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quarta-feira, 1 de março de 2017

Exército da Síria e aliados retomam cidadela de Palmira

O Exército da Síria e milícias aliadas reconquistaram a cidadela da cidade histórica de Palmira, no centro do país, anunciou a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá, informou a agência Reuters.

A cidadela fica nos arredores de Palmira, uma cidade histórica do tempo do Império Romano que o regime sírio retomou em março de 2016 e voltou a perder dois meses depois para a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, quando se concentrava na Batalha de Alepo.

Durante seu domínio, que parece estar chegando ao fim, o Estado Islâmico destruiu parte das ruínas de Palmira, considerada patrimônio histórico e cultural da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Ditadura de Assad assume controle total de Alepo

Depois da saída de rebeldes e civis, o Exército da Síria anunciou hoje ter controle total de Alepo, a maior cidade do país e principal centro econômico antes do início da guerra civil, noticiou a agência Reuters.

A Batalha de Alepo durou quatro anos. Foi a maior derrota dos rebeldes em cinco anos e nove meses de guerra civil na Síria, desde que o o ditador Bachar Assad mandou a polícia e o Exército atirarem em manifestantes desarmados que lutavam pela liberdade e democracia na chamada Primavera Árabe.

Com a queda de Alepo, os rebeldes dominam apenas uma cidade importante do Oeste da Síria, Idlibe, onde as forças leais à ditadura de Assad concentram seus ataques com o apoio da Força Aérea da Rússia e de milícias xiitas aliadas do Irã, do Iraque e do Líbano.

Ao atacar Idlibe e ignorar Palmira, no centro do país, tomada recentemente pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Assad e seu aliado Putin deixam claro que seu alvo não é o Estado Islâmico.

Para os rebeldes, acaba a esperança de derrubar Assad, seriamente ameaçado quando a Rússia interveio, em 30 de setembro de 2015, mas a luta continua. Com o apoio de países sunitas do Oriente Médio, especialmente a Arábia Saudita, as outras monarquias petroleiras e a Turquia, eles devem manter uma guerra de baixa intensidade.

A maioria da Síria é muçulmana sunita. Enquanto a questão sunita não for resolvida, não haverá paz no Oriente Médio.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Ditador da Síria está perto da vitória em Alepo

Depois de quatro anos, a ditadura de Bachar Assad está prestes a retomar o controle de Alepo, que era a capital econômica da Síria quando começou a guerra civil, há cinco anos e nove meses. Com o apoio da Força Aérea da Rússia e de milícias xiitas do Irã e do Líbano, o Exército sírio afirma ter retomado 98% da área em poder dos rebeldes.

Os rebeldes que ocupavam a metade leste de Alepo fugiram ou estão encurralados. Mais de 50 mil civis saíram da áreas antes dominada pelos rebeldes. Dezenas de milhares continuam cercados, sem água, energia elétrica e hospitais.

Com a queda de Alepo, Assad retoma o controle de todas as grandes cidades da Síria, mas a guerra está longe de acabar. No fim de semana, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante voltou a invadir a cidade histórica romana de Palmira, no centro do país, que estava em poder do governo desde maio deste ano.

A vitória de Assad não deve ser aceita passivamente pela Turquia, a Arábia Saudita e outras monarquias petroleiras do Golfo Pérsico que são inimigas do Irã e do regime sírio. Esses países devem continuar armando, treinando e financiando os rebeldes.

Assad é o principal responsável e o maior terrorista na guerra civil da Síria. Com a intervenção militar russa a partir de 30 de setembro de 2015, o ditador reassumiu aos poucos o controle dos principais centros urbanos, mas nada indica que o atual regime será capaz de consolidar a paz depois de 400 mil e que a metade da população fugiu de casa.

sábado, 9 de julho de 2016

Estado Islâmico derruba helicóptero e mata pilotos russos

A milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante derrubou hoje um helicóptero sírio Mi-25 fabricado na Rússia perto da cidade de Palmira, na província de Homs, no centro da Síria, matando dois pilotos russos, revelou em Moscou o Ministério da Defesa.

O Estado Islâmico divulgou um vídeo do ataque na sua agência de notícias na Internet Amaq. O helicóptero foi atingido quando tentava deixar a área depois de ficar sem munição.

A Rússia e os Estados Unidos anunciaram um acordo para unir forças no combate ao Estado Islâmico na Síria, mas ainda não há sinais visíveis desta cooperação no campo de batalha. O acordo entre Rússia e Turquia faria parte desta coordenação geral de esforços contra a milícia terrorista.

Com a reaproximação entre Moscou e Washington, é improvável que o ditador sírio Bachar Assad faça qualquer concessão nas negociações de paz mediadas pelas Nações Unidas. Mais do que derrubar Assad, o maior objetivo dos EUA é derrotar o Estado Islâmico.

NOTA: dias depois, o Ministério da Defesa da Rússia desmentiu sua própria notícia.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Bombardeio aéreo mata 30 refugiados na Síria

Um ataque aéreo atingiu ontem um campo de refugiados na Síria perto da fronteira com a Turquia. Cerca de 30 pessoas morreram, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil no país, citada pela agência Reuters.

A maioria dos refugiados tinha saído de Alepo e Palmira. Esta última estava em poder do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas foi retomada pelas forças da ditadura de Bachar Assad. Alepo é cenário da batalha mais violenta da guerra neste momento.

Os Estados Unidos condenaram o ataque dizendo não haver justificativa para bombardear um campo de refugiados. Um homem enfurecido gritava em reportagem da televisão britânica BBC: "Onde está o resto do mundo? Onde está a comunidade internacional? Esta é o regime de Assad."

Em mensagem enviada ontem ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, o ditador sírio agradeceu o apoio e prometeu uma vitória militar completa para acabar com o conflito. Desde 30 de setembro de 2015, a Força Aérea da Rússia intervém na Síria em defesa do regime.

Para demonstrar um compromisso de longo prazo, uma orquestra de música clássica russa fez um concerto nas ruínas de Palmira, parcialmente destruídas pelo Estado Islâmico. Tocou composições do alemão Johann Sebastian Bach e do russo Serguei Prokofiev.

Apesar da ameaça de Assad, um cessar-fogo de 48 horas parece estar sendo respeito, com violações esporádicas.

terça-feira, 29 de março de 2016

Rússia convida EUA para desminagem de Palmira

A Rússia pretende convidar a coalizão liderada pelos Estados Unidos na luta contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante para desativar as minas deixadas pela milícia terrorista na cidade de Palmira, recentemente recapturada pelo Exército da Síria, noticiou a agência russa Tass, citando fontes militares e diplomáticas não identificadas.

O Ministério da Defesa da Rússia espera que alguns países participem, especialmente os EUA. Na versão da agência russa, tenta usar Palmira para ampliar a cooperação na Síria de modo a facilitar as negociações de paz.

Com a intervenção militar da Força Aérea da Rússia a partir de 30 de setembro, o equilíbrio de forças mudou no campo de batalha a favor da ditadura de Bachar Assad. A Batalha de Palmira mostrou mais uma vez que o Exército da Síria depende de ajuda externa para recuperar seu território.

No momento, o regime sírio não parece disposto a fazer concessões à oposição. O presidente Vladimir Putin deixou claro ao ordenar sua retirada parcial que está disposto a não deixar Assad perder a guerra, mas não quer um envolvimento de longo prazo.

domingo, 27 de março de 2016

Exército da Síria anuncia reconquista de Palmira

Com o apoio da Força Aérea da Rússia, que só ontem fez mais de 140 ataques, o Exército da Síria e milícias aliadas venceram a Batalha de Palmira, uma cidade situada no centro do país que estava em poder do Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde maio de 2015.

Ainda há combates no leste da cidade, ao redor de uma prisão e na área do aeroporto, mas a maioria dos milicianos do Estado Islâmico fugiu na direção leste, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria.

A intervenção militar da Rússia a partir de 30 de setembro de 2015 mudou o equilíbrio de forças no campo de batalha, fortalecendo a ditadura do aliado Bachar Assad, principal responsável pela guerra civil síria.

Com a queda de Palmira, está aberto o caminho em meio ao deserto que leva a Deir el-Zur e Rakka, considerada a capital do autoproclamado califado do Estado Islâmico. No Iraque, o Estado Islâmico perdeu no ano passado das cidades de Tikrit e Ramadi. Na semana passada, o Exército anunciou o início da ofensiva para retomar Mossul, a cidade maior cidade iraquiana.

Assim, o Estado Islâmico está sendo pressionado em várias frentes. Está sob bombardeio das duas forças aéreas mais poderosas do mundo. O secretário de Estado americano, Ashton Carter, afirmou que a organização terrorista perdeu 40% dos territórios que ocupava no Iraque.

Se Rakka e Mossul caíram, o califado estará liquidado. Por isso, o Estado Islâmico tenta se estabelecer na Líbia e cometer atentados terroristas no resto do mundo que o legitimem diante dos extremistas muçulmanos que pretende atrair para a guerra.

Os atentados terroristas de 13 de novembro de 2015 já pareciam um sinal de desespero. Outros virão para o Estado Islâmico provar que ainda está vivo.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Governo da Síria obtém vitória estratégica em Palmira

Com apoio aéreo da Rússia e em terra de milícias aliadas, o Exército da Síria retomou hoje Palmira, no centro do país. É a última grande cidade a caminho de Rakka, a capital da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a Agência France Presse (AFP).

A reconquista de Palmira, uma cidade histórica com construções neolíticas e do Império Romano, reduz consideravelmente a área do autoproclamado califado do Estado Islâmico. É a maior vitória da ditadura de Bachar Assad desde que a intervenção militar da Rússia, em 30 de setembro de 2015, mudou o equilíbrio de forças no campo de batalha a favor do governo.

Houve 56 ataques aéreos e bombardeio de artilharia na batalha de Palmira. O Estado Islâmico tentou resistir explodindo dois carros-bomba, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil síria.

Em cinco anos, mais de 270 mil pessoas foram mortas na guerra civil da Síria e 5 milhões fugiram do país.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Rússia bombardeia Síria depois de Putin anunciar retirada

A Força Aérea da Rússia está realizando cerca de 25 missões de ataque por dia em apoio à ofensiva do Exército da Síria e milícias aliadas para retomar a cidade de Palmira, em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde maio de 2015, noticiou hoje a Agência France Presse (AFP).

Em 14 de março de 2016, o presidente Vladimir Putin anunciou a retirada das forças russas, que intervém na guerra civil síria para sustentar a ditadura de Bachar Assad desde 30 de setembro de 2015. É um sinal de que vai continuar apoiando o regime com armas, treinamento e bombardeios aéreos.

Putin declarou missão cumprida, retirando a Rússia de um conflito sem perspectiva de paz. O Kremlin pressiona Assad a negociar, mas, fortalecido, o regime não parece disposto a fazer qualquer concessão. Os intensos bombardeios russos visaram sobretudo os grupos rebeldes apoiados pelo Ocidente e os aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, como Arábia Saudita e Turquia.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Hollande oferece asilo para obras de arte ameaçadas pelo terror

Em discurso na 70º Conferência Geral da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), com sede em Paris, o presidente François Hollande ofereceu ontem "asilo" na França para as obras de arte e o patrimônio histórico e cultural ameaçados pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

"O direito de asilo vale para as pessoas, mas deve valer igualmente para suas obras, para o patrimônio mundial", declarou Hollande. "É a razão pela qual este dispositivo fará parte da Lei de Liberdade de Criação que a ministra da Cultura, Fleur Pellerin, deve apresentar ao Parlamento.""

Em sua sanha para destruir tudo o que consideram profano e anti-islâmico, o Estado Islâmico destruiu, entre outros, monumentos históricos e artísticos em Hatra, Mossul, Nínive, Nimrod e Tal Afar, no Iraque; em Deir ex-Zor, Palmira e Rakka, na Síria; e até mesmo um santuário sufista em Trípoli, a capital da Líbia.

As correntes mais radicais do Islã proíbem a reprodução da figura humana para evitar a idolatria. Além de destruir parte do patrimônio histórico e cultural, o EI vende obras de arte saqueadas no mercado negro como fonte de renda adicional.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Estado Islâmico conquista cidade estratégica na Síria

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante tomou o controle da cidade estratégica de Al-Kariatain, na província central de Homs, informou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental com sede em Londres que monitora a guerra civil na Síria.

Pelo menos 60 combatentes morreram na batalha, 37 das forças leais à ditadura de Bachar Assad e 23 milicianos do Estado Islâmico. A conquista de Al Kariatain dá aos jihadistas o controle de uma estrada ligando as regiões de Palmira e de Kalamun, ao norte de Damasco.

Os Estados Unidos intensificaram seus esforços contra o Estado Islâmico na Síria, mas a presença de vários grupos armados com interesses diferentes complica uma ação conjunta. A Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda no conflito sírio, sequestrou recentemente vários rebeldes moderados treinados pelos EUA.

Em pouco menos de quatro anos e meio, mais de 230 mil pessoas foram mortas na guerra civil da Síria, que continua sem solução a vista.

domingo, 24 de maio de 2015

Estado Islâmico executa 400 pessoas em Palmira

Desde a queda da cidade histórica de Palmira, em 20 de maio de 2015, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante executou pelo menos 400 pessoas, informou hoje a agência Reuters citando como fonte a mídia estatal da Síria. A notícia não foi confirmada.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental com sede em Londres que faz a contagem de mortos, feridos e refugiados na guerra civil síria, disse que várias pessoas foram degoladas, mas não fez uma estimativa do número total de mortos.

As tomadas de Ramadi, no Iraque, e Palmira, na Síria, foram importantes avanços do Estado Islâmico. O Exército do Iraque e milícias aliadas lançaram uma ofensiva para reconquistar Ramadi, capital de Ambar, a maior província iraquiana. As milícias sunitas pediram mais armas.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Iraque retoma parte de Beiji e liberta 300 soldados

O Exército do Iraque e milícias aliados reconquistaram hoje o setor oeste da cidade de Beiji, na província de Saladino, que estava em poder da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e libertaram 300 soldados presos na refinaria da cidade, anunciou o secretário-geral da milícia xiita Exército dos Justos.

Nos últimos dias, o Estado Islâmico obteve importantes vitórias. Tomou Ramadi, capital da província de Ambar, a maior do Iraque, e Palmira, no centro da Síria, o que o coloca na rota para Homs, o berço da revolução síria, e de lá para a capital, Damasco.

Apesar das vitórias, analistas militares acreditam que o grupo está indo longe demais e não terá condições de manter e administrar os territórios conquistados.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Estado Islâmico volta a entrar em Palmira

Milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante entraram de novo hoje na cidade histórica de Palmira, no centro da Síria, noticiou a Agência France Presse (AFP). Os jihadistas tomaram a chefiatura de polícia antes de se infiltrar pelos bairros da Zona Norte da cidade, que tinham tomado em 16 abril e perdido em menos de 24 horas.

Cidade histórica ameaçada
Se o Estado Islâmico tomar o Sudoeste da cidade, há o temor de que destrua as ruínas de uma cidade histórica de mais de 2 mil anos, uma encruzilhada importante das culturas romana, árabe, persa e turca, considerada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).

Os terroristas já destruíram monumentos históricos que consideram profanos em Mossul, Nimrod, Nínive e Hatra.

Apesar das recentes vitórias na Síria e no Iraque, onde tomou Ramadi, capital da maior província iraquiana, analistas militares acreditam que o combate em duas frentes debilita o Estado Islâmico. No Iraque, milícias xiitas iraquianas financiadas e treinadas pelo Irã preparam uma contraofensiva.

Ontem, o Estado Islâmico anunciou na Internet que vai marchar rumo a Bagdá. Embora ainda pareça improvável que consiga tomar a capital do Iraque, pode aumentar sua capacidade de atacar a cidade com atos terroristas.

No fim do dia de hoje, o EI tomou toda a cidade de Palmira, onde fica uma das prisões da ditadura da Bachar Assad.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Estado Islâmico toma maiores campos de gás de Homs

Em mais uma importante vitória, desta vez na Síria, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu hoje o controle total dos campos de exploração de gás natural de Al-Hail e Arak, os maiores da província de Homs, situados a 40 e 25 quilômetros a nordeste da cidade de Palmira, noticiou a Agência France Presse (AFP).

Foi mais um duro golpe na ditadura de Bachar Assad, que vê sua base se poder em erosão. Os dois de campos eram fontes de energia vitais para as áreas controladas pelo regime sírio.

É mais uma vitória importante para o EI, que acaba de tomar Ramadi, capital da província de Ambar, a maior do Iraque.

Desde 13 de maio de 2015, o Estado Islâmico combate forças do governo da Síria junto às ruínas da cidade histórica de Palmira, patrimônio cultural da humanidade. Chegou a dominar o Norte da cidade até ser expulso por tropas sírias.

Pelo menos 364 pessoas foram mortas em Palmira, inclusive 62 civis, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental ligada à oposição com sede em Londres que faz a contagem de mortos, feridos e refugiados na guerra civil da Síria.

Desde o início do conflito, em 18 de maio de 2015, mais de 220 mil pessoas foram mortas na Síria. Quase 5 milhões fugiram do país.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Estado Islâmico ameaça cidade histórica síria de Palmira

Os combates entre o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e as forças leais à ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria se aproximam das ruínas da antiga cidade de Palmira, do tempo do Império Romano, considerada patrimônio histórico e cultural da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).

A guerra está a dois quilômetros de Palmira, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição com sede em Londres, citado pela Agência France Presse.

Neste momento, uma conferência internacional realizada no Cairo avalia os prejuízos causados pelo Estado Islâmico ao destruir as ruínas das cidades históricas de Nimrod e Hatra. Se Palmira cair, não será diferente.

"O sítio já sofreu com quatro anos de conflito, sofreu pilhagem. Representa um tesouro insubstituível para o povo sírio e para o mundo", declarou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.

O salafismo, ideologia dos jihadistas do Estado Islâmico, considera heresia a representação de animais e seres humanos. Sua política é de terra arrasada. Saqueia o que puder vender para financiar a guerra e destrói o resto.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Guerra civil também destrói patrimônio cultural da Síria

Além das mais de 100 mil mortes, a guerra civil iniciada em março de 2011 está destruindo o patrimônio histórico e cultural da Síria, permitindo o roubo de objetos de milhares de anos.

"Um número incontável de pessoas morre nas batalhas e sua cultura, que tem 5 mil anos e inclui alguns dos textos mais antigos da humanidade, também está se perdendo", lamenta o professor Hans Neumann, da comissão organizadora da 32ª Conferência Alemã de Estudos Orientais, que deve reunir mais de mil especialista do mundo inteiro no próximo mês na Universidade de Münster.

As perdas irreparáveis são parte da destruição de um país, uma nação em que havia uma frágil aliança entre grupos étnicos e religiosos, e sua cultura.

"Muitos sírios sofrem com a destruição e as escavações ilícitas em sítios históricos", acrescenta o pesquisador alemão. "Eles têm muito orgulho de cidades que são patrimônio cultural da humanidade, como Alepo, Damasco e Palmira. São as bases de sua identidade na História do Antigo Oriente Médio".