Mostrando postagens com marcador Mar Negro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mar Negro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de março de 2023

Ministros da Defesa de EUA e Rússia conversam para desarmar crise

O Secretário da Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, falou ontem por telefone com o ministro da Defesa da Rússia, Serguei Choigu, para aliviar as tensões entre as duas superpotências nucleares depois que caças russos derrubaram um drone-espião dos Estados Unidos no mar Negro.

Pela primeira vez em 12 anos, um primeiro-ministro da Coreia do Sul vai ao Japão. Os dois países, que têm rivalidades históricas estão preocupados com o crescimento poderio militar da China.

Honduras vai romper com Taiwan e estabelecer relações diplomáticas com a China.

Os procuradores federais de Nova York que investigam o ex-presidente Donald Trump apertam o cerco, se reúnem com a atriz pornô Stormy Daniels e o advogado Michael Cohen.

A crise bancária chegou à Europa, onde as ações do Credit Suisse caíram 24%. O Banco Central da Suíça prometeu ajuda para acalmar o mercado.

Uma comissão da cidade de São Francisco da Califórnia propõe indenizações de US$ 5 milhões de dólares, mais de R$ 26 milhões, para cada habitante negro adulto, entre outras medidas, para compensar pela escravidão. Meu comentário:

quarta-feira, 15 de março de 2023

Escarumuça militar e diplomática eleva tensão entre Rússia e EUA

Os Estados Unidos acusaram a Rússia na terça-feira de interceptar e derrubar um drone-espião norte-americano em águas internacionais do Mar Negro. A Rússia nega ter havido qualquer contato.

O incidente acirra a tensão entre já elevada entre as superpotências nucleares por causa da guerra da Rússia na Ucrânia, mas diplomatas de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, não vêm risco de novos confrontos a curto prazo. E mostra a importância estratégica do Mar Negro para a Rússia.

Na segunda-feira, os EUA, o Reino Unido e a Austrália revelaram detalhes do pacto AUKUS, que vai fornecer submarinos nucleares à Austrália sob protesto da China.

A falência do Silicon Valley Bank não é uma crise sistêmica, não abala o sistema bancário dos EUA, na opinião do economista Paul Krugman.

Pela primeira vez desde 1991, a inflação na Argentina passou de 100% ao ano. Meu comentário:

sábado, 11 de agosto de 2018

Erdogan acusa Trump de atacar aliado da OTAN "por causa de um pastor"

O presidente Recep Tayyip Erdogan criticou hoje os Estados Unidos, acusando-os de tentar coagir a Turquia, aliada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), "por causa de um pastor", ameaçando procurar amigos em outro lugar, numa clara referência à Rússia, informou o jornal turco Hürriyet

Ontem, em nome da segurança nacional, o presidente Donald Trump impôs tarifas de 20% sobre o alumínio e 50% sobre o aço importados da Turquia. Trump exige a libertação incondicional do pastor americano Andrew Brunson, detido em outubro de 2016, na onda de prisões que se seguiu à tentativa de golpe militar de 15 de julho daquele ano. Mais de 50 mil pessoas foram presas desde então.

"Só nos ajoelhamos diante de Deus", declarou Erdogan em ato público na província de Ordu, na costa do Mar Negro. "É errado tentar castigar a Turquia por causa de um pastor. Estou me dirigindo aos EUA mais uma vez: é uma vergonha. Está mudando a parceria estratégica da OTAN por causa de um pastor. Faremos o que a Justiça decidir."

Em artigo publicado hoje no jornal The New York Times, Erdogan advertiu que, "a menos que os EUA comecem a respeitar a soberania da Turquia e a provar que entendem as ameaças que nossa nação enfrenta, nossa parceria será prejudicada."

Erdogan compara o golpe de 2016 ao ataque japonês a Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, que fez os EUA entrarem na Segunda Guerra Mundial. Reclama que os EUA "não condenaram o ataque e não expressaram solidariedade inequivocamente à liderança eleita da Turquia".

O líder turco acusa o clérigo Fethullah Gülen, exilado na Pensilvânia, pelo golpe. A Justiça dos EUA rejeitou o pedido de extradição por não ver indícios suficientes da participação de Gülen na conspiração, apesar do envolvimento de membros do movimento gulenista na Turquia.

Outro problema citado por Erdogan é a aliança dos EUA com as Unidades de Proteção Popular, braço armado do movimento nacionalista curdo na Síria, ligado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que durante décadas apoiou a luta armada contra o governo turco.

Os curdos são maioria nas Forças Democráticas da Síria (FDS), uma milícia árabe-curda articulada pelos EUA para a guerra contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante dentro da guerra civil da Síria.

A Turquia teme uma aliança entre a região autônoma curda no Norte do Iraque com a região curda da Síria para proclamar a independência do Curdistão, que reivindicaria soberania sobre o Sudeste da Turquia, onda a maioria da população é curda.

"Em vez de respeitar o devido processo judicial, como pedi ao presidente Trump em inúmeros encontros e conversas, os EUA fazem ameaças flagrantes e impõe sanções a vários membros do meu gabinete. Esta decisão é inaceitável, irracional e, em última análise, prejudicial à nossa longa amizade", protestou o presidente turco.

E arrematou: "Num momento em que o mal continua a espreitar ao redor do mundo, ações unilaterais contra a Turquia de parte dos EUA, nosso aliado há décadas, só vai minar os interesses e a segurança dos EUA. Antes que seja tarde demais, os EUA devem abandonar a noção equivocada de que nossa relação possa ser assimétrica e entender que a Turquia tem alternativas. Se não reverter esta tendência de unilateralismo e desrespeito, vai nos obrigar a procurar novos amigos e aliados."

A China e a Rússia, adversárias estratégicas dos EUA, estão sempre prontas a oferecer opções. Diante do tarifaço de Trump, Erdogan ligou para Vladimir Putin em Moscou.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Avião militar da Rússia cai no Mar Negro com 92 pessoas a bordo

Um avião militar russo Tupolev Tu-154 desapareceu dos radares e caiu hoje no Mar Negro cerca de 20 minutos depois de decolar da cidade de Sóchi, na Rússia, com destino a Lataquia, o principal porto da Síria. O Kremlin descartou a possibilidade de terrorismo.

Vários corpos e restos do avião foram encontrados. Não há sinais de sobreviventes. O voo levava soldados, repórteres, oito tripulantes e 64 músicos da banda militar Alexandrov, mais conhecida como o Coral do Exército Vermelho. O grupo iria se apresentar para soldados russos que lutam na guerra civil da Síria ao lado da ditadura de Bachar Assad.

O presidente Vladimir Putin decretou luto nacional. O avião saíra de Moscou e fez escala em Sóchi para reabastecimento. Seus destroços foram encontrados a cerca de 1,5 quilômetros da costa a uma profundidade entre 50 e 75 metros.

Se for confirmado o acidente, será mais um sinal da decadência das Forças Armadas da Rússia numa época em que Putin usa a indústria bélica para reposicionar o país como potência mundial.

Em 12 de agosto de 2000, uma explosão a bordo afundou o submarino Kursk matando os 118 marinheiros a bordo. Em 2016, um porta-aviões russo que foi reforçar o apoio ao ditador da Síria, Bachar Assad, teve de ser rebocado no Mar Mediterrâneo.

Não admira que Putin tenha prometido, em entrevista coletiva de fim de ano, modernizar o arsenal nuclear russo. Seu suposto futuro amigo Donald Trump, presidente eleito dos EUA, reagiu imediatamente, relançando pelo menos no discurso a corrida armamentista da Guerra Fria.

A China, a verdadeira superpotência em ascensão capaz de superar os EUA economicamente em futuro próximo, com consequências em todas as áreas, propôs a abolição de todas as armas nucleares. Obama disse o mesmo anos atrás, mas ninguém acredita que isso aconteça.

segunda-feira, 10 de março de 2014

UE suspende negociação sobre gasoduto

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, anunciou hoje a suspensão das negociações com a Rússia para construção de um gasoduto para exportar gás natural russo para a Europa através do Mar Negro, onde fica a Península da Crimeia, foco do maior conflito entre a Rússia e o Ocidente desde o fim da Guerra Fria.

Em entrevista ao jornal alemão Die Welt, o comissário europeu de energia, Günther Öttinger, declarou que a UE não enfrenta problemas de suprimento de gás. Assim, pode esperar pelo fim da crise na Crimeia para retomar ou não a negociação com a Rússia.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Turquia deixa navio militar dos EUA entrar no Mar Negro

A Turquia autorizou hoje um navio de guerra dos Estados Unidos a atravessar nos próximos dois dias o Estreito de Bósforo, que leva ao Mar Negro, onde fica a Península da Crimeia, a região da Ucrânia sob intervenção militar da Rússia, informou o jornal turco Hurriyet.

O nome e o tipo de navio não foi revelado, mas não seria o porta-aviões nuclear George H. W. Bush, como sugeriam algumas reportagens.

Como guardiã dos estreitos que ligam os mares Mediterrâneo e Negro, a Turquia é responsável pela aplicação da Convenção de Montreux, que limita o tamanho de navios de outros países que podem entrar no Mar Negro e determina quanto tempo eles podem ficar lá.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Ucrânia quer renegociar frota com a Rússia

O presidente da Ucrânia, Victor Iuvchenko, quer renegociar com a Rússia o acordo sobre a Frota do Mar Negro, uma parte importante das Forças Armadas da União Soviética que foi objeto de disputa entre as suas duas principais repúblicas quando a URSS acabou, em 1991. Não quer que seu território seja usado para atacar outros países.

Neste momento de alta tensão por causa da invasão russa na Geórgia a pretexto de proteger cidadãos russos, a Ucrânia teme ser o próximo alvo do neoimperialismo russo. Na região da Criméia, onde está baseada a Frota do Mar Negro, com diversos navios de guerra da Rússia, a maioria da população (70%) é russa.