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sábado, 11 de agosto de 2018

Erdogan acusa Trump de atacar aliado da OTAN "por causa de um pastor"

O presidente Recep Tayyip Erdogan criticou hoje os Estados Unidos, acusando-os de tentar coagir a Turquia, aliada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), "por causa de um pastor", ameaçando procurar amigos em outro lugar, numa clara referência à Rússia, informou o jornal turco Hürriyet

Ontem, em nome da segurança nacional, o presidente Donald Trump impôs tarifas de 20% sobre o alumínio e 50% sobre o aço importados da Turquia. Trump exige a libertação incondicional do pastor americano Andrew Brunson, detido em outubro de 2016, na onda de prisões que se seguiu à tentativa de golpe militar de 15 de julho daquele ano. Mais de 50 mil pessoas foram presas desde então.

"Só nos ajoelhamos diante de Deus", declarou Erdogan em ato público na província de Ordu, na costa do Mar Negro. "É errado tentar castigar a Turquia por causa de um pastor. Estou me dirigindo aos EUA mais uma vez: é uma vergonha. Está mudando a parceria estratégica da OTAN por causa de um pastor. Faremos o que a Justiça decidir."

Em artigo publicado hoje no jornal The New York Times, Erdogan advertiu que, "a menos que os EUA comecem a respeitar a soberania da Turquia e a provar que entendem as ameaças que nossa nação enfrenta, nossa parceria será prejudicada."

Erdogan compara o golpe de 2016 ao ataque japonês a Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que fez os EUA entrarem na Segunda Guerra Mundial. Reclama que os EUA "não condenaram o ataque e não expressaram solidariedade inequivocamente à liderança eleita da Turquia".

O líder turco acusa o clérigo Fethullah Gülen, exilado na Pensilvânia, pelo golpe. A Justiça dos EUA rejeitou o pedido de extradição por não ver indícios suficientes da participação de Gülen na conspiração, apesar do envolvimento de membros do movimento gulenista na Turquia.

Outro problema citado por Erdogan é a aliança dos EUA com as Unidades de Proteção Popular, braço armado do movimento nacionalista curdo na Síria, ligado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que durante décadas apoiou a luta armada contra o governo turco.

Os curdos são maioria nas Forças Democráticas da Síria (FDS), uma milícia árabe-curda articulada pelos EUA para a guerra contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante dentro da guerra civil da Síria.

A Turquia teme uma aliança entre a região autônoma curda no Norte do Iraque com a região curda da Síria para proclamar a independência do Curdistão, que reivindicaria soberania sobre o Sudeste da Turquia, onda a maioria da população é curda.

"Em vez de respeitar o devido processo judicial, como pedi ao presidente Trump em inúmeros encontros e conversas, os EUA fazem ameaças flagrantes e impõe sanções a vários membros do meu gabinete. Esta decisão é inaceitável, irracional e, em última análise, prejudicial à nossa longa amizade", protestou o presidente turco.

E arrematou: "Num momento em que o mal continua a espreitar ao redor do mundo, ações unilaterais contra a Turquia de parte dos EUA, nosso aliado há décadas, só vai minar os interesses e a segurança dos EUA. Antes que seja tarde demais, os EUA devem abandonar a noção equivocada de que nossa relação possa ser assimétrica e entender que a Turquia tem alternativas. Se não reverter esta tendência de unilateralismo e desrespeito, vai nos obrigar a procurar novos amigos e aliados."

A China e a Rússia, adversárias estratégicas dos EUA, estão sempre prontas a oferecer opções. Diante do tarifaço de Trump, Erdogan ligou para Vladimir Putin em Moscou.

sábado, 13 de agosto de 2016

Mais de 2 mil reféns do Estado Islâmico são libertados na Síria

Ao retomar a cidade de Manbij, as Forças Democráticas da Síria libertaram hoje mais de 2 mil civis sequestrados pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante para serem usados como escudos humanos.

Nas ruas de Manbij, o clima é de festa. Os homens cortam as barbas e algumas mulheres queimam os véus que foram obrigados a usar nos últimos dois anos pelos extremistas muçulmanos, mostrou a televisão pública britânica BBC.

"A cidade está agora totalmente sob nosso controle, mas ainda estamos fazendo operações de varredura", declarou Charfan Darwish, do comando militar das FDS.

Manbij tem grande importância estratégica. Sua queda corta a principal rota de suprimento entre as áreas controladas pelo Estado Islâmico no Norte da Síria e a Turquia.

Para reconquistar a cidade, as FDS, formadas por guerrilheiros curdos, árabes sunitas e assírios cristãos, contaram com o apoio da coalizão das forças aéreas de mais de 60 países liderada pelos Estados Unidos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Estado Islâmico sequestra 2 mil civis no Norte da Síria

Durante a fuga da cidade de Manbij, no Norte da Síria, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante sequestrou cerca de 2 mil civis, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora a guerra civil no país, citando como fonte rebeldes apoiados pelos Estados Unidos.

Com o apoio da coalizão aérea liderada pelos EUA, as Forças Democráticas da Síria, que reúnem guerrilheiros curdos, árabes sunitas e milícias assírias cristãs, lutam para retomar Manbij. A queda da cidade cortaria a linha de suprimento dos milicianos do Estado Islâmico com a Turquia.

Hoje um porta-voz anunciou a ofensiva final para retomar Manbij. Será mais uma grande perda para o Estado Islâmico, que não obtém nenhuma vitória militar importante há mais de um ano.

sábado, 14 de novembro de 2015

Rebeldes moderados tomam cidade do Estado Islâmico na Síria

As Forças Democráticas da Síria, um grupo rebelde moderado apoiado pelos Estados Unidos, capturaram ontem a cidade de Hul, na província de Hassaka, que estava em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência Reuters.

Uma ofensiva de duas semanas contra o Estado Islâmico com o apoio da Força Aérea dos EUA visou Hul, no Nordeste da Síria, e Sinjar, no Norte do Iraque. As duas cidades estão na estrada entre Rakka, na Síria, a capital do califado declarado pelo Estado Islâmico, e Mossul, a segunda maior cidade iraquiana e a maior controlada pelo grupo.

Se quebrar a linha de suprimento, as duas partes do Império do Terror do EI ficam desconectadas. O primeiro objetivo na guerra contra o EI é lhe negar o território que justifica o nome de Estado. Sob a pressão das duas maiores potências militares, os EUA e a Rússia, o EI não tem conquistado vitórias nos campos de batalha do Oriente Médio desde a tomada de Palmira, em maio.

Na Síria, com a cobertura aérea da Rússia, o Exército do regime de Bachar Assad, com assessores iranianos e milícias aliadas como o movimento fundamentalista xiita libanês Hesbolá (Partido de Deus), rompeu o cerco a uma base aérea próxima a Alepo que durava dois anos. Avanço para retomar o controle total da cidade.

No Iraque, a queda de Sinjar para guerrilheiros curdos, os peshmerga, indica a determinação dos EUA de apresentar resultados. Sob pressão no campo de batalha, se estiver realmente acuado, só resta ao EI a opção do terrorismo como visto nas ruas de Paris.