados foram atacados por forças leais à ditadura de Bachar Assad

A oposição síria fala em dezenas de mortos nos bombardeios desta semana. O comandante militar americano, general Stephen Townsend, declarou em Bagdá "não ter visto informações concretas de que o número de vítimas civis em Rakka tenha aumentado em algum grau significativo.""

Além da coalizão aérea, as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda apoiada pelos EUA, estão bombardeando Rakka. As FDS são a força terrestre da coalizão. Mais da metade de Rakka já estaria em seu poder.

No Iraque, o Estado Islâmico também está sendo derrotado, na Batalha de Tal Afar, última cidade importante em seu poder. É o fim do califado proclamado pela milícia terrorista em junho de 2014, semanas depois da conquista de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, retomada pelo governo em julho.

Com o fim de seu protoestado, o Estado Islâmico volta a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso, como mostram os atentados contra grandes cidades europeias nos últimos anos.

Só no Iraque e na Síria, foram mais de 1,5 mil ataques nos últimos meses em áreas antes dominadas pela milícia. Mas é o terrorismo contra o Ocidente que dá maior visibilidade aos jihadistas e permite recrutar novos voluntários para o martírio.

domingo, 2 de julho de 2017

Forças Democráticas Sírias tomam parte de Rakka

Com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos, a milícia árabe-curda Forças Democráticas Sírias (FDS) conquistou ontem uma parte do Norte da cidade de Rakka, na Síria, capital do califado autoproclamado há três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil no país.

Na sexta-feira, os milicianos do Estado Islâmico haviam retomado o distrito estratégico de Al-Siná, que fica junto à Cidade Antiga de Rakka e estava em poder das FDS, mas ontem as FDS reassumiram o controle de mais da metade do distrito.

Desde 6 de junho, a FDS trava a decisiva Batalha de Rakka. A aliança curdo-árabe também avança nos distritos de Al-Kadíssia, Al-Baride e Hatin, no Oeste de Rakka.

Com a derrota na Batalha de Mossul, no Iraque, e em breve em Rakka, o califado está praticamente extinto. O Estado Islâmico voltará a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso. Nos últmos meses, o EI fez 1.486 ataques em 16 cidades sírias e iraquianas liberadas de sua utopia totalitária e sanguinária.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Forças Democráticas Sírias avançam rumo ao centro de Rakka

As Forças Democráticas da Síria (FDS), uma milícia árabe-curda financiada e armada pelos Estados Unidos, entraram ontem nos distritos de al-Siná, no Leste, e Hattin, no Oeste, e avançam em direção à cidade antiga de Rakka, na Síria, a capital do emirado proclamado há três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Estado e do Levante.

Pelo menos 23 terroristas do Estado Islâmico foram mortos, anunciaram as FDS. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição com sede em Londres que monitora a guerra civil na Síria, declarou que as FDS já controlam 70% de al-Siná, mas o Estado Islâmico domina a área junto ao muro da cidade velha.

Com o apoio da Força Aérea dos EUA e aliados, e de forças de operações especiais americanas em terra, as FDS lançaram o ataque a Rakka. No Iraque, o Exército do Iraque e milícias aliadas, inclusive do Irã, lutam para tomar os últimos redutos do Estado Islâmico em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que estava em poder dos terroristas há três anos.

Na prática, as quedas de Mossul e Rakka significam o fim do califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder do Estado Islâmico, Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim. O Estado Islâmico deixa de ser um protoestado e regride para se tornar apenas um grupo terrorista clandestino, o que o torna ainda mais perigoso, principalmente no Oriente Médio, mas também nas grandes cidades da Europa e da América do Norte.

quinta-feira, 9 de março de 2017

EUA enviam tropas para guerra contra o Estado Islâmico

Uma força anfíbia de fuzileiros navais dos Estados Unidos estabeleceu uma posição para apoiar aliados na Batalha de Rakka, a cidade síria que virou capital do Estado Islâmico do Iraque, noticiou ontem o jornal The Washington Post.

Os soldados fazem parte da 11ª Unidade Expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais, uma das quatro armas das Forças Armadas dos EUA, ao lado do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Com baterias de artilharia, eles vão intensificar o fogo contra o inimigo, em apoio às forças terrestres encarregada de retomar a cidade.

Entre os principais aliados, está a milícia árabe-curda Forças Democráticas da Síria. A Turquia, aliada dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), quer conter a ação dos curdos para evitar que se unem ao governo semiautônomo curdo no Iraque para lutar pela independência do Curdistão.

Desde já, começa a disputa pelo futuro de Rakka. Se o Estado Islâmico perder Rakka e a cidade de Mossul, que deve ser reconquistada em semanas pelo Exército do Iraque e aliados, será o fim do califado proclamado por seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, no fim de junho de 2014. O Estado Islâmico voltará a ser apenas uma organização terrorista.