A monarquia absolutista da Arábia Saudita executou 37 homens por vários crimes políticos, noticiou hoje a televisão americana CNN. O Ministério do Interior revelou que um foi crucificado.
As execuções em massa têm por objetivo impedir a atividade política dentro do reino, uma monarquia feudal com características medievais, especialmente dos xiitas da Província Oriental. Ao mesmo tempo, mostram o desrespeito aos direitos humanos fundamentais e aumentam as preocupações de empresários e investidores ao fazerem negócios com o regime saudita.
O país raramente usa a crucificação para aplicar a pena de morte. O último caso era do ano passado, com um condenado por assassinato e estupro. Muitos executados foram presos entre 2012 e 2014, durante uma onda de protestos de muçulmanos xiitas na Província Oriental, rica em petróleo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 24 de abril de 2019
domingo, 24 de maio de 2015
Estado Islâmico executa 400 pessoas em Palmira
Desde a queda da cidade histórica de Palmira, em 20 de maio de 2015, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante executou pelo menos 400 pessoas, informou hoje a agência Reuters citando como fonte a mídia estatal da Síria. A notícia não foi confirmada.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental com sede em Londres que faz a contagem de mortos, feridos e refugiados na guerra civil síria, disse que várias pessoas foram degoladas, mas não fez uma estimativa do número total de mortos.
As tomadas de Ramadi, no Iraque, e Palmira, na Síria, foram importantes avanços do Estado Islâmico. O Exército do Iraque e milícias aliadas lançaram uma ofensiva para reconquistar Ramadi, capital de Ambar, a maior província iraquiana. As milícias sunitas pediram mais armas.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental com sede em Londres que faz a contagem de mortos, feridos e refugiados na guerra civil síria, disse que várias pessoas foram degoladas, mas não fez uma estimativa do número total de mortos.
As tomadas de Ramadi, no Iraque, e Palmira, na Síria, foram importantes avanços do Estado Islâmico. O Exército do Iraque e milícias aliadas lançaram uma ofensiva para reconquistar Ramadi, capital de Ambar, a maior província iraquiana. As milícias sunitas pediram mais armas.
terça-feira, 10 de março de 2015
Paquistão volta a aplicar a pena de morte
O Paquistão vai suspender uma moratória de sete anos em execuções, informou hoje a televisão pública britânica BBC. Depois do ataque da milícia dos Talebã a uma escola em dezembro de 2014 em que 137 crianças e adolescentes foram mortos, a moratória havia sido levantada para terroristas.
Mais de 8 mil pessoas estão no corredor da morte. Cerca de mil perderam seus recursos e tiveram os pedidos de clemência rejeitados.
Desde 2001, a guerra civil deflagrada por milícias extremistas muçulmanas contra o Estado paquistanês causou cerca de 50 mil mortes. O país ainda discute se a guerra contra o terrorismo é um conflito interno ou importado do Ocidente depois dos atentados de 11 de setembro daquele ano nos Estados Unidos.
Mais de 8 mil pessoas estão no corredor da morte. Cerca de mil perderam seus recursos e tiveram os pedidos de clemência rejeitados.
Desde 2001, a guerra civil deflagrada por milícias extremistas muçulmanas contra o Estado paquistanês causou cerca de 50 mil mortes. O país ainda discute se a guerra contra o terrorismo é um conflito interno ou importado do Ocidente depois dos atentados de 11 de setembro daquele ano nos Estados Unidos.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Jordânia executa dois terroristas
Em resposta ao assassinato do piloto Muath al-Kasseasbeh, queimado vivo numa fogueira pela milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, e a protestos populares contra sua morte, o governo da Jordânia executou na madrugada de hoje dois terroristas condenados à morte: Sajida al-Richawi e Ziad Kabouli.
Na semana passada, o Estado Islâmico exigiu a libertação da iraquiana Sajida al-Richawi, sentenciada à morte por participar de um atentado terrorista suicida em que suas bombas não explodiram, em 2005.
Para soltar Sajida, a Jordânia pediu provas de que ele estava vivo. Provavelmente já estivesse morto. Um general jordaniano declarou que o piloto, um tenente-aviador da Força Aérea, morreu há um mês em 3 de janeiro de 2015.
A notícia e as imagens da morte macabra foram divulgadas na Internet no dia em que o rei Abdala II estava sendo recebido na Casa Branca pelo presidente Barack Obama. Ele cancelou o resto da viagem aos Estados Unidos e voltou a Amã.
O outro terrorista executado há pouco era Ziad Kabouli, ex-assessor de Abu Mussab al-Zarkaui, fundador da rede Al Caeda no Iraque, que viria a se transformar no Estado Islâmico do Iraque em 2006 e no Estado Islâmico do Iraque e do Levante em 2013, na guerra civil da Síria.
Analistas militares consideram a execução do piloto um erro estratégico grave do Estado Islâmico, que atraiu contra si o Exército da Jordânia. Desde setembro de 2014, os Estados Unidos lideram uma guerra aérea contra a milícia terrorista, mas não entram em combate no solo.
Até agora, isso coube a guerrilheiros curdos e ao despreparado e incompetente Exército do Iraque. As Forças Armadas da Jordânia são um inimigo muito mais preparado e o povo jordaniano está nas ruas pedindo vingança.
Na semana passada, o Estado Islâmico exigiu a libertação da iraquiana Sajida al-Richawi, sentenciada à morte por participar de um atentado terrorista suicida em que suas bombas não explodiram, em 2005.
Para soltar Sajida, a Jordânia pediu provas de que ele estava vivo. Provavelmente já estivesse morto. Um general jordaniano declarou que o piloto, um tenente-aviador da Força Aérea, morreu há um mês em 3 de janeiro de 2015.
A notícia e as imagens da morte macabra foram divulgadas na Internet no dia em que o rei Abdala II estava sendo recebido na Casa Branca pelo presidente Barack Obama. Ele cancelou o resto da viagem aos Estados Unidos e voltou a Amã.
O outro terrorista executado há pouco era Ziad Kabouli, ex-assessor de Abu Mussab al-Zarkaui, fundador da rede Al Caeda no Iraque, que viria a se transformar no Estado Islâmico do Iraque em 2006 e no Estado Islâmico do Iraque e do Levante em 2013, na guerra civil da Síria.
Analistas militares consideram a execução do piloto um erro estratégico grave do Estado Islâmico, que atraiu contra si o Exército da Jordânia. Desde setembro de 2014, os Estados Unidos lideram uma guerra aérea contra a milícia terrorista, mas não entram em combate no solo.
Até agora, isso coube a guerrilheiros curdos e ao despreparado e incompetente Exército do Iraque. As Forças Armadas da Jordânia são um inimigo muito mais preparado e o povo jordaniano está nas ruas pedindo vingança.
sábado, 8 de novembro de 2008
Indonésia executa terroristas de Báli
O governo da Indonésia anunciou hoje a execução de três condenados pelo atentado terrorista contra um bar, restaurante e discoteca na ilha de Báli, em 12 de outubro de 2002.
Um ano, um mês e um dia depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, os fundamentalistas muçulmanos atacaram a paradisíaca ilha indonésia, muito freqüentada por surfistas e turistas ocidentais e da Austrália, país que deu o grosso da força de paz das Nações Unidas estacionada no Timor Leste, que obteve a independência em 1999, depois de ser ocupado pela Indonésia por 24 anos.
Pelo menos 202 pessoas morreram no atentado terrorista em Báli, inclusive um brasileiro.
Um ano, um mês e um dia depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, os fundamentalistas muçulmanos atacaram a paradisíaca ilha indonésia, muito freqüentada por surfistas e turistas ocidentais e da Austrália, país que deu o grosso da força de paz das Nações Unidas estacionada no Timor Leste, que obteve a independência em 1999, depois de ser ocupado pela Indonésia por 24 anos.
Pelo menos 202 pessoas morreram no atentado terrorista em Báli, inclusive um brasileiro.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
China vai executar com injeções letais
A China, país que mais aplica a pena de morte no mundo, vai aumentar o número de execuções com injeções letais, reduzindo o uso de tiros em seus assassinatos legalizados.
Para o vice-presidente do Supremo Tribunal Popular da China, Jiang Xingchang, o uso de injeções é mais humano.
Para o vice-presidente do Supremo Tribunal Popular da China, Jiang Xingchang, o uso de injeções é mais humano.
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