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quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Hoje na História do Mundo: 19 de Janeiro

NASCE O GENERAL LEE

    Em 1807, nasce na Virgínia o general Robert Edward Lee, comandante militar dos estados confederados do Sul na Guerra da Secessão (1861-65) nos Estados Unidos.

Filho da aristocracia, Lee entra aos 18 anos para a Academia Militar de West Point, onde é o segundo melhor de sua turma, com distinção em artilharia, cavalaria e infantaria.

Lee se destaca na Guerra Mexicano-Americana (1846-48) como um comandante brilhante taticamente. É considerado herói na guerra em que os EUA tomaram mais de 40% do território do México.

No fim de 1859, Lee é cotado para ser comandante das forças da Confederação. Lincoln chega a lhe oferecer o comando da União. Ele recusa. Só entra na Guerra Civil Norte-Americana quando a Virgínia se separa da União, em 17 de abril de 1861.

O general Lee enfrenta a união em batalhas sangrentas como Antietam e Gettysburg até se render ao comandante militar do Norte, general Ulysses Grant, no Fórum de Appomattox, em 9 de abril de 1865. As hostilidades param em 26 de maio na mais sangrenta das guerras dos EUA, com um total de mortes estimado em 620 mil.

Robert Lee morre aos 63 anos de um acidente vascular cerebral em 12 de outubro de 1870, em Lexington, na Virgínia.

A remoção de uma estátua do general Robert E. Lee provocou uma grande manifestação da extrema direita em Charlottesville, na Virgínia, com neonazistas cantando slogans contra judeus e enfrentando antifascistas que os confrontaram. Na época, o presidente Donald Trump declara que "havia gente boa dos dois lados".

PRIMEIRO ATAQUE AÉREO

    Em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), dois zepelins da Alemanha jogam bombas na costa leste da Inglaterra, no primeiro bombardeio aéreo ao Reino Unido.

No início da guerra, a Alemanha usa suas aeronaves, que viajam a uma velocidade de até 135 quilômetros por hora com uma carga de até duas toneladas de explosivos, para bombardear Paris, Liège e Antuérpia. A Inglaterra vem em seguida.

Meses depois, em 31 de maio, um zepelim de quase 200 metros joga 90 bombas incendiárias e 30 granadas em Londres.

O dirigível zepelim, um balão rígido com motor semelhante a uma bola de rúgbi, é uma criação de 1900 do Conde Ferdinand Graf von Zeppelin, um inventor alemão, muito usada nos anos 1930 para o transporte transatlântico até o acidente com o Hindenburg ao pousar em Lakehurst, em Nova Jérsei, em 6 de maio de 1937, quando pegou fogo e 14 pessoas morreram.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Hoje na História do Mundo: 19 de Janeiro

PRIMEIRO ATAQUE AÉREO

    Em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), dois zepelins da Alemanha jogam bombas na costa leste da Inglaterra, no primeiro bombardeio aéreo ao Reino Unido.

No início da guerra, a Alemanha usa suas aeronaves, que viajam a uma velocidade de até 135 quilômetros por hora com uma carga de até duas toneladas de explosivos, para bombardear Paris, Liège e Antuérpia. A Inglaterra vem em seguida.

Meses depois, em 31 de maio, um zepelim de quase 200 metros jogou 90 bombas incendiárias e 30 granadas em Londres.

O dirigível zepelim, um balão rígido com motor semelhante a uma bola de rúgbi, é uma criação de 1900 do Conde Ferdinand Graf von Zeppelin, um inventor alemão, muito usada nos anos 1930 para o transporte transatlântico até o acidente com o Hindenburg ao pousar em Lakehurst, em Nova Jérsei, em 6 de maio de 1937, quando pegou fogo e 14 pessoas morreram.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Israel bombardeia alvos da Jihad Islâmica

Em reação a ataques de foguetes, a Força Aérea de Israel atacou hoje alvos da organização terrorista Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina na Faixa de Gaza e na Síria. Seis milicianos palestinos foram mortos. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ameaçou o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que controla Gaza, de ir à guerra se os ataques continuarem.

Desde domingo, pelo menos 25 foguetes foram disparados contra o Sul de Israel, que realiza eleições daqui a uma semana. Nesta segunda-feira, foram pelo menos 14 foguetes. Doze foram abatidos pelo Domo de Ferro, o sistema de defesa antimísseis de Israel. Dois caíram em campo aberto, sem ferir ninguém.

Além da Jihad Islâmica, a Frente Democrática pela Libertação da Palestina (FDLP) também reivindicou a autoria dos ataques de foguetes. "A luta não acabou", afirmou Abu Hamza, porta-voz da Brigada al-Quods, o braço armado da Jihad Islâmica.

"A guerra é o último recurso, mas talvez não haja saída. Estamos preparando uma campanha radicalmente diferente", ameaçou Netanyahu. "Se Israel tiver de lançar uma operação militar em grande escala, terá de ser um golpe maior do que os anteriores. Podemos ter de realizar a mãe de todas as operações."

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

EUA matam alto comandante da Guarda Revolucionária do Irã

O general Kassem Soleimani, comandante da Força Quods, braço da Guarda Revolucionária do Irã para ações no exterior, foi morto hoje num bombardeio dos Estados Unidos a Bagdá, a capital do Iraque, informou há pouco a televisão iraquiana. Com a notícia, que ameaça inflamar ainda mais o Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo subiram.

O ataque atingiu alvos perto do aeroporto de Bagdá. Os detalhes ainda são confusos, mas há relatos de que cinco pessoas morreram, entre elas o líder das milícias Kataib Hesbolá (Brigadas do Partido de Deus), Abu Mahdi al-Muhandis, e o relações públicas das Forças de Mobilização Popular, nome do conjunto das milícias xiitas, Mohamed Ridha Jabri.

A morte do general foi confirmada oficialmente nem pelos EUA. É uma grande escalada no conflito do governo Donald Trump com a República Islâmica. Com certeza, o Irã dará uma resposta forte.

"Se for verdade, será um golpe arrasador para a Guarda Revolucionária, o regime e as ambições regionais do aiatolá Ali Khamenei", o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, comentou Mark Dubowitz, diretor executivo da Fundação para a Defesa da Democracia, um centro de pesquisas conservador que defende uma política de linha dura contra o Irã.

Durante 23 anos, o general comandou as forças de operações especiais da Guarda Revolucionária. "Era indispensável e insubstituível", acrescentou Dubowitz.

Soleimani era acusado pelos EUA pelas mortes de centenas de soldados americanos durante a invasão do Iraque, quando o Irã passou a financiar, armar e treinar milícias xiitas iraquianas. Desde 2014, quando os EUA voltaram ao Iraque para combater a organização terrorista Estado Islâmico, as milícias xiitas eram aliadas.

No domingo, os EUA fizeram o primeiro ataque a milícias xiitas no Iraque desde essa volta, em resposta a um bombardeio de mísseis contra uma base iraquiana onde havia soldados americanos e um funcionário contratado pelo Departamento da Defesa foi morto na semana passada.

Em reação, milicianos atacaram a embaixada americana em Bagdá a fizeram manifestação pedindo a retirada das forças dos EUA do país.

Os EUA e o Irã não mantêm relações diplomáticas desde que guardas revolucionários invadiram a embaixada americana em Teerã, em 4 de novembro de 1979, e mantiveram 52 americanos como reféns por 444 dias.

Em 8 de maio de 2018, o presidente Donald Trump abandonou o acordo nuclear negociado pelo governo Barack Obama, as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar por dez anos o programa nuclear militar do Irã, evitando assim que o país fabrique armas atômicas.

Desde então, o governo Trump trava uma guerra econômica para forçar a República Islâmica a negociar um acordo mais amplo, que inclua a proibição de ter armas atômicas e mísseis de médio e longo alcances, e de interferir em outros países do Oriente Médio. Trump quer impedir o Irã de exportar petróleo.

Com uma queda nas vendas ao exterior de 3 milhões para 600 mil barris por dia, a economia iraniana está em recessão, com inflação rondando os 50% ao ano. Uma onda de protestos contra a situação econômica foi duramente reprimida pela ditadura teocrática iraniana, com mais de 200 mortes.

Sob pressão da guerra econômica de Trump, a partir de maio, a Guarda Revolucionária atacou navios petroleiros e derrubou um drone militar americano. Em 14 de setembro, um ataque de mísseis atingiu instalações de petróleo da Arábia Saudita. Uma milícia xiita que luta na guerra civil do Iêmen com o apoio do Irã reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

A política do governo Trump é clara: os EUA só usam a força quando vidas americanas foram ameaçadas. Foi o caso em pelo menos 11 ataques contra bases militares onde há soldados americanos no Iraque nos últimos dois meses e na tentativa de invasão da embaixada dos EUA em Bagdá, atacada com pedras e bombas incendiárias.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Milícia aliada ao Irã tenta invadir embaixada dos EUA no Iraque

Militantes das Brigadas do Partido de Deus (Kataib Hesbolá), aliadas do Irã, tentaram invadir hoje a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, em protesto contra um bombardeio aéreo americano no domingo passado contra cinco bases da milícia que matou 25 milicianos e feriu outros 55.

Os manifestantes jogaram pedras e bombas incendiárias contra o muro alto que cerca a representação americana no Iraque e pediram a retirada total das forças dos EUA do país. Postos policiais que guarnecem a embaixada parecem ter sido incendiados. O presidente Donald Trump responsabilizou o Irã pelos danos.

O bombardeio americano foi uma resposta a um ataque de 30 mísseis contra uma base onde há militares americanos perto da cidade de Kirkuk, no Norte do Iraque. Um funcionário de empresa contratada pelo Departamento da Defesa morreu e quatro soldados dos EUA foram feridos.

domingo, 29 de dezembro de 2019

EUA bombardeiam milícia xiita do Iraque aliada ao Irã

En resposta a um ataque com 30 mísseis contra um quartel do Iraque perto da cidade de Kirkuk onde havia soldados americanos, a Força Aérea dos Estados Unidos  bombardeou hoje bases da milícia iraquiana Kataib Hesbolá (Brigadas do Hesbolá), apoiada pelo Irã. 

No primeiro ataque, um funcionário de uma empreiteira americana a serviço do Departamento da Defesa morreu e quatro soldados dos EUA saíram feridos. Foi o 11º em dois meses contra bases onde havia pessoal americano no Iraque.

Eram cerca de sete da noite pela hora local (13h em Brasília) quando caças-bombardeiros F-15E cumpriram a missão aprovada sábado à noite pelo presidente Donald Trump. O Pentágono não revelou de onde partiram os aviões.

Foi a primeira vez que os EUA atacaram uma milícia xiita desde que voltaram ao Iraque em 2014 para combater a organização terrorista Estado Islâmico, que é sunita.

Pela avaliação inicial do comando militar americano, todos os cinco alvos escolhidos, três no Iraque e dois na Síria, foram atingidos. Eram arsenais e centros de comando e controle da milícia xiita.

"O Irã e milícias aliadas devem parar de atacar os EUA e as forças da coalizão, e respeitar a soberania do Iraque para evitar ações defensivas adicionais das forças dos EUA", declarou em Washington o porta-voz do Pentágono, Jonathan Hoffman.

Há duas semanas, o secretário de Estado, Mike Pompeo, advertiu que os EUA responsabilizam o Irã por qualquer ataque contra alvos americanos por armar, financiar e treinar as milícias, e dariam "uma resposta firme".

Meia hora antes do bombardeio, o secretário da Defesa, Mark Esper, telefonou para o primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi, para avisar sobre o ataque.

O primeiro-ministro xiita tentou dissuadir o chefe do Pentágono alegando que seria "uma violação da soberania do Iraque capaz de levar a uma escalada perigosa que ameaçaria o Iraque e toda a região", de acordo com o porta-voz do governo iraquiano, general Abdul Karim Khalaf.

Abdul Mahdi chegou a alegar que o Iraque não tinha certeza sobre a autoria do ataque, sugerindo que poderia ser do grupo terrorista Estado Islâmico. Tanto o Estado Islâmico quando as milícias xiitas chamadas de Unidades de Mobilização Popular (UMPs) atuam na região de Kirkuk. A escala do ataque levou os EUA a concluir que seriam as milícias xiitas.

Depois da invasão do Iraque para derrubar o ditador Saddam Hussein, em 2003, as forças de ocupação dos EUA foram atacadas por milícias sunitas e xiitas. Nos últimos cinco anos de guerra contra o Estado Islâmico, as milícias xiitas e os EUA tinham um inimigo comum feroz. Esta trégua informal acabou.

A tensão entre EUA e Irã aumenta desde que o presidente Donald Trump abandonou, em 8 de maio de 2018, o acordo nuclear negociado pelo governo Barack Obama, as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha para evitar que a República Islâmica fabrique armas atômicas.

Para pressionar o Irã a negociar um acordo mais amplo, que também inclua mísseis de médio e longo alcances, o governo Trump faz uma verdadeira guerra econômica contra o país. Com sanções diretas e cruzadas, os EUA tentam zerar as exportações de petróleo iranianas, que caíram de 3 milhões para 600 mil barris por dia.

Sob pressão, com inflação acima de 50% ao ano, recessão e desemprego em alta no Irã, em maio e junho, a Guarda Revolucionária Iraniana fez vários ataques a navios petroleiros no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz e abateu um drone americano.

Em 14 de setembro, duas instalações petrolíferas importantes da Arábia Saudita foram bombardeadas. A milícia xiita huti, que luta na guerra civil do Iêmen com o apoio do Irã, reivindicou a responsabilidade pelo ataque. Ficou evidente a fragilidade da defesa do setor de petróleo saudita. Um ataque arrasador teria sérias consequências para a economia mundial.

Os EUA não responderam a esses ataques porque nenhum americano foi ferido.

Como há 5 mil soldados americanos e numerosas milícias xiitas ligadas ao Irã no Iraque, há um grande risco de incidentes capazes de provocar uma conflagração maior e até mesmo uma guerra. O regime dos aiatolás e da Guarda Revolucionária não vai atacar diretamente os EUA, mas pode investir contra aliados americanos como a Arábia Saudita e Israel.

Nem Trump, que só pensa na reeleição, nem a ditadura teocrática iraniana quer a guerra. Mas sempre há o risco de que as provocações e retaliações saiam de controle.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Conflito em Gaza ameaça deflagar nova guerra no Oriente Médio

A morte de um comandante do grupo terrorista Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina, Baha Abu al-Hata, deflagra uma nova onda de foguetes contra o Sul de Israel e aumenta o risco de uma nova guerra na Faixa de Gaza.

Um bombardeio aéreo israelense matou ontem Baha Abu al-Ata em sua em Gaza. Em resposta, os grupos armados palestinos baseados no território dispararam pelo menos 360 foguetes contra o território israelense, ferindo pelo menos 63 pessoas, quase todas levemente. 
Pela primeira vez desde a guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas, na Faixa de Gaza, em 2014, lojas foram fechadas em Telavive, a capital econômica de Israel. A Força Aérea de Israel contra-atacou. 

Nos últimos dois dias, Israel lançou 11 ondas de ataque. Pelo menos 24 palestinos foram mortos. As autoridades israelenses devem restringir temporariamente as viagens, os transportes públicos, as escolas e o comércio na região. 

Amanhã, todas as escolas numa distância de até 40 quilômetros da Faixa de Gaza vão ficar fechadas. Meu comentário:

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Chade captura 250 rebeldes após bombardeio aéreo da França

O Exército do Chade capturou cerca de 250 milicianos da União das Forças da Resistência (UFR), uma aliança de oito movimentos rebeldes criada em 2009, depois que a Força Aérea da França bombardeou um comboio dos guerrilheiros no Nordeste do Chade na semana passada.

Foi um golpe duro. Deve reduzir significativamente a capacidade de ataque da UFR e seu potencial para desestabilizar a região do Sahel. A França decidiu participar da operação depois de relutar em se envolver em guerras civis na África, priorizando o combate ao terrorismo.

A Força Aérea da França bombardeou a UFR em três dias da semana passada, a pedido do governo do Chade, que não conseguiu conter os rebeldes com sua aviação militar. O comboio da UFR saiu do Sul da Líbia e cruzou a fronteira do Chade com 40 veículos. Sofreu os primeiros ataques aéreos da França em 3 de fevereiro.

Desde a intervenção francesa no Mali, em 2013, para conter uma ofensiva de movimentos jihadistas no Norte do país, as tropas francesas estacionadas na África se concentram no combate aos extremistas muçulmanos. Mas esta ação recoloca a antiga potência colonial no papel de força aérea e um governo africano aliado ameaçado por rebeldes.

Tanto a França quanto o ditador Idriss Déby, no poder desde 1990 no Chade, querem matar a rebelião na raiz.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Rússia e Síria preparam ofensiva contra último reduto rebelde

Com o apoio da Força Aérea e da Marinha da Rússia, as forças leais ao ditador Bachar Assad e milícias aliadas, inclusive iranianas, devem lançar a qualquer momento uma ofensiva contra o último reduto rebelde na guerra civil da Síria, na província de Idlibe, no Noroeste do país, noticiou a agência Reuters. Cerca de 10 mil rebeldes ligados grupos jihadistas estão cercados na região.

A Rússia deslocou navios de guerra capazes de disparar mísseis. Em Moscou, o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, advertiu os Estados Unidos a não reagirem à ação contra "terroristas", como o regime sírio chama seus inimigos na guerra civil.

Lavrov falou em "abscesso purulento". Essa linguagem médica é usada militarmente para desumanizar o inimigo e assim justificar mortos e massacres. A Rússia entrou diretamente na guerra civil síria em 30 de setembro de 2015, quando seu aliado Assad parecia perdido, e virou o jogo.

No caso, a maioria dos rebeldes pertence a grupos jihadistas como o Exército da Conquista, uma aliança que inclui a rede Al Caeda, e tem o apoio da Turquia. O presidente Recep Tayyip Erdogan entrou em contato com a Rússia e o Irã, que também apoia Assad, para evitar uma massacre que parece iminente.

Através da subsecretária Heather Nauert, porta-voz do Departamento de Estado, os EUA "manifestaram preocupação não apenas com um possível ataque químico, mas com qualquer tipo de escalada da violência em Idlibe que ponha em riscos os civis e a infraestrutura".

Com a carta branca que Trump deu aos generais do Pentágono, a Força Aérea dos EUA arrasou Rakka, a capital do califado proclamado em 2014 pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Recentemente, cancelou uma ajuda de US$ 200 milhões para reconstruir a região e pediu aos aliados no Oriente Médio, especialmente a Arábia Saudita, para pagar a conta.

Em sete anos e meio, mais de 500 mil pessoas morreram na guerra civil da Síria. Cerca de 6 milhões de pessoas fugiram do país.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Israel teme barragem de mísseis iranianos disparados por milícias xiitas na Síria

Desde que Israel bombardeou quartéis na Síria e matou militares iranianos, espera uma retaliação do Irã. O temor é que milícias xiitas financiadas, treinadas e armadas pelo Irã que lutam na guerra civil da Síria lancem uma barragem de mísseis contra o Norte de Israel.

O ministro da Energia de Israel, Yuval Steinitz, ameaçou matar o ditador Bachar Assad, se permitir um ataque do território sírio, informou o jornal The Times of Israel.

Os informes de inteligência dos serviços secretos israelenses indicam que o planejamento da retaliação iraniana está nas fases finais. O ataque pode ser com mísseis ou drones iranianos disparados por uma milícia xiita.

Israel acredita no envolvimento direto da milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que obteve uma vitória parcial nas eleições no Líbano, ganhando força política. O comando superior seria do general Kassem Suleimani, comandante da Força Quods, o braço da Guarda Revolucionária Iraniana para operações no exterior.

"A ideia é usar mísseis pesados iranianos, inclusive o Fateh-110 sob o comando do Hesbolá, sem a presença da Guarda Revolucionária Iraniana", informou domingo à noite o Canal 10 da televisão israelense.

Para o analista militar israelense Roni Daniel, só a Guarda e o Hesbolá têm capacidade de realizar o ataque, mas ele deve partir de uma milícia xiita menor para o Irã negar qualquer responsabilidade. Há várias candidatas.

"A guerra civil na Síria permitiu à Guarda Revolucionária Iraniana expandir sua rede de clientes na região", observou Aymenn Jawad al-Tamimi. "Há uma variedade de grupos que podem atacar Israel em seu favor, como os muitos novos hesbolás sírios integrados às Forças Armadas da Síria, ou grupos que emergiram durante a guerra no Iraque, como Harakat al-Nujaba e sua Brigada de Libertação do Golã."

O primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu ordenou os bombardeios porque está determinado a impedir que o Irã tenha bases permanentes na Síria. Amanhã, o presidente Donald Trump se vai ou não certificar se o Irã está cumprindo o acordo nuclear assinado em 2015 para congelar o programa nuclear iraniano e evitar que o país tenha armas atômicas.

Sob pressão de Netanyahu, contra a opinião de seus generais, Trump deve seguir a orientação de assessores da linha dura, como o novo secretário de Estado, Mike Pompeo, e o novo assessor de Segurança Nacional, John Bolton.

A expectativa é que Trump retire os EUA do acordo, assinado pelas cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Alemanha e o Irã, aumentando ainda mais a tensão no Oriente Médio e o risco de uma guerra entre Israel e o Irã.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Israel volta a bombardear a Síria

Israel bombardeou a Síria em resposta a disparos de artilharia que atingiram seu território nas Colinas do Golã, como vem fazendo desde o início da guerra civil no país vizinho, em 2011. Na segunda-feira, a defesa antiaérea síria atacara aviões de guerra israelenses que sobrevoavam o Líbano, provocando uma reação imediata.

O incidente aconteceu no dia da visita do ministro da Defesa da Rússia, Serguei Choigu, a Israel. Durante a guerra civil, a Rússia vendeu à Síria baterias antiaéreas de última geração. Israel pediu a Moscou que não autorizasse seu uso contra si.

Na manhã de 16 de outubro, aviões-espiões da Força Aérea de Israel fotografavam o Líbano quando foram identificados pelas baterias antiaéreas SA-5, da Síria, que dispararam um míssil. Essas batérias são absoletas e ineficientes. O míssil antiaéreo não chegou a ameaçar os aviões israelenses, mas a retaliação foi imediata.

"Quem quiser nos ferir", advertiu o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu, "será ferido em resposta."

Ainda não se conhecem os resultados desse contra-ataque. Num incidente semelhante, em março, uma esquadrilha israelense disparou quatro bombas de precisão contra a bateria antiaérea de onde partiu o míssil inimigo.

A Síria declarou que o bombardeio israelense terá "sérias consequências" e o comandante do Exército do Irã advertiu Israel a não se meter na Síria, onde Teerã apoia a ditadura de Bachar Assad.

"Os russos não estão envolvidos nestas decisões que, presumimos, são tomadas no palácio presidencial em Damasco", comentou sem se identificar um alto funcionário do Ministério da Defesa de Israel. "Às vezes, essas decisões são tomadas por oficiais de baixa patente no campo de batalha."

A defesa síria ainda ainda está sob o impacto de um bombardeio, em 8 de setembro, a uma fábrica de armas próxima a Damasco que estava tentando melhorar a acurácia dos mísseis e foguetes sírios, ação atribuída a Israel. "Eles podem ter achado que seriam atacados e lançaram o míssil para se defender", especulou a fonte israelense, citada pelo jornal árabe-americano Al-Monitor.

A Rússia pediu explicações diretamente através do ministro da Defesa. "Eles sabem que nossas missões fotográficas no Líbano são para autodefesa, para coletar informações sobre o arsenal de foguetes e mísseis que se acumula diante dos nossos olhos. Explicamos que não temos a menor intenção de admitir ataques a nossos aviões", acrescentou o alto funcionário de Israel.

O ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, manifestou a preocupação com a influência do Irã na Síria. Alertou que a presença de forças iranianas perto da fronteira de Israel será motivo para ir à guerra.

Ontem, ante as ameaças do comandante militar iraniano, o primeiro-ministro Netanyahu falou pelo telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

"Não vai haver presença iraniana na nossa cerca, nem nas Colinas do Golã nem no Líbano", afirmou a fonte militar israelense. "Ou vai haver um acordo, ou será resolvido pela for. De nossa parte, deixamos claro a todas as partes envolvidas que não vamos ceder nesta questão."

sábado, 24 de junho de 2017

Israel mata duas pessoas em bombardeio aéreo à Síria

A Força Aérea de Israel atacou hoje tropas e tanques do Exército da Síria nas Colinas do Golã, depois que disparos de artilharia errantes atingiram o território israelense, anunciaram porta-vozes militares de Israel. O regime sírio acusou o ataque de dar cobertura aérea a uma ação de milícias extremistas muçulmanas.

Dois sírios morreram no ataque à cidade de Kuneitra, onde, na versão da ditadura de Bachar Assad, havia uma ação da Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, que mudou de nome para Frente de Luta do Levante, tentando se desvincular d'al Caeda. Foi o primeiro incidente envolvendo Israel na guerra civil da Síria desde abril.

"As Forças de Defesa de Israel não vão permitir nenhuma tentativa de atingir a soberania de Israel e a segurança de seu povo, e vê o regime sírio como responsável pelo que vem de seu território", declarou em nota o comando militar israelense.

Israel ocupou as Colinas do Golã, que pertenciam à Síria, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e as anexou em 1981. Com o desenvolvimento de tecnologia de mísseis, elas perderam importância militar. Antes, poderiam ser usadas como base para ataques de artilharia contra o território israelense.

sábado, 15 de outubro de 2016

Força Aérea do Egito bombardeia Estado Islâmico no Sinai

Um dia depois da morte 12 soldados do Exército, a Força Aérea do Egito bombardeou hoje durante três horas posições da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na província do Sinai do Norte, anunciaram as Forças Armadas egípcias.

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo assalto de ontem a um posto de controle militar próximo da cidade de Bir al-Abd. Foi o primeiro grande ataque na região central da Península do Sinai. Até agora, a região havia sido poupada da "guerra santa" intensificada desde o golpe de 3 de julho de 2013 contra o presidente Mohamed Mursi e o governo da Irmandade Muçulmana.

A milícia jihadista se vangloriou de ter matado 20 soldados sem sofrer nenhuma perda, enquanto os militares egípcios disseram ter matado 15 milicianos. Um pequeno grupo que havia tempo fazia uma rebelião armada contra o governo do Cairo jurou lealdade ao califa Abu Baker al-Baghdadi e passou a se apresentar como a Província do Sinai do Estado Islâmico.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Rússia usa base do Irã para atacar na Síria

A Força Aérea da Rússia usou uma base no Irã para bombardear alvos na Síria, anunciou hoje em Moscou o Ministério da Defesa russo. Pela primeira vez, a Rússia usa outro país, num sinal claro de fortalecimento da cooperação com a República Islâmica do Irã.

Os aviões Su-34 e Tu-22M3 saíram de perto da cidade de Hamedã, provavelmente a base de Chahid Nojeh. Os alvos são o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente de Luta do Levante, a antiga Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil síria, em Alepo, Deir el-Zur e Idlibe.

A Rússia e o Irã são os principais aliados da ditadura de Bachar Assad. Mais uma vez, a Rússia pediu autorização aos governos do Irã e do Iraque autorização para mísseis de cruzeiro disparados do Mar Cáspio atravessarem seu espaço aéreo.

Ao mesmo tempo em que anuncia negociações conjuntas para realização de ações conjuntas contra grupos terroristas na Síria, a Rússia tenta alinhar seus objetivos na Síria com o Irã e a Turquia.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Bombardeio destrói hospital e mata 13 pessoas na Síria

Um ataque aéreo a uma área controlada por rebeldes na província de Idlibe arrasou mais um hospital na guerra civil da Síria, matando 13 pessoas, denunciou hoje a organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF).

O bombardeio realizado há dois dias destruiu o hospital. Não se sabe se partiu da ditadura de Bachar Assad ou da Força Aérea da Rússia, sua aliada.

Em pouco menos de cinco anos e meio, entre 270 e 400 mil pessoas foram mortas na guerra civil da Síria. A Rússia intervém no conflito há dez meses em apoio à ditadura de Assad, que estava prestes a desabar.

sábado, 30 de julho de 2016

Síria bombardeia hospital materno-infantil em Idlibe

Um bombardeio aéreo destruiu parcialmente ontem o único hospital materno-infantil numa área de 110 quilômetros de raio na província de Idlibe, no Noroeste da Síria, junto à fronteira com a Turquia, informou a organização não governamental Save the Children (Salve as Crianças). A região está sob controle rebelde.

O hospital de Kafer Takharim atende 1,3 mil mulheres e crianças por ano e realizou cerca de 340 partos no mês passado.

Em outros setores da cidade, os bombardeios de forças leais à ditadura de Bachar Assad mataram pelo menos cinco pessoas e deixaram 25 gravamente feridas, noticiou a agência Reuters, citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil na Síria.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Comandante do Hesbolá na Síria morre em ataque aéreo

O principal comandante da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) na Síria, Mustafá Amine Badreddine, de 55 anos, morreu num bombardeio aéreo. Inicialmente a Força Aérea de Israel foi acusada, mas a suspeita não foi confirmada.

Em nota, o Hesbolá não deu detalhes, mas admitiu a morte do "mártir", descrevendo-o como "um grande líder da guerra santa" que "participou da maioria das operações de resistência islâmica desde 1982".

O governo israelense não assumiu a autoria do ataque: "Isto é bom para Israel, mas nem sempre Israel é responsável. Não sei se Israel foi responsável. Lembrem que tem muita gente com ódio lutando hoje na Síria", declarou à Rádio do Exército de Israel Yaakov Amidror, ex-assessor de segurança nacional do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A milícia xiita, armada, treinada e financiada pelo Irã, é uma das principais forças terrestres leais à ditadura de Bachar Assad na guerra civil síria.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Bombardeio aéreo mata 30 refugiados na Síria

Um ataque aéreo atingiu ontem um campo de refugiados na Síria perto da fronteira com a Turquia. Cerca de 30 pessoas morreram, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil no país, citada pela agência Reuters.

A maioria dos refugiados tinha saído de Alepo e Palmira. Esta última estava em poder do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas foi retomada pelas forças da ditadura de Bachar Assad. Alepo é cenário da batalha mais violenta da guerra neste momento.

Os Estados Unidos condenaram o ataque dizendo não haver justificativa para bombardear um campo de refugiados. Um homem enfurecido gritava em reportagem da televisão britânica BBC: "Onde está o resto do mundo? Onde está a comunidade internacional? Esta é o regime de Assad."

Em mensagem enviada ontem ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, o ditador sírio agradeceu o apoio e prometeu uma vitória militar completa para acabar com o conflito. Desde 30 de setembro de 2015, a Força Aérea da Rússia intervém na Síria em defesa do regime.

Para demonstrar um compromisso de longo prazo, uma orquestra de música clássica russa fez um concerto nas ruínas de Palmira, parcialmente destruídas pelo Estado Islâmico. Tocou composições do alemão Johann Sebastian Bach e do russo Serguei Prokofiev.

Apesar da ameaça de Assad, um cessar-fogo de 48 horas parece estar sendo respeito, com violações esporádicas.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Rússia bombardeia Síria depois de Putin anunciar retirada

A Força Aérea da Rússia está realizando cerca de 25 missões de ataque por dia em apoio à ofensiva do Exército da Síria e milícias aliadas para retomar a cidade de Palmira, em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde maio de 2015, noticiou hoje a Agência France Presse (AFP).

Em 14 de março de 2016, o presidente Vladimir Putin anunciou a retirada das forças russas, que intervém na guerra civil síria para sustentar a ditadura de Bachar Assad desde 30 de setembro de 2015. É um sinal de que vai continuar apoiando o regime com armas, treinamento e bombardeios aéreos.

Putin declarou missão cumprida, retirando a Rússia de um conflito sem perspectiva de paz. O Kremlin pressiona Assad a negociar, mas, fortalecido, o regime não parece disposto a fazer qualquer concessão. Os intensos bombardeios russos visaram sobretudo os grupos rebeldes apoiados pelo Ocidente e os aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, como Arábia Saudita e Turquia.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Exército do Islã indica novo líder

A milícia extremista muçulmana Jaish al-Islam (Exército do Islã) indicou hoje Essam al-Buwaydhani como novo líder em substituição a Zahran Allouch, morto ontem num bombardeio da Força Aérea da Rússia contra o quartel-general do grupo, situado na região de Ghuta, nos arredores de Damasco, reportou a agência de notícias Associated Press.

O ataque também matou os líderes das milícias Ahrar al-Sham (Movimento Islâmico dos Homens Livres do Levante) e Faylak al-Rahman. Os três grupos fazem parte da aliança jihadista autointitulada Exército da Conquista.

Desde 30 de setembro de 2015, a Rússia intervém na guerra civil na Síria para sustentar o regime de Bachar Assad. A história indica que a morte de líderes de milícias jihadistas não afeta a capacidade de combate do grupo.

As negociações entre representantes da ditadura de Assad e grupos rebeldes sobre a paz na Síria devem começar no fim de janeiro com em Genebra com mediação das Nações Unidas.