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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Cessar-fogo na Síria é uma grande vitória para a Turquia

Ao afastar os curdos de sua fronteira, a trégua negociada pelos Estados Unidos na invasão da Turquia no Nordeste da Síria é uma grande vitória para o ditador Recep Tayyip Erdogan. A retirada americana dá a vitória final na guerra civil da Síria ao ditador Bachar Assad, à Rússia e ao Irã.

No nono dia da operação chamada cinicamente de Fonte da Paz, ao receber em Ancara o vice-presidente Mike Pence e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, o ditador Recep Tayyip Erdogan concordou em suspender por cinco dias a ofensiva militar da Turquia.

Neste período, os Estados Unidos devem colaborar com a retirada das Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda aliada de Washington na guerra contra o Estado Islâmico para uma distância de 20 milhas, pouco mais de 30 quilômetros da fronteira. Quando os milicianos curdos, que a Turquia acusa de terrorismo, estiverem fora de uma zona de segurança junto à fronteira, haverá um cessar-fogo permanente, declarou Pence.

Onze dias depois da traição do presidente Donald Trump, que deixou os curdos à mercê do Exército da Turquia, o vice-presidente Pence declarou que “os Estados Unidos serão sempre gratos pela parceria com as Forças Democráticas Sírias na luta para derrotar o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas também reconhecem a importância e o valor da criação de uma zona de segurança entre a população curda e a fronteira turca.”

Mas o governo turco afirmou que é apenas uma pausa. Para o ministro do Exterior da Turquia, Mevlut Cavusoglu, “não é um cessar-fogo porque um cessar-fogo só pode acontecer entre duas partes legítimas” e a operação tem como objetivo retirar “elementos terroristas” da região. Meu comentário:

EUA e Turquia anunciam cessar-fogo no Nordeste da Síria

Depois de encontro do vice-presidente Mike Pence e do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, com o ditador Recep Tayyip Erdogan, os Estados Unidos e a Turquia anunciaram um cessar-fogo no Nordeste da Síria. 

O Exército da Turquia deve suspender a ofensiva por seis dias para permitir o recuo das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda de maioria curda, para além de uma zona de segurança junto à fronteira turca.

Quando a invasão for suspensa, os EUA levantam as sanções impostas à Turquia. O acordo visa a evitar uma deterioração nas relações entre estes dois países, aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA.

Um recuo organizado das FDS reduz o risco de fuga dos milicianos do Estado Islâmico presos durante a guerra para acabar com o califado fundado pelo grupo terrorista. As FDS foram a força terrestre na guerra dos EUA e aliados contra o Estado Islâmico.

Há oito dias, com o aval do presidente Donald Trump, que retirou os soldados americanos da fronteira, a Turquia invadiu o Nordeste da Síria para atacar os curdos sírios, temendo que se aliassem aos curdos do Iraque para proclamar a independência do Curdistão e reivindicar a soberania sobre o Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria.

A intempestiva retirada americana abriu espaço para os Exércitos da Síria e da Rússia, e milícias xiitas ligadas ao Irã, ocuparem o Nordeste da Síria, cedendo espaço sem contrapartida para três inimigos dos EUA.

domingo, 13 de outubro de 2019

Curdos fazem acordo e pedem proteção ao ditador da Síria

Diante da traição do presidente Donald Trump, que os deixou à mercê do Exército da Turquia, as Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda aliada dos Estados Unidos na guerra contra o Estado Islâmico, anunciaram hoje terem feito um acordo com o ditador da Síria, Bachar Assad, aliado da Rússia e do Irã, inimigos dos EUA, noticiou o jornal The Washington Post.

Os objetivos da invasão turca no Nordeste da Síria são evitar que os curdos sírios se unam aos do Iraque para proclamar a independência do Curdistão, que poderia reivindicar a soberania sobre o Sudeste da Turquia, criar uma "zona de segurança" de 500 por 32 quilômetros para assentar 3,666 milhões de refugiados sírios que estão na Turquia e acabar com o predomínio curdo na região.

Em Washington, o secretário da Defesa, Mark Esper, negou que os EUA tenham abandonado seus aliados, mas o presidente Donald Trump ordenou ontem à noite a retirada total de mil soldados americanos que patrulhavam a fronteira.

"Temos forças americanas que podem ficar entre dois exércitos que avançam. É uma situação insustentável", justificou o chefe do Pentágono. "Então, falei com o presidente ontem à noite, depois de discutir com o resto da equipe de segurança nacional, e o orientamos a começar uma retirada deliberada das forças do Norte da Síria."

É mais uma covardia de Trump. Ontem, a artilharia turca fez disparos contra uma base de forças de operações especiais dos EUA na cidade de Kobane. A Turquia negou que o alvo fosse o quartel dos americanos, mas oficiais dos EUA consideraram que foram "tiros de advertência" que caíram dos dois lados da base.

As forças do regime sírio e da Rússia estão em Kamichlié, considerada a capital da região curda na Síria, que fica no extreme leste da fronteira norte, a oeste do Rio Eufrates.

Desde a intervenção militar da Rússia na guerra civil da Síria em apoio a Assad, a partir de 30 de setembro de 2015, os EUA estão em contato com os russos para evitar qualquer incidente entre suas forças aéreas, mas o secretário Esper declarou que "não mantivemos contato de nenhuma forma para convidá-los nem para compartilhar com eles nossas visões sobre o Oriente Próximo."

Em Istambul, irritado com as críticas do Ocidente à invasão, o ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, atacou a Alemanha: "Ontem, no Parlamento alemão, o ministro do Exterior fez um discurso prometendo parar de vender armas à Turquia. Acabo de falar com a chanceler [primeira-ministra] Angela Merkel. Somos aliados na OTAN ou não? Ou a organização terrorista agora é sócia da OTAN?"

A regra básica da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, é que um ataque contra um é considerado um ataque contra todos. Erdogan acusa as milícias curdas da Síria, as Unidades de Proteção do Povo (YPG) de aliança com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que há 35 anos trava uma guerra de guerrilhas contra a Turquia.

Apesar dos protestos internacionais, Erdogan indicou que não pretende suspender a ofensiva antes de criar uma "zona de segurança" de 32 quilômetros de profundidade junto à fronteira. "Não vamos deixar um Estado terrorista se estabelecer no Nordeste da Síria."

Ao sair de seu campo de golfe no estado da Virgínia, Trump considerou "muito inteligente não estar envolvido no intenso combate ao longo da fronteira turca" e acusou "aqueles que erradamente nos levaram para guerras no Oriente Médio" de pressionar os EUA a continuarem no que chama de "guerras sem fim" na região.

Durante entrevista à televisão americana neste domingo, o ex-secretário da Defesa James Mattis, que pediu demissão em janeiro em protesto contra a intenção de Trump de abandonar os aliados curdos: "Podemos querer o fim da guerra. Podemos até mesmo declarar o fim da guerra. Podemos retirar nossas tropas, como o presidente Barack Obama aprendeu da maneira mais difícil no Iraque, mas, como dizemos entre os militares, 'o inimigo ganha os votos'. Neste caso, se não mantivermos a pressão, o Estado Islâmico vai ressurgir. É totalmente certo que vai voltar."

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

EUA e Europa ameaçam impor sanções à Turquia por invasão na Síria

O ditador da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, defende a invasão do Nordeste da Síria e ameaça a Europa com uma onda de milhões de refugiados, enquanto União Europeia e senadores dos Estados Unidos preparam sanções econômicas retaliatórias.
É uma das guerras mais desiguais do mundo. De um lado, as segundas maiores forças armadas da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos; do outro, as Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda financiada, armada e treinada pelos Estados Unidos. 

As FDS foram encarregadas de fazer o trabalho pesado da operação terrestre na guerra contra o Estado Islâmico. Agora foi abandonada e traída pelo presidente Donald Trump. 

Em dois dias, a operação chamada cinicamente de Fonte da Paz matou pelo menos 170 milicianos curdos. Mas a Turquia tem pouco tempo para atingir seus objetivos militares. Senadores americanos dos dois partidos apresentaram ontem um projeto para impor sanções econômicas ao país. 

De qualquer maneira, talvez seja tarde demais para proteger os curdos de uma potência regional. Meu comentário:

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Trump trai curdos e autoriza invasão da Turquia ao Nordeste da Síria

Em uma traição aos curdos que fizeram o trabalho pesado na operação terrestre da guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o presidente Donald Trump retira as tropas dos Estados Unidos e autoriza a Turquia a invadir o Nordeste da Síria.

Trump deu mais um passo atrás hoje, no recuo estratégico dos Estados Unidos, a superpotência em declínio diante da ascensão da China. Abandonou as Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda de maioria curda responsável pela operação terrestre na guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Em agosto de 2014, depois da tomada de Mossul, no Iraque, da proclamação de um califado, do genocídio do povo yazidi e da degola de reféns americanos, o presidente Barack Obama declarou guerra ao Estado Islâmico, mas os Estados Unidos e aliados se limitaram a fazer bombardeios aéreos. 

O trabalho sujo e pesado de combater os terroristas suicidas em terra coube às Forças Democráticas Sírias. Em março deste ano, a milícia árabe-curda reconquistou os últimos territórios ainda em poder do Estado Islâmico. 

Apesar do colapso do califado, se estima que a organização terrorista ainda tenha 30 a 40 mil milicianos espalhados pelo mundo. A maioria vive clandestinamente no Iraque e na Síria. 

A retirada americana dá uma nova chance de sobrevivência ao império do terror que o líder Abu Baker al-Baghdadi tentou criar. O Estado Islâmico deve aproveitar o confronto entre o Exército da Turquia e as Forças Democráticas Sírias para se reagrupar e, diante de tamanha traição, ao abandonar a milícia árabe-curda, os Estados Unidos terão dificuldades para fazer alianças. Meu comentário:

domingo, 3 de março de 2019

Milícia árabe-curda faz ofensiva contra último reduto do Estado Islâmico

As Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda treinada, apoiada e armada pelos Estados Unidos, invadiram o pequeno povoado de Baguz, o último reduto do Estado Islâmico na Síria, situado à margem direita do Rio Eufrates, na fronteira com o Iraque, noticiou a Agência France Presse.

Numa resistência desesperada, os últimos milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante se movem entre prédios abandonados e um acampamento improvisado na periferia do povoado, entre as palmeiras do beira do Eufrates.

"A luta é intensa no momento", descreveu um comandante das FDS. "Nossas forças avançam em duas direções."

Depois de uma semana de cerco para permitir a fuga dos civis, as FDS lançaram na sexta-feira o que esperam que seja a ofensiva final contra a organização terrorista que, em 2014, proclamou um califado do tamanho do Reino Unido no Leste da Síria e no Oeste do Iraque.

Mais de 50 mil pessoas conseguiram escapar do que resta do califado proclamado pelo líder Abu Baker Al-Baghdadi em 29 de junho de 2014, depois da tomada de Mossul, uma das maiores cidades do Iraque, 19 dias antes. Entre os civis, pode haver milicianos tentando escapar da morte ou da prisão.

O colapso do califado começou em 2017, com a retomada de suas capitais, Rakka, na Síria, e Mossul, no Iraque.

Sob intensa pressão, o Estado Islâmico usa túneis, armadilhas e terroristas suicidas para tentar resistir ao avanço do inimigo.

"Não podemos dar um prazo para esta batalha. Pode ser uma semana, duas semanas, três semanas. Depende das surpresas que encontramos no caminho", declarou Adnan Afrin, porta-voz das FDS. "Quem não se entregou até agora vai encontrar aqui seu destino."

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Exército da Turquia adia operação militar no Leste da Síria

Diante do anúncio da retirada das tropas dos Estados Unidos da Síria, o presidente Recep Tayyip Erdogan adiou uma operação militar do Exército da Turquia no vale do Rio Eufrates contra a mílicia árabe-curda Forças Democráticas Sírias (FDS), noticiou hoje o jornal governista turco Daily Sabah.

Erdogan tomou a decisão depois de falar pelo telefone com o presidente Donald Trump, que anunciou a retirada, apesar das críticas dos Departamentos da Defesa e de Estado e de aliados dos EUA. Com o adiamento da operação militar turca, diminui o risco de um conflito acidental com forças americanas.

Já as FDS ficam sob pressão do Exército da Turquia, do Exército da Síria e seus aliados iranianos e da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A milícia árabe-curda foi criada pelos EUA para servir como força terrestre na campanha contra o Estado Islâmico.

Erdogan teme que os curdos da Síria se aliem ao governo autônomo do Curdistão iraquiano e proclamem a independência do Curdistão. Como a maioria dos curdos vive na Turquia, o novo país poderia reivindicar a soberania sobre uma área do Sudeste da Turquia.

Para surpresa de seus próprios generais e de países aliados, Trump anunciou nesta semana a retirada total dos 2 mil soldados americanos que estão na Síria, alegando que o Estado Islâmico está derrotado. O ditador da Rússia, Vladimir Putin, festejou. Não é um amigo dos EUA.

A retirada intempestiva de Trump provocou a demissão do secretário da Defesa, general James Mattis, considerado o último dos adultos capazes de controlar o presidente sem limites dos EUA.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

EUA anunciam retirada total da Síria

Os Estados Unidos estão preparando uma retirada completa das forças enviadas à Síria para combater a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, num total de 2 mil soldados, informou hoje a agência Reuters.

A saída americana abre o caminho para a Síria e a Turquia entrarem no território atualmente controlado pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda apoiada pelos EUA, que ficaria totalmente desprotegida.

Com a decisão, o governo Donald Trump reduz ainda mais a influência do país na Síria e sua participação nas negociações de paz. Ganham a Rússia, a Síria, a Turquia e o Irã.

"Derrotamos o Estado Islâmico na Síria, minha única razão para estar lá na presidência de Trump", declarou o presidente no Twitter. Ainda há bolsões de resistência na fronteira entre a Síria e o Iraque, estimada em 35 mil milicianos ligados ao Estado Islâmico.

Trump já havia tentado retirar as forças dos EUA da Síria. Recuou diante da pressão dos Departamentos da Defesa e de Estado. O anúncio de hoje veio depois de uma conversa telefônica entre Trump e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que ameaçou várias vezes atacar as FDS a leste do Rio Eufrates.

Os dois departamentos protestaram, assim como deputados e senadores dos dois partidos. Depois de conquistar a área dominada pelo Estado Islâmico na Síria, os militares americanos entendem ser necessário um trabalho de estabilização de longo prazo.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Bombardeio do governo mata mais 250 pessoas na Síria

Pelo menos 250 pessoas morreram ontem e hoje, inclusive 50 crianças, em ataques aéreos e de artilharia da ditadura de Bachar Assad contra um reduto dos rebeldes em Guta, um cinturão verde nos arredores de Damasco, a capital da Síria, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Seis hospitais foram bombardeados nos últimos dois dias, denunciou um porta-voz das Nações Unidas. É o pior ataque a Guta Oriental desde que a área foi alvejada com armas químicas em 21 de agosto de 2013, quando 1.729 pessoas foram mortas, sendo apenas 51 combatentes. Hoje dez cidades e vilas da região foram atacadas.

Ao mesmo tempo, o Exército da Síria entrou em Afrin, uma região invadida pelo Exército da Turquia no Norte do país para combater as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda de maioria curda financiada e armada pelos Estados Unidos na luta contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Com o fim do califado proclamado em junho de 2014 pelo Estado Islâmico, o regime de Assad vê uma oportunidade de acabar com a guerra civil, que completa sete anos em março. A ditadura intensificou o bombardeio para tornar inabitáveis as regiões onde ocupadas pelos rebeldes.

O regime sírio corria sério risco quando a Rússia interveio militarmente com sua poderosa Força Aérea, em 30 de setembro de 2015. Com a ajuda russa e de seu outro aliado, o Irã, e suas milícias, inclusive do grupo extremista xiita libanês Hesbolá (Partido de Deus), Assad retomou o controle de quase todo o país, com a exceção de alguns bastiões rebeldes e da área retomada do Estado Islâmico pelas FDS.

Cerca de 500 mil pessoas morreram em sete anos de guerra civil na Síria. Dos 23 milhões de habitantes, 12 milhões tiveram de sair de casa e 5 milhões fugiram do país.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Aliança liderada pelos EUA toma capital do Estado Islâmico

Depois de quatro meses de batalha, as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda armada, financiada e treinada pelos Estados Unidos, anunciaram hoje a retomada de Rakka, na Síria, que nos últimos três anos foi a capital do califado proclamado pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante em junho de 2014.

Diante da ofensiva final da aliança liderada pelos EUA, os terroristas se concentraram no estádio de Rakka, seu último reduto. Nesta terça-feira, as FDS tomaram o estádio e anunciaram a vitória final.

"As operações militares dentro da cidade estão completamente encerradas", declarou Talal Silo, porta-voz das FDS. Cerca de 85% de Rakka estão liberados, afirmou o coronel Rob Manning, porta-voz do Departamento da Defesa dos EUA.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição com sede em Londres que monitora a guerra civil na Síria, confirmou que os milicianos do Estado Islâmico deixaram Rakka.

Primeira grande cidade a cair em poder do Estado Islâmico, Rakka virou um símbolo do império do terror que o grupo tentou instalar no coração do Oriente Médio. Foi palco de degolas e crucificações públicas e centro de planejamento de atentados terroristas pelo mundo afora.

Sob o impacto dos bombardeios aéreos dos EUA, Rakka é hoje uma cidade em ruínas. O Estado Islâmico volta a ser apenas um grupo terrorista clandestino, mas deixa uma geração de jovens radicalizados por sua ideologia assassina.

Com seu desaparecimento, em breve as forças aliadas aos EUA vão se encontrar com o Exército da Síria e as milícias aliadas ao regime de Bachar Assad, apoiadas pela Rússia.

sábado, 7 de outubro de 2017

Exército da Síria toma um dos últimos redutos do Estado Islâmico

Depois de dias de combates ferozes, com o apoio da Força Aérea da Rússia, o Exército da Síria e milícias aliadas entraram ontem na cidade de Mayadin, um dos últimos redutos urbanos da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Leste do país.

A queda de Mayadin será mais um duro golpe no Estado Islâmico, que desde o ano passado sofre uma derrota atrás da outra e vê o colapso do califado proclamado pelo líder Abu Baker al-Baghdadi. Os jihadistas resistem furiosamente. Pelo menos 15 civis morreram nos bombardeios aéreos russos.

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição com sede em Londres que monitora a guerra civil síria, os soldados e milicianos aliados entraram nos bairros do Oeste de Mayadin, onde tomaram um complexo de silos de armazenamento de trigo e o mercado da ovelhas.

Enquanto o Estado Islâmico perde territórios no Leste da Síria, no Centro do país, a vila de Abu Dali, na província de Hama, controlada pela ditadura de Bachar Assad, está sob ataque da milícia Tahrir al-Sham (Organização ou Comitê pela Liberdade do Levante), um grupo salafista jihadista ligado à rede terrorista Al Caeda.

Na sexta-feira, o Ministério da Defesa da Rússia acusou os Estados Unidos de ignorar a ação do Estado Islâmico na cidade de Tanfe, perto da fronteira com a Jordânia, acobertando na prática as atividades. A região teria se tornado um "buraco negro" de onde os jihadistas bombardearam a ofensiva síria na província de Deir el-Zur.

A tensão entre Rússia e EUA aumenta à medida que o Estado Islâmico vai sendo derrotado. O regime sírio, apoiado por Moscou, está de olho nas reservas de gás e petróleo da região, as maiores do país, enquanto Washington financia, treina e arma uma milícia árabe-curda, as Forças Democráticas Sírias.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Mais de 92% dos curdos do Iraque aprovam a independência

Mais de 92% dos curdos do Iraque aprovaram a independência do Curdistão no plebiscito realizado em 25 de setembro de 2017, anunciou hoje a comissão eleitoral da região semiautônoma. A consulta popular foi rejeitada pela Turquia, o Iraque e o Irã, que têm populações curdas, e os Estados Unidos.

Com população estimada em 30 e 45 milhões de habitantes, os curdos são a maior nação do mundo sem um Estado nacional. A luta pela independência dura mais de um século. Cerca de 72% dos 4,58 milhões de eleitores aptos a votar compareceram às urnas.

No fim da Primeira Guerra Mundial, os curdos receberam promessas de independência do Curdistão. Mas, quando o Reino Unido e a França dividiram o Oriente Médio com o fim do Império Otomano, o então subsecretário do Exterior britânico para a região, Winston Churchill, decidiu juntar a província de Kirkuk às províncias de Bagdá e Bássora para criar o Iraque. Queria um país forte capaz de se contrapor ao Irã.

O governo do Iraque enviou hoje soldados para ocupar as instalações de petróleo, inclusive de Kirkuk, uma região disputada entre árabes e curdos. A Turquia, onde vive a maioria dos curdos, de 15 a 20 milhões, mandou tropas para a fronteira entre os dois países.

Se o Curdistão iraquiano conquistar a independência, com certeza as regiões de maioria curda na Turquia, na Síria e no Irã vão querer aderir ao novo país. Seria um novo foco de conflito no Oriente Médio.

Na Síria, os curdos são a maioria das Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda financiada, armada e treinada pelos Estados Unidos para combater a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Com a independência do Curdistão iraquiano, os guerrilheiros curdos em ação na guerra civil síria poderiam querer juntar a faixa que dominam no Norte da Síria ao novo país.

Os guerrilheiros curdos sírios pertencem às YPG (Unidades de Proteção Popular), ligadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta pela independência da região curda na Turquia. Seriam alvo de uma retaliação da ditadura de Recep Tayyip Erdogan, que acabou com as negociações de paz com o PKK para ganhar eleições de 1º de novembro de 2015 depois de perder a maioria absoluta na Assembleia Nacional de 7 de junho do mesmo ano.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Turquia adverte curdos do Iraque a não declarar independência

A Turquia elogiou hoje uma decisão da Assembleia Nacional do Iraque para rejeitar a proposta de realização de um plebiscito sobre a independência do Curdistão iraquiano convocado para 25 de setembro. O governo turco teme a eclosão de um movimento pela independência do Sudeste do país, onde os curdos são maioria, e ameaçou tomar medidas de força em caso de aprovação.

O Parlamento iraquiano autorizou o primeiro-ministro Haider al-Abadi de "tomar todas as medidas necessárias" para manter a unidade do Iraque, inclusive o uso da força. O líder curdo Massoud Barzani prometeu levar à frente a votação, que considera "um direito natural".

"Consideramos a posição de insistência da liderança curda iraquiana em relação ao plebiscito e suas declarações cada vez mais emocionais preocupantes", declarou em nota o Ministério do Exterior da Turquia. "Deve-se nota que esta insistência tem um custo. Pedimos que ajam com bom senso e abandonem este projeto errôneo imediatamente."

Com cerca de 35 milhões de pessoas, os curdos são a maior nação do mundo sem um Estado Nacional, uma antiga aspiração enterrada pelo Império Britânico no fim da Primeira Guerra Mundial. O povo curdo se espalha pela Turquia, o Irã, o Iraque, a Síria e o Azerbaijão. A maioria, estimada em 15 a 20 milhões, vive na Turquia.

Na guerra civil da Síria, os curdos são a principal força terrestre aliada dos Estados Unidos na guerra contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, teme que uma faixa do Norte da Síria liberada pelas Forças Democráticas Sírias (FDS) se una ao Curdistão iraquiano.

Hoje, o Curdistão iraquiano é uma região semi-autônoma do Norte do Iraque, onde a vive a terceira maior população curda, estimada em 5,6 a 8,5 milhões de pessoas. Depois do avanço do Estado Islâmico no Iraque em 2014, os curdos passaram a ter ainda mais autonomia na prática em relação ao frágil governo central de Bagdá.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Aliados dos EUA já lutam no centro da capital do Estado Islâmico

As Forças Democráticas da Síria (FDS), uma milícia árabe-curda apoiada pelos Estados Unidos, anunciaram hoje ter chegado ao centro da cidade de Rakka, capital do califado proclamado pouco mais de três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Na cidade antiga, capturaram um dos últimos bairros ainda em poder dos jihadistas, informou o boletim de notícias Syria direct.

Na tarde de ontem, guerrilheiros das FDS chegaram a avistar a torre do relógio, no centro histórico de Rakka, depois de tomar o distrito de Mansur numa batalha que durou uma semana, declarou Mustafá Bali, porta-voz das FDS.

"Nossas tropas ainda estão fazendo uma varredura no bairro em busca de células escondidas do Estado Islâmico e de minas", acrescentou o porta-voz.

A Batalha de Rakka começou em 6 de junho. Esta última ofensiva começou no domingo, com a captura do Hospital da Criança num combate quarto a quarto, como descreveu no Twitter o enviado especial da Presidência dos EUA junto à coalizão global para derrotar o Estado Islâmico, Brett McGurk.

Só nos últimos dois dias, a coalizão liderada pelos EUA fez 133 bombardeios aéreos. Apesar dos apelos internacionais, inclusive das Nações Unidas, não houve a trégua para evacuar 25 mil civis presos no fogo cruzado. Em dois meses e meio de batalha, foram mortos cerca de 800 civis. O Estado Islâmico impede a fuga para usar civis como escudos humanos.

Com a tomada do distrito de Mansur, as FDS controlam agora cerca de 70% da cidade, numa ofensiva rumo aos últimos bairros centrais em poder do Estado Islâmico.

No Iraque, o Exército anunciou a vitória na Batalha de Tal Afar, a última cidade importante em poder do Estado Islâmico no país. Quando Rakka cair, o califado proclamado em junho de 2014 estará praticamente destruído. O Estado Islâmico deve voltar a ser apenas um grupo terrorista clandestino.

sábado, 26 de agosto de 2017

ONU pede trégua na Batalha de Rakka para resgatar 25 mil civis

A Organização das Nações Unidas pediu à coalizão de 68 países liderada pelos Estados Unidos um cessar-fogo na Batalha de Rakka, a capital da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, na Síria, para resgatar cerca de 25 mil civis que estariam encurralados na cidade, alvo de 250 ataques aéreos em uma semana.

"Não consigo pensar num lugar pior hoje na Terra", declarou em Genebra, na Suíça, o diplomata norueguês Jan Egeland, ex-secretário-geral adjunto da ONU para ajuda humanitária. "As pessoas não podem fugir por causa do risco de bombardeios aéreos. É hora de pensar nas possibilidades de uma trégua que possa facilitar a saída dos civis."

Desde que a batalha começou, em junho de 2017, centenas de civis foram mortos, estima a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional. O Estado Islâmico tenta impedir a fuga dos civis para usá-los como escudos humanos.

Os sobreviventes enfrentaram minas e armadilhas do Estado Islâmico, além de atiradores alvejando quem tentava escapar, uma barragem de artilharia e bombardeios aéreos. Ao sul do Rio Eufrates, vilas e campos de refugiados foram atacados por forças leais à ditadura de Bachar Assad

A oposição síria fala em dezenas de mortos nos bombardeios desta semana. O comandante militar americano, general Stephen Townsend, declarou em Bagdá "não ter visto informações concretas de que o número de vítimas civis em Rakka tenha aumentado em algum grau significativo.""

Além da coalizão aérea, as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda apoiada pelos EUA, estão bombardeando Rakka. As FDS são a força terrestre da coalizão. Mais da metade de Rakka já estaria em seu poder.

No Iraque, o Estado Islâmico também está sendo derrotado, na Batalha de Tal Afar, última cidade importante em seu poder. É o fim do califado proclamado pela milícia terrorista em junho de 2014, semanas depois da conquista de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, retomada pelo governo em julho.

Com o fim de seu protoestado, o Estado Islâmico volta a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso, como mostram os atentados contra grandes cidades europeias nos últimos anos.

Só no Iraque e na Síria, foram mais de 1,5 mil ataques nos últimos meses em áreas antes dominadas pela milícia. Mas é o terrorismo contra o Ocidente que dá maior visibilidade aos jihadistas e permite recrutar novos voluntários para o martírio.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Curdistão iraquiano deve aprovar independência em setembro

Os curdos do Iraque devem votar maciçamente pela independência num plebiscito convocado para 25 de setembro de 2017. A questão é como o presidente do governo regional autônomo do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, vai enfrentar a oposição dos árabes do Iraque e dos outros países do Oriente Médio.

A consulta popular não obriga Barzani a declarar independência. Ele deve usar o resultado para pressionar o governo central do Iraque, com sede em Bagdá, a transferir mais poderes aos curdos. Com uma população estimada entre 30 e 45 milhões de pessoas, os curdos são o maior povo do mundo sem um Estado nacional.

Até agora, Barzani conseguiu equilibrar as aspirações dos curdos pela independência com a geopolítica do Oriente Médio. Como os curdos estão distribuídos entre Turquia, Síria, Irã e Iraque, estes países têm um interesse comum contra a independência do Curdistão. O novo país tenderia a reivindicar soberania sobre as regiões dos países vizinhos onde os curdos são maioria.

O plebiscito complica as relações do governo curdo iraquiano com a Turquia, onde vive a maioria dos curdos. A prioridade turca na Síria é desmantelar as Unidades de Proteção Popular (YPG), braço armado dos separatistas curdos ligado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado terrorista pela Turquia.

Os guerrilheiros curdos do YPG formam o grosso das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança árabe-curda que luta contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Forças Democráticas Sírias avançam rumo ao centro de Rakka

As Forças Democráticas da Síria (FDS), uma milícia árabe-curda financiada e armada pelos Estados Unidos, entraram ontem nos distritos de al-Siná, no Leste, e Hattin, no Oeste, e avançam em direção à cidade antiga de Rakka, na Síria, a capital do emirado proclamado há três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Estado e do Levante.

Pelo menos 23 terroristas do Estado Islâmico foram mortos, anunciaram as FDS. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição com sede em Londres que monitora a guerra civil na Síria, declarou que as FDS já controlam 70% de al-Siná, mas o Estado Islâmico domina a área junto ao muro da cidade velha.

Com o apoio da Força Aérea dos EUA e aliados, e de forças de operações especiais americanas em terra, as FDS lançaram o ataque a Rakka. No Iraque, o Exército do Iraque e milícias aliadas, inclusive do Irã, lutam para tomar os últimos redutos do Estado Islâmico em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que estava em poder dos terroristas há três anos.

Na prática, as quedas de Mossul e Rakka significam o fim do califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder do Estado Islâmico, Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim. O Estado Islâmico deixa de ser um protoestado e regride para se tornar apenas um grupo terrorista clandestino, o que o torna ainda mais perigoso, principalmente no Oriente Médio, mas também nas grandes cidades da Europa e da América do Norte.

sábado, 13 de agosto de 2016

Mais de 2 mil reféns do Estado Islâmico são libertados na Síria

Ao retomar a cidade de Manbij, as Forças Democráticas da Síria libertaram hoje mais de 2 mil civis sequestrados pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante para serem usados como escudos humanos.

Nas ruas de Manbij, o clima é de festa. Os homens cortam as barbas e algumas mulheres queimam os véus que foram obrigados a usar nos últimos dois anos pelos extremistas muçulmanos, mostrou a televisão pública britânica BBC.

"A cidade está agora totalmente sob nosso controle, mas ainda estamos fazendo operações de varredura", declarou Charfan Darwish, do comando militar das FDS.

Manbij tem grande importância estratégica. Sua queda corta a principal rota de suprimento entre as áreas controladas pelo Estado Islâmico no Norte da Síria e a Turquia.

Para reconquistar a cidade, as FDS, formadas por guerrilheiros curdos, árabes sunitas e assírios cristãos, contaram com o apoio da coalizão das forças aéreas de mais de 60 países liderada pelos Estados Unidos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Estado Islâmico sequestra 2 mil civis no Norte da Síria

Durante a fuga da cidade de Manbij, no Norte da Síria, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante sequestrou cerca de 2 mil civis, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora a guerra civil no país, citando como fonte rebeldes apoiados pelos Estados Unidos.

Com o apoio da coalizão aérea liderada pelos EUA, as Forças Democráticas da Síria, que reúnem guerrilheiros curdos, árabes sunitas e milícias assírias cristãs, lutam para retomar Manbij. A queda da cidade cortaria a linha de suprimento dos milicianos do Estado Islâmico com a Turquia.

Hoje um porta-voz anunciou a ofensiva final para retomar Manbij. Será mais uma grande perda para o Estado Islâmico, que não obtém nenhuma vitória militar importante há mais de um ano.

sábado, 23 de julho de 2016

Estado Islâmico rejeita ultimato para deixar Manbij

A milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante ignorou o ultimato de 48 horas para se retirar da cidade de Manbij, no Norte da Síria, e voltou a atacar hoje as Forças Democráticas da Síria, um grupo curdo-árabe apoiado pelos Estados Unidos.

As FDS deram aos milicianos do Estado Islâmico a possibilidade de sair da cidade levando armas leves. Os terroristas não aceitaram porque Manbij, situada no Norte da província de Alepo, é uma cidade estratégica localizada na principal rota de suprimento do grupo entre a Síria e a Turquia.

"Até onde nos interessa, a situação não mudou, declarou Sharfan Darwish, do Conselho Militar das FDS. "Estamos avançando para libertar Manbij."

Depois da morte de civis na terça-feira num bombardeio da coalizão aérea liderada pelos EUA, as FDS acusaram o EI de usar a população de Manbij como escudos humanos para minar o apoio ao grupo.

"O Estado Islâmico resiste ferozmente à penetração das FDS na cidade e está colocando crianças na linha de frente", afirmou Rami Abdel Rahman, diretor da organização não governamental de oposição Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora a guerra civil no país.

É uma batalha mais feroz do que em Ramadi e Faluja, duas cidades de onde os jihadistas foram expulsos neste ano, comparou o porta-voz da aliança liderada pelos EUA, coronel Chris Garver. "É um combate como não vimos antes."

Garver alegou que o bombardeio da terça-feira foi pedido pelas FDS. Os rebeldes sírios aliados dos EUA teriam visto "um grande comboio de milicianos do Estado Islâmico que pareciam estar preparando um contra-ataque". Um inquérito foi aberto para investigar a morte dos civis.