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segunda-feira, 26 de junho de 2023

Rebelião enfraquece a ditadura de Vladimir Putin

Desde que chegou ao poder na Rússia, o ditador Vladimir Putin cultiva uma imagem de super-homem, de líder capaz de garantir a segurança e a instabilidade do país. A rebelião dos mercenários da empresa de segurança Wagner, do senhor da guerra Yevgueni Prigojin, no fim de semana abalou o mito da invulnerabilidade do ditador. Foi o maior desafio a seus poderes absolutos em 23 anos.

Ao declarar guerra ao ministro da Defesa, Serguei Choigu, e ao comandante do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, general Valery Guerassimov, Prigojin acusou os dois de enganar Putin, ocupou a sede do Comando Militar do Sul da Rússia, ameaçou marchar até Moscou e atacou as alegações do ditador para justificar a guerra. Afirmou que nem a Ucrânia nem a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ameaçavam a Rússia.

Em pronunciamento na televisão na manhã do sábado, Putin prometeu punições rigorosas aos rebeldes por "traição, chantagem e terrorismo". Na noite de sábado, o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, anunciou um acordo mediado pelo ditador bielorrusso Alexander Lukachenko para Prigojin ir para a Bielorrússia e seus mercenários serem integrados ao Exército regular, com a retirada de todas as acusações e eles.

Depois do discurso, Putin não apareceu mais, nem Prigojin desde que saiu de Rostov sob o aplauso de populares. O ditador aparentemente venceu o desafio, mas sua aura de invencibilidade, abalada pelo fracasso na guerra, ficou ainda mais manchada. Um homem-forte enganado por seus comandantes militares e que não pune seus inimigos mostra fragilidade. O país com o maior arsenal nuclear do mundo entra numa era de incerteza que gera grande preocupação. Meu comentário:

quinta-feira, 16 de março de 2023

Ministros da Defesa de EUA e Rússia conversam para desarmar crise

O Secretário da Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, falou ontem por telefone com o ministro da Defesa da Rússia, Serguei Choigu, para aliviar as tensões entre as duas superpotências nucleares depois que caças russos derrubaram um drone-espião dos Estados Unidos no mar Negro.

Pela primeira vez em 12 anos, um primeiro-ministro da Coreia do Sul vai ao Japão. Os dois países, que têm rivalidades históricas estão preocupados com o crescimento poderio militar da China.

Honduras vai romper com Taiwan e estabelecer relações diplomáticas com a China.

Os procuradores federais de Nova York que investigam o ex-presidente Donald Trump apertam o cerco, se reúnem com a atriz pornô Stormy Daniels e o advogado Michael Cohen.

A crise bancária chegou à Europa, onde as ações do Credit Suisse caíram 24%. O Banco Central da Suíça prometeu ajuda para acalmar o mercado.

Uma comissão da cidade de São Francisco da Califórnia propõe indenizações de US$ 5 milhões de dólares, mais de R$ 26 milhões, para cada habitante negro adulto, entre outras medidas, para compensar pela escravidão. Meu comentário:

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Israel volta a bombardear a Síria

Israel bombardeou a Síria em resposta a disparos de artilharia que atingiram seu território nas Colinas do Golã, como vem fazendo desde o início da guerra civil no país vizinho, em 2011. Na segunda-feira, a defesa antiaérea síria atacara aviões de guerra israelenses que sobrevoavam o Líbano, provocando uma reação imediata.

O incidente aconteceu no dia da visita do ministro da Defesa da Rússia, Serguei Choigu, a Israel. Durante a guerra civil, a Rússia vendeu à Síria baterias antiaéreas de última geração. Israel pediu a Moscou que não autorizasse seu uso contra si.

Na manhã de 16 de outubro, aviões-espiões da Força Aérea de Israel fotografavam o Líbano quando foram identificados pelas baterias antiaéreas SA-5, da Síria, que dispararam um míssil. Essas batérias são absoletas e ineficientes. O míssil antiaéreo não chegou a ameaçar os aviões israelenses, mas a retaliação foi imediata.

"Quem quiser nos ferir", advertiu o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu, "será ferido em resposta."

Ainda não se conhecem os resultados desse contra-ataque. Num incidente semelhante, em março, uma esquadrilha israelense disparou quatro bombas de precisão contra a bateria antiaérea de onde partiu o míssil inimigo.

A Síria declarou que o bombardeio israelense terá "sérias consequências" e o comandante do Exército do Irã advertiu Israel a não se meter na Síria, onde Teerã apoia a ditadura de Bachar Assad.

"Os russos não estão envolvidos nestas decisões que, presumimos, são tomadas no palácio presidencial em Damasco", comentou sem se identificar um alto funcionário do Ministério da Defesa de Israel. "Às vezes, essas decisões são tomadas por oficiais de baixa patente no campo de batalha."

A defesa síria ainda ainda está sob o impacto de um bombardeio, em 8 de setembro, a uma fábrica de armas próxima a Damasco que estava tentando melhorar a acurácia dos mísseis e foguetes sírios, ação atribuída a Israel. "Eles podem ter achado que seriam atacados e lançaram o míssil para se defender", especulou a fonte israelense, citada pelo jornal árabe-americano Al-Monitor.

A Rússia pediu explicações diretamente através do ministro da Defesa. "Eles sabem que nossas missões fotográficas no Líbano são para autodefesa, para coletar informações sobre o arsenal de foguetes e mísseis que se acumula diante dos nossos olhos. Explicamos que não temos a menor intenção de admitir ataques a nossos aviões", acrescentou o alto funcionário de Israel.

O ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, manifestou a preocupação com a influência do Irã na Síria. Alertou que a presença de forças iranianas perto da fronteira de Israel será motivo para ir à guerra.

Ontem, ante as ameaças do comandante militar iraniano, o primeiro-ministro Netanyahu falou pelo telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

"Não vai haver presença iraniana na nossa cerca, nem nas Colinas do Golã nem no Líbano", afirmou a fonte militar israelense. "Ou vai haver um acordo, ou será resolvido pela for. De nossa parte, deixamos claro a todas as partes envolvidas que não vamos ceder nesta questão."

sábado, 19 de setembro de 2015

Rússia terá base aérea na Bielorrússia

Em conflito com o Ocidente por causa de sua intervenção militar na Ucrânia, o presidente Vladimir Putin anunciou hoje seu apoio à instalação de uma base militar da Rússia na Bielorrússia, a outra república do núcleo eslavo que dominava a extinta União Soviética.

A proposta, feita inicialmente pelo ministro da Defesa, Serguei Choigu, em 2013, tende a aumentar a tensão entre a Rússia e os antigos países comunistas da Europa Oriental que saíram da órbita de Moscou, como a Polônia, vizinha da Bielorrússia, e entraram para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos.

A ex-república soviética da Bielorrússia tentou sem sucesso mediar o conflito entre Rússia e Ucrânia. Diante da crise econômica russa, busca uma aproximação econômica com a União Europeia. Mas o ditador Alexander Lukachenko, último líder stalinista do continente, já ancorou o país estratégica e militarmente à Rússia.

Depois de quase um ano de silêncio, os ministros da Defesa dos EUA e da Rússia voltaram a conversar ontem diante da crescente intervenção militar russa na Síria para apoiar a ditadura de Bachar Assad, que só controle hoje 15% do território nacional.